Descobertas
Era uma questão de tempo até descobrirem quem ela realmente era. Depois que Hermione lhe disse isso, frente à desconfiança redobrada de Sirius Black e à descoberta de Carice, não demorou para Gina chegar a essa conclusão. Conclusão que ela não admitiu até aquele momento, mas que sabia que era certa.
Então ouvir seu nome, seu verdadeiro nome, sendo pronunciado por Black não foi uma total surpresa. Não ficou nervosa nem teve vontade de negar sua identidade. Por um lado, sentiu alívio: acabariam as mentiras, ela pararia de imaginar a reação de Harry para descobri-la. Esperava mais do que tudo que ele não a odiasse. Por outro, ficou triste: provavelmente seria expulsa do Exército Alvo, afastada da guerra e de Harry. Não sabia o que seria mais doloroso.
Teria que dar um jeito de Rony aceitá-la em seu exército... Será que ele já tinha conseguido homens o suficiente? Ela poderia ajudá-lo! E se seu irmão lhe dissesse não mais uma vez, iria atrás do próprio Alvo Dumbledore. Hermione havia dito que ele era um bom homem. Talvez a entendesse e desse permissão para ela lutar por ele na guerra. Escreveria ao rei se Harry a expulsasse e Rony não a aceitasse!
Mas essas eram providências para o futuro. O presente exigia que lidasse com Black.
O lorde continuava encarando-a com aquele sorriso estranho e gentil. A diversão estampada no rosto dele fez Gina temer mais o que estava por vir do que uma cara feia faria.
- O que o senhor quer de mim? – perguntou. A voz era a de Gina, não a de Fênix.
Talvez o homem pedisse para ela ir embora dali para nunca mais voltar. Se afastar de Harry seria difícil, mas poderia ser bom para esquecer aquele algo dentro dela.
Talvez Black não tivesse contato a verdade a Harry e mandasse ela fazer isso. Era justo. Além disso, tinha feito um juramento aos deuses. Deveria cumpri-lo, já que Harry havia sobrevivido, ou os deuses cobrariam seu preço.
Talvez Black tivesse contado a verdade a Harry e vinha comunicar a ela a decisão do afilhado. Certamente era algo desfavorável a Gina para alegrar Black daquela forma. Harry podia ter se zangado tanto...
- Nada – Black respondeu, dando fim às divagações da jovem - Apenas conversar. Aproveitar o sol do inverno antes que ele desapareça e só deixe a neve. Como um homem do norte, estou acostumado a ela, mas a neve pode ser traiçoeira. Tem uma pureza aparente, mas, quando menos se espera, te prende em uma armadilha. Um buraco escondido, uma avalanche... Um perigo, Gina Weasley.
- O que o senhor quer? – repetiu, começando a se aborrecer. Não tinha entendido direito aquela história da neve. Se ele queria dizer algo, por que não falava logo?!
- Nada. Queria a espada do seu pai, que infelizmente está com Rony agora. Seu rosto não é feio, mas você é pequena e magra, então não me serve como mulher. Prefiro as com mais carne. Você não tem ouro ou posses... Então não há nada que possa me dar mesmo se eu quisesse algo.
Ele sorriu. Gina não gostava daquele Sirius Black alegre. Preferia aquele que desconfiava e não fazia questão de esconder que não gostava dela. Pelo menos esse ela conhecia.
Estava ficando inquieta. Aquele jogo de Black começava a tirá-la do sério. Se levantou determinada a sair dali e chegou a dar alguns passos... Até perceber que não podia ir sem algumas respostas.
- Como o senhor descobriu? – perguntou ainda de costas a Black.
- Digamos que eu tive um vislumbre da verdade certa noite, quando salvei um escudeiro de ser violado.
Ela se virou. Black continua sentado no tronco, olhando-a com diversão.
Havia se perguntado se ele tinha visto algo naquela noite, porém a onda de doença e morte que a gripe de inverno trouxe logo afastou o pensamento da sua mente. E ali estava Black, dizendo que quando a salvou de Brockwar descobriu que Fênix era uma mulher.
- O senhor descobriu que eu era uma mulher, mas não meu nome. Como soube que sou Gina Weasley?
- Só precisei encaixar as peças. Rony ajudou bastante, devo dizer. Ele foi tão protetor sobre você... Quero dizer, sobre Fênix, quando estávamos na Ala dos Granger. As coisas que ele disse só fizeram sentido depois – Black desviou os olhos por um instante, como se recordasse algo, para logo voltar a encará-la. Os olhos cinzas dele brilhavam - Uma jovem mulher ruiva como os Weasley, carregando a espada dos Weasley, que saiu de Marossert, onde os Weasley viviam, e é amada por Rony Weasley. Rony que, ele próprio me contou certa vez, tinha uma irmã mais nova que foi treinada para lutar, cavalgar e viver como se fosse um homem. Quem seria essa jovem mulher? A resposta era óbvia. Gina Weasley de alguma forma sobreviveu ao ataque dos negros a Marossert e fingiu ser homem para se juntar ao primeiro Exército Alvo que encontrou, provavelmente em busca de aventuras e vingança.
