- Você irá para a América? – pergunta a diretora.
- Sim, mas antes temos que encontrar o ponto de entrada dos comensais – disse o jovem remexendo em seus pertences. Após um segundo de
procura, ele encontra um prisma de quartzo.
- Aqui! Finalmente achei o que procurava.
- E o que é isso? – perguntou o quadro de um dos diretores. Eles já tinham deixado de fingir sono quando o ruivo estava ali. Antes de tudo eram
professores e quer soubesse disso ou não, o ruivo era uma fonte para o progresso dos ensinamentos para o futuro da escola. Alguns acreditavam
que ele tinha madeira para professor.
- O prisma de Agamotto. Estão vendo o núcleo do cristal? Ele foi feito com uma lasca do Olho de Agamotto, um amuleto capaz de revelar o oculto.
Apesar de não ter tanto poder quanto o olho, ele possui as mesmas propriedades.
- E quais são as suas limitações? – perguntou Alvo.
- Basicamente o tempo de utilização e recarga. Isso faz com que ele não seja uma peça extremamente útil, mas se ele tivesse um poder ainda
maior, o Olho poderia ser afetado.
- E esse "Olho de Agamotto" pertence a seu professor na América. – disse McGonagall.
- Correto! Agora com isso, podemos acessar e rastrear as emanações dos comensais da morte que entraram aqui – disse, pegando o amuleto e
assumindo uma forma etérea – Professora, convoque uma maca e leve o meu corpo sem tocá-lo. Isso pode ser perigoso.
Seguindo pelos corredores, o espectro do ruivo foi impedido de continuar por um grito
- Ronald?! Mon Dieu! Comment puis-je parler à Molly? C'est ce qui s'est passé pour vous? (Ronald?! Meu Deus!Como vou falar para Molly?! O
aconteceu com você?!) – comentou sua cunhada, enquanto segurava o peito arfante.
- Ne vous inquiétez pas! Mon corps est en sécurité! Je suis encore en vie. Gardez à maman de l'ordre ou il aura une attaque. En outre, vous avez
vu faire une fois Steve; (Não se preocupe! Meu corpo está seguro! eu ainda estou vivo. Mantenha mamãe fora das vistas ou ela vai ter um ataque.
Além disso, vocês viram Steve fazer isso uma vez) – comentou o espírito, esperando que a chegada da diretora, trazendo seu corpo na maca,
acalmasse Fleur - En passant, j'ai vu un peu de français ici aurores dans le château. Vos amis? (Por falar nisso, vi alguns aurores franceses aqui no
castelo. Amigos seus?).
- Se importa de não me deixarem no suspense? – inquiriu McGonagall que via a cena à distância.
- Pensei que você falasse francês! – comentou o ruivo.
- Não tão bem quanto vocês – admitiu, constrangida – agora podemos continuar?
- Claro!
- Aonde vocês vão? – perguntou a loira.
- Estamos rastreando a energia residual dos comensais para descobrir por onde eles entraram.
- Vou junto com vocês! – afirmou a meio veelã.
Em seguida caminharam até um banheiro feminino no segundo andar. Foi ali que o espírito estancou.
- A trilha leva até esse banheiro.
- Por quê parou? – perguntou a professora.
- É um banheiro feminino! – protestou o ruivo.
- Entra logo! – rugiu a francesa – Poucas garotas entram nesse banheiro por causa da Murta.
- Murta?
- Entre e descubra.
Atravessando a parede, ele viu o fluxo seguir até uma parede e preparava-se para seguir, quando um ectoplasma surgiu na sua frente.
- Esse banheiro já tem dona. Vá assombrar em outro lugar! – falou o fantasma de uma garota de aproximadamente 14 anos.
- Desculpe! Só estou de passagem – pediu desculpas, enquanto as duas mulheres entravam.
- Diretora McGonagall; este aqui veio para espiar o banheiro das meninas. Provavelmente é um espírito de um garoto devasso que estudou aqui e
morreu como eu... – choramingou a alma.
- Não se preocupe, Murta. Ele está aqui à meu pedido. – começou a dizer mais foi interrompida pelo fantasma.
- A senhora quer que ele me faça companhia por toda a eternidade? É muito gentil de sua parte, especialmente porque a senhora costumava
baixar minhas notas propositalmente... é uma pena que nós não tenhamos corpo para fazermos outras coisas – disse a Murta, com um olhar
lascivo para o ruivo.
- Fale por si mesma! – disse, voltando para seu corpo. como esperado, a jovem fantasma não encarou com profissionalismo esse fora e saiu
gritando de ódio pelas paredes.
- Ah... bem melhor! – resmungou a diretora – tem horas que me dá vontade de chamar um exorcista para esse banheiro. Ronald? Onde a trilha
some?
- Ela atravessa a parede. Mas depois não pude ver nada por causa daquela guria. Quem é ela afinal?
- Uma velha aluna que morreu quando a câmara Secreta foi aberta... Merlin, por que eu não pensei nisso antes. Os gêmeos e Lee não poderiam
ter verificado a Câmara Secreta por que só você e Harry sabiam a entrada.
- Você quis dizer, só Harry sabia – corrigiu o ruivo.
- Desculpe.
- Não se preocupe. Como entramos?
- Precisamos de alguém que seja ofidioglota; a língua das cobras.
- Quem entre os professores podia fazer isso?
- Snape.
- Mais alguém pode fazer isso? como Harry e eu entramos da outra vez.
- O jovem Potter pode falar com as cobras. Ele a abriu – comentou a diretora em um estalo.
- Nesse caso só precisamos dele aqui – comentou simplesmente – Que os Caninos de Hagatooth permitam que eu transporte-me até meu destino! –
disse, abrindo um portal com meio corpo, saindo no meio da sala de estar dos Granger, que tomavam o café da manhã – Ei, Harry! dá para vir até
aqui?
Como esperado todos vieram e viram a visão de metade do tronco do jovem que havia deixado-os no dia anterior saindo da parede da sal.
- Sinto muito a falta de educação. Bom dia pessoal. Gina, preciso do seu namorado emprestado por um minuto.
- Rony... por quê não abrir um portal de corpo inteiro? – perguntou Hermione.
- Por quê tecnicamente, só preciso da cabeça do Harry – disse, puxando o amigo pelo colarinho para o portal. Saindo do outro lado, ele se viu em
um banheiro do castelo. Sob o olhar ávido de duas mulheres.
- Senhor Potter, se importaria de abrir aquela parede para nós? – perguntou Minerva.
- O quê está acontecendo?
- Apenas abra, Harry. depois eu lhe explicarei – falou o ruivo.
Concentrando-se para formar a imagem mental de uma serpente eu seus movimentos, o moreno abriu os olhos, que nesse momento pareciam ter
suas pupilas como as de um réptil e disse: Abra!
Todos ouviram um silvo ensurdecedor e notaram como a pia começava a se mover. Sem qualquer explicação, o ruivo empurrou a cabeça de seu
melhor amigo para fora do portal e o fechou.
Notando que não estava mais em Hogwarts, o moreno foi interpelado por suas companheiras:
- E então, o quê ele queria? – perguntou uma preocupada castanha.
- Ele, Fleur e McGonagall queriam que eu abrisse a parede que dá acesso à Câmara Secreta. Alguma coisa deve estar acontecendo na Inglaterra.
Hermione pode abrir um portal para Hogwarts?
- Que os Caninos de Hagatooth permitam que eu transporte-me... – começou a dizer, quando, no mesmo local, um segundo portal se abriu para
revelar a cabeça da Diretora de Hogwarts.
