Doce Paixão

Capítulo 14 Bônus: O Inesperado.

N/A: Tem sido muito difícil controlar tantos personagens em cenas tão extensas e tantas demonstrações afetivas, eu realmente espero chegar ao nível de agrado.

Serenity chegou do colégio, Joey estava pronto para implicar com ela, quando viu o moreno de cabelos loiros segurando todas as sacolas pesadas.

-Marik, esse é meu irmão Joey.

-Prazer – Disse o garoto fazendo um rápido gesto com a cabeça, Joey ficou sem palavras, quem diabos era aquele cara e o que fazia com sua irmã?

Marik deixou as compras em cima da mesa e já estava indo para a entrada da casa se despedir do recém conhecido, mas Serenity o impediu.

-Marik, você me ajudou tanto, por favor, fique para jantar.

-Anou...Seria muito bom, mas eu preciso fazer uma ligação – Disse Marik sorrindo, Serenity apontou para o telefone e ele balançou a cabeça negativamente e puxou o celular do bolso – Com licença – E foi para um dos quartos. Joey aproveitou e puxou Serenity para dentro da cozinha.

-Quem diabos é aquele cara?

-Uma pessoa muito gentil que salvou nossas compras.

-Como assim 'salvou nossas compras'?

-Roubaram a minha bolsa-

-O QUE?!

-E ele pegou de volta, então ele me fez companhia, muito gentil, não?

-Serenity, ce ta me dizendo que você colocou um estranho aqui dentro? E aquele vai ficar pra jantar?

-Joey, ele me salvou.

-Ele é um aproveitadorzinho barato, fique longe desse tipo de gente, você nunca sabe o que elas estão tramando.

Antes que Serenity pudesse dizer algo, os dois escutaram um pigarro e ambos olharam para a entrada da cozinha, Marik estava encostado no vão da porta e sorria para os dois, Joey ficou da cor de tomate e Serenity se virou para começar a preparar o almoço.

-Joey, leve o Marik para a sala, eu vou cuidar da janta – Disse ela pegando um avental cor de rosa e amarrando-o a cintura.

-Desculpe...é que...sabe como são as pessoas, a gente acha que as conhece e de repente leva uma na cara – Disse Joey coçando a cabeça, Marik se sentou no chão encostando-se no sofá.

-Isso me cheira a ressentimento, tudo bem?

Joey ficou fitando aqueles olhos de cor...roxa, sim, os olhos daquele estranho jovem eram roxos, ele parecia sincero e não curioso.

-Ah, alguns problemas, nada que não vá ser resolvido com o tempo certo.

-Alguma... garota?

-Hn? Não, meu amigo.

-Ahh...

E os dois ficaram em total silêncio, dava até pra escutar o som de tampas sendo abertas e Serenity mexendo nas gavetas de talher.

-Ah nossa, quantos piercings – Disse Joey se aproximando de Marik e analisando o piercing da sobrancelha e o da boca. – Isso não doeu?

-Nem um pouco, vou fazer mais, quero um na orelha, algumas argolas e pretendo fazer uma tatuagem nas costas – Disse com um mega sorriso.

-Tem que ter muita coragem, eu pensei em fazer um na orelha uma vez, mas fiquei sem coragem, ainda tenho furador e o brinco – Disse Joey fazendo careta.

-SÉRIO? Eu posso furar pra você!?

Marik parecia tão feliz com a idéia que Joey sentiu até medo, os olhos dele brilhavam não tinha como negar, Joey pegou rapidamente o furador e mostrou o brinco, simples, dourado com uma pedra vermelha.

Joey apertava uma almofada, Marik ria dizendo que não era necessário, mas o loiro não estava nem aí, fechou os olhos e fez sinal para que Marik fosse logo com aquilo, Marik passou o nariz perto da orelha de Joey.

-Vai acabar logo, Koi – Disse quando parou os lábios bem próximos ao ouvido de Joey, que se estremeceu todo com aquilo, antes que pudesse dizer alguma coisa, sentiu uma pequena pressão na orelha esquerda. – Pronto – Disse Marik de uma distância segura.

Joey ficou encarando Marik e se levantou para ver o resultado, o moreno apenas continuou sentado no chão e sorriu com sua própria brincadeira pro garoto, que deve ter ficado sem entender, mas aquele arrepio só deixou Marik ainda mais com vontade de continuar.

