Notas da Autora:
Obs.Os personagens pertencem à tia Steph, mas se fossem meus, há as possibilidades...
Obs.Fic 100% Beward
Obs. Fic BDSM - Vou tentar né? Porque nunca escrevi nada no estilo hehe.
Obs. Historia para maiores de 18 anos.
Capítulo Treze
- Alô?
- Hmmm, poderia falar com Jasper?
- É ele.
- Ah... Oi, é Bella.
- Bella, como está?
- Tudo bem e você? Vendendo muitos quadros?
- Alguns... Por falar nisso, a exposição já acabou e enviei o seu quadro.
- Legal. Quando eu for à casa de Edward, com certeza, já vai estar lá.
- Sim. Então, por que ligou?
- Ah é... Então, eu queria te convidar para sair comigo e minha amiga Rosie, uma espécie de reunião de Submissos, o que acha? – ele riu.
- Claro, parece divertido. Já tem um lugar em mente?
- Podíamos almoçar? – sugeri.
- Eu adoraria! Diga-me só onde e quando. – suspirando aliviada, passei o endereço do meu restaurante favorito, assim como o de Rosie.
Amávamos comida Italiana e o lugar era muito bom, além de ser neutro, para que nos encontrássemos. Então, marcamos o horário e combinamos de nos encontrar à uma da tarde no "Buongiorno".
Após me despedir de Jasper, liguei para Rosie, dei uma rápida olhada no relógio e ainda eram dez horas, então aquela seria a minha melhor chance. Rose havia estabelecido que ela sempre dormiria até mais tarde, no período anterior ao inicio das aulas na Faculdade, quando eu ligasse agora, com certeza ela acordaria desorientada e me atenderia.
Já estava passando da hora de conversarmos.
Tocou quatro vezes antes que ela finalmente atendesse a ligação com a voz grogue de sono.
- Sim?
- Bom dia Rosalie! – ela grunhiu.
- Bella!? O... o que você quer?
- Eu, você e um amigo meu, vamos almoçar à 1h no Buongiorno.
- Hmmm, que amigo? E tem certeza que quer que eu vá?
- Um amigo do nosso meio, e sim, EU QUERO que você vá! Precisamos conversar. – enfatizei bem.
- O que quer dizer com o "do nosso meio"?
- De Submissão, o que mais seria?
- Você está falando sério?
- É claro, então à 1h, e não se atrase! – já ia desligar, quando ela gritou.
- ESPERE! Espere um pouco, você tem certeza que isso é uma boa idéia?
- Rosie eu te amo, você sabe disso. Você é muito importante para mim, mas já está mais do que na hora de sentarmos e conversarmos sobre tudo...
- Eu também te amo Bella, e eu vou...
- Ótimo. Até mais tarde!
Ela se despediu e recostei a minha cabeça na cama, seria um longo dia.
[...]
Cheguei ao Buongiorno, alguns minutinhos antes da hora marcada, peguei uma mesa um pouco afastada, tomei o meu lugar e pedi uma coca para ir bebendo, enquanto esperava, não demorou muito Jasper chegou, e logo depois, Rosie.
Fiz as apresentações, todos nós nos sentamos e o garçom veio trazer o menu. Escolhi canelone, Rosie lasanha e Jasper ravióli. Pedidos feitos, uma nova rodada de bebidas foi servida, o garçom se foi e nós nos encaramos, enquanto esperávamos a chegada da comida. Vendo que iria sobrar para mim, já que fui eu quem marcou o encontro, achei melhor começar o bate papo.
- Então Rosie, Jasper é um pintor.
- Sério? Isso é incrível, você já expôs algum trabalho seu?
- Sim, na verdade, a minha exposição acabou ontem, mas os quadros vão ficar mais alguns dias na galeria, enquanto são enviados aos compradores.
- Podemos passar lá depois do almoço? Eu adoraria vê-los. – ele sorriu abertamente,
- É claro! Seria ótimo. E você Bella, gostaria de ir de novo? – ambos me fitaram
- Ah sim, vai ser divertido. Adorei os seus quadros.
