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Donzela Ardilosa

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Capítulo 14

Para Sesshoumaru, os dias seguintes resultaram ser terrivelmente frustrantes. Fazia muito progresso em ganhar a confiança das pessoas de Higurashi, mas não estava nem perto de obter a identificação do ladrão.

Se o rapaz parecia ser do tamanho certo, ele inevitavelmente era forte como um cavalo. Se Sesshoumaru via alguém mancando por uma perna ferida, a pessoa era indevidamente muito alta ou muito gorda ou muito velha para ser A Sombra. Inicialmente Sesshoumaru tinha descartado todas as mulheres da fortaleza.

Não que ele tivesse descartado completamente a idéia de que o ladrão poderia ser uma mulher. Vivendo com as Donzelas Guerreiras de Higurashi, ele tinha aprendido a manter a mente aberta.

Mas se havia uma mulher que ele tinha excluído definitivamente da lista de possibilidade era Lady Rin.

Sesshoumaru sorriu enquanto observava Lorde Tourhu lançar os dados outra vez, causando um protesto dos homens reunidos ao redor da mesa de jogo, seguido pela passagem das moedas do perdedor ao ganhador.

Lady Rin sem dúvida tinha feito que a viagem de Sesshoumaru a Higurashi valesse cada centavo de sua recompensa. Agora que o casamento de Sango já havia sido realizado, ela parecia ter mais tempo para passar com ele.

Rin o havia convidado para dar um passeio ao redor do lago há dois dias. O ar ainda estava fresco e silencioso, com a água congelada na superfície no profundo lago verde e, aqui e ali, uma truta saltitante, violava as ondas para pegar algum inseto. Primeiramente precisaram se encurvar como uma lavadeira à beira da água, o junco fino havia se movido como sapos em torno deles, surpreso com a passagem dos amantes. Eles haviam jantado vinho, queijo e pão na sombra de um alto pinheiro... E na sombra de Kaede, que havia insistido em acompanhá-los, apesar dos dores de seus velhos ossos.

Ontem, as três irmãs tinham despertado Sesshoumaru ao amanhecer para levá-lo a pescar no rio. E haviam retornado com duas dúzias de trutas que comeram no jantar da noite anterior.

Nessa manhã, Rin o havia desafiado para jogar damas. Ele cavalheirescamente a tinha deixado ganhar, e quando ela descobriu isso, tinha-o obrigado a jogar novamente. Desta vez ela o tinha derrotado por si mesma.

Sesshoumaru sorriu com essa recordação.

— Por que você está rindo? — Mirok perguntou, tirando-o de seus devaneios. — Você acaba de perder.

Sesshoumaru olhou os dados e sacudiu a cabeça.

— Parece que estou acabado por esta noite.

Era melhor. Estava tão distraído com seus pensamentos sobre Rin que se A Sombra estivesse sentada ao seu lado com seu típico traje negro, Sesshoumaru nunca o teria notado.

***

Sentada em sua mesa à luz da vela, estudando minuciosamente os livros de contabilidade, Rin encontrava difícil achar sentido aos números que dançavam diante de seus olhos.

Como tinha acontecido, ela não sabia. Talvez tivesse sido o despreocupado passeio pelo lago. Ou a batalha de chapinhar no rio. Ou o tolo jogo de damas. Talvez fosse o desejo instintivo de Rin de curar as feridas do rapaz de uma infância miserável. Mas nos últimos dois dias havia se apaixonado por sir Sesshoumaru.

O problema era que ele também estava se apaixonando por ela. E Sesshoumaru não tinha nem idéia de quem ela era.

Sesshoumaru se sentia atraído por mulher que paquerava timidamente, que se ruborizava facilmente, e que não machucaria nem a uma mosca. Se ele alguma vez descobrisse a verdade...

Rin fechou seus olhos. Não podia lhe dizer a verdade. E por outro lado não podia se esconder para sempre.

Abrindo os olhos outra vez, ela examinou a coluna de números pela décima vez, tentando achar sentido.

