Respondendo aos reviews:
Bella-Tayoukai: Nhai, muito obrigada pelo review. Bem, tenho de dizer que ainda vai acontecer muita coisa antes desses dois se acertarem. i.i Bjos
Tata: ieoaueioa, com certeza, não seria nada bom deixá-los brigados por muito tempo. A Reine pode ter ido embora, mas ainda vai fazer uma participação pequena no capítulo dezesseis. Bem, sobre o tamanho dos capítulos, não consigo garantir. Tentei deixá-los do mesmo tamanho, mas acbaram ficando um pouquinho menores. Não quis colocar muita coisa só para deixá-los grandes. muito obrigada pelo review.
Filha de Gaia: Oras, não é imperdoável, aliás, não há o que se perdoar nisto. Acho que consegui deixar todos curiosos quanto ao que iria acontecer neste capítulo que se segue. Bem, talvez não deva haver tanta esperança nele, pois ainda há muito a acontecer. Quanto aos coadjuvantes, achei que eles precisam aparecer, não podiam ficar fazendo apenas figuração, caso o contrário eu nem os colocaria na história. E ainda vai haver algumas participações deles. Ahh, vai!!! xDDD
Sim, o Roy teve a atitude mais incrível nisto. Acho que foi a melhor decisão dele nesta fic até agora. Porque, convenhamos, ele tem feito muita besteira... Sério, quanto ao Lars, eu também fico com raiva dele às vezes, mas no fundo ele é um personagem bom. acredite, há muito mais por trás dele do que aparenta. Basta lembrar que ele é noivo da Riza, não dá para imaginar que ele seja uma má pessoa, que ela tenha julgado mal. E sobre a Reine, é provavelmente o personagem que eu criei até hoje que mais gosto. Ela é inteligente, mas sem deixar de ser humana, com imperfeições. ^^
Céus! Acredite, a Riza vai ficar um pouquinho atordoada com o que ela vê xD Muito obrigada pelo review, não poderia deixar de dizer isto. Fico sempre feliz ao receber um review seu. ^^
Priscila: Nhai, menina, não esquenta com isto. Espero que tenha se divertido na viajem. Eu fico incrivelmente alegre ao perceber que gosta da minha fic. E sobre o tamanho dos capítulos, acabei escrevendo e eles acabaram ficando um pouquinho menores do que o natural. Mas como eu já escrevi quase tudo, vou conseguir postar regularmente, então a curiosidade não vai incomodar tanto. Prometo ^^ Muito obrigada pelo seu review. Beijos.
Capítulo 14 –Mais do que Palavras.
Abriu a porta ainda colocando um dos braços, todavia parou com o braço esticado e meia camisa vestida ao ver quem ali se encontrava.
-O que está fazendo aqui, Hawkeye?
Riza desviou o olhar para o chão ao observá-lo daquela forma. Roy podia vê-la bastante constrangida e até observar as bochechas levemente rosadas pelo frio, ou pela vergonha. Não sabia dizer ao certo, mas gostou da reação dela.
-Desculpe, não sabia que estava ocupado. Volto outra hora. –Ela pronunciou muito rápido, de modo a atropelar as palavras com as que se seguiam. E virou-se para voltar quando ele a chamou.
-Não estou, pode entrar. –A loira voltou-se novamente a ele, mas outra vez desviou o olhar ao percebê-lo ainda arrumando a camisa. Roy não era o tipo bobo de homem e sabia que seu porte era extremamente atraente.
Percebera facilmente que ela havia se acanhado por observá-lo sem a camisa e apesar do frio cortante que lhe tocava a pede descoberta, utilizava-se daquele artifício da melhor maneira que pudesse. Arrumava as mangas, dobrando-as impecavelmente, levantava a gola e tornava a dobrá-la, alisava uma prega imaginária no tecido, e tudo isto sem fechar a camisa.
Aliás, primava por movimentos mais bruscos, de modo a descobrir o corpo levemente e cobri-lo.
-Sério, entre, está frio e se não percebeu, acabei de tomar banho. –Riza levantou os olhos rapidamente a conferir aquilo e forçou-se a olhá-lo na face. Contudo o moreno se utilizava da falta de jeito em arrumar a camisa por segurar a garrafa de bebida com uma das mãos. Por fim, ela deu alguns passos e entrou.
-O senhor bebeu tudo isto? –perguntou observando a garrafa de vidro quase vazia.
-Não hoje. Pode segurar para mim? Não vou oferecer por motivos óbvios. –ela contraiu a face em desgosto, provavelmente não havia gostado da nada inocente brincadeira do superior e arrependia-se de ter ido até lá. Retirou a garrafa das mãos dele e permaneceu observando o líquido ondular levemente. –Então, sente-se e diga o que tiver.
