Título: Ensina-me a Viver
Autora: Mary Spn
Beta: TaXXTi
Gênero: Padackles / AU
Sinopse: Ao conhecer um jovem de apenas dezoito anos, Jensen não podia imaginar o quanto ele mudaria a sua vida.
Avisos: Trata-se de Universo Alternativo, nesta história Jensen tem 26 anos, enquanto Jared tem 18, ou seja, 8 anos de diferença, ao invés de 4. Contém cenas de relações homossexuais entre homens.
Ensina-me a Viver
Capítulo 14
Aquela noite tinha sido uma tortura para Jared. A primeira coisa que fizera ao chegar em casa foi enviar uma mensagem a Chad, para que o namorado não ficasse preocupado com o seu desaparecimento da festa. Depois disso, apenas tirou seu terno e jogou-se na cama, sentindo a dor e a culpa o consumirem por dentro.
Sentia raiva de si mesmo pelo que tinha feito. Como pôde ter sido tão fraco e não ter um pingo de amor próprio para acabar transando com Jensen naquele estacionamento?
O local estava escuro, mas mesmo assim, qualquer um podia tê-los visto. E se alguém os tivesse flagrado e contado para Chad? Não queria nem imaginar uma coisa dessas. Já se sentia um lixo pelo que tinha feito, mas seria ainda pior se o namorado descobrisse o que acontecera através de outra pessoa.
Estava literalmente ferrado... Se conhecia o suficiente para saber que não aguentaria mentir para Chad. E a culpa que carregava por tê-lo traído era um peso grande demais para carregar.
Lembrou-se do dia em que o conhecera, naquela noite onde tudo parecia ter dado errado...
A contra gosto, tinha ido com seus amigos da faculdade a uma festa. Não que não gostasse de festas, mas com a correria que andava a sua vida, com dois empregos e a escola de artes, não lhe sobrava muito tempo e nem ânimo para festas.
Seu amigo Ian já havia bebido muito, e insistiu em dar em cima de uma garota que estava acompanhada do namorado.
Jared o tinha avisado várias vezes para que não se metesse em confusão, mas algum tempo depois, lá estava o seu amigo aos socos com o cara no meio da pista de dança.
Mais gente se juntou à briga e quando Jared tentou resgatar Ian do meio daquela muvuca toda, acabou levando um soco e foi para o banheiro da boate com o supercílio sangrando.
- Hey! Você está bem? - Jared estava inclinado na pia, lavando o sangue do rosto, quando levantou os olhos para o espelho e viu o loiro o observando atentamente.
- Claro, eu estou ótimo! - Jared bufou, arrancando um punhado de toalhas de papel do suporte, sem nenhuma delicadeza, e tentando estancar o sangue com elas.
- Eu... Será que eu posso dar uma olhada nisso? - O loiro se aproximou e Jared deu um passo para trás, se esquivando.
- Não! Você é louco? Isso está doendo, cara!
- Eu imagino! - O loiro sorriu - Eu sou enfermeiro, sei o que estou fazendo. Vamos lá, deixe eu dar uma olhada nisso.
Jared então deixou que o loiro se aproximasse e verificasse seu ferimento.
- Acho que não vai precisar de pontos. Continue pressionando e venha comigo, tem um kit de primeiros socorros no meu carro.
Desta vez Jared seguiu o loiro, sem reclamar, e ao chegarem no carro, ele embebeu um pedaço de algodão em um líquido transparente, fazendo estancar o sangramento. Depois disso limpou e fez um pequeno curativo. Jared não pode deixar de notar que o toque dele era suave, e tinha as mãos delicadas.
- Prontinho... Você vai voltar para a festa? - O loiro perguntou assim que terminou o curativo.
- Não. Pra mim já foi o suficiente. Só vou avisar o meu amigo que estou caindo fora - Jared pegou seu celular do bolso e digitou uma mensagem rapidamente.
- Eu também já vou. A propósito, meu nome é Chad. Chad Michael Murray - O loiro estendeu a mão.
