Só pra adiantar, essa fic é RANK T! Não se esqueçam ;D

E eu vou mudar o número de mistérios para 9! ;P

- Atualizado 28/02-

Então, aqui estou eu novamente...Só Terça-feira...Quase uma semana depois XD'' Desculpem...

Primeiramente, obrigado a todos! Realmente muito obrigado! *-*
Não imaginei que isso dos "Mistérios" ia ter uma repercussão tão grande! *-*
E também pelo fato de...70 REVIEW's! 70! OMG! - Desmaia-
Isso é tão emocionante! *-*
Mas agora eu planejo chegar aos 100! ù.u - A chata-

Agora a parte que lhes interessa, do comentários da última vinheta, e a apuração.


Pamela: Minha cara, um review gigante de vocês me fazem ter um ataque de felicidade, e escrever um capítulo e meio em menos da metade do tempo XDDD Por favor, não se contenha.

Você disse que andou pesquisando a Hist. do Brasil, e isso me deixou muito, mas muito feliz, mas...Não achou nada de muuito interessante? Mas como isso é possível? Ainda mais nessas datas? XD'

Tente 'pesquisar' de outras formas, ou ver de outros jeitos, uma outra forma, digamos, "Mais Pamela" de pesquisar, por que como do fim do Império á mudança pra republica, até os tempos atuais, não tem nada de interessante? XDD'

Além do que, você passou na frente de muitos focos da fic, sem perceber.

Sobre os mistérios que você apontou...

Os três primeiros que você apontou, são uma coisa só, principalmente o segundo e o terceiro. O primeiro seria uma tentativa do Minas de dizer que ele não devia se preocupar com "Aquilo".

O 4º, a relação entre São Paulo e Minas, você apontou o fato dele ter ruborizado, muito bem observado, parabéns.
Cada qual tem algo atraente em si, algo que destaca, e digamos que um ponto do Sampa seria esse sorriso, também pela questão de que ele não sorri muito assim.
Ainda assim, é algo a se pensar, e muita areia ainda vai rolar envolvendo esses dois, então...

Você fez 2 pontos!


Hun-chan: Falamos muito no MSN, e estava realmenet muito focada para achar esses mistérios xD
Agora, eu não lembro se você me disse algum outro fora do ...Eu vou considerar só os que estão aqui, mas se tiver mais, pode acrescentar depois o/

O fato deles se encararem, realmente, ninguém sabe exatamente o por que, mas fazem isso a séculos. 1 mistério.

O que raios Sampa fez na última reunião internacional XDD Sim, sim, acarretou muitos problemas, e só Brasília, o próprio e Brasil sabem, a claro, os afetados apenas desconfiam. 2 mistérios.

A do Acre eu estou pensando se considero ou não.

Repetir tudo o que o review anterior disse, não da né XD, então vou considerar tudo como um só.

4º Relação São-Minas e "Aquilo".

Assim sendo... Você fez 3 pontos! Com o do Acre 4.


Houve outras pessoas que eu perguntei, ou mesmo comentaram comigo por MSN, mas estas não fizeram mais que 2 ou três pontos também.

Essa é apuração referente aos comentários da Vinheta anterior, no qual não houve nenhum ganhador =/
Com o acréscimo deste capítulo, no entanto, o número de mistérios aumentou, e com isso o número mínimo passou a 9.

A segunda apuração segue ao final do capítulo.


Capítulo 6 - Coisas como...Será que ele é...?

Pulso descontrolado, respiração presa, um calor indescritível lhe subindo pelo corpo, ao tempo que o álcool deslizava de uma boca a outra, costas batendo dolorosamente na parede, sem se importar, a dor de seus pulmões que imploravam por ar era muito pior, mas... Era simplesmente impossível parar.

Sua língua se entrelaçava como num duelo com a contraria, o forte gosto de licor em ambas as bocas, só fazia as sensações mais embriagantes, e o beijo mais fogoso.

Inclinava o rosto como podia, tentando desobstruir o caminho de suas narinas, para aspirar o ar que fosse. Sentia umas espertas mãos deslizarem sobre seu tórax que subia e baixava descompassado, exploravam tudo que podiam, por cima da camisa grudada pelo suor da noite.

Não ficaria para trás, mesmo dopado pelo álcool, também se adiantou a seu atacante, passando pela parte da mascara que ainda não havia sido arrancado pelos movimentos tão bruscos, seguiu por seu pescoço, a ponta de seus cabelos, e seu tórax... Tórax sem mais, tratavas-se de um homem...

Ardeu em extasie ao sentir um sobressalto do contraria ao chegar perto de seu mamilo direito. E a palma daquele homem alguns centímetros mais alto começava a explorar por baixo de sua camisa, sentia sua temperatura chegar a patamares dignos de um país litorâneo.

O atacado, no entanto, teve a mão afastada, e levada por cima da cabeça, presa num ato ousado. Ah...Se não fosse pela tamanha quantidade de álcool no sangue do mais baixo, tal ação não seria tão fácil.

Talvez

Não ligava para isso, tudo que lhe importava naqueles momentos, era aquela boca, aqueles lábios, as mordiscadas, e os quase gemidos que tentavam escapar entre aquele beijo carnavalesco. Sua cabeça, porém, latejava, latejava, sabia que não aguentaria muito mais... Mas não parava... Aquela língua não o permitia, por mais que estivesse mareado, e tudo que sua mente processava era...

"Mais, quero mais, mais..."

E respirou como se nunca na vida, como se tentasse recuperar todo o ar negado a seu interior de uma vez só, e tal desespero foi transformado em um gemido afogado quando sentiu uma forte mordida atacar seu pescoço.