O moreno indicou um sofá para ela enquanto largou seu corpo em uma poltrona e fechava o último botão da camisa. Ao centro, uma mesa circular de vidro onde ela depositou a garrafa de uísque e sentou-se escolhendo as palavras.
-Vim ver se estava bem, afinal, é sua irmã. Não deve ser fácil deixá-la ir, digo, não deve ter sido tempo o suficiente para reparar os anos que ficaram separados. –Roy a observou com um sorriso nos lábios, e que de certa forma não carregava a comum arrogância inerente ao seu ser.
-Foi um pequeno tempo, nem deu tempo de me apegar muito, então estou bem. –ele falou sem conseguir acreditar nas próprias palavras. Não era assim que ele se sentia, em absoluto. Apesar de tudo, Reine era sua irmã e ele sentia sua falta. Aliado ao fato de que Riza também lhe causara danos, seu mundo parecia desmoronar.
-É por isto que estava bebendo sozinho? Porque não está nem um pouco abalado? –e não precisava ser um gênio para saber que quando se bebe sozinho, é porque a situação não é agradável, mas era Riza falando, alguém que lhe conhecia mais do que ele próprio.
-Eu sei, mas é bem melhor fechar os olhos para algo doloroso como isto. Ver as pessoas que você gosta lhe escapando dos dedos e quando se sabe que é responsável por isto fica ainda pior. –Roy estendeu a mão para tomar a garrafa de bebida, mas a loira fora mais rápida e o impediu.
-Não vou deixá-lo cair por algo reparável.
-Só estou bebendo para esquecer por alguns minutos, amanhã estará tudo normal, como se ela nunca houvesse existido, o que eu consegui fingir por bons anos. –Riza se incomodou profundamente por aquelas palavras e levantou-se, aproximando-se dele enquanto falava. E em um estampido, o homem calou-se sentido a face arder no formato vermelho onde a mão dela em cólera se chocara.
-Você não se está sendo, senhor. –e ele permaneceu ainda alguns segundos estático a olhá-la sem compreender de onde surgira tamanha ousadia de fazê-lo, nunca a imaginara realizando aquilo. Logo voltou a si.
-Certo, é reparável. Ainda posso visitá-la quando tiver uma folga. –comentou naturalmente. E seus olhos negros não mais se encontravam baços, havia voltado ao habitual brilho determinado. O que de fato o levara a agir como um estúpido ele não sabia, mas Riza sempre estava lá para devolvê-lo ao caminho correto.
Riza voltou a se sentar no sofá e ficou a mirá-lo, havia muito que desejava falar, mas não sabia como expô-lo. Perguntar-lhe que motivos tivera para encobri-la a Lars e culpar-se de todo o ocorrido sem denunciar seus atos. Não acreditava que ele pudesse ter contado a verdade, apenas imaginava que ele não responderia.
-Senhor...
-Tudo o que eu lhe disse aquele dia é verdade. –Roy a interrompera, sabia exatamente o que ela iria lhe perguntar e no devido momento, ele a responderia. Riza nada disse de imediato, contraiu levemente as sobrancelhas em um ato inconsciente, demonstrando sua confusão acerca das palavras.
-Muito do que se passou ali não passa de um borrão na minha memória, senhor. Desculpe-me por não me recordar. –Roy a observou fixamente, podia ver que ela claramente dizia aquilo como uma verdade. Permaneceu a mirá-la por alguns segundos e parecia concentrada, como se buscasse em sua cabeça algo que ele pudesse ter dito.
-Eu disse que te amo. –declarou repentinamente. O efeito foi nítido, Riza voltou a olhá-lo, e o fazia de maneira assustada, mas que possuía um tom de descrença claro. A loira também sentiu sua face arder veementemente pelo acanhamento gerado por tamanho impacto que aquelas palavras tiveram sobre ela.
Roy, porém, não pudera ver sua reação, pois ele próprio mantinha os olhos desviados a outro ponto que longe dela. Apesar de tudo, já pronunciara aquilo centenas de vezes a outras mulheres, mas sempre a enganá-las. Não imaginava que aquelas palavras, se em tom verdadeiro, pudessem lhe afetar tanto a ponto de parecer-se com uma criança envergonhada.
Riza, de início, chocara-se com a idéia e irritara-se por tal tentativa da parte dele. Dizer-lhe algo daquele jeito, como se esperasse conquistá-la uma outra vez era inadmissível. Mas outro pensamento lhe invadiu a mente, algo que lhe parecia mais racional.