- Você já tinha ido antes? – Rosie me olhou curiosa.
- Sim, fui com Edward. Ele é conhecido da Domme de Jasper.
- Você tem uma Domme?
- Sim. Alice é minha esposa.
- São casados? – perguntou meio espantada e meio animada.
- Sim, por quê?
- Eu só... Bem, eu não sabia que DOM e Subs se casavam.
- Você é uma Sub Rosalie? – ela me olhou de canto de olho, mas assentiu.
- Sim, na verdade é um pouco constrangedor, o meu DOM é o pai de Bella. – a boca de Jasper caiu aberta.
- Charlie Swan?
- O próprio! – murmurei amargamente.
- Você não está bem com isso Bella?
- Não! Sim! Eu não sei na verdade... Tipo, é meio estranho, sabe? Ele é o meu pai, e ela é a minha melhor amiga. – estremeci, Jasper riu.
- Mas Edward, o seu DOM, não tem a mesma idade que o seu pai?
- Sim, mais ou menos, Edward é só poucos anos mais jovem do que o meu pai. Bem, claramente, a situação é praticamente a mesma, eu não vou ser hipócrita, nem ficar contra, sabe? É só difícil de assimilar. Saber que o seu próprio pai é sexualmente ativo já é ruim, mas saber que ele gosta das mesmas perversões que você é bem pior. É ainda piora mais ainda, quando tudo se passa entre o meu pai e aminha melhor amiga...
- Eu entendo! É realmente desconfortável... Ele já sabe sobre você?
- Não, e também não sabe que sei sobre ele, há não ser que Rosie tenha lhe contado...
- Eu não! – ela me olhou ofendida e bufei.
- Como vou saber? Você tem me evitado... – ela me lançou um olhar um tanto quanto culpado, mas cheio de pedidos de desculpas. Bem descente da parte dela, pelo menos isso...
- Eu sei, eu sei, eu só... er, não sabia o que dizer.
Pior era que eu sabia, exatamente, como ela se sentia. Eu não sabia o que dizer, nem havia ainda assimilado direito à situação toda! Era tudo muito fudido! Antes que eu pudesse falar, o garçom trouxe o nosso jantar. Agradecemos e comemos em silêncio por alguns minutos, quando a quietude começou a me incomodar, abri a boca para poder externar algo, mas Rosie foi mais rápida...
- Eu o amo...
- Ao meu pai? – ela assentiu de olhos baixos, quando os ergueu estava determinada.
- Sim! Eu entendo que seja estranho, e duvido muito, que venha a ser menos com o tempo, mas eu não vou desistir dele! – empinou o queixo e sorri.
- Wow! Eu não esperava por essa.
- Acha que ele te ama, Rosalie? – Jasper murmurou baixinho.
- Não sei, mas espero que sim...
- Edward quer me assumir para o papai. – falei, aproveitando que estávamos confessando tudo.
- Realmente? De verdade?!
- Ele quer que eu use o seu colar.
- Isso é importante Bella.
- Eu sei... Ele disse que me ama. – Rosie suspirou agarrando a minha mão.
- Eu sabia que acabaria conquistando ele. – apertei a sua mão de volta, Rosie era muito importante para mim, a minha melhor amiga, quase uma irmã... Epa, será que havia alguma chance de ela se tornar a minha madrasta? Será que pai a amava? Sinistro...
Seria estranho aceitar ela com o meu pai. Mas eu aceitaria, pois preferia olhar para o outro lado e fingir que nada existia, do que perder a sua amizade. Não podia imaginá-la fora de minha vida.
- Quando vão contar ao seu pai? – Jasper perguntou.
- Talvez hoje... Você vai, não é? – olhei para Rosie, ela pareceu um pouco surpresa, mas em seguida assentiu freneticamente.
- Claro! – sorrimos uma para a outra, ambas sabendo que não importava como as coisas acabariam por fim, pois sempre seriamos amigas.
- Gostaria que você pudesse ir também. – falei para Jasper, ele sorriu.
- Seria uma honra Bella, mas sabe que não posso. Bem, não sem que eu leve Alice comigo. Eu sei que não a quer por perto, não em um momento tão importante como esse...