- Ah, é mesmo... - Jared apertou a mão do loiro sem graça, se dando conta que nem tinham se apresentado - Eu sou Jared. Jared Tristan Padalecki. Me desculpe pela grosseria lá no banheiro, eu...
- Tudo bem. Você estava em uma situação ruim, eu não posso julgar.
- De qualquer maneira, obrigado pela ajuda.
- Fico feliz em poder ajudar. Você quer uma carona? – Chad ergueu as sobrancelhas, sorrindo.
- Eu moro um pouco longe, é... É melhor eu chamar um táxi.
- Não, por favor. Eu faço questão de levar você.
Jared acabou aceitando a carona - não que tivesse muita opção àquela hora da noite - e conversaram bastante durante o trajeto até onde morava.
- Sério... Quais são as chances de você encontrar com um enfermeiro no banheiro de uma boate, logo na hora em que mais está precisando? - Jared perguntou quando Chad estacionou o carro em frente ao prédio em que morava.
- Não sei... Acho que você deve ser um cara de sorte.
- Sorte, eu? - Jared riu - Você não imagina o quanto eu posso ser azarado.
- Bom... Azarado ou não - Chad pegou a mão de Jared, uma caneta no console do carro e anotou o número do seu celular na palma da mão do moreno - Me liga se precisar de ajuda pra trocar este curativo - Chad sorriu - Ou se quiser sair comigo pra tomar uma cerveja qualquer dia desses – O loiro piscou.
- Certo... Eu posso precisar de ajuda com o curativo – Jared sorriu antes de sair do carro – Até mais.
Jared passara os três dias seguintes na dúvida se deveria ligar ou não para Chad. Tinha gostado dele, era bonito, gentil e bem humorado. O que mais Jared podia querer?
Acabou ligando e, uma semana depois, já estavam namorando.
Analisando agora, talvez não o amasse como deveria, ou como Chad merecia, mas gostava muito do que tinham. Chad era excelente companhia e era extremamente tolerante e compreensivo com a sua falta de tempo. Era o namorado perfeito... Até Jensen reaparecer...
- x -
Pela manhã, logo cedo, Jared tomou um banho e passou a se entreter com seus desenhos, tentando parar de pensar em Jensen e Chad, pelo menos por alguns minutos.
Mas logo que pegou os materiais necessários, a campainha tocou, e só pelo jeito de tocá-la repetidamente, Jared já sabia que era Chad.
Sentiu seu coração disparar dentro do peito e suas mãos tremendo antes mesmo de abrir a porta. Precisava de coragem para contar a verdade ao namorado, quando sua vontade era de poder sumir e nunca mais ter que encarar Chad.
- Hey – Jared abriu a porta, forçando um sorriso, que morreu assim que viu o que o loiro tinha nas mãos.
- São pra você – Chad lhe entregou uma caixa de bombons em formato de coração e um maço de lírios brancos, fazendo Jared engolir em seco. O moreno pegou as flores, os bombons e deu espaço para que Chad entrasse.
- Obrigado, Chad, mas eu...
- Olha, Jay eu... Eu só queria dizer que... Eu sinto muito por ontem, sei que você ficou magoado, e... – Chad começou a tagarelar assim que Jared fechou a porta.
- Não! É sério, eu não fiquei bravo com você, eu... Chad, tem uma coisa que eu preciso te dizer, e...
- Mesmo? – Chad o interrompeu – Então... Nós estamos bem? – O loiro o abraçou e beijou seus lábios, empolgado – Que bom, por que... Cara, eu estou tão feliz! Parece que tudo está dando certo. O meu pai se ofereceu para pagar a minha festa de formatura, eu sei que falei quer não ia fazer nada, mas já que ele quer pagar, eu acabei mudando de ideia, e... Ele estava muito orgulhoso, Jay! Eu estou indo pra casa deles agora. Você vai comigo, não vai?
- Eu...
- Minha mãe disse que vai fazer aquela torta de chocolate que você gosta. Eu não sei por que, mas ela sempre faz tudo pra você, eu vou acabar ficando com ciúmes, sabia? Ela trata melhor o genro do que o próprio filho! – Chad falava sem parar, eufórico.
