"Entre promessas e dispensas
Apostas e certezas
Cada vez mais..." Apostas e certezas- CPM 22
Capítulo 13- Sobre cartas e vinganças
Kathleen abria a carta que encontrara no bolso de seu pai. Estava finalizando a leitura, os olhos idênticos aos do pai arregalados, ainda sem acreditar direito em cada palavra que corria sob seu olhar. Mas bem que desconfiara, não fora com a cara da loira desde que bateu os olhos nela.
A morena estava sentada no sofá, recostada nas almofadas quando terminou a leitura e começou a dobrar a carta silenciosamente. Foi quando ouviu o barulho dos passos na escada e tencionou esconder o papel que havia em suas mãos, mas ao virar o olhar para a direção da escada constatou que quem subia os degraus não era a sua mãe, mas sim John, cabisbaixo. Ela correu até ele, com passos leves, e o puxou ela mão, que era perfeita, de forma forte. Ele se virou para ela, com o olhar entediado e deixou que ela começasse a falar:
"Que tal a carta de sua amada para o papai? Mamãe iria amar..."
O olho sereno de John teve uma pequena alteração em sua pupila, que se dilatou levemente:
"Me dá aqui"falou em um tom de voz que fez a pele de Kath se arrepiar, nunca ouvira seu irmão falar assim, era sempre tão doce e suave.
Ele tirou a carta das mãos dela e começou a ler, agora sua pupila se estreitando cada vez mais, até se tornar praticamente um único brilho intenso e frio em seus olhos esverdeados. Por fim, parecendo se recuperar de um choque muito grande, ele falou, a voz muito fraca e até mesmo rouca:
"Se pensar em mostrar isso para mamãe não espere acordar viva na manhã seguinte..."
John foi subindo em passos em falso até o quarto, com a impressão de estar bambeando a cada um deles que se seguia. Deitou-se na cama as mãos tremendo de raiva ainda. Como ele pode? Seu pai? Aquele que ele se dava ao trabalho de tentar entender, já que ele não podia estar em terra com sua mãe... não, seu pai amava sua mãe... Blasfêmias.. Ele não podia suportar aquilo. Como o pai pudera mentir daquele jeito? Kathleen entrou em seu quarto, o rosto claramente preocupado:
"Johnny..."
"Sai..."
"Não, sou sua irmã Johnny, e estou aqui pro que der e vier, com você e com mamãe..."
John levantou-se e encarou a irmã por instantes.
"Tem certeza do que falou? Comigo e com mamãe pro que der e vier?"
Kathleen vacilou, já que a expressão que havia no rosto de seu irmão não parecia nada boa, era uma fúria que ainda por cima devia estar mesclada a ciúmes. A frieza da voz dele a deixava assustada, mas ainda assim, ele era seu irmão, e ela cumpriria a promessa que fizera, os três sempre foram muito unidos, John Kathleen e Lizzie. Ela acabou por dizer:
"Sim, mais que tudo no mundo tenho certeza disto..."
"Ótimo...você vai fazer uma coisa então..."
"Que ?"
"Me ajudar a convencer mamãe de que preciso ir viajar, não sei, me ajude a arranjar qualquer desculpa, mas pelo amor de Deus, não comente nada sobre a carta com mamãe..."
"Mas pra que?"
"Kath..preste atenção... se eu deixar meu pai, mamãe vai acabar sabendo e...sabe, ela não agüentaria..."
"Mas..."
"Kath, mamãe morreria de tristeza!Sabe o que é isso? Se sentir tão mal, tão triste que se deseje muito morrer? Não, você ainda é muito nova, e espero que mesmo um dia não saiba...kath, enquanto pa..digo, aquele homem estiver por aí, há grandes riscos de mamãe saber a verdade..."
"E o que vai fazer...Vai atras de papai?"
"Sim...vou acabar de vez com Will Turner"
"Mas..você não vai conseguir, não sozinho.."
Kathleen falava aquelas palavras com pesar no coração. Não sabia o que houvera com o irmão, sabia que ele amava muito a mãe, mas não precisava de tanta coisa assim.Ela amava o pai também, mas John estava certo, e essa era a pior coisa. Ele a encarou por instantes, aqueles olhos que a amedrontavam e disse com a voz fria:
"E quem disse que vou sozinho?"