Seus movimentos estavam tão atrasados, o álcool não o deixava raciocinar direito... Contudo, mais do que isso, algo dentro de si, lhe dizia que não havia problemas, embora, não sabia se era o êxtase da situação falando...

Mais...Só queria mais...

Mas, não seria dessa vez...

Seu corpo não aguentava mais, e o inconsciente lhe acolheu...

Desmaiou.

-.-.-.-.-

- Sério, si alguém pensar in começâ uma briga, eu num respondo pelos meus atos...

O Brasil só começa depois do carnaval, ou ao menos essa era a intenção.

- Own, cê de ressaca é tão bunitinho Minas~

- Eu num istó de ressaca, só é uma dôzinha di cabeça i..._ tentava defender-se o mineiro, um tanto envergonhado...
Mesmo depois de ter passado quase todo o feriado avisando o capixaba para não beber tanto...Não acreditava que era ele que tinha se dado mal no fim...

- Ah, tudo bem Minas, acontece nas melhores famílias - Dizia o capixaba sorridente, enquanto bebia um generoso gole de cachaça da garrafa que trazia descaradamente em mãos - E nas piores também, então vamo nessa

- ... Ocê só podi té um burraco negro pra álcool no estomago Santo...É impossivel...- Observava como o vizinho conseguia acabar com mais uma garrafa. - Quanto ocê consegui bebé? Bebeu o feriadu inteiru!

- Quanto? hmm...Depende...- Pós a mão no queixo pensativo - Quanto álcool cabe no oceano atlântico?

O Mineiro não sabia se ficava impressionado ou horrorizado com tal informação, optando por ambos.

- Ora vamos! Era só brincadeira Minas~

- Ah...

- E ao menos EU não estou de ressaca...

- Num tô di ressaca!

Ambos Estados se aproximavam do prédio onde se realizaria a primeira reunião do ano, depois da última perto do ano novo. Sim, o país tinha que começar depois do carnaval não é? ...

Se a ressaca permitisse, é claro.

Ao chegarem ao piso da reunião, a cena que encontraram foi mais ou menos o que esperavam... Silencio total e absoluto, forte cheio de álcool, e muitas, muuuitas olheiras. E olha que ainda não havia chegado todo o país, e cá entre nós, nem iria chegar.

Aqui e ali as regiões estavam desfalcadas, porém a mais gritante era a do nordeste, onde a parte da mesa estava praticamente vazia, e os corajosos que haviam chegado até ali, encontravam-se dormindo apoiados uns nos outros, e não pareciam nem um pouco dispostos a levantar. Tudo parecia um tanto bamba e fora de lugar, só mesmo a região Sul parecia realmente normal..."Normal", na medida do possível.

- Essa é a reunião mais inútil do ano... - Resmungava Brasília, surpreendentemente baixinho, claro, havia ressaca demais nessa sala para arriscar seu pescoço gritando.

Os dois do sudeste caminharam então a parte da mesa correspondente, vendo que incrivelmente seus dois outros vizinhos estavam lá.

São Paulo estava só o pó da rabiola, cortado em pedacinhos e pisado em cima...Assim de péssimo, jazia apoiado com seus cotovelos na mesa, bebendo o que parecia ser um santo remédio para ressaca, suas olheiras ainda maiores que normalmente, embora parecia um cadinho mais moreno.

Já Rio de Janeiro, afastara um pouco a cadeira do vizinho, usando da parede apoio, seus cabelos escondiam em parte seu rosto, mas parecia haver capotado feio já há algum tempo.

Ao se aproximarem, antes mesmo de abrirem a boca para cumprimentar ambos...

- Nem adianta me perguntar o que fiz no carnaval - Avisou o paulista vendo de lado o mineiro - Eu não me lembro de absolutamente nada e nem adianta perguntar pro Rio também, ele já apagou faz uma meia hora... Parecia prestes a vomitar.

E o espaço entre os dois então, havia sido feito pelo próprio paulista, para evitar...Acidentes.

- Hmm..- Então mudou a pergunta - O que ocê ta bebendu?

E tirou sem grandes dificuldades a xícara do paulista, sentindo o cheiro e tomando um gole, fazendo careta logo em seguida.

- Receita minha - Disse pegando-a de volta - E olha que dessa vez eu nem bebi tanto assim...

- Sério? ondi ocê foi para dessa vez? - questionou buscando algo para beber para tirar o terrível gosto da boca.

- Mato Grosso, bem melhor do que aquela vez que bebi tanto no carnaval que fui parar quase na Bolívia...Cara, queria saber como eu fiz isso...

- E rio te disse alguma coisa antes de capotar? - Agradecia o copo de água que o capixaba fizera o favor de trazer enquanto Brasília se questionava se começava a reunião ou não.

- Hmm... Disse..." Eu não acredito que fiz isso", ele deve ter feito a famosa 'besteira de carnaval', eu perguntei pra ele o que era, mas o idiota não respondeu...Na verdade eu gostaria de saber se fiz alguma merda também...

- Há, não é o único - Comentou Ceará que havia ouvido parte da conversa e acordou com o cheiro de café que Paraná havia feito. - É um mistério...

- Também num lembra Ceará?

- Quase nada...Sêrrgípe tâmbém não –Apontou para o lado, um dos nordestino que dormia calmamente - E Pernambuco mal sabiâ quim eu era quandu liguei pa ele hoje di manhã...

- Vocês são uns loucos - intrometeu-se Rio Grande do Sul, pelo simples fato que não tinha mais o que fazer naquela reunião - Não sabes quando parar, é?

