Epilogue: Happily Ever After

O tempo passa. Meses eram como dias, horas como segundos. Quando notei, mais um aniversário meu chegava perto de se completar. Raramente eu saía da minha linda casa campestre, e se fui à cidade, foram vezes que eu contava nos dedos. Ninguém sabia de minha existência no mundo além de meu Marcus, Gilly e os Cullen. Mas o perigo de sermos descobertos pelos Volturi permaneceu pairando por nossas cabeças como um pesadelo esperando para que finalmente dormíssemos. O medo, porém, foi se extinguindo aos poucos, e quando percebemos, nem ao menos nos lembrávamos dos vampiros italianos.

O mesmo aconteceu com a idéia de eu ser a reencarnação de Didyme. Não importava a alma que habitava meu corpo, eram meus sentimentos e minhas atitudes que contavam.

Minha vida estava quase completa; eu tinha um marido perfeito e um filho adotivo fofíssimo. Era uma dona de casa feliz e amada, mas ainda sim, havia algo que eu sentia falta. A coisa que Esme e Rosalie Cullen sempre almejaram e que Bella possuía. É claro que me sobraria apenas uma tentativa que possivelmente poderia tirar minha vida, porém, que mulher nunca deixaria de tentar?

Marcus não estava muito alegre com o meu desejo; em nenhuma das hipóteses ele cogitaria algo que pudesse me machucar. Mas ao final, havia desistido. Eu negara o casamento que Alice quis oferecer a mim (e o meu vampiro também ficou grato por meu recuso). Então, como o último pedido humano lhe faria, ele deu-me.

Não tenho muitas palavras para dizer-lhe o quão perfeito é a sensação de saber que há algo crescendo dentro de si. E parte desse algo, era um pedaço do homem que eu amava tão fielmente. Não era uma gravidez normal, era mais dolorosa e que exigia muito de mim. Porém, tínhamos a melhor assistência que algum médico pôde oferecer, já que doutor Carlisle Cullen não negou nosso pedido de ajuda. Eu tinha também amigos muito bons; o carinho materno de Rosalie, as curiosidades a respeito de minha vida como humana de Alice e Bella.

Nunca imaginei que me ligaria tanto a alguma amiga, mas lá estava eu, com uma barriga gigante a minha frente e sendo paparicada pela última vampira a adentrar a família Cullen. Bella era a que me ajudava a me alimentar (e algumas vezes, incluía sangue), mantinha-me entretida quando meu marido saía para caçar e preocupava-se em assegurar que eu nunca estivesse sozinha.

Também fui permitida saber sobre os shapeshifters de La Push. Recebi autorização de ser mudada naquele território, mesmo que um dos alfas, chamado por Jacob de Sam, odiasse aquela idéia. Mas o que importava era o que o herdeiro de Ephraim decidia.

Aquele mês não passou tão rápido quanto os outros. Bella disse-me que sua gravidez havia sido ainda pior, mas isso não afastava as dores. Carlisle suspeitava de algo que nunca me dizia, e Marcus, assim como o doutor, mostrava-se cheio de segredos.

Mas, como tudo, aquilo chegou ao fim. Graças ao bom Deus, recebi anestesia e só senti as primeiras dores quando finalmente meu corpo perdia a mortalidade. A queimação da mudança quase me deixara louca, porém, como minha amiga vampira, eu mantive-me quieta. Muda para que meu marido não sofresse como eu sofria.

Naquele momento, minha mente enchia-se de uma única coisa: minha família.

Só que meu presente de dezenove anos fora ainda maior. No meu mundo, quatro seres se faziam importantes. Meu eterno marido, Marcus; meu filho adotivo, Gilly; e os gêmeos que carregavam cada qual um pedaço de mim. A menina recebera o nome que aquela família nunca haveria de esquecer. Didyme herdou os cabelos escuros como a noite do pai, mas os olhos vibravam como os meus costumavam ser quando eu ainda era humana. O menino, Louis. Por algum motivo, aquele nome resumia todo o amor que emanava de mim. Ele tornou-se o oposto da irmã; cabelos louros como palha e os olhos que milhares de anos passados, o pai um dia carregara. Um verde como as copas das árvores que cercavam Forks.

Eu podia dizer, sem sombra de dúvida, que o meu mundo era o mais feliz que eu já havia experimentado.

Finalmente eu possuía o meu "Felizes Para Sempre".

FIM



Continua em:

Blood Ties

Sneak Peek:

Forks preparava-se para dormir, nem ao menos suspeitando que duas famílias de vampiros rondassem suas casas. Incontáveis anos haviam se passado desde que a jovem Isabella Swan havia se tornado a mulher do estranho Edward Cullen e partido precocemente da casa do pai. Dos únicos que ainda se lembravam que um dia aquelas pessoas misteriosas fizeram parte de suas vidas, poucos ousavam comentar a chegada dos Agate e dos imutáveis Cullen. É claro que não deixavam de fofocar sobre a beleza dos novos moradores, invejarem o poder aquisitivo que esbanjavam possuir e a felicidade estampada em cada rosto pálido.

Por outro lado, aquelas famílias sentiam-se muito feliz por finalmente retornar ao local de origem – para dois casais em particular – do início da parte perfeita de suas imortalidades. Principalmente, porque, para ambos aqueles casais, havia sido aquele local que seus herdeiros sanguíneos ganharam a vida.

E era, naquela casa azul e de portas brancas, que o cheiro delicioso da comida caseira de Annabelle Agate brincava pelo ar. As risadas poderiam ser audíveis a quilômetros e as conversas fluídas emendavam aqui e ali com as outras. Os anos que haviam passado mal eram notados, a não ser pelo crescimento avançado que os três meio-vampiros das duas famílias carregavam em seus corpos eternamente jovens.

[...]