POIS É, AQUI ESTA O CAPITULO COMO PROMETIDO ATÉ SEGUNDA FEIRA, PEÇO DESCULPAS POR TER POSTADO TÃO TARDE, MAS É QUE FIQUEI O DIA INTEIRO COM CÓLICA E SE TEM ALGUMA MENINA LENDO ISSO SABE QUE A ÚNICA COISA QUE QUEREMOS QUANDO ESTAMOS NESSA SITUAÇÃO É DEITAR E DORMIR, TENTAR ESQUECER A DOR DE TODAS AS MANEIRAS.
CAPITULO TREZE
Carlinhos ajudava a mãe a arrumar um colchão no chão de seu quarto, antes de ir embora para a Romênia, ele quis fazer o quarto perfeito para si então aumentou drasticamente o tamanho do cômodo, a cama ficava no centro do lugar e bem longe da porta, em uma das paredes tinha uma cômoda e na outra um sofá que ele costumava usar quando estava estudando dragões, a estante estava coberta por livros e algumas fotografias da sua época em Hogwarts, em todas as fotos estavam ele, Tonks e Gui, rindo de alguma coisa ou até mesmo de Tonks que nesses momentos ficava com os cabelos vermelhos de vergonha.
— Como esta sendo morar com Helena? — Perguntou Molly para o filho que foi tirado de seus pensamentos ao estar olhando para as fotos em que estava sempre sorridente.
— Normal. — Falou Carlinhos dando de ombros.
— Não quer mesmo dormir no sofá? Seria melhor que ficar no chão, filho. — Falou Molly preocupada com o filho que negou com a cabeça.
— Mãe, o chão é bem mais confortável para mim e será apenas por uma noite mesmo, quer dizer, apenas por algumas horas. — Falou Carlinhos sorrindo — Não precisa ficar preocupada, sabe que sei me cuidar e ficarei bem, sem contar que não correrei o risco de cair no chão.
— Sabe, fiquei um pouco surpresa por você estar cedendo a cama para a Helena, quando foi embora disse que não queria que ninguém dormisse no seu quarto. — Falou Molly.
— A Helena é diferente, ela é gestante. — Falou Carlinhos sorrindo.
— Olha isso, guardei o seu dragão de pelúcia, costumava dormir apenas com ele, parece que as criaturas que cospem fogo sempre chamaram a sua atenção. — Falou Molly sorrindo largamente ao abrir a ultima gaveta da cômoda e pegando um dragão de pelúcia.
— Eu até imagino a cena, um pequeno ruivinho dormindo abraçadinho com um dragãozinho de pelúcia, pedindo para ele zelar seus sonhos. — Falou Helena aparecendo na porta.
— É, talvez eu goste de algo que cuspe fogo. — Falou Carlinhos olhando para Helena significativamente, aproveitando que estava de costas para sua mãe — E você, o que tinha quando criança para zelar seus sonhos? — Perguntou Carlinhos.
— Minha mãe prometeu me dar uma boneca que se parecia com a minha mãe e eu ganhei, ela dizia que aquela boneca representava a minha mãe, que eu poderia falar com a boneca e que minha mãe me responderia pelos meus sonhos. — Falou Helena sorrindo enquanto andava até Molly e pegava o dragão, se sentou na cama do ruivo enquanto observava o bichinho em suas mãos e apertada algumas regiões como o rabo da pelúcia, abraçou o dragão com carinho o que agradou Carlinhos e Molly que observavam a cena — Eu deixei a minha boneca no Brasil, a Adriana dizia que eu era a cara da minha mãe então eu achei que se a boneca ficasse lá ela nunca se esqueceria de mim.
— E por acaso alguém que te conheça consegue lhe esquecer? — Perguntou Molly se sentando ao lado da morena que sorriu para ela.
— Me diga, que anjo lhe deu essa qualidade? — Perguntou Helena.
— Que qualidade? — Perguntou Molly confusa.
— A de conseguir ser carinhosa com todo mundo. — Falou Helena fazendo com que Molly sorrisse envergonhada, já ouvira aquelas coisas tantas vezes e ainda tinha a mesma reação de ficar envergonhada.
— Bom, eu não sei, mas eu vou descendo e fique a vontade meu amor, caso o Carlinhos faça alguma coisa é só gritar ou ir me chamar. — Falou Molly rindo ao ver a cara de indignado do filho ao ouvir aquela forma de falar dele.
— Esta vendo, ela é apenas carinhosa com as pessoas que estão fora da família sanguínea, já com os próprios filhos, ela fala dessa forma. — Falou Carlinhos para a mãe que gargalhou.
Carlinhos ficou olhando para a porta por onde sua mãe tinha sumido, fazia tanto tempo que não se sentia em casa, parecia completamente diferente estar na casa dos seus pais apenas com eles do que estando com Helena junto.
— Cama confortável. — Falou Helena sorrindo enquanto observava a arrumação da cama com vários cobertores e até mesmo dois travesseiros — Seu quarto é diferente.
— Todos os quartos ficam diferentes depois que nos tornamos maiores de idade, parece ser um costume da família, minha mãe sempre diz que podemos ter o quarto que quisermos depois que nos tornamos de maior, por isso eu resolvi mudar, ele era um ovo, acredite. — Falou Carlinhos sorrindo e se sentando ao lado da morena.
— Poderia fazer uma divisória? Pra eu poder me trocar? — Perguntou Helena para o ruivo que riu.
— Eu já te vi nua, isso é vergonha? — Perguntou Carlinhos sussurrando enquanto inclinava seu corpo para frente e assim ficava mais perto da morena para que ela pudesse escutar suas palavras.
— Eu não tenho vergonha do meu corpo, apenas não gosto que fiquem me olhando enquanto me troco. — Respondeu Helena sussurrando e fazendo o mesmo movimento que o ruivo.
— Você tem motivos suficientes para não ter vergonha. — Falou Carlinhos se aproximando e a beijando delicadamente, um beijo que não foi aprofundado e que nem seria, foi algo como um ponto final na conversa, como se Carlinhos dissesse para que Helena ficasse quieta e fizesse o que os dois queriam.
Helena tocou Carlinhos na lateral do rosto como um leve carinho que os fez se separar e deslizarem seus narizes um no outro de olhos fechados, mas tiveram que se separar ao ouvirem passos, Carlinhos aproveitou que Helena estava na cabeceira e se sentou na outra extremidade da cama.
— Eu vim trazer o Teddy para se despedir. — Falou Tonks aparecendo na porta e olhando para os dois atentamente, o menino entrou no quarto correndo e pulou em cima da cama indo até Helena e a abraçando fortemente.
— Tia Helena, mamãe falou que você vai viajar. — Falou Teddy se sentando de frente para ela e a olhando com os olhos esperançosos.
— É sim, eu vou viajar, vai sentir a minha falta? — Perguntou Helena.
— Sim, vai trazer presente para mim? — Perguntou Teddy sussurrando para a morena que olhou brevemente para Tonks que ainda estava na porta, sorriu e logo tratou de falar com o menino.
— Sim, eu vou trazer um presente bem bonito para mim, mas só se você mostrar a lingüinha para o tio Carlinhos. — Falou Helena para o menino que sorriu e olhou para Carlinhos, mostrando a língua para ele que arregalou os olhos de surpresa — Mas é só pra mostrar a língua dessa vez, tudo bem? Não pode mostrar mais.
— Ta bom, boa noite Dinda. — Falou Teddy beijando a mulher no rosto e indo até a mãe — Tchau tio Carlinhos.
— Como vai embora? — Perguntou Helena.
— O Teddy já esta autorizado a poder usar pó de flu, então vamos pela lareira, até outra hora e se não nos virmos até quando você for, lhes desejo uma boa viagem. — Falou Tonks sorrindo para o casal que fez o mesmo.
— Tchau Tonks. — Falou Carlinhos para Tonks que assentiu e deu um leve tchau com a mão, sumindo da vista dos dois logo em seguida.