- Depois da Oktoberfest discutimos isso com você, gaúcho - Retrucou seco o paulista.

E antes que o sulista começasse uma discussão sem volta, Santa Catarina o puxou pela gola da camisa, quase o lançando no chão, acalmando os exaustos ânimos alguns instantes.

- Ouvi dizer qui uma boa idêia pra sabé o qui fez antes, é olhar o que tem nos bolsos, carteira, bolsa... - Comentou o mineiro observando os próprios.

Os outros desmemoriados acharam interessante tal pauta, e saíram a vasculhar algo de anormal em meio a suas coisas. ES trazia uma garrafinha de Vodka com limão, uma pinga pequena, três vales pão-de-queijo, sua carteira com dinheiro e talz, e sua arma favorita...É não havia nada de incomum nas suas coisas

Nas de Minas tão pouco, o que diferenciava era um pote fechado de doce de leite na bolsa que trazia...O que era estranho, ao menos para os outros. São Paulo tinha quatro pedaços de barbante, um pedaço de uma passagem de avião, e um pouco de confeti. Ceará no entanto...

Observava uma embalagem de plástico quadrada e aberta, em que dizia "Faça sex...", então um corte no plástico, e o único legível depois era " om segurança"

- Aaaah - Exclamou analisando a embalagem, voltando a guardar nas suas coisas - Esquece... Eu já lembrei o qui eu fiz.

Guardou-a rapidamente sem que ninguém notasse, ao tempo que a busca seguia, nesses instantes os Centro-oeste e Norte discutiam suas festas durante o feriadão, e Brasília curiosamente também participava da busca em suas próprias coisas, e parecia extremamente envergonhado com o que tinha encontrado, tentando passar despercebido como podia de Goiás e dos Gêmeos Mato Grosso.

A curiosidade matou o gato, e quem sabe esse gato era paulistano, por que São Paulo não pode deixar de se inclinar para o dormido vizinho, tentando colocar a mão em seu bolso, e saber o que trazia.

- O que tu pensa que ta fazendo? - No entanto, foi interrompido por uma mão brusca, que interrompeu sua trajetória, e o dono da voz não parecia nem um pouco de bom humor.

- Indo ver o que cê tinha no bolso, por que? Achou ruim? - E mesmo de ressaca brava, senhoras e senhores.

- Não é teu pra tu ficar fuçando!

- Então não caia de bêbado de praça no meio da reunião seu idiota!

- Ta - E para espanto total da nação o carioca não retrucou, apenas tornou a se arrumar, olhando para outra direção.

O paulista era o mais surpreso, e até, por que não, preocupado... O fluminense ou tava muito cansado ou...

Tentando não abusar da sorte, Brasília achou melhor dar um recesso no inútil encontro, para comerem alguma coisa, e tirar o possível de álcool do sangue, com exceção de Espírito Santo. E assim sem nenhuma contra á ideia, os Estados foram saindo, alguns carregados, outros arrastados, bem, o importante é que saíram.

A capital dos negócios demorou um pouco para seguir caminho, ainda observando de esguelha seu vizinho.

- Pode ir, eu falo cum eli - Disse Minas baixinho somente para o paulista.

- Hum...? Ah...ta, não que eu me importe! - E saiu tentando aparentar realmente o que disse.

- Ah, claro...

Dito e feito, só haviam sobrado Rio de Janeiro e Minas naquela sala, pois até mesmo espírito Santo havia saído para buscar mais café.

Sentando mais perto, pode notar preocupado que estranhamente o fluminense parecia algo pálido...Mantinha sua cabeça baixa, com olhos abertos, e parecia totalmente perdido em pensamentos. -

- Rio...ta tudo bem cum'ocê?

O mais velho se sobressaltou com a chamada, nem ao menos notara a saída de todos.

- Ah...Eu? Sim...Eu acho...Talvez...

- Ainda bem qui ocê tem certeza - não pode deixar de brincar o moreno, mas em seguida emendou - Aconteceu alguma coisa?

- ...Eu fiz uma besteira Minas...Uma besteira muito , muito grande... - Mordeu o lábio inferior com força, e receio.

- Ora vamos Rio - tentou consola-lo - São Paulo foi parar bêbado em Mato Grosso, Ceará fez sexo com seja lá quem for, Santo deve ter bebido uma adega inteira, eu bebi uma adega inteira! E só esperá pá vê as historias qui os outros vão contá...- Riu um pouco sem graça, mas continuou. - Pernambuco nem deve lembrar quiem é a essas alturas, sem imaginar Bahia né...Além du que, somus estéreis, ocê num podi engravidar ninguém...Intão...

- E-eu...E-eu beijei...- Disse em um fiozinho de voz.

- Ah...E qual o pro-

- Um homem! - Disse quase em desespero, ou melhor, em desespero, com a voz quebrada e fechada. - Eu beijei um homem no carnaval Minas!

- Ah...

E Espírito Santo chegou ao exato momento de assobiar com tal informação.

A primeira reação do mineiro foi segurar o máximo possível o riso, lastima que o capixaba não teve tanto sucesso, já quase caindo no chão de tanto rir. Internamente, era nesses momentos do vizinho, que agradecia que o mesmo passava despercebido.

- Hm...E ocê lembra...

- Não...- respondeu com pesar, ainda mais pálido -Não lembro quem foi...N-nem ao menos onde foi...M-mas acho que aconteceu no final da festa..

O mineiro olhava feio para o "Santo" presente, alertando-o de parar com isso, ao tempo que Rio de Janeiro escondia o rosto entre as mãos.