- Senhorita Granger; o Senhor Weasley disse claramente que ele explicaria a situação depois. Nesse momento temos a situação sob controle e
você ficou na Austrália por um motivo básico. Espero que continue aí e não nos siga, ou vou cuidar para que suas chances de seguir sua vida
acadêmica futura sejam obliteradas! E isso não é uma ameaça vazia. estamos entendidas?
- Sim, professora – sussurrou à contragosto, a jovem.
- Senhor e Senhora Granger, é sempre um prazer revê-los. Se me dão licença, tenho um trabalho a fazer – disse e desapareceu pelo portal.
Voltando para o local de onde saíra, apenas sorriu para seu discípulo.
- Como sabia? – inquiriu o ruivo, Fleur.
- Era obvio que Harry iria falar o quê fazíamos. E Herms é como carrapato, às vezes... – ia continuar a falar, mas viu o olhar sádico das suas
companheiras - ... se já pararam com isso temos que selar essa Câmara Secreta! - disse, escorregando pelos canos. Mais parecia que ele estava
caindo por um buraco. Mas quando já estava se perguntando se era isso o quê Julio Verne experimentou em seu livro, seus pés foram jogados de
encontro à uma superfície que, se não era regular, ao menos era sólida. Suas companheiras o seguiram segundos depois.
- Onde estamos? – perguntou a francesa.
- Na Câmara Secreta, construída por Salazar Sonserin, durante a construção do castelo.
- E no quê estamos pisando? – perguntou novamente.
- Eu diria que são ossos! Provavelmente entramos em um local de extermínio ou no local de alimento de um grande predador – comentou Rony.
- O basilisco! Será que está vivo?
- Professora? O quê é um basilisco?
- É uma espécie de cobra gigante, capaz de matar se olhar diretamente para você – respondeu Fleur – mas eu pensei que Harry a tivesse matado.
- Ele pode tê-la matado e pode ser outra, mas pelo que sabemos só o canto de um galo adulto pode matá-lo.
De repente, viram um vulto se mexer e resolveram segui-lo. Rapidamente o perderam de vista, mas viram uma massa disforme parada no meio da
Câmara.
- Ali está o basilisco que Harry matou. Então esse deve ser outro – sussurrou McGonagall.
- Não! É o mesmo! – cortou o ruivo, ganhando os olhares estranhados de suas colegas de jornada – vejam a cauda. Ele iniciou uma muda de pele
e escapou.
- Se é realmente a mesma, temos sorte – sussurrou a Diretora – o jovem Potter a cegou. E, pelo que sabemos, ela não pode recuperar os olhos.
Nesse momento, um vulto esticou-se pelas costas dos três e, embora não visse-os, podia deduzir o ângulo de ataque através do cheiro. A cobra
gigante foi em direção de Fleur, mas no último momento esta foi salva pelo encontrão de Minerva. Enquanto isso, o símbolo dos Dragões de Kun
Lun já estava de volta no peito do ruivo que chutava a boca da cobra, fechando-a. com extrema rapidez, o basilisco deu uma rabada nas mulheres
que ainda estavam aturdidas.
Sabendo em qual local estavam as mulheres, a serpente foi se encaminhando para elas, enquanto seu oponente conjurava um escudo para elas.
O basilisco não ficou muito feliz ao deparar-se com a barreira e decidiu que cuidaria delas mais tarde. Colocando a língua para fora, captou o cheiro
do ruivo mas este sentiu-se estranho... o cheiro vinha de 8 lugares diferentes.
- Preguiça, luxúria, tirem-nas daqui... e luxúria... Fleur é nossa cunhada!
- Ei!... Eu tenho limites! – protestou o aludido.
- Por quê não matamos logo essa maldita cobra e vamos por aquelas esmeraldas? – perguntou cobiça.
- Cada um pegue um lado. vamos atacar com um Guepardus, atacar e sair! – ordenou Rony – Inferno, McGonagall... porque você não vira um galo?
Atacando rapidamente, ele conseguiu tonteá-la. E embora, acertasse um golpe com a cauda em gula, ainda assim não pode arriscar uma mordida
pois fora atacada de diferentes posições. Os golpes começaram a fazer efeito em seus músculos e, pese a serem apenas socos, estes eram
utilizados com o máximo impacto.
- A pele é dura! – comentou vaidade – está acabando com minha mão.
- Mas estamos acertando-a e ela está sentindo – inveja – E temos que acabar com ela de uma vez.
- Aceito sugestões – disse uma ferida McGonagall, auxiliada por preguiça – você e o Senhor Potter não conseguiram acabar com ela da última vez
e não temos um galo adulto conosco.
- Não somos Harry Potter – disseram as 8 vozes em uníssono.
- Certo cambada agora vai ser oficial. Estamos apelando – disse Rony – Técnica Proibida: Punho de Lâmina! Mesmo local.
- Certo! – gritaram todos. Em seguida, a tatuagem começou a brilhar cada vez mais e levou mais tempo, mas começou a arder fortemente.
- Argh! – gemeram todos os ruivos, enquanto cada um atacava as costas da serpente no mesmo local. Conforme os ataques se multiplicavam, a
pele do basilisco começou a ceder e terminou por rasgar-se.
Todas as cópias recuaram menos uma. Esta ficou em frente do basilisco que, tendo um alvo claro, não escondeu o ataque. Lançando-se em
velocidade insana para cobrir os 45 metros de distância entre ela e o ruivo que continuava parado. Apenas quando alguns segundos antecediam a
mordida, o ruivo saltou, fazendo com que a cobra gigante não pudesse acompanhar o movimento e, ele caísse justamente em cima de sua cabeça
com um pisão, canalizando o peso do corpo, aliado à gravidade e o poder do punho que deslocara para seus pés, atordoando a serpente.
Correndo para o ponto onde a pele do basilisco estava rasgada, o ruivo enfiou a ponta de sua varinha no buraco e disse:
- Regenera isso! Explosivous!
Imediatamente a serpente explodiu, separando parte de seu corpo e voando pedaços de carne, sangue e vísceras para todo o lado. com a força
da explosão, Rony foi arremessado em direção à uma parede onde bateu as costas e caiu de uma altura de 8 metros. Antes porém, de chegar ao
chão, gula o pega no ar e o coloca em segurança.
- Me deves um jantar na Toca! – contestou à sua contraparte.
- E ela vai estar contente em ceder-lhe comida! Acho que quebrei a perna – disse ao encostar a perna no solo. O quê aconteceu com a cabeça do
basilisco?
- Não se preocupe. Ira está cuidando dela.
Após alguns minutos, Minerva e Fleur vêm até ele e improvisam uma tala para sua perna direita, e a diretora tenta invocar o Ouroborus, mas o
jovem a impede, dizendo que a prioridade era selar a entrada e metade de suas contrapartes iriam com elas.
No que pareceu serem horas ou minutos, A diretora de Hogwarts, Fleur Delacour Weasley, Ira, Luxúria, Avareza e Cobiça andaram e investigaram
as possibilidades até chegar em um penhasco com uma caverna do outro lado. usando o guepardus, atravessar o penhasco não foi problema para
ninguém, já que luxúria se encarregou de Fleur e Cobiça de McGonagall. Depois disso, descobriram onde a caverna aparecia, na floresta proibida e
com a anuência de McGonagall, foram destruindo-a deste ponto até o penhasco. No fim, colocaram algumas barreiras mágicas e atravessaram o
penhasco seguindo em direção ao ruivo caído. Cobiça resolveu que era uma boa idéia pegar algumas esmeraldas da ante-sala de Sonserin. Isso
daria uma verba maior para a despesa de viagens do grupo, pensou avareza quando as viu. Guardando-as no bolso, Rony uniu-se às
contrapartes e teleportou-se para a enfermaria.