— Hora de me trocar, já imaginava que dormiríamos aqui? — Perguntou Helena confusa enquanto fechada a porta do quarto e ficava na frente da mesma para caso alguém tentasse abrir, abriu a mochila que segurava e pegou seu pijama que era o conjunto de uma blusa de manga comprida de cor cinza que ficava grande em seu corpo e o short de cor preta que ficava colado ao corpo, iria colocar a blusa primeiro aproveitando que era grande o suficiente para quase tapar seu bumbum e enquanto a blusa tampava sua intimidade ela colocou o short.
— Lindinho. — Falou Carlinhos ao ver ela completamente vestida com o pijama — Sim, eu sabia que acabaríamos dormindo aqui.
— Mas o que você tem em mente? — Perguntou Helena se aproximando da cama e se sentando na mesma.
— Como assim? — Perguntou Carlinhos.
— Eu sei que você esta pensando em alguma coisa, que você vai me fazer ir com você em algum lugar ou fazer alguma loucura. — Falou Helena fazendo com que o ruivo risse.
— Talvez você me conheça bem, mas não contarei agora, espere todos dormirem e ai podemos ir, então agora deita e finge que esta dormindo, vou ter que deixar a porta aberta porque se não podem desconfiar de algo. — Falou Carlinhos se levantando e indo até a cômoda — Ainda tenho roupas aqui. — Falou Carlinhos pegando uma calça de moletom preta, ele aproveitou que a porta estava fechada e tirou a camisa que usava enquanto com os pés mesmo tirava os tênis.
Helena mais uma vez deixou seu queixo cair ao ver todos os músculos de Carlinhos se alongarem quando o ruivo esticou os braços para poder tirar a camisa, observou atentamente às coxas grossas dele ao vê-lo tirar a calça que vestia e colocar o moletom.
— Carlinhos. — Chamou Helena ao ruivo que olhou como se esperasse que ela dissesse alguma coisa — Você jogava Quadribol na época da escola? — Perguntou Helena ao ruivo que assentiu enquanto ia para o colchão que estava no chão, pronto com cobertores e travesseiros.
— Jogava como apanhador, por quê? — Perguntou Carlinhos confuso e se deitando no colchão no chão, ele bufou de raiva por ter se esquecido de abrir a porta, pegando a varinha e fazendo um aceno fez com que a porta se abrisse por completo.
— Olivio Wood já me disse que você era tão bom no Quadribol que poderia jogar na seleção, então eu me pergunto, porque não fez isso? — Perguntou Helena se deitando de lado enquanto olhava para Carlinhos, esperando que ele explicasse.
— Eu simplesmente não queria tentar algo na seleção porque não queria o Quadribol como algo profissional, eu queria algo diferente, algo que eu não pudesse fazer na escola talvez. — Falou Carlinhos sorrindo — Mas de onde você conhece Olivio Wood?
— Eu já sai com ele, até que foi legal e ele beija bem. — Falou Helena rindo.
— Eu não preciso ficar sabendo dos detalhes. — Falou Carlinhos como se fosse obvio.
— Eu não dei detalhe algum, apenas estou elogiando ele, mesmo que ele não possa escutar. — Falou Helena dando de ombros.
— Tem mais alguém que você já saiu e eu ainda não saiba? — Perguntou Carlinhos.
— Eu já sai com varias pessoas, Carlinhos. — Falou Helena.
— Não, eu quis dizer alguém que eu conheça, ao menos alguém próximo a mim que seja no mínimo meu amigo ou já foi. — Falou Carlinhos fazendo com que Helena ficasse em um silencio instantaneamente, ele se sentou e olhou para a cama e a viu estar séria e pensativa — Esta pensando numa resposta ou nem vai responder?
— Não vou responder. — Falou Helena.
— A pessoa é tão próxima assim? — Perguntou Carlinhos surpreso.
— Não quero falar sobre isso, não gosto de falar sobre a minha vida pessoal. — Falou Helena olhando diretamente para os olhos azuis do ruivo que a encarava.
— Você disse que já saiu com o Olivio e ainda assim por cima me diz que não gosta de falar sobre sua vida pessoal? Eu sou uma pessoa tão ruim assim para você não confiar em mim? — Perguntou Carlinhos se deitando em seu colchão enquanto Helena mais uma vez ficava em silencio.
— Acha que todos já estão dormindo? — Perguntou Helena mudando de assunto.
— Porque não vai até a porta e verifica se as portas dos quartos acima estão fechadas, também olhe para a porta do quarto do Jorge que fica no andar de baixo, da pra ver se esta aberta e se estiverem todas fechadas pode fechar a porta. — Falou Carlinhos sussurrando para a morena que suspirou e se levantou, a observou ir até a porta e olhar para cima e depois para baixo, pelo jeito as portas estavam fechadas já que ela fechou a porta atrás de si.
— Onde fica o quarto da sua mãe? — Perguntou Helena pegando seu travesseiro e colocando na beirada do colchão de Carlinhos, o ruivo ficou confuso por aquela reação dela e foi um pouco para o lado ao vê-la se abaixar e deitar-se ao seu lado.
— Perto do da Gina, os quartos estão de acordo com a chegada dos filhos, a única coisa que esta fora de ordem é o Rony que dorme lá encima, ele sempre foi um pouquinho mais isolado. — Falou Carlinhos ainda confuso, a morena ao invés de deitar-se em seu peito se deitou de costas para ele, já iria perguntar do porque daquilo quando ela pegou um de seus braços e passou por cima de sua cintura — Isso é um pedido para eu te abraçar?
— Você é muito lerdo. — Falou Helena.
— Disse a Srta. Bipolar. — Retrucou Carlinhos.
— Eu não sou bipolar e onde foi que você arrumou que eu sou? — Perguntou Helena se virando e ficando de frente para o ruivo, ele ficou em silencio enquanto a puxava para mais perto do próprio corpo definido.
— Quando voltamos para o apartamento você não quis nem mesmo que eu lhe tocasse, estava brava comigo e quando acordou pediu para eu tomar banho com você, isso não é ser bipolar? Uma hora esta brava comigo e na outra quer carinho? — Perguntou Carlinhos.
— Você quer que eu fique brava com você? Tudo bem. — Falou Helena tentando se distanciar dele, mas o ruivo apenas virou seus corpos ficando por cima dela, uma das pernas do ruivo estava entre suas pernas a segurando ali.
— Não quero que fique brava, só quero escutar. — Falou Carlinhos.
— Não está escutando o que eu disse agora a pouco? — Perguntou Helena confusa.
— Quero saber do porque de você ter ficado brava comigo, sabe que eu responderia qualquer coisa que você perguntasse então porque você não pode fazer o mesmo? — Perguntou Carlinhos.
— Porque eu não tenho nada pra falar. — Falou Helena.
— Admite que você estava com ciúmes. — Falou Carlinhos fazendo com que Helena ficasse assustada com aquela afirmação, ele poderia estar falando qualquer coisa, mas ciúmes? De onde ele tirou isso?
— Eu não estava com ciúmes de você. — Falou Helena o empurrando, ela estava pronta para se jogar na cama e ficar longe dele quando foi deitada sob o móvel e Carlinhos deitou-se por cima de si — Dá pra parar de ficar fazendo isso.
— Fazendo o que? — Perguntou Carlinhos sorrindo.
— Ficar se jogando em cima de mim. — Respondeu Helena irritada.
— Não gosta de ficar embaixo? — Perguntou Carlinhos.
— Não, eu não gosto. — Falou Helena ficando confusa logo em seguida ao ver o sorriso de Carlinhos se aumentar mais ainda, ela já iria perguntar o motivo daquilo quando ele girou seus corpos e ficou por baixo.
— Ótimo, agora você pode ficar por cima, pare de ser tão orgulhosa, eu não sou um brinquedinho que estará disponível para você quando bem entender, uma hora não me deixa dormir com você e no mesmo dia quer que eu lhe abrace enquanto dorme? A confusão que há dentro de você é tão grande quanto seus seios. — Falou Carlinhos olhando brevemente para os seios da morena que estavam bem tampados pela camiseta — Você finge ser o tipo de pessoa que não precisa do carinho dos outros.
