Oi gente!
Estou de volta. Não demorei muito, ou demorei?
Bom, aí está a continuação da história e veremos aqui o que acontece no decorrer dessa festa. Honestamente acho que o melhor ocorre depois da festa, mas essa é só a minha opinião.
Boa leitura!
No banheiro...
Eu estava de frente para o espelho retocando a maquiagem assim como Kagome. Três mulheres entraram sorrindo e falando sobre algo que parecia muito interessante.
- Kami-sama! Vocês viram aquilo? Ai, quase fiquei sem ar. – Uma delas falou.
- É praticamente um milagre ver os dois juntos em uma festa. Sesshoumaru Taisho nunca vai a esse tipo de evento.
O nome pronunciado por uma delas logo chamou minha atenção. Olhei para Kagome através do reflexo no espelho e continuei o que estava fazendo como se aquilo não me dissesse respeito.
- É verdade. – Uma delas concordou. - Inuyasha está sempre nas festas que acontecem na cidade, mas o mais velho... eu o vi pouquíssimas vezes, normalmente em eventos mais sérios que envolvem grandes empresários e tal.
- Aquele homem é ma-ra-vi-lho-so. O que eu não daria por uma noite com ele.
- Só você querida? Qualquer mulher com o mínimo de juízo não dispensaria uma chance com qualquer um dos dois. O mais novo também é uma coisa. Ha ha ha
"Deus, eu estou mesmo ouvindo isso?" Pensei comigo mesma.
Kagome que até o momento mantinha um sorrisinho discreto na face, rapidamente se tornou séria ao ouvir falarem de seu Inu. Eu olhei para ela de forma que ela entendesse que devia deixar isso pra lá e sorri guardando meu batom e rímel na bolsa.
- Vamos?
- Vamos.
Nós duas deixamos o banheiro e aquelas mulheres com seus comentários maliciosos para trás. Voltamos ao salão, lindas e sorridentes.
Inuyasha estava próximo ao local onde ficava nossa mesa, mas permanecia de pé enquanto conversava com Sango e Miroku.
- Olá! – Kagome falou logo que nos aproximamos.
Todos se cumprimentaram e passamos a conversar.
- Rin você está um arraso. Sesshoumaru já te viu? – Miroku perguntou.
- Não. – Respondi sorrindo.
- Viu sim. – Kagome falou indicando com a cabeça o local onde o belo homem estava, do outro lado do salão conversando com dois homens e uma mulher que eu não conhecia.
Sesshoumaru tinha uma taça de champanhe na mão e o olhar dele estava fixo sobre mim. Ele parecia fascinado e me analisava percorrendo todo o meu corpo com os olhos. Eu sorri para ele e logo o vi dizer algo ao grupo com o qual conversava e caminhar em nossa direção.
Propositalmente eu fui até nossa mesa, que estava a pouco mais de um metro atrás de nós, para deixar minha bolsa e me ofereci para colocar a de Kagome lá também, queria um pouco de privacidade quando nos falássemos. Demorei um pouco mais do que deveria ali, tempo suficiente para que Sesshoumaru cumprimentasse Kagome e os outros e viesse até mim.
Ele parou diante de mim, me olhando nos olhos e eu voltei a sorrir. Sesshoumaru se aproximou colocando a mão em minha cintura discretamente e me beijou levemente no canto dos lábios antes de falar ao meu ouvido.
- Você está maravilhosa minha Rin. – Falou num tom rouco e sensual depois de um suspiro profundo.
- Você também. – Eu devolvi no mesmo tom.
Ele ainda tinha uma das mãos na minha cintura quando voltamos a nos olhar nos olhos.
- Sesshoumaru?! – Uma voz feminina o chamou e ele se virou para ver de quem se tratava.
- Ayami!
- Santo Deus! Isso só pode ser um bom sinal, se você veio a uma de minhas festas isso deve significar algo.
Sesshoumaru riu com o comentário da mulher e ela se aproximou mais para cumprimentá-lo.
- Ayami, esta é Kawasagi Rin minha namorada. Rin, esta é a irmã do Kioshi.
- Muito prazer. – Eu falei estendendo a mão para ela.
- O prazer é meu. Ouvi muito falar em você. Agora sei o que fez Sesshoumaru se dignar vir à festa. – Ela falou divertida. – Vocês estão se divertindo, estão sendo bem servidos?
- Está tudo ótimo. Você está de parabéns. – Falei.
