Capítulo Doze
- Não, Bella, fique ai.
A expectativa fez a terra tremer sob os pés de Bella. A voz profunda e rouca de Edward, as palavras sussurradas de encontro à orelha, faziam-na ansiar por coisas que mal podia imaginar.
A mão forte dele no seu ombro a mantinha firme quando ela queria se apoiar no peito dele. O toque lento e provocante, desenhando círculos no interior das coxas, levava seus sentidos à loucura.
Não era apenas a batida acelerada de seu coração. Nem o fluxo ardente do seu sangue. No pouco tempo em que estavam juntos, ela passara a esperar tais sensações prazerosas sempre que ele a tocava.
Isto era como se um amante, o seu amante, estivesse tentando memorizar o seu corpo, centímetro por agonizante centímetro. Ele desenhava os círculos enlouquecedores com apenas as pontas dos dedos, até os nervos sob a pele estremecerem. Depois, ele acalmava a pele trêmula com uma carícia com a palma da mão, antes de subir mais.
Quando o seu toque voltou a subir, a respiração de Edward estava tão ofegante quanto a dela. Ele se inclinou para colar os lábios na sua nuca, e a respiração quente correu até a orelha dela, enviando mais centelhas de desejo em uma viagem pela sua coluna cervical.
Pronta para se tornar mulher dele em mais do que apenas no nome, Bella se entregou à paixão que ele trazia à vida. Ela inclinou a cabeça, oferecendo-lhe mais carne para excitar. Adorava como ele a fazia se sentir, a primeira onda ardente de desejo que dava lugar à tensão e à expectativa. Mesmo agora, com a necessidade enlouquecedora que se acumulava até ela chegar a pensar que gritaria de frustração, fazendo-a sentir-se desejada e viva.
E, justamente quando pensou que não poderia aguentar mais, ele a girou e a ergueu nos braços. O ar frio lhe intumesceu os mamilos, mas ele espantou o frio, primeiro sugando um, depois o outro, enquanto a carregava até a cama improvisada. Sem palavras, ele a idolatrou lenta e cuidadosamente, com toques e lábios vorazes. Ela lhe gritou o nome quando o desejo incansável se tornou satisfação.
Desesperada por mais, Bella estendeu as mão para ele. Em vez de se deixar abraçar, Edward segurou-lhe os pulsos com uma das mãos, mantendo-a prisioneira. Não lhe deixou escolha a não ser se submeter. E, após um breve instante de pânico ante a selvagem expressão possessiva estampada em seu rosto másculo, ela voluntariamente se rendeu à paixão do homem.
Cada toque, cada carícia em seu corpo excessivamente sensível, enviava ondas de desejo ardente em direção ao seu âmago. Arqueando-se para ele, Bella implorou:
- Edward, por favor... Por favor, eu preciso de você.
Antes que seu grito pudesse terminar, ele lhe soltou os pulsos e posicionou-se sobre ela, sussurrando roucamente:
- Sshh. Calma, eu estou aqui.
Ele a preencheu com um calor que se igualava ao dela.
Bella se agarrou a ele, paralisada, enquanto sentia uma pontada de dor que rapidamente desapareceu.
Edward interrompeu-se, livrando-se do abraço dela para se apoiar nos braços enquanto a fitava. Fúria apareceu em seu olhar sombrio.
Ela sabia que ele, por fim, se dera conta de que a prostituta da rainha não era nenhuma meretriz. Mais tarde, ele poderia ralhar o quanto quisesse com ela. Ficar tão indignado quanto bem entendesse.
Mas agora, naquele exato instante, ele poderia afugentar aquela loucura que se apoderava de seu corpo. Bella arqueou o quadril na direção dele.
- Edward, por favor.
Ele gemeu, e, por um instante, ela pensou que fosse recuar. Em vez disso, ele a apertou de encontro a si, reivindicando-a como sua. Ela suspirou quando ele os levou até a borda de um abismo aparentemente sem fundo, e até a satisfação.
Exausto e ofegante, Edward rolou para o lado, carregando-a para cima de si. Ela sentiu as batidas fortes e rápidas do seu coração de encontro à face úmida.
Ele gentilmente lhe acariciou o cabelo, perguntando:
- Eu a machuquei?
Ela não fazia ideia de por que estava chorando. Nenhuma pista de onde as lágrimas tinham vindo, ou por que começaram. Ela ergueu-se, seus antebraços repousando sobre o peito dele, e o fitou.
- Apenas um pouquinho, e só por um instante.
Edward passou o polegar pela face dela.
- O que é isso, então? Lágrimas de... Culpa?