"Aonde você vai Johnny? Está me deixando preocupada..."
"Vou atrás de alguém que vai me ajudar, e com muito prazer creio, já que sua fama..."
Esperou por instantes para que ela pegasse o que ele queria dizer. Uma luz fez-se na mente dela.
"Peter..."
"Jackson? Sim..."
"Mas..."
"Kath, você prometeu...e você sabe tão bem quanto eu que é pela mamãe..."
"Ta..."
Desceram os dois e foram ao encontro de Lizzie, que estava em pé na janela, pensativa. Os reflexos eram perfeitos, e logo ela percebeu que estava sendo observada pelos filhos:
"Que vocês querem?"disse ela, armando um belo sorriso, tentando esconder a tristeza pela partida de Will, ela sempre fora forte, mas os dois filhos a conheciam muito bem, sabiam que ela não estava legal e sabiam bem o porquê.
"Mamãe.."começou John"vou ter de viajar..."
"Mas..para onde, porque? Que te deu na cabeça agora?"
"Serio mãe, é só por um tempinho, bem curto, prometo, volto logo..."
"Fazer o que?"
"Ele vai arrumar emprego na marinha mamãe.."
"Mas o pai de vocês..."
John começou a alterar sua face, mas Kath disfarçou e falou:
"Mamãe, John sabe o que faz, não é Johnny?"
"Sim..."balbuciou ele.
XXX
Helen estava vagando ela ilha de Port Royal, e a noite já caíra, e estava chovendo, e ela não tinha senso nenhum de para que lugar ela estava indo. Não podia voltar para a casa de seu pai, nem para o Flying Dutchman, nem para nenhum lugar que conhecesse. Pensou em procurar algum lugar seco para abrigar-se, mas o nervosismo sequer a deixava pensar direito, e ela ainda chorava, lagrimas grossas escorriam por sua face delicada e perfeita. Recostou-se em um canto, um pouco atordoada pela semi-escuridão local. Foi então que ela o viu. O reconheceu logo pelos olhos, verde-esmeralda. Peter vinha em sua direção, e ela se sentia fraca demais para mover um músculo sequer em defesa própria. Ele aproximou-se dela, e por milagre que fosse ela conseguiu fazer um movimento auto-defensivo. Peter apenas a olhou sereno e disse:
"Não sabe como estou feliz em te ver..Viva!"
Helen o fitava incrédula e pensava que ele parecia estar diferente, talvez até demais. Ele a abraçou:
"Vem, vamos para casa, você está ensopada..."
A garota ainda estava muda. Peter retirou o casaco e depositou sobre os ombros da loira, conduzindo-a até a mansão onde estava instalado. Ao abria a porta, deparara com Duity, que os olhava um tanto curioso. Peter riu ao observar o olhar do amigo:
"Visita Duity..."
Duity hesitou mas acenou para Helen, e a surpresa maior foi constatar que ela o retribuiu. Peter retirou o casaco dos ombros dela e prosseguiu:
"Vá tomar um banho quente e colocar uma roupa seca... Depois te levo até o seu quarto.."
"Vai me trancar de novo?" balbuciou ela
Ele abaixou a cabeça.Falou com a voz muito fraca:
"Não..."
"Ah?" ela se surpreendera com a resposta
"Bem gostaria..." continuou ele
"Mas.. não posso..."
"Já o fez antes..." era esmola demais, o santo desconfiava.
"Não entende que não quero?"
Ele inspirou profundamente e fingiu não perceber o olhar que Helen lhe lançara. Virou-se e foi para algum lugar que ela não soube distinguir. Ela fez o que ele a recomendara e depois sentou-se no quarto que a criada lhe indicara, esperando que Peter viesse lhe falar.Havia uma garrafa de rum sobre o criado-mudo, e ela sentia o liquido descer-lhe a garganta como água. Fazia aquilo pra esquecer.
