Nome: Negócios à parte

Autora: Delly black fenix

Tipo: Romance/ comédia

Censura: T

Ships: Edward / Bella

Criada em: 18 de dezembro de 2009

Resumo: É fácil nós escolhermos o que queremos quando temos que passar por cima das pessoas que mais amamos?

Capa: http:// picasaweb. google. com. br/miih .com /NegociosAParte #slideshow/ 5418033189762928546 (muito obrigada a Mih Brandon Cullen/ Mii Yamauti)

Disclaimer: Baseado nas obras de Stephanie Meyer e de Emelie Rose.


-

CAPÍTULO TREZE

-



*POV Bella*

— Estou com os seus livros como reféns.

Bella quase deixou cair o fone ao ouvir a voz de Edward. Olhou rapidamente pela porta de sua sala e respirou aliviada ao ver a cadeira da secretária vazia. Já eram quase seis horas. A secretária já devia ter ido embora.

— Você não deveria ter ligado para cá.

— Eu estou usando um telefone público. Ninguém vai conseguir rastrear minha chamada. Estou cobrando um jantar pelos livros.

Lá se ia seu plano de ignorá-lo. A tentação cresceu, mas a culpa foi maior. Os relatórios preliminares das agências de publicidade a respeito da Editora Volturi estavam em sua mesa, esperando para serem lidos, editados e encaminhados para o seu pai. Bella os enfiou numa gaveta, sem lê-los. O que quer que eles contivessem, deveria ser assunto comum entre os anunciantes. Ela não tinha obtido aquelas informações usando métodos desonestos, o que, no entanto, não diminuía a sua culpa.

E só dizer não, Isabella.

— Nós não podemos nos arriscar a sermos vistos juntos em público.

— Na minha casa. Eu cozinho.

N—×O!

— Você disse livros, no plural?

— Disse. Eu comprei tudo o que já foi publicado pela autora que você mencionou e uma cópia autografada do seu último livro. Mas você vai ter de pagar por isso. Eu preciso vê-la, Bella.

O bom senso de Isabella se foi, dando lugar ao desejo.

— E você ainda me acusa de jogar sujo.

— Eu só jogo para ganhar, mas garanto que nós dois sairemos vitoriosos esta noite se você aceitar o meu convite. Estarei esperando por você no elevador, às sete. O porteiro vai lhe dar a chave.

Desligou.

O elevador.

Será que aquilo significava mesmo o que ela estava pensado? Bella não conseguia respirar direito. Colocou o fone no gancho, apertou uma das mãos contra o peito e tentou se acalmar, sem sucesso.

Será que teria coragem de aceitar o desafio de Edward? Bem, só havia uma maneira de descobrir.


*POV Edward*

Edward se apoiou na parede espelhada do elevador e tomou um gole de champanhe. Sete e cinco. Será que ele tinha exagerado na dose?

Você nem sequer poderia estar se envolvendo com ela! Mas ele não conseguia se conter. Isabella Swan havia tomado conta de seus pensamentos, e ele não conseguia esquecê-la, por mais que tentasse.

Seu coração começou a bater mais rápido e lentamente ao ver que ela não chegava. Ele se lembrava bem da primeira vez em que a vira no bar. Notara que ela zelava pela pontualidade já em seu primeiro encontro. Pelo jeito, ele teria que levar o balde de gelo e o buquê de rosas vermelhas de volta para casa. Ele havia comprado uma dúzia de flores, não porque era a tradição, mas porque eles tinham se conhecido e feito amor pela primeira vez há exatos 12 dias.

Seu tolo romântico… Vocês não fizeram amor, vocês, fizeram sexo. Um sexo enlouquecedor, extasiante.

As portas do elevador se abriram, fazendo o coração de Edward saltar. Bella estava ali, diante dele, mordiscando ansiosamente os lábios vermelhos. Edward não pôde conter o sorriso que iluminou seu rosto ao vê-la tão sedutora.

Um vestido preto transpassado abraçava sua cintura delgada e realçava seus seios. Sandálias de salto alto. O cabelo estava revolto como se ela tivesse acabado de sair da cama.

— Entre, largue sua bolsa e aperte o botão do meu andar.

Ela hesitou. Olhou para o balde de gelo e para as rosas, depois para ele, avaliando-o lentamente. Seus seios se ergueram quando ela respirou fundo antes de fazer o que ele havia pedido. Seu perfume se misturou ao odor das rosas. O elevador começou a subir.

A barra do vestido de Bella subiu quase imperceptivelmente com o leve tremor do seu corpo. Ele serviu uma taça de champanhe. Seus dedos se tocaram quando ela tomou a taça de suas mãos, fazendo o pulso de Edward acelerar e o coração dela se apertar.

— Que bom que você veio.

