"Algumas emoções não fazem muito barulho. É difícil ouvir o orgulho. O cuidar e o gostar soam deveras fraco - como uma batida de um coração. E o amor puro - bem, tem dias que ele é tão silencioso que você nem sabe que ele está lá."

- Erma Bombeck


Capítulo Doze: Q é de Quieta

Enquanto Edward Cullen não tinha medo de expressar suas opiniões, argumentar em retorno, e ser efusivo em geral, sua melhor amiga era o total e completo oposto disso. Mesmo se a opinião dela fosse válida e seu argumento fosse verdadeiro, ela sempre era tímida, quieta, e reservada.

Bella Swan era o tipo de pessoa que sofria em silêncio, sempre foi, e Edward podia facilmente apostar que ela sempre seria assim.

Quando eram mais novos, tiveram diversas ocasiões na qual ele ia visitá-la em sua casa, e a encontrava debaixo de uma árvore no jardim, apenas sentada lá com seus braços envolvendo os joelhos, uma expressão em branco no seu rosto. E sempre que ele sentava-se ao lado dela, ela deitava a cabeça no ombro dele, mas ainda assim permanecia calada, nem ao menos oferecendo um olá para ele.

Ele jamais a forçava a falar apesar de ter o desejo de fazer isso. Ele sempre queria saber o que Bella estava pensando. Jamais ele quis tanto saber o que se passava na cabeça de alguém quanto ele queria saber o que se passava na de Bella. Ela sempre parecia absorta e pensativa, como se estivesse tentando desvendar uma charada em sua mente. Isso sempre o frustrava imensamente, porque ela nunca lhe contava qual era o problema até muito tempo depois.

Eventualmente Bella lhe contaria o que estava errado, se era algum problema pessoal, ou algo tão mundano quanto o fato de ela não ter um par para o baile da escola.

Tinha vezes que ele iria visitar a casa dos Swan e perguntava se Bella estava em casa, e então o pai chamava por ela em voz alta, pois ele não sabia se ela estava lá. Quando Bella respondia de volta e descia para a sala de estar para perguntar o que ele queria, ele sempre comentava sobre como ele jamais seria capaz de saber se um dia ela estivesse morta em seu quarto, pelo fato de ela ser tão quieta. Ela simplesmente se trancava no quarto o dia todo e ficava ou lendo, ou escrevendo.

Edward sabia disso. Inúmeras vezes ele já havia entrado no quarto dela para acordá-la porque Charlie pensou que ela estivesse dormindo, e acabava por encontrá-la jogada na cama com um livro na mão, perfeitamente compenetrada na leitura.

Ele amava aquilo nela, algumas vezes. Ele adorava o fato de que ela não preenchia as conversas deles com bate-papo inútil. Ele conhecera tantas mulheres que falariam sobre as coisas mais frívolas possíveis apenas para manter a conversação, mas Bella nunca fez isso. Ela sabia o momento em que o silêncio era uma coisa boa.

Porém, certas vezes Edward detestava essa reticência de Bella.

Uma dessas ocasiões foi bem na noite seguinte à festa de halloween da casa de Edward, quando James atacou Bella. Ela andava de um lado a outro quase como um zumbi. Seus olhos estavam fundos e seu rosto pálido; ela parecia que não dormia há dias.

Ela andava por aí com os braços envolvidos apertadamente em torno de seu corpo, apenas um suéter a cobrindo no frio ar de Novembro. Era como se ela quisesse sentir o frio cortante contra si própria.

Edward observou como ela andava pela escola mecanicamente, como se alguém estivesse controlando seus movimentos, e quando ele tentava falar com ela na sala de aula, ela simplesmente olhava para ele e apenas dava de ombros ou assentia a cabeça.

Era uma tortura olhar para ela.

Quando ele foi visitá-la numa sexta-feira, quase uma semana após a festa, o Chefe Swan o fez parar em seu caminho de saída, para perguntar se ele sabia o que tinha de errado com Bella.

