Discleimer: Inuyasha e Cia não me pertencem o q é uma lastima p/ qualquer um.

Diários do vampiro ou The Vampire Diaries também não me pertence é usado p/ fazer esta ADAPTAÇAO. PS: Algumas coisas vão ter q ser mudadas.

Texto original: Lisa Jane Smith.

Adaptação: Dreime.

Capítulo 14

- Ele está insano. - Kouga disse, encarando o corredor vazio através do qual Inuyasha tinha desaparecido.

- Não, ele não está. - disse Sango. Sua voz estava deplorável e silenciosa, mas havia um tipo de risada impotente nela também. - Não vê o que ele está fazendo, Kouga? - ela disse quando ele se virou para ela. - Gritando conosco, fazendo-nos odiá-lo para tentar nos afastar. Sendo o mais rude possível para que fiquemos bravos e nós o deixamos sozinho. - Ela espiou para a porta e ergueu suas sobrancelhas. – "Qualquer um que me seguir, eu vou matar" foi passar dos limites, contudo.

Rin riu de repente, selvagemente, contra sua vontade. - Eu acho que ele pegou isso do Sesshoumaru. "Entendam isso, eu não preciso de nenhum de vocês!"

- "Seu bando de humanos estúpidos." - Kouga acrescentou.

- Mas eu ainda não entendo. Você acabou de ter uma premonição, Rin, e Inuyasha geralmente não menospreza elas. Se não há jeito de lutar e vencer, qual o objetivo de ir?

- Rin não disse que não havia maneira de lutar e vencer. Ela disse que não havia maneira de lutar e sobreviver. Certo, Rin? - Sango olhou para ela.

O ataque de risadas se dissolveu. Ela mesma assustada, Rin tentou examinar a premonição, mas ela não sabia mais do que as palavras que tinham brotado em sua mente. Ninguém pode lutar com ele e sair vivo.

- Você quer dizer que o Inuyasha acha– Vagarosamente, ultraje atroador estava queimando os olhos de Kouga. - Ele acha que ele vai impedir Naraku apesar dele mesmo ser morto? Como um carneiro de sacrifício?

- Mais como a Kagome. - Sango disse sobriamente. - E talvez – para que ele possa estar com ela.

- Ãhn-ãhn. - Rin balançou sua cabeça. Ela podia não saber mais sobre a profecia, mas ela sabia disso. - Ele não acha isso, tenho certeza. Kagome é especial. Ela é o que é porque morreu jovem demais; ela deixou tanta coisa inacabada em sua própria vida, e – bem, ela é um caso especial. Mas Inuyasha tem sido um vampiro por quinhentos anos, e ele certamente não morreria jovem. Não há garantia de que ele terminará com Kagome. Ele pode ir para outro lugar ou – ou simplesmente ir. E ela sabe disso. Tenho certeza de que ele sabe disso. Eu acho que ele simplesmente está mantendo sua promessa a ela, parar Naraku custe o que custar.

- Tentar, pelo menos. - Kouga disse suavemente, e soava como se ele estivesse citando. - Mesmo se você souber que vai perder. - Ele olhou para as garotas repentinamente. - Eu vou atrás dele.

- É claro. - disse Sango pacientemente.

Kouga hesitou. - Ah – suponho que não posso convencê-las de ficar aqui?

- Depois de toda essa conversa inspiradora sobre trabalho de equipe? Sem chance.

- Eu receava isso. Então...

- Então, - disse Rin, - vamos cair fora daqui.

Eles reuniram as armas que conseguiram. O canivete de Kouga que Inuyasha tinha derrubado a adaga com punho de marfim da cômoda de Inuyasha, uma faca de trinchar da cozinha.

Do lado de fora, não havia sinal da Sra. Flowers. O céu estava um roxo pálido, com nuances de damasco no oeste. Crepúsculo da véspera do solstício, Rin pensou, e pelos dos seus braços tentaram levantar.