Joey se olhava no espelho, a face molhada, mas ainda era possível ver o rubor, de raiva e vergonha, como aquele cara ousava ter chegado tão próximo?

Antes que os dois pudessem pensar em mais alguma coisa, Serenity havia gritado da cozinha que o jantar ia ser servido em poucos minutos.

O jantar fora divertido, Marik e Joey ignoraram completamente o rápido acontecido e conversaram normalmente, Marik sempre muito misterioso falou pouquíssimo sobre si, deixando apenas os irmãos contarem algumas coisas e brigarem quando cada uma relatava algo que não batia.

Marik e Joey estavam do lado de fora, o moreno já estava subindo na moto quando antes de acelerar ele parou e estendeu o capacete para Joey.

-Que?

-Você não quer resolver as coisas com o seu amigo?

-Quero, mas...

-Sobe aí que eu te deixo na casa dele.

-Está um pouco tarde...

-Joey, se vocês são amigos há tanto tempo, e se é para pedir desculpas, não tem hora, sobe logo.

-Mas e a Serenity? Eu não vou poder voltar pra casa.

-Liga pra ela, fala pra menina fechar bem a casa e ir dormir logo, anda, ela sabe se cuidar.

Joey ficou na dúvida, pegou o capacete e seguiu com Marik. Serenity estava na janela e estranhou ao ver Joey na garupa.

-Bem, pelo menos ele fez um novo amigo – Disse se afastando e trancando a porta, sentou no sofá e ficou vendo um pouco de tv, mas logo cansou, ligou a luz do quarto e ficou parada na porta. – Não quero dormir sozinha... – E foi para a sala tentar pegar no sono com a tv, mas os programas só a faziam ficar ainda mais animada, no desespero maior ela pegou o telefone e ligou para Tea.

-Alô, eu poderia falar com a Tea, por favor?

-Ah querida, ela já está dormindo... Quer deixar recado?

-Ah, desculpe ligar tão tarde, não é nada importante. Boa noite – E desligou, deu um longo suspiro.

-/-

Marik parou a moto bem na calçada, Joey desceu rapidamente, não havia iluminação alguma na casa.

-Obrigado Marik.

-Obrigado uma ova, eu quero ver você entrar.

Joey corou, mas agradeceu mentalmente por ele ser tão prestativo, do jeito dele é claro. E Joey parou na varanda da casa, ficou na dúvida se tocava ou não a campainha, pensou em pedir o celular de Marik emprestado, mas o cara já havia o levado e ainda fazia questão de ver ele dentro da casa. Respirou fundo e tocou a campainha três vezes, só para que tivessem certeza de não era uma peça de alguma criança.

Como o esperado, quem atendeu fora o avô de Yugi, que muito gentil deixou Joey entrar, antes de fechar a porta o loiro agradeceu para Marik, este apenas fez um sinal e deu partida na moto.

-O Yugi... o Yugi, ta aí?

-Ta, mas ele já deve estar dormindo.

-Eu... Eu não quis acordar o senhor, me desculpe por vir assim sem avisar – E logo se inclinou fazendo uma rápida mesura.

-Esses jovens, porque brigaram dessa vez? – Perguntou o velho e fez sinal para que Joey o acompanhasse até a cozinha.

-Ah, eu nem lembro mais – Disse Joey dando um sorriso fraco, porém sincero e o Sr. Salomon percebeu isso.

-Sei que o Yugi não anda com o melhor dos humores, mas desculpe-o, sim?

-Alguma coisa está errada?

-Sabe, é que já fazem alguns anos desde que os pais do Yugi morreram, as vezes ele fica assim deprimido, as vezes com raiva, são atitudes que não combinam nem um pouco com ele, não é?

-De fato...

-O Yugi nunca escondeu nada dos amigos, mas também sempre fez questão de ter certeza de quem ele confiava não o escondia nada, mas eu tenho certeza que tem uma coisa sobre ele que você não sabe.

Joey até arregalou os olhos, Yugi sempre contara tudo a ele, desde sua infância até os dias de hoje, o que havia feito, comido, como poderia haver alguma coisa que ele, Joey Wheeler não soubesse sobre o melhor amigo?

-Perdoe ele por isso, e espero que ele me perdoe por estar te contando.