Edward meneou a cabeça negativamente, pois ele sinceramente não fazia a menor idéia do que estava acontecendo com ela. Quando ele sentou-se ao lado dela lá em cima, ela permanecera estóica. Ela não proferiu uma palavra sequer a ele. Bella permaneceu inalterada pela presença dele.

Edward jamais se sentiu tão perdido em toda sua vida.

Aparentemente, não havia nada que ele pudesse fazer. Ele lhe contava uma piada, e a provocava como sempre fizera, e mesmo assim ela permanecia fechada.

Foi mais tarde nessa mesma noite, às quatro da manhã, que ela ligou para ele. Ele havia ganhado de aniversário uma linha privada em seu quarto alguns meses antes, e nunca havia ficado mais feliz pelo presente até aquele momento.

Ela estava chorando, soluçando através do fone. Ele quase podia ouvir o quão fortemente o corpo dela estava tremendo pela maneira como a voz oscilava enquanto ela falava. Ela finalmente desabou e contou-lhe o que estava se passando. Durante uma hora, ela descreveu o vazio que estava sentindo, e os pesadelos terríveis que ela estava tendo todas as noites.

Por uma semana, Edward recebeu o mesmo telefonema. Eram as únicas vezes que eles se falaram durante aquelas duas semanas. Na escola, ela voltava a ficar taciturna.

Após uma semana de telefonemas na madrugada, Edward começou a entrar escondido no quarto de Bella à noite. Até hoje, ele ainda não sabia como conseguia escalar a árvore próxima da janela dela. O primeiro galho ficava a pelo menos três metros do chão; não era um feito nada fácil. Apesar de Edward ser um atleta, o percurso até chegar à janela dela era praticamente impossível - mas por ela, ele tentava e conseguia.

Era algo que ele nunca se esqueceria; primeiro por conta da cicatriz na parte interna de sua coxa causada pelo tronco cheio de farpas, mas principalmente pelo quão frágil Bella parecia na primeira vez que ele apareceu em sua janela.

Ela estava encolhida em um pequenino formato de si mesma, tremendo violentamente com lágrimas escorrendo em sua face, sem sinal de que elas parariam. Era uma imagem angustiante. Ele jamais havia visto sua melhor amiga desse jeito. Era de partir o coração.

Por semanas, ele escapulia para dentro da janela dela e deitava-se com ela enquanto ela dormia, e antes que o Chefe Swan pudesse encontrá-lo, ele escapulia de volta assim que o sol nascesse. Ele perdia suas horas de sono - dias, se você as acumulasse -, mas isso não importava para ele, nem naquela época, e nem atualmente. Ele faria tudo de novo num piscar de olhos, se fosse preciso, apesar de que dessa vez, ele teria apenas que cruzar um corredor.

Mesmo enquanto eles cresciam, havia épocas em que Bella desaparecia, e ele a encontrava apenas sentada em algum canto, encarando o horizonte, tão silenciosa quanto o silêncio pode ser. Tudo o que se podia ouvir era a sua respiração estável entrando e saindo de seus pulmões. A diferença era que agora, essas ocasiões tinham a ver com Bella contemplando algo sobre o trabalho, ou alguma coisa relacionada à família. E apesar de que quando ele perguntava qual era o problema e ela não respondia, ele sabia que alguma hora ela iria lhe contar.

Então quando ele a encontrou no domingo após o café da manhã, sentada no banco próximo ao parapeito da janela de seu quarto, ele não falou nada. Ele meramente a observou enquanto ela olhava para a grande metrópole que era Seattle, seus olhos movendo-se conforme ela seguia os caminhos dos carros em movimento.

O café da manhã de domingo fora agradável para Edward. Ele e Bella andaram até uma pequena cafeteria do quarteirão que tinha as melhores torradas à francesa cortadas em cubo¹, e os melhores ovos mexidos num raio de vinte metros. Eles usavam a quantidade certa de canela e açúcar de confeiteiro, perfeita para o paladar dele e de Bella.

Eles se sentaram na cafeteria e riram do jovem casal que estava sentado do outro lado da loja, praticamente devorando os rostos um do outro.