- Obrigada querida. É bom saber que ainda sei fazer isso em minha terra natal. Se vocês precisarem de algo, me avisem. Beijos! – A exuberante mulher falou saindo dali.
Nossos amigos vieram até a mesa e se sentaram.
- A Ayami é uma figura mesmo. – Miroku comentou.
Sesshoumaru e eu continuamos de pé.
- Rin? – Kagome me chamou e eu me virei para olhá-la. Ela me indicava algo com a cabeça.
Sesshoumaru ainda bebia seu champanhe e trocou alguns comentários com o irmão que eu não pude ouvir por causa do alto volume da música.
Quando olhei para a direção indicada por Kagome vi as mulheres que teceram comentários sobre Sesshoumaru no banheiro paradas em um canto o observando com olhos famintos eu diria. Adorei o fato de Sesshoumaru ter colocado a taça de champanhe sobre a mesa e ter me abraçado no exato momento em que elas cochichavam algo. Olhei para elas com um sorriso de satisfação estampado na face enquanto sentia os braços dele em volta do meu corpo e até podia, pela cara que elas fizeram, imaginar o que cochichavam ao ver aquele homem ma-ra-vi-lho-so abraçado a mim.
Senti a ponta do nariz dele roçar meu pescoço, aspirando o local para captar o meu perfume.
- Você gostou do resultado da sua armação? – Perguntei falando ao ouvido dele e levando minha mão a sua nuca por baixo dos longos cabelos massageando o local.
- O resultado superou e muito minhas melhores expectativas, mal consigo tirar os olhos... e as mãos de cima de você. Você está arrebatadora, simplesmente linda.
Os lábios dele tocaram os meus de forma delicada e os braços fortes rodearam a minha cintura.
- Maravilhosa. – Ele repetiu enquanto ainda me beijava e eu sorri.
Algum tempo depois Kagome e Inuyasha estavam na pista de dança assim como Sango e Miroku. Eu sorria ao vê-los e Kagome me chamava fazendo gestos.
Sesshoumaru e eu ainda estávamos de pé, eu agora estava de costas para ele e tinha meu corpo encostado ao seu. Ao olhar distraidamente para o salão, vi o mesmo homem de antes me encarando com ainda mais intensidade. Aquilo me deixou um pouco desconfortável, já que era óbvio que eu não estava sozinha ali, mas decidi não dar importância demais aquilo e continuar curtindo a minha noite ao lado do meu príncipe.
A música que tocava era absolutamente envolvente, então mesmo discretamente, eu estava dançando. Mexia meu quadril ao ritmo daquela batida não me atentando num primeiro momento para o que aquilo provocava em Sesshoumaru.
Ele contornou minha cintura com um dos braços tornando o pouco espaço entre nossos corpos ainda menor. Eu continuei dançando com o braço dele rodeando minha cintura e podia sentir o calor emanado pelo corpo dele.
Olhando para a pista de dança, vi que Kagome provocava seriamente Inuyasha. Os movimentos sensuais dela faziam com que todo o seu corpo roçasse o dele, ela requebrava lentamente de costas para o namorado, depois se virava o beijando na boca. Mas meu amigo não ficava atrás, os dois se mereciam mesmo. Inuyasha também provocava segurando-a pela cintura e deslizando suas mãos pelas coxas dela de forma ousada. A dança dos dois não era tão diferente da de outros tantos casais ali, mas certamente era mais provocante.
- Você quer ir lá dançar? – A voz grave de Sesshoumaru ao meu ouvido chamou minha atenção.
Eu me virei para fitá-lo.
- Você vai comigo?
- Se você quiser... – Ele respondeu, o que honestamente me surpreendeu muito.
- Jura?
Ele confirmou com a cabeça.
Eu sorri e mordi o lábio inferior. Caminhei então em direção a pista de dança levando-o pela mão.
Quando chegamos, eu comecei a dançar, timidamente num primeiro momento, mas a cada música eu me sentia mais à vontade e Sesshoumaru também, por mais incrível que aquilo pudesse parecer.
Uma música de muito sucesso nos Estados Unidos e que chegou ao Japão, ecoou pelo ambiente, por ser um sucesso empolgou a todos. Eu e Kagome adorávamos aquela música e curtimos muito quando ela começou a tocar.
Não sei de onde surgiu isso, mas eu comecei também a provocar Sesshoumaru com minha dança. Acho que a atmosfera era totalmente favorável a isso e eu me deixei levar. Dancei sensualmente com meu corpo colado ao dele e Sesshoumaru olhava dentro dos meus olhos como se despisse minha alma. Ele acompanhava meus movimentos e as mãos firmes percorriam meu corpo. O tecido leve do vestido seguia o ritmo da minha movimentação e mostrava minhas pernas enquanto eu requebrava.