- O senhor está errado! - se apressou em dizer, para logo completar de má vontade: - E certo.
Gina bufou. Black já sabia do que importava, então falar mais um pouco... Não faria diferença, não é? Não queria que ele achasse que ela planejou viver uma mentira. Voltou a sentar no tronco e, depois de um tempo, continuou:
- Não era só isso que eu procurava. Procurava principalmente por Rony, que seria a única família que me restava se estivesse vivo.
- E ele está vivo.
- Está, senhor, mas na época eu não sabia. Nunca planejei me passar por homem para me juntar ao exército. Era apenas mais seguro viajar como homem do que como mulher. Cruzei com vocês e todos pensaram que eu era um menino... Por que não ser, então? Eu poderia ir para a guerra, como sempre quis. Como meus irmãos fizeram.
- E cinco deles terminaram mortos, como você logo vai terminar.
- Eu sei me cuidar.
- Você diz isso, mas não sabe nada, mulher! – Black não estava risonho mais. Pelo contrário - Acha que a guerra é sobre honra e vingança, mas eu te digo que é sobre matar ou morrer! Depois da sua primeira batalha, você vai querer voltar pros braços do seu irmão e para a segurança do Castelo Granger. Se você não pode nem lidar com Brockwar, imagine com os negros! Metade deles te esfolaria viva, a outra metade faria isso depois de te estuprar! Você deveria ir embora enquanto ainda pode.
Gina sabia que as coisas que ele dizia faziam sentido, porém se o lorde estava tentando assustá-la, não conseguiu. Ela tinha visto o que a guerra fez com Garwosth. Tinha sentido a guerra: perdeu sua família! Restava-lhe Rony, porém a intimidade que eles compartilharam no passado foi despedaçada. Tudo era dor, sofrimento e lágrimas naquela terra, mas nada havia feito com que ela desistisse de lutar. Pelo contrário! Queria ir para a guerra para ajudar a acabar com a miséria, tristeza e crueldade, para levantar a espada por aquelas que não sabiam fazê-lo.
- Não vou me esconder atrás de muralhas, como uma covarde. Vou me esconder atrás de um escudo e uma espada.
O olhar de petulância que ela lançou foi respondido à altura. A princípio Black a encarou com a mesma expressão desafiadora dela, mas logo o rosto dele se abriu em um sorriso.
- Você é maluca, por isso merece algum respeito! Conheci poucas mulheres que preferiam estar em um campo de batalha do que protegida pelos muros de um castelo!
Quero ver se vai chegar até a guerra com suas mentiras. Uma hora vão descobrir quem você realmente é, como eu fiz.
- Ninguém percebeu nada até agora. Com exceção do senhor e de Carice.
- Carice sabe? É claro que sim, aquela lá sabe de tudo! Os outros vão descobrir logo. Basta um saber para todos saberem. Eu me pergunto como ninguém descobriu nada ainda, porque você dá muitos sinais, agora que paro para pensar.
- E agora que sabe quem sou, o que o senhor vai fazer?
Ele certamente ia contar a todos, se já não tinha contado, mas e daí? Estava na hora de Harry saber a verdade. Quanto aos outros homens do acampamento, ela não se importava muito com eles.
- Por que eu deveria fazer algo?
- Por que não fazer?
- Por curiosidade. Porque contar facilitaria as coisas para você. Você mentiu e enganou, então por que eu deveria arrumar sua bagunça? Mentir e enganar é o que as mulheres fazem, eu entendo, porém nem todos são compreensivos como eu. Mentir para um líder de guerra, mulher? Você poderia ser condenada à morte por isso! Me pergunto se Harry te mataria... Ele vai ficar desapontado quando souber que Fênix é Gina Weasley? Vai cortar sua cabeça, te aprisionar ou te mandar embora?
Gina não era burra como ele pensava. Ela sabia que Black estava tentando assustá-la e que essa possibilidade o divertia. Ele era um grande idiota!
- Harry sabe ou não?
- Sobre você? Se ele sabe, não é por mim. Se ele não sabe, irá descobrir logo. Gina, você é muito óbvia! Nunca mija ou toma banho perto de ninguém. Nunca teve uma mulher, enquanto os escudeiros sempre estão de olhos nas putas. Sua voz, rosto e gestos são delicados demais, o que todos perceberam, mas a gente achava que você era um dos que gostam de paus e não de bocetas. Contudo, mais do que isso... Fênix é estranho. Há algo sobre ele que não se encaixa. E apesar de Fênix ter manias, ser delicado, feminino, fora do lugar... Nada te denuncia mais do que o modo como olha e age com meu afilhado. Você não vai conseguir esconder o que sente por muito tempo. Se ninguém mais descobrir, você vai acabar admitindo sua identidade apenas pela possibilidade do Harry te olhar como uma mulher, não como um escudeiro.
Um arrepio a atingiu, e ela sabia que ele não tinha nada a ver com o frio. Mesmo assim, apertou o manto em volta de seu corpo. Aos pés dela, no chão, havia uma pedrinha. Ela a chutou para longe enquanto afirmava:
- Eu não sinto nada. O que eu sentiria? Nada!
