Capitulo 14: Um guerreiro no jardim de infância.

            O ambiente era pouco iluminado, o senhor Key observava seu filho e Seiya que estavam a sua frente.

Key: 'Eu não quero confusão, Taiki. Chega tudo que eu tive que fazer para limpar o meu nome.'

Taiki: 'Inclusive deixar a culpa apenas para mim.'

Key: 'Não fui eu que banquei o idiota e tentei matar o senhor Li e a esposa dele. Aquilo foi infantilidade! O homem era um dos sócios da firma de Mishimura.'

Taiki (segurando o pai pelo colarinho): 'Não fique do lado dele!'

Key (segurando os braços do filho): 'Não estou do lado dele. Estou do meu lado! Mishimura não quer mais saber de nós e depois daquele escândalo, se não fosse o falecido Takwa, eu estaria ferrado também.'

Taiki (apertando com mais força): 'O senhor só pensa em si mesmo!'

Key (começando a ficar sem ar): 'Solte-me Taiki! Ou vai acabar novamente na cadeia.'

Seiya: 'Solte-o, Key! Não viemos aqui para resolver seus problemas familiares.'

            Taiki soltou o pai e o empurrou para trás. O velho bateu na parede mas isso pelo menos o impediu de cair no chão. Passou a mão no pescoço e olhou para o filho.

Key: 'Se queria matar Li, deveria ter feito direito e sem deixar pistas.'

            Taiki sentiu o sangue ferver, se Seiya não tivesse lhe segurado o braço teria partido para cima do pai novamente.

Seiya: 'Queremos dinheiro.'

Key (depois de uma gargalhada): 'Não sou idiota de dar dinheiro para vocês. Chega o estrago que este idiota fez nos meus negócios.'

            Taiki pegou a pistola que havia roubado do policial e sem misericórdia atirou no peito do pai. Key arregalou os olhos observando o filho, levou uma das mãos até onde a bala havia o atingido, sentiu o líquido quente e viscoso do seu próprio sangue nas mãos. Com a imagem do filho lhe apontando a arma, escorregou pela parede até sentar no chão, já morto.

Seiya (debochado): 'Ótimo! Agora vamos pedir dinheiro para quem?'

Taiki: 'Para os seus pais.'

Seiya: 'Isso seria ótimo, se eles estivessem no país.'

Taiki: 'Você não disse que eles não estavam.'

Seiya (visivelmente incomodado ao falar): 'Depois que eu fui preso eles foram morar nos Estados Unidos.'

Taiki: 'Então só temos uma solução.'

Seiya (erguendo uma sobrancelha): 'No que está pensando?'

Taiki (com um sorriso maldoso): 'Está na hora de começar a minha vingança contra Li Syaoran.'

Seiya: 'Espere um minuto! Combinamos que primeiro acabaríamos com Suzuki Hiroshi!'

Taiki (apontando a arma para ele): 'Eu que mando aqui, Yamamoto. Ou você está comigo ou está morto.'

            Seiya engoliu seco e concordou com a cabeça.

Seiya: 'E o que iremos fazer para tirar dinheiro do senhor Li?'

            Taiki colocou a pistola na cintura e deu mais um sorriso maldoso.

Taiki: 'Vamos seqüestrar a gostosa senhora Li.'

* * *

            Li estava desmaiado na cama. Não tinha forças para se mexer. A esposa, ontem, simplesmente havia o obrigado a fazer a janta, lavar toda a louça, limpar e esfregar o chão da cozinha e ainda lavar a roupa. Sua sorte estava tão boa que a máquina de lavar resolveu pifar e ele teve que lavar tudo a mão. 

            Syaoran estava vestindo um vestido rasgado e sujo (imaginem aquele homem tudo de bom de gata borralheira! Hehehe) enquanto esfregava o chão da cozinha de um enorme castelo estilo medieval.

Syaoran: 'Sonho estúpido, sonho estúpido.'

Sakura: 'Anda logo, Syoaran! Quero ver este granito brilhando!!!'

            Ele olha para trás e vê Sakura vestida com uma roupa de couro negra (estilo Matrix! Ui ui ui...) com um enorme chicote nas mãos.

Syaoran (esfregando com mais força): 'Granito não brilha, sua tonta.'

            O chicote estala bem próximo a ele fazendo o coitado ser obrigado a dar um pulo para o lado.

Sakura: 'Se passar Veja (segundo a Rô) brilha. Agora cale a boca e trabalhe! Ainda tem que lavar toda a roupa suja!'

Syaoran (fitando-a): 'A máquina de lavar não está funcionando.'

            O chicote estalou mais próximo a ele, obrigando-o a dar um pulo para trás.

Sakura: 'Não quero saber! Vai ter que lavar tudo a mão! Quero aquelas camisas sem uma manchinha!'

            Sakura chicoteou umas três vezes perto do marido ameaçando-o.

Sakura: 'É para hoje, Syaoran!'

Sakura (balançando-o levemente): 'Vai chegar atrasado na escola. Hoje é você quem leva o Shaolin.'

Syaoran (rolando na cama e abraçando o travesseiro): 'Hoje é quarta feira. É você que o leva.'

Sakura (ao ouvido dele): 'Mas hoje, você sou eu.'

            Ele abriu um dos olhos e fitou a sua própria figura. Levantou-se assustado.

Syaoran: 'Deus, não era um pesadelo?!'

            Sakura riu com gosto enquanto o rapaz tocava-se para ter certeza de que estava acordado.

Syaoran (com uma cara feia): 'Eu estou de... de camisola?'

Sakura: 'Ontem você simplesmente desmaiou em cima da cama, eu tive que trocar a sua roupa.'

            Ele ainda se olhava com o rosto assustado, afastou um pouco a camisola e pode ver seus novos seios. Virou-se para fitar a esposa a sua frente.

Sakura: 'Vá se arrumar. Ontem eu acho que nós conseguimos enganar bem o Shaolin.'

Syaoran (contrariado): 'Claro! Eu tive que fazer tudo! Não era necessário ter lavado aquela roupa ontem.'

Sakura (sorrindo de forma maliciosa): 'Talvez sim, talvez não. Estes são os mistérios da vida. Agora vá se arrumar, precisa fazer o café da manhã.'

Syaoran: 'O quê?! Ah não Sakura, o café da manhã você podia ter feito, não é?'