Nossos lábios se tocaram em um beijo profundo enquanto ele deslizava os dedos pelas minhas costas nuas. Nos movimentávamos no mesmo ritmo intenso sem nos importar com ninguém a nossa volta.
A paixão explícita nos olhos de Sesshoumaru os fazia brilhar ainda mais intensamente enquanto ele me fitava, a atmosfera de desejo entre nós dois era quase palpável e me fazia muito bem ver o quanto aquele homem tão cobiçado pelas mulheres me desejava, o quanto ele ansiava estar a sós comigo.
Terminada a música voltamos à nossa mesa a fim de tomarmos alguma coisa. Kagome e Inuyasha fizeram o mesmo restando apenas Sango e Miroku ainda dançando.
Dessa vez nós todos nos sentamos, um garçom veio em nossa direção e cada um de nós fez seu pedido. Kagome não bebia, então pediu um coquetel de frutas com soda, Inuyasha pediu Vodka com gelo, eu continuei no champanhe e Sesshoumaru pediu também Vodka com limão.
A mesa em que estávamos era cercada por estofados macios de cor preta assim como todas as outras. A iluminação era composta por pequenas luminárias instaladas na parede e a luz era fraca, tornando o local aconchegante e discreto. Sentados ali nós podíamos ficar à vontade e desfrutarmos da companhia um do outro sem instigar os olhares alheios.
Sesshoumaru estava recostado ao encosto e eu ao corpo dele, enquanto acariciava meu rosto delicadamente. Do outro lado da mesa Inuyasha e Kagome se beijavam e trocavam carícias.
- Então o Senhor Sesshoumaru dança, não é? – Perguntei logo depois de beijá-lo levemente e morder seu lábio inferior, o que o fez gemer baixinho.
- Você me vê como um rato de escritório, não é mesmo?
- Não. Mas confesso que nunca o imaginei dançando assim como fez agora.
- Eu tive um excelente incentivo para isso...
Ele passou a beijar o meu pescoço e eu sentia sua mão acariciar minha perna, carícia que foi interrompida quando o garçom chegou trazendo o que havíamos pedido. Inuyasha e Kagome nem sequer notaram a presença de outra pessoa ali, estavam alheios a tudo. Eu olhei para eles, depois para Sesshoumaru e sorri.
Assim que o garçom se retirou Sesshoumaru tomou meus lábios de forma exigente, a língua dele acariciava minha boca e saboreava meus lábios como se fosse a fruta mais doce.
- Que delícia... – Eu o ouvi murmurar enquanto ainda me beijava.
Minhas mãos estavam pousadas sobre o peito dele e eu as fiz deslizar sutilmente pelos botões abertos da camisa para tocar a pele quente sob o tecido. Eu o arranhei levemente com minhas unhas e isso o fez emitir mais um gemido.
Meus lábios deixaram os dele e passaram a beijar seu pescoço, depois a orelha onde mordi levemente o lóbulo. Eu senti os músculos dele se contraírem com a excitação.
- Rin... – Ele sussurrou meu nome.
- Que foi? – Perguntei sem deixar de acariciá-lo.
- É melhor parar com isso. – Embora ele pedisse, o tom de voz dizia que ele não queria que eu parasse.
- Mas é tão gostoso amor, não é? – Cada palavra minha era sussurrada ao ouvido dele.
- É muito bom... por isso mesmo é melhor você parar. - Dessa vez ele levou a mão ao meu rosto me fazendo encará-lo.
- Tudo bem eu paro. – Falei fazendo pirraça. Ele riu e me beijou levemente.
- Você não quer me provocar dessa forma aqui dentro Rin, isso é maldade.
Eu ri da carinha de menininho que ele fez ao dizer isso e o beijei levemente nos lábios.
- Eu não vou mais provocar, eu juro. – Falei pegando minha taça e levando o líquido espumante à boca.
Passamos então a desfrutar de nossos drinks enquanto observávamos a movimentação. No outro lado da mesa, o casal ainda se beijava apaixonadamente quando enfim Sango e Miroku retornaram a nossa companhia.
- Hei vocês dois! Dá pra parar com esse agarramento? – Miroku implicou.