- Você está apaixonada pelo Harry, é claro.
Ela quis encará-lo, porém temeu não conseguir dizer o que queria olhando-o nos olhos. Era uma mentira grande demais, por isso continuou fitando seus pés.
- Harry não significa nada para mim. Ele é só o senhor a qual sirvo como escudeiro.
- É claro. Por isso que quando estávamos na estrada, com Harry quase morrendo, você ficava abraçada a ele até a noite virar dia. Porque você não se importa com ele. É claro.
Dessa vez ela olhou Black. Como ele sabia daquelas coisas? O acampamento inteiro estava dormindo quando ela ousava chegar perto de Harry e abraçá-lo! Como ele sabia?!
A expressão de Gina deve ter denunciado sua dúvida, pois Black completou:
- Às vezes você dormia agarrada a ele. Eu ia visitá-lo pela manhã e via.
- Eu não amo Harry! - ela quase gritou, sentindo o rosto corar.
- Amor? Eu nunca falei em amor! Disse que você está apaixonada por ele. Paixão e amor são completamente diferentes. Você acha que é amor o que sente?
- Cale a boca!
Ela se afastou furiosa. Como pôde ser tão estúpida? Ficar perto de Harry daquele jeito no acampamento, pronta para ser descoberta... Como pôde?! Mesmo que ele estivesse morrendo... Como ela pôde?! Foi tão burra! É claro que alguém veria! Havia centenas de pessoas no acampamento, alguém a veria abraçada a Harry! Devia ter apenas cuidado dele, não se aproximado demais. Como era estúpida! Como...
- Sou um lorde! Você não pode falar comigo assim – apesar da repreensão, o tom de Black era de diversão. Ele não parecia aborrecido com ela, que sabia muito bem que não deveria se dirigir a um lorde como se dirigiu a ele.
Gina pouco se importava se tinha falado de modo próprio ou não. Pensava se Black e Carice podiam estar certos, uma vez que haviam chegado à mesma conclusão. Será que ela era tão estúpida assim para amar Harry, não notar e ainda deixar outros perceberem? Quem mais saberia? Ela mesma não sabia se era amor! Até alguns dias atrás não pensava em nomear aquele algo dentro dela. Como outras pessoas podiam ver nela um sentimento que ela não entendia e mal ousava nomear?!
Ela sabia de espadas, ervas e batalhas, não sobre como podia ser afetada por um homem. E ali estava Black dizendo que ela gostava de Harry e pronto para contar a todos, se assim desejasse. Se ele espalhasse que ela era Gina Weasley, não poderia negar, mas se ousasse insinuar que amava Harry, ela negaria até a morte!
- Pare de andar de um lado para o outro! – Black mandou - Está matando as flores!
Gina olhou para baixo e viu que pisava sobre um punhado daquelas flores azuis que cresciam ali. Pulou para o lado, como se as plantas de repente a queimasse. Um líquido azul escuro, quase preto, escorria de dentro das flores que ela tinha amassado. Elas sangravam.
Teve vontade de chorar. Não apenas pelas flores, mas também por si mesma. Em vez disso, respirou fundo, engoliu as lágrimas e fitou Black.
Eles ficaram se encarando por um longo momento, como se quisessem descobrir as intenções do outro pelo olhar, tal como Carice tinha capacidade de fazer.
- Eu queria apenas aquecer o Harry – Gina enfim quebrou o silêncio. – Eu não amo ele nem ninguém. Eu nunca vou. Amor é para quem acredita em lendas e canções. É para os tolos!
- Concordo. Talvez por isso sejamos tolos como somos – Black se colocou de pé e sorriu. Não um sorriso divertido e cínico, mas o gentil com o qual a havia cumprimentado mais cedo – Não sei o porquê, mas gosto de você. Não gostava de Fênix, mas gosto de Gina Weasley. É preciso ter culhões para entrar em uma guerra, mesmo que vá fugir depois da primeira batalha.
O homem começou a andar para longe. Não parou quando Gina perguntou:
- O senhor vai contar?
- Não se preocupe – a voz dele já estava distante, e Black fora de vista – seus segredos estão seguros comigo.
Todavia, Black não era Carice. Ela não tinha nenhum motivo para confiar nele.
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Não tinha muita coisa para ela fazer ali. Havia criados para tudo na Ala dos Potter: cuidar dos cavalos, dos cachorros, das corujas, das vestes, armaduras e armas de Harry, da comida e bebida dele... Sentia-se uma inútil naquele castelo, principalmente porque não conseguir falar com seu senhor e descobrir o que ele precisava.
Havia dias que tinha chegado ao Castelo Potter e, desde então, viu Harry uma única vez. Estava na cerimônia de adeus a Colin Creevey quando ergueu os olhos e o viu. De repente ele estava ao lado da mulher chorona e velha que só podia ser a senhora Creevey. Gina quis ir até Harry, mas logo colocaram fogo no corpo — fedorento e podre — de Colin, e ela sabia que seria pouco respeitoso sair empurrando as pessoas naquele momento. Harry estava pálido e magro, com um ar triste nos olhos. Colin havia morrido por ele, Gina se lembrava bem.