"São dez da manhã. É de se esperar que eles tivessem um pouco de decência, alguma postura," Bella reprovou, comendo um bocado de seus ovos.

"Eles são jovens e estão apaixonados, Bella. Você deve se lembrar como é isso - o desejo ardente de sempre querer atacar o seu companheiro, a cada chance que tiver."

"É, mas não em público," argumentou ela.

"Especialmente em público," ele provocou, sua mão de repente se encontrando sobre a coxa dela. Bella afastou a mão dele rapidamente, apontando sua faca de modo ameaçador, e ele apenas riu.

Quando chegaram em casa, ele se trancou no quarto para trabalhar em seu novo projeto, e durante quase duas horas, ele ficou apenas olhando apático para a lista de especificações que ele tinha recebido. Os contratantes queriam um comercial próprio para crianças, mas que tivesse apelo tanto para o público infantil, quanto para o público adulto. Entretanto a parte mais difícil não era essa, e sim o fato de que ele estava tentando vender uma pasta de dente. Não havia realmente nenhuma outra forma de vender isso sem utilizar pessoas chatas falando sobre os fatos básicos sobre pastas de dente - toda aquela porcaria de flúor e placa bacteriana.

Ele finalmente estava conseguindo algum progresso na formulação da campanha, algo como um monstro-placa e um herói-pasta-de-dente prateado com uma capa, quando ele então percebeu que não havia escutado Bella desde o retorno deles.

Quando finalmente ele saiu dos confins de seu quarto, ele viu a porta de Bella fechada, o que era estranho, já que Bella sempre deixava sua porta aberta, mesmo quando dormia. Dentro do quarto, ele a encontrou debruçada, olhando na janela.

Ela não se mexia, estava serena, e em silêncio.

Foi então que ali, bem naquele momento, ele soube qual seria o tema da atividade de sua letra.

Ele não disse nada para Bella e saiu do quarto dela, voltando para terminar o seu projeto.

A apresentação do projeto na tarde de segunda-feira correu sem nenhum empecilho. A companhia de pasta de dente amou a idéia de um super-herói pasta de dente combatendo a placa enquanto explicava porque esta era ruim.

Era brilhante, pois o comercial entretia e informava, ou pelo menos foi isso que o presidente da companhia disse quando Edward terminou a apresentação.

Edward celebrou o contrato milionário saindo do trabalho mais cedo e cozinhando um grande jantar para ele e para Bella, com champanhe incluso.

Ainda em sua onda de vitória, a terça-feira passou rapidamente, mesmo ele tendo passado grande parte do dia apenas sentado em seu escritório rabiscando em um caderninho de anotações e enviando vídeos engraçados do YouTube para os emails de Emmett e Bella.

Na quarta, Emmett veio visitar Edward no trabalho, o que acabou sendo divertido e bastante enervante, os dois ao mesmo tempo.

Emmett tinha vindo para levar o irmão para almoçar, como forma de parabenização por seu mais novo cliente adquirido.

Os dois foram para um bar de esportes local, e pediram alguns hambúrgueres e cerveja - algo bem masculino, como Emmett disse ao chamar o táxi que os levaria até lá.

Foi durante a espera pela comida que Emmett puxou assunto sobre uma coisa que fez o estômago de Edward despencar.

"Com quem Bella está saindo?" Emmett perguntou, e Edward sentiu seu rosto empalidecer. Ele não sabia que ela estava se encontrando com alguém; ela não tinha mencionada nada sobre isso. Foi só depois que Emmett elaborou a pergunta, que Edward relaxou.

"Outro dia ela veio trabalhar usando uma gola alta, e quando eu impliquei com ela por conta disso, vi uma porrada de chupões no pescoço dela. Quando eu perguntei sobre isso, ela falou que você conhecia o cara muito bem."

Edward assentiu, enquanto tomava um lento gole de sua cerveja, se esforçando para não colocar tudo para dentro de uma vez só, seu corpo relaxando apenas ligeiramente. Ele ficou tentado a contar ao irmão o que estava se passando entre Bella e ele, mas haviam diversas razões para que ele não contasse.