Kagome interrompeu o beijo e voltou seu olhar para os amigos tendo a face ligeiramente rubra, não porque estivesse constrangida, mas talvez pelo pouco ar que respirara após tanto tempo com os lábios grudados aos de Inuyasha.
- Deixe-os em paz Miroku. – Sango repreendeu o noivo quando ambos se sentaram. – Estou com sede, peça alguma coisa para eu beber.
- Claro Sangozinha. – O rapaz de olhos azuis respondeu e logo fez sinal para que um dos garçons viesse, o que não tardou a acontecer.
- E então Sango, como andam os preparativos para o casamento? – Kagome perguntou.
- Estão indo bem. Tudo está dentro do cronograma e saindo exatamente como eu queria. – A jovem falou sorrindo demonstrando toda sua felicidade por estar realizando o sonho de se casar e com o homem que amava.
- Mal consigo acreditar que você vai se amarrar Miroku. – Falou Inuyasha despreocupado enquanto saboreava sua Vodka.
- É meu amigo, em breve creio que será sua vez.
O mais jovem dos Taisho apenas sorriu em resposta e depositou um beijo no rosto de Kagome que também sorriu.
- Meninas vocês foram ao toalete, não é? Podem me dizer onde fica? – Sango perguntou.
- Quer que eu vá com você Sango? – Me ofereci.
- Você iria?
- Claro.
- Ah obrigada! Não se importa se eu roubá-la por alguns minutos, não é Sesshoumaru?
- Desde que sejam apenas alguns... – Sesshoumaru falou em um tom de brincadeira, mas sua feição era séria.
- Nós voltamos logo. – Falei me levantando e pegando minha bolsa.
Sango e eu saímos e fomos ao toalete e no meio do caminho cumprimentamos alguns conhecidos.
Alguns minutos depois que as mulheres deixaram a mesa, Sesshoumaru fez o mesmo dizendo que logo voltaria. Provavelmente também iria ao banheiro masculino.
Na mesa os amigos continuavam conversando e Miroku falava sobre o quanto estava ansioso pelo grande dia em que tornaria Sango sua esposa. Eles namoravam desde o colegial e o jovem não tinha a menor dúvida de que ela era a mulher de sua vida e que era com ela que ele queria formar uma família e viver o resto de seus dias.
Quando saíram do banheiro, Sango e Rin pararam ao encontrar algumas amigas da primeira. Rin foi apresentada a elas como namorada de Sesshoumaru e todas aquelas mulheres pareciam conhecê-lo pelo que Rin pôde perceber. Ao retomarem o caminho de volta à mesa, naquele ambiente movimentado, Rin sentiu seu braço ser segurado. Ela parou para encarar quem interrompera seus passos e quando conseguiu visualizar ficou surpresa.
- Com licença senhorita, boa noite! – O homem falou.
- Boa noite! – Ela respondeu seriamente.
Era o mesmo homem que a despia com os olhos mais cedo e o fazia agora também. Os olhos dele eram profundamente negros e embora tivesse uma bela face era visível que ele não era confiável. O olhar lascivo que ele lançava sobre a jovem era nada discreto.
- O senhor perdeu alguma coisa senhor...
- Naraku. Eu me chamo Tomodashi Naraku. Eu não perdi nada senhorita, apenas queria dizer o quanto fiquei impressionado com sua beleza e que está magnífica nesse vestido.
- Obrigada pelo elogio senhor Tomodashi. Era só o que tinha a dizer? – Rin questionou não demonstrando qualquer simpatia aquele homem.
Naraku sorriu cinicamente para ela e isso a desagradou muito, mas Rin não demonstrou. Continuou firme a encará-lo.
A alguns metros dali Sesshoumaru observava toda a cena. De alguma forma que o mais velho não compreendeu, Inuyasha surgiu ao seu lado e olhava também naquela direção.
- Naraku está mostrando as garras e está dando em cima da Rin. – Falou num tom raivoso.
- Estou vendo. – Sesshoumaru disse calmamente.
- Você não vai fazer nada? Vai permitir isso?
- Acalme-se Inuyasha. Naraku pode cobiçar o quanto quiser, mas não terá o que me pertence.
Sesshoumaru passou a caminhar em direção ao local onde o homem havia abordado as duas mulheres. Rin o viu se aproximar e não pôde evitar que o nervosismo a atingisse.
- Naraku? – Sesshoumaru chamou a atenção do outro, já colocando um dos braços ao redor da cintura de Rin. – Não sabia que estaria aqui.