Depois do corpo queimar, todos pensaram em fazer a mesma coisa que ela: se aproximar de Harry. A cerimônia de despedida aconteceu em Centeio, uma vila a sudeste do Castelo Potter, onde os Creevey moravam, e ter Lorde Potter ali era um honra para os habitantes locais. Gina e outros escudeiros tinham pegado cavalos e ido até lá, diferente de Harry, que havia ido em uma liteira puxada por cavalos. Uma vez que Harry entrou lá dentro, ficou impossível da garota se aproximar. Ela o viu partir na liteira sem sequer cumprimentá-lo.
Era irônico que ela, na posição de escudeira de Harry Potter e vivendo no quarto ao lado do dele — quarto, este, que tinha uma porta que ligava ao dele! —, não tivesse se aproximado de Harry em dias. Não foi por falta de tentativa, já que tinha batido na porta dele em mais de uma ocasião. Em todas, foi expulsa por Lílian Potter.
Lady Potter não aprovava Fênix. Desde a primeira vez que sentiu aqueles olhos verdes, tão iguais e tão diferentes dos de Harry, sobre ela, Gina percebeu que Lílian Potter não gostava dela. Talvez fosse por sua aparência descuidada ou pelo fato de Fênix ser um órfão sem nome de família. Um órfão sem nome de família não era digno de ser escudeiro de um lorde, principalmente quando o lorde em questão era um Potter e um guerreiro que tinha a confiança do rei para liderar um exército de brancos.
Depois da quarta vez que bateu na porta de Harry e deu de cara com Lady Potter, Gina desistiu. Sabia que se ele estivesse forte o suficiente, estaria fora daquele quarto, não trancado com sua mãe maluca. Que ficasse lá e recuperasse suas forças para logo se ver livre daquela mulher superprotetora.
Praticamente sem tarefas a cumprir e afastada de seu senhor, Gina aproveitou aqueles dias para treinar lutas, cavalgar, praticar leitura e escrita e, principalmente, explorar a ala. Quando passou a conhecer o castelo o suficiente para não se perder, o que demorou cinco dias, partiu para os arredores. Ao sul, leste e oeste do castelo havia vilas e vilarejos com casas, tabernas, ferrarias, mercados a céu aberto, bordéis, antros de jogo, olarias, armazéns, rios, tecelagens, estradas, minas, plantações... Ao norte, além das montanhas, havia uma floresta a perder de vista. Ela quis ir até lá, e mais de uma pessoa a aconselhou a evitar o lugar. Ele tinha fama de ser o lar de fantasmas, gigantes, plantas e animais perigosos e mágicos. As pessoas se referiam ao local como "Floresta Proibida" e contavam histórias assustadoras o suficiente para despertar a curiosidade de Gina.
Depois de observar por dias a floresta acinzentada pelo inverno, que crescia entre colinas e montanhas rochosas, decidiu ir até lá sim! Havia sido aconselhada a não se embrenhar muito na mata, e assim o fez, se restringindo às margens do castelo. Andou por lá durante uma manhã completa e não viu nada demais, porém seu cavalo ficou inquieto o tempo todo. Mesmo que estivesse sozinha ali, não conseguiu se livrar da sensação de estar sendo observada e, depois da primeira visita, não fez questão de fazer uma segunda. Sentiu que tinha algo fora do lugar naquela floresta, mesmo que seus olhos não conseguissem ver. Talvez até realmente tivesse fantasmas ali.
Às vezes outro escudeiro a acompanhava nos passeios pela Ala dos Potter. Todos estavam mais livres agora, com criados para servir seus senhores. Muitos, porém, preferiam passar o tempo nos bordéis a explorar as vilas e arredores do castelo. E não eram apenas os escudeiros: toda vez que Gina passava na porta de um bordel via um bando de brancos. Um terço do Exército Alvo havia sido levado pela gripe de inverno, mesmo assim parecia ter sobrado homens o suficiente para enriquecer todas as prostitutas da região.
O bordel favorito dentre todos era O Retrato da Mulher Gorda, em Volpilha, a vila mais próxima, logo ao sul do castelo. O lugar era tanto o preferido como o mais caro, frequentado principalmente por nobres e cavaleiros de renome.
- É estúpido desperdiçar ouro em meio a uma guerra! Por que os homens vão a esses lugares quando criadas e as seguidoras de acampamento que estão aqui dividiriam a cama com eles de bom grado?! – a garota questionou certa vez Carice, que naqueles dias passava muito tempo trabalhando em poções e elixires na estufa do castelo ou fazendo estudos na biblioteca.
- Eles não querem as criadas nem as seguidoras do acampamento. Eles querem mulheres que nunca tiveram antes. Querem uma carne diferente.
- Por quê? São todas iguais!
Carice parou de amassar as folhas na qual trabalhava e a encarou.
- Gina, todos os homens são iguais para você?
- Não!
- É claro que não. O mundo está cheio de belezas diferentes. Por que se contentar com uma quando pode ter muitas?
- Você quer ter muitas?
A mulher riu, mas não respondeu.