— E não preciso, serei uma mãe solteira, faz pouco tempo que eu decidi ir morar sozinha e já estou pronta para ser mãe. — Falou Helena.
— Esta brava comigo porque eu meio que marquei um encontro com outra mulher, você me chamou de mentiroso e eu nem mesmo sei por quê. — Falou Carlinhos a olhando diretamente nos olhos.
— Você ainda tem a capacidade de dizer que não sabe por quê? Por acaso se lembra do que me disse no cinema? Todas aquelas palavras foram meras mentiras. — Falou Helena quase que cuspindo na cara do ruivo.
— Eu não menti, o que queria que eu fizesse no restaurante? Não foi eu que dei encima daquela mulher, foi ela que veio conversar comigo e eu não podia simplesmente empurrá-la para longe e dizer que não podia ter nada com ela porque estava tendo algo com a mulher que todos pensam ser apenas minha amiga. — Falou Carlinhos.
— Não somos amigos, apenas nos vemos algumas vezes por ano e apenas isso. — Falou Helena se levantando enquanto o ruivo ficava na mesma posição a olhando.
— Se eu soubesse que você era assim nunca teria pensado em ter algo com você. — Falou Carlinhos.
— Acho que já escutei isso antes. — Falou Helena irônica.
— Mas já foi, não posso fingir que nunca fiz aquele pedido. — Falou Carlinhos.
— Ótimo, agora saia da minha cama que eu quero dormir. — Falou Helena esperando que ele se jogasse no próprio colchão e assim fosse dormir, mas ele apenas sorriu.
— Acho que todos já devem estar dormindo, vamos. — Falou Carlinhos se levantando e pegando uma camisa dentro da cômoda.
— Não vou a lugar algum. — Falou Helena.
— Não? Acho melhor ir antes que eu venha e te carregue até lá, pode ir com essas roupas porque não me incomodam e sei que ninguém vai lhe ver mesmo. — Falou Carlinhos calçando os chinelos e saindo do quarto, segundos depois ele voltou as vistas de Helena — Estou falando sério Helena.
— Eu não mereço uma coisa dessas. — Falou Helena se levantando e seguindo Carlinhos, ela nem mesmo se lembrou de estar descalços, encontrou o ruivo no fim das escadas a esperando — Onde vamos?
— Vamos logo. — Falou Carlinhos segurando sua mão e a puxando casa a fora.
— Só tem um problema, estou descalço. — Falou Helena depois de andar boa parte do jardim, olhou para a casa de vários andares e viu a porta fechada e aquilo pareceu um sinal de que ela não voltaria, ou melhor, que Carlinhos não a deixaria voltar.
— Ninguém merece você em Helena, ao menos trouxe a varinha? — Perguntou Carlinhos olhando para ela enquanto a morena levantava a blusa e mostrava a varinha presa no cós do short — Vai ter que vir nas minhas costas e sem reclamar.
— Porque não podemos voltar e ir dormir? — Perguntou Helena.
— Esta com sono? — Perguntou Carlinhos.
— Não. — Respondeu Helena.
— Então não podemos voltar para dormir sendo que não estamos com sono, agora sobre ai sem reclamar e também sem tentar arrancar meu pescoço. — Falou Carlinhos se abaixando enquanto a morena depois de bufar subiu em suas costas com as pernas uma de cada lado do corpo dele enquanto o ruivo a segurava pelas coxas, passou os braços por volta do pescoço dele e o abraçou sem sufocá-lo.
— Ao invés de sofrer com isso poderíamos voltar pra Toca. — Falou Helena enquanto o ruivo começava a andar em direção do bosque que ficava ali perto, quer dizer, não era um bosque e sim uma floresta de tamanho pequeno.
— Você não é tão pesada assim. — Falou Carlinhos sorrindo.
— Desculpa. — Falou Helena deitando sua cabeça no ombro dele.
— Por se achar gorda? — Perguntou Carlinhos.
— Não, pelo que eu disse antes, quando estávamos no quarto, a verdade é que o Rafael era desse mesmo jeito que você é comigo, e ele me traiu, quer dizer, eu só soube agora, mas ainda sinto a dor do que é ser traída, depois dele o único a quem eu confio como amigo, a quem eu desabafo é o Diego que mesmo não o vendo todos os dias sempre ligo pra conversar com ele, a muito tempo eu meio que percebi que a única pessoa que poderia confiar seria ele e mais ninguém, apenas dois homens me conheceram realmente, eu considero seus irmãos como meus irmãos também, só que eles não me conhecem ao ponto de saber as loucuras que eu fazia, e eu mais ou menos prometi a mim mesma que nunca confiaria em homem algum, que não aceitaria palavras ditas por eles, todos os relacionamentos que eu tive, seja com o Dino ou com outra pessoa, eu sempre os vi como amigos, se fosse para ter algo com um, algo mais intimo seria apenas por uma noite, mas ai você chegou e propôs ter isso comigo, eu fico feliz que você me trate diferente das mulheres a quem pega na Romênia, saiba que quando eu me apego a uma pessoa sinto muito ciúmes e não aceito que elas mintam para mim, e o que aconteceu no restaurante foi um baque muito forte, como se no momento em que você acha que vai ser feliz um balde de água fria caísse em sua cabeça e fizesse tudo se acabar. — Falou Helena — Espero que fique feliz porque não é fácil dizer todas essas coisas.
— Eu imagino que não, já que consigo sentir seu coração batendo. — Falou Carlinhos sorrindo calmamente — Me diga uma diferença entre eu e os homens que você já teve.
— Os homens que eu tive ficavam feliz em saber que eu queria algo de uma noite só, você me propôs um "relacionamento", os homens a quem eu tive costumavam aceitar o fato de que eu não queria carinho e você é persistente e me da carinho de sobra. — Falou Helena.
— Fico lisonjeado com tudo isso. — Falou Carlinhos acariciando as coxas da morena com os polegares.
— Mas me diga o que você foi fazer no Ministério, ainda não me disse. — Falou Helena soprando o ouvido do ruivo que riu e se arrepiou.
— Nada de interessante, só pedi para que o Ministro entre em contato com o meu chefe, preciso falar com ele. — Falou Carlinhos dando de ombros — Já chegamos.
— Ótimo porque eu já estava vendo a hora em que você não ia mais me agüentar e cair pra trás, em cima de mim. — Falou Helena sorrindo enquanto descia — Como fizeram isso com as flores? — Perguntou Helena indo até a beirada do riacho que foi onde eles tinham parado, as flores de todos os tipos, rosas, margaridas, tulipas e orquídeas brilhavam de uma forma espetacular, cada uma de acordo com sua cor, a orquídea por exemplo tinha seu brilho lilás por causa de sua cor.
— Quando éramos pequenos mamãe nos trazia aqui, os mais velhos cuidavam dos mais novos, ficávamos longe da água enquanto ela colocava feitiços nas plantas e nas flores, ela nunca percebeu, mas seus feitiços só fazem efeito quando anoitece, aceita um pêssego? — Perguntou Carlinhos indo até uma arvore e pegando a fruta direto do galho.
— Aceito. — Falou Helena pegando a fruta e a mordendo, era de um doce descomunal, na escola em que estudou no Brasil experimentou a diferença entre a fruta natural e a fruta com agrotóxico, é claro que ela preferiu a natural e achou que nunca comeria uma fruta tão boa quanto aquela, mas estava errada, a fruta que devorava agora era bem melhor que muitas que tinha experimentado durante toda sua vida — Vou começar a roubar um pouquinho dessas frutas, sua mãe nunca soube? — Perguntou Helena de boca cheia.
— A Gina nunca foi boa em nadar e aconteceu uma vez em que ela caiu na água, mesmo que tivesse sido na beirada foi o suficiente para a minha mãe entrar em pânico e nunca mais trazer a gente aqui, mas eu comecei a vir aqui quando fiz 14 anos, acho que nenhum dos meus irmãos vem mais aqui, que nem mesmo o Teddy tenha vindo aqui. — Falou Carlinhos sorrindo enquanto pegava outras diversas frutas em outras arvores e entregava a Helena que comia com vontade e diversão.
