Disclaimer: Harry Potter e todos as pessoas mágicas, lugar, coisas, animal neste Fanfic pertencem a JK Rowling. Apenas Audrey e seus Parentes são meus ... Eu só não consigo imaginar eu pertenço tudo isso.
Um agradecimento especial à Renata pelo seus comentários e à Dani Asmar Potter que favoritou a minha Fic. Vocês moram no meu coração! Beijinho!
30/08/1971
Casa dos Potter:
Era um casarão amarelo com quatro suítes, uma biblioteca enorme e um escritório. A família Potter era conhecida por ser puro–sangue e muito rica. Charles era um auror respeitável e sua esposa Dorea era uma dona de casa dedicada.
Eles tiveram o filho deles com a idade de 40 anos. Quando James era um bebê Dorea não deixava nem Charles pegá–lo no colo, com medo do menino pegar uma doença. Quando chegava uma visita, ela não deixava pegar e quando não tinha jeito, ela ficava de prontidão, deixando a visita constrangida. Se alguém falasse que ela estava exagerando ela expulsava a pessoa de casa.
Dorea perdeu dois bebês antes de James, por isso faziam tudo que o menino queria, tanto é que quando James quis mudar seu quarto para a suíte máster, eles fizeram a vontade dele. Dorea e Charles faziam tudo por ele: recolhiam seus brinquedos, brigavam com todos, até com o medi bruxos por causa do filho, interferiam em suas escolhas...
James cresceu cercado de carinhos e mimos, era criado como se fosse uma boneca de louça prestes a quebrar–se. Nem amarrar o tênis Dorea deixava–o fazer! Os vizinhos o consideravam o "reizinho da casa"...
Por isso ele cresceu arrogante, não sabendo lidar com a frustação e pensando que todos a sua volta tinham a obrigação de fazer as suas vontades. Seu único amigo era Sirius Black, pois quando o amigo não cedia às suas vontades, James batia nele, Dorea brigava com a criança que apanhou e o enxotava de casa. Lógico, a criança chegava chorando em casa, se sentindo humilhada e a mãe logo a afastava de James. Se a mãe fosse reclamar de James, Dorea só faltava bater nela, quem era ela para falar assim de seu príncipe?
Dorea levantou–se e preparou o seu café da manhã. Eles tinham dois elfos domésticos Pepper e Mon Petit, mas ela não deixavam os elfos tocarem na comida de seu filhinho querido.
– Bizunguinho*, levante–se, você vai se atrasar! – disse Dorea Potter sacudindo o filho.
– Ah mãe, só mais cinco minutinhos... – resmungou James.
– Sinto muito Bizunguinho... Se você não se levantar agora, você não vai tomar um café da manhã decente... Aqui estão as suas roupas...
Dorea havia separado as roupas de James antes de acordá–lo. Ele vestiu–as e desceu para tomar o seu café da manhã.
Casa dos Snape
– Vamos Severo, acorde, vamos nos atrasar! – disse Audrey.
Os irmãos saíram da cama, se vestiram e Audrey pegou a caixa dourada com os baús encolhidos e eles desceram as escadas. Lá embaixo eles ouviram Richard falar:
– Anda mulher, eu falei que iria busca–los para irem a Hogwarts, não me faça perder meu tempo com você!
Severo e Audrey correram para a porta. Audrey empurrou Eillen, correu para o pai, o abraçou e disse: – Pai, que bom que você veio!
– Eu sabia que essas duas pestes não iam levar vocês à estação. Severo...
– Bom dia Senhor Taylor.
Eillen disse amargamente:
– Da licença, alguém tem que trabalhar aqui!
– Você não vai levar seu filho à estação? – perguntou Richard revoltado.
Como resposta Eillen fechou a porta, deixando Richard pasmo. A primeira vez a Hogwarts era um momento especial para o menino e ela não estava nem aí! Que mulher insensível!
– Não sei se o idiota do seu pai disse, mas eu fui ao Conselho Tutelar para ver se podia adotá–lo. O imbecil do Tobias foi convocado e na reunião ele fez o maior escândalo, falou que eu estava tentado tirar o seu filhinho amado, que você não é um filhote de cachorro para ser levado para qualquer lugar sem o consentimento dele... desculpe meu filho... – disse Richard desapontado
– Não fique triste senhor... está tudo bem...