Se Carice queria muitos ou só Mason Roland, Gina não sabia, porém ele queria mais do que apenas ela. Para surpresa da jovem, Roland deixou o Castelo Potter poucos dias após os brancos chegarem ao local. Depois de ver o nobre partir com um grupo de homens, Gina perguntou à bruxa onde ele estava indo e ela respondeu sem se importar:
- Para casa. O lar dos Roland não fica longe, e Mason quer ver a esposa e os filhos.
Gina não sabia que Mason Roland era casado, muito menos que tinha filhos. Carice vivia com ele no acampamento, e a garota conclui que ele era descompromissado. Se um dia ouviu que ele era casado, não deu importância à informação.
- Você não se importa que ele vá? – indagou a Carice.
- Não. A esposa dele é uma boa mulher, e ele também a ama. Por que eu deveria tentar mantê-lo afastado dela?
- Porque você o ama.
- Exatamente.
Isso fez com que Gina desconfiasse que Lílian Potter não gostava de Carice não porque ela havia partido o coração de Harry, mas porque era de conhecimento geral que ela era amante de Mason Roland. E Roland era casado. O diferente dele para os outros era que ele tinha uma única amante, e os homens que estavam na guerra se enfiavam entre as pernas de qualquer mulher ao alcance.
Ver Carice se importar tão pouco sobre a partida do amante fez Gina se questionar se a bruxa realmente o amava... Seria possível amar tão livremente?
- Você não sente ciúmes?
Ciúme. Foi isso que senti quando vi Harry com a copeira.
Carice fitou Gina com uma expressão quase de pena.
- Sentir ciúmes é inútil, minha querida. Eu nunca poderia me casar com Mason, então para que invejar a esposa dele? O tipo de mulher que sou não serve para ser mais do que amante de qualquer homem. Hoje, ao menos. No passado...
Gina não soube o que aconteceu no passado de Carice, que se calou, mas entendeu o que a ela disse. Era preciso ser nobre para se casar com um nobre. Os grandes homens de Garwosth podiam se divertiam com mulheres simples ou bastardas sem nome de família, porém raro seria aquele que faria de uma pobre — ou uma bruxa — sua esposa.
O assunto "Roland" não voltou a ser discutido entre as duas mulheres. Elas se aproximaram bastante naquele início de inverno, quando Gina geralmente terminava o dia com uma visita a Carice. Uma ou duas vezes passou o dia todo com ela, ajudando-a em experimentos e pesquisas cujas finalidades não entendia e questionando-a sobre magia e curas.
Durante uma visita, Gina contou a Carice sobre seu encontro com Sirius Black na saída do templo. A bruxa não achava que a jovem deveria se preocupar com Black, mas a confiança que Carice tinha nele não era compartilhada por Gina. O homem não a havia abordado novamente, porém sempre lançava sorrisos incompreensíveis quando se cruzavam.
- Sirius sorri porque se diverte sabendo de algo que ninguém mais sabe, Gina – Carice argumentou, mexendo um caldeirão.
Nesta ocasião se encontravam na estufa, frequentemente habitada também por Julian Gregor-Sil, o ancião do castelo — o título não significava que seu portador era velho, mas sim que era possuidor de antigos conhecimentos, como Gregor-Sil explicou a Gina em um de seus primeiros encontros.
O ancião dos Potter era um homem magro, alto e de cabelos castanhos, além de empolgado demais, na opinião de Gina. Ele acumulava todo tipo de livro, pergaminho, poções, pedras, ervas, folhas e frascos coloridos e ficou tão feliz por ter Carice por perto que a jovem se perguntou se ele não estava interessado demais na mulher. Logo ela percebeu que não: a empolgação dele era resultado da alegria genuína de encontrar alguém que compartilhava seu interesse por alquimia, plantas, livros e curas. Os dois faziam poções tão complexas e com tantos ingredientes que podiam passar dias até que elas ficassem prontas.
Contudo, não tinha nada que Gregor-Sil gostasse mais do que estudar a lua e as estrelas. Podia ler o céu melhor do que Gina e Carice juntas e, com frequência, se debruçava sobre pergaminhos para calcular calendários. Sabia tudo sobre o sol, os dias, as luas, seus ciclos e as estações.
- Quantos dias formam uma lua? - perguntou à Gina na primeira vez que a viu, na biblioteca.
Ela, sob o disfarce de Fênix, achou a pergunta sem sentido, mas respondeu:
- Sete.
- Quantas luas têm um ciclo de lua?
- Quatro.
- Quantos ciclos de lua há em uma estação?
- Três.
- Ahã! E se for inverno? Todos esquecem do inverno! O inverno tem quatro ciclos de lua.
Gina não demorou a perceber que a forma do ancião começar uma conversa era perguntando sobre dias, luas ou sobre as estações. Se não estivesse distraído com algum outro assunto de seu interesse, sempre tratava de dar um jeito de levar a conversa para os tais calendários. Ele estava tentando propor um novo para o reino, o que era frequentemente negado pelo Conselho Real de Anciões. Tudo culpa da guerra, segundo o próprio Gregor-Sil.