Jared engoliu o nó na garganta, Chad estava tão feliz que não teria coragem de estragar tudo. Só de imaginar o quanto ele ficaria magoado e infeliz... Jared só conseguiu se sentir ainda pior.
- Eu... – Jared limpou a garganta, sem saber se seria capaz de dizer alguma coisa – Eu gostaria muito, mas... Não vai dar, Chad. Eu estou com uma dor de cabeça horrível e ainda tenho uma porção de trabalhos pra terminar. Fica pra uma próxima, ok? – Jared forçou outro sorriso e quase não conseguiu mantê-lo, tamanha a dor que sentia por dentro.
- Ah, ok – O loiro não conseguiu esconder a decepção – Então eu... Eu ligo pra você quando voltar.
Depois que Chad saiu, Jared colocou as flores em um vaso com água e os bombons em cima da mesinha da sala. Em qualquer outro momento, acharia aquele gesto a coisa mais fofa do mundo, mas olhar para aquilo só o fazia sofrer ainda mais. Ele é quem tinha ferrado com tudo e, no entanto, era Chad quem estava tentando se desculpar por algo que não tinha a menor importância. Não queria nem pensar no quanto Chad o odiaria quando descobrisse a verdade.
Tentou mais uma vez afastar esses pensamentos da sua cabeça e se concentrar nos seus desenhos. A escola de artes ainda era um dos sonhos que estava conseguindo realizar, a muito custo, mas não podia colocar tudo a perder. Não agora. Precisava de algo que o mantivesse ocupado para não acabar enlouquecendo de vez.
Pegou sua antiga pasta e retirou dela alguns desenhos. Chegou à conclusão que alguns deles eram realmente bons para a época em que foram desenhados, mas totalmente crus. Com as técnicas que havia aprendido agora, com certeza faria muito melhor.
Espalhou alguns desenhos pelo chão da pequena sala, onde havia apenas um tapete e algumas almofadas, não tinha sequer um sofá. Neste momento a campainha tocou novamente e o primeiro pensamento foi de que Chad havia voltado, isso fez o seu estômago revirar, tamanho o nervosismo.
- Jensen? – Jared olhava incrédulo para o loiro parado a porta, que sorria com a maior cara de pau.
- Surpreso em me ver? – Jensen ergueu as sobrancelhas, ainda sorrindo.
- Que diabos você faz aqui, eu... Eu nunca devia ter deixado você saber onde eu moro.
- Não vai me convidar para entrar?
- Não!
- Então eu me convido sozinho – Jensen empurrou Jared para o lado e entrou, escutando o moreno resmungar alguma coisa e bater a porta com raiva.
- O que é? – Jared perguntou quando viu Jensen parado no meio do cômodo, olhando espantado ao redor.
- Você... Tem uma televisão no quarto ou vive assim mesmo? Sem TV e sem sofá?
- Eu só venho para cá pra dormir ou estudar. Você acha que sobra tempo pra assistir televisão? – Jared não sabia nem porque estava se explicando, afinal, Jensen não tinha nada a ver com o que fazia da sua vida.
- Então você não dorme no apartamento do seu namorado?
- De vez em quando. Mas por que o interesse?
- Por nada. Só... Curiosidade.
- O que você quer aqui, Jensen? – Jared perguntou, impaciente.
- Só vim ver como você está. Sabe, depois de ontem à noite... Você parecia muito abalado quando eu te deixei em casa, então...
- Eu estou bem.
- Não é o que parece. Você falou com o Chad depois de ontem?
- Ele esteve aqui logo cedo. Por quê? Quer saber se eu contei a ele?
- Você não contou. Disso eu tenho certeza.
- É mesmo? – Jared forçou uma risada - Pois eu vou contar.
- Não, você não vai.
- Eu vou. E vai ser hoje ainda, quando ele voltar da casa dos pais.
- Se você está tão certo disso, por que não contou hoje pela manhã?
- Porque... Ele... Ele trouxe flores, e... Veio se desculpar...
- Ah...