Sakura (deitando-se na cama): 'Nada disso, eu sou o marido hoje e estou mandando a minha esposinha preparar um café da manhã para mim.

Syaoran (irritado): 'Para com isso! Esta brincadeira está perdendo a graça, na verdade ela nunca teve graça!'

Sakura (divertindo-se): 'Mas esta minha esposinha é muito temperamental! Acho que ela chegou à menopausa!'

Syaoran: 'SAKURA! Argh! Esta voz está me irritando!'

            Sakura rolava na cama rindo vendo sua imagem caminhando de um lado para o outro com as mãos na cabeça, não podia negar que estava mesmo aproveitando a oportunidade de colocar o marido para trabalhar.

Syaoran: 'Eu não quero nem saber! Não vou fazer o café da manhã, chega o que você me explorou ontem.'

Sakura: 'Oras, você não fez nada demais do que ser a mulher do lar.'

            Li lhe lançou um olhar fulminante. Pegou uma roupa sua qualquer e caminhou até o banheiro para começar mais um dia sendo Sakura.

Sakura: 'Hei, você não pretende sair de calça de moletom, não é?'

Syaoran: 'Sempre fui contra aquelas suas calças de lycra, marcam demais o seu corpo, enquanto eu estiver nele não vou colocá-las.'

Sakura: 'Para de ser bobo! Eu sempre coloco calça de lycra para dar aulas, ainda mais que hoje é dia de dar aulas para o jardim.'

            Li voltou-se para ela com os olhos arregalados.

Syaoran: 'Você não está me pedindo isso.'

Sakura: 'Pelo bem do nosso filho.'

            Li voltou a caminhar em direção ao banheiro resmungando. Sakura levantou-se da cama para preparar o café da manhã, não era tão má assim. Em poucos minutos Li entrou na cozinha prendendo os cabelos longos e é claro reclamando das malditas calças de lycra.

Sakura (terminando de colocar a mesa): 'Fiz o café para você. Como um marido deve sempre fazer.'

Syaoran: 'Nunca pensei que você fosse tão dissimulada.'

            Ela riu com gosto enquanto tirava o avental da cintura e amarrava na cintura do marido para disfarçar do filho. Sentou-se à mesa e o observou a sua frente.

Sakura: 'Você não me beijou hoje.'

Syaoran (erguendo uma sobrancelha): 'Nem vem.'

Sakura: 'Oras, Syaoran. Sou eu, a sua esposa.'

Syaoran: 'Eu não vou beijar um homem, nem que ele seja eu mesmo ou a minha mulher no meu corpo.'

            Ele balançou a cabeça de um lado para o outro enquanto falava e caminhava pela cozinha. Sakura sorriu, imaginou que apesar de tudo não foi nada má esta experiência para ela. Ainda podia aproveitar e fazer poses em frente ao espelho com o corpo do marido. Ela começou a ficar vermelha enquanto soltava risadinhas doidas.

Syaoran (sentando-se à mesa): 'Estou parecendo um marica.'

Sakura: 'Preconceituoso.'

            Li lhe lançou um olhar em chamas. Sakura arregalou os olhos levemente, oras, então ele ainda conseguia lhe lançar aquele olhar tão penetrante mesmo com outros olhos. "Vou treinar isso mais tarde", pensou divertindo-se cada vez mais.

Syaoran (estendendo um papel para ela): 'Ligue para Yume e diga exatamente o que está escrito neste papel.'

            Sakura o pegou e leu mentalmente. Era uma desculpa para não ir trabalhar hoje.

Syaoran: 'Hyo Ling já tem capacidade para cuidar das coisas sozinho por pelo menos um dia. Não quero nem que sonhe em sair desta casa, entendeu?'

Sakura: 'Será o melhor.'

Syaoran: 'Vou levar Shaolin e fazer as suas atividades normalmente já que você não consegue inventar uma desculpa convincente para faltar.'

Sakura: 'Ah sim, minhas atividades. Acho que vou escrevê-las num papel para você não esquecer.'

Syaoran: 'Melhor.'

            Ele deu um longo suspiro e começou o seu desjejum quando Shaolin apareceu na cozinha observando os pais.

Shaolin (desconfiado): 'Bom dia.'

Sakura: 'Bom dia, filhão! Dormiu bem?'

            O garoto fitou o pai com curiosidade. Sentou-se à mesa e os encarou.

Shaolin: 'O que está acontecendo aqui?'

Syaoran: 'Nada. Você é que fica com caraminholas na cabeça. Vê se come logo o café porque estamos atrasados.'

            O garoto fitou a mãe com curiosidade, era impressão dele ou ela estava azeda de dar dó desde ontem?

Shaolin: 'Você não parece a minha mãe!'

Syaoran (fitando-o): 'Claro que sou! Não está vendo? Agora anda logo porque eu estou comde  muito mau humor.'

            Sakura lançou um olhar de reprovação para o marido, que revirou os olhos tentando controlar a irritação.

Syaoran: 'Desculpe, querido. Eu não tive uma noite muito boa por culpa do seu pai.' (ele sorriu de forma vitoriosa para a esposa)

Shaolin: 'Verdade. O papai anda sobrecarregando muito a senhora. Não seria melhor contratar a Miaka por mais tempo?'

Sakura (fechando a cara): 'Ah sim, agora quer uma empregada para a casa?'

Syaoran: 'Claro querido. (ele fez cara de coitadinho) Ontem foi muito cansativo.'

Shaolin: 'Desculpe-me por ter trazido o pessoal.'

Syaoran (levantando-se da mesa e beijando a cabeça do filho): 'Não se preocupe querido, seu pai é que estava muito ruim ontem. Não me ajudou em nada.'

Shaolin (virando-se para Sakura): 'Poxa, pai. Podia ter ajudado-a. Eu a ajudaria se o pessoal não estivesse estudando aqui.'

            Sakura ficou sem saber o que falar, porém quando viu o rosto irônico do marido rindo dela, teve vontade de socar sua própria imagem.

Sakura: 'Vou tirar este pijama.'

            Li acompanhou a esposa saindo da cozinha. Kero desceu logo em seguida para o desjejum. Ele olhou arisco para Li e resolveu começar a comer. Shaolin observava a tudo, sabia que tinha algo errado, mas ainda não havia descoberto o que e pelo visto era claro que seus pais não iam falar. Observou a mãe começando a lavar a louça e fazendo uma cara contrariada, definitivamente sua mãe tinha sido abduzida.