-Não ama. –ela comentou sentindo a voz falhar ligeiramente, havia algum tipo de decepção em sua voz. Queria que fosse verdade, todavia não podia simplesmente acreditar. O moreno teve a certeza de que aquela breve trégua se extinguiria. Suas palavras tinham de ser acreditadas para ter um efeito positivo, mas ela não lhe acreditava. Era questão de tempo para que Riza voltasse a zangar-se.
–Acha que ama, quando, na verdade, tem medo de perder mais uma pessoa. Meu pai, o Maes, o Edward, eu sei que o senhor se culpa por tê-los perdido, mas não houve nada que pudesse fazer. Casar-me não significa que eu vá embora, porque eu estarei sempre ao seu lado quando precisar. O fato de poder fazer alguma coisa para impedir faz com que pense sentir algo que não existe.
Riza disse tudo em tom calmo, tentando não demonstrar o quão dolorosas aquelas palavras lhe eram. Dizer tudo sem poder gritar o desejo de serem inverdades e que naquele momento ela queria mais do que ninguém acreditar. Levantou-se decidida a ir embora, estava vulnerável, era o território dele e não queria imaginar quanto tempo conseguiria suportar reprimindo seus anseios.
Podia vê-lo com a cabeça apoiada nas mãos enquanto fitava o chão perdido. Estava deixando algo para ele pensar, e ele aceitaria sua teoria quando o fizesse calmamente. Mas ao que Riza iniciou a andar para sair dali, o moreno se levantou e seguiu atrás dela.
-E se você estiver enganada? E se de fato eu a amar? Então iremos ser privados de uma oportunidade única. Riza, você conseguiria viver sabendo que podia ser feliz com outra pessoa? –Riza respirou pesadamente sabendo que ele não a deixaria ir tão cedo.
-Neste caso, eu precisaria sentir o mesmo. –a loira pronunciou sentindo seu corpo pesar, não acreditava que havia conseguido negar seus sentimentos. Todavia, fora custoso, queria simplesmente sair pela porta e desabar.
-Eu deixei de considerar esta possibilidade quando vi quem reside atrás deste seu rosto impassível, Riza. Não cabe a mim a decisão, por isto tratei de falar com seu noivo. Você é a única que pode escolher, e eu vou aceitar calado qualquer sentença. Mas você tem de me convencer de que é isto que deseja no fundo do seu coração.
Roy deu um passo ao lado e tocou a maçaneta da porta da sala, girou-a lentamente como se naqueles breves segundos pudesse fazê-la decidir-se. Mas ela permaneceu quieta durante todo o tempo e saiu logo que a porta se abriu, segurava os próprios braços apertados ao peito como quem tentava proteger-se. Virou-se tentando sorrir e abriu a boca de modo a falar algo que não saiu de imediato.
-Eu já escolhi, senhor. –então Roy forçou a melhor expressão de contentamento e sorriu levianamente, confundindo-a.
-Sendo assim, temos um casamento a planejar. A Gracia nos chamou para um jantar na casa dela amanhã, ela poderá lhe ajudar com os preparativos. Depois te digo o horário correto. Aliás, não me chame de senhor ou coronel na frente da família do seu noivo, o natural de ser um padrinho é que sejamos amigos, não?
Riza o observou com curiosidade, seu tom havia mudado completamente. De uma necessidade em persuadi-la passou a entusiasmado. Se em um momento parecia querer convencê-la de que a amava, suas atitudes foram completamente contrarias, parecia estar contente pela idéia do casamento, ou ao mínimo, conformado. E Roy não era o tipo de pessoa que baixava a cabeça para algo que lhe fosse contrário.
-Dada à situação, seria melhor que escolhêssemos outra pessoa. –mas ele sorriu ainda mais.
-E você teria de comentar que seu chefe, o antigo padrinho, deixou seu papel porque se achava apaixonado pela noiva, mas que você continuaria trabalhando com ele? Acho que é melhor continuarmos assim.
Riza o mirou com as sobrancelhas arqueadas sem compreender sua mudança de comportamento. Se ele estava agindo assim por querer livrar-se da situação e jogava a culpa nela por não terem ficado juntos. Talvez fosse isto. A loira virou-se disposta a sair dali e ouviu a porta fechar-se calmamente.
Enquanto fazia o caminho para sair do terreno de Roy, a loira observou um ponto amarelo erguido de um talo verde, rodeado por neve e uma baixa cerca redonda. Teria rido do cuidado que Roy tivera com a flor só por ser dela, mas estava suficientemente incomodada com tudo o que fora dito.[1]
Sabia que havia tomado a decisão correta. Roy estava confuso quanto seus sentimentos inexistentes e logo perceberia a natureza destes, largando-a. Se Lars houvesse acreditado na história do moreno, a qual ela desconhecia, tudo voltaria ao normal. Seu casamento se concretizaria como desejado.