- Eu não acredito...Não acredito que fiz isso...

Minas suspirou, aproximando mais sua cadeira e dando tapinhas consoladores no ombro do mais velho, o menor em estatura do sudeste tranquilizou a respiração como pode e se aproximou também. Quantos seriam aqueles que chegam a tal ideia depois do carnaval...

- Eu acho que... Eu acho que... - A voz do carioca tremia quando falava, morrendo de medo das próprias palavras. -...EU acho que sou...G...G...Gay

-...E tipo...Cê não sabia disso? - Cortou toootalmente o ar da situação o espírito-santense

- Espírito Santo! - Alertou o belo- horizontino em baixa voz.

- Ora vamos...Olha o jeitinho dele, não acredito que ele não sabia que era gay...Ta tão óbvio

- Num precisa ser grosseiro, pensa qui eli descobriu da pió forma possível - Seguia sussurrando, vendo se seu vizinho notava que conversava com o "Nada".

- Num sou grosseiro, só sou direto e realista. - Deu de ombros, e seguiu irônico - E pior jeito? Sendo pegado(beijado)? Existem formas muuuito piores.

- Minas...? - Chamou outra vez o carioca, até então sem notar as ações dos vizinhos, perdidos nos próprios pensamentos.

- E..bem...- Seguiu, meio relutante sobre seguir perguntando ou não - ...Ocê lembra di...Alguma outra coisa?

-...Não...- Bebeu um gole de seu chá de folhas de mamão, que estava ao seu lado, evitando olhar o mineiro de frente, ainda envergonhado, porém já um pouco mais calmo...Eu disse um pouco - Mas um policial me acordou, eu estava dormindo num banco perto de um carro deles...O policial me disse que um homem tinha me deixado lá, pra eu não fazer nenhuma outra..."Besteira"...

- Hmm...E...

- Cê estava com roupa, tipo, a roupa toda?

- Espírito Santo! – Exaltou-se novamente pela pergunta, extremamente direta, de seu vizinho.

- Ué? O cara bebeu até cair e cê briga comigo?

-...

- Além do que, isso é muito estranho, fala sério, o cara todo bonzinho não só leva o Rio pra longe do aperto, e nem si quer assediado pelo cara ele foi?

- Santo! Pooor favor! – Insistia preocupado, vendo de lado se o carioca havia escutado tal dissertação, porém, graças aos céus, e a invisibilidade do capixaba, o mesmo seguia vendo seu chá meio depressivo, sem notar nem uma palavra da conversa.

- Ah, sejamos realistas Minas, olha pra ele! Com essa cara de "galã de novela das nove", e ainda por cima bêbado, chamando Urubu de meu Louro! – Dizia indignado o mais baixo – Cê sabe que ele bêbado é mais mansinho que a Bahia dormindo na rede! Quer me convencer então que o cara que beijou ele não deu nem uma tocadinha?

- Espírito Santo! Pelu Amor di Deus! – Viu com pavor como o fluminense parecia levantar o rosto, notando enfim a conversa – Para, por favooor!

-... Qualquer um com um mínimo de juízo e bom gosto teria passado a noite com ele! E mais, até mesmo Sampa, seja hetero ou não, duvido que tivesse deixado escapar! Ainda mais com esse traseir-

Minas tapou desesperado a boca de seu vizinho, pálido, ao notar uma nuvem negra formar-se em volta do carioca, porém...

- Ei, três - São Paulo vinha entrando pela sala.

- Ah! Sa- Tentava se soltar o moreninho - pa!

Ergueu a sobrancelha observando a cena, Rio com uma cara meio estranha, tapava a boca de Minas Gerais, e o moreno por sua vez tapava a de um menino que ele não lembrava quem era.

- ...Eu nem vou perguntar o que cês tavam fazendo... Prefiro nem saber - Chegou até perto e pegou suas coisas - Conseguimos fazer Brasília mudar de ideia, vamo embora pra um hotel, a reunião foi cancelada...Os taxi já tão lá fora...

Parou mais um instante, observando a estranhíssima cena.

- ... E...De boa, cês tão parecendo uns loucos...Parem com isso... Tão me assustando

Foi o com nome de mês que respondeu

- Ah,...Ta, tamo indo...

E lançando um último olhar estranhado ao trio, o paulista saiu, reclamando baixinho do por que sua região não podia ter Estados um pouquinho mais...Normais

- Não - seguiu o dono de Copacabana assim que a capital dos negócios sumira de vista - Falem. Uma. Única. Palavra. Para. Ele. Entenderam?

Minas apenas fez positivo com a cabeça, arrependendo-se amargamente o momento que perguntou ao vizinho se estava tudo bem, Espírito Santo apenas revirou os olhos impaciente. E assim recolheram suas coisas em silêncio, e seguiram o mais velho até o hotel que ficariam, o mesmo que sempre ficavam quando a reunião era em Brasília. E outro onde dividiam o quarto.

O caminho foi realmente tranquilo, e o taxista nem imaginava a sorte que tinha de ter pegado esses quatro num dia mais...Calmo. São Paulo dormiu encostado na janela, Rio observava o horizonte pensativo, Minas pensava o que poderia dizer para acalmar os ânimos cariocais, e ES apenas lamentava o fato de ter que pagar o Taxi também, pois Rio avisara que eram quatro pessoas.