- Naraku disse a velha fazenda na floresta – deve ser o lugar dos Francher. - Kouga disse. - Onde Kikyou jogou Inuyasha no poço abandonado.

- Isso faz sentido. Ele provavelmente vem usando o túnel da Kikyou para ir e vir debaixo do rio. - Sango disse. - A não ser que Antigos sejam tão poderosos que possam cruzar água corrente sem se machucarem.

Está certo, Rin se lembrou coisas malignas não podem cruzar água corrente, e quanto mais maligno você é, mais difícil fica. - Mas nós não sabemos nada sobre os Originais. - ela disse em voz alta.

- Não, e isso significa que devemos ser cuidadosos. - Kouga disse. - Eu conheço muito bem essa floresta, e eu sei o caminho que Inuyasha provavelmente usará. Eu acho que devíamos pegar um diferente.

- Para que Inuyasha não nos veja e nos mate?

- Para que Naraku não nos veja, ou nem todos de nós. Para que talvez tenhamos uma chance de recuperar a Ayame. De um jeito ou de outro, temos que tirar Ayame disso; enquanto Naraku puder ameaçar machucá-la, ele pode fazer Inuyasha fazer qualquer coisa que ele quiser. E é sempre melhor planejar adiantado, surpreender o inimigo. Naraku disse para encontrá-lo lá depois do escurecer; bem, estaremos lá antes de escurecer e talvez possamos surpreendê-lo.

Rin estava profundamente impressionada por essa estratégia. Não era de se espantar que ele seja um zagueiro, ela pensava. Eu teria simplesmente corrido para lá, gritando.

Kouga pegou um caminho quase invisível entre as árvores de carvalho. Os arbustos pequenos estavam especialmente exuberantes nessa época do ano, com musgos, gramas, plantas floridas, e samambaias. Rin tinha que confiar que Kouga sabia onde estava indo, porque ela certamente não sabia. Acima, as aves estavam dando uma última explosão de canto antes de procurarem um teto para a noite.

Ficou mais turvo. Traças e crisopas agitavam-se ao redor do rosto de Rin. Depois de tropeçar num amontoado de cogumelos venenosos cobertos com lesmas se alimentando, ela ficou intensamente grata por dessa vez estar usando calça jeans.

Por fim Kouga parou-as. - Estamos chegando perto. - ele disse, sua voz baixa. - Há uma espécie de penhasco de onde podemos olhar para baixo e Naraku talvez não nos veja. Fiquem quietas e tenham cuidado.

Rin nunca teve tantos problemas em plantar seus pés antes. Felizmente, a desordem das folhas estava molhada e não frágil. Após alguns minutos Kouga deitou sobre sua barriga e gesticulou para que elas o seguissem. Rin continuou dizendo a si mesma, ferozmente, que ela não se importava com as centopéias e minhocas as quais seus dedos deslizantes descativaram que ela não tinha problemas de modo algum com teias de aranha em seu rosto. Isso era vida ou morte, e ela era competente. Não uma imbecil, não uma bebezinha, mas competente.

- Aqui. - Kouga sussurrou sua voz mal audível. Rin movimentou-se sobre sua barriga até ele e olhou.

Eles estavam espiando a propriedade dos Francher – ou o que restara dela. Tinha desmoronado na terra há muito, tomada pela floresta. Agora era só uma base, pedras de construção cobertas por ervas daninhas florescendo e arbustos de framboesa espinhosos, e uma alta chaminé como um monumento solitário.

- Ali está ela. Ayame. - Sango respirou no outro ouvido de Rin.

Ayame era uma figura turva sentada contra a chaminé. Seu vestido verde pálido aparecia na reunião sombria, mas seu cabelo castanho simplesmente parecia preto. Algo branco brilhou contra seu rosto, e após um momento Rin percebeu que era uma mordaça. Fita ou atadura. De sua posição estranha – braços atrás dela, pernas esticadas retas em frente – Rin também adivinhou que ela estava amarrada.