- Mas será o Benedito?! – perguntou a sanadora Eldore – Não faz nem duas horas que eu o liberei da enfermaria? E dessa vez trouxe amigas!!
- Relaxe, Eldore. Considerando que acabamos de enfrentar um basilisco, estamos prontos para outra. – disse o ruivo – agora se não se importa,
pode dar uma olhada na minha perna?
- Uau! Você está bem feio... a diretora e a Senhora Weasley ficarão aqui por mais algumas horas, mas você deveria passar a noite aqui antes que
eu o libere e você se mate.
- Nesse caso, espero que você tenha um baralho e saiba jogar poker. Ensinar magos à jogar cartas é mais difícil do que imaginava.
- O meu tipo de poker você não é capaz de jogar – sorriu triunfante a sanadora, enquanto cuidava de Fleur.
- Medo que eu a deixe sem roupas, Eldore? – provocou o ruivo, auto-suficiente. O que provocou um riso debochado da médica.
- Muito papo é o que você tem, Weasley... veremos o quê pode fazer mais tarde.
No dia seguinte, o jovem saiu de sua cama de hospital e seguiu em direção à Toca, para o café da manhã. Era certo dizer que ninguém esperava
por ele ali, o que significou que a celebração foi imensa. Dentre todos, Fleur e Bill estavam entre os mais empolgados. Bill por agradecer ao seu
irmão por ter salvado sua esposa e Fleur para saber quem ganhara a disputa entre médico e paciente. Auto-suficiente, o ruivo mostrou para a
cunhada e para o irmão – que à essa altura sabia do acontecido por sua esposa – uma sexy calcinha branca.
- Isso responde sua pergunta, Fleur?
- E as outras peças?
- Dei de presente! Estava um pouco frio e tinha muitos alunos na enfermaria, de modo que seria um burburinho se uma sanadora fosse vista como
veio ao mundo.
- E você perdeu o quê?
- É melhor perguntar o quê eu não perdi – contestou o ruivo – eu fiquei só de cuecas e meias. Mas depois a sorte me sorriu e eu fui ganhando
minhas peças de novo e, com o tempo, ganhando as dela.
Após o interrogatório, sob olhar reprobatório de Molly e um olhar de curiosidade de Arthur, que queria saber se isso era algum ritual trouxa entre
amigos, o jovem se fartou do leve e espartano café da manhã Weasley, que mais parecia alimentar um batalhão da infantaria do dito exército.
Empacotando mais algumas roupas em sua mochila, ele se despediu e, um portal depois, ele estava na casa dos Grangers. Apesar de passar das
22h por aqui, sua chegada exigiu explicações sobre o ocorrido, coisa que ele estava mais feliz em mostrar do quê realmente contar. Pegando a
penseira, ele deu para que seus amigos e os Grangers fossem dar uma olhada no ocorrido e, por vias das dúvidas, a lembrança ia até a chegada
na enfermaria. Instantes depois, todos voltaram chocados. A mais impactada era sua irmã, que o olhava de cima abaixo e com os olhos marejados
foi até ele.
- Shhhhh... baixinha. Ele está bem. Não tem porquê se preocupar.
- Uau, Ronald... o gigante de pedra com as mãos nuas! – comentou Robert.
- E aquela serpente gigante! – comentou Jane.
- Não é nada demais – retrucou o ruivo amavelmente – Harry a enfrentou quando tinha 12 anos.
Imediatamente, o casal olhava para o moreno com olhos arregalados. Este sentiu-se desconfortável em ser o centro das atenções. Alem disso,
havia uma coisa que o estava incomodando.
- É, mas não a matei! – disse consideravelmente irritado.
- Você tinha 12 anos e fez o possível para me salvar, lembra-se? Não poderia pedir nada mais do que isso. além disso, se você não a tivesse
cegado, eles não teriam a menor chance contra ela – disse a ruiva, amavelmente. Ela conhecia Harry e sabia que rever o basilisco vivo, o deixaria
triste. Nesse estado de espírito, ele jamais veria as coisas como realmente foram. Logo, cabia à Hermione e ela lembrá-lo de seus feitos.
- Gina tem razão – comentou Hermione – você não tinha como saber que o basilisco iria forçar uma muda de pele para escapar.
- Muito bem, espero que estejam descansados, porque nossa jornada começa amanhã. Iremos para a América.
- Mas já?! – entristeceram-se os Jenkins.
- Quanto mais cedo formos e acabarmos com tudo, mais cedo poderemos ém disso, Hermione já pode fazer o teleporte quando quiser. Adoraria
ficar mais um pouco, mas quanto mais ficamos, mais colocamos nossos entes queridos em risco. Vocês viram o que enfrentamos. Compreendem
isso?
- Nós entendemos. – começou Jane – Só não gostamos de saber que jovens como vocês estão lutando em uma guerra tão suja.
- Mas ao mesmo tempo, sentimos orgulho de vocês. Especialmente de você, mocinha! – completou o patriarca, puxando sua filha para um terno
abraço de família. Nisso, sussurrou – mas, se me enfeitiçar de novo, eu vou esquentar-lhe tanto o traseiro que você não poderá sentar por um
século!
- Pai! – protestou a jovem, do mesmo modo que o pai. Ainda assim, ela estava feliz com a ameaça velada. Era importante saber que ele ainda a
queriam como filha. Como sempre seria.
Amanhecia e um grupo de quatro pessoas estavam em no topo de uma montanha. Para facilitar a separação dos Grangers, ficou decidido que as
despedidas seriam feitas na noite anterior e dessa vez, eles se lembrariam dela e ela mandaria notícias. Assim que chegassem em um local
seguro. Quando chegaram até a pedra onde estava o aborígine, o ruivo fez um sinal para que todos parassem e deu dois passos adiante, ficando
de frente para Teleporter.
- Olá Teleporter – sorriu o ruivo, com um acendo de cabeça do aludido, continuou - ouvi falar que você conhece alguma coisa sobre o bastão de
Watoomb. Não sei o que é, mas sei que bruxos obscuros estão atrás deles e, por algum motivo, eles acreditam que eu sei onde se encontra. Você
poderia fazer as conexões que faltam na história, por favor?
O australiano continuou olhando para o ruivo, até decidir e abrir a boca.
- V-e-n-h-a-! – e estendendo a mão para o ruivo, este se aproximou e prostrou-se em posição de lótus. Quando a mão do aborígine tocou a testa
do ruivo, sua outra mão começou a rodar a boleadeira até que um vórtice abriu e a energia do portal foi lentamente descendo pelo braço do
australiano, passou pela sua cabeça e seguiu em seu outro braço até chegar na testa do ruivo. Todos olharam espantados, quando a voz que
saiu do ruivo não se parecia em nada com a dele.
- Peço desculpas pela intrusão em sua mente, mas minhas cordas vocais doem consideravelmente se tento falar mais do que algumas palavras.
- Devo acreditar que é pela falta de uso? – contestou Hermione.
- Exato, senhorita Granger. Acredito que, a senhora está a par da situação e possa aclarar as questões, certo?
- Sim. Teleporter, pode nos dizer o quê é o bastão de Watoomb?
