Notas da Autora
Sakura descobre que...
Capítulo 13 - Fase eliminatória. Parte III - Final
Como se lesse o pensamento dela, ele fala, decidindo amenizar um pouco:
- Não é essa consequência, Sakura. E sim, que você não terá oponente.
- Hã?
Mutaito faz sinal para ela olhar para os lados e nisso, a jovem observa que vários discípulos estavam saindo do local, percebendo a face de medo deles, assim como o odor que impregnava o ambiente, fazendo-a ficar cabisbaixa, ao ponto de cair sentada no chão, desanimada, se deprimindo e frente à tristeza de sua neta, decide relevar o ocorrido, pois, a saiyajin já estava sendo punida, de certa forma e agora, provavelmente, sabia que poucos teriam a coragem de enfrenta-la.
- Bem, você queria o que, minha neta? Você exagerou.
Sakura percebeu que a voz dele voltou a ser gentil e isso, aplacou um pouco a sua tristeza, sendo que a visão dela sem adversários a deprimia, demasiadamente, sendo que Luap e a sua mãe flutuam até a jovem, dando tapinhas nos ombros, tentando confortá-la, enquanto que se sentiam mal, pois, as mesmas se consideravam culpadas, de forma indireta, da tristeza daquela que salvou as suas vidas.
Então, a saiyajin se levanta ao ver que muitos partiam, sendo que havia nada menos do que cinco monges na entrada, anotando algo nas suas pranchetas.
As gatinhas iam segui-la, quando Nya, a mãe de Luap a detém, quando olha para um sinal que Mutaito fez e compreendendo o motivo, quando eles explicaram a ela, a pequena gatinha olha tristemente para a jovem que se afastava e murmura:
- Sakura-san...
Conforme a saiyajin se aproximava da entrada do imenso salão, percebe que o cheiro de medo que os impregnava, ficava ainda mais forte.
Então, pelo canto dos olhos, percebe que havia alguns no salão, ainda e passa a olha-los, percebendo que não pareciam ter medo e que estavam, provavelmente, aguardando o desenrolar dos acontecimentos.
Conforme caminhava para a entrada, percebia que os discípulos se afastavam apavorados, até que a saiyajin pergunta a um dos monges que estava um pouco nervoso com a proximidade entre ambos:
- O que eles estão fazendo?
- Desistindo... Acreditamos que noventa sete por cento deles desistiram.
Sakura fica chateada, inicialmente, ao ponto da sua cauda ficar caída, ao desenrolar de sua cintura.
Porém, após alguns minutos, suspirando deprimida, olha para trás, para os demais que ficaram e que, a seu ver, eram diferentes da "massa" de guerreiros que saia, ao perceber, imediatamente, que estes que ficaram, totalizando catorze discípulos, usavam ki e não somente a pura força física e frente a isso se anima, decidindo que era melhor ter poucos, mas, bons, do que muitos ruins, enquanto tomava a decisão de se conter ao máximo, pois, percebeu que eles desconsideravam a luta contra Fuji, ao notarem, assim como ela, que o mesmo possuía apenas força física.
Frente a essa "segunda chance", fez uma promessa fervorosa a si mesmo, jurando que conteria o seu sangue alienígena, assim como a sua força e poder, dosando-os demasiadamente, para poder ter adversários e assim, se divertir lutando, mesmo que não pudesse ter a luta ideal, que seria contra um adversário poderoso, com ela não precisando se conter.
Frente a esse anseio, lhe veem a mente Piccolo Daimaou e sente-se um tanto triste pela ausência de um adversário do nível dele, assim como um ligeiro arrependimento por mata-lo ao se recordar da luta fantástica que teve, sendo algo que nunca experimentou antes e que seu coração e sangue em suas veias ansiavam para rever, pois, naquele momento se sentiu estranhamente viva e igualmente feliz, de uma forma intensa e que não havia vivenciado até aquele momento.
Então, se anima ao se recordar dos planos que formulou em segredo por anos e o fato que isso poderia ser sanado, de certa forma, enquanto se preparava para a provável reação que seu avô e Muten, teriam ao descobrir o que ela planejou, assim como teria que enfrentar Kami-sama e Mister Popo.
Porém, por enquanto, ainda era cedo para pensar na reação que eles teriam e decide se concentrar no presente, sabendo que deveria treinar a sua paciência, assim como controle de ki, além de força, enquanto que o seu sonho não se concretizava, ainda, era demasiadamente cedo, sendo que precisava conter e muito o seu sangue que fervia, clamando pela intensa felicidade que vivenciou e que ansiava, ardentemente, sentir novamente algum dia, sabendo que até o dia tão aguardado, deveria se conter e muito para ter um oponente no presente e assim se divertir, ao menos um pouco.