Enquanto caminhava até sua casa, não pode deixa de pensar que Roy estava tramando algo, suas atitudes durante o dia haviam sido muito contraditórias. E apesar de sua mente reprovar qualquer plano dele, seu íntimo clamava para que o moreno realmente o estivesse fazendo.
E na casa de aonde ela saíra, Roy deixou o corpo encostado à porta assim que a fechou. Passou a mão na testa, secando-a dos fios ainda ligeiramente molhados e expirou pesadamente. Calar-se e resignar-se? Riza não podia ter acreditado que ele faria aquilo.
Saiu do hall de entrada e pegou a garrafa de uísque que Riza o impedira de beber há pouco. Bebeu um largo gole e sorriu discretamente e para si. Até parecia que a mulher não o conhecia perfeitamente para acreditar naquilo.
Iria dar um jeito de convencê-la, mas não havia muito tempo a perder. Não agora que ela correria com tudo só para livrar-se de uma intervenção dele.
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Riza fechou a porta atrás de si e observou a própria casa com curiosidade, havia algo estranho ali. Retirou o casaco e o pendurou em um cabideiro, quando ouviu um som de algo se movendo. Sacou rapidamente a pistola, mas logo a guardou, pois ouvira a voz conhecida de Lars lhe chamando.
-Riza? –respirou aliviada por saber que era ele ali. Deveria ter imaginado que o fosse, não havia ninguém que entraria em sua casa, e sem sinal de arrombamento da porta. Ele apareceu logo depois.
-Você me assustou, Lars. Não esperava que aparecesse. –comentou retirando o cinto com o coldre e colocando-os em cima de uma mesa de canto próxima à porta.
-Não era minha intenção. –ele sorriu segurando-a em um abraço calmo enquanto apoiava o queixo no ombro dela. Riza surpreendeu-se pela atitude do ruivo, que no dia anterior estava irritado com ela, mas agora demonstrava que havia passado. –O apartamento novo está pronto, só faltam as suas coisas.
-Pensei que ainda estivesse irritado. –ele afrouxou os braços do contato e afastou-se ligeiramente.
-O Mustang me contou tudo, sabia? –e o ruivo parecia tão sereno em suas palavras que a loira não pôde deixar de sentir-se curiosa em descobrir o que havia Roy dito. E limitou-se a agradecer mentalmente ao moreno, que apesar de tudo, sempre a surpreendia em seus atos. Mas não o fazia com felicidade, residia ainda nela a desilusão de não poder estar com ele. –Só não compreendo o que vê nele de grandioso a ponto de querer torná-lo líder. Ele só pensa em si, não sei se é a melhor pessoa para comandar o país.
Riza vacilou ligeiramente, era certo que desde pequeno, o ruivo possuía um ódio especial a Roy. Por muito tempo, a loira o achou infundado, mas logo descobriu um ciúme de infância irracional cultivado ao longo dos tempos. Lars odiava o fato de o moreno morar na mesma casa que ela, ainda que nenhum dos dois, naquela época, nutrisse algo sentimento pelo outro.
Mas naquele momento, a raiva que ela via nos olhos de seu noivo não era aquela natural dele. Havia um sentimento muito mais poderoso de repúdio estampada à face sutil do ruivo. E Riza temeu que ele pudesse acabar estragando algum de seus planos por uma mentira.
-Às vezes ele deixa a desejar, mas é uma boa pessoa. Você entenderia se o conhecesse como eu. Esqueça isto, ele tem seus motivos. –ela comentou sentando-se ao sofá e deixando um largo espaço para o ruivo se acomodar ao lado dela.
-Podemos marcar a data que desejar. –ele sentou-se também, puxando-a pela cintura de modo a aproximá-la e depositou um leve beijo nos seus lábios. –Eu não esperava prova de amor maior. Ri, faremos tudo do seu jeito, é o mínimo que posso lhe dar.
Ela sorriu tocando-lhe a face delicadamente entre os dedos e deixou-se levar pelo suave beijo do ruivo. E sorriu levemente ao fim do contato enquanto deixava sua testa apoiada na dele e fixava seus olhos aos orbes verde-musgo que ele possuía.
-Temos um jantar amanhã com uma amiga do Roy, vai nos ajudar com os detalhes. Espero que não deixe o trabalho para tarde e nos atrase. Entendeu? –fingiu um tom autoritário enquanto deixava sua cabeça pender a ficar apoiada no ombro dele, fechou os olhos como se tentasse esquecer tudo o que se passara durante aquele atarefado dia.