– Não, não está. Eu vou fazer de tudo para tirar você daqui, eu prometo... Bem, a sua mãe tá no carro esperando, vamos comer depois a gente vai à estação... Audrey, você vai na frente comigo.
Audrey pegou Melaine e a colocou na gaiola. Os três entraram no carro. Assim que Severo sentou–se no banco de trás Victoria abraçou–o e beijou seu rosto. Ela disse:
– Oh meu filho, eu estava com tanta saudade...
Severo sentiu um nó na garganta. A mãe dele não o tratava assim... Por que Eillen não podia ter a metade do carinho que Victoria tinha com ele? Ele disse:
– Bom dia Senhora Taylor. Eu também estava com saudades.
Chegando à lanchonete enquanto os meninos comiam o dono disse ao casal:
– É hoje que eles vão à estação... seria bom se tivesse um bruxo adulto com eles, vocês não podem passar para a Plataform nem vão vê–los passar...
– Que pena, eu queria tanto ver os meus filhos indo embora... – disse Victoria.
– O importante é que vocês estão levando–os. Eu simplesmente não acredito que a desnaturada da Eillen não quis vir om vocês! – disse o dono da lanchonete revoltado.
Depois que os irmãos comeram (na opinião de Victoria Audrey comeu demais e Severo comeu pouco), Richard foi pagar a conta e o dono da lanchonete recusou o pagamento.
– Guarde o seu dinheiro trouxa... O que vocês estão fazendo para o Severo não tem preço... Eu gostaria de saber porque os pais dele não deixam vocês adotá–lo, eles nem ligam para ele... A Eillen contou o que o Tobias fez no Conselho Tutelar! Aquela vaca! Como se ela se importasse com ele...
– Eu também gostaria meu amigo, eu também gostaria... – disse Richard. – Bem, obrigado... Vamos meninos.
Eles entraram no carro. Victoria disse a Severo:
– Olha o que eu trouxe para você! O seu travesseiro!
Severo olhou para ela atordoado. Ela disse:
– É que você sempre dorme em viagens longas e carro, então resolvi trazer o seu travesseiro...
A mulher deitou a cabeça de Severo no colo dela. Ele perguntou:
– Cadê a Jean?
– Ela saiu com as amigas dela... Ela mandou um beijo para você e disse que vai escrever quando você estiver na escola. Ela pode não ter vindo, mas gostou muito de você...
– Obrigado senhora...
Victoria começou a fazer carinho na cabeça de Severo e ele logo pegou no sono. Quando eles chegaram à Estação King Cross ela acordou–o. Essa estação está localizada no distrito de King Cross, no nordeste do centro da cidade. Encontra-se ao lado de outra estação de comboio, a estação de St. Pancras. Desta estação partem comboios com destino a diferentes localidades do leste e nordeste de Inglaterra, e na Escócia. Kings Cross também inclui uma importante estação de metrô, conhecida como estação de Kings Cross St. Pancras, uma grande estação de intercâmbios da rede de metro.
A família dirigiu–se à Plataforma 9. Chegando lá eles encontraram Lily e seus pais. Eles abraçaram a amiga e apresentaram seus pais aos pais dela.
Audrey pegou o carrinho de bagagem da amiga. Eles despediram–se de seus pais e atravessaram a plataforma. Nicolas disse a Richard:
– Minha filha disse que a sua filha é muito forte. Agora que a Lily está com ela eu me sinto mais tranquilo... – Obrigado pela confiança, sua filha está em boas mãos. – respondeu Richard.
– Olha Nicolas, que coruja bonitinha, qual é o nome dela, Audrey?
– Melaine... – respondeu Audrey. – E como chama a sua coruja, Lily?
– Poppy...
Audrey colocou a gaiola de Melaine junto com a de Poppy, começou a empurrar o carrinho de bagagem e os três amigos passaram para a Plataforma 9 ¾, ficarando maravilhados. Várias famílias bruxas acompanhavam seus filhos com suas bagagens e animais de estimação nas gaiolas ou jaulas.
Um pouco atrás deles estava a família Potter e Sirius. Dorea disse:
– Como vocês têm coragem de deixar os seus filhos embarcarem sozinhos?
Nicolas disse:
– Somos trouxas, não podemos passar.
– Mãe, para de falar e vamos! – disse James.