Finalmente, exasperada com o longo tempo que as contas haviam levado essa noite, ela balançou severamente sua cabeça e resmungou.

— Se concentre sua tola. Quanto mais cedo terminar, mais cedo poderá ir lá para cima.

Sesshoumaru provavelmente estava lá em cima perdendo mais moedas para seu pai. Rin sorriu, pensando que tinha sido bom que A Sombra tivesse lhe jogado aquela moeda afinal. O pobre homem ia necessitá-la em pouco tempo. Sobre tudo se, como ele tinha feito com ela no jogo de damas de hoje, insistia em perder intencionalmente.

Rin se concentrou no livro diante dela, murmurando os números em voz alta, escrevendo números no pergaminho iluminado pela luz flamejante das velas.

De fato, tão concentrada estava sua atenção sobre o pergaminho que não ouviu o intruso que entrou no quarto.

— Então este é seu gabinete. — Disse ele suavemente.

Ela ficou de pé tão abruptamente que derrubou o frasco de tinta. Ela se sustento, se virando no meio do caminho, e levantando seus braços, na preparação de sua postura, quando ela se deu conta de quem era. Imediatamente, Rin baixou os braços, depois colocou uma mão sobre seu peito.

— Merda. — Ela disse entre dentes.

— Desculpe. — Com uma desculpa, ele se apressou para frente, para colocar o frasco de tinta na vertical novamente. A tinta havia se derramado sobre a toalha de linho, mas, por sorte, não sobre o livro de contabilidade.

Independentemente do sobressalto, era muito mais que o medo o que fez que seu sangue se acelerasse por suas veias enquanto Rin desabava em sua cadeira. Era a imagem de Sesshoumaru, poderoso, bonito, com seu cabelo liso sedutoramente sobre suas orelhas, sua pele dourada pela luz da vela, seus olhos brilhando com diversão e adoração que acelerava pulso.

E o fato de que estivessem sozinhos em seu isolado santuário particular, um lugar onde ela só tinha que fechar a porta para ter um isolamento absoluto...

Doce Virgem Maria, o pensamento fez a mente dela se desviar com um descontrolado abandono.

— Você trabalha demais. – Ele comentou.

Durante um momento ela só pôde olhar para ele admirada. Ele era a primeira pessoa a notar isso. O resto das pessoas do castelo, inclusive suas irmãs, parecia pensar que ela vinha para cá para vadiar ou fazer um cochilo. Eles não entendiam como seu trabalho era exigente.

Sesshoumaru se colocou atrás dela, pôs suas mãos sobre seus ombros, e começou a massagear seus músculos tensos.

— É quase meia-noite, meu amor.

— É mesmo? — Sua voz se quebrou, perturbada pelo prazer perigoso que percorria seu corpo pelo contato de suas mãos. Suas massagens sedativas rapidamente começaram a baixar suas defesas. Rin fechou os olhos, e um gemido suave escapou de sua boca espontaneamente.

Sesshoumaru riu entre dentes.

— Você gosta disso?

Sim, ela gostava. Suas mãos eram fortes, e as pontas de seus dedos rapidamente encontraram os pontos de tensão. Ele os friccionava persistentemente, forçando sua submissão, no entanto ela não sentia nem vontade ou desejo de resistir.

Com uma carícia final em suas costas, Sesshoumaru disse.

— Receio que eu tenha criado mais trabalho para você com meu jogo.

Quando ela falou, sua voz quase soou como se pertencesse à outra mulher, uma voz muito mais lânguida e suave que a dela.

— Desequilibrou minhas contas, maldito trapaceiro? Você deixou meu pai sem moedas?

— Não, ele ganhou bastante de minhas moedas.

— Ele ganhou? — Rin sorriu. — Meu pai nunca ganha.

— O fez esta noite, esvaziou-me os bolsos.

— Jogue com ele amanhã, e tenho certeza que recuperará tudo o que perdeu.

— Realmente? E como você irá prestar contas disso?