            De repente ouviram um grito alto vindo do segundo andar.

Shaolin (levantando-se da mesa): 'Papai.'

Syaoran: 'Droga!'

            Os dois correram para o primeiro andar acompanhados por Kero.

Shaolin: 'Eu sabia que tinha alguma coisa errada.'

            Li não falou nada estava nervoso demais. Literalmente invadiu o quarto do casal onde viu o seu corpo ajoelhado no chão com as mãos entre as pernas. 

Syaoran (ajoelhando em frente a esposa): 'O que aconteceu?'

            Sakura abriu um dos olhos e fitou o marido. Li podia ver lágrimas de dor se formando nos seus olhos.

Syaoran: 'Por Deus! O que foi?'

Sakura (fitando o filho por trás dos ombros do marido): 'Nada... só um acidente.'

Syaoran (erguendo uma sobrancelha): 'Acidente?'

Sakura: 'Sim... quando eu fechei o zíper.'

            Li arregalou os olhos enquanto Shaolin fez uma cara de dor imaginando o mesmo, involuntariamente levou as mãos entre suas pernas e saiu de fininho do quarto.

Shaolin: 'Vamos Kero... melhor voltar para o café da manhã do que ver isso.'

            Li observou o garoto saindo seguido do bichinho de pelúcia voador.

Syaroan: 'Eu não acredito que você fez isso. O que você fez com ele?'

Sakura: 'Eu não fiz nada... Droga! Isso dói muito!'

Syaoran: 'É claro que dói! Deixe-me ver se ele está bem.'

Sakura: 'Hei, tira a mão daí!'

Syaoran: 'Isso aí é meu! Você podia me mutilar, sabia?'

            Sakura levantando-se e afastando Li.

Sakura: 'Eu estou bem agora. Acho que não machucou muito...'

Syaoran: 'Como assim, não machucou muito?'

Sakura: 'Hei calma! Gosto dele tanto quanto você.'

Syaoran: 'Isso não tem graça, Sakura! Não tem!'

            Ela sorriu para o marido e levantou o zíper da calça jeans com cuidado.

Sakura: 'Vou colocar a blusa verde. Gosto de você de verde.'

Syaoran (saindo do quarto): 'Você é louca em se divertir com isso.'

            Ela o observou saindo do quarto sorrindo, depois fitou a reflexo do marido no espelho e sorriu de lado.

Sakura (fazendo poses ninjas): 'Eu sou o poderoso guerreiro chinês! IAHHHH!'

* * *

            Syaoran parou o carro no estacionamento do colégio. Shaolin beijou o rosto da mãe como sempre e saltou do carro, começando a caminhar em direção aos seus amigos.

Syaoran: 'Boa sorte na prova de matemática.'

            Ele acenou para a mãe e fez um gesto com a cabeça, antes de voltar-se definitivamente para a escola. Li suspirou fundo e pegou o papel que a esposa havia lhe dado. Hoje teria que dar aulas para o jardim II. Ótimo! Como se ele tivesse paciência, saco e jeito com crianças. Tinha que haver uma maneira de se livrar disso.

            Saiu do carro e depois de trancá-lo começou a caminhar em direção à escola.

Voz: 'Oi Sakura.'

            Ele voltou-se para o lado e torceu o nariz para o rosto sorridente do professor de matemática que veio cumprimentar a esposa.

Syaoran (secamente): 'Oi.'

Hojo (sorridente): 'Está de mau humor hoje.'

            "Cara mala", pensou para si. Achou melhor ficar calado, por enquanto.

Hojo: 'Não brigou com o seu esposo, espero?'

            Li virou-se para ele com os olhos em chamas.

Syaoran: 'Estou atrasada.'

            Ele aumentou o passo mas Hojo pegou seu pulso assustando-o.

Hojo: 'Sakura, por que tem sempre me evitado?'

            Syaoran arregalou os olhos. O cara estava flertando com ele?

Hojo: 'Você não vê o quanto  é importante para mim? Eu só penso em você. Eu só sonho com você. Dê-me uma só chance e eu vou mostrar que sou melhor que seu marido.'

            Ele puxou o braço de Li forçando o rapaz dar um passo a frente e ficar mais próximo de Hojo. Li estava em estado de choque. Hojo levantou uma das mãos e passou pelo rosto delicado da mulher por quem era apaixonado.

Hojo: 'Eu gosto muito de você.'

            A resposta dele veio rápido. Li deu um belo soco de esquerda na cara do professor tarado, fazendo-o cair sentado no chão.

Syaoran: 'Seu pervertido! Se chegar perto de mim de novo eu juro que eu te capo!'

            Hojo continuou no chão olhando assustado para a jovem que se afastava rápido enquanto repetia que isso não poderia estar acontecendo com ela. Li entrou na escola e olhou para os lados. Realmente na outra vida ele deveria ter jogado pedra na cruz para merecer um castigo desses.

Syaoran: 'Que cara maluco!'

            Ele começou a caminhar pelo corredor da escola quando viu o seu reflexo no espelho.

Syaoran: 'Espera aí! Ele estava cantando a minha mulher! Sakura me paga se estiver dando mole para aquele cara! Mato ela e ele!'

            Estava com tanta raiva que esbarrou em cheio em outra pessoa que vinha no sentido contrário, não caiu no chão por pouco.

Syaoran: 'Não olha por onde anda, não?'

Voz: 'Hei Sakura, está com TPM hoje?'

            Li levantou os olhos e viu uma bonita mulher a sua frente. Ele tinha visto aquela mulher em algum lugar, só não lembrava de onde.

Chiharu: 'Você não consegue ser menos atrapalhada, não é?'

Syaoran (sorrindo sem graça): 'Você não acreditaria no que está acontecendo.'

Chiharu: 'Não me diga que Hojo foi lhe encher o saco de novo? Eu o vi correndo atrás de você antes de entrar.'

Syaoran (erguendo uma sobrancelha): 'De novo?'

Chirahu: 'Sakura, você precisa ser incisiva com ele. Se um dia seu marido sonha que ele anda lhe cercando, pelo que você me conta dele, vai ter sangue na certa.'

Syaoran: 'Pode apostar. Ah mas se eu o encontro novamente, não vai ser só um soco!'