- Pois é. Eu cheguei ontem à cidade e quando vi o convite em meio as minhas correspondências achei que seria bom vir e rever os amigos. Como você está Sesshoumaru?
- Muito bem.
Rin olhava para Sesshoumaru que mantinha sua face impassível enquanto o outro homem sorria falsamente. A tensão entre os dois era óbvia.
- Eu dizia a senhorita...
- Kawasagi. – Sesshoumaru completou.
- Eu dizia a senhorita Kawasagi o quanto a admirei por sua beleza, pensei que teria a chance de conhecê-la melhor, mas vejo que você foi mais rápido. Não sabia que ela era sua companhia.
Rin se irritou com o cinismo demonstrado por Naraku. Como ele não sabia que Sesshoumaru e ela estavam juntos, se ele os viu abraçados momentos atrás?
- Ela não está disponível para você Naraku e não estaria ainda que não estivesse em minha companhia.
- Oh é mesmo?! Será que minha má reputação chegou aos ouvidos dela? Mas e quanto ao meu velho amigo Sesshoumaru, a senhorita sabe que ele jamais foi capaz de manter sequer um relacionamento sério em toda a sua vida? Ele não é tão diferente de mim afinal.
- Isso foi antes de eu aparecer, senhor Tomodashi. – Rin respondeu com um sorriso triunfante. – Eu sou uma mulher que sabe o que quer e Sesshoumaru me oferece exatamente o que eu procuro em um homem. – A jovem completou acariciando levemente o rosto de Sesshoumaru que ainda encarava o desafeto friamente.
- Eu fico feliz por vocês. – Naraku disse. – Bom, acho então que devo circular mais por essa festa para encontrar companhia, já que meu amigo ficou, sem dúvida, com o melhor exemplar aqui. Com licença.
Naraku se retirou mantendo o sorrisinho cínico nos lábios e não deixou de lançar outro olhar para Rin, que apertou a mão de Sesshoumaru que estava em sua cintura.
- Vamos voltar para a mesa Sesshy? – Rin pediu logo que o homem se afastou.
Sesshoumaru a pegou pela mão e caminhou calmamente passando pelas pessoas e logo estavam de volta ao lugar reservado a eles.
- Naraku estava perturbando vocês? – Miroku perguntou quando a noiva se sentou ao lado dele. Já sabia que o mau caráter estava em ação pelo que Inuyasha havia lhe dito.
- Ele nos abordou, aparentemente querendo conhecer a Rin. A mim ele já conhece.
- Esse cara é muito abusado mesmo. – Miroku concluiu.
Inuyasha olhou para o irmão e viu que ele estava sério e quieto, Rin também percebeu isso e se aproximou mais dele acomodando a cabeça em seu ombro de modo que sua boca pudesse alcançar o ouvido dele.
- Você está chateado Sesshy? – Ela perguntou com a voz suave o acariciando na nuca.
- Não. – Ele respondeu calmamente. – Eu só estava pensando.
Sesshoumaru a beijou e sua mão deslizava calmamente pela pele macia das costas sob os longos fios negros de seus cabelos.
O homem pensava em como se sentira quando viu Naraku perto de Rin. Ele conhecia aquele mau caráter desde o início da faculdade. Naraku era mulherengo e sem escrúpulos, tratava as mulheres como objetos e era capaz das maiores baixarias. Eles até mantinham algum tipo de contado quando eram estudantes, mas logo ficou claro para Sesshoumaru que eles eram de mundos diferentes e por isso se distanciaram.
Quando viu seu desafeto tão próximo de sua mulher, sentiu uma possessividade que jamais sentira na vida, seu instinto gritava para que ele fosse até lá e esmurrasse a cara daquele verme, retirando assim o sorrisinho cínico que ele sempre demonstrava. Se não fosse tão controlado teria cedido a tais instintos. Como ele ousara se aproximar assim de sua mulher, sua Rin? Sesshoumaru surpreendeu-se com os próprios pensamentos. Desde quando via Rin como sua... sua mulher? Ele fez com que a jovem desfizesse o abraço que dava nele e fitou o belo rosto dela. Sorriu. Rin de fato o havia fisgado, jamais se sentira assim em relação a qualquer outra mulher.
Quando vi Sesshoumaru sorrir para mim eu sorri também ficando aliviada. Eu estranhei o fato dele ficar tão quieto depois da cena protagonizada por aquele homem grotesco chamado Naraku.
Sesshoumaru bebeu outro gole de seu drink depois voltou a falar comigo.