Pobre Ayame, ela pensou, perdoando a outra garota por todas as coisas indecentes, mesquinhas, egoístas que ela já tinha feito o que era uma quantidade considerável se você parava para pensar. Mas Rin não conseguia imaginar nada pior do que ser abduzida por um vampiro psicopata que já tinha matado duas de suas colegas, arrastada aqui para a floresta e presa, e então deixava para esperar, com sua vida dependendo em outro vampiro que tinha algumas boas razões para odiá-la. Afinal, Ayame tinha querido Inuyasha no começo, e tinha odiado e tentado humilhar Kagome por tê-lo. Inuyasha Salvatore era a última pessoa que devia ter sentimentos bondosos em relação à Ayame Forbes.

- Olhem! - disse Kouga. - É ele? Naraku?

Rin tinha visto também, uma onda de movimento no lado oposto da chaminé. Enquanto ela forçava a vista, ele apareceu, sua capa de chuva cor de canela clara agitando-se fantasmagoricamente ao redor de suas pernas. Ele olhou para Ayame e ela se encolheu dele, tentando se afastar. Sua risada soou tão claramente no ar silencioso que Rin acovardou-se.

- É ele. - ela sussurrou, se escondendo atrás da proteção das samambaias. - Mas onde está o Inuyasha? Está quase escuro agora.

- Talvez ele tenha se espertado e decidido não vir. - disse Kouga.

- Sem chance. - disse Sango. Ela estava olhando através das samambaias para o sul. A própria Rin olhou para aquele caminho e deu um sobressalto.

Inuyasha estava parado na beirada da clareira, tendo se materializado lá como se do próprio ar. Nem mesmo Naraku tinha o visto chegar, Rin pensou. Ele ficou parado silenciosamente, não tentando se esconder ou a lança de freixo branco que estava carregando. Havia algo na sua postura e no jeito como ele olhava a cena perante ele que fez Rin se lembrar de que no século quinze ele fora um aristocrata, um membro da nobreza. Ele não disse nada, esperando Naraku notá-lo, recusando-se a ser apressado.

Quando Naraku se virou para o sul ele ficou imóvel, e Rin teve o pressentimento de que ele estava surpreso de Inuyasha ter se esgueirado por ele. Mas então ele riu e esticou seus braços.

- Salvatore! Que coincidência; eu estava justamente pensando em você!

Vagarosamente, Inuyasha olhou Naraku de cima a baixo, da cauda de sua capa de chuva esfarrapada ao topo de seu cabelo bagunçado pelo vento. O que Inuyasha disse foi:

- Você me chamou. Estou aqui. Deixa a garota ir.

- Eu disse isso? - Parecendo genuinamente surpreso, Naraku pressionou duas mãos em seu peito. Então ele balançou sua cabeça, rindo. - Eu acho que não. Vamos falar primeiro.

Inuyasha acenou, como se Naraku tivesse confirmado algo amargo pelo qual ele estivera esperando. Ele pegou a lança de seu ombro e a segurou em sua frente, lidando com a distância pesada da floresta hábil, facilmente. - Estou escutando. - ele disse.

- Não é tão burro quanto parece. - Kouga murmurou de detrás das samambaias, um tom de respeito em sua voz. - E ele não está tão ansioso para ser morto quanto eu pensei. - Kouga acrescentou. - Ele está sendo cuidadoso.

Naraku gesticulou na direção de Ayame, a ponta de seus dedos acariciando seu cabelo castanho. - Por que não vem aqui para que não precisemos gritar? - Mas ele não ameaçou machucar sua prisioneira, Rin notou.

- Eu consigo ouvi-lo bem. - Inuyasha replicou.

- Bom. - Kouga sussurrou. - É isso aí, Inuyasha!