— Não seria uma má idéia trazer o Teddy para brincar aqui. — Falou Helena sorrindo e limpando a boca com as costas da mão. Carlinhos sorriu enquanto percebia que a morena estava parecendo uma criança — Então, você me trouxe aqui no meio da madrugada para me apresentar as melhores frutas do mundo? Ou melhor, onde eu posso roubar elas e levar pra minha casa?
— É claro que não, na verdade eu só me lembrei dessas frutas agora. — Falou Carlinhos se aproximando da morena e a deitando na grama frescas, ele ficou por cima da morena e pegou uma uva do cacho que ela segurava nas mãos comendo logo em seguida.
— Eu não estou pronta para fazer. — Falou Helena.
— Me explica isso. — Pediu Carlinhos beijando carinhosamente a bochecha da morena que ficou um pouco envergonhada.
— Se lembra daquele dia em que estávamos vendo as memórias do Harry do futuro e a Helena disse sobre as responsabilidades que se precisa ter para fazer sexo? Então, dos dias em diante do que ela disse aquilo eu decidi que não faria sexo com alguém que eu estivesse tendo algo recentemente, é como se eu estivesse me prevenindo. — Explicou Helena sorrindo levemente.
— Eu aceito a sua prevenção e pode ficar tranqüila que quando você estiver pronta eu não vou fazer algo tão precioso em um lugar sujo, mesmo que ele seja muito bonito. — Falou Carlinhos sorrindo enquanto olhava em volta olhando a beleza do lugar.
— Porque me trouxe aqui então? — Perguntou Helena.
— Já ouviu dizer que só devemos mostrar os lugares mais preciosos da gente para pessoas que confiamos mesmo, então eu estou fazendo isso, você me deixou dormir na sua cama, compartilhar um banho com você e lhe agarrar em plena sala de estar. — Falou Carlinhos rindo.
— Basicamente esta querendo que eu lhe conheça melhor? — Perguntou Helena.
— Na verdade não, se fosse isso eu estaria te chamando para ir a Romênia e assim você poderia me conhecer e também conhecer a minha vida por lá. — Respondeu Carlinhos tirando a franja da menina/mulher de frente do seu rosto.
— Isso é um convite? — Perguntou Helena.
— Depende, se você responder que sim, é um convite, já se você responder que não, não é um convite. — Falou Carlinhos sorrindo.
— Tem um brinde em meio a esse convite? — Perguntou Helena enquanto seus olhos se fechavam vagarosamente ao ver Carlinhos se aproximar de seus lábios e o acariciar com os seus, apenas como um roçar de lábios.
— É claro que sim, poderei levar você para conhecer o castelo de Dracula, mas não poderei fazer nada se alguém atacar seu pescoço em meio ao passeio. — Falou Carlinhos segundos antes de tomar seus lábios com volúpia, com o auxilio de um dos joelhos ele separou as pernas de Helena e se colocou ali no meio, o beijo continuou por vários minutos até que chegou o momento em que Carlinhos começou a levantar a blusa da morena e para conseguir tira-la completamente a fez se sentar em seu colo.
— Achei que tivesse aceitado a minha prevenção e que iria esperar. — Falou Helena logo em seguida que ele tirou sua camisa por inteiro e deixou a peça de lado.
— E vou, não é pra isso que estou tirando sua camiseta e também não foi pra isso que lhe trouxe aqui, quero que entre na água comigo. — Falou Carlinhos sorrindo enquanto Helena fez uma cara de assustada com o pedido dele.
— Entrar na água? Ficou maluco? Deve estar um gelo. — Perguntou Helena.
— Minha mãe nunca usou magia na água, não que eu me lembre, ela fica morna durante a noite por natureza mesmo, vai dizer que você não tem vontade de entrar. — Falou Carlinhos — Seria ótimo se você entrasse nua, mas serei leve com você então pode entrar de lingerie.
— Qual seria a diferença de estar nua ou usando lingerie? — Perguntou Helena confusa enquanto mais uma vez se sentia no paraíso ao ver Carlinhos tirar a calça e ficar apenas de cueca escura, sentia suas mãos coçar e sua intimidade ficar molhada ao ver o volume na cueca no ruivo, mesmo que não estivesse excitado a imagem de o ver sem roupa, apenas de cueca a deixava extremamente quente.
— Você esta de sutiã de bojo e por isso não posso ver seus mamilos ficarem levantadinhos por causa do frio. — Falou Carlinhos sorrindo e mergulhando na água ficando submerso enquanto ia para bem longe da beirada — Pode vim.
— Certeza que a água não esta fria? — Perguntou Helena.
— Helena, eu venho aqui desde os 14 anos e não era apenas para ficar sentado em uma rocha olhando para as frutas e flores, eu gostava bastante de água, sou praticamente um peixe fora d'água. — Falou Carlinhos sorrindo e mergulhando, ao voltar para respirar ele jogou os cabelos para trás.
— Temos algo em comum então. — Falou Helena sorrindo.
— Você uma vez disse que costumava fugir de casa para ir ver o mar e entrava, eu imagino que você fazia isso durante a noite, me diga se a água do mar é quente durante a noite. — Falou Carlinhos.
— Na verdade não, é BEM gelada. — Falou Helena.
— Então farei você deixar de gostar do mar e amar esse lugar, só não demora muito se não terei que subir ai e pegar você no colo, vou ter que te trazer pra água de short e tudo. — Falou Carlinhos para a ruiva que bufou e se levantou e começou a tirar o short curto e apertado.
Carlinhos quase babou ao ver Helena se abaixar e seus seios ficarem quase que expostos diante de seus olhos.
— Fique sabendo que eu darei uma surra em você se a água estiver fria. — Falou Helena enquanto pegava a varinha e com um leve pulo da beirada em que podia se ver ser um pouco fundo ela mergulhou e foi até Carlinhos, para sua sorte a água não estava fria e sim morna, o suficiente para ela querer ficar em baixo d'água.
— E então, gostou? — Perguntou Carlinhos a puxando para perto de si.
— Não é ruim, você até parece ser um cara romântico Carlinhos. — Falou Helena sorrindo enquanto colocava suas mãos nos ombros dele.
— É isso o que procura em um homem? — Perguntou Carlinhos.
— Não, mas você tem duas coisas que eu gosto. — Falou Helena.
— E o que seria? — Perguntou Carlinhos a abraçando enquanto sentia seus corpos se colarem.
— Sinceridade e o fato de querer me ouvir, costuma escutar as mulheres que leva pra cama? — Perguntou Helena se distanciando dele e deixando com que seu corpo boiasse.
— É claro, fico a noite inteira as escutando gemer. — Falou Carlinhos.
— Você faz com que eu me sinta especial mentindo desse jeito. — Falou Helena para o ruivo que se colocou ao lado do seu corpo.
— Eu não minto. — Comunicou Carlinhos.
— Eu já te disse do porque de ter ficado daquele jeito, me diga por que é diferente comigo. — Pediu Helena.
— Éramos amigos Helena, quero ter um relacionamento com você que caso acabe nos faça continuar sendo amigos, acha mesmo que eu vou tratar você mal para depois nem mesmo olhar na minha cara? — Perguntou Carlinhos retoricamente.
— Preza tanto assim a minha amizade? Eu sempre soube que você me amava, Carlinhos. — Falou Helena sorrindo.
— Eu digo o mesmo a você. — Falou Carlinhos se abaixando e mordendo a curva dos seios da morena que reclamou no mesmo instante.
— Você é mau. — Falou Helena parando de boiar e ficando em pé enquanto acariciava a região em que foi mordida, em passos lentos ela foi se distanciando do ruivo, indo para cada vez mais perto da cachoeira.
— Cuidado por onde anda que tem buracos fundos e alguns que prende o pé ou arranha. — Falou Carlinhos enquanto se aproximava, diferente dela, o ruivo dava passos cautelosos porque muitas vezes já tinha machucado o pé em um dos buracos, já Helena pisava sem nem mesmo pensar nos buracos, como se ele não tivesse dito nada.