- Sim, não a quero lá... – falei em tom de desculpas, mas ele não pareceu ofendido, Rosie olhou para nós dois, um tanto quanto confusa.
- O que tem de errado com Alice? – corei um pouco.
- Ela... huh, ela me quer... – a boca dela caiu aberta, depois fechou, só para abrir novamente, então ela olhou entre mim e Jasper com olhos de questionamento...
- Mas ela não está com você? Lembro-me que disse que são casados, não disse? – Jasper suspirou, os seus ombros caindo um pouco para o lado.
- Nós somos, mas Alice gosta de trios. Então se deleita em trazer outros para a nossa cama, às vezes.
- E ela quer Bella? – ele assentiu. – Você a quer também? – pela primeira vez pensei naquilo.
Será que ele me queria lá também? Olhei para Jasper, ele grunhiu.
- Você é linda Bella, e não duvido que fosse ótimo, mas eu não tenho sentimentos assim por você. Eu só aceitaria por causa de Alice... – ele confessou e baixou os olhos, acho que envergonhado por ter que aceitar os desejos da maluca.
- Graças a Deus! – falei alto e ele riu.
- Você é a primeira mulher que conheço que gosta de ser rejeitada. – acabei rindo.
- Nada contra você, te acho lindo também, mas hummm, não rola! – ele sorriu.
- Que bom que estamos de acordo.
- E você não se importa? Digo, de ela trazer outros para ficar com vocês? – Rosie perguntou, olhei curiosa para ele, esperando qual seria a sua resposta.
Parecia que ele não gostava, mas eu poderia estar enganada, né?
- Honestamente, eu preferia que fôssemos sempre só nós dois, mas ela é a minha Domme, e sempre sabe o que é melhor para mim...
- Isso é besteira! – resmunguei, ele sorriu.
- Sim, é... Mas o que eu posso fazer?
- Se imponha, oras!
- Bella está certa, não deixe! Bata o pé, ou ela se contenta contigo ou você caí fora!
- Mas... mas e se ela me mandar ir? – ele parecia nervoso agora.
- Se ela te mandar ir, é porque ela não te merece Jasper. Você merece uma Domme que te respeite.
- Isso aí! Que te queira acima de qualquer outro! – continuou Rosie eufórica.
Assenti em acordo.
- Acham que eu devia me impor?
- COM CERTEZA! – falamos juntas, ele riu.
- Eu queria poder, eu... – ele respirou fundo baixando os olhos, peguei uma mão dele e Rosie pegou a outra.
- Sei que se fizer isso, as coisas podem não acabar muito bem... Pode até ser que termine tudo entre vocês... Mas se você não está feliz com o que ela te oferece... ...com o que ela te impõe, então talvez ela não seja a Domme ideal para você. – ele deu um aperto em minha mão e acho que fez o mesmo com a de Rosie.
- Eu sei que está certa, mas eu a amo... muito... – dei um puxãozinho em sua mão para que ele me olhasse.
- Edward sempre me diz que a prioridade de um DOM é fazer a sua Sub feliz. Que tudo o que ele faz é pensando mim, em meu bem estar e prazer. Ele se realiza com aquilo que me satisfaça prazerosamente, que me deixe feliz... Às vezes, ele quer tentar alguma coisa que me deixa nervosa, mas eu arrisco mesmo assim, porque tudo o que ele faz é pensando em mim. Eu sei que ama Alice, mas até agora, ela não está se preocupando com o seu prazer e a sua felicidade, Jasper. Ela só está olhando para a dela própria.
Ela baixou os olhos e assentiu fracamente.
- Tem razão. Não tem sido sobre mim, tem sido mais sobre ela...
- Eu imagino que você tenha dado uma chance "ao trio", porque acreditou que a sua Domme saberia o que seria melhor para você, mas ela parece não saber, ou não está se importando... – continuou Rosie. – Charlie me disse que dar uma chance ao novo é bom, mas ele nunca me forçaria a algo que eu não quisesse... ...ou que não me sentisse confortável fazendo, mesmo que ele gostasse. Ele me afirmou que sempre colocaria as minhas necessidades a bem de tudo e as dele de lado, porque o mais importante seria sempre como eu estivesse me sentindo ou a minha felicidade...