- Há alguns milhares de anos, quando a humanidade ainda não existia, pela primeira vez os símios estavam se agrupando em sociedades e estas,
ainda que primitivas, serviam para abrigar as espécies do frio e dos predadores. Nesse cenário, um grande monólito negro apareceu uma manhã
e, como resultado; os cérebros desses símios passaram a se desenvolverem estrutura social passou a ficar mais complexa, enquanto sua pelagem
desaparecia e eles passaram a caçar animais para cobrirem-se, mas isso demoraria muitas gerações. Contudo, nesse mesmo dia, alguns símios
foram afetados de maneira diferente. Eles evoluíram em horas, o que outros levariam milênios para fazerem e, em apenas 12 horas, estávamos
formando um grupo que algumas lendas chamam de Anciões. Também descobrimos que nossos corpos foram evoluídos e que tínhamos
capacidades incríveis. Inteligência, força e, principalmente Magia. Nossa habilidade de invocar magia intuitivamente era o que mais nos agradava.
Contudo, logo decidimos que, como sociedade, teríamos que nos afastar dos outros e, o fizemos sem pestanejar. Éramos felizes, zelando a
evolução da outra espécie, mas logo a tragédia se abateu sobre nós.
- O quê aconteceu? – perguntou Gina.
- Nossas crianças tinham poderes... mas nenhum controle. Elas eram mais poderosas do que nós e estavam destroçando-nos. De uma centena,
sobramos apenas 6 membros e, isso foi ocasionado por apenas 7 crianças. Foi quando decidimos que isso teria que ter um fim. Mas eles ainda
eram nossos filhos, então fizemos o possível para transformá-los em jóias, de acordo com a seus poderes: tempo, realidade, poder, espaço,
mente, alma e ego; mas logo nos demos conta que, com esses poderes quem quer que pudesse utilizá-los, seria virtualmente onipotente e
onisciente. As jóias do infinito, como as chamamos, foram enviadas para partes diferentes do universo e em épocas diferentes. Para isso,
utilizamos o bastão de Watoomb. O bastão de Watoomb foi criado usando a maioria dos meus poderes. Ele pode abrir portais no espaço e no
tempo para qualquer local. Um dos nossos ficou cego com seu poder e tentou roubá-lo. Ele foi bem sucedido, ou quase, porque eu fiquei com este
pedaço aqui – diz, apontando para a boleadeira – e, como o bastão não está completo, ele não possui poder suficiente para buscar as jóias no
infinito, mas possui poder para atravessar o tempo e o espaço como se estes não existissem.
- E quanto à seus companheiros. Eles ainda estão vivos?
- Nós decidimos que zelaríamos pela nova raça que estava nascendo e assim o fizemos. E como não tínhamos nossos filhos para tomar conta,
acabamos por decidir que o faríamos por um ciclo de morte e renascimento. E eu, ficaria como o único imortal entre nós, usando o resto do poder
do bastão para garantir que a renovação do ciclo exista. Desse modo, vocês os conheceram por muitos nomes: Merlin, Morgana Le Fey, Arthur de
Pendragon, Grynwald, Alvo Dumbledore, Winston Churchil, Chaplin, Marin Luther King, entre outros. Todos estes são, na verdade, quatro de meus
companheiros.
- Vocês eram 6. E o sexto?
- Judas Traveller não aceitou a decisão e, por isso tentou roubar o bastão. Ele é imortal e atemporal neste momento. Contudo, ele pode se
movimentar entre as dimensões facilmente.
- Você comentou que a maneira de criar magias intuitivamente – inquiriu o moreno – assim como que seus companheiros anciões vivem em um
ciclo de morte e renascimento. Ronald pode ser uma dessas almas?
Ambas olharam para Harry e assentiram, pois pensaram o mesmo que o moreno.
- Talvez, mas não irei dizer-lhes. Estragaria a surpresa. Mas pode ser qualquer um, em qualquer época. Pode ser até mesmo Luna ou Neville. Os
outros anciões estão nesse plano para ajudar a evoluir a humanidade como raça.
- Nós somos descendentes dos Anciões? – perguntou a ruiva.
- Muito perspicaz, Ginevra. Todos os bruxos são descendentes dos Anciões. Contudo, nós estivemos estipulando que, enquanto criávamos uma
etnia variante, os genes dos Anciões se ativariam em alguns indivíduos séculos depois e estes seriam utilizadores de magia. Ou como vocês se
referem os magos filhos de trouxas. Mas no fundo somos somente uma etnia diferente. Ainda somos todos seres humanos.
- Uma última questão: o quê você sabe sobre a espada espiritual?
- Muita coisa, mas vou avisando que o custo para a forja de um item desse não é menor que uma alma pura. E de todos vocês, só Rony tem uma
alma compatível.
- Por quê? – quis saber Gina. Não entrava em sua mente a imagem de uma pessoa menos indicada para ter uma alma pura do que seu irmão.
- Existem pessoas que tem uma alma pura e a mantém desde seu nascimento até o dia de sua morte. Ronald está no segundo caso... ele teve a
alma purificada pela sua experiência com a Sina... ela nulificou sua alma, levando com ela, seus pecados. Quando sua alma se regenerou, ele
esteve em isolamento e isso o impediu que ele tivesse a alma corrompida.
- Mas Ronald já matou dois comensais e um lobisomem. Isso não deveria ter corrompido sua alma? – inquiriu Hermione.
- É verdade, mas lembro que foram mortes acidentais; não houve a intenção de matar. Além disso, a moeda de purificação da alma é a expiação
pessoal. Quando ele fez a transferência de energia para salvar seu irmão, ele abdicou de alguns anos para salvá-lo. Isso fez com que a expiação
nulificasse o peso das mortes, a transformasse em energia e usasse para curar as feridas de um moribundo. Morte e vida fazendo parte do
mesmo ciclo.
Nesse momento, o aborígine soltou o ruivo, que foi arremessado para longe. Hermione fez de tudo para pegá-lo, mas apenas conseguiu
amortecer o impacto com seu corpo. eles rolaram pelo chão e terminaram bem abraçados, em uma sugerente pose.
- Oi... – sorriu Ronald – sabe de algo? Precisamos parar de nos encontrar assim. As pessoas vão começar a comentar – completou com humor.
- Deixa... – respondeu a castanha com um sorriso – Agora que tal sair de cima de mim?
- E se eu não quiser? – continuou com humor.
- Não serei eu a reclamar. Mas garanto que Molly, que está atrás de você não está nada contente.
Como uma reação condicionada, o ruivo deu um pulo e esquadrinhou o local a procura de sua mãe. Olhando ofendido para a castanha que sorriu
vitoriosa, ele foi agradecer Teleporter.
- Obrigado Teleporter. Em nome de todos e, principalmente em nome daqueles que não conhecem você e não entendem a magnitude do seu
gesto... assim como os outros Anciões.
O aborígine não respondeu, apenas recomeçou a girar a boleadeira até o portal estar pronto e assentiu levemente.
- V-á-!
- Certo! – comandou o ruivo – Vamos!
E sem esperar mais, quatro pessoas entraram no portal. Saindo em outro lugar, um lugar diferente, mas ainda assim familiar para o ruivo. O bairro
que conheceu ao nascer, antes de toda essa aventura começar.
- Onde estamos? – perguntou Harry.
- Greenwich Village, Nova Iorque. Estou em casa. – respondeu Rony.
- Não parece como você descreveu – observou a castanha, afastando-se alguns passos da equipe.
- Não está como eu me lembro. Alguma coisa aconteceu. Nunca vi este lugar tão sombrio.
- Eu creio que os comensais aconteceram – considerou Gina, enquanto procurava por possíveis ameaças.
