Capitulo 14: Anjos ao Beco Diagonal.
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-Bem… bem… bem…
Lestat rodou os olhos enquanto via como seu casal caminhava de um lado a outro murmurando necedades. Foi faz só em uma semana que os meninos tinham cumprido os onze anos e suas cartas para Hogwarts já estavam lidas e contestadas, dizendo que iam para lá o primeiro de setembro.
No entanto, após o tempo todo que tinha passado, Louis parecia não estar resignado a estar separado de seu bebê por tanto tempo.
-Estará conosco no natal, mon amour. –tentou consolar.
-Sei isso! Mas…! É só que…! –sentou-se derrotado junto ao loiro, bufando. –É tanto tempo… Dás-te conta que ele e eu não temos estado separados mais que as horas que passa no colégio?
-Por suposto que me dou conta.- resmungou Lestat. - Desde que Harry esta em nossas vidas já não temos sessões de sexo como dantes… - sussurrou a seu ouvido, mordiscando a orelha pálida enquanto.
-Solta-me libidinoso! - gritou apartando-o bruscamente. - Eu estou aqui, sofrendo porque meu bebê se vai e teu só pensas em… isso!
-Outra vez tendo outras de suas birras? - perguntou uma voz cansada desde a porta.
Louis fulminou a Armand com a mirada e sorriu de lado a Neville quem chegava da mão com o ruivo.
-Em sério tio… não é como que não nos voltássemos a ver… nem que fôssemos ser atacados por uma besta perigosa quando estejamos lá. - disse Neville caminhando até sentar-se junto a seu papai. (N/A: é sarcasmo puro, Nev não é adivinho XD)
O moreno franziu o cenho ao menino, em sério… já era suficiente com ter que conviver com alguém com a personalidade de Armand, e agora, Neville, parecia querer seguir seus passos, tendo uma personalidade fria e sarcástica.
-Papi…!- gritou Harry, entrando à sala. Correu até abraçar-se a seu papi.
-Que passa, minha vida?
-O vovô diz que tenho que me ler todos os livros de primeiro ano para estar preparado…- murmurou fazendo um bico. - Poderias lhe dizer que deixe de incomodar? ¬¬
-Mas Harry… oh, está bem. - sorriu rendendo-se ante os olhinhos brilhosos de seu filho.
Os três integrantes do quarto bufaram ao ver o controle que tinha o moreno de olhos verdes sobre Louis. Pensaram que ia ser muito boa essa separação, para que rompessem um pouco esse laço tão atado que tinham entre eles. Não era são que estivessem tão colados, nem que Harry fosse tão mimado.
Bom… ainda que a ninguém gosta de estudar em férias também não. ¬¬
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-Tens o suficiente dinheiro…? - perguntou Louis enquanto abrochava todos os botões do casaco de Harry.
-Se, mon ciel. Levo todo o dinheiro para lhe comprar coisas necessárias e inecessarias a nosso filho e sobrinho.
-Não lhe compres porcarias, Lestat. - disse Daniel, franzindo o cenho.
-Oh vamos, nunca lhe comprámos nada mágico, mas que esses livros para colorir com desenhos que se movem (algo que ele usava também), agora podemos ver que novidades nos tem esse mundo tão antiquado.
-Vou precisar que me tragas isto. - murmurou Marius chegando à porta de saída, onde todos estavam reunidos. Atingiu-lhe a lista a Lestat e o loiro levantou uma sobrancelha. - São ingrediente de poções. - aclarou encolhendo-se elegantemente de ombros. - Gosto desse ramo da magia e é algo que posso fazer.
-Bem, - resmungou, não lhe gostando nada isso de ser mandado. - Nos vamos peques, que temos muitas coisas que descobrir no Beco Diagonal.
-Sim!
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Caldeirão Furado.
Neville entrou resmungando, nada contente com a velocidade com a qual conduzia seu tio. Quase deixa o café da manhã no assento traseiro! Harry, por sua vez, estava tão fresco como uma alface. A velocidade, a vertigem e a adrenalina era algo que a ele lhe fascinavam. Estava ansioso por poder subir-se a uma dessas vassouras voadoras que seu tio Khayman lhe tinha contado. Não tinham podido ter uma dantes porque seus papais (se entenda por Louis e Daniel) diziam que eram muito pequenos para semelhante perigo.