-Eu tenho que te dizer uma coisa, espero que não se irrite. –ela murmurou que deveria continuar. –ele só falou depois que eu ameacei contar sobre aquela menina, mas você sabe que eu não o faria.
Lars pode ouvir uma risada breve e calma ao seu ombro e logo ergueu sua face a observá-lo com alguma irritação. Estava explicada toda a irritação do superior em enviar sua irmã para casa e os comentários ouvidos por Reine acerca do ruivo.
-Eu sei que não. Mas o Roy não sabia e mandou a irmã para casa por sua culpa. Espero que esteja satisfeito em acabar com uma relação tão instável como a deles. –reclamou desvencilhando-se do toque do ruivo e caminhando para sair de perto dele, desabotoou a jaqueta azul escuro dirigindo-se ao próprio quarto.
Não estava com fome, então colocou o corpo debaixo do chuveiro com água quente e largou o corpo na cama após vestir seu pijama. Estava irritada com aquilo, Lars podia estar magoado. Mas não havia nada de correto na atitude dele em ameaçar alguém que acreditaria naquilo. Roy podia ter sido estúpido com ela, e até merecer algum tipo de repreensão, mas não daquele modo. Ele estava realmente mal com toda a situação, além disto, Reine também não merecia pagar pelos erros do irmão.
Sentiu Black Hayate lhe lamber a mão e subir na cama de modo a observá-la.
-Lars vai te expulsar, sabe que ele não gosta que você durma no meio da gente. –mas deu de ombros levantando o cobertor para que o cão se aconchegasse próximo a ela e pudesse se esquentar também. Envolveu-o com os braços e fechou os olhos para dormir, mas ao que ouviu a porta se abrindo tornou sua atenção ao homem.
Ele entrou silencioso e sem acender as luzes, mas pôde ver sua silhueta mover-se cautelosa por causa da luz que provinha do corredor. Sentiu a cama mover-se pelo peso dele se acomodando. O canino deslocou-se para o canto da cama, de modo a ficar aos seus pés.
-Desculpe, falarei com ele amanhã. –Ela sentiu a mão dele repousar sobre sua cintura e molemente tentar se aproximar. Riza estava tão absorta em seus pensamentos sobre tudo o que ficara sabendo naquele dia e tentando compreender o real significado do que lhe fora dito, simplesmente só o percebeu próximo quando ouviu sua respiração tranqüila ao ouvido e a cabeça dele apoiada atrás da dela.
-Não faça isto outra vez, por favor, Lars. –Riza puxou a mão dele, fazendo com que sentisse o braço lhe rodear o corpo, e ele a apertou ligeiramente. Sentiu os olhos arderem brevemente, mas os fechou com força para que nenhuma lágrima mais caísse.
Não era o cheiro de Roy que lhe impregnava as narinas naquele momento, nem sua respiração sempre agitada a lhe distrair quando formavam uma breve brisa que lhe tocava a pele. Estava completamente errada em continuar com aquilo, enganava-se e o fazia a Lars, que tampouco o merecia.
Talvez estivesse na hora de aceitar as conseqüências de seus atos, de seus sentimentos. Mas era algo que ela não queria pensar naquele momento. Ali, enquanto tentava dormir, sentia-se completamente vulnerável, e apenas desejava uma pessoa conhecida a lhe confortar silenciosamente e em segredo pelas decisões que em breve tomaria.
[1] De início, pode parecer uma cor ao acaso. Mas a cor da tulipa que nasce na casa do Roy foi cuidadosamente escolhida por mim. Tulipas amarelas significam o amor impossível, bem como fazem uma representação do pensamento profundo e do sol. xD Não é em vão que o nome da fic se chama Meu Sol e Lua, acho que em breve isto será explicado com detalhes.
Espero que tenham gostado. Acho que de agora em diante a fic caminha realmente ao seu fim. Estou aqui digitando esta nota enquanto a janela do word está aberta no último capítulo da fic. Tenho apenas cinco linhas e não passo disto desde ontem à noite. É isto, contagem regressiva agora, a fic acaba em seu 18º capítulo.
Preview: Capítulo 15 - Jantar e Persuasão.
Um jantar na casa de Gracia poderia ser inocente, mas tratando-se de Roy, ele não o deixaria. Necessitava da ajuda da amiga a persuadir Riza sem que ela percebe.
Deixem reviews, por favor. Desta vez, mais do que nunca, necessito deles para terminar de escrever um final que vocês mereçam, ou seja, a perfeição.