Ao chegarem, Sampa teve que ser acordado com puxões de bochecha pelo mineiro, sendo observado pelos outros dois, nem um pouco contentes. O paulista parecia ser uma versão zumbi BR, tal era a forma que se arrastava para chegar ao lugar, no entanto, incrivelmente, foi o primeiro do sudeste a chegar ao quarto, os outros dois amigos ficaram para trás para impedir que o fluminense pulasse na frente de algum carro, devido à expressão com que olhava a avenida de frente. Depois de quase meia hora conseguiram convencê-lo, e os três foram para o aposento, passando pelos corredores altamente silenciosos do lugar. Parece que dormir é uma boa opção para ressaca, mas, nem sinal do paulistano dentro do cômodo.

- ...Eu simplesmente não quero que ninguém saiba... - Sussurrava tristemente a ex-capital, abrindo o armário que compartiam para guardar suas coisas - Muito menos São Paulo...

Um calafrio passou por seu corpo pela simples possibilidade do paulista desconfiar sobre isso...Seria seu fim, seu amargo e terrível fim...Se ele zuava eternamente o gaúcho de 'viado', mesmo o cara em todo esse 'clima' com a baiana...Ai, seria seu fim...

- Não pode, simplesmente não pode..._- Estava as beiras de um ataque de nervos. - Não pode...Não..

- Rio, calma... - Tentava minimizar o de cabelos encaracolas

- São Paulo t-

- Não diga!

- ...Certo, certo já entendi...

- Cara, odeio biba enrustida - E o capixaba resmungava deitado confortavelmente na grande cama.

-...O que será de mim agora? - Dizia horrorizado - E tudo isso de "Garota de Ipanema" e...E...Não, pode simplesmente não pode...Eu já namorei mulheres lindíssimas! N-na minha casa possui lindas, lindas mulheres! Então como, como!

- ...Bem...Rio...É só...hm...Mêsmo assim as vezes...Sabe...Podi acontecê...

- Muda pra "garoto de Ipanema" e bora ser feliz.

- Não pode! Simplesmente não! ...E...E não é só aquele maldito Beijo...E-eu também...Também andei tendo s-sonhos estranhos - A beira do colapso? Estava em colapso! - E...MERDA! Eu nunca, nunca maaais vou beber! Droga, droga, droga! Maldito beijador de homens bêbados!

-... Rio, calma...

- Aê, agora a coisa ta ficando boa...

- Mas, sonhos são sonhos Rio, e só um beijo n-

- Um beijo! - Dizia com desgosto, e voz quebrada - Droga, se fosse só isso...M-mas eu não desviei! n-não bati no cara, eu só...só...Droga, ele beijava bem e...eu segui...

- Mas ocê tava bêbado...

- M-mas eu...Mas eu...Eu podia ter desviado! Mas nãaaao...DROGA! Por que eu não pareii?

- Além de tudo, biba escandalosa...

-...Aiii...O que diria nosso pai? E as mulheres da minha casa? -estava completamente horrorizado.

- Rio...ô o coração..Ocê vai acabar tendo um infarto.

-...E escândalo de gay é o pior que tem...

- ...Ai...EU quero morrer - bateu a própria cabeça contra o armário em um grande baque - E-eu me...me... ex-...Excit...Aquele maldito...

O mineiro o tirou de perto do armário, e longe do seu 'castigador', o fluminense optou por ir em direção do capixaba, que já entrava em posição de defesa, caso o vizinho pensasse em tirar a limpo os comentários seus.

- O que eu fiz...de errado... - Lamentou sentando na cama, escondendo o rosto nas mãos outra vez - Santooo! Me mata! Atire em mim, qualquer coisa...

-...Ah, ta - E o nomeado simplesmente tirou a arma do bolso já preparando-a

- NÂAAAAO SANTO! – Se sobressaltou quase deixando seu coração dos montes sair pela boca.

- Ué, foi ele que pediu.

- NÂO FAÇA ISSO!

- Eu quero morrer...- Ainda seguia de rosto coberto, tentando assimilar as informações.

- Vamos Minas, só uma balinha, pobre homem...- Fazia cara de compaixão girando o revolver na mão.

- NUM ME FAÇA DE VILÂO! RIO CHEGA DISSO PELU AMOR DI DEUS! NÂO É TÂO RUIM ASSIM!

-...Como tu sabe? - Cortou de repente o drama, observando interrogante o exasperado mineiro.

- Não é comu si ocê tivessi virado um E.T ou algo assim..

- Não foi isso que perguntei - O de olhos castanhos lhe devolveu o olhar confuso - como tu sabe que não é.."Tão ruim assim"?

Um estranho silêncio se formou, e o capixaba até mesmo guardara a sua arma, observando atenciosamente.

- Ah...P-por que é normal uai...É só uma opção diferente e...

- Tu por acaso já ficou com um homem antes?

O menor de altura dos três agora parecia sumamente interessado e curioso, até mesmo sentando-se.

- Eu...- Seu rosto estava levemente vermelho - ...Não diria..."Ficar", mas...Rio é algo normal, na casa de todos nós, num é di agora, má só agora qui é mais evidenti...Num é como si todos vão começar a se afasta di ocê por ser diferenti...E só pur quê ocê...Meio qui gostô di bejâ um homem, num qué dizer qui nunca má vai podé bejâ uma muiê di novo...

A razão das loucuras daquele dia abaixou a cabeça pensativo, realmente mais calmo.

- Cê desviou da pergunta... - Resmungava o "Santo" vendo como Minas se sentava ao lado do novo gay. - I se ti preocupa a opinião dus outros, num vamo fala pra ninguém, má ocê num podi esconder pra sempre..

-...Eu sei...Vocês não vão mesmo...Me tratar de outra forma? - perguntava preocupado. - Nem se importar de compartir o quarto... Comigo?