Ela ergueu uma das sobrancelhas ao fitá-lo.
- No que lhe diz respeito, seria a reação apropriada, não seria? O que achou que eu ia fazer, Edward? Você me disse que havia desposado uma meretriz de livre e espontânea vontade, de modo que não esperava nada mais. Como eu poderia admitir que isso era uma mentira?
- Um simples "sou virgem" teria bastado.
Ante o tom ríspido, Bella fez menção de descer de cima dele, mas ele a segurou.
- Há algo mais que eu deva saber, Bella? Qualquer coisa?
Como ela tinha toda a intenção de convencer a rainha Eleanor a mudar de ideia, Bella com certeza não ia contar que a morte dele já havia sido planejada.
Ela lhe acariciou a face, insistindo quando ele virou o rosto para longe de seu toque.
- Há, sim, Edward. Você deveria saber que fico feliz por ter pensado que eu era uma prostituta. Se soubesse que sua esposa era uma virgem inexperiente, será que teria me trazido tão prontamente para este catre? – Antes que ele pudesse franzir a testa por completo ante a resposta, ela acrescentou – Talvez minhas lágrimas não fossem de culpa, mas da mais indescritível... Alegria... Que já senti.
- Alegria?
As faces de Bella enrubesceram. Ela desenhava círculos no peito do marido, e fitou as próprias mãos.
- Quem sabe, luxúria?
- Quem sabe? – Ele lhe acariciou o quadril curvilíneo. – Pensei que não haveria muita dúvida quanto a isso.
Ela riu baixinho ante a arrogância dele, depois, beijou-lhe o peito suado. Erguendo-se, ela gesticulou na direção do rio, sugerindo:
- Se ainda lhe restam forças, há um riacho de água fria logo ali.
Edward fitava o céu do fim da tarde. Sons vindos do acampamento passavam por sobre as rochas, realçados pelo barulho do correr do rio e pela respiração constante de Bella. O segundo banho havia sido divertido, embora rápido, por causa do frio súbito no ar. Assim que se secaram e se vestiram, eles comeram.
Ele distraidamente enrolava no dedo uma mecha solta do cabelo ainda úmido da esposa. Ela estava tão exausta que dormira entre uma mordida e outra de comida. Ele facilmente a puxara para a cama, e para os seus braços.
Agora que ela havia adormecido, já estava mais do que na hora de falar com o rei. No entanto, ele não estava com muita vontade de deixá-la. Pois, quando retornasse, tudo seria diferente.
Edward fechou os olhos, apenas para ser assolado por visões de Bella, rindo, chorando ou sob o domínio dos prazeres da paixão. Que loucura se abatera sobre ele? Como era possível que uma moça namoradeira como aquela o houvesse afetado tanto?
Daria a própria vida por ela. E Bella sabia disso. Uma certeza que apenas tornaria os dias por vir ainda piores. Esta moça namoradeira tornaria sua vida um inferno.
O fato de, até este dia, ela ainda ser virgem mudava ligeiramente as coisas. Agora, porque ela mais uma vez havia mentido, ele teria de aguardar mais alguns dias para por em prática seus planos.
Porém, ela afinal estaria a salvo dos perigos em que seu mundo a havia colocado. Essa certeza daria força suficiente às suas convicções para sustentá-las.
Lentamente retirando o braço de baixo dela, Edward inclinou-se sobre a esposa e deu um beijo na testa dela.
- Rezo que, algum dia, possa me perdoar, Bella.
Ele a soltou de seu abraço e ficou de pé. Como supusera, um par de guardas estava postado do outro lado das rochas. Ele puxou um deles para o lado e pediu que ficassem de olho em sua esposa.
Certo de que os homens manteriam a palavra, Edward seguiu para o acampamento.
- Cullen.
Edward virou-se e curvou a cabeça.
- Meu senhor. Se puder me dispensar alguns instantes.
- É claro que posso. Caminhe comigo. – O rei lhe ofereceu um cálice de vinho, que Edward recusou. Henrique jogou fora o conteúdo da taça antes de perguntar. – O que é importante a ponto de fazê-lo deixar a cama de sua nova esposa?
Edward observou quando Caius, acompanhado por quatro dos guardas do rei, cruzou o acampamento. A ira lhe incendiou o sangue, e ele cerrou os punhos para impedir que as mãos tremessem de raiva.
Ante a sua hesitação, Henrique virou a cabeça para acompanhar o olhar de Edward. Ele se virou novamente e segurou Edward pelos ombros.
- Cullen, neste instante, não estou usando a coroa. Fale livremente.