Para começar, o intenso sermão que ele provavelmente receberia de Emmett sobre as possíveis consequências de suas ações. E depois o fato de que Emmett certamente lhe daria uma surra, e então contaria para Rosalie, o que levava à última e mais importante razão pela qual ele não podia contar para ninguém... Bella. Eles jamais tinham conversado se eles contariam ou não o que estava rolando entre eles.

Tudo era bastante mantido sob os panos.

"Sim, ele é um ótimo cara, ela é perfeita pra ele," Edward respondeu, sua voz baixa enquanto falava.

"Que bom. Bella merece alguém bom. Apesar de que eu nunca entendi por que vocês dois nunca namoraram," Emmett comentou, rindo enquanto a garçonete trazia o almoço deles.

"Eu não sei," Edward respondeu, se perguntando a mesma coisa, pela primeira vez na vida.

A quinta-feira se arrastou, mas isso não foi nenhuma surpresa.

Depois do sucesso de sua apresentação, ele recebeu um aumento, e circulavam rumores de que ele seria promovido. Tudo isso já tinha sido dito antes, mas após a bem-sucedida contratação da companhia de pasta de dente, os boatos estavam correndo a todo vapor, e vinham das bocas dos próprios chefões da empresa.

Edward nem ao menos se deu conta de que a sexta havia chegado até acordar e ser sábado de manhã.

Ele acordou com sons de frigideiras e panelas sendo tilintadas na cozinha.

Quando saiu do quarto para ver o que se passava lá, ele encontrou Bella.

"Acordei você?" ela perguntou, seu tom de escusas ao observar os passos pesados de Edward e a maneira como ele ficou esfregando os olhos para se livrar do sono.

"Talvez," respondeu ele grogue, olhando para ela de uma forma sonolentamente carinhosa. Bella sorriu timidamente e Edward sorriu de volta, entrando na cozinha para ver o que ela preparava.

"Está fazendo o café?" ele indagou, tirando o suco de laranja da geladeira e tomando uma golada da caixa.

"Sim, e não tome direto da caixa," ela o repreendeu, tirando o suco de seu alcance. "Não sei onde essa sua boca tem estado."

Edward, que ainda estivera ligeiramente sonolento, de repente se sentiu bastante acordado depois de ouvir aquilo. Suas sobrancelhas ergueram-se até a linha de seu cabelo e ele andou até Bella, parando atrás dela.

"Minha boca tem estado exatamente onde deve," ele gemeu na orelha de Bella, sua mão serpenteando para baixo até fechar-se em torno do sexo dela. "Bem sobre esses lábios carnudos e molhados da sua boceta."

Bella resfolegou de surpresa, seus olhos se fechando apertadamente, e ela lutava para não soltar um gemido de prazer. Seus lábios tremiam enquanto ele a acariciava lá, sua língua movendo para o ponto favorito dele no pescoço dela.

"Por onde sua boca tem andado, Bella?" ele perguntou sedutoramente, passando os lábios pelo pescoço dela, chupando gentilmente a pele, sem deixar marcas dessa vez - Emmett suspeitaria.

Bella não respondeu; ela não conseguiria. Ela estava ocupada demais encostando seu corpo contra o de Edward e gemendo enquanto os lábios dele achavam aquele ponto que ela amava tanto, bem abaixo de sua orelha. Ela grunhiu de prazer quando os quadris dele começaram a empurrar contra sua bunda.

"Não precisa responder. Eu sei onde sua boca esteve, onde ela estará muito em breve," ele murmurou contra sua pele.

Ele roçou seu membro agora excitado contra ela, criando um bom ritmo de investidas, ao qual Bella acompanhava igualmente.

"Você quer isso, não quer? Você quer me provar tanto quanto eu quero te provar. Você quer o meu pau dentro de você, tanto quanto eu quero me enterrar em você," ele rugiu no ouvido dela, e a virou.