- O que vocês tentaram? – perguntei meio preocupada, ela bufou.
- Eu não vou te contar né?
Jasper acabou rindo, e nós o encarramos.
- Obrigado meninas. Os seus conselhos me ajudaram muito.
- O que vai fazer?
- Eu não sei. Mas, definitivamente, eu vou falar com Alice. Mesmo que o nosso casamento acabe...
- Se acabar, você me liga e fica um tempo em minha casa. Sei que papai não vai se incomodar. – ofereci.
- Eu sou um pintor bem sucedido, Bella e posso muito bem pagar um apartamento para mim. – ah, é verdade...
- Tinha me esquecido... – ele riu.
- Gente, vamos acabar de comer! Eu quero ver os quadros de Jazz.
- Jazz? – eu e ele falamos ao mesmo tempo, ela deu de ombros.
- Ele tem cara de Jazz. – olhei para ele.
- Você tem mesmo.
Jasper riu e começou a comer, fizemos o mesmo.
Pouco depois chamamos um taxi e fomos à galeria. Enquanto Jasper mostrava os quadros a Rosie, sentei em um banco que havia por ali, já pegando o meu celular, disquei o número de Edward, ansiosa para falar com ele.
Todo aquele papo com Jazz, fez com que eu percebesse a sorte que tenho em tê-lo como o meu DOM, eu mal podia esperar para usar o colar dele.
Depois de dois toques, ele atendeu. Eu sorri ao som de sua voz rouca.
- Boa tarde, neném.
- Boa tarde, Senhor. – ele grunhiu.
- Provocadorazinha... – ri baixinho. – O quê a minha menininha andou aprontando?
- Nada demais, almocei com Rosie e Jazz.
- Jazz? – ele pareceu irritado e rolei os olhos.
- Jasper.
- Ah, sim. Você tinha dito que o chamaria.
- Sim, foi muito bom.
- Já está em casa?
- Não na galeria, Jazz está mostrando os quadros a Rosie.
- Hmmm, vocês duas fizeram as pazes?
- Acho que sim. Conversamos bastante hoje, e ainda colocamos alguns "pingos nos "is"". – Edward riu.
- Isso é bom, neném.
- Eu a convidei para jantar com a gente hoje à noite...
- Ah, vai ser muito bom ter um reforço extra.
- Verdade... Você contou ao pai que vai jantar conosco?
- Não, melhor eu chegar de surpresa.
- Tipo, eu digo que o meu namoradinho vai vir, aí você chega?
- Precisa mesmo usar do tal "namoradinho"? – grunhiu e ri.
- Com certeza! – ele bufou e ouvi vozes ao fundo.
- Amor, eu preciso assinar uns papéis, nos veremos a noite, ok?
- Claro, hummm, te amo... – murmurei por fim, prendendo a respiração.
- Eu também te amo, neném.
Sorri para o celular quando ele desligou.
Ele me ama mesmo. Abracei-me apertado, mas parei, pois estava parecendo uma louca varrida. Levantando-me fui à procura de Rosie e Jazz. Aproveitei bem o resto do dia, pois com certeza a noite prometia e seria deveras tensa...
[...]
Tamborilava os meus dedos nervosamente em minha perna esquerda, porque a direita não parada quieta, Rosie colocou a mão em minha perna...
- Calma.
- Estou calma.
- Você parece mais mesmo é em pânico.
- Talvez, eu esteja um pouquinho em pânico.
- Um pouquinho?
- Ok, um montão. – ela riu.
- Vai acabar tudo bem.
- Como sabe?
- Eu só sei... – piscou e assenti, respirei várias vezes profundamente, me sentindo mais calma e fitei-a bastante agradecida.
- Obrigada por estar aqui.
- Para isso é que serve as amigas.
- Olá meninas! – saltei um pouco ao ver o meu pai nos encarando.
- Hey pai!
- Olá, tio Charlie. – pai torceu o nariz e murmurou um "oi" simplório para Rosalie.