Nesse momento, um grito de dor chamou a atenção deles. Hermione se juntou ao grupo, para procurar a direção do grito, mas viu uma cabeleira
ruiva correr em direção de onde achava vir o grito. Todos o seguiam de perto, pois nada pior que estar perdido em um lugar desconhecido. Este
era o ambiente de Ronald, tanto quanto a Inglaterra era o deles. Entrando por ruas tortas, eles finalmente chegaram à um beco escuro, onde dois
comensais de capuz torturavam um homem e uma mulher. Quando o homem gritou, todo o sangue que estava na cabeça do jovem pareceu sumir
de seu corpo.
- Wong! – gritou o jovem – Guepardus!
Antes que qualquer pessoa pudesse dizer alguma coisa, o jovem Weasley disparou em direção de seus atacantes e socando-os com vontade, o
fez recuarem dezenas de metros até baterem na parede do beco. Quando estes tentaram se levantar, ele correu novamente e, aproveitando a
velocidade, pegou-os e desapareceu, aparatando à dezenas de metros de altura e centenas de metros de distância, mais precisamente, acima do
Rio Leste, deixando os comensais para se chocarem nas águas sujas do rio e abrindo um portal para o beco. Harry e os outros, estavam
impressionados. Jamais o vira assim.
- Wong! Sou eu, Ronald – disse, acordando seu amigo.
- Jovem Ronald, como é bom vê-lo. Como posso saber se é você mesmo?
Sem perder tempo, o jovem pega o prisma de Agamotto e entrega para o amigo que o utiliza com destreza impressionante e sorri, ao confirmar.
- Rony, a garota está desmaiada. – informa Hermione, cobrindo os farrapos que a jovem vestia. Quando Wong já estava recobrando o controle do
corpo, o ruivo analisou a jovem que o acompanhava.
- Oh, meu Deus... Anna... o quê fizeram com você?! – sussurrou o ruivo – temos que levá-la para a Mansão. Steve pode dar uma olhada nela.
Pegando-a no colo, Rony pediu com um olhar, que seu cunhado ajudasse Wong à se equilibrar. Nesse momento, um grupo de comensais surgiram
em uma esquina enquanto um Golem aparecia em outra extremidade. O ruivo deu um toque no ombro de cada um dos membros e disse:
- Herms, teleporte-os daqui. Essa luta é minha.
- Ronald, não conheço nada daqui. Não há um lugar como seguro nesse local. Você deve nos liderar.
- Execute! Vá para o telhado e não pare. Wong indique o caminho até a Mansão. Eu os encontrarei ali.
- Mas... – tentou argumentar a jovem.
Antes que ela pudesse dizer algo, ele já tinha se jogado contra a turba de comensais. À contragosto ela teve que seguir as ordens,
teleportando-se para o telhado de um dos prédios e dali seguindo algumas quadras para o oeste. Um dos comensais tentaram seguí-los, mas a
ruiva estava cuidando da retaguarda. O ultimo a entrar pelo portal foi o moreno, que viu seu melhor amigo rindo incontrolavelmente enquanto
enfeitiçava comensais a torto e a direito. Do alto de um edifício de 5 andares, ele viu o ruivo explodir um golem com as mãos nuas e dividir-se em 8
partes. Chegando até uma suntuosa mansão, que parecia estar abandonada e tinha uma faixa escrita:
"Breve! Mais um Starbucks"
- Ronald vai entrar em parafuso – pensou seu melhor amigo. Isso se ver seus amigos americanos sendo torturado já não o tivesse feito. Com o
auxilio da capa da invisibilidade de seu pai, o moreno foi levando todos para dentro, começando pela jovem ferida e terminando com Hermione. Os
segundos tensos se transformaram em minutos de recriminações entre os 3 ingleses sobre a segurança do companheiro deixado para trás. O
único que aparentemente estava imune à discussão era o morador da casa. Wong conhecia a capacidade do jovem ruivo que salvara-lhe a vida e
sabia que a luta seria dura, mas ele triunfaria. Com os mestres que teve, perder não era uma opção viável
- Vocês deveriam ter mais fé em Ronald – comentou para os ingleses – Ele disse que nos encontraria aqui; não que a batalha seria fácil. Mas eu o
vi treinar e enfrentar desafios maiores. Ele triunfará.
- Obrigado pelo voto de confiança - disse o ruivo descendo a escada do segundo andar. Ele estava todo machucado e chamuscado, mas inteiro – e
também pela preocupação.
- Ronald! – chiou a irmã – Por onde você entrou?
- Eles estavam vigiando o nível da rua... então me teleportei para meu antigo quarto na casa. Não se preocupem. Aqui existe um feitiço que os
impede de entrar na casa. E mesmo que conseguissem entrar, eles só veriam um lugar vazio. Lembram-se do toque que eu dei no ombro de
vocês, no beco? Era uma parte da minha autorização mágica para vocês poderem entrar na mansão. Fora isso, só podem entrar com autorização
verbal dos moradores oficiais. E a casa tem que escutar a autorização.
- Você está dizendo que a casa ouve? – perguntou Gina.
- Depois de tudo é uma casa de magos – comentou Wong.
- Wong, onde estão Steve e os outros? Em alguma missão?
- Aconteceram muitas coisas depois que você se foi, Mestre Ronald. Vi irmão caçando irmão, amigos e amantes se digladiando em campos de
batalhas repletos de inocentes. Jéssica deixou Luke... a maioria da equipe debandou em causas menores e Steve... está incapacitado. Ele está em
tratamento atualmente no Tibet.
- Em tratamento? No Tibet? – perguntou o ruivo, genuinamente preocupado com seu mestre – por que?
- No momento ele não pode utilizar as mãos. Um demônio tomou isso dele. Ele utilizou por tempo demais forças que não conhecia – lamentou o
tibetano.
- Rony! – uma voz veio de um quarto e todos correram para lá. Onde estava uma jovem chinesa seminua em uma cama, como se despertasse de
um pesadelo. Ela estava chorando e em posição fetal, tremendo como vara verde e, quando viu o ruivo, atirou-se nele, chorando
desconsoladamente. Uma castanha sentiu-se inquieta com isso. Sabia pelo próprio ruivo (ainda que indiretamente) sobre o sentimento que eles
compartiram, mas isso não ajudava para acalmar o fato que ela estava nua e abraçando-o. percebendo isso, Harry a puxou de canto.
- Mione, você está legal?
- O quê acha, Harry? – respondeu secamente.
- Ei, não mate o mensageiro. Só por que eles têm um passado não quer dizer que eles não sejam amigos. Não era o quê você vivia dizendo à ele,
sobre Vitor Krum?
- Você tem razão. Mas às vezes não é fácil vê-lo como ele é agora.
- Entendo, mas lembre-se: vocês estão não oficialmente envolvidos, mas obviamente existe um vínculo sólido entre vocês.
- Desculpe Harry... eu às vezes esqueço como isso trabalha. Muito obrigado por tudo.
- Amigos são para essas coisas, lembra?
- É... mas, e aquelas? – disse apontando a jovem seminua que agora era encaminhada para uma cama.
- Anna, o quê aconteceu com você?
- Um tempo depois que você foi embora, apareceu um grupo de bruxos chamados comensais da morte. No começo achamos que eram apenas
fanfarrões, mas em pouco mais de uma semana de combate, os estragos já estava feitos. Muitos de nós fomos mortos, outros tiveram um destino
pior...
- O quê quer dizer com isso? Onde estão Frank, Samuel, Kate, e Josh?