Com a diminuição drástica de lutadores, Tsuru, com uma capa, assim como o seu otouto, ficaram escondidos, no fundo da sala.
Já, Muten, com a invisibilidade, podia ficar tranquilamente no centro, desde que ninguém esbarrasse nele, sendo que compreendia a fuga deles, após o destino de Fuji.
Mutaito nota que o humor de sua neta melhorou, julgando que talvez fosse pelo fato de que, os que ficaram, eram diferentes daqueles que saíram e frente a isso, comenta, com um sorriso no rosto:
- Parece animada.
- Eu estou animada, jii-chan. Ficaram alguns e eles são diferentes dos outros. Eles sabem usar ki. Pelo menos isso.
- Fico feliz que tenha adversários, Sakura-san!
Laup exclama animada, pois, viu a salvadora dela e de sua mãe feliz e era isso o que importava, sendo tal opinião compartilhada pela genitora.
- Mas, mesmo eles, não são adversários para o seu nível. Você sabe disso, né? – o avô dela comenta.
- Sim, jii-chan. Por isso, vou me conter. Eu prometo. Afinal, se eu não fizer isso, ficarei sem oponente. Não posso mostrar que sou mais poderosa do que eles.
- Mas, tome cuidado. Afinal, se eles ficaram, é porque possuem confiança em suas habilidades.
- Pode deixar jii-chan! Estou ansiosa para ver as técnicas! – nisso, ela exclama feliz com a cauda abando para os lados.
- Todos os artistas marciais venham aqui, por favor. – um monge fala no centro da área de eliminação e todos se aproximam.
Os outros catorze olhavam para Sakura atentamente, como se tentassem ler os movimentos dela, algo que percebeu, mas, que preferiu ignorar.
- Bem, temos um grande problema. É preciso ter no mínimo dezesseis participantes para as lutas. Mas, somando vocês todos, temos apenas quinze. Não sabemos o que fazer.
Eles ficam pensativos por alguns minutos, até que ouvem uma voz:
- E se eu entrar?
Todos os quinze, assim como o monge, se viram para um jovem com uma roupa tradicionalmente chinesa.
Ao longe, Tsuru olhava atentamente o seu otouto, percebendo o quanto ele cresceu e respeitou o desejo dele de participar do torneio, sendo que o mesmo ansiava enfrentar Sakura, após ver o que ela fez com Fuji, adorando a humilhação que proporcionou a ele, assim como a demonstração de poder.
Seu fascínio, por mais estranho que fosse e igualmente ilógico ao mais velho, impulsionava o irmão mais novo a participar e frente a isso, foi obrigado a ceder e autorizar a participação dele, desde que o otouto dele não revelasse que era irmão do mesmo.
- Meu jovem... Não sei se... – o monge fala receoso, secando o suor da testa – Somente artistas marcais podem...
Nisso, eles faz movimentos de artes marciais com exímia habilidade e fala:
- Sou um artista marcial em treinamento. Vi que muitos guerreiros saíram por serem covardes, assim como fracos e gostaria de me candidatar. Se vocês me aceitarem, terão dezesseis discípulos, conseguindo assim realizar o torneio, não é?
- Bem, sim... Iremos fechar com dezesseis.
- Então, essa é a solução perfeita. Afinal, esse Torneio nunca foi cancelado desde que foi criado há incontáveis séculos atrás, pelo que eu soube e acredito que não vão querer inaugurar isso, marcando a história do torneio para sempre. – Tao Pai Pai fala com um sorriso de satisfação, ao ver o quanto os seus argumentos eram imbatíveis.
O monge seca o suor, após se recuperar da surpresa, assim como ficou preocupado, sendo que no íntimo, concordava com o jovem, pois, seria vexatório cancelar o torneio, sendo que algo assim nunca aconteceu antes.
Porém, sabia o quanto o mestre daquele templo era exigente e duvidava, piamente, que ele aceitaria tal proposta, que soaria como no mínimo descabida ao mesmo, pelo que conhecia da personalidade dele.
- Vou consultar o sumo sacerdote e falar da sua proposta. Volto daqui a pouco.
Nisso, ele sai apressado dali, para explicar o problema que vivenciavam e a solução que um jovem desconhecido deu.
Enquanto isso, um dos discípulos se aproxima e pergunta consideravelmente cético:
- Moleque... É mesmo um artista marcial?