Ele começou a ir em direção as escadas e ela me empurrou.
- Vai lá... – sussurrou e assenti.
Corri para alcançá-lo, ele ainda estava no começo da escada, subindo devagar, enquanto olhava para o próprio celular.
- Hey pai.
- Hummm, sim? – guardou o celular me dando total atenção.
- Então, er... huh, sabe o meu namoradinho?
- Sim. O que tem ele?
- Ele vem jantar...
- Hoje?
- É... Nós, tipo, er, estamos sérios... E eu quero que o Senhor o conheça. – ele esfregou a nuca.
- Ok, ok... Se você tem certeza sobre ele, eu também quero muito conhecê-lo.
- Ele vai chegar em breve.
- Legal, vou só me trocar, e já desço.
- Ok. – ele me olhou tristemente e em seguida subiu um pouco mais rápido.
Voltei para a sala me largando no sofá ao lado de Rosie, deitei a cabeça em suas pernas e gemi, o meu estomago já estava completamente embrulhando.
- Acho que vou vomitar... – Rose riu.
- Vai acabar tudo bem. – alisou o meu cabelo e assenti fracamente.
Estava começando a me acalmar quando ouvi o som da campainha, levantei a cabeça tão rápido que quase bati no queixo de Rosie, sorte que ela tirou a cara da frente a tempo. Anita, a nossa empregada, foi atender a porta, voltou pouco depois com Edward.
- Sr. Cullen. – informou e foi acabar o jantar.
- Edward... – me apressei até ele, que sorriu e me puxou para um abraço apertado.
- Olá, amor!
- Oi. – sussurrei mais calma, ele beijou a minha testa ainda me abraçando e o apertei com força, não querendo largá-lo nunca mais.
- Edward? – ambos nos viramos ao ver as sobrancelhas franzidas de meu pai.
- Hey, Charlie. – o abracei mais forte.
- Há algo de errado? Bella?
- Hmmm, Charlie eu...
- Esse é meu namorado, pai... – falei antes que Edward o dissesse, pois eu estava morrendo ali.
Sério, o meu coração parecia que iria explodir.
Pai olhou entre nós, meio chocado por algum tempo, em seguida fixou o seu olhar em Edward.
- Acho que não entendi direito.
- Eu estou em um relacionamento sério com Bella. – Edward falou firme dessa vez, os olhos de papai se arregalaram enormemente.
- Que... que tipo de relacionamento?
- Amoroso?! – falei meio confusa. Mas ele ainda olhava fixamente para Edward.
- Ela é a minha Submissa. – toda a cor fugiu do rosto dele.
- Pai...
- FILHO DA PUTA! – ele rosnou alto olhando para Edward, o meu Senhor rolou os olhos.
- Vamos conversar Charlie.
- Com certeza vamos! – Edward beijou o meu nariz e me soltou.
O quê?
- No escritório? – ele perguntou, meu pai assentiu e partiu sem dizer mais nada, vi Edward o seguindo como um cordeirinho pronto para o abate.
Rosie parou ao meu lado.
- Até que não foi tão mal assim, hein? – a olhei com uma sobrancelha arqueada e ela riu. – Poderia ter sido pior.
- Acho que você tem razão, acha... ...acha que o meu pai vai fazer Edward terminar comigo?
- Bella, você tem 19, é responsável pelo seu próprio nariz. Se o seu pai fizer algo ou for do contra, vá morar com Edward. Dúvido muito que ele se incomode, ele até pagaria a sua Faculdade. – sorri mais confiante.
Pai poderia até ser contra, mas pelo menos ele não poderia decidir por mim, se Edward me quisesse, eu iria atrás dele. Então, não havia com o que me preocupar. Nadinha... Agora, por que será que as minhas pernas estavam bambas de novo?
- Acho que não vai mais ter jantar, né? – Rosie falou de repente e ri.
- Com fome?
- Um pouco.
- Vamos beliscar algo na cozinha.
Ela assentiu e fomos. Fizemos alguns sanduíches e um suco, comemos na cozinha mesmo, estava quase acabando o meu, quando Edward entrou na cozinha.