            Chiharu puxou a amiga até entrarem no banheiro feminino, Li sentiu as faces esquentarem quando olhou o lugar.

Chiharu: 'Você deu um soco no Hojo?'

Syaoran: 'Ele tocou em mim! Fala sério! Aquele cara não tem amor à vida mesmo.'

Chiharu (espantada): 'Ele merecia! Mas o que deu em você? Não esperava uma reação sua desta maneira.'

Syaoran (observando as alunas entrando no banheiro): 'Eu estou um pouco atrasado... da! A gente se fala depois...'

            Ele tentou lembrar o nome da jovem, mas não conseguia. Acho melhor sair logo do banheiro, mas voltou-se rapidamente.

Syaoran: 'Hã... por acaso sabe onde fica a sala do Jardim II-B? Não sei o que deu em mim que não me recordo.'

Chiharu (caminhando até ele): 'Esta situação com o Hojo está lhe deixando perturbada. Imagina se um dia Shaolin descobre que o seu professor de matemática anda paquerando a mãe.'

            Li observou a mulher falando enquanto caminhava pelo corredor em direção, pelo menos era isso que ele esperava, do jardim II-B. Ela parou em frente a uma porta toda colorida.

Syaoran: 'É aqui?!'

Chiharu: 'Sim. Olha, vê se não vai se esquecer da nossa festa semana que vem. E vê se traz o seu marido, tem muita gente querendo conhecer o poderoso empresário Li Syoaran.'

            Ela falou dando risadinhas e deixando Syaoran mais sem graça, se possível.

Syaoran: 'Ele é um homem muito ocupado!'

Chiharu: 'Mas isso não é motivo para não acompanhá-la a uma festa com seus antigos colegas de faculdade. Vai ser bom para o Hojo vê-lo, tente convencê-lo.'

Syaoran: 'Está bem, me convenceu. Eu vou.'

Chiharu: 'Eu sei que você vai! Oras, você tem que ir! O baile sem a rainha primavera não tem graça!'

Syaoran: 'Rainha primavera! Ah que coisa mais cafona!'

Chiharu (depois de soltar uma gargalhada gostosa): 'Bem feito, quem mandou ser a mais popular! Pena que não vamos ter o Rei pois o Yamamoto está preso... falando em Yamamoto! Você soube que ele fugiu da prisão?!'

Syaoran: 'Yamamoto?'

Chiharu (dando um empurrão de leve na amiga): 'Seu noivo, Sakura! Você não está bem hoje mesmo, hem?'

Syaoran (entre os dentes): 'Ex-noivo.'

Chiharu: 'É isso mesmo... bem, como ele é um criminoso perigoso vamos colocar o Makoto para ser o rei primavera, certo?'

Syaoran (arregalando os olhos): 'Makoto? Outro!'

Chiharu (rindo): 'Ai como você é boba! Bem aqui está a sua sala, boa sorte com as pestinhas hoje!'

            Li observou Chiharu se afastando para o final do corredor. Olhou para a porta onde estava escrito Jardim II-B. Uma gritaria de crianças informava a ele porque aquela mulher havia lhe desejado sorte. Suspirou de forma pesada. Abriu a porta e arregalou os olhos para a verdadeira zona que as crianças faziam. Entrou rápido na sala.

Syaoran (desesperado): 'Hei, hei, hei! Que bagunça é esta?!'

            As crianças pararam um segundo observando a professora de educação física. Muitas abriram um sorriso e correram até ela jogando-se em cima da adorada professora. Li não teve reação, literalmente foi derrubado no chão enquanto as crianças caíam sobre ele o abraçando.

Menina 1: 'Professora Li!'

Menina 2: 'Que saudades! Vamos brincar de que hoje?!'

Menino 1: 'De queimada!'

Menina 3: 'Não queimada é muito violento! Vamos brincar de ginasta.'

Menino 2: 'Isso é coisa para maricas! Vamos jogar futebol!'

            Os meninos começaram a gritar futebol enquanto as meninas gritavam ginástica. Li finalmente conseguiu se levantar olhando em pânico para aquelas crianças, as vozinhas delas era simplesmente insuportáveis.

Syaoran: 'Parem... parem todos vocês.'

            As crianças não ligaram continuaram com sua guerra de sexos.

Syaoran: 'PAREM!'

            Com o grito todos pararam e olharam assustados para a professora que tentava se recompor apesar de que o rosto dela parecia que iria engolir qualquer um que começasse a falar. As crianças deram um passo para trás com medo.

Menino 4: 'Acho que a senhora Li foi levada por ETs.'

Menino 5 (ao ouvido do amigo): 'Eles estão invadindo a Terra.'

Menina 6 (que ouvia a conversa): 'Para com isso, seus bobos, não existe ET.'

Menino 4 (virando-se para trás e fitando a garota): 'Você nunca viu ET, não?"

Menina 6 (com posse intelectual): 'Aquilo é um filme.'

            Estava começando a se armar outra discussão, Li foi até eles e parou no meio mandando que parassem com a gritaria.

Syaoran: 'Parem vocês todos! Vamos começar a fazer alguma coisa.'

            Ele tinha que manter aquelas crianças ocupadas ou enlouqueceria nos próximos minutos. Se elas estivessem muito cansadas não falariam nada.

Syaoran (parando com as mãos na cintura): 'Está na hora de transformar esta preguiça em músculos!' (Hehehe alguém ai viu Um tira no jardim de infância! Eu amo esta parte do filme!)

            As crianças arregalaram os olhos para a "nova" professora. Li pegou um apito de um menino e começou.

Syaoran: 'Vamos lá, todos em fila! Vamos correr na quadra de forma ordenada! E sem gritar ou eu juro que vou pendurar um no ventilador de teto!'

            As crianças correram para formar a fila de forma ordenada. Li parou em frente a eles e apitando os guiou até a quadra da escola, na verdade ele se perdeu umas cinco vezes procurando, mas no final achou. Lá, fez as coitadas das crianças correram em círculo.

Syaoran (batendo palmas): 'Vamos lá! Bando de molengas! Vocês são homens ou ratos?'

Menina 7 (parando em frente a ele): 'Eu sou uma menina bonitinha e meiguinha!'

Syaoran (depois de pensar um pouco): 'Mas está com barriga! É horrível uma jovem com barriga! Vamos lá!'

