Glee não me pertence, nem os personagens principais dessa fic, nem um mooooooonte dos secundários... somente alguns como Grace, Hayden, Hilary e Cecily são fruto da minha mente insana.
Eu estou triste hoje, mas esse capítulo, felizmente, já estava escrito ontem à noite, então postar não custa nada, né?
Bjs!
No sábado, houve um grande evento na escola, com um amistoso do time de futebol da casa, os Titans (Titãs), contra o time de um colégio de Springfield, além da inauguração de uma nova biblioteca, o Espaço Hemingway. Por ser um evento com atividades de naturezas tão diferentes, todos os alunos do McKinley estariam presentes, e foi por isso que ficou decidido que eles abririam as inscrições para as audições para o coral naquela tarde.
Foi Anisha quem aproveitou o discurso do pai, durante a abertura do evento, para anunciar que o coral iria recrutar novos membros e que todos os alunos estavam convidados a fazer os testes. Os candidatos a cantores deveriam escrever seus nomes em listas que os membros do coral já haviam afixado, no começo da tarde, em lugares estratégicos da escola, como os corredores em que ficavam os armários dos alunos, os murais das duas bibliotecas e o da entrada para a sala da direção. As inscrições seriam encerradas na terça-feira e a data das apresentações, divulgada na quarta.
Durante o evento, Rachel conversou com os mestres que Will julgara serem os mais aptos para analisar a performance vocal dos candidatos. April Rhodes, professora de teatro, que tinha voltado para Lima, em razão de problemas familiares, desperdiçando a experiência que seus diplomas de Bacharel em teatro musical e Mestrado em ópera pela Oklahoma City University lhe conferiam, foi a primeira a aceitar fazer parte da banca julgadora. Bryan Ryan, professor de oratória, com formação em fonoaudiologia, e antigo companheiro de Schue no Acafellas, também ficou feliz em poder colaborar com o coral.
Foram muitas as inscrições, o que resultou em dois dias de testes e na incorporação de doze novos integrantes ao ND, dentre os quais o gordinho Trent, o afro-americano David, as rebeldes Sheila e Ronnie, que antes só tinham lugar junto às Skanks, e um sério candidato à mudança de sexo, chamado Wade, que gostava de ser conhecido como Unique. Todos estavam presentes no ensaio de sexta-feira, na sala do coral, que estava uma bagunça só, com a primeira junção dos, agora vinte e sete, membros do glee club.
O casal Britanny e Artie conversava, animado, com Lauren, que já era companheira dos dois em outros clubes, enquanto Kurt, Sunshine e Mercedes comemoravam o fato de terem cedido à pressão de Finn e feitos audições para o coral. O novo líder do ND se referira a eles, ao comentar que conhecia pelo menos três bons cantores no McKinley que ainda não estavam no glee, uma vez que Kurt fora seu companheiro no Vocal Adrenaline e o talento das duas garotas não tinha passado despercebido por ele, quando elas se juntaram à família Hummel, em uma tarde de Karaokê.
Os primeiros minutos que deveriam ser de ensaio foram caóticos, o que fez com que Rachel achasse que estava certa, antes, ao não querer a entrada de novos participantes no grupo. Era um sentimento misto de irritação, porque, afinal, agora o estrago estava feito, e de orgulho, porque a garota era do tipo que gostava de estar sempre com a razão. Contudo a irritação ficou maior do que qualquer sensação de triunfo, quando ela viu o Sr. Schue chamar Finn e falar alguma coisa com ele. Por que ele estava falando apenas com Finn? Ela também era líder eleita daquele coral, pelo amor de Deus!
A morena teve que dar o braço a torcer, todavia, quando o treinador conseguiu chamar a atenção de todos batendo no prato da bateria, dividiu a turma em dois grupos, tomando cuidado para que houvesse componentes novos e antigos em ambos, e colocou cada grupo sob os cuidados de um dos líderes, para que eles explicassem a todos quais eram os planos para aquele encontro e os da próxima semana, sobre os quais Schue, Finn e Rachel já tinha conversado, anteriormente.
As atividades incluíam dinâmicas para que todos se conhecessem e as, já previstas, audições para identificar quem eram os melhores artistas do grupo, que, em razão disso, teriam solos nas músicas da performance que eles iriam começar a preparar para as Seccionais.
Tudo correu muito bem nessa reunião do clube e também nos encontros das próximas semanas. Os membros mais populares não se tornaram amigos dos impopulares do dia para a noite, é claro, mas também não havia qualquer animosidade ou rivalidade entre eles. Dentro da sala do coral, recém-chegados ou participantes de longa data, todos trabalhavam por um mesmo propósito, que era vencer as Seccionais e se classificar para as Regionais. Todos mesmo, inclusive Rachel e Finn.