No entanto, o sorriso de Harry se descolorou e o cenho de Neville intensificou-se. O lugar ao que tinham entrado era muito velho e sujo e as pessoas que estavam ali (que pareciam magos por seus trajes) se notavam que eram de duvidosa reputação.
-Isto é parte do Beco papi…?
-Não, Harry. - sorriu passando um braço pelos ombros de seu menino. - Isto é o Caldeirão Furado, para ir ao Beco devemos lhe perguntar ao cantineiro.
Inseguros, os meninos seguiram a Lestat até a barra onde um velho cantineiro completamente calvo (e parecia uma noz branca a critério do loiro) limpava afanosamente a tabela.
-Desculpe… é você Tom?
O cantineiro levantou a mirada e olhou com suspeita aos recém chegados.
-Esse sou eu. Em que posso lhe servir?
-Meu nome é Lestat de Lioncurt e Albus Dumbledore disse-me que você poderia nos abrir a entrada ao Beco Diagonal.
Os olhos de Tom abriram-se como pratos e em seguida viajaram ao moreno que estava à direita de Lestat.
-Bom Deus. - disse Tom, luzindo admirado- Este é… pode ser…? - se baixo imóvel e silencioso por uns momentos, fazendo duvidar de sua sensatez aos meninos.- Valha-me Deus… - disse ao fim. - Harry Potter… toda uma honra. - rodeou rapidamente o balcão e acercou-se ao surpreendido moreninho com lágrimas nos olhos. - Bem-vindo, Harry.
O seguinte que se desatou foi, a critério de Neville, um pandemônio. Todas e a cada umas das pessoas que estavam sentadas no lugar se giraram para ver a Harry com surpresa e seus olhos viajaram à cicatriz em forma de relâmpago de seu primo. Depois, ao igual que o cantineiro Tom, se acercaram ao saudar com reverência.
Lestat, vendo a incomodidade de seu filho, mandou-lhes uma mirada gelada às pessoas e girou-se a Tom.
-Vai abrir-nos a porta ou que? - sibilou.
-Oh, por suposto, por suposto. Sigam-me, faz favor. - disse o idoso rapidamente.
Enquanto o tijolo que tinha tocado o cantineiro com seu varinha se estremecia, Lestat lhe mandou uma mirada suspeita ao que se tinha apresentado como professor Quirrell, não sabia porque, mas esse tipo lhe dava má espinha. Inconscientemente, apertou aos meninos a seu corpo mandando-lhe uma mirada gelada ao tartamudeante homem. Quirrell abriu grande os olhos, soltou um grito algo feminino e se perdeu entre a multidão.
-Seres vivos. - grunhiu o vampiro dantes de atravessar a parede desaparecida de tijolos.
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Beco Diagonal.
Lestat esperou paciente enquanto os meninos deixavam de imitar a peixes fora da água. E é que a surpresa dos meninos era compreensível. Nunca tinham estado em um lugar mágico e sendo eles tão curiosos por ver coisas novas, isto, sem dúvida, chamava muito a atenção.
-Excelente!
Mal, graças a seus reflexos de vampiro, atingiu a agarrar o pescoço da camisa dos meninos para que não saíssem despavoridos a pesquisar este lugar.
-Não, não, não… dantes que nada temos ir ao banco a mudar nossas libras por dinheiro mágico. - disse esticando dos meninos a uma direção contrária.
-Mas papai!/ Mas tio! - vieram os protestos ao uníssono.
-Nada de birras. Vamos a esse lugar da esquina e depois percorremos todo o que queiram. - murmurou com voz firme.
Os meninos suspiraram resignados e caminharam até um edifício branco, muito grande que estava em uma esquina do beco. Em cima da porta principal podia-se ler a palavra Gringotts. Entraram com cautela vendo como uma coisa muito feia os olhava com uma expressão resmungona.