            A menina colocou as mãos na sua barriguinha e olhou de volta para a professora, sorriu de lado e voltou a correr com os outros. Quando todos estavam quase colocando os bofes para fora, Li parou no meio deles pensando no que faria. Só sabia jogar futebol e isso com certeza eles não sabiam ainda, no máximo uma pelada e olhe lá. A outra coisa que sabia era lutar... hummmm talvez pudesse ensinar alguns golpes básicos. A cidade estava cada vez mais violenta, crianças de 5 anos hoje em dia deviam aprender a se defender!

Syaoran: 'Vamos fazer um círculo! Vamos ter uma aula de defesa pessoal!'

            Os meninos se empolgaram e as meninas também. Logo todos estavam com seus olhinhos vidrados na professora que fazia alguns movimentos simples.

Menino 7: 'A senhora Li é ninja!'

Menino 8: 'Legal! Legal!'

Syaoran: 'Agora todo mundo faz o mesmo que eu! Assim, devagar!'

            Li não pode dizer que pelo menos não estava sendo divertido. Ele sempre pensou que não tivesse paciência para ensinar alguma coisa, mas agora explicando para aquelas crianças como fazer alguns golpes bem simples estava começando a rever seus conceitos.

Syaoran: 'Hei você! Flexiona mais estes joelhos! E você menina, levanta estes punhos!'

            As crianças se esforçavam.

Menino 4: 'Olhem! Estou parecendo o Jackie Chan!'

Menina 2: 'E eu, a Jade! IIIIAAAHHH!!!'

            Li sorriu para eles e continuou com sua aula praticamente esquecendo do tempo, só se deu conta de que tinha terminado quando a professora de classe deles foi praticamente buscá-los na quadra da escola. Li desculpou-se inventando que o relógio não estava funcionando direito. Para total desapontamento das crianças e dele próprio teve que finalizar a aula.

Syaoran: 'Vamos lá, discípulos! Todos em fila ordenada! Um bom aprendiz deve sempre fazer o que o grande mestre diz!' (ele se empolgou mesmo! Hehehe Próprio do Li se achar o grande mestre de alguém)

            As crianças levavam a sério isso, rapidinho estavam em fila ordenada. A outra professora olhava a tudo encantada, ela mais do que ninguém sabia como aquelas pestinhas davam trabalho.

Professora (parando ao lado de Li): 'Só você mesma para conseguir fazê-los obedecerem. Não sei como consegue isso.'

            Li fitou a senhora ao seu lado e sorriu rapidamente.

Syaoran: 'Disciplina é tudo.'

Professora (rindo): 'Você é muito querida, senhora Li.'

            "Querida? Isso pegou mal", ele pensou para si, mas tinha que levar em conta que agora era Sakura. Observou a senhora levando a turminha para dentro quando uma menina veio correndo na direção dele. Li abaixou até a altura dela.

Menina: 'Senhora Li?'

Syaoran: 'Sim.'

Menina: 'Eu quero ir ao banheiro, mas não consigo abrir isso daqui...'

            Li arregalou os olhos de leve observando o macacão da menina. Putz, o que faria agora?

Syaoran: 'Por que não pede para a outra professora?'

Menina: 'Ela não tem paciência.'

            Nem ele, principalmente para isso. Ele criou um menino, não uma menina. Meninas eram mais complicadas, mais frágeis... o que faria agora?

Syaoran (levantando-se e pegando a mão dela): 'Vamos procurar uma ajuda especializada nisso, certo?'

            Li caminhou com a menina até o vestiário rezando para encontrar alguém que pudesse lhe ajudar, porém não encontrou ninguém.

Menina (puxando a mão dele): 'Eu estou apertada...'

Syaoran: 'Ok, ok... (respirou fundo) Vamos lá.'

            Ele entrou no banheiro e abaixou-se para abrir as fivelas do macacãozinho da menina. Ela entrou na cabine enquanto Li ficou esperando pensando no que mais faltava lhe acontecer.

Menina: 'Senhora Li.'

Syaoran: 'Já acabou?'

Menina: 'Sim.'

Syaoran (franzindo a testa): 'E o que está esperando para sair?'

            Ele virou-se para ela que ainda estava sentada no vazinho.

Syaoran: 'Ah não! Acho que você já é bem grandinha para isso, não é?'

            Ela balançou a cabeça negando. Li abaixou o rosto com uma cara de nojo, realmente mais nada podia acontecer com ele hoje.

* * *

            Depois que dar aula para quatro turmas, agüentado mais de 100 crianças o chamando de senhora Li o tempo todo, ele pode sentar e tentar relaxar.  Cara, ser professora era uma profissão muito pesada, pensou para si, sentindo as costas doendo. Ficar carregando crianças para cima e para baixo durante quase todo o dia não era nada fácil. Prometeu que tentaria ser mais compreensivo com a esposa a partir de agora. Olhou para o relógio e viu que dali a menos de três horas tudo voltaria ao normal. Ele não via a hora de estar de volta no seu corpo. Nunca pensou que sentiria tanta falta dele. Passou a mão pelos cabelos e os viu compridos e suados pelas suas atividades intensas. Desamarrou o rabo e o prendeu novamente no alto da cabeça, isso era um saco. Tinha vontade de cortar, mas não podia negar que era delicioso passar os dedos pelos cabelos sedosos da esposa. Balançou a cabeça de leve para dissipar pensamentos lascivos.

Voz: 'Oras, oras... como vai minha querida Sakura?'

            Li franziu a testa e virou-se para trás. Encarou Taiki a sua frente, estava mais velho e bem mais acabado. Pelo jeito os anos de prisão não foram tão generosos com ele. Ao lado dele estava um outro homem, que parecia nervoso e assustado em vê-lo, ou melhor, em ver a esposa. Li teve a impressão de já o conhecer, mas não se recordava da onde.

Seiya: 'Sakura?'

Taiki: 'Você conhece esta vadia?'

Seiya: 'Hei olha como fala da minha noiva, Key!'

Taiki (depois de uma gargalhada): 'Noiva? Então a vadia do Li era a sua noiva?'

            Li deu um passo para trás, aqueles dois ali com certeza não queriam dar boas vindas para ele ou para a esposa, no caso. Chiharu havia comentado que o ex-noivo de Sakura havia fugido, porém não imaginava que Key Taiki também havia fugido e que estava combinado com ele.