Rin, contudo, estava estudando Ayame. A garota capturada estava lutando, jogando sua cabeça para frente e para trás como se estivesse frenética ou com dor. Mas Rin teve um pressentimento estranho sobre os movimentos de Ayame, especialmente aquelas jogadas violentas da cabeça, como se a garota estivesse forçando-se para alcançar o céu. O céu... O olhar de Rin levantou-se, onde a escuridão total tinha caído e uma lua minguante brilhava sobre as árvores. Era por isso que ela conseguia ver que o cabelo de Ayame estava castanho agora: a luz do luar, ela pensou. Então, com choque, seus olhos caíram para a árvore logo acima de Inuyasha, cujos galhos estavam farfalhando ligeiramente na ausência de qualquer vento. - Kouga? - ela sussurrou, alarmada.

Inuyasha estava se focando em Naraku, cada sentido, cada músculo, cada átomo de seu Poder afiado e virado na direção do Antigo perante ele.

Mas naquela árvore diretamente acima dele...

Todos os pensamentos e estratégia, de perguntar a Kouga o que fazer, fugiram da mente de Rin. Ela se levantou de seu lugar esconderijo e gritou.

- Inuyasha! Acima de você! É uma armadilha!

Inuyasha pulou para o lado, elegante como um gato, exatamente quando algo se arrojou no lugar exato onde ele estava há um instante. A lua iluminava a cena perfeitamente, o bastante para Rin ver o branco dos dentes expostos de Bankotsu.

E ver o relampejo branco nos olhos do Naraku enquanto ele dirigia-se a ela. Por um momento surpreendente ela encarou-o, e então um relampejo explodiu.

De um céu limpo.

Foi só mais tarde que Rin perceberia a estranheza – o espanto – disso. Naquele momento ela mal notou que o céu estava limpo e varrido de estrelas e que o raio azul irregular bifurcado golpeou a palma da mão levantada de Naraku. A próxima visão que ela viu foi tão assustadora que escureceu todo o resto: Naraku dobrando sua mão no raio, guardando-o de algum modo, e jogando-o nela.

Inuyasha gritava, dizendo a ela para sair, sair! Rin escutou-o enquanto encarava, paralisada, e então algo a agarrou e puxou-a com violência para o lado. O raio explodiu acima de sua cabeça, com um som como de um chicote gigante estalando e um cheiro como de ozônio. Ela caiu de cara para baixo no musgo e rolou para cima para agarrar a mão de Sango e agradecer Sango por salvá-la, só para descobrir que foi Kouga.

- Fique aqui! Bem aqui! - ele gritou, e pulou para longe.

Aqueles temidas palavras. Elas lançaram Rin para cima, e ela corria atrás dele antes de saber o que estava fazendo.

E então o mundo se transformou em caos.

Naraku tinha girado de volta para Inuyasha, que estava lutando contra Bankotsu, batendo nele.

Bankotsu, em sua forma de lobo, estava fazendo sons terríveis enquanto Inuyasha jogava-o no chão.

Sango corria na direção de Ayame, aproximando-se por detrás da chaminé para que Naraku não a descobrisse. Rin a viu alcançar Ayame e viu o relampejo da adaga prateada de Inuyasha enquanto Sango cortava as cordas ao redor dos pulsos de Ayame.

Então Sango estava meio carregando, meio arrastando Ayame atrás da chaminé para trabalhar em seu pé.

Um som como o de galhadas colidindo fez Rin girar ao redor. Naraku tinha chego à Inuyasha com um galho alto próprio – devia estar deitado no chão antes. Parecia tão afiado quanto o de Inuyasha, fazendo-se de uma lança prestativa. Mas Naraku e Inuyasha não estavam simplesmente apunhalando um ao outro; eles estavam usando os paus como bastões. Robin Wood, Rin pensou sonhadoramente. João Pequeno * e Robin. Era assim que parecia: Naraku era muito mais alto e encorpado do que Inuyasha.

*No original, Little John, que era um amigo também fora-da-lei de Robin Wood.