Por entre os dentes cerrados, Edward quase cuspiu.
- Aquele homem deveria estar morto.
- É claro que deveria. Não discordo. Contudo, se bem me recordo, você e Whitlock o trouxeram até mim com uma oferta de comércio que eu não poderia recusar. Se eu lhe ordenar a morte agora, como selaremos o acordo? Como farei para saber o que fazer para resgatar os outros ainda em cativeiro? Não continua querendo que eles também sejam libertados?
- É claro que continuo.
- Neste caso, o que espera que eu faça, Cullen? Se eu ordenar que ele e seus homens sejam mortos, não haverá chance para negociar a soltura dos outros.
- Não precisa fazer nada. Eu lhe tirarei a vida de bom grado.
O rei assentiu.
- Ótimo, faça isso. Não somente colocará em risco a vida dos outros ainda prisioneiros, mas, o que acha que Aro fará ao saber da morte de seu senhor de escravos? Acredita que subitamente se dará conta dos seus erros e libertará os escravos restantes?
Quando Edward fitou os pés, Henrique prosseguiu:
- Ou será que não concorda que ele simplesmente achará alguém para substituir Caius? Alguém que pode até ser pior?
Edward duvidava que alguém pior do que Caius pudesse existir, mas era capaz de enxergar a verdade na lógica do rei. Ainda assim, isto de nada serviu para acalmar a impotência e a indignação que sentia. Henrique postou-se diante dele, impedindo que Edward desse outro passo à frente.
- Já testemunhei em primeira mão a maldade do homem. Diante dos meus olhos, ele matou o próprio criado por uma infração tão insignificante, da qual nem consigo me lembrar. E, depois, como se nada tivesse acontecido, ele tentou me convencer a aceitar um acordo para trocar condimentos e pedras preciosas pelas vidas de uns homens para usar em seus jogos doentios.
- Meu senhor, há diferença entre testemunhar a maldade e vivê-la. – Em uma tentativa de impedir que, mais uma vez, a escuridão lhe invadisse a mente, Edward suspirou. – Jasper e eu juramos providenciar a liberdade dos outros homens. Prometemos que não descansaríamos até que eles estivessem livres.
- E presume que vocês sozinhos são responsáveis pelo que acontece com eles? – Henrique retomou a caminhada. – Sei muito bem o que é responsabilidade, Edward. Sou responsável pelas vidas e pelo bem-estar de todos que residem em minhas terras. Acha mesmo que dou pouca importância ao juramento de lealdade deles?
- Não, mas...
- Mas o quê? Qual é a diferença? Você jurou libertar os outros homens. Eu jurei cuidar de meu povo. Mantê-lo em segurança. Alguns homens ainda na cela de Aro são meus súditos. Não me esquecerei deles, Edward. Este é o único motivo pelo qual me rebaixo a negociar com o diabo que é Caius. De modo que, até que eu possa garantir a segurança daqueles homens, não posso permitir que o mate.
E Edward sabia que, até que Caius estivesse morto, o senhor de escravos não pararia de tentar torná-lo prisioneiro novamente. Cada instante que Caius passava vivo representava perigo para ele e para Bella. Edward deteve-se e engoliu em seco. Agora, era mais imperativo que nunca garantir que seu plano fosse posto em ação.
- Eu gostaria de um favor, meu senhor.
- Contanto que não envolva Caius e sangue, pode pedir.
- Gostaria que pedisse à Igreja a anulação do meu casamento.
- O quê? – Henrique virou-se com os olhos arregalados de surpresa. Ele esfregou a testa e passou a mão pelo rosto. – Baseado em quê?
- Enquanto Caius estiver vivo, Bella jamais estará a salvo.
- Está tentando negociar comigo? – A voz de Henrique se elevou. – Eu não vou trocar a vida dele pelo seu casamento.
Edward sabia que precisava se explicar rapidamente.
- Não, meu senhor. Eu realmente busco apenas a segurança de minha esposa. Quero vê-la de volta na corte da rainha. Livre de mim e livre para desposar alguém digno de sua mão.
Henrique o fitou por um instante, franzindo a testa enquanto parecia digerir o que acabara de escutar.
- Você é digno da mão dela.
- Não. Sequer pude honrar o voto de protegê-la.
- Edward, não foi culpa sua ela ter sido levada.
- Foi, sim.
Prometera protegê-la, mantê-la a salvo, e havia falhado. Se a culpa não era dele, de quem era?
- De modo que, em vez de se esforçar mais para protegê-la, acha mais seguro abrir mão dela?