Vagarosamente Helena foi chegando cada vez mais até a cachoeira, parecia estar em casa por sentir a água morna acariciar seu corpo, estava bem perto da cachoeira a ponto de sentir os pingos que voavam para todos os lados quando a água descia e batia contra a água do riacho, por um momento achou que estava indo devagar demais já que de repente Carlinhos a abraçara por trás e ele mesmo a conduzia até a cachoeira.
— Você já pensou que a água da cachoeira possa ser fria? — Perguntou Carlinhos fazendo com que Helena parasse no mesmo instante e se virasse para o olhar.
— É sério? — Perguntou Helena.
— Eu não sei, vamos verificar. — Falou Carlinhos voltando a andar até a cascata enquanto a morena se debatia em seus braços.
— Não Carlinhos, esta muito frio pra tomar banho de água gelada. — Reclamou Helena já imaginando o arrepio forte que sentiria ao ter a água em contato com seu corpo.
— Deixa de ser exagerada porque você estava usando um micro short pra dormir, o que significa que não estava sentindo frio nenhum. — Falou Carlinhos a empurrando ainda mais.
— A temperatura de hoje pode até não nos dar frio, mas a água com certeza vai dar. — Falou Helena.
— Eu poderia te esquentar da melhor forma possível, mas só farei isso quando você tomar a iniciativa ou dizer que me deseja. — Falou Carlinhos a pegando no colo para que assim ela não tentasse fugir colocando força em alguma rocha embaixo da água.
Ela começou a se debater ainda mais quando se aproximaram da queda d'água, ele parou por alguns segundos antes de voltar a andar até que Helena ficou completamente calma achando que ele não iria mais até a cachoeira, rapidamente ele se jogou em baixo da água com ela nos braços, no primeiro instante ela tentou se debater, mas logo parou quando viu que a água era ainda mais quente que a do riacho.
— As vezes eu tenho vontade de lhe dar uma surra. — Falou Helena dando um leve tapa no ombro do ruivo que parou de sustentá-la pelas pernas e costas e a deixou ficar em pé, a segurando apenas pela cintura, a morena achou estranho que o lugar onde seus pés estavam era quente — Isso é uma pedra? — Perguntou Helena tentando ver seus pés, mas só conseguia ver até os joelhos por causa da escuridão.
— Sim, porque? — Perguntou Carlinhos olhando na mesma direção que ela.
— É quente. — Falou Helena com as sobrancelhas arqueadas.
— Deve ser por isso que a água é quente, vamos para o outro lado da cachoeira. — Falou Carlinhos a virando de costas para seu peito — Pisa com cuidado.
— Não precisa me tratar como uma criança. — Falou Helena enquanto dava o primeiro passo e logo em seguida o próximo e o próximo até chegar ao outro lado da cachoeira, foi uma sensação de queimação sentir a água cair em seus ombros com força, seu cabelo já não tinha mais onda alguma, estava grudado em sua testa, ombro e um espaço grande de suas costas por culpa do tamanho do cabelo — Aqui é quente, essa água chega a congelar quando chega a época de frio e neva?
— Acho que não, nunca vim aqui quando estava nevando. — Falou Carlinhos a encostando na parede.
— A água é quente por causa das pedras? Será que são mágicas? — Perguntou Helena ao sentir suas costas contra a pedra quente, mas não o suficiente para queimá-la.
— Meu pai disse que essa região foi onde varias famílias Weasley moravam, que eles seriam capazes de formar uma vila que tinha apenas familiares, casas tão estranhas quanto a Toca e algumas também simples, mas com o tempo foi cada um para um lado achando que se fossem atacados poderiam acabar com a família de uma vez só. Uma dessas famílias também devem ter feito experiências com esse lugar, acho que naquela época não existia energia elétrica. — Falou Carlinhos fazendo com que a morena risse.
— E quanto a sua casa, ela não é como as do mundo trouxa e mesmo assim tem água quente. — Falou Helena.
— Meu pai fez uma coisa maluca com o chuveiro, não me pergunte o que é porque eu não sei. — Falou Carlinhos dando de ombros.
— Eu fico me perguntando do porque de você não ser assim com todas as mulheres que teve em sua vida, poderia até, quem sabe, ter tido algo mais fixo com alguma delas e ter uma vida melhor. — Falou Helena fazendo com que ele ficasse sério por causa daquele assunto.
— Talvez eu veja nessas mulheres que elas não me farão me apaixonar por elas, as vezes é bom se segurar, mas as mulheres que eu conheci não faziam isso, um homem sempre procura sexo em uma mulher, mas se ela dá isso de bandeja na mesma noite o interesse dele por ela acaba ali, mas se ela segurar pelo menos um pouco, para assim fazer com que ele fique mais atento nela e vá atrás dela com certeza terá alguma chance de ter algo mais fixo, eu procuro sexo nelas e elas me dão isso fácil. — Falou Carlinhos dando de ombros e deitando sua cabeça no ombro dela, podia sentir o aroma do pescoço da morena, os seios serem comprimidos por seu peito e o leve carinho que ela fazia em suas costas — Acho que a mulher certa pra mim não seria assim.
— Então você esperava que eu me entregasse a você naquela noite e depois me jogaria fora? — Perguntou Helena o vendo bufar, mais uma vez ele não gostara de suas palavras.
— Eu já disse que estou sendo diferente com você por ser minha amiga, eu desde o começo que pensei na hipótese de a gente ter algo também pensei que teríamos um tipo de relacionamento, pode não ser cheio de amores, mas também não faz mal a nenhum de nós, o fato de você estar dizendo não pra mim só melhora as coisas. — Falou Carlinhos sorrindo.
— Porque? — Perguntou Helena.
— Porque nos faz pensar em como é fazer sexo um com o outro, pode até não acreditar, mas homens também pensam nisso, quando você era adolescente e ia ficar com um cara, o que passava por sua cabeça antes de ficar? — Perguntou Carlinhos.
— Eu pensava em como ele beijaria, se era lento ou rápido, se era mais intenso ou não, ou se era um beijo simples. — Respondeu Helena.
— Exatamente, mas no caso do sexo é diferente, pensamos na sensação que sentimos na hora, de como será ter os dois corpos suados um colado ao outro, como será a sensação de ter a carne da pessoa na palma da mão pronto para ser apertada, no nosso caso como será ter as costas arranhadas pela mulher, como será a sensação de estar se derramando dentro dela e como será a cara que você fará quando estiver no seu máximo. — Falou Carlinhos.
Helena começou a sentir seu corpo fraquejar com aquelas palavras, ouvindo tudo aquilo dava vontade de sentir seu corpo mover sobre o dele com os suores dos dois se misturando, vontade de sentir que ele mais uma vez apertasse sua coxa e a fizesse gemer como da primeira vez, como seria arranhar as costas dele enquanto ele a dava prazer nos seios ou até mesmo na intimidade, como seria senti-lo quente dentro dela e por fim senti-lo em seus braços no momento em que estivesse chegando ao seu clímax e assim o abraçando.
— Nos faz pensar em como será deitar sobre os seios da mulher enquanto a respiração esta acelerada pelo orgasmo forte, sentir a cabeça subir e descer é como se estivesse deitado nas nuvens, esperamos que enquanto ela dorme aja um sorriso em seu rosto pela noite maravilhosa. — Falou Carlinhos levantando seu rosto do ombro dela e sorrindo ao vê-la de olhos fechados e com a respiração forte, suas palavras haviam tido efeito, direcionou seus lábios para o pescoço dela e ali foi distribuindo beijos por toda a parte até começar a subir por seu rosto, beijando sua bochecha, queixo e logo em seguida a boca, em meio ao beijo que se tornou intenso e quente por vontade dele, o ruivo direcionou suas mãos as cochas da morena e apertou ali a fazendo gemer, da forma como ele havia dito, com a carne macia na palma da mão ele sustentou as pernas dela a fazendo enlaçar em sua cintura, as mãos macias se grudaram as costas dele ao abraçá-lo com força em meio ao beijo, ela sentia que a qualquer momento poderia acabar cedendo e ele faria tudo o que havia dito segundos atrás.