-É um gnomo. - murmurou Neville quase com temor.
-Olha isto…
Entra, desconhecido, mas tem cuidado
Com o que lhe espera ao pecado da cobiça,
Porque aqueles que apanham, mas não lhe têm ganhado,
Deverão pagar em mudança bem mais,
De modo que se buscas por embaixo de nosso solo
Um tesouro que nunca foi teu,
Ladrão, te advertimos, tem cuidado
De encontrar aqui algo mais que um tesouro.
-Sim, sim… apressem-se, que eu também quero sair a percorrer o lugar. - disse o loiro dantes de acercar a um balcão. - Muito bom dia. - saudou com uma de seus deslumbrantes sorrisos. - Tenho vindo a mudar dinheiro… muggle, pelo mágico.
-Bem, quanto deseja mudar?
-Tudo isto. - Lestat abriu um maletinha cheio de libras fazendo que os olhos do gnomo se abrissem um pouco e o olhasse com desconfiança. - Também desejo abrir uma conta a meu nome e outras mais duas, uma a nome de meu filho e outra para meu sobrinho.
-Como deseje, Senhor. - o gnomo giro e disse em voz alta:- Griphook!
Em seguida outro gnomo veio correndo até onde estava o gnomo que os atendia.
-Senhor…?
-Este cavaleiro quer abrir três contas em Gringotts. Encarrega-te de todo o necessário.
-De acordo, se seguem-me faz favor…
-Papi… podemos…?
-Não, vocês me seguem e depois saímos todos juntos ao Beco. - disse terminante.
-Bem. - grunhiu Harry e seguiu amuado a seu pai até o escritório do gnomo.
Depois de que Harry e Neville cumprissem os dez anos tinham recebido uma chave de Dumbledore, onde lhes dizia que ambos meninos tinham a sua disposição as câmeras dos Potter e Longbottom respectivamente e que podiam fazer uso desse dinheiro quando lhes fosse necessário. Dizer que os pais dos meninos se indignaram era dizer pouco. Eles contavam com o suficiente dinheiro para manter aos meninos e em nenhum momento pensaram em usar esse dinheiro. Isso se, quando os pequenos tivessem suficiente idade para herdar todo, eles não lhe proibiriam que usassem esse dinheiro no que quisessem. Mas, por agora, enquanto estavam na escola, os vampiros se iam fazer cargo de todo o que precisassem até que se graduaram. Como todo pai deveria fazer.
Depois de uma hora de aborrecimento, por fim os papéis para ter uma câmera abobada nova nesse lugar estiveram prontos e assinados e já podiam sair daí. Por suposto, o de Harry estava a nome de Harry de Lioncurt e o de seu primo a nome de Neville Molloy, se o gnomo noto que o moreno e o castanho eram os famosos magos do Mundo Mágico não disse nada. No entanto, o gnomo parecia estar ao tanto de quem era Lestat de Lioncurt, pelo visto, entre as criaturas mágicas sabia-se quem era o Príncipe dos Vampiros.
-Bem, o primeiro que temos que fazer é ir pelas túnicas. Talvez devemos esperar até que estejam feitas e podemos percorrer enquanto as costurem.
-Mas depois percorremos todos os rincões, verdade?
-Sim, filho… depois veremos a cada rincão deste lugar.
Caminharam direito até um local onde brilhavam as palavras: "Madame Malkin, túnicas para todas as ocasiões"
A dona viu-os entrar e fico-se por um momento com a boca aberta ao ver a Lestat, orgulhoso ele lhe mostrou a melhor de seus sorrisos e piscou um olho. Que sorte que meu amor não pôde vos acompanhar. Faz muito que não posso deixar sair meus encantos para que os mortais me admirem…
-Papai… estou-te vendo. Vou dizer-lhe a papi Lou.
O loiro grunhiu e mando-lhe uma mirada enfadada a seu filho. Harry, amuado, devolveu-lhe a mirada. O menino era muito zeloso de seus pais e não estava para nada de acordo com que Lestat se fizesse o galã com outra pessoa que não fosse seu papi.