- Não se preocupe Rin, está tudo bem. – Disse tentando me confortar, certamente havia percebido a minha tensão.
- Mas você mudou depois que aquele homem insuportável apareceu...
- Eu não gostei de vê-lo perto de você. – Ele disse sem dar muita importância as palavras e eu o olhei esperando que ele concluísse. – Eu senti ciúmes Rin. – Admitiu.
Nossa conversa não podia ser ouvida por mais ninguém por causa de todo o som do ambiente, eu fiquei surpresa com a confissão.
- Você sentiu ciúmes? – Indaguei o fitando diretamente nos olhos.
- Acha que só você sente isso? - Perguntou sério.
Eu voltei a abraçá-lo e o beijei no pescoço repetidas vezes até alcançar sua orelha onde continuei a beijar.
- Então meu Sesshy sentiu ciúmes... – Falei sussurrando e sorrindo.
- Senti sim. – Respondeu. – Eu devia saber o que uma mulher como você, vestida como você está causaria a todos esses homens. Naraku não é o único a admirar sua beleza aqui.
- Então a culpa é toda sua, não é? – Falei manhosa. – Você ainda merece ser punido por ter me enganado durante toda essa semana.
- Punido?? – Ele indagou sorrindo maliciosamente.
- Ah gente vamos dançar mais?! – Ouvi Kagome dizer, mas não dei a devida importância. Não conseguia parar de fitar os olhos dourados a minha frente e o sorriso que Sesshoumaru tinha na face.
Nossos amigos deixaram a mesa e voltaram à pista de dança em busca de diversão. Eu e meu Sesshy estávamos preocupados com outra coisa.
Sesshoumaru olhou para nossos amigos enquanto eles se distanciavam e depois voltou seu olhar para mim.
- Como é que você pretende me punir? – O tom de voz utilizado por ele e o olhar fariam qualquer mulher se derreter e eu que conhecia muito bem o significado daqueles sinais. Senti meu coração acelerar subitamente.
- Você quer mesmo saber? – Eu voltei a colar meus lábios a orelha dele beijando-o.
Minha língua deslizava pela pele, o perfume masculino me deixava completamente extasiada.
Sesshoumaru apertou as mãos na minha cintura e eu o ouvi gemer mais uma vez. Ele se arrepiou quando passei a língua em sua orelha e gemi em seu ouvido, sorrindo logo depois com a reação imediata dele.
Eu senti a mão dele deslizar pela minha perna indo de encontro a minha coxa, ele apertou minha carne quando o mordi no pescoço, depois introduziu a mão discretamente por baixo do meu vestido até alcançar minha lingerie onde delineou com o dedo indicador a renda da qual era feita. Dessa vez eu gemi e ele sorriu.
- Tire a mão daí agora Sesshoumaru. – Eu falei num tom falsamente autoritário.
- Por quê?
- Porque quem tem que ser punido aqui é você.
- Ah é?
- É.
Ele me obedeceu e voltou a pousar a mão de forma comportada sobre o meu colo enquanto a outra acariciava minhas costas. Eu estava determinada a torturá-lo, porque aquilo era extremamente excitante para mim.
Pela abertura da camisa, eu depositei um beijo leve no peito dele depois subi pelo pescoço onde me demorei mais. Ele inclinou a cabeça para trás relaxando no encosto do estofado e desfrutando das minhas carícias, mas seu relaxamento não durou muito. Sesshoumaru se sobressaltou quando sentiu minha leve mordida em seu queixo firme e minha mão acariciar levemente seu pênis sobre o tecido da calça.
- Você está querendo me enlouquecer? – Ele falou entre os dentes extremamente excitado. Eu sorri com a aflição dele.
- Só um pouquinho. – Respondi antes de voltar a beijá-lo com paixão.
Poucos minutos depois, Inuyasha e Kagome retornavam à mesa.
- Gente, nós vamos embora! – Inuyasha disse.
- Já? – Perguntei.
- Nós também já vamos. – Sesshoumaru anunciou.
- Vamos? – Questionei o olhando confusa.
- Vamos sim. Nós precisamos ir pra casa agora Rin. – Ele frisou o agora.
- Tudo bem, vamos pra casa. – Concordei sorrindo. Eu sabia exatamente o motivo da pressa dele.
Pegamos nossas coisas e saímos da boate depois de nos despedirmos dos amigos, inclusive o aniversariante que estava completamente bêbado dançando rodeado de mulheres.
Do lado de fora, esperávamos que os carros fossem trazidos.