— Vamos sair daqui, ta muito quente. — Falou Helena parando o beijo apenas para pedir aquilo, se fosse para sentir algo quente colado ao se corpo que fosse apenas Carlinhos e não a rocha em suas costas, não precisava ter a parede como apoio sendo que apenas o que queria era ter seu corpo junto ao dele.
Carlinhos deu um passo pra trás e por perceber que Helena tinha as costas livres enlaçou suas costas com os braços com uma intensidade extrema, fazendo com que ela sentisse seu corpo e o que ela fazia com ele, seu membro ganhara vida no momento em que ele percebeu que ela estava entregue a suas palavras, as suas mãos e principalmente aos seus lábios.
O beijo não parou nem mesmo quando passaram por baixo da cascata de água, ele não queria parar, mesmo que fosse excitante fazer amor em um riacho de água morna, queria sentir o calor das pernas dela sem a água, queria poder colocá-la deitada na grama e poder sentir o calor dela sem a água para atrapalhá-los, queria a sentir sentar sobre si por vontade própria para sentir o prazer de ter sua intimidade contra o membro dele.
— Eu deveria ter apostado.
Como se um despertador tivesse acordado Helena de um sonho bom, ela arregalou os olhos e empurrou Carlinhos para longe que estava tão assustado quanto ela, mas seu susto acabou resultando em uma ardência no pé ao pisar em um buraco e sentir a lateral interna de seu pé passar pela lateral de uma rocha, não pode deixar de fazer uma careta pela dor, como aquilo ardia.
— Eu não acredito. — Falou Helena apoiando o pé machucado na própria perna e passando os dedos pelo machucado, parecia ser arranhões um pouco fundo demais.
— Você esta bem? — Perguntou Carlinhos preocupado.
— Não, machuquei o pé, me ajuda a sair da água. — Pediu Helena se apoiando no ombro dele, mas no segundo seguinte ele a pegou no colo — Eu falei pra me ajudar e não me pegar no colo.
— Deixa de ser marrenta e orgulhosa. — Falou Carlinhos para ela que bufou e olhou com raiva para Fred, que os havia interrompido e ainda por cima os olhava sorrindo largamente, encostado em uma arvore — Você poderia se virar por educação, não acha?
— Eu já vi ela de biquíni. — Falou Fred fazendo com que Carlinhos olhasse para Helena como se esperasse uma explicação.
— Isso foi a 10 anos atrás, se vira logo. — Falou Helena para o amigo que sorriu assentindo e ficava de costas, ele vestia uma calça tactel e uma camisa branca, nos pés tinha um chinelo simples — Não precisa olhar pra mim desse jeito. — Sussurrou Helena ao ver o olhar inquiridor do ruivo enquanto a colocava sentada em uma rocha.
— Eu te ajudo a se vestir. — Falou Carlinhos pegando a camiseta dela e a ajudando a se vestir.
— Você que devia se vestir. — Falou Helena e ao vê-lo olhar para ela confuso por sua afirmação ela levantou sua perna a ponto de encostá-la no membro do ruivo que estava ereto dentro da cueca, era torturante ver aquela cena. Ele a olhou e sorriu de lado.
— Pervertida. — Falou Carlinhos sussurrando e colocando seus pés na abertura do short, logo em seguida a levantou e ergueu o short até a cintura, ele não pode perder a oportunidade de passar a palma da mão no bumbum dela ao erguer o short — Pode se virar. — Falou Carlinhos para o irmão após já ter colocado as suas próprias roupas que estavam no chão.
— Como eu disse antes, eu deveria mesmo ter apostado. — Falou Fred sorrindo enquanto olhava de um para o outro, seu irmão estava sentado ao lado de Helena na mesma pedra, e pelo que viu na água imaginava em que situação ela estava, do mesmo jeito que ele.
— Apostado o que? — Perguntou Carlinhos olhando para seu irmão com um olhar que deixasse claro que não havia gostado que ele tivesse descoberto o que tinha com Helena, pelo jeito o ditado em que dizia que tudo que é bom dura pouco era verdade mesmo.
— Naquele dia em que estávamos vendo memória do Harry, eu fiquei enchendo o saco do Carlinhos sobre você, Helena, e pensando agora eu deveria ter apostado com o meu querido irmão que iria sim acontecer algo, eu teria ganhado uma bolada. — Falou Fred sorrindo largamente.
— Você não vai falar nada sobre isso com ninguém. — Falou Carlinhos sério.
— E porque não? — Perguntou Fred.
— Porque estamos pedindo, não seja ruim. — Falou Helena com um olhar suplicante.
— Você e seus malditos olhos azuis, agora vamos logo porque sei que a mamãe deve ter uma poção para passar nesse seu pé. — Falou Fred virando as costas mais uma vez.
— A mamãe não pode saber que você pegou a gente aqui, ela pode até ser a minha mãe, mas tenho certeza que ela tem a língua solta. — Falou Carlinhos pegando Helena no colo que bufou mais uma vez e seguiu com o irmão do lado.
— Tudo bem, você pega a poção e passa no pé dela, já a usou? Ao menos sabe de qual estou falando? — Perguntou Fred avaliando o pé da morena que sangrava.
— Sei sim, cadê sua varinha? — Perguntou Carlinhos a olhando.
— Aqui. — Respondeu Helena tirando a mão que estava nas costas dele como apoio e mostrou a varinha que segurava na mão — Porque veio até aqui?
— Vocês pareciam estar tão interessados em vir pra cá que nem mesmo perceberam que eu estava dormindo na sala, e é claro que eu não podia perder a chance de ver a cena que comprova o que eu disse para o meu irmão que sempre discordava. — Falou Fred olhando significativamente para o irmão que revirou os olhos.
— Você já sabe o que não pode fazer, nem pense em falar algo que deixe a mamãe pensar que existe algo entre a gente. — Falou Carlinhos para o irmão que assentiu, seguiram em direção da Toca com Helena bufando a todo momento e aquilo já estava irritando o mais velho — Leva ela que eu vou pegar a poção. — Falou Carlinhos dando a morena para o irmão que a pegou no colo e seguiu para o quarto onde ela estava dormindo.
— Já contou a ele? — Perguntou Fred a morena que franziu as sobrancelhas de confusão — Que já ficamos, conta a ele, Helena.
— Eu não posso, ou melhor, não preciso. — Falou Helena.
— Precisa sim, conta porque não é legal escondermos algo de alguém, ainda mais alguém que temos algo intimo e esse segredo possa lhe prejudicar, mesmo que vocês não tenham algo fixo, conta a ele, só por educação mesmo porque ele não vai poder criticar já que nem estavam juntos. — Falou Fred entrando no quarto e a depositando na cama — Eu me senti estranho por saber que estava pegando a mulher que no futuro seria do meu irmão, e seria melhor você contar a ele, não vai dar em nada, qualquer coisa eu falo com ele.
— Vocês esta agindo como se fossemos nos casar. — Falou Helena.
— Como você é desastrada em Helena, eu avisei que tinha buracos no riacho. — Falou Carlinhos entrando no quarto enquanto olhava para um pote que tinha em suas mãos.
— Com um susto daqueles você queria o que? — Perguntou Helena o olhando indignada enquanto observava ele se sentar na outra extremidade da cama enquanto Fred estava bem mais perto dela, a olhando de uma forma que mais uma vez pedisse para que ela falasse sobre o que tiveram no passado.
— Eu vou indo, mas ainda penso no dinheiro que perdi por não apostar. — Falou Fred se levantando.
— Fecha a porta. — Falou Carlinhos para o irmão que ao sair fechou a porta atrás de si — Coloca o pé aqui, estará me devendo uma por essa massagem.
— Irei ganhar uma massagem? Que vida de rainha em, estou começando a pensar na possibilidade de machucar meu pé mais vezes. — Falou Helena sorrindo enquanto colocava seu pé encima da coxa do ruivo — Já voltou ao normal?