- Cê não me derrubando da cama

- Uai Rio, claro que não, ocê num tem nada di mais soh! - Sorriu dando um tapinha do ombro do mais velho - Além du que, num é comi si fosse nús pegar enquanto dormíamos...

- C-cclaro, isso é absurdo - comentou Espírito Santo, sorrindo amarelo - Q-quem faria uma coisa dessas, hã? Haha...

-...Certo então... - Sorriu bem levemente.

Sim...Era gay...agora começaria então uma outra fase da sua vida...Ainda tinha algo de receio, ainda era tudo muito recente, mas era muito reconfortante saber que não estaria sozinho.

- Então Rio de Janeiro - Anunciava o 'santíssimo' Santo, levantando-se de um pulo da cama - Então faça seu primeiro teste gay

-...Como é?

- Simplesmente vá ao banheiro lavar o rosto pra se acalmar mesmo- Sorriu travessamente - E eu já te conto.

Nenhum dos outros dois entendeu onde queria chegar, mas Rio tampouco desgostou da ideia da água, não sabia o que o outro pretendia, mas ainda assim foi lavar o rosto para relaxar mais um pouco.

- O que ocê pretende fazer Santo? - questionou o fazendeiro preocupado, vendo a porta do banheiro ser fechada.

- Cê vai descobrir daqui menos de um minuto - Sorriu ainda mais - É só esperar.

-.-.-.-.-

O coração do Brasil respirou fundo ao estar dentro daquele pequeno cômodo, Minas tinha razão, talvez não fosse tão ruim assim...

Observou o próprio rosto cansado no espelho, e incrivelmente as olheiras não tiravam o atraente de seu rosto, embora o mesmo não percebesse, abriu um pouco a camisa que usava, pois por algum estranho motivo aquele banheiro encontrava-se incrivelmente quente, ou talvez fosse por causa do seu escândalo de a pouco.

Ao abrir parte da camisa, observou com pesar a prova irrefutável da noite anterior, uma marca quase roxa no seu pescoço, com o formato claro de uma mordida, tampou a mesma, e jogou uma considerável quantidade de água gelada no rosto.

- Eu gosto é das Pampas das minas de Sampa~

E seu corpo simplesmente congelou ao ouvir uma conhecida, terrivelmente conhecida voz cantarolado.

Não estava sozinho naquele lavatório, não, muito pelo contrario...E com pavor notou, somente agora, que muito além disso, alguém estava nesse momento tomando banho. A última pessoa e Estado que desejava encontrar nessa situação. ...

Ou quase...

A área de banho era separada por um grosso vidro de efeitos rústicos, ainda assim era vidro, e como tal, podia ver um pouco de uma alta silhueta baixo a água. Cabelos pretos curtos e escorridos sob as gotas, parece que o Estado de São Paulo havia se esquecido de fechar a porta antes de ir tomar banho.

Rio caiu com tudo com a poupança no chão, com o coração batendo mais rápido do que um carro de fórmula um fazendo a última volta.

- Eu gosto é-... E a cantoria foi interrompida, e o boxe aberto em decorrência do estranho barulho.

O paulistano colocou a cabeça para fora, e parte dos ombros encharcados, pequenos pingos caindo de seu cabelo, dessa forma, parecia até mais jovem.

- Ah, é você...O que faz tacado ai?

- ...Ah...P-por...POR QUE TU NÂO FECHOU A POR*** DA PORTA PARA TOMAR O CARA*** DO BANHO PAULISTA MALDITO! - Berrava com o rosto mais vermelho que maça madura.

- Ah, foi você que entrou sem olhar

E tornou a fechar, voltando tranquilamente ao seu banho. Os olhos do carioca o tracionaram da pior maneira, indo de cima a baixo, analisando como podia aquela silhueta, era magro, tão esbelto... Lavava o cabelo, baixou, sua cintura era reta, baixou, seu quadril... Estava coberto pelo porta toalhas, e se assustou ao perceber que xingou baixinho aquela maldita toalha indefesa que só o permitia ver dois palmos antes do joelho do mias velho.

Saiu como pode, meio engatinhando, meio tropeçando, do banheiro, batendo a porta atrás de si, recebendo o olhar dos outros dois.

- E então~ - Questionou ES.

Imediatamente lhe lançou um olhar de puro ódio.

- Ah, desculpa...Acho que esqueci de avisar que Sampa estava tomando banho, falha minha

O de Janeiro aproximou-se com o intuito de começar uma discussão, uma discussão de gay's, com temas bem gay's, enquanto Minas batia na testa agradecendo aos céus por ser uma pessoa calma e paciente...E por não estar segurando qualquer tipo de arma ou panela, claro.

- Isso não é justo!

- Era só pra cê ter certeza da sua gaycidade ué

- ORA SEU! NÃO PRECISAVA FAZER ISSO!

- Claro que sim! Se você não vê a massa, não da pra fazer uma lasanha!

- Que tipo de analogia é esta?

- Esqueceu algûmá coisa Sampa? - A discussão entre meios-irmãos parou pelo comentário do fazendeiro, e ambos se vivaram para ver o que queria dizer.

A capital dos negócios com uma blusa branca meio molhada e muiito mal abotoada, e apenas uma toalha cobrindo sua cintura. Rio de Janeiro parecia ter levado pelos menos umas cinco bofetadas, não precisamente do capixaba...

- Ah, não liguem para mim, esqueci minha calça. - Aproximou-se da cama, e pegou dito objeto, voltando como se nada ao banheiro, e dessa vez fechando a porta.