As costas dela ficaram voltadas para a bancada da pia e ele se posicionou bem em frente a ela, não mais do que cinco centímetros afastado. Os dois estavam respirando pesadamente enquanto encaravam um ao outro. Ninguém falou nada. Havia somente um olhar intenso passando entre eles, e pela primeira vez desde que toda essa brincadeira começou, Edward teve o mais forte impulso de beijar Bella. Uma atração avassaladora o envolveu. Ele estava tão tentado a simplesmente se inclinar para baixo e agir, e ela não estava facilitando nada ao lamber os lábios.

Ele queria tanto, mais tanto sentir aqueles lábios carnudos contra os dele, porém impediu a si mesmo, dando um passo para se afastar de Bella.

"Então, o que temos de café da manhã?" ele perguntou, sem mostrar qualquer evidência de desconforto em sua voz.

Bella, por outro lado, apenas o encarou embasbacada. Ela piscou rapidamente enquanto o olhava como se tivesse crescido uma segunda cabeça nele.

"Está falando sério? Não vamos fazer nada agora mesmo?" ela perguntou, petulante. A frustração era evidente não só em sua postura corporal, como também em sua voz.

"Não. Primeiro eu quero comer, e depois, quem sabe, nós faremos alguma coisa," ele falou casualmente, e Bella continuou a encará-lo em choque. Os olhos dela iam e voltavam entre a tenda formada na calça de moletom dele, e seu rosto.

"Então, o que tem para o café?" ele perguntou novamente, sentando-se e olhando com expectativa para Bella.

"Waffles," ela respondeu, limpando a garganta e voltando para o fogão. Edward agora entendeu que ela estivera procurando pela chapa de waffles mais cedo, ao ver o utensílio sendo ligado.

Edward observou com divertimento como Bella ainda parecia atordoada pelo que tinha acontecido. O corpo dela ainda estava ruborizado e o cabelo ao redor de seu rosto ainda estava colado à sua face. Ele a observou enquanto ela colocava a mistura de waffle na chapa e fechava a tampa, segurando-a. Ela não estava segurando necessariamente para mantê-la fechada, mas Edward tinha um palpite de que ela não queria se virar para ele.

"Precisa de ajuda?" ele inquiriu, levantando-se para pegar alguns pratos. Bella balançou sua cabeça em negativa e apontou para os pratos e talheres que ela tinha pegado antes de Edward entrar.

"Poder ser."

Com um sorriso no rosto, ele observou enquanto ela andava para o outro lado da cozinha, ainda de costas para ele.

"Você está bem, Bella?" ele provocou, sabendo muito bem que isso apenas serviria para fazê-la sofrer ainda mais.

"Perfeita." ela respondeu, e Edward riu.

"Não ria de mim, Edward 'a porra de um' Cullen," ela soltou raivosamente, finalmente virando-se para olhar para encará-lo. Ele estava portando um sorriso enorme e presunçoso, e ele podia ver o quanto aquilo estava irritando Bella.

"Bom, Isabella Marie Swan, eu faço o que eu bem entender, especialmente já que esse fim de semana é meu."

Bella fez uma carranca para ele enquanto ela tacava, um tanto violentamente, dois waffles no prato dele e no dela.

"Você dá nos nervos."

Edward simplesmente riu com uma bufada, e comeu um pedaço de seu waffle, gemendo em apreciação a eles.

"Waffles deliciosos."

Bella apenas o encarou, fogo ardendo em seus olhos. Edward não se cansava daquilo.

"Você vai ficar estressadinha a manhã inteira?" ele perguntou, olhando-a intensamente.

Ela lhe mostrou o dedo médio.

"Retiro o que disse, você não está estressadinha, você está um tanto mal-humorada."

"Vai se ferrar, Edward. Você não pode simplesmente fazer aquilo que fez comigo e esperar que esteja tudo ótimo para mim. Você me deu esperanças e me deixou na seca," ela argumentou, praticamente espancando sua comida com o garfo.

"Eu duvido que você esteja seca, Bella. Aposto que você está toda molhadinha," ele gemeu, se inclinando sobre a mesa para olhar diretamente para ela.