Se era assim que o rei queria enxergar a situação, Edward não ia discutir. Não se com isso Henrique fosse procurar a Igreja.
- Ela estará mais a salvo com pessoas de origens semelhantes às dela do que com um ex-escravo guerreiro.
Por um instante, quando Henrique estreitou os olhos, Edward pensou que ele fosse protestar. Contudo, o rei esfregou o queixo e perguntou:
- O que eu diria à Igreja?
Algo não parecia certo; a conversa estava indo muito melhor do que supusera. Incapaz de determinar o que exatamente estava causando a apreensão, Edward respondeu:
- Ela foi forçada, meu senhor. Nem eu nem a rainha lhe demos escolha.
- Mas ela não se postou diante da Igreja e jurou aceitá-lo de livre e espontânea vontade?
- Sim, mas era isso ou uma temporada em uma cela – Edward explicou.
- Ela não me pareceu uma mulher que se casaria por medo.
Edward fungou.
- Meu senhor, eu havia vindo para libertá-la das garras de Caius. Ela teria adorado qualquer homem que fizesse o mesmo.
- Pode ser. – Henrique assentiu na direção do acampamento. – Ainda que eu concorde com isso, não posso dispensar nenhum dos meus homens. Não terei como levá-la de volta em segurança à corte da rainha Eleanor.
Edward não estava esperando que ele fosse fazê-lo.
- A responsabilidade é minha. Eu a levarei até a rainha.
O dar de ombros do rei não deixou Edward mais tranquilo. A sensação interior de que algo não estava certo só fez ficar mais forte. Henrique ergueu as mãos, como se houvesse se entregado sem luta.
- Enviarei quatro homens junto com você e uma missiva para a minha esposa, explicando a situação. Vai ajudar Bella a retornar à vida da corte.
O alívio que Edward esperava sentir não veio. Em vez disso, sentiu um aperto no peito, como se tivesse recebido um soco.
- Obrigado, meu senhor.
- Existe a possibilidade de que ela esteja carregando um filho seu, Edward?
Edward tossiu, quase se engasgando com a própria saliva. Já havia pensado nisso.
- Sim, existe. E, se for esse o caso, ficarei com ela como minha esposa.
Henrique assentiu, como se entendendo.
- Neste caso, aqui está o que faremos. Você escoltará Bella de volta à rainha Eleanor. Eu enviarei uma missiva na frente, para que ela os aguarde. Também enviarei junto uma missiva para a Igreja, instruindo Eleanor para incluir seu fervoroso pedido de desculpas por ter forçado a decisão de Bella, antes que ela direcione a petição à Igreja. Enquanto isso, você permanecerá na corte.
- Meu senhor, não posso fazer isso.
- Hã?
- Eu prometi a Whitlock cuidar do treinamento de seus homens.
- Whitlock terá de contar com outra pessoa. Eu tenho homens capazes de treinar os guardas dele. Este não está longe daqui, mandarei um dos guardas lhe explicar a situação.
A última coisa que Edward queria fazer era se demorar na corte, com Bella tão perto.
- Mas...
- Mas nada. Essa é minha oferta, Cullen. Ou aceita, ou não. A Igreja demorará um pouco para responder à petição. E, caso Bella, já tenha concebido, caberá a você cuidar para que a petição seja ignorada. – Henrique riu e mais uma vez segurou Edward pelos ombros. – Não fique tão apavorado com a ideia de voltar à corte. Não vai ser por muito tempo.
Independentemente do número de dias, Edward sabia que pareceria uma eternidade. Sem querer perder a boa vontade e a ajuda do rei, Edward assentiu.
- Aceito a oferta.
Henrique murmurou algo baixinho que Edward não conseguiu escutar. Mas, em alto e bom tom, o rei disse:
- Ótimo. Terei tudo pronto ao raiar do dia. Por ora, desejo-lhe uma boa noite e toda sorte do mundo em explicar isso para lady Bella.
Após se despedir, Edward não se apressou em retornar ao pequeno acampamento além das rochas. Talvez fosse melhor explicar para Bella após terem partido amanhã de manhã. Não sabia ao certo como ela receberia a notícia.
Era possível que Bella se opusesse à mudança forçada de planos, e poderia ser difícil fazê-la enxergar a razão. Ele estaria, essencialmente, abrindo mão dela. Duvidava que qualquer mulher aceitasse tal rejeição de maneira racional. Especialmente depois de ficarem tão íntimos como ele e Bella haviam ficado.
A esposa dependia demais das emoções, em vez da lógica ou da razão. Caso se sentisse ofendida, discutiria eternamente.
