Eu nunca fui beijada

Capítulo 14 - Tons Pastéis

Fui acordada por o que pode se chamar de beijinhos, pena que eram dados por Fluf... mas já era alguma coisa, não era? Quando o vi lambendo meu rosto lembrei do seqüestro, quem será que tinha pego meu gato e colocado na sala de jogos? Com toda confusão de ontem não pude nem investigar. Levantei e percebi que era cedo, porque todas garotas ainda dormiam a sono alto. Minha cabeça doía, daquele modo fraco e constante, dor chata!

Acabei me trocando e indo para o Salão Comunal, fiquei um pouco sentada e, como não apareceu ninguém, fui para o Salão Principal tomar café da manhã. Lá, tendo sua refeição estavam Bob e Jimmy, além alguns alunos mais novos das quatro casas. Entre os professores, o único presente era Neville, que parecia sonolentíssimo comendo uma rosquinha. Acenei discretamente para ele, que pareceu nem notar.

-Bom dia. - disse timidamente para os dois garotos.

-Acordada tão cedo, Claire. Caiu da cama? - Jimmy perguntou bocejando e ainda com cara de doente, agora característica.

-Pois é. Tudo bem, Bob?

-Melhor... - Bob começou a falar, sendo cortado por mim.

-Você não precisava... - também falava, tentando relembrar que Bob não devia ter discutido com Malfoy, mais foi ele quem me impediu de continuar.

-Mas foi um acidente. Eu não devia ter enfrentado o professor, assim como ele não devia ter pegado no meu pé! - respondeu meio irritado.

-Ele foi demitido. - minha voz acabou soando chateada, sem intenção.

-Bem feito! - Bob respondeu realmente comemorando.

-O diretor devia ter feito isso antes, Malfoy é louco e perigoso. - Jimmy completou cuidadoso, parecia ter receio de falar mal de um professor assim, no meio do salão.

-Não é, não! - defendi, as palavras escaparam da minha boca.

-Como não? No primeiro dia fez uma cobra te picar e agora acabou fazendo você tomar uma poção perigosa... - Bob argumentava.

-Não, eu tomei porque quis! Não foi culpa dele!

-Ah, não?! Então você não tomou para evitar que nós discutíssemos?

Bob e eu nos aproximamos e discutíamos com os rostos próximos, Jimmy ficou de longe, apenas assistindo e evitando se intrometer.

-Foi, mas... foi porque eu quis! - respondi já ficando nervosa, no dia de hoje não estava no meu estado perfeitamente normal.

-Você está defendendo ele?! Não acredito! O que aquele cara te fez? Que feitiço?

-Está louco? Ele não fez nada!

-Então por que está defendendo ele?

-Porque... porque... - eu não tinha uma explicação racional.

-O casalzinho pode ter cena de ciúme mais tarde? Bob, temos que treinar, daqui há uma hora temos que estar em aula! - Jimmy me salvou de responder.

-Vamos. Até mais, Claire. - Bob disse contrariado se levantando e se afastando.

Bob me deixou mais confusa do que já poderia estar... Por que estava defendo o Malfoy? Até Shely já tinha alegado isso, e o pior, foi antes mesmo do abraço de ontem. "Só falta eu me apaixonar por alguém mais complicado que Harry Potter... não tenho jeito!"

Nem me alimentei, tudo isso tirava meu apetite. "Falta de apetite, sintoma de paixonite" lembrei do ditado que minha mãe sempre me dizia, quando passava as férias na Toca, afastada de poder observar Harry. "Não Gina, você não está apaixonada!". No entanto, caminhando aleatoriamente pela escola, fui levada por minhas pernas justamente para onde não esperava, quando me dei conta, lá estava: em frente à sala de Malfoy. "O que estou fazendo aqui?" - pensei revoltada comigo mesma por ter ido até as masmorras.

Ouvi vozes e me escondi novamente, dessa vez não era o diretor, nem Malfoy, e sim o trio sonserino que passava pelo corredor. Me esquivei mais, esperando não ser vista, mas não adiantou.