- Aí está você... – deixei o meu lanche de lado, me levantando em um pulo.
- Como foi?
- Não tão bem, mas também não foi tão ruim.
- Isso não faz sentido algum. – ele riu e me deu um beijo estalado.
- Ele só precisa de um pouco de tempo para assimilar tudo.
- Ele ficou muito chateado?
- Um pouco, mas ele vai superar.
- Ok. – ele me deu um abraço apertado.
- Escute amor, eu preciso ir... Tenho uma teleconferência bem cedo, amanhã.
- Mas nem jantou... – ele olhou para mesa.
- Que tal um desses sanduíches?
- Claro.
Dei um para Edward, ele se sentou e me puxou para o seu colo, me mantendo em seus braços enquanto comia, olhei para o lado, só agora notando que Rosie havia saído. Será que foi falar com o pai?
Bem, talvez ele a amansasse e assim ficasse mais fácil dele aceitar tudo entre mim e Edward. Deitei a cabeça nos ombros de Edward, enquanto ele comia. Ele não falou muito e nem eu, mas ficamos juntinhos.
Quando ele acabou, me deu outro beijo.
- Eu te amo Isabella. As coisas vão se ajeitar com o tempo.
- Também te amo, Edward. – ele encostou a sua testa na minha, me olhando por alguns minutos, depois com um pequeno suspiro, se afastou.
- Venha ao meu apartamento amanhã à noite, para brincarmos. – piscou e ri.
- Não quer que eu vá hoje?
- Nem comece neném, eu adoraria, mas eu realmente tenho que acordar cedo.
- Ok. – fiz um bico que logo foi mordido por ele.
Rindo o empurrei, ele começou a sair me levando consigo, o acompanhei até a porta. Antes de ir, me deu outro beijo rápido e se foi.
Suspirei fechando a porta, encostando a testa na mesma e gemi.
Que noite...
E eu ainda precisaria falar com papai.
Reunindo a minha pouca coragem, fui ao escritório, ouvi vozes, felizmente não eram gemidos, mas estava tudo meio abafado pela porta fechada, dei uma batidinha e a abri.
Pai estava sentado na cadeira atrás de sua mesa, enquanto esfregava as têmporas, Rosie atrás dele massageando os seus ombros. Quando abri a porta, os dois me encararam, o meu pai congelou, já Rosie sorriu.
- Bem, eu já vou Bella! Imagino que vocês tenham muito para conversar...
- Claro! Tchau Rosie, obrigada por vir.
Ela sorriu e para a minha mais completa surpresa e a de meu pai, ela o abraçou pelo pescoço e deu um beijo estalado na bochecha dele.
- Tchau, tio Charlie! – ele torceu o nariz, ela se afastou dele e me deu um abraço rápido, desejando boa sorte.
Assim que ela se foi, olhei para o papai.
- Oi.
- Rosalie é uma moça muito carinhosa. – ele resmungou, imagino que tentando explicar o beijo dela.
- Aposto que ela é... – bufei, ele franziu as sobrancelhas.
- O que quer dizer?
- Nada importante... Quero mesmo saber o que acha de mim e Edward juntos? – ele esfregou os olhos.
- Eu nem sei o que pensar Isabella.
- Que você está feliz por mim?
- Feliz, não sei se é a palavra mais adequada. – fiz uma careta.
- Mas... você é um DOM. – ele praguejou baixinho.
- Edward te contou isso?
- Na verdade, eu ouvi. Estava um dia na casa dele, você chegou e bem, eu subi, mas deu para ouvir.
- O que mais você ouviu? – perguntou hesitante, imagino tentando lembrar o que mais ele tenha dito naquele dia.
Contudo, não era sobre isso que eu queria falar naquele momento.
- Não é importante! O que me importa é saber o que o Senhor acha de tudo isso?
- Eu não sei, Bella. É um pouco difícil de assimilar. Até ontem, você era a minha filhinha, e agora...
- Hey! Eu ainda sou a sua filhinha. – sussurrei, ele forçou um sorriso.
- Claro que é... Mas também é uma mulher.