Taiki (apontando uma pistola): 'Calma aí, querida. Onde pensa que vai?'

Syaoran: 'Você só se acha homem usando arma de fogo, não é Key?'

            Taiki franziu a testa e levantou a mão para bater no rosto dela, mas foi impedido por Seiya.

Seiya: 'Não ouse tocá-la, Key.'

            Oras então o ex-noivo de Sakura ainda era um apaixonado, Li pensou para si, mas não podia recriminá-lo, como esquecer ou deixar de amar um anjo como a esposa? Porém esta defesa de Yamamoto lhe deu a oportunidade de tentar fugir, estava no corpo da esposa, isso reduzia sua força quase a um terço. Não tinha como lutar contra Taiki, mesmo que sua vontade fosse justamente esta.

Taiki: 'Parada! Ou eu juro que atiro!'

            Ele não ia atirar e se atirasse, o idiota do Seiya não permitiria. Li continuou a correr pelo pátio da escola, ainda bem que o condicionamento físico de Sakura fazia-o pelo menos ser rápido.

Taiki: 'Você viu o que fez, idiota?!'

Seiya: 'Ela é minha noiva!'

Taiki: 'Ela casou com outro, sua besta! Eu quase dormi com ela antes de ir para a cadeia! Ela não passa de uma vadia.'

Seiya: 'Cala a boca! Ela é um anjo!'

            Os dois já estavam quase se pegando, mas agora que foram descobertos tinham que pensar primeiro na sobrevivência. Sakura já os havia visto, teriam que pegá-la de qualquer maneira. Correram atrás dela.

            Li entrou dentro no vestiário vazio. Ele podia ir para a escola pedir ajuda, mas isso colocaria em risco a vida das crianças ou as assustaria. Escola deveria ser um lugar seguro, e assim ele gostaria que elas continuassem a ver. Olhou em volta procurando alguma coisa para se defender quando encontrou um bastão de beisebal. Com aquilo era capaz de se defender, mesmo tendo agora apenas a força da esposa, poderia dar uma pancada na cabeça dos dois e fazendo eles fazê-los ficarem desacordados. Então depois chamaria ajuda.

            Ouviu passos e as vozes masculinas se aproximando. Encostou-se mais ao armário do vestiário e apertou a taco entre as mãos. Tentava controlar a respiração para não despertar a atenção deles. Pelo reflexo na parede de azulejos viu a aproximação deles. Taiki vinha à frente com a arma em punho. Era um covarde mesmo. Era macho apenas para bater em mulheres e usar arma de fogo, sem ela, era um idiota.

            Passaram por ele e assim que Seiya lhe deu as costas, foi com tudo para bater neles, porém um grupo de jovens entrou na mesma hora olhando assustado para os bandidos.

Taiki: 'Parado todos senão eu atiro em todo mundo!'

            Li arregalou os olhos vendo aqueles jovens. Droga eram todos da turma do filho.

Shoichi: 'Ai caramba...'

            Li olhou para trás rapidamente e pode ver os olhos assustados de todos, porém um deles lhe prendeu a atenção, eram os mesmos olhos verdes esmeralda da esposa.

Shaolin (caminhando a frente): 'Mamãe...'

Taiki: 'Oras, então eu vou pegar a esposa e o filhinho de uma só vez.'

Syaoran: 'Encoste nele e eu juro que não o deixo  escapar com vida daqui, Key.'

            Taiki fitou rapidamente Sakura que segurava ainda o taco de beisebol. Franziu a testa vendo a expressão de raiva dos olhos dela, será que estava tão louco que via o desgraçado do Li até naqueles belos olhos verdes?

Taiki: 'Abaixa isso, senhora Li ou eu atiro prá valer. E no garoto primeiro.'

Shaolin: 'Quem são vocês?!'

Syaoran: 'Shaolin, fica fora disso. (ele jogou o taco no chão aos pés de Taiki e o encarou) Eu vou com vocês, mas deixem o garoto.'

Seiya (pegando o braço de Li e o puxando para se aproximar de Key): 'Vamos embora, Key. Já a pegamos.'

Taiki (apontando a arma para o menino): 'Acho que vou deixar um recado meu para o senhor Li.'

            Li arregalou os olhos vendo a expressão de Key, não permitiria que matassem o filho na sua frente. Sem pensar deu um chute tão forte no abdômen de Taiki que o fez se dobrar ao meio. Seya o puxou com força para se afastar de Taiki pois Li o chutaria novamente.

Syaoran: 'Corram daqui! AGORA!!!'

            Shaolin não pensou, fez o contrário do que a mãe havia pedido. Correu até Taiki o chutando com força no rosto. Li arregalou os olhos vendo a reação do filho e tentou ir até ele, mas Seiya que ainda o segurava empurrou-o contra a parede. Taiki olhou com raiva para o garoto a sua frente. Agora era que o mataria com prazer. Shaolin avançou na direção dele mais foi golpeado com força no rosto caindo no chão.

Syaoran: 'Covarde!'

            Ele deu um soco em Seiya que tentava segurá-lo e correu para ajudar o filho. Key estava pronto para chutá-lo sem piedade. Ele se jogou em cima de Key derrubando-o no chão.

Syaoran: 'Vá pedir ajuda agora, Shaolin! É uma ordem!'

            O garoto levantou ainda observando a mãe tentando lutar contra o bandido, mas sabia que não teria chances, precisava pedir ajuda. Tinha que ligar para o pai.

            Li sentiu-se aliviado ao ver o garoto saindo do banheiro. Quando estava se levantando, sentiu o cano da arma pousado na sua cabeça.

Seiya: 'Não me obrigue a usar isso, querida.'

            Ele ia reagir, pois sabia que o idiota não atiraria, mas Taiki já tinha se levantado e lhe deu um tapa forte no rosto obrigando-o a praticamente virar o rosto. Com aquele corpo, era incrível como parecia que as coisas doíam mais.

Taiki (tentando se recuperar do golpe): 'Vadia.'

Saiya (nervoso): 'Vamos embora. As crianças vão chamar a polícia.'

Taiki (olhando com fúria para Li): 'Prenda as mãos desta vagabunda logo.'