- Inuyasha me dê as chaves. – Kagome pediu.
- Te dar as chaves, por quê?
- Porque você bebeu o suficiente para não estar em condições de dirigir. – Minha prima falou estendendo a mão para ele.
- Isso mesmo Inuyasha, dê as chaves para que Kagome vá dirigindo. – Sesshoumaru interveio.
- Ok mamãe! Aqui estão. – Inuyasha mesmo contrariado entregou as chaves do carro à namorada e logo depois de nos despedirmos eles entraram no carro e deram a partida.
- E quanto a nós? Onde está o seu carro? – Indaguei olhando para Sesshoumaru que nesse momento estava abraçado a mim por trás.
- Eu não vim com meu carro. Nosso transporte está ali.
Olhei para o local indicado por Sesshoumaru e vi, um elegante carro preto com vidros escuros, muito semelhante a uma limusine, mas de menor porte. Sesshoumaru desfez o abraço e me conduziu até o veículo, onde um homem devidamente uniformizado nos aguardava. A porta foi aberta para que nós entrássemos no veiculo e eu fui a primeira a entrar me acomodando no confortável assento de couro. Sesshoumaru trocou algumas palavras com o motorista depois entrou e se sentou ao meu lado.
Logo a partida foi dada e o carro entrou em movimento. Sesshoumaru se voltou para mim e eu observava o luxuoso interior do automóvel.
- Por que está sentada assim tão longe de mim? Venha aqui. – Ele pediu.
Eu me aproximei dele como solicitado e o vi se livrar do paletó branco que usava jogando-o de lado no assento. Nossos lábios voltaram a se encontrar avidamente e dessa vez eu não pude conter o avanço das mãos de Sesshoumaru sobre o meu corpo. Sem qualquer discrição, ele fez seus dedos alcançarem minha calcinha e por cima do tecido passou a me acariciar entre as pernas me arrancando gemidos com isso.
- Sesshy, não é melhor esperarmos até chegar em casa?
- Nós não vamos pra casa Rin. – Falou sem interromper sua atividade.
- Não? Pra onde... nós vamos então? – Indaguei quase sem conseguir, pois minha respiração estava alterada.
- Você vai ver.
- Sesshy pare, nós não estamos sozinhos. – Falei me afastando um pouco dele.
- Rin, o motorista não pode ver nem ouvir nada do que acontece aqui. Não se preocupe, vem aqui...
A voz dele era rouca e solícita. Eu voltei a me aproximar diante da informação de que nada do que fizéssemos ali seria testemunhado.
- Quanto tempo até chegarmos a esse local? – Eu perguntei enquanto acariciava o rosto dele.
- Uns quarenta minutos.
- Quarenta minutos... – Falei pensativa. - ... então eu acho que nós podemos nos distrair até lá...
Eu voltei a beijá-lo com todo o desejo que estava queimando o meu corpo naquele momento. Em questão de segundos Sesshoumaru voltou a alcançar minha calcinha e a retirou de mim, apertando-a em uma das mãos.
- O que você vai fazer com isso?
- Vou guardar comigo. – Respondeu colocando a pequena peça de cor preta no bolso da calça.
Eu sorri para ele e o beijei.
- Acho que vou querer a sua também.
- Então você terá que tirá-la de mim... – Falou malicioso.
Eu levei minha mão ao cinto dele e o abri retirando-o, depois deslizei meu dedo pelo cós da calça e abri o fecho expondo meu alvo. A cueca Calvin Klein vestia muito bem em seu corpo bem talhado e mesmo com ela era impossível não notar a excitação dele pelo membro rijo escondido sob o tecido. Eu fiquei admirando aquela forma por algum tempo e isso o fez chamar minha atenção.
- Desistiu?
- Claro que não. Eu não costumo desistir daquilo que eu quero.
Meus dedos transpuseram a barreira de tecido e alcançaram a pele quente dele, os músculos do abdômen imediatamente se tornaram tensos e ele fechou os olhos ao sentir meu toque delicado. Eu o estimulei com os movimentos que fazia e os gemidos baixos dele ecoavam naquele espaço.
- Aaaaaaaaah Rin! Eu não vou agüentar isso por muito tempo. Não dá pra esperar até chegarmos... – Ele falou ofegante enquanto eu o beijava. – Eu quero você agora Rin...
Sesshoumaru olhava em meus olhos e eu sabia que ele não podia esperar, aquela altura nem eu. Me movi no assento do carro e de joelhos me posicionei no colo dele, com as pernas acomodadas na lateral de seu corpo.