Então Rin viu outra coisa e gritou sem palavras. Atrás de Inuyasha, Bankotsu tinha se levantado novamente e estava agachado, exatamente como tinha no cemitério antes de se arremessar para a garganta de Inuyasha. As costas de Inuyasha estavam viradas para ele. E Rin não conseguia avisá-lo a tempo.

Mas ela tinha se esquecido de Kouga. Cabeça abaixada, ignorando patas e presas, ele estava atacando Bankotsu, obstruindo-o como um defensor de primeira categoria antes que ele pudesse saltar. Bankotsu voou pelos ares, com Kouga em cima dele.

Rin estava estupefata. Tanto estava acontecendo. Sango estava serrando as cordas do tornozelo de Ayame; Kouga golpeando Bankotsu de um jeito que certamente teria desqualificado no campo de futebol americano; Inuyasha estava girando aquela vara de freixo branco como se tivesse sido treinado para fazê-lo. Naraku estava rindo de forma delirante, parecendo animado pelo exercício, enquanto trocavam golpes com velocidade e acerácea mortal.

Mas Kouga parecia estar com problemas agora. Bankotsu estava segurando-o e rosnando, tentando pegar sua garganta. Selvagemente, Rin olhou ao redor por uma arma, se esquecendo inteiramente do canivete em seu bolso. Seu olho caiu em um galho morto de carvalho. Ela o pegou e correu para onde Bankotsu e Kouga estavam lutando.

Uma vez lá, contudo, ela vacilou. Ela não ousava usar o pau por medo de acertar Kouga com ele. Ele e Bankotsu estavam rolando continuamente em um borrão de movimento.

Então Kouga ficou acima de Bankotsu novamente, segurando a cabeça de Bankotsu para baixo, ele próprio afastado. Rin viu sua chance e mirou o pau. Mas Bankotsu a viu. Com uma explosão de força sobrenatural, ele juntou suas pernas e mandou Kouga decolando para trás. A cabeça de Kouga atingiu a árvore com um som que Rin nunca esqueceria. O som entorpecido de um melão podre estourando. Ele deslizou pela frente da árvore e ficou imóvel.

Rin arfava, estupefata. Ela pode ter começado a arrancar em direção à Kouga, mas Bankotsu estava em sua frente, respirando arduamente, saliva sangrenta escorrendo por seu queixo. Ele parecia ainda mais com um animal do que tinha parecido no cemitério. Como se em um sonho, Rin levantou o pau, mas ela conseguia senti-lo tremendo em suas mãos. Kouga estava tão imóvel – ele estava respirando? Rin conseguia ouvir o soluço em sua própria respiração enquanto encarava Bankotsu. Isso era ridículo; esse era um garoto de sua própria escola. Um garoto com quem ela tinha dançado no ano passado no Baile do 2º Ano. Como ele podia estar afastando-a de Kouga, como ele podia estar tentando machucar todos eles? Como ele podia estar fazendo isso?

- Bankotsu, por favor– ela começou, tentando fazê-lo raciocinar, implorar a ele...

- Sozinha na floresta, garotinha? - ele disse, e sua voz era um rosnado grosso e gutural, modelado de última hora em palavras. Naquele instante Rin soube que esse não era o garoto com quem ela fora para a escola. Isso era um animal. Ah, Deus, ele é feio, ela pensou. Cordas de cuspe vermelho balançavam de sua boca. E aqueles olhos amarelos com pupilas rachadas – neles ela via a crueldade do tubarão, e do crocodilo, e da vespa que botava seus ovos no corpo da lagarta. Toda a crueldade da natureza animal naqueles dois olhos amarelos.

- Alguém devia tê-la avisado. - Bankotsu disse, abaixando sua mandíbula para rir do jeito que um cachorro ri. - Porque se você vai para a floresta sozinha, você pode encontrar o Grande e Mau–

- Canalha! - uma voz terminou por ele, e com um sentimento de gratidão que beirava o religioso, Rin viu Sango ao seu lado. Sango, segurando a adaga de Inuyasha, que brilhava liquidamente na luz do luar.