            Li se levantou e encarou os dois a frente dele, porém logo Key encostou o revólver em sua cabeça. Se ele estivesse no seu próprio corpo não se importaria de lutar, mas no corpo da esposa não podia agir. Deixou que Seiya prendesse suas mãos para trás e o arrastasse em direção ao carro da dupla.  Jogaram-no dentro do porta-malas. Ao longe podia ouvir a sirene da polícia, tentou gritar e bater na tampa, mas foi em vão. Em poucos minutos deixou de ouvir as sirenes.

Syaoran (entre os dentes): 'Incompetentes...'

            Ficou por quase meia hora dentro daquele cubículo, quando finalmente sentiu que o veículo parou. Logo a claridade invadiu seus olhos e o ar fresco seus pulmões. Com uma cegueira momentânea não percebeu quem o puxou para fora do carro, mas logo viu o rosto de Yamamoto. O idiota sorria para ele. Olhou em volta e viu que estava em frente a uma mansão afastada do centro de Tóquio, por que será que teve a impressão de já ter visto aquela mansão abandonada antes? (Ele está observando a Mansão que era de Seiya, a mesma que ele encontrou a imagem da Sakura dormindo com estezinho aí. Recordaram?) Seiya o puxou pelas roupas em direção a mansão o empurrando para dentro de um quarto qualquer. Li olhou em volta e teve a certeza de que a residência realmente estava abandonada, pois os móveis estavam todos coberto com lençóis brancos, sujos de poeira, nos cantos havia teias de aranha e as paredes estavam encardidas.

Taiki: 'Bem vinda ao seu novo e último lar, senhora Li.'

Seiya: 'Não vai matá-la! O trato foi matar apenas Li.'

Taiki: 'Ela também me mandou para a cadeia.'

Seiya: 'Mas não vai encostar nela, Key. Eu já disse que ela é minha noiva.'

Taiki (perdendo a calma): 'Ela é casada com aquele desgraçado! Tem até um filho com ele!'

Seiya (descontrolado): 'PARE! Você mata o tal Li, ela vai ficar viúva e vai casar comigo, não é Sakura? Finalmente será minha esposa, não é?'

            Li olhou para o homem. Ele se ajoelhou a sua frente e tocou no seu rosto de forma delicada.

Seiya: 'Você continua tão linda... tão delicada...'

            Era só impressão ou o cara era maluco pela sua esposa mesmo? Droga, isso é que dava estar casado com aquela mulher! Um dia sendo Sakura e já tinha sido cantado por dois homens! Afastou-se dele tentando não falar nada, era melhor que achassem que ele estivesse com medo como uma mulher qualquer, aí relaxariam e finalmente ele podia tentar fugir novamente. Porém Yamamoto fez o que ele não esperava, o agarrou pelos ombros e tocou sua boca na dele fazendo Li arregalar os olhos, sem reação.

Continua.

N/A:

Olá Pessoal!

Nossa como eu fui má com o nosso tudo de bom neste capítulo, não? Hehehe Aposto que depois desta confusão toda, ele irá, não só ver a esposa diferente, como a vida de outro ângulo! Sabe acho que todo homem deveria se submeter a uma experiência desta! Aposto como eles começariam a tratar suas companheiras como rainhas! Vou conversar com a Sakura para ver se rola dela me emprestar o poder de troca! A minha primeira cobaia será o Felipe! Hehehe Pensando melhor... acho que isso será traumatizante demais para ele, acho que ele não sobreviveria a um dia em minha vida! Hehehe

Quero mandar um beijo para todos que estão acompanhando esta enorme história. Espero estar agradando a todos. Algumas pessoas perguntaram pela Marie. Olha gente, tem muitos personagens legais mas não dá para falar de todos ao mesmo tempo, mas cada um deles terá um papel importante na história e em determinada parte roubarão a cena. Agora os personagens principais são Sakura e Syaoran. Mesmo mais velhos...

Syaoran: Velho não! Maduro!

Certo... mesmo mais maduros eles não deixarão de ser os protagonistas da série.

No próximo capítulo a reação do poderoso guerreiro chinês ao seu primeiro beijo "diferente" HAHAHAHAHA

Syaoran: Kath! Vc é louca? Vc tem amor à vida, garota?

Kath: Hei Syaoran, não precisa ficar nervoso.

Syaoran: Como, não? Vc fez um homem me beijar! Esta foi a minha primeira experiência homossexual!!!

Kath: Meu querido tudo de bom, vamos ser sinceros... vc ficava bem vermelhinho quando via aquele... argh... abominável goiabinha das trevas, não é?

Syoaran: Hei hei hei! O que vc pretende fazer? Colocar em dúvida a minha sexualidade?! Eu sou muito macho, está me ouvindo! Dá uma contada em quantas mulheres gostosas eu tracei só em Feiticeiros?

Kath: Syaoran! Cala a boca! Senão eu vou acabar com a sua reputação! No próximo capítulo vou começar assim: Syaoran olhou assustado para Seiya, apesar da situação ser inusitada não pôde deixar de pensar que os lábios do ex-noivo da esposa eram maravilhosos!

Syaoran (enfurecido): KATH!!!!!!! Isso não se faz! Eu vou contratar o Ri e abrir um processo contra você por danos morais! Vc vai desejar nunca ter escrito sobre mim!

Kath (rindo-se): Ah que isso, Syaoranzinho... vc é meu herói! Sabia que esta é a tendência do mundo moderno?

Syaoran: Kath Kath Kath... vc está brincando com o que não se deve...

Kath: Faremos o seguinte eu quero que vc me dê um super beijo para provar se vc é homem ou não! Eu como escritora vou ser imparcial e vou julgar então se o seu beijo é realmente de homem, o que vc acha?

Syaoran (cruzando os braços): Isso é chantagem! A Sakura não vai gostar nada de saber da sua proposta indecente. E muito menos o Felipe!

Kath: Eles não precisam saber hehehe

Syaoran: Está certo... está certo... tudo pela minha masculinidade!

Kath (rindo como uma boba): Homens... é só mexer com o brio deles que fazem tudo que vc pede! Vamos lá, Syaoran... eu quero AQUELE beijo! Se me der um mixuruca vou fazer ainda vc ficar doido pelo Seiya! Hehehe

Syaoran: Como vc é dissimulada...

            Syaoran aproxima-se de Kath que está nervosa demais, muito nervosa, terrivelmente nervosa e para variar começa a rir como uma idiota! Eu detesto quando isso acontece comigo! Estou prestes a beijar o tudo de bom do Li e fico rindo como uma palhaça de nervoso.