Por outro lado, havia sido forçada a concordar com esse casamento. Uma anulação poderia ser a resposta às suas preces. Ele não tinha como saber ao certo.
Ainda estava perdido em pensamentos quando chegou às rochas e, silenciosamente, dispensou os guardas. Edward subiu em uma rocha chata e ficou olhando para Bella.
Não poderia ser muito difícil levá-la a pensar que, como não gostavam um do outro, uma anulação era a melhor coisa para os dois. Qualquer sentimento que ele tinha era baseado única e exclusivamente na luxúria, enquanto os dela não passavam de gratidão e desejo inapropriado.
Edward sabia que mentir era um pecado mortal, mas se perguntava o quanto suas maquinações intencionais contribuiriam para o pecado. Tudo o que sabia ao certo era que a segurança dela era mais importante para ele do que qualquer outra coisa.
O que receava era que ela se sentisse afrontada e que resistisse cegamente. E, no final das contas, perdesse a oportunidade de ter a vida que merecia.
Ele se arrependia de muito pouco na vida. Mas o que fizera a ela havia sido imperdoável. Ser incapaz de proteger a esposa era um ato pior do que qualquer pecado mortal. Ele já havia sido deixado sozinho e desprotegido neste mundo e não permitiria que ninguém, especialmente a própria esposa, sofresse tais horrores.
Porém, como o rei decidira mandar Caius embora em vez de matar o homem, Edward teria de passar todos os dias do resto de sua vida olhando por sobre o ombro. Saber disso apenas fazia aumentar a sua determinação de ver Bella em segurança, longe dele.
- No que está pensando, Edward?
Ele se sobressaltou ante o toque de Bella no seu peito, e sacudiu a cabeça.
- Nada – respondeu bruscamente, como se a presença dela o incomodasse, quando, na verdade, ansiava por tomá-la nos braços. – Não estava pensando em nada além do acolhedor silêncio que estava me cercando.
Ela deu um passo para trás. Sob a luz que vinha da fogueira, ele viu a confusão registrar-se no rosto dela. Apesar do aperto no seu coração, ele nada fez para que as preocupações dela ganhassem vida.
- Edward?
Bella fez menção de tocá-lo, mas retraiu o braço ante o olhar duro que ele lhe lançou. O que ela fizera? O que havia acontecido enquanto ela dormia?
Ela caminhou até o fogo, estendendo as mãos sobre as chamas para derreter o gelo que se acumulava em suas veias, com um medo que ela não sabia identificar. Bella silenciosamente amaldiçoou a sua súbita natureza tímida. Se permitisse que palavras e mau-humor a intimidassem com tanta facilidade, o que aconteceria em uma semana, ou daqui a um mês?
Ela se voltou para o marido.
- Aconteceu alguma coisa?
Ele a fitou com seriedade, o que a fez supor que não fosse responder. Contudo, após algum tempo, Edward disse:
- Não. Nada. Volte para a cama.
Como era possível alguém passar de amante passional para carrancudo quando nada havia acontecido? Ela voltou a avançar na direção dele, determinada a ajudá-lo a se livrar desta súbita nuvem negra que parecia envolvê-lo.
- Ora, vamos, Edward, me parece evidente que algo aconteceu para fazê-lo mudar tão bruscamente de humor.
Ela estendeu a mão na direção do peito do marido. Com uma velocidade que Bella não esperava, Edward lhe agarrou o pulso.
- O que aconteceu?
- Foi o que eu perguntei. – Bella puxou o braço, tentando se libertar da mão que a segurava como uma algema. – Edward, você está me machucando.
Ele a soltou, empurrando-lhe o braço para longe.
- Depois de um dia como este, eu não tenho direito nem a um instante de paz?
- Paz? Você quer um instante de paz? – Ela o fitou com um olhar tão intenso quanto o dele. – Muito bem. Eu vou para a cama. Junte-se a mim quando houver se livrado do mau-humor.
Antes que as lágrimas pudessem lhe arruinar a fúria, Bella deitou-se na cama improvisada e cobriu-se com a manta.
Oiii genteee!!! td bem com vcs, meus amados??? Bom... ai vai mais um capítulo... não me matem por favor!!! todos sabem que o Edward é cheio de brios né??? Mas tem um trunfo na manga que será revelado logo... (6)
Ah... olha só, eu tava olhando minhas notas anteriores e eu notei que eu esqueci de dizer uma coisa muuuito importante... essa fic é uma adaptação... no final dela eu coloco a ficha técnica do livro blz?
xoxo
Dark Angel