- Sim. – ele responde com uma pose altiva.
- Qual o nome do seu mestre?
- Não é conhecido, ainda... Mas, em vez de me criticar, você deveria me agradecer. Assim como todos vocês. Se eu não participar, o torneio será cancelado e terão que esperar o título de mestre para o próximo ano.
Todos se entreolham e murmuram, concordando amargamente com o que ele falou.
Nisso, Sakura se aproxima e agradece com animação:
- Muito obrigada por se candidatar para ser o décimo sexto lutador!
- Pelo menos você reconhece isso. – ele comenta surpreso, para depois ficar animado, ao ver que o olhava como se fosse um salvador.
- Sim. Ademais, você tem um nível diferente dos que saíram. Eu sinto isso – ela fala animada – Mal vejo a hora de lutarmos!
A saiyajin fala com um sorriso enorme, tendo dificuldade em manter a sua cauda na cintura, que se encontrava abanando para os lados.
- Nunca vi uma humana com cauda. – ele comenta curioso – É de verdade?
- Sim. Eu nasci com isso.
A saiyajin fala sorrindo, sendo que o fato dela ser uma extraterrestre era um segredo que deveria ser mantido a todo o custo.
- Incrível. – Tao Pai Pai comenta animado.
Nisso, vê a jovem curvar-se e começar a fareja-lo, fazendo- o ficar sem graça, enquanto que os demais arqueavam o cenho para o gesto, no mínimo estranho, para eles:
- Há um odor familiar impregnado em você... É de alguém que considero como um irmão. O nome dele é Tsuru.
Sakura comenta, enquanto arqueava o cenho, sabendo que seu avô não ouvia a conversa deles.
- Bem, eu andei por vários lugares e em alguns, fiquei vários dias com o meu sensei.
Sakura descreve Tsuru e Tao Pai Pai finge estar pensativo, até que fala:
- Bem, acho que vi alguém como você descreveu. Tive que alugar um quarto compartilhado, por alguns dias.
- Aonde foi isso? – ela pergunta ansiosa.
- Lamento, mas, passei em tantos quartos assim, que não lembro qual foi exatamente. Só sei que era em um local bem frio.
Nisso, Sakura fica desanimada e ao longe, Tsuru vê e sente pela sua imouto.
Porém, não queria que ela visse no que ele se tornou, preferindo que mantivesse a memória de como ele era no dojo do avô dela.
- Que pena...
Tao Pai Pai compreendia o motivo de seu irmão manter a sua presença em segredo, pois, o mesmo explicou e frente a isso, percebeu o intenso carinho que sentia por sua "imouto honorária", como ele se referia a ela.
- Eu vou me concentrar, enquanto o monge não retorna. Até mais, Sakura. Mal vejo a hora de enfrenta-la... Espero ter a sorte de pegá-la como adversária.
- Eu também!
Nisso, eles dão as mãos e o jovem se afasta, para meditar.
Então, um homem se aproxima e cumprimenta Mutaito e depois, Sakura com um sorriso:
- Me chamo March. Tenho a honra de falar com o renomado Mestre de artes marciais Mutaito e sua honorável filha, Sakura, aquela que derrotou o rei dos demônios, Piccolo Daimaou?
- Sim. – Mutaito fala, após ver o emblema no haori do artista marcial a sua frente – É discípulo de Chiriase, né? Não vi o seu mestre, ainda e já faz algum tempo que não converso com ele.
O jovem fica cabisbaixo e depois, fala:
- Ele se sacrificou para que pudéssemos escapar do ataque daquele monstro... – ele comenta dentre os dentes, enquanto torcia os punhos.
Mutaito suspira tristemente e fala:
- Foi uma grande perda para as Artes marciais.
- Eu era o mestre substituto dele e, portanto, assumi o dojo. Busco o título de mestre para ser o mestre oficial... – ele olha para Sakura com um sorriso triste no rosto – Mas, já me resignei. Bem, há sempre um próximo ano, né?
Mutaito compreende o que o jovem falava, pois, Sakura derrotou o rei dos demônios, que até então era invicto e que matou milhares de pessoas, inclusive, mestres famosos e ele era somente um discípulo.
- Estas são Laup e sua mãe, Nya. – Sakura apresenta as gatinhas e nisso, o jovem as cumprimenta.
- Prazer em conhecê-lo. – ambas falam em usino.
- O prazer é meu. – ele fala gentilmente.
- Mal vejo a hora de lutamos! – Sakura exclama animada – O seu nível é diferente dos outros que saíram.