Syoaran: Ah assim não vai dar!

Kath (tentando parar de rir): Hei eu preciso de um tempo...

Yukito: Hei Kath porque está rindo desta maneira? Aposto como finalmente me matou no seu fic, não é?

Kath (parando de rir e olhando de forma assassina para Yukito): Ainda não. Coisas muito piores acontecerão com você goiabinha das trevas...

Syaoran: Poxa Kath, pq vc tem tanta raiva assim do Yukito? O cara é gente boa!

Kath: Olha Syoaran, se vc tentar protegê-lo vou fazer vc dormir com o Seiya!

Syaoran: Vc tem razão oh querida Kath... ele é muito chato! Foi mal aí Yukito, mas eu tenho que prezar pela minha imagem...

Yukito: Tudo bem... mas olha só, o Shyrai me deu uma descarga de choque que no final fez muito bem a minha pele! Pareço até mais jovem! O Touya disse que eu fiquei muito bem!

Kath (enfurecida): AHHHH Cala a boca! Não ouse falar do Touya!!!! Syaoran! Acaba com o goiabinha senão eu sou capaz de cometer uma loucura!

Syaoran: Olha eu não tenho nada haver com isso!

Kath: Homens... segunda lição de hoje, meninas... nunca peçam para um homem fazer algo que vocês mesmas podem fazer... (Kath pegando o taco de beisebal e tacando com força na cabeça do Yukito). MORTE AO GOIABINHA DAS TREVAS!!!!

Kathbeijos para todos!

Syaoran: Só um PS.... Kathbeijo é sacanagem! Como vc pode fazer isso com os seus leitores? Isto é ridículo!

Kath (parando de golpear o Yukito e olhando para Syaoran): Vc quer apanhar tb?

Syaoran: Eu sou o poderoso guerreiro chinês... vc não é ameaça para mim...

Kath (cerrando os olhos em Li): Já te mandei um monte de vezes para o hospital, tem certeza que vc quer mexer comigo, Syoaran?

Syaoran (depois de pensar um pouco): Olha Kath! O Yukito está levantando de novo! Acerta ele!

Comentário da Rô:

Hihihihihi....sabe, eu acho que o Touyazinho não iria gostar nadinha dessa beijoca, ainda bem que não rolou, pq eu ia ter que chamar o lindinho p dar um jeito em vcs dois.....aiai...ia ser o maior barraco, pq o Touya aceitou na boa o Li com a irmã dele, em SB, claro, mas ver o Syaoran lascando umas beijocas na Kath...tisc tisc....ele ia pirar.....mas isso é aparte....

Oi pessoal...esse capítulo ficou hilário.... quando a Sakura no corpo do Syaoran machucou o instrumento do Li, eu ri muito..... gente a Sakura tá aproveitando, não tá não? Que mulher safada ela tá me saindo...

No meio da fic eu já fui perguntando p Kath se os dois safados iriam seqüestrar a Sakura no corpo do Li...ahahah....eu já queria ver muito sangue, nos bandidos claro, mas a Kath não é tão apressada quanto eu..... mas eu espero....não muito, é claro....

Mas esse final...ahahah...coitado do Syaoran, eu não sei, mas nas histórias da Kath ele sempre sai perdendo, acho que um dia vou fazer uma pesquisa nas fics dela p ver quantas vezes o Lobinho foi parar no hospital ou se ferrou de alguma outra maneira...ele ganha de longe.....

Lally, talvez eu tivesse conhecido a Kath por outras vias, mas vc é que, bem dizer, nos apresentou...só temos a te agradecer.

Diana.....hihihihi...realmente o primeiro Feiticeiros era sofrível...ahahah....ai Kath perdoa, a gente ainda dá um jeito nele.....eheheheh..... não que eu seja 100% na revisão, mas acho que dei uma ajudinha....eheheheh.....

Pessoal, o blogg meio que está de férias, digamos assim.....a Patty provavelmente está com problemas no PC, por isso ela deu uma sumida, e eu estava atolada de serviço e lendo Harry Potter 5, pq eu sou obcecada, qdo eu pego um livro eu não paro enquanto não chego no final, mesmo já tendo lido pela internet....a Kath me chamou de doente....e o pior é que eu sou mesmo...acreditam que eu andei revisando HP5?.....sério, nunca li um livro com tantos erros de ortografia, digitação ainda vai....mas convenhamos, me deu a impressão que eles traduziram às pressas....mas eu estava falando do Blogg né?....convivência com a Kath...hihihih....pois eu sumi, mas voltei, se bem que vou dar um tempo nos resumos, essa semana termina a primeira fase de Saint Seiya, e InuYasha já começou com as reprises.....mas vou procurar dar um alô todos os dias.

Era isso.....

Beijocas aos fãs da Kath

Voltando as notas da Kath e do revoltado Syoaran:

Syaoran: Ah isso é verdade, Rô! Cara a Kath me mandava para o hospital mas tb mandava para o cemitério a língua portuguesa!

Kath (parando novamente de golpear Yukito): Syaoran! Acho que é vc quem perdeu a noção do perigo nestas notas!

Syaoran: Kath minha querida escritora, a verdade deve ser dita mesmo que seja muito dolorosa. Vc é péssima em português! Coitado do seu professor... Pode falar, vc colou no vestibular em português, não é?

Kath (apertando mais forte o taco de beisebal): Meu lobinho, meu lobinho... você está fazendo eu perder a minha pouca paciência...

Syoaran: Nossa, como o Ren anda lhe influenciando! Agora deu para ficar nervosinha e irritada por tudo!

Kath: Não coloca o meu Ren saradinho no meio!

Syoaran: Kath os defeitos devem ser ditos para que vc possa conserta-los! A Diana tem razão e olha ela é uma leitora. Os leitores sempre tem razão.

Kath: O que há com você hoje, hem? Meteu-se nas minhas notas e agora fica me enchendo o saco!

Syaoran (entre os dentes): Culpa sua! Eu agüento tudo Kath, ir para o hospital, ver a minha Sakura com outro cara, ir para o mundo das trevas, até falar frases sem sentido pq vc comeu uma palavra ou algo assim, mas agora beijar outro cara... fazer outro cara encostar a boca nojenta dele na minha... isso, Kath, isso é desumano!!!

Yukito (estrebuchado no chão): Hei eu posso falar?

Kath: NÃO!!!