- Ele estava feliz, empolgado... Por causa da formatura, e... – Eu não tive coragem de estragar tudo.
- E você acha que quando ele voltar vai ser mais fácil?
- Não. Eu não acho, mas...
- Você não vai contar, Jared. Acredite em mim. Não é algo de que eu me orgulhe, mas se tem alguém com experiência em mentiras, este sou eu. Agora você arranja uma desculpa e passa a querer acreditar que está fazendo o melhor pra ele, no outro dia você arranja outra desculpa para si mesmo, e assim vai indo... E quando você percebe, já não dá mais pra voltar atrás.
- Você está enganado, Jensen. Eu não sou assim. Eu não sou como você.
- Tudo bem. Eu não vim aqui pra discutir com você.
- Não, você veio pra ver se eu estou bem – Jared ironizou.
- Seus desenhos melhoraram bastante – Jensen pegou um deles do chão – Já eram muito bons, mas agora... Eu me lembro deste aqui – Jensen mostrou o desenho da garota no restaurante, que Jared havia desenhado quando passaram o final de semana na praia.
- Foi um dos poucos que escapou das garras do meu pai – Jared falou enquanto voltava a se sentar no chão, entre os papéis e Jensen fez o mesmo, se sentando a sua frente.
- Chad comendo... Chad dormindo... Chad... Você não desenha outra coisa, não? – Jensen analisava os desenhos que havia dentro da pasta e de repente começou a gargalhar.
- O que foi? – Jared tentou tirar a pasta da sua mão, mas o loiro a segurou firme.
- Fala sério, Jared... Você foi generoso com ele, não foi? – Jensen mostrou um desenho de Chad deitado em um sofá, completamente nu.
- Generoso por quê? – Jared também riu – Não acredita que seja desse tamanho?
- Me poupe, Jared!
- Qual é? Você nunca vai saber! – O moreno riu ainda mais.
- Eu já vi o Chad no banheiro masculino, eu tenho certeza que não é tanto assim.
- Você fica espiando o pau dos caras no banheiro masculino, Jensen? Que coisa feia! – Jared fez uma careta.
- Você não? – Jensen deu gargalhadas e estava se deliciando ao ver Jared mais leve, apenas rindo de bobagens.
- Ok, esse desenho foi uma brincadeira. Mas e este aqui? – Jared puxou a pasta das mãos de Jensen e tirou um dos últimos desenhos, o entregando para o loiro – Você acha que eu fui generoso também?
Jensen olhou para o desenho e de repente o sorriso sumiu de seus lábios. Reconhecia aquela cama, mas não se lembrava de Jared tê-lo desenhado daquela maneira. Estava deitado na cama, os olhos fechados, com o corpo inclinado para o lado direito, uma das mãos sobre o peito e o lençol cobrindo apenas uma das suas pernas.
- Quando você fez isso? Eu não me lembro de...
- Você estava dormindo, eu fiquei te observando por um tempo, e... Senti vontade de desenhar.
- Ficou... – Jensen de repente ficou sem palavras. O desenho era perfeito, a riqueza nos detalhes fazia parecer tão real... Mas não era apenas um desenho qualquer. Jensen podia imaginar Jared lá, naquele apartamento na praia, o observando atentamente, com a prancheta e lápis na mão, concentrado, mordendo o lábio inferior e sorrindo discretamente enquanto desenhava. Quase podia sentir o amor com que ele tinha feito aquele desenho, que para muitos poderia ser insignificante.
- É melhor você ir embora agora, Jensen – Jared havia percebido que Jensen estava pensando naquele momento.
- Você já parou pra pensar que...
- O quê?
- Ontem à noite... O que significou para você, Jared?
- Que nós dois somos malucos? – Jared tentou brincar, falhando terrivelmente.
- Não – Jensen sorriu – Significou que... Por mais que o tempo passe ou que a gente queira ficar afastado um do outro, isso é praticamente impossível...
- Não fale bobagens. Aquilo não passou de uma recaída, foi tesão, ou... Fraqueza. Só pode ter sido fraqueza, coisa do momento.