— Desculpe-me pelo atraso. Passei em casa para trocar de roupa.

— Valeu a pena esperar. Você está linda. Mais sexy do que nunca.

Ela engoliu o champanhe que estava em sua boca e corou.

— Obrigada. Você também.

— Obrigado.

Ele havia tomado banho, feito a barba e vestido a calça cinza e uma suéter combinando, num tom um pouco mais escuro. A mesma rotina que seguiria para qualquer outro encontro. Só que dessa vez ele estava nervoso como um adolescente em seu primeiro baile.

O elevador chegou ao andar de Edward. Ele não fez nenhum esforço para sair. Bella havia lhe confidenciado que fantasiava fazer amor dentro de um elevador e ele estava mais do que disposto a realizar sua fantasia esta noite — se ela o permitisse. As portas se fecharam.

Os olhos chocolate de Bella encontraram os dele, e a consciência de sua intenção fez suas pupilas se dilatarem e seu peito arfar. Edward teve de se controlar para não ceder ao desejo de agarrá-la, arrancar aquele vestido sexy e revelar a pele sedosa escondida dentro dele. E, então, possuí-la completamente. Ele costumava ser bem mais refinado que isso, mas, ao que parecia, teria de vencer uma verdadeira batalha interna esta noite para conseguir se conter.

Calma. Devagar.

— Você teve um dia razoável? — forçou-se a dizer, quando o que ele realmente queria era sentir o sabor, dela.

Ela deu de ombros.

— Tanto quanto possível.

Seu tom lhe chamou a atenção.

— Você não gosta do seu trabalho.

Ela ficou olhando para sua taça, balançando o líquido claro para, então, dar um gole.

— Eu sou boa no que faço.

— Mas…? — O olhar confuso de Bella encontro o de Edward.

— Mas não… Eu… não gosto do meu trabalho.

— Por que você não sai de lá?

Mais um gole.

— É complicado.

— Tente explicar. Eu sou esperto. Amanhã é sábado e nenhum de nós tem de ir trabalhar. Temos a noite toda.

Ela abriu a boca e passou a língua rosada pelos lábios.

— Meu pai não me faltou quando eu precisei dele. Eu devo isso a ele.

— As obrigações familiares são um fardo muito pesado.

— O que é que você faria se não trabalhasse na Editora Volturi?

Se ele não trabalhasse na Editora Volturi… Aquela hipótese nunca havia lhe passado pela cabeça.

— Não sei. Talvez me arriscasse a dar aulas de música.

— Dar aulas de música?! — repetiu ela, arqueando as sobrancelhas.

Ele se inclinou sobre a barra de segurança que separava a parte espelhada da parede do elevador da parte de baixo, revestida de madeira. Por que é que ele se sentia à vontade para confessar a Bella quando jamais havia ousado falar disso com nenhum de seus amigos ou parentes?

— É um hobby que eu tenho. Eu sempre amei música.

Bella fez um brinde com sua taça já vazia.

— Mais um pouco? De champanha?

Os cantos de sua boca se curvaram.

— Talvez depois.

O pulso de Edward estava cada vez mais acelerado. Ele queria fazer amor com Bella, não tinha nenhuma dúvida em relação a isso, mas ficaria feliz só com sua companhia. Ele pegou a taça de Bella e a colocou ao lado da sua, no chão. Voltou-se então para ela novamente. O desejo em seus olhos o atingiu em cheio, deixando-o completamente sem ar e incapaz de raciocinar. Edward acariciou a face aveludada de Bella. Ela pousou a cabeça em sua mão e fechou os olhos, com um sorriso de prazer.

— Eu venho pensando nisso desde ontem à noite. - confessou ele, para então beijá-la profundamente.

Edward acariciou seus cabelos macios e enlaçou sua cintura, trazendo-a para perto dele. Sensual e maleável, e arqueou o corpo, alinhando-o perfeitamente ao dele. O seios dela pressionaram seu peito, a maciez de seus quadris se aninhou à sua ereção.

Bella passou os braços em torno dele e apertou o músculos firmes de suas costas. Inclinou a cabeça, permitindo que ele a beijasse ainda mais profundamente atiçando sua voracidade. Edward deslizou as mãos por se ombros, descendo por sua coluna até encontrar as nádegas redondas e firmes. Um encaixe perfeito.

O desejo gritou dentro dele com uma força sufocante. Ele agarrou os quadris dela e desceu pelas coxas para segurar a barra do vestido e puxá-la para cima. A ponta seus dedos encontrou uma tira elástica e sedosa sobre pele nua. Uma cinta-liga! Ele gemeu de prazer e passo os dedos pelos elásticos até a parte de trás de suas coxas. Seguiu explorando mais para cima e não encontro nada. Bella não estava usando nada. Nem mesmo um fio-dental!