– Sim filho...
Depois que os Potter e Sirius passaram, Nicolas olhou para Richard e disse:
– Você viu quem manda naquela casa. Deus que me livre, espero que ele não estude com a minha filha.
– Não sei por que, mas a Audrey disse que a Lily não vai ficar na mesma casa que ela e o Severo. Espero que ele vá para uma terceira casa...
Na estação, um casal estava junto do filho deles para embarcar. O menino era alto, cabelos castanhos, bonitos alhos âmbar, quase azuis e sua aparência era frágil. Gregório colocou a mala de seu filho no bagageiro do trem, o abraçou e o beijou. Abigail olhou para o menino e disse:
– Remus, tenha calma, dessa vez vai dar certo...
Remus baixou a cabeça. Ele estava com muito medo de ir para Hogwarts. Quando ele tinha 8 anos, seu pai estava num bar jogando baralho trouxa com os amigos quando ele apostou uma partida com Fenir Greyback. Fenir perdeu a partida e saiu do bar jurando vingança para o homem. Como vingança, ele procurou a casa dos Lupin e enquanto Remus brincava fora de casa, Greyback mordeu o menino. Desde então, Lupin adquiriu a licantropia, tornando–se um lobisomem a cada lua cheia. Seus pais tentaram de tudo para tratar o filho, mas não existe cura para a doença.
Como Remus não conseguia controlar a doença, ele ficava perigoso a cada lua cheia. Por isso ele era uma criança sozinha, sem amigos.
– Mamãe, cedo ou mais tarde alguém vai descobrir e vão rir de mim... – disse Remus.
– Descobrir o quê? – perguntou um menino baixo, com cara de rato e nariz pontudo. Seus olhos eram pequenos e úmidos. Seu cabelo era fino e ele tinha a voz esganiçada.
– Aaaahn... descobrir... – Abigail chegou perto do menino e disse em voz baixa. – que ele tem uma bolsa de estudo em Hogwarts.
Remus respirou aliviado porque o menino acreditou na mãe dele. Ele disse:
– O problema é esse? Eu também tenho bolsa... qual é o seu nome?
– Remus e o seu?
– Peter. Você vai se sentar com alguém?
– Não. Por quê?
– Ah, então senta comigo... ele pode, senhora?
– Ah sim, claro!
Abigail abraçou e beijou o filho e Remus entrou no trem com Peter. A mulher ficou feliz e sossegada. Ela pensou que seu filho não iria para Hogwarts e ele arrumou até um amiguinho... se alguém descobrisse a verdadeira condição de Remus, certamente nunca o deixaria estudar lá.
Ele só estava indo para Hogwarts porque Alvo conversou com ela e Gregório, prometendo que iria fazer umas adaptações na escola para manter a sua condição em segredo. Dumbledore tomou alguns cuidados especiais; para a chgada do menino para a proteção dos estudantes, professores e do próprio Remus.
– Vamos Abe, nosso menino vai ficar bem... – disse Gregório com uma lágrima nos olhos.
– Sim... vamos...
Mais a frente estava James e Sirius, com os pais de James. Sirius decidiu ir com seu amigo para a estação porque mais cedo ele havia brigado com seus pais e não queria vê–los.
A família Black acreditava no elitismo puro–sangue. O avô do menino, Marius Black insistia que eles deveriam se casar apenas com puros–sangues, por isso vários membros da família eram obrigados a se casar com os próprios primos.
Outra coisa que Sirius não concordava com sua família eque que eles eram fortes seguidores das Artes das Trevas. Para irritar seus pais ele colocou fotos de garotas trouxas de biquini e garotos de moto nas paredes do seu quarto. Por isso eles brigaram e o menino foi para a estação com seu amigo James.
James e Sirius corriam alegremente enquanto os pais de James tentavam alcançá–los. De repente James encontrou alguém, parou e disse:
– Olha quem eu tô vendo... – disse James.
– Quem? – perguntou Sirius.
– Você não os conhece. É um menino feio, seboso, com a irmã chata dele.
James não viu, mas os seus pais se olharam e trocaram um sorriso. Que bom, o menino estava se divertindo...
Dorea e Charles deixaram o filho perto do trem e Dorea disse:
– Vamos até o trem filho.