— Eu pergunto o mesmo. — Falou Carlinhos sorrindo enquanto passava um pouco do creme em suas mãos e depois massageava o pé da morena que tentou puxar o pé no momento em que sentiu seu machucado ser pressionado — Pois é, dói um pouco no começo, mas a poção já vai começar a fazer efeito.
— Como assim eu ter voltado ao normal? — Perguntou Helena sentindo seu machucado arder por pouco tempo até começar a amenizar aos poucos, era relaxante os movimentos que ele fazia em seus pés.
— É obvio que você sabe que me excita porque quando estou assim fico exposto, mas uma mulher não, talvez conseguimos perceber pela cara que vocês, mulheres fazem, e eu sei que você ficou com tanto tesão quanto eu. — Falou Carlinhos continuando a massagear enquanto a olhava nos olhos.
— Isso não é o suficiente para saber que eu estava... Molhada. — Falou Helena não acreditando que usara aquela palavra, mas foi a primeira que passou por sua cabeça, e não era tão explícita quanto tesão.
— Podemos saber também pela forma como as mulheres ficam, você ficou molinha, esperando que eu te levasse ao prazer e futuramente ao clímax. — Falou Carlinhos sorrindo malicioso para ela.
— Chato. — Falou Helena virando o rosto para a janela e olhando para o jardim lá fora, não dava pra ver muita coisa, a maioria era das arvores do bosque em que eles tinham ido.
O ruivo sorria da cara que ela fazia quando ele vencia em alguma conversa, passaram-se minutos em que ela ficava em silencio e que ele continuava com a massagem no pé direito dela, nas poucas vezes que analisava os machucados via que eles logo não estariam aparecendo e naquela mesma manhã ela já estaria andando normalmente, como se nada tivesse acontecido, a poção tinha como efeito fazer com que os machucados se curassem com mais rapidez e diminuir as marcas que poderiam ficar. Ao ver que já era o suficiente o ruivo se levantou e foi para a janela onde tinha uma toalha, provavelmente sua mãe deixara ali, limpou a mão que ainda tinha um pouco da poção e voltou para a cama em que a morena estava deitada, ela nem mesmo olhara para ele quando foi na janela, voltou para a cama e depois de fazê-la perceber sua presença sorriu para ela que logo correspondeu.
— Quer deitar? — Perguntou Helena para o ruivo que assentiu, ela se sentou e esperou que ele se deitasse para assim descansar sobre o peito dele — Foi muito boa a massagem.
— Em que esta pensando? — Perguntou Carlinhos.
— Só em uma coisa que o Fred pediu. — Respondeu Helena.
— E o que era? — Perguntou Carlinhos achando que ela estava tão distraída em algo que seu irmão pedirá, será que era algo tão importante assim?
— Você me perguntou se eu já tive algo com alguém que seja próximo de você além do Olívio, na verdade eu já beijei o Fred. — Falou Helena fechando os olhos esperando a reação dele, o sentiu se mexer e percebeu que ele a estava forçando a se sentar.
— Como assim? Com o meu irmão? — Perguntou Carlinhos.
— Faz tempo, foi quando ele foi ao Brasil comigo. — Respondeu Helena.
— Foi antes mesmo de ficar comigo? Porque não me contou antes? Mesmo quando éramos amigos. — Falou Carlinhos fazendo com que ela suspirasse e mesmo que em um espaço pequeno se sentasse ao lado dele e olhasse para suas próprias mãos, ela não gostava de falar daquilo.
— Eu achei que não fosse fazer diferença. — Falou Helena.
— Não fazer a diferença? Sabia que é estranho saber que eu estou tendo algo com a mulher que meu irmão já teve nos braços, que nos viu naquela situação agora a pouco e que provavelmente já esteve com ele daquela maneira. — Falou Carlinhos fazendo com que ela falasse no momento em que sua palavra foi dita.
— Foi só um beijo, mais simples até do que o que a gente teve no cinema, no dia em que estávamos vendo as memórias o Fred pensou na hipótese de ter algo comigo, e eu pensei que não faria mal algum, beijei ele quando fomos viajar e logo em seguida perguntei se ele tinha sentido algo de diferente e...
— Eu já disse que não preciso saber os detalhes. — Falou Carlinhos a interrompendo.
— Não, você tem que ouvir pelo menos o que eu direi sobre o que aconteceu entre mim e ele, eu perguntei se ele tinha sentido algo e ele me disse que não, disse que não foi o beijo que o fizesse querer mais um e eu senti a mesma coisa. — Falou Helena gesticulando com as mãos que se mexiam freneticamente.
— E o que isso muda entre o fato de você ter ficado comigo e com ele, em menos de um mês pelo que eu me lembre, é sim, eu me lembro do tempo em que você foi viajar com o meu irmão. — Falou Carlinhos.
— O que eu disse muda tudo entre eu ter tido algo com você e algo com ele, foi algo completamente diferente do que eu tive com você naquela vez, com você foi mais intenso, me fez sentir coisas diferentes, você foi o primeiro homem que me fez sentir segura, eu não fiquei com medo de você me tocar porque você impôs um limite, você foi o primeiro homem a me fazer gemer e me fazer ficar molhada e se você ainda brigar comigo depois de eu ter dito isso eu lhe matarei, porque não é fácil ficar dizendo isso, foi por isso que eu pedi por mais naquela noite do Whisky, eu sabia que não iria me decepcionar tanto com você, já tínhamos nos beijado antes e você continua o mesmo comigo até hoje, então achei que se acontecesse novamente você não mudaria. — Falou Helena bufando de raiva e olhando para o lado contrario do ruivo, estava morrendo de vergonha por ter dito a ele que naquela noite ele tinha a feito ficar tão quente — E eu não sei porque sempre tenho que me explicar, estamos tendo algo e você ama uma outra pessoa, porque eu tenho que me explicar?
— Eu não penso nela quando estou com você. — Falou Carlinhos sorrindo enquanto pegava a mão dela e entrelaçava seus dedos.
— Até parece que eu penso no Fred. — Falou Helena.
— As minhas chances com ela já acabaram, quer dizer, eu nunca tive chance alguma, mas hoje em dia é algo impossível. — Falou Carlinhos dando de ombros.
Helena pensou nas palavras dele e um pensamento passou por sua cabeça, olhou para ele e para o sorriso sem graça que estava em seus lábios, não iria se agüentar, colocaria para fora seus pensamentos e por ter isso em mente Helena fez com que o ruivo esticasse a perna que antes estava dobrada e antes que ele pudesse perguntar alguma coisa ela sentou em suas coxas e ficou a olhar para o ruivo que correspondeu o olhar.
— Você tem medo de ser trocado por alguém que é próximo de você? É por isso que não gostou de saber que eu fiquei com o Fred, tem medo que eu deixe você pelo seu irmão? Mesmo que não temos nada sentimental? — Perguntou Helena passando as mãos pelos cachos ruivos dele, o sorriso sem graça dele aumentou.
— Não é legal ser trocado por alguém. — Respondeu Carlinhos dando de ombros.
— Porque você não tem chance com ela? — Perguntou Helena.
— Porque ela já é casada e eu tenho medo de não a fazer feliz tanto quanto ele faz. — Falou Carlinhos.
— Como sabe que não pode fazê-la feliz? — Perguntou Helena.
— Porque se eu pudesse, ela estaria feliz comigo e não com ele, mas eu não posso começar a fazer coisas que a tire dos braços dele, estaria destruindo a felicidade dela e sei que ele é um cara legal, prefiro que ela seja feliz com ele do que infeliz comigo. — Falou Carlinhos ainda sorrindo.
— Quem diria, você é romântico e sentimental, é ciumento, pervertido, você me escuta, se abre comigo, não por completo, mas se abre, faz coisas que outros não conseguiram, você é especial, Carlinhos. — Falou Helena o puxando para si e o abraçando com força, só rezava que ele não começasse a chorar porque ver um homem chorar era como se o mundo estivesse explodindo, algo que fazia qualquer mulher ficar desesperada pensando no que poderia fazer.