- Prata, Bankotsu. - Sango disse, brandindo-a. - Me pergunto o que a prata faz com os membros de lobisomens? Quer ver? - Toda a elegância de Sango, sua reserva, sua fria falta de amor de observadora tinham ido. Essa era a Sango essencial, uma Sango guerreira, e apesar de ela estar sorrindo, ela estava furiosa.

- Sim! - gritou Rin alegremente, sentindo poder correr por ela. De repente ela conseguia se mover. Ela e Sango, juntas, estavam fortes. Sango estava caçando Bankotsu por um lado, Rin segurava o pau pronto do outro. Um desejo que ela nunca sentira antes a acertou, o desejo de acertar Bankotsu tão forte que sua cabeça voaria fora. Ela conseguia sentir o poder de fazer isso se agitando em seu braço.

E Bankotsu, com seu instinto animal, conseguia sentir isso, conseguia sentir isso de ambas, fechando cada lado. Ele recuou, foi capturado, e virou para tentar se afastar delas. Elas viraram também. Num minuto os três estavam orbitando como um mini sistema solar: Bankotsu se virou ao redor e ao redor no meio; Rin e Sango circulando-os, procurando por uma chance de atacar.

Um, dois, três. Algum tipo de sinal não dito relampejou de Sango para Rin. Bem quando Bankotsu pulava em Sango, tentando jogar a faca para o lado, Rin atingiu. Lembrando-se do conselho de um namorado distante que tivera tentado ensiná-la a jogar beisebol, ela imaginou não só bater na cabeça de Bankotsu, mas através da cabeça dele, bater em algo do lado oposto. Ela colocou todo o peso de seu pequeno corpo por trás do golpe, e o choque da conexão quase estremeceu seus dentes. Balançou seus braços agonizantemente e espatifou o pau. Mas Bankotsu caiu como uma pássaro atingido no céu.

- Eu fiz! Sim. Beleza! Sim! - Rin gritou, arremessando o pau para longe. Triunfo irrompeu dela em um grito primitivo. - Nós fizemos! - Ela agarrou o corpo pesado pela parte de trás da juba e o tirou de cima de Sango, onde tinha caído. - Nós–

Então ela parou suas palavras congelando em sua garganta. - Sango! - ela gritou.

- Está tudo bem. - Sango arfou sua voz apertada com dor. E fraqueza, Rin pensou, esfriada como se submersa em água congelada. Bankotsu tinha arranhado sua perna até o osso. Havia feridas enormes e escancaradas na coxa da calça jeans de Sango e na pele branca que mostrava claramente pelo tecido rasgado. E para o absoluto horror de Sango, ela conseguia ver dentro da pele também, conseguia ver carne e músculos rasgados e sangue vermelho pingando.

- Sango– ela gritou freneticamente. Eles tinham que levar Sango a um médico. Todos tinham que parar agora; todos tinham que entender isso. Eles tinham um ferimento aqui; eles precisavam de uma ambulância, ligar para a emergência. – Sango. - ela arfou, quase chorando.

- Amarre isso com alguma coisa. - o rosto de Sango estava branco. Choque. Entrando em choque. E tanto sangue; tanto sangue saindo. Ah, Deus, pensou Rin, por favor me ajude. Ela procurou por algo para amarrar isso com, mas não havia nada.

Algo caiu no chão ao lado dela. Um comprimento de corda de náilon como a corda que eles tinham usado para amarrar Bankotsu, com pontas desfiadas. Rin olhou para cima.

- Consegue usar isso? - perguntou Ayame incerta, seus dentes batendo.

Ela estava usando o vestido verde, seu cabelo castanho desordenado e grudado em seu rosto com suor e sangue. Mesmo enquanto falava ela oscilava, e caiu de joelhos ao lado de Sango.

- Você está machucada? - Rin arfou.