- Frank e Sam morreram há alguns meses atrás; eles tentaram impedir que os comensais capturassem Josh e Kate. Eles conseguiram, à um custo
terrível. Pouco tempo depois, eu e Kate fomos capturadas. E não soubemos de Josh, desde então.
Dois dias se passaram desde a notícia. Ele não disse uma palavra quando ouviu isso. Saindo dali, ele se trancou em seu quarto, onde chorou a
perda de seus amigos durante toda a noite. No meio da madrugada, ele foi até o quarto de treinamento, no porão da casa e socou o saco de
dormir até a exaustão.
Acordou no dia seguinte, ao lado da chinesa. Nem ao menos sabia como tinha ido para aquele quarto, mas sabia que provavelmente tinha mais
coisas que ela não havia lhe contado. Foi naquele momento que ouviu que suas duas amigas foram presas e levadas para trabalhar como
escravas sexuais para os comensais, em um lugar próximo dali. Foi ali que ouviu que Wong, ao saber disso, tentou resgatá-las, mas acabou em
um beco sendo torturado até o limite da consciência por se preocupar com seus amigos. Isso fez seu fogo acender novamente e ele saiu dali e foi
para a sala de treinamento, onde socou o saco de areia até quebrar a mão, realizar um sannatus com a varinha e voltar a socar o saco, com fúria.
Isso se repetiu várias vezes durante o dia.
No andar de cima, uma conversa era travada, entre os ocupantes da casa, nesse momento. O motivo era a clara atitude do jovem em questão.
- Ele vai fazer alguma besteira – concluiu a castanha, veementemente. Ela não parecia pronta para desistir de seu argumento. Precisava impedir
que ele se expusesse à perigos desnecessários.
- Concordo com você, Mione – disse seu amigo – a questão é: como pará-lo? Lembre-se que sete de nós não pôde com ele. E a não ser que você
esteja seminua na cama dele e o chamando sedutoramente, não vejo muita chance de nós conseguirmos detê-lo.
Um croque não se fez esperar e, segundos depois o menino-que-viveu estava crente que não sobreviveria à fúria de sua namorada. Gina olhava
para ele com um fogo semelhante ao do irmão. Desviando o olhar, reconheceu a rubra expressão de sua melhor amiga e a face risonha do
tibetano. Fez as conexões cerebrais restantes e assim, descobriu que novamente, falara demais.
- Imbecil! – sibilou a ruiva – o quê acha que está fazendo? – a voz de sua mulher era severa, mas pode ainda ver um traço de diversão no olhar
dela. Fatalmente não o salvaria da surra que ela lhe daria, mas ela estava adorando ver a cara constrangida de sua cunhada.
- Se me permitem tomar parte nesta discussão, creio já ter visto esse comportamento anteriormente – disse o atual morador da casa.
- Wong? Ronald já ficou assim? – perguntou Gina.
- Na verdade, é a primeira vez que ele fica tão furioso, senhorita Weasley. Contudo, estou certo que vi esse comportamento no Patrão James, o
mestre dele.
- No mestre dele? – espantaram-se todos.
- Por favor, atentem para isto. Pese à capacidade incrível do Mestre Ronald, ele ainda não possui um elo forte com a realidade, que se dá através
da experiência de vida, adquirida com o passar dos anos. Isso faz com que as reações para as quais ele ainda não tenha uma resposta, seu
subconsciente procure em experiências de suas pessoas próximas. E poucas pessoas perderam tantos entes queridos em situações de combate
quanto seu mestre. Logo, ele subconscientemente está reproduzindo o padrão obsessivo compulsivo de seu mestre. Isso nos dá mais algumas
horas para agirmos. Ele vai esperar até ter certeza que a jovem Anna está fora de perigo para agir.
- Como sabe disso? – perguntou Hermione.
- Seu sensei disse isso uma vez: "quando alguém que você estima morre em combate. A maioria das pessoas perde a cabeça e parte para cima
com tudo... e acabam morrendo. Em combate, aprendemos que, primeiro você garante a segurança dos que estão vivos. Depois você vai vingar os
mortos".
- E o quê acha que ele vai fazer? – perguntou Gina.
- Nesse estado? Qualquer coisa. Desde invadir Quartel General dos comensais, até arrancar as bolas de Riddle – disse Harry.
- Não – completou Wong – ele vai destruir o prostíbulo dos comensais. Talvez, se conseguir pensar nisso, procure a jovem Kate entre as possíveis
ocupantes do lugar, mas eu duvido. Ele está com um olhar que quer apenas destruição.
- Temos que impedi-lo! – disse a castanha – pelo bem de todos.
- Então sigam-me. Acredito que temos pouco tempo.
O treino foi cruciante, mas em nenhum momento, ele disse uma palavra que não fosse um feitiço para curar sua mão ferida. Não só sua força
estava maior, mas também a sua destreza mágica. Conseguira conjurar com magias não verbais vários objetos sólidos ou oponentes que, lhe
deram um pouco de trabalho. Agora só tinha que pegar o endereço do maldito bordel e destruí-lo. Quando saiu da sala de treinamento, ele foi até
o quarto trocar de roupa. Era o momento perfeito que seus amigos estavam esperando para um tratamento de choque. Quando ele chegou em
seu quarto, uma nuvem de fumaça espessa surgiu em sua frente, distraindo-o, enquanto isso, Wong e Gina se preparavam para deixá-lo
inconsciente, mas este reagiu à um possível ataque se defendendo e imobilizando o tibetano. Que caiu no chão. Foi quando a castanha pulou nas
costas do ruivo e fez com que o peso extra desequilibrasse-o. isso e um tropeço no corpo de Wong fez com que ele fosse em direção do seu
armário de roupas, que estava previamente aberto. Ele e Hermione acabaram caindo no armário e, quando ele se preparava para sair, Harry
fechou a porta em sua cara e Wong, com uma mão livre, selou a porta com um feitiço mudo.
- Rony? Pode me ouvir? – perguntou Gina, ao termino de alguns minutos.
- Desista Gina. Ele bateu a cabeça e desmaiou, devido à este ultimo ataque de Harry.
- Você verificou o pulso dele? – perguntou, preocupada, a ruiva.
- Sim. O pulso está forte. Acredito que ele acordará logo. Agora me tirem daqui.
- Hããã... é hora das más notícias, Mione. Você está presa junto com ele. Wong já iniciou o feitiço.
- O quê?!
- Veja o lado bom... você vivia dizendo que queria passar um tempo a sós com ele – comentou Harry.
- Há... há.... há... você devia ser humorista, Harry.
- Minhas desculpas senhorita Granger – pediu Wong – mas você deveria ter saltado das costas dele quando ele perdeu o equilíbrio. Agora o feitiço
de lacração só será desfeito em 12 horas.
- Ah, que ótimo. Agora eu estou presa por 12 horas com um Ronald furioso e descontrolado. E vou ter que lidar com essa fera sozinha.
- Eu também te amo, Herms! – fez-se ouvir a voz do ruivo – agora tirem-me daqui!.
- Sentimos muito, Mestre Ronald. Se você não se acalmar, contudo, terminará cometendo um erro!
- Do quê estão falando? Preciso saber se Kate está acabar com esse lugar!
- É disso que estamos falando! Entre um Rony descontrolado, que não usa o cérebro e um manipulador que pega coloca em seus planos até a
sombra de seu oponente, preferimos a segunda opção! – disse Hermione.
- O quê disse? – irritou-se o ruivo.
- Podemos sair. Agora é discussão de casal – sussurrou o menino-que-sobreviveu, com a anuência de sua namorada.