Eles chegaram ao trem e viram Audrey colocando o baú de Lily no bagageiro. Sem cerimônia, ele bateu no seu ombro e disse:
– Carregue o baú para mim! – mandou James.
– O quê? – perguntou Audrey.
– Você não ouviu meu amigo? – perguntou Sirius. – Ele mandou você carregar o baú para ele!
– Mas eu não vou mesmo! Ele falou comigo? – perguntou a Lily.
– Ele te confundiu com um elfo, que feio... – respondeu Lily.
– Seboso! Carregue o baú para mim! – gritou James para Severo!
– Não fale assim com meu amigo! – gritou Lily.
– Vou falar uns negocinhos para você... – disse Audrey juntando as mãos... – Seboso é a puta que te pariu... se você tivesse pedido com educação, quem sabe eu te ajudaria... e outra... não consegue carregar o teu baú... deixe–o aí, ou enfia ele no cu do teu amiguinho... – disse Audrey.
– Bizunguinho, não ligue para essa brutamontes, o papai coloca o baú no trem...
– Bizunguinho? – perguntou Lily.
Em seguida os três caíram na gargalhada. Audrey escorou–se no trem e quase fez xixi na roupa de tanto rir.
– Cara... – disse Audrey tentando recuperar o fôlego. – Se o meu pai me chamasse disso eu quebrava os dentes dela...
– Eu lançaria uma maldição nela... – disse Severo chorando de rir.
– Eu ficaria um bom tempo sem falar com ela, que ridículo! – disse Lily rouca de tanto rir.
– Mãe, eles tão rindo de mim...
– Vocês três calem a boca!
Aí os três riram para valer.
– Audrey, ele é tão mimado que não consegue se defender sozinho... – disse Lily. – Au que dor de barriga! – Vem Severo, fica longe do nenezinho da mamãe...
– Volte aqui! Eu ainda não terminei com você! – gritou James. Audrey mostrou o dedo médio e virou as costas para ele.
– Você vai deixar esse animal falar assim com você? – perguntou Sirius?
– Isso não vai ficar assim... vou contar para a mamãe e ela vai tomar providências...
– Não... nós vamos tomar providências... – disse Sirius com um sorriso sombrio.
– Você viu a minha futura namorada?
– Quem?
– A amiguinha da brutamontes... eu mereço o melhor e ela é o melhor para mim...
– Mas parece que ela não foi muito com a sua cara...
– Tenha paciência... daqui a pouco ela vai estar comendo na minha mão...
– Esse é o James que eu conheço! Vamos entrar no trem!
De volta à estação, o casal Potter encontrou os pais de Audrey e Lily. Charles chegou perto de Richard e disse:
– Sua filha é uma grossa mesmo! Brigou com o meu menino e nem colocou o baú dele no bagageiro do trem!
– Vem cá, ela é obrigada a carregar as coisas do seu filho? – perguntou Nicolas.
– Eu não falei com você! – disse Charles
– Escute... não é porque você teve o seu filho depois dos 40 anos que você não pode repreendê–lo... – disse Richard. – Um dia eu vou ver você se arrepender de não tê–lo reprrendido! E outra: quem é você para falar assim com o meu amigo?
Dorea ficou pálida. Charles zombou de Richard e disse:
– Não posso culpar meu filho se o seu não sabe nem lavar a cabeça e a sua filha não controla a sua força... se eu fosse você, deixaria a menina num circo de aberraçõ...
Richard ficou horrorizado. Circo de aberrações?! Ele partiu para cima de Charles e deu–lhe um soco no rosto. Victoria disse:
– Vem Richard, não suje sua mão com esse aí!
Dorea disse:
– Vamos querido, ficar bem longe desses animais!
No trem:
Lily, Severo e Audrey escolheram um compartimento no trem. Logo depois apareceram James e Sirius. James pegou no pulso de Lily, foi levando–a para fora e disse:
– Vamos para o meu compratim...
SMACK!
– Você perguntou se eu quero ir com você? Na sua casa a sua mãe faz tudo o que você quer, mas no mundo real as coisas são diferentes! Cai fora Bizu... Bizunguinho! – disse Lily rindo.
– Conta para a sua mãe, Bizunguinho... – disse Audrey. Os três riram de novo.
Sirius avançou em Audrey para bater nela, mas a menina agarrou seu ombro e jogou–o longe, como se ele fosse uma boneca.