"Ugh, você não pode continuar a fazer isso," ela choramingou.

"Fazer o quê?" Edward perguntou, se fazendo de bobo.

"Não se faça de besta comigo. Você sabe muito bem o que está fazendo. Então acabe logo com isso."

"Não sei do que está falando. Tudo o que eu estou fazendo é comer o meu café da manhã enquanto desfruto da companhia da minha lindíssima companheira de apartamento e melhor amiga."

Os olhos de Edward se arregalaram quando ele se deu conta do que tinha dito. Ele tinha acabado de chamar Bella de 'linda'. Não tinha sido a primeira vez, mas definitivamente fora a primeira vez em muito tempo que ele havia dito isso enquanto não estava no meio de alguma atividade sexual com ela.

"Qual letra você tirou?" Bella perguntou timidamente, seu rosto corado.

"Q."

"É por isso que a gente ainda não começou? Porque você simplesmente não conseguiu ter idéia alguma? Ficou encurralado?" ela zombou, agora sorrindo presunçosamente.

"Errado. Estou bem longe de ficar encurralado. E só por conta disso, nós vamos começar agora!" ele brandiu para ela, erguendo-se rapidamente de sua cadeira. Ele estava mentindo, é claro. Ele queria ter começado mais cedo e não conseguia mais controlar a espera por mais tempo. O comentário dela apenas serviu como uma desculpa.

Bella se levantou para ficar na frente dele.

"O que nós vamos faz-" ela começou a dizer, mas Edward a interrompeu ao colocar um dedo contra os lábios dela.

"Cale a boca, Bella," ele falou rudemente, coisa que Bella não apreciou.

"Não fale comigo-" Mais uma vez, Edward a cortou.

"Cale a porcaria da boca, Bella. Com exceção da semana passada, na qual a atenção acabou sendo de certo modo toda voltada pra você, e com exceção da semana em que você tirou a letra R, você tem sido a rainha desse jogo inteiro. E bom, hoje eu é que sou a porra da rainha."

"Rainha?" perguntou ela.

"Sou a porra do rei! Que seja! E eu não disse pra você ficar quieta?" ele enfatizou sua última palavra, duramente. A ênfase jogara uma pista que ele sabia que Bella iria captar. Os olhos dela arregalaram-se ao se dar conta do que estava acontecendo, e Edward sorriu diabolicamente com o percebimento emplastado no rosto de Bella.

"Ai meu Deus," ela murmurou, e ele riu.

"É isso mesmo, Isabella. Você não vai poder emitir nenhum som hoje, e se você o fizer sem a minha permissão, haverão conseqüências," ele falou rigidamente enquanto andava em volta dela, e dava um tapa em seu bumbum coberto de roupa.

Ela soltou um pequeno grito, e ele repetiu o tapa - dessa vez ela mordeu o lábio para impedir que o som escapasse.

"Você aprende rápido," ele comentou, puxando-a pela mão até o quarto dela.

Uma vez lá dentro, ele sentou-se na cadeira próxima ao guarda-roupa e a deixou parada no pé da cama.

"Tire a roupa," ele ordenou e ela o encarou, desafiadora, dando-lhe um olhar que ele reconhecia. Ele havia dado a ela aquele mesmo olhar quando ela pediu para ele ficar nu, quando realizaram a letra R dela.

"Vai mesmo querer me testar, Bella?" ele ameaçou, estalando seus dedos obscenamente.

Ela balançou a cabeça negativamente, e removeu as leves peças de roupa, agradando Edward.

"Deus, eu queria que você andasse nua o dia todo. Seu corpo é uma obra de arte," ele comentou, levantando-se e se posicionando atrás de Bella para correr suas mãos de cima a baixo sobre os braços dela. Seus dedos viajaram subindo a coluna dela, como se ele estivesse tocando um instrumento.

"Você me quer, Bella?" ele perguntou, sussurrando no ouvido dela, sua mão deslizando mais para o sul de seu torso para onde ele sabia que ela o queria desesperadamente.