- Como você pode ser tão insensível?! O quê acha que eu faria se fosse você? Se fosse Luna ou Cho? Se entre os desaparecidos, fosse Harry,
Neville ou algum de meus irmãos? Eu faria a mesma coisa!
- Não transforme a verdade em uma brincadeira de heroísmo da sua parte! A questão não é o quê você faz. Mas como você quer fazê-lo! Você
está bancando o vingador solitário e isso só vai apressar a sua morte. E se você morrer, ou pior ainda, se matar conscientemente, não poderemos
fazer a espada espiritual. E o quê faremos? Devemos utilizar outra pessoa? Por que você queria bancar o superguerreiro-vingador?
Ronald ficou quieto, meditando as palavras de sua amiga especial. Embora parecesse um ataque de ciúmes de Anna, não dava para retirar a
razão deles. Aproximadamente, depois de uma hora um barulho chamou a atenção dos dois. Mais precisamente, o barulho de algo quebrando.
- Lummus! – sussurrou a castanha, pegando o objeto que acidentalmente quebrara. Uma xícara branca com um A estilizado – Reparo!
- Minha xícara! – espantou-se o ruivo – Então ela estava aqui! Eu a procurei por todo lugar antes de ir para a Inglaterra.
- Sério? O quê significa este A? – interessou-se a jovem.
- Um dia eu lhe conto, Herms... – disse, de mais bom humor – Entretanto, eu ainda vou resgatar Kate e ainda vou fechar esse lugar.
- E eu vou com você!
- Lógico que não irá! Esse lugar é um prostíbulo! O quê acha que irá acontecer enquanto estou investigando?
- Então Harry irá com você;
- O menino-que-sobreviveu em um lugar lotado de comensais? Excelente ideia, Herms.
- Não sabemos se esses comensais são ingleses. Logo não sabemos se vocês estão marcados por eles.
- E ainda assim, arriscaria Harry. Nem ele, nem Wong irá comigo. Ele sim, já está, com certeza marcado.
- Está vendo? O quê acontece quando você racionaliza, analisa e concentra suas capacidades planejando suas ações?
- Entendi, Hermione... desculpe-me, vocês estavam certos e eu errado. É isso que você quer ouvir?
- Não posso negar que ouvir isso de você, depois de tanto tempo, é agradável. Mas não estou nessa por glórias pessoais – sorriu, enquanto lhe
dava um soco no ombro, amigavelmente – apenas quero que você volte dessa, como saiu. Vivo.
- Não se preocupe, Herms. Ninguém conseguirá por um dedo em mim.
- Me espanta que você não tenha tentado escapar com um feitiço, técnica de luta ou portal.
- Steve e Wong me ensinaram tudo que eu sei. Se Wong participou deste engenho de vocês, não há nada que eu possa fazer, que ele já não
tenha pensado. E, sim, talvez eu possa destruir a porta, ou a parede. Contudo estaria destruindo a parede do meu quarto. Seria
contraproducente destruir o lugar onde habita.
Eles passaram a próxima meia hora conversando sobre detalhes de sua vida ali, até que o ruivo ficou subitamente mudo.
- Rony...? – chamou a castanha ao ouvir os soluços do jovem.
- Deixe-me um pouco, Herms... apenas deixe-me – sussurrou o jovem e não foi preciso mais do que isso, para a garota entender que ele estava
colocando para fora a dor da perda de seus amigos. Durante todo o tempo, este lugar fora para ele, o que Hogwarts significou para ela e Harry.
contudo, mesmo na atual circunstância, Hogwarts continuou como escola. Aqui, seus mestres estão debandados, seus amigos mortos ou sofrendo
abusos em mãos de animais com forma humana. Esse peso que, deveria jogar qualquer um em depressão, ele segurou firmemente até agora.
- Shhhhh... está bem, Ron... não é sua culpa... você não tinha como saber – abraçou-o carinhosamente. Este era um lado que ela ainda não tinha
visto desde que ele voltara. – Você não pode estar em todo o lugar todo o tempo...
- Eu sei, mas não alivia a dor... nem a impotência...
- É verdade, mas temos que fazer algo pelos vivos... a melhor maneira de honrarmos seus amigos é criando um mundo melhor.
Ela odiava-se por não poder fazer mais do que aquilo, mas era o mais básico que poderia sentir. Não conhecia as pessoas, mas elas fizeram parte
da vida delas. Intimamente rogava por paz, especialmente para os jovens que morreram para salvar seus amigos. Esse fato fez com que
houvesse uma identificação expressa entre a situação dos ingleses e dos americanos. Após algum tempo quando o ruivo se acalmou, uma luz
chamou a atenção da jovem.
- Ronald... você notou que tem uma fresta na porta de seu armário?
- Sim, fui eu que fiz. Foi um dos meus primeiros feitiços nessa casa. Quer ver?
- Claro! – disse, feliz pelo fingido estado de ânimo do ruivo. Ela sabia que ele estava tentando aliviá-la e que guardaria para ele essa dor. Trataria
de sacar-lhe isso depois, mas agora era importante tirá-lo do foco por uns minutos.
Enquanto pensava nisso, o jovem pegava um espelho e ajeitava o ângulo do mesmo para refletir o raio. Quando atingiu o ângulo certo, este
bateu em vários outros fragmentos de espelhos espalhados pelas paredes. Com isso, o ruivo sentou-se no lugar onde não havia nenhuma
incidência de raios de luz e conjurou:
- Multiversus Revellio! – imediatamente, uma espiral com diversos pontos surgiu no espaço entre os fachos de luz. Quando Hermione aproximou-se,
notou que estes pontos eram semelhantes miniaturizados do planeta terra. Olhando para o jovem, perguntou.
- O quê é isso?
- Isso é uma representação de um ponto específico do Multiverso. O Universo não existe em um único plano de realidade. Isso significa que cada
ponto dessa espiral é a representação do nosso planeta no multiverso. Cada uma destas terras é diferente entre si, embora muitas sejam
parecidas em certos aspectos. Em algumas, por exemplo. O período vitoriano não acabou... em outras, os alemães venceram a guerra. Em
algumas, toda forma de vida vegetal e animal é sagrada; já em outras, crimes são atos legítimos e moralmente aceitos.
- Como sabe de tudo isso?
- Existem 4 ramos da magia. A Magia Dimensional: é o ramo da magia que varia de dimensão em dimensão. O que vocês estudaram em
feitiços, eventualmente, irão funcionar em outras dimensões, outros não. Magia Extradimensional: ela funciona corretamente na
maioria das dimensões e também no Extramundo, o único mundo que existe no nexo de todas as realidades (é o que eu faço). Magia
Interdimensional; éuma magia comum a todos os planos de realidade e todas as dimensões. Conheço um pouco dessa magia, mas não a utilizo
mais do que abrir e fechar os nossos portais para transporte. E por ultimo, mas não menos importante, a Magia Pandimensional. Esta não só
funciona em todas as dimensões, mas pode afetá-las simultaneamente. Este tipo de magia é constituído de poucos conhecimentos, mas o que se
sabe pode causar o extermínio em massa em inúmeros mundos paralelos.
- Como você sabe disso? – perguntou Hermione, espantada.
- Eu leio! – cutucou-a.
- Se não responder corretamente, eu juro que pego essa vassoura e faço coisas inomináveis com você – disse, pegando uma vassoura que estava
próxima.
- O mestre de Steve é um mago Pandimensional, mas ele jamais usa essa habilidade. Ele queria que eu ouvisse algumas coisas do universo da
boca de seu mestre. "Isso realmente era tão incrível" ele "dizia, que transformou um homem amargo como eu era, no que sou hoje".