-O que a grifinória defensora de sangue-ruins faz aqui? Nas nossas masmorras. - Filipe Macnair indagou parecendo satisfeito por me encontrar ali.

-Nada! E já estou indo! - respondi tentando parecer despreocupada e saindo do canto no qual estava escondida, mas fui impedida por Macnair que colocou o braço entre mim e a parede.

-Onde pensa que vai? Que visita breve, fique mais um pouco. Quem sabe um chá? - disse irônico pegando a varinha entre as vestes. Nicholas Nott baixo e gordinho, e o outro capanga Daniel Goyle, moreno e também gordo, só que alto, ficaram ao lado dele, obstruindo a passagem e também sorrindo.

-Não, obrigado. Estou indo! - peguei e ergui minha varinha.

Macnair ergueu a sua também, me enfrentando, seus capangas pegaram suas varinhas, mas não pareciam saber usá-las adequadamente. "É impressionante como as coisas não mudam, parecem até Malfoy, Crabbe e Goyle, inclusive essa família parece ter alta inclinação para capacho..." - não pude evitar pensar.

-Ainda não me satisfiz contra você. - Macnair disse, se referindo ao incidente no Expresso, e na Floresta Proibida com o unicórnio.

-Quer apanhar mais? Abrir o supercílio não foi o suficiente? - provoquei.

-Que tal abrir o seu supercílio? - ele tinha ficado realmente bravo.

-Tente se tiver coragem! Não me responsabilizo com o que acontecer com você depois disso!

Um apontou para o outro e ao mesmo tempo disse:

-Expelliarmus!

O louro voou de encontro aos capangas, caindo os três no chão. Eu fui para trás e bati as costas e a cabeça com força na parede, o que me deixou tonta. Pude ver Macnair levantando e se aproximando com a varinha apontada para mim novamente, ele devia ter a pegado do outro lado do corredor rapidamente. Estava desarmada, o que faria?

-Macnair! O que está fazendo? - Malfoy surgiu no corredor, devia ter escutado o barulho dos feitiços e das colisões.

-Na-na-da, professor... - gaguejou com medo do ex-professor (que ele ainda não sabia ser ex).

-Saiam daqui vocês três! Antes que eu lhes dê uma detenção pior do que a de Grump. - Malfoy disse com autoridade.

Os sonserinos sumiram rapidamente de vista, virando no corredor seguinte. Nos deixando a sós.

-Obrigada. - falei baixo, com receio do que ele responderia.

Malfoy parecia estar de volta a seu estado normal, ou quase. Vestia roupas pretas, e uma capa prateada, no lugar da preta que usou a semana toda, ou era mais de uma capa preta igual? Os cabelos estavam ajeitadíssimos novamente, com a franja caindo levemente sobre o olho direito. Ele parecia melhor.

-O que você está fazendo aqui numa hora dessas? - Malfoy me lançou um olhar bravo e ao mesmo preocupado, se isso é possível.

-Passeando...

-Sei. Passeando nas masmorras? Aqui é realmente muito agradável, principalmente para uma grifinória. - disse com um sorriso irônico.

"Mesmo sorrindo desse jeito, com desdém, ele fica bonito..." - pensei distraída e fiquei observando o que ele fazia. -Na verdade, vim saber... sobre você. E agora, vai embora? - perguntei curiosa.

-Não te interessa! - disse me dando as costas e caminhando em direção à sala.

-Nossa, impressionante sua consideração com quem se importa.

-Por que você se importaria? - disse entrando na sala e fechando a porta na minha cara.

-Grosso! - tinha seguido-o até a porta e nem percebido.

Ele ia me ouvir! Abri a porta, que não estava trancada, e entrei na sala. Hoje, ao contrário do fim de tarde de ontem, tudo estava impecavelmente arrumado. Malfoy não estava na sala de entrada, devia estar na sala ao lado, que tinha uma ligação por dentro. Me aproximei de um quadro diferente num canto, encostado à parede e ao chão. Estava sem moldura e a tinta era fresca, devia ter sido pintado há pouco tempo. Esse quadro me passava uma emoção diferente dos outros quadros nas paredes da sala, não passava tristeza, era algo diferente, eu não conseguia precisar o sentimento, mas era diferente de melancolia, chegava a ser quase alegre, abstrato, como os outros... isso era o que mais intrigava. As cores eram tons pastéis! Malfoy pintando quadros tristes me impressionou, mas era aceitável, mas um quadro alegre, ou quase alegre, era inimaginável.