Ele se surpreende e sorri, para depois falar:
- Eu considero uma honra lutar contra você. Pelo menos, essa honra eu terei, já que sempre tem o próximo ano para tentar o título de mestre. Em nome da honra de lutar contra você, sendo uma oportunidade imperdível, não abandonei a eliminação – ele fica pensativo – Sabe, antes eu tinha uma opinião equivocada sobre você ao vê-la algumas horas atrás.
- Equivocada? – a saiyajin arqueia o cenho.
- Sim. Quando você humilhou aquele discípulo... Mas, agora, acredito que ele deve ter feito algo de muito ruim para você trata-lo dessa forma.
Sakura fica sem graça e então, explica o ocorrido, sendo que o jovem fica horrorizado ao saber o que ele fez com seres inocentes e indefesos.
- De fato, mereceu a humilhação... Sinceramente, acho que foi pouco, pois, somente um ser desprezível faria algo assim a seres indefesos, apenas pelo prazer de ser cruel. Ele não merece ser um discípulo de artes marciais, possuindo tal comportamento cruel e perverso.
- Se não tivesse feito isso, não o teria humilhado. Simplesmente, o jogaria para fora da arena.
- Se bem, que não haveria lugar para joga-lo devido ao tamanho. Seria mais fácil nocauteá-lo. – o jovem ri, seguido dos demais.
- Agora que você falou, é verdade. – ela comenta pensativa.
Nisso, a saiyajin sente que ele coloca uma mecha de cabelo dela atrás de sua orelha, com a mesma exibindo uma face confusa, com o seu avô notando que em muitos aspectos, sua neta era inocente demais, sendo que se culpava, pois, era um homem e não conseguia encontrar meios de conversar sobre assuntos de mulheres com a sua neta que estava crescendo e se tornando uma jovem atraente e bonita, que estava despertando a atenção do sexo oposto.
Já, Muten e Tsuru sentiram ciúmes e desejo de trucidar o infeliz que tocou na imouto deles, sendo que também perceberam a face confusa dela, compreendendo que ela era ainda demasiadamente inocente e isso começava a preocupa-los, demasiadamente:
- Após terminar o torneio... O que acha de comemos algo?
- Comida? – os olhos dela pareciam brilhar, para a surpresa do jovem, devido ao entusiasmo da mesma.
- Acredite... Se for convida-la para comer, permita que ela pague a maior parte da conta.
O avô dela fala em um riso ao se recordar do apetite de sua amada neta que comia quantidades absurdas e nunca engordava, apesar de comer por mais de setenta pessoas, ficando especialmente faminta após uma luta ou treino acirrado, provavelmente, pela energia que gastou no mesmo.
Em vista disso, possuía uma noção considerável de como estaria o apetite dela, após o término das lutas, sendo que se recorda de quando ela teve idade suficiente para caçar sozinha, a saiyajin se dirigia a montanha, a explorando, visando encontrar presas imensas.
Após algumas horas, retornava arrastando um peixe ou um dinossauro ou um réptil, todos absurdamente imensos, para que ela pudesse saciar o seu apetite e ri levemente, ao se recordar do olhar que os seus outros discípulos, principalmente os novatos, exibiam, ao descobrirem que aquela caça era somente para ela, com os mesmos ficando no mínimo embasbacados, pois, demoravam para acreditar que o que viam, era de fato, algo real e não uma ilusão.
Inclusive, acreditava que os seus discípulos perguntaram a si mesmos, aonde ela guardava tanta comida em seu corpo, já que não engordava, além do fato, de que a quantidade era demasiadamente absurda para os padrões humanos.
- Mas, o certo seria que eu pagasse, já que a estou convidando.
- Acredite, jovem. Minha amada neta tem um apetite monstruoso, sendo que ela estará especialmente faminta, após as batalhas.
O jovem acha graça ao ver o entusiasmo da mesma e nisso, sorri:
- Bem, vamos ver, quando chegar o momento. Mas, não ouvi se a sua honorável neta aceita.
- Envolvendo comida, ela aceita. – ele sentencia.
- Claro que sim! Comida! – a saiyajin exclama animada, com a cauda abanando de forma praticamente indecente para os lados.
- Ótimo! Vou até os demais contar o verdadeiro motivo da humilhação, para que tenham uma opinião melhor sobre você.
Nisso, ele curvar-se e pega a palma da mão dela para beijar o dorso, com a mesma ficando confusa pelo gesto dele, enquanto o mesmo se afastava e frente a isso, olha para o seu avô e pergunta:
- Por que ele fez essas coisas estranhas?