-Mau filho…
-Hogwarts garotos? - perguntou Madame Malkin, saindo de seu estupor - Tenho muitos aqui… Em realidade, outro rapaz está-se provando agora. Se seguem-me, faz favor.
-Espero-os na entrada, petits. Vou ver algumas dessas túnicas para mim também.
Os meninos caminharam até o fundo da loja onde um menino loiro de rosto pálido e pontiagudo se provava uma túnica acima de um escabelo, a seu lado, outro menino de suas mesma características, mas mais jovem, revolvia um sem fim de teias de todas as cores.
-Olha esta, Drakitito, acho que esta túnica seria perfeita.
O rosto pálido do maior se tingiu de vermelho e mandou-lhe uma mirada enfadada ao menor.
-Essa é uma túnica de menina! - grunhiu.
-Awww, mas Dray… tu pareces uma menina. - balbuciou o menino, alteando suas pestanas a um ritmo incrivelmente rápido. - Se pões-te esta túnica vais parecer uma dessas bonecas que papi lhe compra a Camila e sabes como ela adora essas bonecas…
-Deixa de incomodar, Lucas! Devi dizer-lhe a papai que te levasse consigo…- murmurou amuado.
-Papai disse que seria menos perigoso que me ficasse aqui a que vá com ele à loja de livros.
-Sim… menos perigoso para sua saúde mental. - respondeu arrastando as palavras.
O menino, Lucas, sacou-lhe a língua e depois fixou-se nos surpreendidos Neville e Harry.
-Olá. - disse com um sorriso que os tivesse enganado dizendo que o menino era um anjo se não tivessem visto o espetáculo anterior. - Também Hogwarts?
-Sim. - responderam ambos ao uníssono, enquanto se subiam a dois escabeles.
-Meu irmão também vai ao colégio neste ano. - sorriu assinalando com a cabeça ao loiro que tinha o cenho franzido. - Ao fim vai-se e eu poderei tocar todas aquelas coisas de sua habitação que nunca me deixo pesquisar no passado.
-Lucas…- sibilou entre dentes.
Na entrada.
Lestat escutou a porta abrir-se e em seguida todos seus músculos se tensionaram ao reconhecer o cheiro e a presença. Todos seus sentidos lhe gritaram o alarme e se girou lentamente.
Um homem com uma menina em braços estava ali parado. Tinha uma túnica que a léguas gritava que estava podre em dinheiro. Seu cabelo era castanho com algumas betas prateadas, um rosto algo pálido e seus olhos… esses olhos eram o que denotavam porque o tipo não lhe agradava, seus olhos eram dourados. Dourados como só uma criatura em todo mundo pode chegar a ter: um licantropo. E a expressão de sua cara, puro desdém e quase ódio, destroçava todo o belo que poderia chegar a ser. Lestat estava seguro de que se não o olhasse dessa forma o homem seria quase tão formoso como ele mesmo. (N/A: Nota-se que gosto Remus, não?)
-Lestat de Lioncurt, senão equivoco-me. - disse o homem com uma voz fria, enquanto deixava à preciosa menina de não mais de três anos, pele pálida, cabelo castanho, quase loiro, e formosos olhos cinzas, no chão.
As sobrancelhas do loiro levantaram-se.
-Não creio te conhecer… lobo. - espetou.
-Não, mas sei que é o único de sua... classe, que pode sair às claras.
-Um presente dos deuses. - replicou com um sorriso sarcástico.
-Papi, meça… pada bebê. - a menina tinha caminhado até um estante onde tinha roupa para bebês e sustentava entre suas mãos uma preciosa túnica azul para recém nascido.
Para surpresa do vampiro, o homem-lobo levou-se uma mão ao ventre e sorriu à menina. Um sorriso que destacou toda a beleza que dantes não pôde ver.
-Se gostas lhe compraremos a teu irmãozinho. - disse carinhosamente.
O loiro estava em choque. Não pode ser… O que em um princípio pensou que era um ligeiro peso extra no homem era, evidentemente, uma gravidez masculina de não mais de quatro ou cinco meses de gestação. Lestat sabia disso, sua surpresa tinha sido maiúscula quando o soube, mas pensava que só os magos podiam ter acesso a essa bênção.