Joey pode sentir a gravidade da situação e logo não conseguiu nem imaginar o que seria, concordou com a cabeça e aguardou ansioso pela continuidade do velho.

-O Yugi...já teve uma irmã.

Joey sentiu a cozinha inteira girar, e logo o jantar parecia ter caído super mal, mas não iria passar mal agora, pois queria saber do resto.

-Essa irmã, se chamava Manaha, ela com cinco anos, junto com os pais do Yugi.

-Mas...Mas...Ele nunca me falou sobre ela e eu venho aqui há anos e eu nunca vi foto alguma dela.

-Você sabe porque o Yugi pinta o cabelo daquele jeito?

-Não...

-Porque eram as cores favoritas da irmã dele, certa vez ela disse "Se tivesse um arco-íris, seriam dessas cores, roxo, preto e amarelo, e Yugi você é tão mais alto que você poderia ser o meu arco-íris".

Joey sabia bem o que era realizar um desejo da irmã, mas ouviu o velho repetir aquelas palavras, de uma forma tão serena, Joey se levantou e correu para o quarto do amigo, o velho sorriu e pediu mentalmente que Yugi o perdoasse.

Joey abriu a porta com violência e também a deixou bater, Yugi acordou assustado achando que alguma coisa havia acontecido, não disse nada ao ver Joey bem a sua frente, com os olhos totalmente marejados.

-J-J-Joey!?

-Me desculpa – Pediu subindo na cama e puxando o amigo para um abraço, embora Yugi não fizesse idéia do que havia acontecido, sentiu o desespero de Joey e nunca ele negaria um abraço para quem ele gostava tanto.

-Joey, tudo bem, me desculpe, eu não queria ficar enchendo tanto a sua paciência, desculpe... ok?

-Então, nós estamos bem?

Yugi concordou com a cabeça e Joey desfez o abraço, ficou sentado na beira da cama e secou as lágrimas do rosto.

-Vai dormir aqui, ne? Deixa eu te emprestar uma roupa, mas antes que Yugi saísse da cama, Joey o segurou pelo braço e balançou a cabeça negativamente.

-Deixa pra lá, as suas roupas não dão em mim, mas a gente vai ter que acordar mais cedo porque eu vou precisar ir em casa pra pegar o uniforme e buscar a Serenity.

-Tudo bem – Yugi se ajeitou na cama e deu espaço para Joey, já que ele mesmo não ocupada muito espaço, haviam dois travesseiros na cama e quanto a coberta, seria facilmente dividida, novamente aproveitando que Yugi não a puxava toda para si.

-Boa noite, Joey.

-Boa noite, amigão.

-/-

Serenity pegou o telefone, pensou em ligar para Yugi, mas assim que o nome do amigo bateu em sua mente, logo chegou a conclusão que Joey provavelmente teria ido pra lá.

-Pra quem eu posso... – E parou assim que um outro nome bateu em sua mente, pegou a caderneta dentro da bolsa e parou na letra 'K', haviam pelo menos cinco telefones ali anotados, decidiu ligar para o do celular, mas pela hora, imaginou que estaria desligado, discou então para o do quarto.

-/-

Seto entrou em casa e jogou as chaves em cima da cômoda de madeira, a luz da sala estava ligada, lá encontrou Mokuba dormindo com o vídeo-game ligado.

-Sinto muito, mas você terá que repassar por essa fase – Disse desligando o aparelho sem salvar e jogou um pano para cobrir o irmão.

Pensou em ir direto para o banho, mas ouviu o telefone do quarto tocar, entrou correndo e olhou na bina, não reconheceu o número, deixou tocar, até que deu uma última olhada e por puro reflexo tirou o telefone do gancho.

-Alô, Serenity?

-S-Seto? E-eu te acordei?

-Não, eu acabei de chegar – Disse tirando a gravata – Tudo bem?

-Oh sim...

-Diga, o que foi. – Disse se sentando na cama e puxou o telefone para poder se deitar enquanto falava com ela.

-É que eu...

-Sim?

-Eu...

-Serenity?

-...

-Serenity?

-Eu...eu...n-não é nada, boa noite.

-Alô, Serenity? Serenity? Droga... – Seto ficou olhando para o aparelho, passou a mão pelos cabelos castanhos e ficou se perguntando por que ela ligaria as onze, quase meia-noite.