Ayame balançou sua cabeça, mas então ela se inclinou para frente, delatada pela náusea, e Rin viu as marcas em sua garganta. Mas não havia tempo para se preocupar com Ayame agora. Sango era mais importante.

Rin amarrou a corda acima das feridas de Sango, sua mente correndo desesperadamente por coisas que tinha aprendido com sua irmã Abi. Abi era uma enfermeira. Abi dizia – um torniquete não pode ser apertado demais ou deixado tempo demais ou a gangrena se assentava. Mas ela tinha que parar o sangue jorrante. Ah, Sango.

- Rin – ajude o Inuyasha. - Sango arfava sua voz quase um sussurro. - Ele vai precisar... - Ela afundou para trás, sua respiração estertorosa, seus olhos rachados olhando para cima o céu.

Molhado. Tudo estava molhado. As mãos de Rin, suas roupas, o chão. Molhado com o sangue de Sango. E Kouga ainda estava deitado sob a árvore, inconsciente. Ela não podia deixá-los, especialmente não com Bankotsu ali. Ele podia acordar.

Atordoada, ela se virou para Ayame, que estava tremendo e forçando vômito, suor adornando seu rosto. Inútil, Rin pensou. Mas ela não tinha outra escolha.

- Ayame, me escute. - ela disse. Ela pegou o maior pedaço do pau que tinha usado em Bankotsu e colocou nas mãos de Ayame. - Fique com Kouga e Sango. Afrouxe aquele torniquete a cada vinte minutos, mais ou menos. E se Bankotsu começar a acordar, mesmo se ele estremecer, bata nele o mais forte que puder com isso. Entende? Ayame. - ela acrescentou, - essa é sua grande chance de provar que é de valor. Que não é inútil. Está bem? - Ela capturou os furtivos olhos verdes e repetiu, - Está bem?

- Mas o que você vai fazer?

Rin olhou na direção da clareira.

- Não, Rin. - A mão de Ayame agarrou a dela, e Rin notou com alguma parte de sua mente as unhas quebradas, a queimadura da corda nos pulsos. - Fique aqui onde é salvo. Não vá até eles. Não há nada que possa fazer–

Rin interrompeu-a e foi para a clareira antes que perdesse sua determinação. Em seu coração, ela sabia que Ayame estava certa. Não havia nada que ela pudesse fazer. Mas algo que Kouga tinha dito antes de partirem estava buzinando em sua mente. Tentar pelo menos. Ela tinha que tentar.

Ainda assim, naqueles próximos horríveis minutos tudo que ela pôde fazer foi olhar.

Por enquanto, Inuyasha e Naraku tinham estado trocando golpes com tanta violência e acerácea que tinha sido uma linda dança letal. Mas tinha sido uma equalitária, ou quase equalitária, partida. Inuyasha estava se segurando.

Agora ela via Inuyasha pressionar com sua lança de freixo branco, pressionar Naraku a ficar de joelhos, forçando-o para trás, mais longe e longe, como um dançarino de limbo vendo o quanto conseguia descer. E Rin conseguia ver o rosto de Naraku agora, a boca ligeiramente aberta, encarando Inuyasha com aquele olhar de espanto e medo.

Então tudo mudou.

Bem no fim de sua descida, quando Naraku estivera curvado o máximo que conseguia, quando parecia que ele devia estar prestes a ter um colapso ou atingir um ponto crítico, algo aconteceu.

Naraku sorriu.

E então ele começou a empurrar de volta.

Rin viu os músculos de Inuyasha terem dificuldade, viu seus braços ficarem rígidos, tentando resistir. Mas Naraku, ainda sorrindo loucamente, olhos arregalados, simplesmente continuou indo. Ele se desvelava como um terrível macaco saltador*, só que mais devagar. Lentamente. Inexoravelmente. Seu sorriso ficando mais largo até que parecesse que iria dividir seu rosto. Como o Gato Risonho**.