- Diziaa querido irmão?~ - A provocação capixaba

- Ah...E-u...Eu...Vou tomar café - Anunciou abaixando a cabeça e saindo lentamente do cômodo.

- Bem...É um avanço - Minas comentou - Agora, ele só precisa descobrir que age assim com Sampa, não necessariamente pelu motivo de ser gay

- Puf, ai já se vão mais um século até aquele ali entender.

- É...Tem razão - Sentou-se na cama, observando distraidamente a porta - Queria tanto qui esses dois ficassem juntos...

- Por que cê insiste tanto? - Acompanhando-o, sentou-se na cama também - Ta certo que antigamente cê e sua economia eram os mais prejudicados quando esses dois brigavam, e se parassem você seria o mais beneficiado, mas...Qual a desculpa agora? Cê não tem nada haver com essas briguinhas ridículas deles agora...Não é problema seu...

– Podi sé, má eu ainda conseguiré fazê os dois ficarem juntos - O mais velho fechou os olhos, apreciando aquele sotaque que tão bem gostava.

- ... Cê ainda continua com essa ideia?

- Má é claro! – E sorriu todo esperançoso, o qual o outro viu a tempo que abriu os olhos, e sentia seu coração vibrar - ...Não vô desisti...

-...Por que insisti tanto? - repetiu.

O olhar castanho pareceu perder-se por um instante, como perdido em alguma lembrança distante - -

-...Tenho meus motivus...

Espírito Santo bufou irritando.

- ...Vou ir beber café também... - E saiu, batendo literalmente os pés.

Minas ficou observando o teto por alguns instantes, até a dor de cabeça, intensificada por dia tão desgastante, embora nem reunião tiveram, o vencer em conspiração com o sono, sem nem ao menos notar quando o paulista sairá do banheiro, e deitara ao seu lado, perguntando-se onde estavam Rio e o outro Estado que não lembrava bem o nome agora. Sampa cobriu ambos, e também caiu nos braços de Morfeu.

-.-.-.-.-.-.- -

- Droga...Ficou ralo...- Reclamava a ex-capital observando seu café que mais parecia chá, devido a cor que possuía. E no instante seguinte o bule foi tirado de suas mãos pelo mais baixo que a poucos estava discutindo, Espírito...Santo, isso. - Ei!

- Tem que colocar mais pó de café e menos água - Foi até a pia da cozinha horizontal do lugar, pegando outra panela e abrindo a torneira, adicionando só um pouco de água a ela. - E também não pode deixar a água ferver - Acrescentou também, vendo um restinho de água de outra panela usada pelo carioca que ainda soltava algumas bolhas.- Se não o café fica com gosto de fervido.

- Ah... - Apenas observou como o outro colocava a panela no fogo, e abria o pote de café.

- Veja...Quando as primeiras bolhas aparecem nas laterais da panela - Apontou para a pequena quantidade de água, que borbulhava levemente no lugar indicado - Você deve desligar o fogo nessa hora.

E assim o fez, colocando então uma colher de sopa generosa de pó sobre um coador em cima do bule, e em seguida a água.

- Cê já adoçou?

- Hum? - Rio distraído pela receita ao vivo - Ah...Não...

- Ótimo - Adiantou-se outra vez a pia, pegando uma colher, mexendo um pouco o conteúdo, sem tocar o fundo, e depois uma xícara enchendo-a de café, bebendo em seguida um gole.

- ...Não é forte demais? - Não pode evitar dizer vendo-o beber café assim, puro.

- Ah sim, mas essa é a melhor forma de tomar café... - E ofereceu o bufe ao meio-irmão - É questão de costume.

Meio relutante, Rio pegou o bule, outra xícara e experimentou...E imediatamente fez uma careta de desgosto, era terrivelmente forte e amargo.

- tsc, tsc, sabe, apesar de mais velho, Sampa também não consegue beber sem açúcar, ele faz umas caretas até bem engraçadas, acho que ele ainda põe meia colher de chá ou algo assim - Bebeu outro gole.

"Ah claaaro, por que meia colher de chá faz taaanta diferença" Pensou sarcasticamente o carioca.

Um pequeno silencio, enquanto Rio adoçava um tanto constrangido o próprio café.

- Se quiser, eu posso te ajudar - recomeçou a conversa ES.

- ...Hum? Com o que?

-... A ser gay e não morrer na tentativa. - HE?

- Quase capotou pelo comentário - como é? E Tu é Gay?

- ... Cara, ou cê é muito lerdo ou cego – Bateu a mão na testa, e riu com a expressão ofendida de seu vizinho - E seu 'gaydar' funciona muito mal também.

- ...Ta, e por que tu faria isso?

- Hunf, e depois o grosso sou eu? - E terminou sua xícara em um último gole - Digamos que é meu dever, não sei se cê sabe, mas eu sou, digamos...Seu maninho mais velho

-...Er...Sério? - Ergueu as sobrancelhas observando para baixo, por que tinha que olhar para baixo para falar com o capixaba devido ao quatorze centímetros de diferença entre ambos -...Sério mesmo?

- É! - Acrescentou afrontado - E não precisa esfregar na minha cara que sou baixinho, ta? No mapa temos praticamente o mesmo território! E nas menores garrafas existem os melhores licores!

- ...Não seria "frascos" e "perfumes"?

- Não pra mim –Sorriu alcoolicamente, enchendo outra vez sua xícara

- Certo...- pensou por alguns instantes...Bem, não tinha realmente muito a perder, além de sua dignidade...Mas essa estava acostumada a ser perdida, ainda mais de quando o álcool estava envolvido - Tudo bem...Eu...topo.