Quem poderia entender uma garota, se não uma outra garota?

Seto fez cara de nojo, mas pegou o celular, parou no número de Ishizu, ficou pelo menos cinco minutos encarando o número sem saber se ligava ou não,

-Tudo pela Serenity – Disse fechando os olhos e apertando o botão, o telefone nem deu quatro toques e foi atendido, mas não era a voz de Ishizu.

-Alô, é da residência Ishitar?

-Yeap, quem deseja?

-Seto Kaiba e quero falar com Ishizu Ishtar.

-Assim... não sei se você percebeu, mas ta meio tarde, ela ta dormindo.

-Da pra fazer a gentileza de acordá-la?

-Eu não to a fim de receber esporro por ter que acorda-la, saca?

-Não, eu não 'saco', Marik, certo? – Perguntou só de palhaça, pois era evidente que era o irmão da garota na linha.

-Exato, Seto Kaiba.

-Marik, acorda a sua irmã, que eu preciso falar com ela urgentemente.

-Se for assunto da Corporação eu também posso resolver, dependendo do que for eu a acordo.

-Não é nada relacionada a Corp. Da pra chamá-la?

-Então eu definitivamente não vou chamá-la.

-Vai me fazer ir até a aí pra tirar a sua irmã da cama só pra perguntar uma coisa?

-Você quer que eu acorde a minha irmã só pra perguntar uma coisa?

-Exato.

-Seto Kaiba, ce andou bebendo?

-Marik eu vou perder a paciência, CHAMA LOGO A ISIS!

-Vai perder?...Olha cara, é sério eu não quero acordá-la, diz o que é que eu posso tentar resolver.

-Não, você definitivamente não pode me ajudar.

-Você nem tentou.

-Nem irei, chama-logo-a-sua-irmã.

-Porra Seto desembucha que eu não vou ficar aqui até amanhã, diz logo que merda você quer com a minha irmã.

-A Serenity ligou pra minha casa querendo dizer alguma coisa e desligou e eu não faço idéia do que ela queria.

-E o que diabos a Serenity tem haver com a minha irmã!?

-Eu quero que ela entenda, sua irmã também é uma garota, ela deve saber.

-Se soubesse eu duvido que diria, e quem diabos é Serenity?

-...

-Namorada?

-É...

-Peraí? Serenity Wheeler?

-Exato.

-Eu conheci a guria hoje!

-Eu não quero nem saber como.

-Olha, se ela ligou pra você, não disse o que queria, eu só posso chegar a uma conclusão.

-Qual?

-Ela queria dormir na sua casa.

-O QUE!?

-Porra, eu não sou surdo, sim, é isso, ela queria dormir aí.

-Essa é a conclusão mais estúpida que você poderia chegar.

-Cara, não queira saber como, mas eu estive na casa dela, levei o irmão dela assim que eu saí e o deixei na casa de um amigo, ela ta em casa, sozinha e te liga quase de madrugada pra que?

As palavras de Marik fizeram tanto sentido que Kaiba se sentiu o mais ignorante, desligou o telefone, murmurando algo que poderia se entender como obrigado e saiu correndo para pegar as chaves do carro.

Marik desligou o telefone, aquela conversa o fizera perder o interesse na televisão, ele caminhou para o quarto e parou antes no da irmã para ter certeza que ela não acordara.

-Eu sinto muito maninha, mas eu não vou mais deixar você se meter na vida do Seto Kaiba... se ele já tem alguém, você que comece a procurar... – Disse para si mesmo fechando a porta do quarto dela e indo para o próprio.

-/-

-Sr. Kaiba, o Sr...

-Eu vou ficar por aqui, pode voltar – Disse saindo do carro e indo até a casa de Serenity, deixou o dedo na campainha, assim que o portão se abriu, o carro deu partida.

-S-S-Seto?

-Olá – Disse Kaiba sorrindo, Serenity corou dos pés a cabeça e fez sinal para que ele entrasse. Na sala, os dois ficaram em silêncio.

-E-Eu vou servir alguma coisa – Disse indo pra cozinha.

-Não precisa, eu já jantei. Você me deixou preocupado, ligando daquele jeito, está tudo bem?

-S-Sim

-Cadê o seu irmão?