-Pareces surpreendido… vampiro. - disse Remus com um sorriso maliciosa. - Isto é algo que nós os seres vivos podemos fazer. Muito pelo contrário de vocês. - cuspiu.
Lestat mandou-lhe uma mirada de ódio.
-No entanto, eu tenho a alguém que estou seguro todos vocês dariam o que fosse por ter. - disse sorrindo satisfeito ao ver a mirada furiosa de Remus.
Esse tinha sido um golpe baixo. Remus sabia, ele mesmo se tinha encarregado do buscar quando desapareceu e, faz sete anos, Albus Dumbledore se tinha pena dele e lhe tinha revelado a verdade. E o maldito vampiro tinham razão, muitas famílias mágicas teriam matado por ter a oportunidade de criar ao famoso menino-que-viveu.
-Ele está aqui?- murmurou olhando para todos lados.
-A quem referes-te…? - perguntou com suspeita.
-Sei quem és e a quem tens a teu cuidado. Ambos estão aqui?
-Como é que o sabes?
-Os Longbottom e, sobretudo, os Potter eram amigos meus. Dumbledore disse-me tudo. Bom, e não só dele tenho escutado de vocês.
-Esse velho. - sibilou entre dentes. - Pensei que seria um segredo. - entrecerrou os olhos. - Por que te disse? E quem mais falou-te de nós?
Remus suspirou várias vezes, tratando de controlar as vontades de atirar-se para arrancar o pescoço desse vampiro. Estava-lhe custando muito esforço controlar a seu lobo, sobretudo, tendo em conta que a lua cheia era em três dias. Mas devia controlar-se, não só porque todos seus filhos estavam nesse lugar e seria um horrível espetáculo que presenciaram uma briga assim, senão que também poderia ser perigoso para o bebê de vinte semanas que levava dentro.
-Meu nome é Remus Malfoy, anteriormente Lupin. James era meu melhor amigo e se poderia dizer que sou padrinho honorário de Harry.
O vampiro levantou uma sobrancelha, ele sabia quem era Remus Lupin. Quando lhe tinha pedido a Khayman que pesquisasse sobre o passado da vida dos pais de Harry tinha conhecido os nomes dos três melhores amigos de James Potter. Incluindo o do traidor e assassino Sirius Black. No entanto, em nenhum lugar do relatório dizia que Lupin era um homem-lobo. Khay se quererá morrer quando o saiba…
-E quanto ao outro… o noivo de um amigo da família é… conhecido teu. - espetou com desdém.
-Perdão…?
-É um dos melhores amigos de meu esposo: Rodolphus Lestrange. Faz um pouco mais de um ano apresentou-nos a seu casal, vivem juntos. Muito a mim pesar, devo te dizer que é um de tua classe, se faz chamar Khayman.
O loiro teve o impulso de meter um dedo em seus ouvidos para saber se tinha algum dispositivo que lhe impedia saber se tinha escutado bem. Piscou enquanto suas sobrancelhas levantavam-se.
-Que?!
-Como te disse, eu também me surpreendi muito. Pensei que vocês não se relacionavam com pessoas que não fossem bebedores de sangue. Mas chegue a conhecê-lo e dei-lhe uma oportunidade, porque vejo muito apaixonado a Rodolphus. Ele precisava a alguém em sua vida e teu amigo parece ser um bom tipo, o único mau é…
-A ver, espera, espera. - levantou ambas mãos, negando com a cabeça. - Estas tratando de me dizer que meu amigo Khay é noivo de um mortal…? E nada mais e nada menos que um mortal mago que é amigo teu… que é um homem-lobo?
-Sim. - respondeu comum enchimento de ombros.
-Merda. – murmurou. - E eu que pensei que conhecia a meu amigo.
-Esqueçamo-nos disso agora. Vais dizer-me se os garotos estão aqui ou não?