- Excelente! - Acrescentou animado bebendo, e enchendo outra xícara, aproximando-se do vizinho - Mas já aviso que sou um professor severo!

E deu-lhe uma bom tapa no traseiro brasileiro do mais alto.

- Ei!

- Primeira lição! Só por que é gay não precisa escandalizar como mocinha entendeu? - E apenas riu da expressão revoltada da ex-capital - Mas pode seguir sendo escandaloso, afinal se não fosse, não seria você.

- Não sou escandaloso!

- Siiim, claaaaaro, e eu e Sampa somos realmente dois Santos - Foi sarcástico e irônico.

Rio cansado do terrível dia, e com o pescoço ardendo pela maldita mordida despediu-se do capixaba, sem ter realmente certeza de ter aceitado as tais... Lições. O mais velho, no entanto, seguiu na cozinha, até beber o último gole de café.

- E...quem sabe... Se esses dois acabarem juntos... - Pós tudo na pia com água, e encaminhou-se até o quarto. - O Minas finalmente...Pode ser mais ...meu...

Sorriu de lado, entrou no quarto sem fazer barulho, embora não fosse realmente necessário. Rio não só já estava dormindo, como também já estava abraçando seu fetiche paulista.

- he...Não é como se fomos pegar enquanto dorme não é? - Sussurrou baixinho, encaminhando-se até a ponta onde o mineiro dormia tranquilamente com a boca entre aberta, e sem pensar duas vezes, deu-lhe um suave beijo, passando lentamente sua língua entre os lábios alheios, agradecendo que Minas tenha 'puxado' o sono pesado do paulista - ...Quem faria uma coisa dessas, hã?

E satisfeito, lambendo os próprios beiços, adiantou-se á outra ponta da cama, deitando ao lado do fluminense e caindo no sono com sonhos muito santos e mineiros.


Aqui estou eu de novo o/

Mais uma vez obrigado por lerem esta fic *-*, vocês me deixam muito feliz!

Segunda apuração e novo desafio!

Maya: Adoro seus review's enormes, sábia? XD

1º Sim, sim, isso é um mistério :O, mas não um valido, eu sinto muito XD

O que São Paulo Fez afinal de contas? Hun-chan já apontou, mas a fic é a mesma... 1 Mistério.

3º A "resposta" dos papeizinhos, você pode encontrar em uma palavra no capítulo do natal, mais pro final, preste atenção no que fazem os Estados reunidos junto a Brasília. Boa sorte o/

4º Não, ele não quebrou xD Digamos que Minas escondeu a maquina antes de mostrar a foto, ela voltara a aparecer.

5º Estou pensando se considero a do Acre XD

6º Carência tadinho? XDD Acabou dando ele um apelido para o paulista, é apenas um diminutivo, para bater de frente com o nominho "Mih". Rio não gosta de ficar por fora.

7º Ele falou que depois ia dar o presente... Ainda não deu, pois é :O

A cicatriz do Sampa...Eu não diria "detesta", mas ele não gosta de ficar mostrando. E...Quando eu disse que só Minas sabia dela?2 Misterios

O quanto sabe Minas, realmente, e muito bem colocado, é um dos pilares da fic. 3 Mistérios.

10º Relação São-Minas, apontada todas as vezes. 4 Mistérios.

11º O amante do Rio XDD Sim...Probrezinho... 5 Mistérios.

12º Os quatro barbantes! XDD Sim, eu realmente não dou ponto sem nó, eles tiveram sim uma utilidade.Mistério 6

13º

É um mistério...Mas não é válido, desculpa XD

14º Muito, realmente muuuito, bem pensado e colocado. Será que ele realmente não ouviu nada? E o ES é realmente uma caixinha de surpresas. Mistério 7

Sendo assim, 7 pontos! Se considerar Acre, 8 pontos...

Sendo assim...

Há um empate entre Hun-chan e Maya-chan.

Caso uma das duas, encontre então, dois outros mistérios, ainda não citado por ninguém. Ganhará!

Ou mesmo se Pamela, ou alguém mais aparecer com nove, sendo que a partir de então os já citadores valerão 0.5 ponto, e o citados mais de uma vez, 0.25.

Boa sorte a todos! E lembrem-se, Spoiler's gratuitos do final século 18 ao final do séc. 20!


Um novo jogo.

Ouvir música é uma boa inspiração, e ainda melhor para embalar um ambiente, uma vida, ou mesmo uma simples leitura.

Que músicas, BRASILEIRAS, lembram a vocês esta historia ?

Em questões de situações, personalidades, relacionamento, o que passaram, ou estão passando DENTRO DO CONTEXTO E PONTOS MOSTRADOS NA FIC.

Músicas que falam diretamente do próprio Estado não valem XDDD Pois é óbvio que lembra ele, né? XDDD

Vocês podem tanto passar só o nome da canção, como os trechos que te lembram, ou mesmo o por quê.

As melhores indicações vão entrar para a fic no capítulo "Karaoke", cantado pelo Estado de sua preferencia!
Mais um prêmio especial!

Alguns exemplos que me lembram, e podem até mesmo servir de "spoiler":

Fera Ferida - Maria Bethânia.
Pode vir Quente - Barão Vermelho
Exagerado - Cazuza
Amor pra Recomeçar - Barão Vermelho/Frejat

O gênero da música não importa, contanto que seja brasileira.
Boa sorte a todos! E obrigado por tudo!

PS: "Estado do Rio de Janeiro,seja Bem Vindo ao maravilhoso mundo do Yaoi!"[2]
Ótimo comentário June Fujoshi! XDD