Sem mencionar que antes ele não estava nada alegre, pelo contrário, tinha tentado o suicídio! Realmente, estava diante de uma pessoa desequilibrada, ou louca mesmo como os outros alunos diziam.

-O que você faz aqui? Já te chamei de enxerida antes? Senão, digo agora! - Malfoy estava parado em frente à porta que dava para a sala ao lado.

-Esse quadro... você que pintou? - perguntei ignorando a ofensa.

-O que acha? Diferente dos outros? - respondeu com seu sorriso irônico.

-É, não parece pintado pela mesma pessoa...

-Talvez eu não seja mais a mesma pessoa. - ele disse me interrompendo.

-Então é seu mesmo? Por que ele está tão diferente? - estava tão curiosa que não me senti impedida de perguntar nada.

-Sim, pintei de madrugada. - Malfoy disse com os olhos distantes.

Um silêncio constrangedor pairou sobre nós. Achei melhor ir embora, tinha que ir para a aula. Olhei para ele, e fui até a porta. Antes de sair virei-me de volta para ele, no batente, segurando a maçaneta da porta e disse:

-Posso fazer uma pergunta? - ele não exprimiu nenhum som ou gesto. -Quem cala consente. O que o fez mudar dessa maneira?

-Que maneira?

-Ora, Malfoy! Dessa ué! Você está diferente... o quadro está diferente. Você disse que talvez não seja mais a mesma pessoa...

-Quem sabe eu não tenha percebido que não sou a única pessoa infeliz do mundo. - respondeu amargurado.

-Por acaso a outra pessoa infeliz sou eu? - fiquei indignada, quem era ele para me julgar feliz ou infeliz?

-Essa já é uma segunda pergunta. Você disse que faria uma! - disse chegando na porta e encostando nela, ficando de frente para mim.

-Irritante! - respondi me aproximando mais dele na porta.

Assim, mais próxima, pude perceber a cor exata dos olhos dele, se é que um olho de três tons possa ser considerado de uma cor exata, de qualquer maneira, naquelas pupilas a minha frente misturavam-se cinza, predominantemente; azul, claro e suave e; um violeta, muito profundo e discreto. O tempo que fiquei olhando deve ter sido demorado porque ele estranhou.

-Vai logo! Você tem aula. - disse fechando a porta na minha cara. "Que mania de fazer isso!" - pensei. "Sempre fechando essa maldita porta na minha cara! Que falta de educação!"

Neville portava-se da mesma forma que na semana passada: enrolado e desastrado! Os alunos, inclusive eu, entregaram os dois rolos de pergaminho que ele exigira sobre as propriedades da Triatius Deslefente. Que ele recebeu e guardou em sua enorme bolsa.

Quando me aproximei de minhas amigas comecei a ouvir as perguntas: 'O que aconteceu?', 'Onde você estava, Claire?', fiz um sinal de que depois contaria, não estava inspirada para conversar agora. Conversar comigo mesma já estava confuso.

Fiquei ao lado delas a aula toda, e na outra extremidade da estufa Bob me lançava os piores olhares. Ele estava mesmo bravo comigo, mas eu não conseguia entender o porquê. Será que era ciúme do Malfoy?

Neville nos apresentou a outra descoberta recente da ciência bruxa, uma planta que servia para cicatrizar os piores ferimentos em segundos. Quando ele explicou sobre ela pensei em como seria útil no momento que precisei curar os pulsos de Malfoy.

Aproveitei que os alunos saíam após o término da aula para me aproximar do meu professor de Herbologia. Assim que dispensei Cameron e Shely.

-Oi, professor! - disse cordialmente ao seu lado.