Eu permiti que nossos corpos se encaixassem ali mesmo e me deliciei ao senti-lo me penetrar. Estávamos no auge da excitação e o calor que percorria nossos corpos, o fogo que nos queimava por dentro era impossível ser cessado de outra forma que não aquela.
Nossos gemidos de prazer preenchiam o silêncio daquele ambiente enquanto o torpor do prazer máximo nos fazia perder a consciência por um breve momento.
Estávamos abraçados um ao outro enquanto nossas respirações se estabilizavam. Nos beijávamos com calma saboreando o gosto um do outro e nos acariciando. Eu via o rosto lindo do meu amante agora saciado, tão sereno. Ele tinha os olhos fechados enquanto sentia meus dedos deslizarem pelo seu rosto.
- Meu lindo... – Eu pensei alto e vi um sorriso aparecer no rosto dele. – Você não vai dormir, vai?
- Não. Nós já devemos estar chegando.
- Por que tanto mistério? Me diz aonde estamos indo.
- Não seja curiosa, você já vai ver.
Enquanto falávamos o carro parou, o que me fez entender que havíamos chegado ao nosso destino.
- É melhor eu me recompor antes de sair daqui. – Ele falou olhando para o colo onde eu ainda estava sentada.
Eu saí do colo dele permitindo que ele se arrumasse. Logo depois Sesshoumaru abriu a porta do carro e fez menção em descer. Eu o segurei pela mão.
- Não está esquecendo nada? – Perguntei levemente constrangida e com as pernas cruzadas.
- O quê? – Se fez de desentendido.
- Sesshy!
- Pode vir, não haverá ninguém além de nós dois. – Ele falou sorrindo eu hesitei. – Venha minha Rin.
Eu cedi e aceitei a mão que ele me estendia saindo logo a seguir do carro. Olhei o local onde estávamos e identifiquei como sendo a marina na Baía de Tóquio.
- O que estamos fazendo aqui? – Indaguei a ele quando retornava após uma conversa com um rapaz que parecia estar a nossa espera.
- Nós vamos dar um passeio. – Ele respondeu simplesmente. – Eu disse que seu final de semana seria esplendido, não disse?
Olhei para o céu e ainda havia estrela nele embora a lua já começasse a se esconder.
Sesshoumaru me pegou pela mão e me conduziu até o píer por onde nós caminhamos apenas alguns metros até pararmos em frente a uma enorme embarcação. Era um iate lindo e enorme. O nome gravado no casco era Príncipe do Oeste.
Nós entramos no iate e Sesshoumaru foi direto à sala de comando mexendo no sofisticado painel, repleto de botões e telas de cristal líquido. Feito isso ele me convidou para irmos até o nível inferior da embarcação.
Ao entrar no local vi que se tratava de uma suíte com uma cama grande forrada com lençóis brancos. Observei o local com cuidado, a decoração era de muito bom gosto e requinte.
Senti Sesshoumaru me abraçar por trás e aspirar meu pescoço logo após aplicar um beijo.
- Gostou? – Ele perguntou.
- Claro. É tudo tão lindo!
- Ótimo! – Ele voltou a me beijar se colocando a minha frente. – Em alguns minutos o sol vai nascer e esse é um espetáculo imperdível. Tem roupas no closet pra você se trocar e depois nós vamos lá pra cima.
- Tudo bem.
- Eu já volto. – Disse me beijando levemente e saindo pela porta.
Eu caminhei até o closet conforme indicado por ele, de fato havia roupas ali, biquínis e maiôs.
Alguns minutos depois Sesshoumaru estava de volta ao quarto e eu já havia me trocado. Vesti um biquíni preto muito bonito e coloquei por cima uma blusa de botões branca a deixando aberta. Ele me olhou de cima abaixo e sorriu.
- Agora eu vou me trocar. – Falou retirando a camisa e as calças, depois a cueca.
Os sapatos ele havia retirado assim que chegamos ao barco. Sesshoumaru abriu uma das gavetas do closet e retirou um calção de banho branco e uma bermuda azul. Vestiu os dois e então nós fomos ao convés onde um futon nos esperava.
Nos deitamos ali e trocamos carícias admirando o verdadeiro show da natureza que ela aquele alvorecer em alto mar.
Ai ai. Alguém aí está com calor?
O final de semana esplêndido de Rin ainda não chegou ao final e uma coisa importante vai acontecer, que vai mudar a vida de todos.
Beijos e até a próxima !