– Uuuuuuh, ele tentou bater em mim... Audrey disse.
– Que idiota! – disse Lily, tendo que se sentar para não cair de tanto que ela ria.
– Vem James! – disse Sirius. – Ela pode ser linda, mas é chata igual aos seus amigos.
"Esse cara é um tonto... como Hermione falava tão bem dele? Como Lily chegou a se casar com ele?"
– Nós vamos para a Grinfinória! Grinfinória, onde estão os bravos de coração...
– Enfia a Grinfinória no cu! – disse Audrey.
– Tudo bem, se você prefere ter músculos a um cérebro...
– Você não tem nenhum nem outr... AI!
James viu que a manga de seu manto estava pegando fogo. Sirius disse:
– Vamos para outro compartimento. Às vezes Regulus tem razão quanto a se juntar com sangues ruins...
Depois que os dois se afastaram, Audrey disse:
– Não contem a ninguém que eu tenho pirocinese...
– Piro...
– Pirocinese... capacidade de criar incêndios e manipular o fogo... não gostei desse James! Se ninguém souber desse meu poder dá para eu sacanear ele a vontade
– Mas até que ele é bonitinho... AI! – disse Severo.
As duas deram um tapa na cabeça do menino.
James e Sirius foram para outro compartimento. Eles encontraram um compartimento com dois meninos: um era alto, magro, cabelos castanhos e olhos de âmbar. O outro era baixo, gordinho, bochechudo e dentuço.
– Oi? Podemos entrar? – disse James.
– Mas é claro. – disse o menino magro. – Qual é o nome de vocês?
– O meu é James e o dele é Sirius. E o de vocês?
– O meu é Remus John Lupin e o dele é Peter Pettigrew. Prazer!
– O prazer é todo nosso!
– Para que casa vocês vão? – perguntou Peter. – Nós vamos para a Grinfinória!
– Eu também! – respondeu James.
– Eu acho que eu vou para a Sonserina, é tradição da minha família ir para lá...
– Credo! – disse James – assim você vai parar na mesma casa daqueles irmãos bestas...
– Irmãos bestas? – perguntou Lupin.
– Um casal de irmãos. O menino é narigudo e com o cabelo seboso. A menina até que é bonitinha, mas é forte, bruta e fala palavrões.
– Mas tem a outra ruivinha...
– Tira os olhos dela, ela é minha!
– Se vocês estão falando dos Snape e da amiguinha deles, eu escolheria melhor as amizades. – falou um monitor da Sonserina. Ele era alto, loiro, olhos cinza e pele pálida. Seu nome era Lúcio.
– Cai fora Malfoy! – disse Lupin.
– Vocês estão interessados naquelas sangues ruins?
– Cai fora Malfoy! – disse Sirius.
Lúcio saiu. James disse:
– Quem é esse chato?
– Lúcio Malfoy. Namorado da minha prima Narcisa. Ele tá no 7º ano e ela no 6º. Ele não gostou da ruivinha porque ele odeia nascidos trouxas.
– Isso é preconceito!
– Por ele os trouxas e nascidos trouxas seriam mortos.
– Credo! – disse Lupin.
Depois de 4 horas o trem parou. Os alunos saíram e foram recebidos por Hagrid. Ele gritou:
– PRIMEIROS ANOS COMIGO! PRIMEIROS ANOS COMIGO!
Lúcio ajudou Hagrid a reunir os primeiros anos. Os alunos foram a um cais e começaram a entrar em barcos em grupos de dez. James tentou ir com Lily, mas ela empurrou–o e ele teve que ir com seus amigos.
– Cara, ela não gostou de você... – disse Sirius.
– Ela vai ser minha... – disse James torcendo as mãos. – Vou separa–la de seus amiguinhos e ela só terá olhos para mim...
– Falando assim você me assusta... desse jeito você só vai conseguir a raiva dela... – disse Lupin.
– ORA, CALE–SE! – disse James. – Nunca ninguém disse não para mim! Ela não será a primeira...
– Se você quiser ferrar aquele seboso e aquela brutamontes, pode contar comigo... – disse Sirius.
– E comigo. – disse Peter.
– Tô fora! – disse Lupin.
Os três mostraram a língua para o amigo. James deu um sorriso sombrio. Até que Hogwarts não seria ruim afinal...