Lestat suspirou, prometendo-se uma conversa muito longa com Khayman quando o voltasse a ver. Ainda que, pensando-o bem, faz meses que não passava pela casa mais de duas horas seguidas, de modo que era muito difícil o conseguir. O muito descarado… esse mortal deve ser muito bom na cama como para o ter atracado. Se até vivem juntos! Pelos Deuses! Que sorte que já estou morrido, ou senão me tivesse morrido da impressão… Esperem a que lhe diga ao resto! Sobretudo a Santino! Será o único solteiro empedernido do grupo…
-E bem? - perguntou impaciente e algo irritado o Gryffindor, sacando de suas divertidas cavilações ao vampiro.
-Sim, o trouxe a ambos para comprar suas coisas. - contestou cabeceando em direção onde os meninos tinham desaparecido anteriormente.
-Quisesse…
-Já deixa de incomodar! - chegou-lhes um rugido desde o fundo.
Os olhos de Lestat abriram-se surpreendidos e Remus suspirou cansado. Como se o grito não o sobressaltara em nada. Grunhindo incomodado alçou em braços da pequena e caminhou até onde se encontravam os meninos.
-Awww, mas Dray… só estava caçoando.
-Que é o que passa agora?- murmurou Remus.
-Papai! - gritou Draco. - Este fedelho não me deixa em paz! Tem estado envergonhando-me desde que deixaste-nos aqui!
-Eu não estava fazendo nada! - defendeu-se em seguida, ao ver o cenho escuro de seu papi. - Só estava lhe fazendo umas brincadeiras sem importância e ele reage como se tivesse a menstruação!
-Lucas…!- exclamou escandalizado o licantropo. De onde tinha aprendido seu filho de seis anos que era a menstruação?!
Para horror de Draco, os meninos que se estavam provando túnicas com ele começaram a se rir, junto com um aposto loiro que estava por trás de seu papai.
Esses risos distraíram a atenção do castanho de seu filho e seu fôlego ficou travado em sua garganta. Ali estavam, os famosos meninos do mundo mágico. O que se tinha perdido sem paradeiro conhecido, Neville Longbottom era uma mistura entre Alice e Frank, mas podia ver que era mais parecido a seu pai que sua mãe, tinha muito dos rasgos dos Longbottom em seu jovem rosto.
Depois girou, quase com medo. Sentiu como seus hormônios se descontrolavam lhe dando umas terríveis vontades de chorar ao ver ao sorridente menino de cabelo revolto, com óculos e incríveis olhos verdes. Harry Potter era tão parecido a seu pai James que doía. Quase fazia sentir a Remus que estava fazendo uma viagem no tempo, de fato, se não fora por esses olhos esmeralda (olhos de Lily Evans, sem dúvida), o castanho tivesse jurado que estava em frente de seu amigo Prongs.
Da pouco os risos foram-se acalmando, enquanto Lucas fazia todo o possível para escapar da fúria de seu irmão maior.
-Olá. - disse Remus, com voz estrangulada, olhando diretamente a Harry. - Posso pedir teu nome?
-Olá, sou Harry de Lioncurt. E este é meu primo Neville Molloy.
Lupin franziu o cenho e mandou-lhe uma mirada enfada ao vampiro, quem sorriu-lhe com suficiência. Os meninos nem sequer usavam seus sobrenomes verdadeiros! Isso Albus não lhe tinha dito!
-Olá. - sorriu apesar de tudo. - Lamento que tenham presenciado este espetáculo. Meu nome é Remus Lupin de Malfoy e estes são meus filhos. Draco Malfoy é o maior e vai neste ano a Hogwarts com vocês… a quem esta tratando de atingir por embaixo dessa mesa é Lucas Malfoy e esta menina que esta em meus braços é Camila Malfoy.
-Hoa. - saudou ela, agitando uma mão.
-Olá, Camila. - saudaram ambos meninos sorridentes.
De repente escutou-se um estrondo, em um arrebato de fúria Draco tinha atirado a mesa por um custado e Lucas saiu correndo por sua vida, com seu irmão atrás dele. Veio diretamente onde estava eles e Neville teve que sacar do caminho a seu primo para não ser arrolado. Sem prévio aviso, o pequeno moreninho deteve-se e voltou em seus passos. O maior dos irmãos, que vinha tão rápido como podia, não pôde parar e só os reflexos vampirizes de Lestat impediram que se desse contra o marco da porta.