Ela soltou o fôlego entrecortado, e a mão dele deslizou por entre as camadas de seu sexo, o dedo indicador de Edward esfregando o clitóris dela lentamente, mas indo direto no ponto. Aquilo jorrou eletricidade pelo corpo dela.

"Isso foi um sim, Srta. Swan?" ele questionou, sua mão chegando mais perto da entrada dela. Impulsivamente, as pernas de Bella se afastaram mais quando dois dedos deslizaram facilmente para dentro dela.

"Tão molhada," ele murmurou. "Eu sabia que você estava encharcada de tão molhada para mim. Sabia que você também queria, sua danadinha."

Ele estocou seus dedos nela lentamente, entrando e saindo, mais lento a cada vez até que seus dedos não estivessem mais dentro dela. Ele levou os dedos à sua boca e chupou apenas um, gemendo quando o familiar sabor de Bella encontrou sua língua, fabricando imorais sons de sucção com seu dedo posicionado bem ao lado da orelha dela.

Ele trouxe sua mão para o campo de visão de Bella, e deixou que ela chupasse o outro dedo. Rapidamente ela o sugou como se aquilo fosse o membro dele entre seus lábios, mordiscando a ponta do dedo antes de Edward puxá-lo de volta.

"Você é uma garota muito devassa, Bella Swan," ele rugiu, a agarrando e a jogando na cama. Ele observou como o corpo dela quicou ligeiramente e como seus seios copiaram o movimento.

Ele engatinhou para frente na cama, descartando suas calças durante o percurso que levava até ela. Parando bem acima dela, ele beijou seu umbigo antes de erguer o rosto para olhar para ela.

"Onde estão seus brinquedos, Bella Swan?"

Os olhos dela arregalaram-se e sua boca abriu para dizer algo, mas ele lhe direcionou um olhar que a fez parar antes de falar qualquer coisa.

"Onde estão seus brinquedos?" ele perguntou novamente, levantando-se da cama, e andou em direção ao closet.

"Eles estão aqui?" ele apontou para o closet. Ela balançou a cabeça e apontou para baixo dela.

"Debaixo da sua cama? Mas que conveniente," ele provocou, retirando a caixa de lá.

"Uau, você tem um arsenal aqui," ele falou, colocando a caixa sobre a cama, ao lado de Bella. "Quem diria que a minha melhor amiga era tão safadinha? Algemas. Um chicote. Isso daqui são grampos para mamilos? Mas que porra é essa? Você tem o seu próprio sex shop aqui," ele continuou a provocá-la, amando o modo como o corpo inteiro dela estava ruborizado.

"E o que é isso que nós temos aqui?" ele indagou, retirando um vibrador. "O Rabbit². Tem alguém aqui que tem uma peça poderosa e muito cara... Como você o chama? Você o chama de Edward?"

Bella parecia mortificada de vergonha, mas Edward amou isso.

"Não importa. Não vamos usar essas coisas... dessa vez. Eu só queria saber onde os brinquedos estavam para a próxima vez, apesar de que eu estou um pouco triste que a semana que vem seja sua. Que pena, não? Eu estava me divertindo tanto," ele disse, escondendo de volta a caixa sob a cama dela, e colocando suas pernas uma de cada lado da cintura dela, lentamente deslizando para cima até que sua rígida excitação pairasse orgulhosamente diante da boca de Bella.

"Você está indo tão bem, Bella. Ainda não fez nem um som sequer. Estou impressionado," ele gemeu ao sentir a língua de Bella deslizando para fora de sua boca e provocando a cabeça de seu membro.

"Ah, porra. Olhe só pra você, tentando me agradar... eu adoro isso."

Ele deixou a ereção passar por entre os lábios dela, e começou a investir contra sua face, sentindo-se deslizando em sua garganta a cada passada. Os joelhos de Edward doíam por estar inclinado na cama, mas ele amava essa posição. Dessa forma, ele conseguia se ver deslizando para dentro enquanto fodia a boca de Bella.