— O que adiante eu ter essas qualidades? Eu gostaria de ao menos poder escolher quem amar e se não desse certo, deixar de amar em um estalar de dedos. — Falou Carlinhos com a voz abafada pelo abraço, do mesmo jeito que ela o abraçava pelo pescoço, ele a abraçava pela cintura e a puxava para mais perto de si.
— Eu também queria, eu gostaria de poder escolher quem amar e assim receber o amor dessa pessoa. — Falou Helena com os olhos fechados aproveitando todo aquele momento.
Os dois pensavam na mesma coisa, gostariam de poder amar a pessoa que estavam abraçando e serem correspondidos nesses sentimentos que faziam com que os muros que os protegiam caíssem completamente, como se a proteção que estava a frente dos seus corações fossem de cartas e com um leve vento eles caiam e não retornavam com facilidade.
Carlinhos sorriu e com um movimento deitou a morena na cama e ficou por cima dela enquanto a olhava, ela tinha um sorriso lindo no rosto e aquilo hipnotizaria qualquer um.
— Acho que esta na hora de irmos dormir, não vai demorar para amanhecer e se tivermos sorte minha mãe deixara a gente dormir até mais tarde, ela pode até deixar você dormir já que esta grávida, mas acho que não será tão fácil pra mim. — Falou Carlinhos sorrindo.
— Depois de uma noite agitada como essa acho que será obvio que eu só acordarei depois do 12h00min. — Falou Helena sorrindo — Boa noite, Carlinhos.
— Boa noite. — Falou Carlinhos.
— Pra podermos ir dormir você tem que sair de cima de mim. — Falou Helena sussurrando para ele que sorriu, mas não se moveu.
— Só se você pedir um beijo meu. — Falou Carlinhos rindo.
— É assim então? Você vai ficar esperando o meu pedido então. — Falou Helena sorrindo enquanto colocava os braços em frente ao busto, ele soltou um leve sorriso e começou a distribuir beijos pelo pescoço dela e com uma das mãos levantou a blusa dela sentindo a pele macia de sua cintura, foi subindo a mão até que seus dedos tocaram o sutiã dela, passou os dedos pela curva dos seios ameaçando que a qualquer momento poderia tocar seus mamilos.
— Pedi vai. — Falou Carlinhos sussurrando no ouvido dela fazendo com que um suspiro escapasse dos lábios macios e desejosos dela.
— Isso não vale, é golpe baixo. — Falou Helena de olhos fechados.
— Eu ainda não comecei a jogar baixo porque se não meus dedos estariam acariciando algo mais molhado, gostoso que me deixaria duro de novo. — Falou Carlinhos olhando para baixo a tempo de vê-la fechar as pernas com força — Vai pedir?
— Me dá um beijo. — Pediu Helena suspirando forte ao ser mordida no pescoço, a região foi chupada logo em seguida.
— Helena Black implorando por um beijo, eu me sinto especial por você estar pedindo algo assim, imagine uma pessoa como eu, tão humilde escutando algo assim, meu ego vai acabar inflando e a culpa será sua. — Falou Carlinhos deixando o pescoço dela e a olhando nos olhos.
— Dá pra parar com isso? Eu já não pedi? — Perguntou Helena.
— Eu vou ficar a vida inteira enchendo o seu saco por esse pedido. — Falou Carlinhos antes de se aproximar e juntar seus lábios que no primeiro instante foi apenas um encostar de lábios, ele pediu passagem com a língua e no momento em que ela concedeu a entrada de sua língua para se encontrar com a dela, o beijo se tornou algo mais urgente mesmo que estivesse sendo algo lento.
— Acho que já esta bom. — Falou Helena terminando o beijo e empurrando o ruivo pelo peito fazendo com que ele se distanciasse um pouco dela, mas ele não saiu de cima dela, apenas entrelaçou seus dedos das duas mãos e grudou as mãos dela contra o colchão.
— Só mais um. — Falou Carlinhos com a voz rouca e voltando a iniciar mais um beijo, Helena não pode deixar de gemer entre o beijo, não estava sendo fácil ficar com Carlinhos entre quatro paredes sem que ele a fizesse se calar com beijos e caricias.
Ele passou um dos braços por baixo de sua cintura e a outra ficou em seu rosto onde ele puxava para assim seus lábios ficarem mais pertos enquanto o beijo continuava, com um leve movimento em que fez Helena enlaçar sua cintura com as pernas dela, ele se sentou com ela em seu colo não parando o beijo por um segundo.
— Estou falando sério. — Falou Helena com a respiração acelerada, acabaria morrendo sem ar se ele continuasse com esses beijos quentes, já iria bater nele quando foi deitada mais uma vez e ele deitou por cima dela de novo, mas ele apenas deitou sobre seu corpo e deitou seu rosto no volume de seus seios, pelo peso que estava sob seu corpo Helena percebeu que ele não estava deixando o peso completo sobre ela, provavelmente suas pernas ainda o sustentavam.
— Chata. — Reclamou Carlinhos enquanto sentia seu coração voltar ao normal, por estar deitado sobre os seios dela podia escutar o coração dela batendo forte.
— Você disse apenas um beijo. — Se justificou Helena dando de ombros.
— Da próxima vez pedirei uma noite de beijos. — Falou Carlinhos a fazendo rir.
— Quem sabe aconteça mesmo, mas não na casa dos seus pais. — Falou Helena ainda rindo — Agora vai pra sua cama, não pode dormir comigo essa noite.
— Isso quer dizer que dormirei nas outras? — Perguntou Carlinhos.
— Você praticamente me levou a força para um riacho, porque acha que tem que pedir autorização para dormir na minha cama? — Perguntou Helena ao vê-lo levantar o rosto e a olhar diretamente nos olhos.
— E se um dia você estiver casada, poderei chegar na sua casa, jogar seu marido pra longe e dormir com você? — Perguntou Carlinhos a fazendo gargalhar, mas ela tratou de se controlar quando se lembrou que estava no meio da noite e que Molly poderia acordar.
— Porque não aproveita que tem um espaço livre pra você? Não precisara se esforçar para tirar alguém que está do seu lado. — Falou Helena o fazendo rir também.
— Estou tento uma noite em que só estou escutando coisas extraordinárias, me implorou um beijo e ao mesmo tempo esta dizendo que sempre terei um espaço em sua cama, nunca esperei isso de você, Helena. — Falou Carlinhos.
— Não é como se eu fosse dizer isso para alguém que nunca esteve na minha cama antes, o que você queria que eu dissesse antes? Imagine que aquele dia em que você chegasse no meu apartamento perguntando se eu estava bem e como resposta eu digo pra você ir ocupar seu espaço na minha cama, meio confuso não acha? — Perguntou Helena rindo.
— Acho que eu ficaria confuso no começo, mas seria bem capaz de aceitar, não sou de dizer não a pedidos de mulheres. — Falou Carlinhos se sentando e a ajudando a fazer o mesmo.
— Interessante, mas vamos dormir logo. — Falou Helena empurrando o ruivo para o colchão no chão enquanto ela se deitava na cama e se cobria com os cobertores até a cintura, se deitou de lado para poder ver ele se arrumar no colchão ao lado da cama — Boa noite.
— Seria melhor se eu pudesse dormir com você. — Falou Carlinhos rindo enquanto colocava as mãos atrás da cabeça e deitava sobre as mesmas, fechou os olhos logo em seguida.
Helena passou vários minutos o observando até que decidiu fechar os olhos e não demorou muito os dois estavam dormindo as 05h00min da madrugada.
ESPERO QUE GOSTEM E TAMBÉM AGUARDO A OPINIÃO DE VOCÊS!DE TODAS AS FORMAS TENTAREI POSTAR AO MENOS UMA VEZ POR SEMANA, ENTÃO NO MINIMO SEGUNDA FEIRA POSTO O PROXIMO CAPITULO, ATÉ MAIS.A HORA PRA POSTAGEM AINDA NÃO É DETERMINADA POR ISSO SAIBAM QUE POSTAREI A QUALQUER HORA DO DIA OU DA NOITE.