— Você, definitivamente, joga muito sujo.

Um sorriso fez os lábios úmidos dela tremerem. Seu olhos brilhavam de malícia.

— Eu gosto de estar sempre preparada.

Edward se afastou um pouco e puxou a tira que prendia o vestido dela à cintura. Ergueu então as mãos para aninhar seu rosto e a beijou novamente, fazendo um esforço enorme para manter um mínimo de controle. Ele acariciou as orelhas dela com seus polegares, descendo até o decote. As pernas de Bella quase dobraram quando ele alcançou o vale entre os seus seios e afastou o tecido.

O minúsculo sutiã preto que ela usava cobria apenas metade de seus seios. Os bicos estavam claramente visíveis sob a borda das taças rendadas. O coração de Edward bateu mais forte. Ele traçou círculos sobre o tecido rendado para então baixar a cabeça e tomar um dos mamilos na boca.

Bella gemeu e se apoiou na parede do elevador. Mergulhou os dedos nos cabelos dele, segurando-o enquanto ele saboreava primeiro um e, depois, outro seio, sorvendo, apertando, mordiscando.

Edward deslizou as palmas das mãos sobre a pele quente de Bella, descendo até a cintura, avançando até o emaranhado escuro de cachos à procura de seu calor e umidade. Tomou as mãos dela nas suas e as colocou na barra de segurança.

— Segure-se.

Ele ficou um momento admirando a imagem de Bella, com seu vestido aberto, os seios umedecidos sob o minúsculo sutiã, as pernas delgadas, realçadas pela cinta-liga, levemente afastadas, e as sandálias de salto agulha. A excitação tomou conta do seu corpo.

Edward se ajoelhou, agarrou-a pelas nádegas e a saboreou profundamente. Ele a acariciou com a língua, inalou seu cheiro e se deleitou ao ouvir cada gemido de prazer que ela soltava até chegar ao clímax. Apoiou seu corpo enquanto ela era tomada por espasmos de prazer e, então, se levantou, procurou um preservativo em seu bolso e tentou abrir a fivela com mãos trêmulas.

— Deixe que eu faço isso — sussurrou ela. Suas mãos agiram rápido, abrindo a calça e abaixando até a altura das coxas. Ainda bem, pois cada roçar de seus dedos quase o fazia perder o controle. Ela pego a camisinha e a colocou no membro rígido. Tudo o que Edward pôde fazer foi cerrar os dentes e tentar se segurar.

— Eu preciso sentir você dentro de mim, Edward.

Aquele sussurro em voz rouca o tirou do sério. Edward nunca teve tanto prazer em fazer a vontade de alguém. Ele ergueu Bella e a sentou sobre a barra de segurança, enganchou as pernas dela em seus quadris e a possuiu. Bella cruzou os braços em torno do pescoço dele, puxando-o mais para perto. Ele permaneceu dentro dela por um momento, deixando que aquela sensação maravilhosa os dominasse, e, então, se afastou e investiu outra e outra vez, até seus pulmões arderem e suas pernas tremerem.

Os lábios dela encontraram os dele, devorando-o com beijos famintos até ambos arfarem, sem conseguir mais se beijar. Ela jogou a cabeça para trás e gritou o nome dele. Seus músculos internos se contraíram, fazendo-o chegar ao clímax junto com ela.

Ele colocou as mãos na parede espelhada, uma de cada lado da cabeça dela, e enterrou a cabeça entre seu ombro e seu pescoço.

— Seu cheiro é delicioso.

Ela mordeu o lóbulo da orelha dele.

— O seu também.

E, simples assim, o desejo se reavivou. Como é que ela fazia isso? Como é que Isabella Swan virava seu mundo de cabeça para baixo, proporcionava-lhe um prazer maior, mais satisfatório do que qualquer coisa que já tivesse experimentado?

Aquela não era um pergunta que Edward podia responder com a calça presa em seus calcanhares e o cérebro desativado. Mais tarde, prometeu a si mesmo, mais tarde ele descobriria como e por que Bella o deixava daquele jeito.

Antes disso, ele havia lhe prometido um jantar e alguns livros, e ele sempre cumpria suas promessas.

Sempre.

-

-

-

-

-

-

-

-

No próximo capítulo:

Acho que nos evitarmos não vai dar em nada — disse ela, ao recuperar o fôlego.



N/A:

Violetflor, Mii Yamauti, Lc, roosi, marinapz4, Ana Krol, Renata, te, Priiiiii, Lyka Cullen, Dani Marjorie, Anita Masen Cullen, Janice e Bruna Gabriela obrigada pelos reviews!

E deem uma olhadinha na ficha técnica, ok?



Comentários são estimulantes

*-*