- Nosso calendário é tão velho quanto a história das sete primeiras famílias – ele disse um dia ao explicar a Gina sua teoria sobre as luas e as estações. – Primavera, verão e outono têm três ciclos de lua e duram 84 dias. O inverno, sempre esquecido na contagem das pessoas, tem quatro e dura 112. São 364 dias das estações mais dois dias da Festa dos Homens, que ocorre fora de qualquer estação. No meu calendário...
Era tudo muito complexo e chato, por isso não demorou para Gina começar a se esquivar sempre que encontrava Gregor-Sil. Ele foi apenas uma das muitas pessoas que viviam no castelo que ela conheceu naqueles dias. Ali, a jovem tinha a impressão de não viver em meio a uma guerra: havia criados, boa comida, proteção... Luxo. A miséria dava sinais do portão do castelo para fora, nas vilas e vilarejos. O povo vivia de forma modesta, se queixava do número menor de provisões a cada inverno e de eventuais saques. Negros eram raros na ala, onde a confiança que Harry Potter destruiria Voldemort imperava.
Gina sabia que a passagem pela Ala Potter não duraria muito, logo tentava aproveitar o quanto podia os confortos do castelo. Sabia o que era não ter nada e agradecia aos deuses pela fartura dali. As refeições, apesar de mais simples do que as oferecidas na Ala dos Granger, eram deliciosas. Geralmente comia no Pequeno Salão, na Ala Sul, que na opinião dela não tinha nada de pequeno: cabia bem 700 pessoas.
Era nas refeições que as notícias se espalhavam, e foi durante um jantar que Gina soube que Harry havia sido visto cavalgando ao sul, próximo à área das plantações, onde a terra estava seca e dura devido ao inverno.
- Está certo disso, Kalton? O que ele fazia lá? – perguntou, se esforçando para soar calma e esconder o espanto. Seu senhor tinha não apenas melhorado, mas estava bom o suficiente para cavalgar sozinho. Por que Fênix, como escudeiro, não havia sido chamado para lhe fazer companhia no passeio?
- Certamente, Fênix. Ouvi Lorde Black dizer que ele foi visitar uma casa, onde vive uma amante dele.
Gina sentiu sua mão se fechar com mais força ao redor da taça de vinho.
- Uma amante? – o escudeiro William Tyke questionou, o que ela queria fazer.
- Sirius me disse! Eu sou da inteira confiança dele – Kalton sorriu, como se se considerasse grande coisa.
- Qual o nome dessa amante? – Gina tinha perdido o apetite, mas não a curiosidade.
- Parvati qualquer coisa – Kalton deu de ombros.
Gina teve vontade de ir perguntar a Black que trama era aquela, porém bastou lembrar das acusações que ele havia jogado contra ela — sobre estar apaixonada por Harry — que mudou de ideia.
Carice deve saber quem é a tal Parvati.
Ela não teve, contudo, oportunidade de perguntar à bruxa sobre a mulher que Harry visitou. Mal saiu do salão e uma criada a abordou, avisando que Lorde Potter estava chamando seu escudeiro em seus aposentos. Gina nem esperou a mulher acabar de falar e saiu correndo.
Quando bateu à porta do quarto de seu senhor, sem fôlego, esperou que Lílian Potter aparecesse e a expulsasse dali novamente. Daquela vez, porém, ninguém apareceu. Ela abriu a porta com cuidado para encontrar o quarto vazio.
O aposento era enorme, dominado por uma grande cama com colchão de penas, encostada na parede oposta à da porta de entrada. A cama era ladeada por quatro portas duplas gigantescas — por cada uma delas poderiam passar seis homens ao mesmo tempo! —, duas à direita e duas à esquerda. Elas estavam abertas e, quando Gina se aproximou, viu que davam para um pátio. Seus pés cruzaram as portas como por vontade própria, e a jovem se viu maravilhada.
A lua parecia tão próxima que ela tinha a impressão que a tocaria se esticasse a mão. Gina entendeu naquele momento o porquê do nome "Torre da Lua". Se não bastasse a beleza do céu, havia uma piscina redonda de pedra no meio do pátio. A lua refletia na água, fazendo com que duas luas iluminassem a noite.
O local possuía ainda outra beleza: canteiros das flores azuis, estranhas e belas que cresciam em todo o canto da ala Potter. Gina não tinha visto daquela flor até chegar ali, então acreditava que ela era típica da região. Era a flor mais bonita e incomum que já havia visto! Que tipo de planta sobrevivia ao inverno?!
Além das portas do quarto de Harry, do outro lado da piscina de pedras, tinha outras quatro portas duplas que davam acesso ao pátio. Gina tentou abri-las, mas estavam trancadas.
Se permitiu perder um instante para sentar em um dos bancos espalhados ali e observar a noite. A lua imensa tinha o lado direito escurecido, o que não tirava sua beleza. A visão imponente lhe provocou uma sensação de paz que relutou em abandonar, mas no fim se viu obrigada a deixar o lugar.
O quarto de Harry parecia pouco atrativo comparado à vista da lua no pátio, porém uma segunda olhada mostrou a Gina que o aposento não tinha nada de sem graça. Como todos os cômodos do Castelo Potter, era de pedra bruta, sólida e poderosa. A mobília era de madeira, sem ouro ou pedras preciosas ornamentando-a, mas em tudo lembrava Harry.