Harry removeu-se incomodo em seu lugar. Lucas Malfoy estava-o olhando como se fosse o mais maravilhoso que tenha visto em sua vida. O moreno deu-se conta que olhava um lugar em especifico de sua pessoa. O pequeno olhava a cicatriz em forma de raio que ficou descoberta quando foi puxado longe da trajetória da perseguição anterior.
-É Harry Potter. - murmurou sem crer-lhe.
-Eh… se, esse era o sobrenome de meus pais biológicos. - admitiu torpemente.
Um silêncio torpe instalou-se no lugar, enquanto Draco e Camila também olhavam com surpresa ao garoto que tinham conhecido na loja. Evidentemente, o silêncio foi rompido por um grito excitado:
-Por Merlin! Tenho conhecido a Harry Potter! Harry Potter! - Lucas saiu correndo até uma mochila em forma de hipógrifo que estava junto a porta e o revolvia afanosamente. Em seguida voltou com um caderno que tinha as iniciais HP, com um raio que atravessava ambas letras, e uma pluma. - Me darias teu autógrafo? - pediu com seus olhos cinzas brilhosos.
-Eh… eu…- meditou.
-Oh, vamos Harry, não lhe vais romper a ilusão a este pobre menino, verdade? - picou Neville, com um sorriso marca Armand (sarcástica) em sua cara.
Harry mandou-lhe uma mirada marca Louis (essas que congelam o inferno) e arrebatou o caderno das mãos do menino. A Lucas não pareceu lhe importar que seu ídolo quase rompesse sua pluma enquanto escrevia seu nome, com tal de ter seu autógrafo todo podia lhe passar.
-Aqui tens. - disse forçando um sorriso.
O pequeno tomou entusiasmado seu caderno e franziu o cenho.
-Aqui diz Harry de Lioncurt. ¬¬
O moreno pôs os olhos em alvo e após mandar-lhe uma mirada de advertência a sua primo que tinha deixado escapasse um risadinha, voltou a tomar o caderno e agrego "Potter" ao lado do escreveu anteriormente.
Harry de Lioncurt-Potter.
-Oh, obrigado. Meus amigos não poderão lhe crer. - murmurou Lucas, caminhado como em trance para buscar novamente sua mochilinha.
-Bem já tenho todo o de seu filho, Senhor Malfoy. - disse Madame Malkin, quem via-se revelada ao saber que a família já se retiraria depois do caos que causou em sua loja.
O licantropo sorriu vergonhosamente e aceitou as túnicas que se lhe eram entregadas.
-Muito obrigado, Madame. Faz favor, carregue à conta de meu esposo. - Remus acomodou melhor a Camila em seus braços e girou-se para o menino que era como seu filho apesar que não compartilhava sangue. - Draco, toma tuas coisas e vamo-nos em busca de seu pai.
O loiro, quem se encontrava olhando alucinado a Harry, sacudiu sua cabeça e assentiu tomando o pacote com suas túnicas do colégio.
-Bem, foi um gosto os conhecer garotos. Espero voltar a ver em outro momento.
Os garotos sorriram-lhe e assentiram. Agitando uma mão à menina que os saudava. Remus saiu da loja junto com todos seus filhos não sem dantes lhe mandar uma mirada de ódio ao vampiro. Lestat, obviamente, devolveu-lhe.
-Ok., isso foi estranho. - murmurou Neville.
-Nem que o digas. - reconheceu Harry.
Lestat sorriu, negando com a cabeça. Essa experiência sem dúvida ia ser muito divertida de contar aos que ficaram em casa.
-Bom, se já têm todo garotos, acho que é hora de ir por seus varinhas.
Continuará…
Próximo capitulo: Varinhas e mascotes para os anjos
Nota tradutor:
Ufa mais um capitulo pronto não?!
Bora para reviews? Então até a próxima! Te vejo lá…