-Oi, aluna Claire. Não esqueça, três pergaminhos sobre a Xintruzim na próxima aula. - ele respondeu afobado, guardando mais coisas na bolsa.

-Pode deixar. Aumentou a quantidade, na semana passada eram dois pergaminhos, agora são três! Está até parecendo o Snape!

Neville se arrepiou ao ouvir o nome do temido professor de Poções, e consequentemente, trauma de infância.

-Você veio julgar meu trabalho, é? - mudou de assunto. -Aquela matéria do Profeta de domingo era sua, não era? O que quer na verdade? - ele disse parando a minha frente e cruzando os braços na altura do peito.

-A matéria era minha sim. E eu quero saber sobre o Malfoy... - comecei a dizer mais fui interrompida pela resposta de Neville.

-Não vem, Gina! De novo?! Que obsessão! - me cortou e virou para ir embora.

-Espera, Neville! Por favor! - sai correndo atrás dele, que a essa altura já estava no jardim, fora da estufa. O alcancei e segurei pela manga da roupa. -Ele vai embora? Me diz só isso, por favor...

-Não, ele não vai. Por que está tão interessada? - Neville disse me olhando estranho.

-Não vai? - "Que bom!" -Ué, estou interessada porque quero fazer uma matéria sobre ele...

-Ah... porque sua mãe pediu para avisá-la caso qualquer coisa a acontecesse.

-O quê?! - era invasão de privacidade, fiquei furiosa. -Ela vai se ver comigo! Quando vai deixar de querer controlar minha vida? Olha para mim, Neville. Não pareço grande o suficiente para cuidar de mim mesma sozinha?

-É, mas Gi...

-Para sair de casa foi um sufoco, ela não queria... agora que estou aqui, tentando melhorar minha profissão ela tenta me atrapalhar! Quando deixará de pensar que não sou mais uma garotinha, a filhinha da mamãe?

-Molly só se preocupa com você, eu queria ter meus pais para se preocuparem comigo, mesmo que eu esteja grande o suficiente. - pude perceber a tristeza nos olhos de Neville, ele tinha razão.

-Está certo. Desculpe por dizer tudo isso a você. Imagino como é não ter os pais...

-Não, você não tem idéia. - respondeu e saiu na frente, entrando rápido no castelo.

Caminhei para dentro do castelo também. Fui ao Salão Principal almoçar, minha fome tinha voltado. "É bom mesmo, porque se continuasse sem comer acabaria mais magra do que já sou, e pior que isso só sumindo!"

-Agora você vai contar o que está acontecendo de errado, senhorita Claire! - Cameron levantou e andou até a entrada do salão onde eu estava.

-Calma, que afobação! - respondi indo com ela até a mesa, no local onde Shely nos esperava.

-Você está estranha... - foi o que Shely disse ao me ver. -Pode desabafar!

Suspirei, peguei um prato de comida e comecei a remexer nele. Devia ou não contá-las o que tinha acontecido entre eu e Malfoy?

-Vai logo! - Cameron quase me machucava apertando meu pulso.

-Somos suas amigas ou não?

-Tá bom! Ontem à noite eu fui para a detenção com o Malfoy, não fui? E te deixei lá sozinha Shely...

-É foi sim, e aí? - Shely confirmou.

-Vocês prometem não contar a ninguém? - elas não podiam espalhar essa história.

-Sim. - responderam em uníssono.

-Fui nas masmorras e encontrei o diretor discutindo com o professor, ele demitiu o Malfoy. - as duas ficaram abismadas e não disseram nada, então continuei. -Entrei na sala depois que Wright saiu, Malfoy estava miserável, acabado, péssimo mesmo... ele gritou coisas sem sentido para mim e me pôs para fora.

-Para onde ele vai? Pelo que sei, Malfoy não tem mais nada. Não tem nem onde morar. - Cameron teve dó dele.

-Eu acho certo. Ele abusou do poder de professor na sala. - Shely deu uma de durona, mas eu sabia que dizia só da boca para fora. -Continua!