Ao término das 12 horas, um silencio imperava na casa. Todos estavam curiosos para saber o quê havia acontecido com os dois. Era provável que
ambos não estivessem mortos, mas seria um pouco demais, acreditar que aqueles dois poderiam ficar presos no mesmo lugar e permanecerem
vivos, era o que pensava o tibetano. Já Harry, imaginava que algo se passava entre eles e um mufiatto poderia esconder o som de gemidos.
Gina estivera de olho em Anna o tempo todo, ajudando-a com suas feridas físicas e emocionais. Era o mínimo que podia fazer por alguém que
significara tanto para seu irmão quanto ela e, embora continuasse adorando sua melhor amiga e a querendo como cunhada, não pôde deixar de
divisar as qualidades que fizeram com que Rony se sentisse atraído por ela. Esperava contudo, que esse período à sós tivesse acertados algumas
coisas entre eles.
Com ansiedade, os 3 se juntaram e resolveram abrir a porta do armário. Nisso, uma surpresa tomou conta dos presentes. Gina olhou a cena e
pensou que era um avanço; Wong olhou a cena com um ar de surpresa; realmente estavam vivos, ou isso aparentavam. Harry pensava "quanto
será que os gêmeos pagariam por essa foto?". E não era para menos, ambos se encontravam dormindo abraçados, em uma sugestiva pose e,
pese às suas roupas, podiam ver que a mão direita do ruivo, consciente ou não estava sobre o seio esquerdo da castanha. Seus rostos revelavam
uma paz que nenhum de seus amigos viram anteriormente quando dormiam separados.
Após Harry tomar a foto e sua namorada exigir uma cópia, eles fecharam as portas levemente, para que os jovens terminassem o seu reparador
sono. À todos parecia uma posição incômoda de dormir, mas pela expressão em seus rostos, eles não estariam incomodados amanhã;
Rony acordou uma hora depois que a porta foi fechada e percebendo a posição que estava e o fato que a porta não estava plenamente
encostada, presumiu que seus amigos já tinham vindo vê-lo. Levantando-se, pegou cuidadosamente Hermione e a colocou em sua cama.
- Hummm... bem melhor assimm – sussurrou a jovem, dentro de seus sonhos. Após olhá-la por um minuto, o jovem deu de ombros e seguiu
viagem rumo ao andar abaixo da casa. Indo para a sala de treinamento, começou com sua formação novamente. Harry, Gina e Anna seguiram
preocupados até lá, mas para alivio de todos, o treinamento tinha sido alterado. Ao invés da preocupante seqüência de boxe no saco de areia, o
ruivo estava agora treinando sua agilidade em um aparelho parecido com barras olímpicas, onde ele pulava de um canto ao outro, enquanto
conjurava feitiços.
Ao fim da atividade, sem se pronunciar aos outros, foi até a cozinha e preparou um desjejum reforçado.
- Não vai falar conosco? – perguntou Gina.
- Não. Tenho fome e quero comer. Além disso, se vocês quisessem falar comigo, poderiam ter feito isso durante o treinamento.
- Bom, para ser honesto, não sabíamos como você ia reagir. Você pode muito bem explodir tudo à sua volta.
- Por favor! Não me pintem como um monstro. Vocês sabem que eu posso ser temerário às vezes, mas não sou injusto.
- Boa noite a todos. – entrou bocejando a castanha – Pensei que você me acordaria quando a porta se abrisse.
- Você estava dormindo tão profundamente que nem reparou quando eu à coloquei na cama. Imaginei que não faria mal um pouco a mais de
sono; dessa vez em um lugar confortável.
- Com licença, Mestre Ronald. Existe uma pessoa que eu gostaria que conhecesse. Foi ele que me trouxe as informações que levaram ao resgate
da Senhorita Anna – contestou o tibetano.
- Poupe-me das apresentações, Wong. Acredito que a maioria deles já me conhece.
A cozinha se encheu de tensão. Uma parte das pessoas estava atônita. A chinesa estava evidentemente assustada com a voz. O único que
estava tranqüilo, era o ruivo. Logo a pessoa em questão fez sua aparição e soltou sua voz, com evidente sarcasmo.
- Pelo visto, o famoso trio dourado de Hogwarts voltou a se reunir. Ainda que não em boas circunstâncias, espero!
- Snape! – gritaram 3 vozes em coro.
E aqui estamos! Uma série de HP não seria a mesma coisa se não contássemos com a presença do professor que todos amam odiar! Isso mesmo,
Snape dá o ar da graça aqui. Provavelmente teremos um dos capítulos mais insanos da saga no mês que vem. pelo menos se eu conseguir levá-lo
até o fim como espero.
Em relação à promoção, vou deixar claro que, a vitória de Cybelle Lupin se deve por ela ser uma hiperativa de mão cheia, que me respondeu ao
desafio em apenas meia hora depois de postado. Quero deixar claro que não avisei ninguém sobre isso apenas postei e ela respondeu. com mais
pressa que eu esperava. Sinal que estou agradando... ou não! rs.
Eis aqui as respostas:
1)Shaman King.
2)Rolam as pedras, de Kiko Zambianchi.
3)Jonh Heywood.
4)Jethro Tull.
5)Keith Richards.
Após avisá-la do seu sucesso, ela me passou a seguinte missão: fazer com que Rony e Hermione ficassem presos em um guarda-roupa,
discutissem e lá, interagissem com 3 objetos. Um espelho, uma xícara e uma vassoura. Honestamente foi um desafio, fazê-lo. especialmente
porque tinha que deixá-lo mais próximo do que eu queria. Foi bastante divertido de verificar se o que tinha proposto funcionaria. Claro que, como
essa parte da saga se passa na América, tive que trocar o bom e velho guarda-roupa por um armário de roupas, como é tradição nas casas de
madeira de lá. O resultado você conferiram acima e podem dizer o quê acharam.
Esse mês não tem concurso. Não originalmente, mas vou aprontar de novo: o Monolito negro. Ele é uma espécie de marco eventual e, por isso é
utilizado por diversas sacadas de teorias conspiratórias e filmes de ficção científica, pois foi retirado de um. Quem disser qual foi esse filme e disser
quais dos animes citados na fic anteriormente (bem como seus autores), utiliza de alguma forma a alusão ao monolito negro ganha o direito à uma
cena no capítulo que vem. O desafio agora é menor, mas mais difícil!
Cybelle Lupin,
Como vê, missão dada é missão cumprida. Faca na caveira e nada na carteira! Espero que você goste do resultado. Atrasei um pouco para você
não achar que já estava ficando previsível. Confesso que o lance da xícara parecerá mau explicado, mas provavelmente daqui à alguns capítulos,
você e todos entederão o porque do carinho dele pela xícara. E quanto à vassoura, eu decidi que depois de fazer a coisa funcionar com o guarda-
roupa, a xícara e o espelho... só me restava uma boa ameaça de onde enfiar aquela vassoura. E como viu, acabou funcionando. Ah... toda
polêmica é válida e divertida, desde que seja apenas isso, uma diferença de pontos de vista.
Espero que a luta com o basilísco esteja satisfatória.
Lelouch,
Foi quase. Passou muito perto, mesmo e espero que você tenha mais sorte esse mês. Mas não posso dar dicas porque seria injusto! Como pode
perceber eu tenho uma ligação com o rock e talvez acabe colocando mais algumas músicas para vocês conhecerem ou curtirem. Estou curioso
sobre qual seria sua cena. Espero grandes coisas de você, com seu comentários.
Nos Lemos,
Fan Surfer.