"Caralho, Bella, assim mesmo," ele gemeu quando ela fechou o apertou em torno dele, as mãos dela massageando suas bolas.

Ele mexeu os quadris mais rapidamente, arfando intensamente quando os dentes dela fizeram aquela coisa maravilhosa de roçar na veia inferior.

"Merda! Porra, Bella. Eu amo quando você faz isso," ele grunhiu, rebolando os quadris. Ele podia sentir que estava perto de gozar e se afastou para longe dela.

"Foda-se, eu não aguento esperar mais," ele rugiu, descendo pelo corpo de Bella e colocando as pernas dela envoltas em sua cintura, penetrando-a profundamente. A boca de Bella se abriu, porém nenhum som saiu de lá.

Edward estocou forte. Vezes e mais vezes, ele penetrava mais fundo, e Bella erguia o quadril contra ele, agarrando o lençol da cama, e trazendo um travesseiro para ela. Ela mordia o travesseiro, tentando manter os sons calados, enquanto Edward continuava a estocar rápido e vigorosamente para dentro dela.

Ela mordeu o travesseiro com força, e Edward sabia disso pelo o quão corado o rosto dela estava. Ele abaixou seu rosto para o nível do rosto dela, continuando os movimentos, e ergueu a perna direita dela por cima do ombro dele. Os olhos dela arregalaram-se quando ele alcançou um local ainda mais profundo.

Sentindo que ela estava prestes a gozar e sabendo que ela queria desesperadamente gritar, Edward a tirou de sua agonia.

"Deixe-me ouvir você, Bella."

"Edward!" ela berrou no mesmo instante, os olhos dele focados nos dela enquanto os quadris de Bella tentavam alucinadamente igualar o ritmo dele.

"Porra, Edward! É tão bom. Céus, mais forte," ela implorou, agarrando os antebraços de Edward quando ele aquiesceu aos seus pedidos.

"Merda! Merda! Merda!" ele clamou, enquanto Bella começava a se comprimir ao redor dele. Ele viu os dedos dos pés dela fechando-se para dentro e em seguida seu corpo estremeceu, o nome dele saindo de sua boca como um grito de guerra.

Ele a fodeu durante o orgasmo dela, e gozou, com mais intensidade do que qualquer outra vez. Ele manejou o clímax de Bella, usando os músculos que se apertavam ao seu redor para ajudá-lo a liberar todo o seu próprio gozo. Bella se apertou ainda mais em volta dele.

"Caralho, Bells," ele soltou entre profundas respirações. Ele se retirando de dentro de Bella com um gemido, e segurou seu peso por cima dela.

Ele se inclinou sobre uma mão só para tirar o cabelo colado na testa dela, e beijou o local; Bella sorriu.

"Partilho dos mesmos sentimentos, exatamente," ela murmurou.

Edward a observou e sentiu aquela irritante impulsão por beijá-la novamente, mas dessa vez muito mais forte do que anteriormente. Ele se inclinou para baixo, encarando os lábios dela, enquanto Bella olhava para ele. Foi a arfada dela que o fez parar, a menos de um centímetro de distância. Ele beijou o canto da boca de Bella e saiu de cima dela, para deitar-se ao seu lado.

Ele havia chegado tão perto de quebrar as regras bem ali, tão perto de ultrapassar aquela linha invisível. Se Bella não tivesse arfado, com certeza ele teria a beijado. Ele estava começando a perder a compostura, começando a quebrar as regras.

Ele não conseguia evitar.

Edward estava tendo dificuldades em enxergar a linha, e ele não sabia o porquê.


N/T: ¹ torradas à francesa cortadas em cubo - http:/*migre.*me/sfrc
² O (poderoso e caro) vibrador Rabbit - http:/*migre.*me/sfiZ

Vários leitores colocaram a fic nos seus alertas e como favorita nas últimas semanas, mas nem metade me deixou uma reviewzinha sequer! Isso é muito chato, digam ao menos que estão lendo e gostando, sim? :T

Agora quero ler suas REVIEWS!

Até semana que vem,
beijos.