* são aquelas caixinhas que você dá corda e um bichinho pula de dentro. ** o gato da Alice no País das Maravilhas.

Um gato, pensou Rin.

Gato com um rato.

Agora Inuyasha era quem grunhia e esticava-se, os dentes cerrados, tentando afastar Naraku. Mas Naraku e seu pau moviam-se à frente ameaçadoramente, forçando Inuyasha para trás, forçando-o ao chão.

Sorrindo o tempo todo.

Até Inuyasha estar deitado de costas, seu próprio pau pressionando em sua garganta com o peso da lança de Naraku nele. Naraku olhou para baixo para ele e sorriu de alegria. - Estou cansado de jogar, garotinho. - ele disse, e se endireitou e jogou seu próprio pau para baixo.

- Agora é hora de morrer.

Ele tomou o pau de Inuyasha dele tão facilmente como se tivesse tirando o de uma criança.

Pegou com um movimento de seu pulso e o quebrou sobre o joelho, mostrando como era forte, como sempre fora forte. Como estivera jogando cruelmente com Inuyasha.

Uma das metades do pau de freixo branco ele jogou sobre seu ombro do outro lado da clareira. A outra ele inseriu em Inuyasha. Usando não a ponta final, mas a despedaçada, quebrada em doze minúsculos pontos. Ele inseria com uma força que parecia quase casual, mas Inuyasha gritou. Ele fez isso de novo e de novo, extraindo um grito de cada vez.

Rin berrou, sem som.

Ela nunca tinha ouvido Inuyasha gritar antes. Ela não precisava que lhe dissessem que tipo de dor deve ter causado isso. Ela não precisava que lhe dissessem que freixo branco podia ser a única madeira mortal para Naraku, mas que qualquer madeira era mortal para Inuyasha. Que Inuyasha estava, se não morrendo agora, prestes a morrer. Que Naraku, com sua mão agora erguida, iria terminar isso com mais um golpe profundo. O rosto de Naraku estava virado para a lua com um sorriso de prazer obsceno, mostrando que era isso que ele gostava de onde ele se estimulava.

De matar.

E Rin não conseguia se mover, não conseguia nem chorar. O mundo flutuou ao redor dela. Tudo tinha sido um erro, ela não era competente; ela era uma bebezinha afinal de contas. Ela não queria ver aquela enfiada final, mas ela não conseguia olhar para longe. E tudo isso não podia estar acontecendo, mas estava. Estava.

Naraku abanou a estaca despedaçada e com um sorriso de puro êxtase começou a descê-la.

E uma lança foi lançada pela clareira e o acertou no meio das costas, caindo e vibrando como uma flecha gigante, como a metade de uma flecha gigante. Fez os braços de Naraku serem lançados para fora, derrubando a estaca; tirou com um choque o sorriso extático de seu rosto. Ele ficou de pé, braços estendidos, por um segundo, e então se virou o pau de freixo branco em suas costas balançando ligeiramente.

Os olhos de Rin estavam atordoados demais pelas ondas de pontos cinza para ver, mas ela ouviu a voz claramente enquanto soava fria e arrogante e cheia de convicção absoluta.

Só cinco palavras, mas elas mudavam tudo.

- Fique longe do meu irmão.

N/A: Oi gente. Vai rolar mais pancadaria agora que nosso maravilhoso vampiro do mal chegou!

Respostas as Reviews:

Ayame Gawaine:

Obrigada. E juro sim.

Com certeza foi para garantir que eles ficassem seguros.

Agora ele aparece! É coitado do avo da Sango e do Inuyasha.

Esse cap. teve resposta sim pude responder por que as férias do meu pai acabaram hoje e não vou poder passar ano novo com ele.

Flor do Deserto:

Ele está ali no final e no próximo cap.!

Ele deve ter um rastreador p/ saber.

Cuidado com as bactéria no chão.

Eu resistiria!

Não seja tão má com ela.

PS: Deixe a Rin aproveitar que coisa hein.