Finalmente ele chegou, os dois se encararam por uns instantes e meu Deus! Ele pode perceber, ainda a amava, e a amava muito por sinal! A garrafa de rum sobre o criado-mudo já estava vazia e Helen encontrava-se em um estado digamos, fora de si (completamente!) Ele aproximou-se dela e beijou-a, sua vontade era perder-se nela, e ele despiu não somente a si próprio mas também a ela, que de olhos fechados passava as mãos sobre o rosto dele e sussurrava tão baixo que Peter não podia escutar:
"Will.."
Realmente, Peter não escutara, pois já estava sobre ela, ela continuava a sussurrar e acariciar a face dele, enquanto ele já estava sobre ela. Completou que há anos queria ter feito. Ao fim ele olhou-a, já dormia, como um anjo. E ele não escutara o que ela sussurrara.
Na manhã seguinte ela acordou, e tomou um susto ao encontrar-se naquela situação. Olhou para os lados, viu a garrafa de rum. O que ela fizera? Deus!!!!Peter acordara com os movimentos que ela fizera na cama e foi beijar-lhe, mas ela esquivou-se, detendo-o pela nuca, onde havia sinal dele, de nascença, um triangulo. Ela não percebera, mas era o mesmo símbolo que havia nos pergaminhos:
"Pete..."
"Anh?"
"Olhe, não sei como te dizer direito mas..esqueça, por favor, esqueça o que aconteceu!"
"Mas.."
"Não posso... não posso ficar aqui, com você!"
"Por que?"
"Porque..amo..o Will"sua voz foi morrendo.
Peter fez um gesto de concordância um pouco indignado com a cabeça e saiu, deixando Helen sozinha no quarto. Foi até a sala, e estava começando a conversar com Duity quando foi interrompido por um oficial:
"Comandante, um jovem de nome John Turner deseja vê-lo..."
"Turner? Mande-o entrar!"
John entrou, um ar imponente não disfarçado por trás dos olhos agora gélidos. Peter não deixou-se intimidar, e largando-se no sofá questionou:
"O que deseja?"
"Ajudar.."
"Ah é...Como?"
"Afinal, você quer matar meu pai ou não?"
Peter sorriu:
"Ah sim..e o que o senhor sugere?"
"Para matá-lo precisa apunhalar o seu coração..."
"Ah, claro, mas ficaria mais fácil se ele o tivesse!"
"Pois ele tem, e eu sei onde está!"
Peter encarou o rapaz, incrédulo:
"Escute rapaz, está disposto a entregar seu pai à morte? O que quer em troca?"
"Eu? Não sei..acho que..talvez um cargo na marinha..."
"Parece um preço justo..."
Assim, ele saiu com promessa de trazer o coração de seu pai. Sem saber é claro que Peter havia outros planos. Helen entreouviu-o:
"Não pode fazer isto, Pete!!!"
"Vai descobrir que posso!"
Peter estalou os dedos e meia dúzia de oficiais segurou Helen:
"Tranquem-na no quarto, agora!"
"Peter, me solta, não faz isso.."
Ele não lhe deu ouvidos.
Oiee gente!! Desta vez sem resuminho do próximo capitulo, pq se eu fizer conto o caps inteiro!!hehehe...atençao no sinal de Peter, por favor, é essencial, e por favor não matem a autora por causa de John e Peter + Helen. É tudo como eu já disse antes, essencial...rsrs Ah, e desculpe pela falta de Will e de jack nesse caps, eles voltam no próximo!!
Reviews:
Roxanne Norris: Manaaaa...socorro to em perigo!! Brincadera, brincadera, q bom q gostou do caps, achei triste tbm, mas a vida eh assim neh?
Carlinha Turner: q bom q gostou, esse caps num eh o meu preferido mas eh bem legal tbm...
Mah: Ih, lamento dizer q Helen vai precisar de mta ajuda depois..mas as coiss vaum melhorar, eh q a autora gosta do toque dramático...
Ieda: Eh, john eh apaixonado por ela e isso muda tudo!mas q bom q gostou!
Taty: eu pensei em Helen meio afrodite, sabe, irresistível..eh, fazer oq queria ser como ela..rsrsrs...
Gente, ateh a próxima, e bjs!