Gina ficou impressionada com a quantidade de portas que tinha ali: além da de entrada e das quatro que levavam ao pátio, havia outras duas. Uma, pela localização, era a que dava acesso ao quarto dela; a outra, descobriu ao cruzá-la, dava para um corredor que levava a outras três portas. A do fundo estava trancada, a da direita dava para uma latrina e a da esquerda era de uma sala de banhos. Foi ali que encontrou Harry, enfiado em uma grande banheira de madeira.
Gina sorriu sem perceber ao ver quem tanto procurava. Ele abriu os olhos ao ouvir o barulho da porta e, tal como ela, sorriu.
- Fênix!
- Olá, Lorde Potter. Perdoe a intromissão, mas disseram que me chamava.
- É verdade! Ajude-me, pegue aquele pano ali.
Gina alcançou o tecido de linho e passou-o a Harry, que começou a se enxugar. Ela sabia que ele tinha emagrecido devido à gripe de inverno, mas parecia ter recuperado seu peso nos dias de isolamento que Lílian Potter lhe impôs. Seu peito, braços e coxas estavam tão fortes tanto antes. Ele estava tão sadio e bonito como sempre, com a barba espalhada por todo o rosto e queixo. Gina mal podia acreditar que aquele era o mesmo homem que quase havia morrido em seus braços! Queria gritar de alegria! Harry estava ali, ao alcança dela... Como gostaria de abraçá-lo e celebrar sua saúde!
- Tudo bem? – Harry passou por ela, alcançando o corredor e se dirigindo ao quarto; a jovem o seguiu – Não parece meu escudeiro de sempre, Fênix. Parece... Distraído. Até sua aparência e voz parecem diferentes.
- Eu... - ela queria abraçá-lo para ter certeza que aquele Harry andando à sua frente era de carne e osso, não um fantasma. Queria tocar e beijar cada parte daquele corpo que ele exibia para ela! Eram pensamentos loucos, sabia, porém não se importava. Harry estava vivo e bem. Mais do que bem! – Estou feliz em vê-lo bem, senhor. Muitos morreram por causa da gripe. Precisa de algo? Deixe-me ajudá-lo com suas vestes.
- Não é necessário, Fênix. Apenas sente-se e diga: eu fiquei tão mal assim? Meu padrinho disse que quase morri, mas lembro-me apenas de fechar os olhos e acordar em meu quarto. E do calor! Sei que uma sensação de calor me dominou por dias!
Enquanto observava Harry se vestir, mal piscando os olhos, Gina contou como foram os dias na estrada. Ele provavelmente tinha ouvido a história de como a gripe derrubou o Exército Alvo mais de uma vez, e nem por isso se mostrou menos interessado na versão de seu escudeiro. Gina contou que pensou que ele fosse morrer e como foi difícil baixar sua febre — revelou quase tudo, deixando de fora a parte de proximidade que manteve dele e do beijo que lhe deu.
Seus lábios rachados sararam... Se o beijasse novamente, a sensação seria a mesma ou diferente?
Talvez Carice estivesse certa.
Talvez Black estivesse certo.
Gina estava tão feliz por ver Harry bem, saudável e vivo na frente dela que a ideia de amá-lo nem lhe parecia um problema. Estava inebriada de felicidade!
- Me pergunto – Harry a tirou de seus delírios – por que meus homens foram mais afetados do que qualquer outro exército por essa gripe. Perdi mais de 300! Um terço do que tinha... Já liderei milhares, agora me restam menos de 600 homens. Por quê, Fênix?
- Foi um feitiço poderoso que jogaram contra os brancos, senhor – repetiu as palavras que uma vez Carice havia lhe dito.
Harry acabou de enfiar as botas de couro e encarou Gina com... Decepção?
- Você também acredita que foi magia que provocou tudo isso? Parece um eco de Carice. Um eco de todos os meus homens! Talvez estejam certos... Até Dumbledore acredita que foi magia.
- O que mais poderia ser, senhor? O lorde mesmo disse que teve o exército mais afetado do que qualquer outro. O Negro quer te matar para evitar que a profecia se cumpra.
Harry tinha acabado de se vestir e comia nozes de uma bandeja depositada sobre a lareira, de costas para Gina. Ao ouvir o que ela disse, ele a encarou. Sua expressão estava, se não surpresa, intrigada. Ele ia perguntar algo, mas no silêncio que se seguiu mudou de ideia e fez uma revelação:
- Sonhei com você. Não exatamente com você, Fênix... Porém era você, de alguma forma.
Gina sorriu, se sentindo corar.
- Comigo? – a voz dela soou mais aguda, quase como a voz de Gina em vez da de Fênix.
Harry pareceu muito concentrado em suas próprias ideias para perceber. Ele tinha os olhos presos no nada além de Gina, como se fitasse algo que só ele podia ver. Prestava atenção em seus pensamentos.
- Era uma fênix que podia ter forma humana... Forma de uma mulher. Mas era você, Fênix. Eu sabia que a ave e a mulher eram você – os olhos esmeraldas deixaram o nada e fitaram os castanhos dela.