-E-ele foi dormir na casa do Yugi... – Serenity corou ainda mais quando imaginou o que Seto estaria pensando dela, o irmão não estava em casa e ela ligava sem dizer coisa com coisa.

-Ei, não faça essa cara – Disse Seto se aproximando da menina, ele afastou as mechas que caiam, e pressionou o queixo dela, para que olhasse pra cima, para que olhasse para ele – Não tem nada demais me ligar se precisar, não é vergonha pedir nada.

-C-certo...

-Então... me diga, o que ia me pedir?

Serenity tentou não encara-lo, mas era impossível ele ainda segurava seu rosto, ela respirou fundo e começou.

-Eu... queria que você me fizesse companhia...já que o meu irmão foi dormir fora.

-Com o maior prazer – Disse soltando o queixo dela e dando um beijo em seu rosto, Serenity sorriu e só agora reparou que ele estava com uma mochila.

-V-você já sabia?

-Bem... eu tive uma certa ajuda – Disse sorrindo e agradecendo mentalmente Marik. – Então, eu posso dormir aqui no sofá.

-Aah, fique com o meu quarto – Disse o puxando pela mão e mostrando o quarto, simples, pequeno e feminino, incrível como tudo lá lembrava Serenity.

-Você vai dormir...?

-No quarto do Joey – Disse sorrindo, a última coisa que precisava era de Seto no quarto do irmão, melhor daquele jeito, ela ia pedir para que eles ficassem na sala conversando, mas Kaiba começou a bocejar. – Bem, pode se arrumar, boa noite.

-Boa noite – E deu um beijo na testa dela.

Serenity foi para o quarto de Joey e colocou o pijama rosa, com cruzinhas em azul, sentou na cama, sabia que não ia conseguir dormir, principalmente porque Seto Kaiba estava na sua casa.

Seto se jogou na cama, era extremamente fofa, nem se deu ao trabalho de apreciar o quarto, os bichinhos de pelúcia nas prateleiras, os maiores no chão, os porta-retratos na cômoda, o armário, enfeites, mas isso realmente não o interessava naquele momento, a cama parecia muito mais atraente.

Ele pegou no sono facilmente, mas acordou com vontade de ir ao banheiro, caminhou meio cambaleante e assim que abriu o porta se deparou com Serenity que estava encostada, ela deu um grito, ambos gritaram.

-O-O que está fazendo aqui? – Perguntou Seto tentando recuperar a postura.

-E-eu não conseguia dormir, e-então-- -E antes que continuasse ele a abraçou.

-Durma comigo.

Serenity sentiu uma estranha sensação percorrer o corpo inteiro, ela o abraçou e concordou balançando a cabeça, Seto já até tinha esquecido porque havia levantado e os dois voltaram para o quarto, Seto deixou que ela se deitasse primeiro, quando ele se deitou a abraçou e puxou a coberta.

-Se precisar de alguma coisa, vê se me acorda – Disse Seto com a cabeça no ombro dela.

-Sim, você também.

-Eu não preciso de nada, já tenho você – Disse beijando o rosto dela, Serenity corou novamente, como podia aquele rapaz ser tão frio com a maioria das pessoas e demonstrar tanto amor para ela? Sorte algumas pessoas tem de sobra.

-Boa noite – Disse Serenity, e puxou a mão dele para poder entrelaçar os dedos, mas a posição não era muito confortável e ela se virou, ficando de frente para ele, Seto apenas mexeu os lábios dizendo 'boa noite', ela sorriu e beijou-o, ele abriu os olhos a princípio, mas logo os fechou e correspondeu calmamente.

Continua.

N/A: Por favor, não confundam a amizade do Joey e do Yugi como yaoi, está longe de ser minha intenção. O Marik é o conselheiro mor da história, ele ajuda a irmã, Serenity, Joey, Kaiba, quando ele será recompensado? E não poderia deixar de escrever uma cena maior e mais digna do nosso casal principal, que já estavam ficando meio esquecidos no meio dessa confusão de personagens. A Serenity é abençoada pelos Deuses, porque ela conseguiu em menos de um mês baixar a crina do Seto e dormir com o rapaz!

E eu espero escrever outros capítulos tão longos como esse.

Não sei se vou atualizar até o dia 24, mas de qualquer forma, Feliz Natal e um próspero Ano Novo!