- Não. Existe algo muito mais forte entre nós, algo que faz com que a gente esqueça o mundo ao redor quando estamos juntos...
- Fale por si mesmo, Ackles.
- Eu acho isso sexy – Jensen abriu a caixa que estava em cima da mesinha e comeu um dos bombons.
- O quê?
- Você me chamando de Ackles... Fica sexy.
- Você é um idiota! E para de comer isso aí! – Jared falou bravo quando viu Jensen pegar mais um – Foi o Chad quem me deu!
- E daí? Até que ele tem bom gosto. Exceto pelas flores.
- Ninguém pediu a sua opinião – Jared falou com indignação.
- Ok. Vou deixar alguns pra você comer com ele depois – Jensen provocou, fazendo Jared rolar os olhos.
- Mas voltando ao que eu estava dizendo antes... Eu não sou mais casado, Jared. Não existe mais nada impedindo a gente de ficar juntos. Por que você simplesmente não deixa o Chad seguir a vida dele, e...
- Cala essa boca, Jensen! – Jared tinha mágoa na voz - Eu não sou mais um garotinho idiota que você vai conseguir enrolar com essa conversa. Como se o único problema fosse você ser casado ou não. Eu sei que você não vai com a cara do Chad, mas sabe de uma coisa? Ele não é perfeito, está longe de ser... Mas ele é uma pessoa incrível, é amigo, leal, companheiro... E o principal: Eu sei exatamente o que posso esperar dele. Ele não tem problemas em sair por aí comigo e me apresentar pros amigos ou pra família dele. Ele é o que é e não tem vergonha disso. Não tem vergonha de demonstrar o que sente.
- Que ótimo pra você – Jensen tentou esconder sua tristeza e o quanto aquilo o havia abalado – Eu espero realmente que você seja feliz com ele, Jared.
- O Chad me convidou pra ir morar com ele...
- E você aceitou? – Jensen sentiu seu coração apertar ainda mais.
- Eu ia me mudar assim que tivesse mais tempo, no final do semestre.
- Ia? Não vai mais?
- Você acha mesmo que ele ainda vai querer morar comigo, depois que eu... – Jared suspirou com tristeza.
- Você não precisa contar, Jared. Ele só vai saber se você disser.
- Eu não vou conseguir conviver com esta culpa. Você sabe disso.
- Você se acostuma. É incrível como você acaba se acostumando.
- Não! Eu não quero me acostumar.
- Você só vai fazer ele infeliz, e isso não vai diminuir a sua culpa, acredite – Jensen sabia disso perfeitamente, pois quando Jared descobriu a verdade, sua vida só se tornou ainda mais vazia. A culpa por tê-lo feito sofrer ainda machucava, mesmo antes de reencontrá-lo.
No fundo, sua vontade era de se ajoelhar e implorar que Jared o perdoasse e lhe desse mais uma chance. Mas o que Jared queria, talvez não pudesse corresponder. Sabia que o amava, mas não sabia se estava preparado para assumir um romance do jeito que o outro desejava.
Olhou novamente para Jared, que estava absorto em seus pensamentos. Não desejava que o moreno passasse por isso, este sentimento de culpa, esta dor... Mas tinha que admitir que aquele seu lado egoísta e possessivo estava comemorando e torcendo para que ele se livrasse de Chad.
O moreno o acompanhou até a porta, sem dizer mais nada.
- Eu só queria que você soubesse que... – Jensen se aproximou, olhando dentro daqueles olhos verdes, tocou seu rosto com carinho e, mesmo sem saber qual seria a reação do moreno, aproximou seus lábios, tocando os de Jared suavemente.
Para sua surpresa, Jared não o repeliu, apenas abriu seus lábios, permitindo que o beijo se aprofundasse, suas línguas se tocaram, num beijo apaixonado e cheio de sentimentos... E de repente, quando ambos se afastaram precisando de ar, a realidade os trouxe de volta e Jensen simplesmente foi embora, sem coragem de encarar novamente aquele olhar sofrido e confuso de Jared.
Continua...