Gina se lembrou da visão que Carice havia lhe mostrado. Sabia que Harry estava falando daquela visão, o que quer que ela significasse. Carice não tinha explicado nada, e ela temeu perguntar. A imagem de Harry perfurado por espadas brancas e negras ainda tinha o poder de perturbá-la.
Já desconfiava antes que Harry havia visto a mesma coisa que ela, mas a certeza provocada pelas palavras dele fez um arrepio subir em sua espinha.
Que os deuses me protejam!
- Não é estranho? – Harry completou, ainda encarando-a.
- Muito, senhor. Só podia mesmo ser um sonho, já que não faz sentido algum.
Ela olhou ao redor, procurando qualquer coisa para prestar atenção e fugir do olhar perscrutador do homem. Acabou batendo os olhos em um punhado de pedras de diferentes formas e cores jogadas sobre uma mesa.
- O que é isso? – quis saber.
- São peças de selise. Nunca jogou?
Gina sentiu Harry se aproximar. A jovem virou e encontrou os olhos dele mais uma vez presos a ela. Eles sempre a faziam se sentir exposta, desde a primeira vez que encarou os orbes esmeraldas.
- Não.
- Um dia desses te ensino. Agora, Fênix, vá pegar uma capa quente que vamos sair - ele foi até o outro lado do aposento e abriu a porta que dava para o quarto dela.
Deixaram a Torre da Lua com destino à Ala Leste, onde ficavam os estábulos. Sem Nome estava selado, assim como um outro cavalo idêntico à K. Se Gina não soubesse que ele havia sido sacrificado, diria que era o antigo animal de Harry.
- Aonde vamos, senhor? – perguntou ao montar. Até seu cavalo parecia se sentir melhor ali na ala do que na estrada; estava mais forte e saudável a cada dia.
- Celebrar a coragem dos mortos e festejar minha recuperação com os outros.
- Os outros?
- Sirius, Simas, Michael, Terry, Logan... Carice, Gemma e você são meus convidados de honra, pois foram quem cuidaram de mim.
Harry avançou em seu novo cavalo antes que ela pudesse perguntar mais alguma coisa. Disparou atrás dele.
- Onde será o festejo?
- No melhor lugar em que um menino pode sonhar em ir: O Retrato da Mulher Gorda!
Gina deixou seu cavalo perder velocidade até parar. Observou um Harry animado continuar a seguir o caminho aberto na rocha, próprio para os cavalos passarem. Ele parecia ter pressa para chegar ao seu destino, e Gina duvidava que fosse apenas pela bebida. Afinal, O Retrato da Mulher Gorda era um bordel.
Aquela seria uma longa noite.
Respostas as reviews:
ooo monica. cecilia. 52: Pois é... O Sirius está de olho, mesmo que a Gina não perceba! Acho que ele não vai exatamente "infernizar mais ainda a vida dela" daqui pra frente, mas posso dizer que eles vão se relacionar mais.. Grandes revelações estão por vir. Beijo!
ooo Mariane219: Oh, que bom! A fic está realmente se encaminhando para uma nova fase, onde chegaremos logo, logo. Tenho certeza que você vai gostar dela!
Acho legal que você queira escrever sua própria história. Eu tenho MUITAS ideias, mas muito pouco tempo para escrever. Se pudesse, porém, transformaria todas as minhas ideias em fics pra vocês.
Sobre que são as fics que você está escrevendo? E inspirado em que, Harry Potter mesmo? Você pode contar? Beijo!
ooo Ninha Souma: Espero que tenha gostado da conversa do Sirius e da Gina! Acertou sobre a reação do Sirius, que eu sei que não foi o que muitos esperavam - nem o que a própria Gina esperava! Contudo, essa descoberta da identidade da Gina possibilitará vermos um lado do Sirius desconhecido até então. Ele tem coração, acredite!
Ah, não se preocupe sobre o tamanho da fic. Não estamos exatamente no fim. Beijo!
ooo Kel. rocha. black: Obrigada, Raquel! Fico feliz que esteja gostando, porque eu escrevo para vocês, os leitores, e saber que estou fazendo isso direito me deixa muito feliz! Assim como me deixa feliz saber que você leu toda a fic "em uma tacada só", rs. Espero continuar te "vendo" por aí. Estou aguardando sua opinião sobre este capítulo. Valeu pela review! Beijo!
ooo Nayane: Olá! Que bom que gostou do fim... Espero que tenha gostado de todo o capítulo passado também! Sei que demorei um pouco pra atualizar, mas realmente ando agarrada. Acho que em novembro minha agenda entra nos eixos. Beijo!
ooo Luna LoveIsGood: Luna, obrigada! De verdade! Fico tão feliz por vocês estarem gostando, porque escrevo com todo o carinho! Eu amo essa Gina, que é tão valente e determinada como guerreira, mas temerosa e até mesmo fraca no quesito amor. Uma contradição que abracei e que adoro!
Agradeço também pela review! É um prazer saber o que você pensa dessa história. Não suma, por favor! Beijo!