- Qual o problema, então?
- É só, ...bem... eu queria mantê-la afastada do meu mundo...
- Diz do mundo BDSM?
- Sim...
- Por quê? Você f az parte dele.
- Exatamente por fazer eu sei as coisas que acontecem... ...as cenas, os jogos... DIABOS! – ele grunhiu e assenti...
- Eu entendo que vai ser um pouco difícil no começo, mas depois nos acostumaremos...
- Fala como se fosse fácil.
- E é! Eu me acostumei com você e Rosie. Oras! – deixei escapas, ele gemeu pesaroso.
- Foda-se, você sabe sobre ela?
- Sim, levou uns dias para que eu me acostumasse, mas eu estou tentando entender agora. Pode fazer o mesmo por mim?
- Realmente está bem comigo e Rosalie?
- Sim... Quero apenas ver ambos felizes. E se é juntos que vocês são felizes, quem sou eu para ficar no caminho?
Ele se levantou de sua cadeira e me puxou para os seus braços, me abraçou forte, beijando a minha testa com ternura.
- Eu te amo querida! Obrigado por ser tão compreensiva.
- Também te amo papai. Eu só quero mesmo é que seja feliz. – ele me afastou um pouco.
- Quero que seja feliz também, minha querida. – sorrimos e ficamos abraçados por um bom tempo.
O estômago do pai rosnou e ri.
- Venha, eu e Rosie fizemos uns sanduíches.
- Parece uma boa ideia, querida.
Fomos para a cozinha e sentamos juntos enquanto dividindo os sanduiches. As coisas ainda estavam um pouco estranhas, tínhamos acabado de saber dos segredos um do outro, mas iríamos nos acostumar, eventualmente, pelo menos eu espero...
Depois de um tempo, caímos em uma conversa fácil, falamos sobre o trabalho dele, e eu falei sobre como estava ansiosa para finalmente começar a minha Faculdade, mesmo que eu ainda não soubesse o que quisesse fazer.
Pai achava que eu deveria cursar algo no ramo de gerenciamento de empresas, pois assim estaria apta para trabalhar com ele. Eu ainda não sabia se o meu coração estava para aquilo, pelo menos por enquanto, aquela vertente não era algo que eu desejasse.
Na verdade, eu não fazia ideia do que quisesse realmente.
Pai já estava em seu quarto sanduíche quando o seu celular tocou, como ele estava com a boca cheia, me pediu para atender.
Olhei no visor entranhando quando vi que era Edward.
Só fazia uma hora, talvez uma hora e meia que ele havia partido.
- Alô? – atendi quando já estava no quarto toque.
- Isabella, chame Charlie.
- Edward, o que há?
- Eu... – ele pareceu perder a lógica das palavras.
- Edward, você está bem?
- Eu não posso conversar agora, Bella... Eu preciso que chame Charlie.
- O que houve? – uma sensação de pavor começou a se infiltrar dentro de meu coração, algo estava muito errado.
- Isabella, eu preciso falar com Charlie, eu preciso de um advogado.
- Para quê?
- Tânia Denali foi encontrada morta no meu quarto de brincar. – rosnou.
Sem saber o que dizer ou o que pensar, eu entreguei o celular ao meu pai, que me encarrava preocupado.
Eu ainda o ouvi falando ao fundo com o pai, mas a minha mente estava muito confusa.
O que diabos aquela vadia fazia no nosso quarto de brincar?
N/A: Oláaaaaaaa pervas.
Postando DOMward e correndo por que tenho amor a vida kkkkkkkkkkkkkkkk
O que será que aconteceu?
Mas seja o que for, Tania morreu, isso é bom ne kkkkkkkkkkkkk
Deixa eu correr agora, que eu to com medo de vocês OO
fuiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
.
N/B – A DIVA pirou ou a ALICE surtou? Sei não, muiiiitttoooo estranho... Sinistro... Quando tudo parecia que era "ripa na chulipa" eis que o adverso ocorre... Leitorawards, cometem e desde já OREMOS para que a loira descanse em paz nas brasas do CAPETA... EITAAAAA...