A convivência entre eles começou extremamente difícil. Só se falavam o estritamente necessário, discordavam sobre praticamente tudo e precisavam da intermediação de Will, para não se matarem. Depois, levaram uma bronca, muito bem dada do mentor, que os chamou de imaturos e egoístas, entre outras coisas e, então, deixaram de investir na vontade de esganar um ao outro e passaram a focar no melhor modo de contribuir para fazer o clube vencer. Ainda assim, só se comunicavam para trocar ideias sobre a escolha do repertório, as dificuldades específicas de algum membro que um deles iria ter que ajudar ou um outro detalhe qualquer do número que estavam ajudando Will a montar.
Com o tempo, no entanto, passaram a se cumprimentar na aula ou nos corredores, a falar sobre outros assuntos, quando estavam reunidos sem o Sr. Schue, para resolver alguma coisa, a descobrir gostos em comum ou qualidades de um que encantavam o outro. De vez em quando, no meio de uma conversa, eles percebiam que tinham ficado em silêncio por alguns segundos, perdidos um no olhar do outro. Constatavam que tinham se aproximado, fisicamente, e então se afastavam, sem jeito, desviando o olhar e começando outro assunto, o mais profissional possível. Outras vezes, trocavam sorrisos e olhares, que não passaram muito tempo despercebidos por algumas pessoas a sua volta.
"O que você acha do Finn, Rach?" Perguntou Quinn, durante um lanche das QRS em um Burger King próximo à escola.
"Como assim o que eu acho do Finn?" Rachel estranhou a pergunta e a devolveu, mordendo seu enorme hambúrguer.
"Vocês não se deram nada bem, quando ele entrou no coral... mas parecem estar se entendendo bem melhor, agora." Continuou, usando de sutileza, a loira.
"Bem demais eu diria!" Disse Santie, molhando uma batata fria no catchup. Levantando os olhos, recebeu um olhar de reprimenda de Q, mas continuou. "Não me olha assim, Quinnie! Eu só tô falando o que nós duas estamos pensando. A Rachel e o grandalhão estão a fim um do outro..."
"Eu tenho namorado, Santie." Interrompeu Rachel. "Eu e Finn nos aproximamos, por causa do coral... nos tornamos amigos... mas é só isso!"
"Sei..." Falaram juntas as outras duas.
Não houve tempo para insistir no assunto porque Sam, Puck, Matt e o próprio Finn, que agora vivia com os meninos, para cima e para baixo, chegaram à lanchonete, se juntando a elas. Mais olhares e sorrisinhos tímidos foram trocados pela pequena e pelo garoto gigante, reforçando o argumento de Santanna, que apenas lançou um olhar cúmplice na direção de Quinn, que riu, discretamente.
"O que está rolando entre você e Rachel Corcoran, Finn?" Ele também foi questionado pelo irmão, uma noite, enquanto eles assistiam televisão, na sala.
"Não tá rolando nada, Kurt. Ela tem namorado."
"E você ainda tá saindo com aquela Heidi?"
"É Hayden... e, não... eu não tô saindo com ela. Ela é muito chata."
"E não tem mesmo NADA rolando entre você e a anã de jardim?"
"Não." Finn riu e bateu com uma almofada no irmão. "Eu já beijei a Rach, Kurt." Ele suspirou. "E eu sonho com ela... todas as noites." Sorriu, bobamente. "Eu quero ela pra mim, mas... ela tem alguém... e eu prometi ficar longe."
"Prometeu?" Kurt franziu bem a testa. Por que o irmão prometeria ficar longe de uma bela garota.
Finn contou a Kurt toda a história sobre Rachel, começando pela festa, passando pelas ameaças, as brigas, a chegada dele ao coral, a promessa de não beijá-la outra vez. Ficou aliviado e feliz por ter desabafado com alguém, por ter alguém com quem poderia falar, dali em diante, quando sonhasse com ela à noite e acordasse ofegante, quando ela sorrisse para ele e ele não tivesse certeza sobre o que poderia esperar da aproximação dos dois, quando visse a mão dela junto à de Jesse e quisesse sumir da face da Terra. Todos os outros amigos que ele tinha em Lima eram amigos dela, então Kurt não era somente sua melhor opção, era a única!
A aproximação dos dois continuou, depois e apesar dos questionamentos. Infelizmente, ninguém mais, ninguém menos, do que Jesse St. James foi o próximo a percebê-la.