-Ele quebrava tudo dentro da sala, mas de repente ficou um silêncio e eu, que ainda estava do lado de fora, em frente à porta, resolvi entrar. Malfoy tinha... - minha voz ficou embargada ao lembrar da cena.

-Tinha? - Cameron ansiava que eu continuasse.

-Fala, Clarie! - Shely não tinha mais paciência.

-Ele... cortou os pulsos. - respondi com os olhos lacrimejantes.

-Sério? - a minha amiga loura não parecia acreditar.

-É claro que é sério, Cameron! - Shely soou estúpida. -O que você fez?

-Eu passei um pouco mal, sabe, não posso ver tanto sangue quanto tinha no chão... mas acabei fazendo um feitiço para fechar os cortes.

-Você salvou a vida do Malfoy! - a morena disse espantada. -Agora, se ele voltar a dar aula vai ter que te dar dez em tudo!

Se fosse em outra ocasião teríamos rido da fala de Shely, contudo estávamos emocionadas demais para rir.

-Depois do feitiço fiz um 'ennervate' nele, e graças a minha inutilidade, desmaiei. Quando acordei estava no chão. Vocês acreditam que ele acordou e me deixou jogada lá? Em cima do sangue e tudo?

-Ingrato! - Shely continuava falando. Cameron tinha se calado e limitado a ouvir.

Hesitei, resolvi que não contaria a parte do abraço, pelo menos não para Cameron. Quem sabe futuramente contaria para Shely, em quem confiava mais, e também por ela já desconfiar dos sentimentos de Malfoy por mim.

-Ele estava acordado, me agradeceu e vim embora. Até te encontrei no Salão Comunal depois, Shely.

-É me lembro, você já estava estranha. Eu te perguntei várias coisas e você nem respondeu. - Shely disse confirmando, mas pude perceber que ela estava desconfiada.

-Mas, e hoje de manhã? Onde estava? Quando acordamos você já tinha levantado e não estava aqui. - Cameron voltou subitamente a falar.

-Estava andando por aí... acordei cedo e não consegui mais dormir. - respondi e resolvi pegar um pouco do flan de carne e enfiar na boca.

-Ah, bom... pensei que estava com Bob. - Cameron disse baixo mas pude ouvir.

-Já não disse que não quero nada com ele?! Que coisa, Cameron! - respondi irritada, com tantos problemas não me preocupava com Bob, ou com ela.

-Desculpa? - levou a mão à boca, parecendo arrependida.

-Tá...

O resto do dia passou correndo. Tive aula de Astronomia durante a tarde, quase dormi de tédio. Shely continuou desconfiada e Cameron parecia ter progredido com Bob, porque na hora do jantar ele até a comprimentou gentilmente, segundo ela por gratidão, já que Cameron ficou a noite toda com ele na enfermaria. A mim Bob não fez o mesmo, pelo contrário, virou a cara quando me viu, só comprimentando Cameron, eu e Shely ignoradas.

Pelo menos consegui almoçar e jantar no mesmo dia. Já era um avanço. "Não estou assim tão sem apetite...", o fato de a comida ser empurrada goela abaixo não contava na minha opinião.

Mais tarde, fazendo os deveres no Salão Comunal, a amizade entre nós se estabilizou. Passamos a agir como antes, fosse o que fosse que estava nos atingindo e atrapalhando antes, agora não incomodava mais.

Tarde da noite, quando me deitei na cama constatei que tinha sérias dificuldades para dormir. Eram tantos sentimentos que ficavam presos dentro de mim durante o dia, que encontravam espaço para extravasar apenas durante a noite. E eu nada podia fazer, a não ser rolar na cama e tentar dormir.

Continua...

N.A.: Valeu pelos reviews: Lenna Pendragon, Manza, Soi, Diana Prallon, Victória, Camis Malfoy, Sabrina Malfoy, Carol, Vinny Malfoy, Ly Malfoy, Amy, Carol Maphotter, Angel DeLynx e Chantal! Bijinhos p vcs! Espero q continuem gostando da fic!!!

REVIEWS JÁ!!!!