Ela se encolheu de ombros.

— Sempre encontro um modo de equilibrar as contas.

— Parece difícil. — Ele apontou o livro de contabilidade. — O que são todos esses rabiscos?

Ele lhe deu sorriu preguiçoso. Sesshoumaru era o primeiro novamente. Ninguém mostrava muito interesse na contabilidade, sempre e quando o castelo se mantivesse em movimento. Ninguém pedia para olhar os livros. Mas ela tinha um grande respeito pelo espantoso sistema de números, e pensar em mostrar a Sesshoumaru seu trabalho era emocionante.

— Você sabe ler? — Ela perguntou.

Ele vacilou.

— Tudo bem. — Ela se apressou a lhe assegurar. — A maior parte dos cavaleiros que conheço não sabe.

Sua testa se enrugou com preocupação.

— Posso ler meu nome. Não muito mais.

— Venha, suba no um banquinho, e lhe mostrarei.

Rin teve um momento da dúvida no qual se perguntou se seu interesse, também, era um fingimento cortês, se Sesshoumaru só fingia estar interessado somente para agradá-la. Mas logo eles estavam encurvados sobre os livros de contabilidade, coxa contra coxa, sua testa novamente enrugada pela concentração, enquanto ela lhe apontava com entusiasmo as entradas que acabava de fazer.

— Isto é o que Kaede chamaria de carma. — Ela explicou-lhe. — Os números da coluna da direita sempre devem equilibrar as da esquerda.

— O que diz aqui?

— Este é um registro do que gastamos. Aqui está o vinho que compramos da abadia para o casamento de Sango. E aqui está a quantidade de especiarias. — Ela passou um dedo pela lista. — O pagamento do sacerdote. Uma nova panela para o cozinheiro. Lençóis de seda.

— Lençóis de seda?

Rin riu. Os lençóis tinham sido um presente de casamento, uma brincadeira por parte de Kagome.

— Um presente para a noiva e o noivo.

— E o que são estes? — Ele assinalou os números da direita.

— Esta coluna registra o dinheiro que entra em nossos cofres.

Sesshoumaru franziu o cenho.

— A muito menos deste lado.

Para um homem que não sabia ler, ele era muito observador.

— Sim, há menos entradas, mas as cifras são maiores. Aqui estão os lucros de vender a lã para abadia. Aqui está a coleta de aluguéis. E aqui estão os lucros das apostas depois do banquete de casamento.

— Eu vejo. — Seu braço passou ao redor de seus ombros quando ele assinalou a página. — E onde registra as perdas?

Rin se congelou.

— As perdas?

— Sim.

Nunca ninguém lhe tinha perguntado isso. A maior parte das pessoas do castelo não podia ler ou fazer somas, então eles não mostravam nenhum interesse nos livros de Rin.

— Bem — ela se justificou — Como você sabe os homens de Higurashi sempre devolvem o que ganham de meu pai para os cofres.

— Mas e os Mochrie e os Herdclay?

Rin lambeu seus lábios. Como Sesshoumaru não podia ler, ela supôs que ela poderia inventar algo, e ele acreditaria. Ela apontou para a entrada que registrava a compra de velas e lhe disse.

— As perdas estão aqui, na coluna da esquerda.

— Hum.

Rin lamentou ter que mentir para ele, mas Sesshoumaru ficava muito curioso. Afinal, era difícil explicar a ele que nunca se incomodava em registrar as perdas de Higurashi. Nem por que.

— Por Deus — disse ela levemente — Tudo isto deve ser muito aborrecido para você.

Com isto, ela fechou o livro.

— Não, meu amor. — Sesshoumaru lhe assegurou. Na verdade, a mentira de Rin era tudo menos aborrecida. Sesshoumaru se alegrou de ter vindo ao seu gabinete. Essa manipulação da contabilidade era muito suspeita. — Como poderia me aborrecer quando você está aqui ao meu lado? – Ele lhe sorriu melosamente.

Essa moça ardilosa havia lhe mentido sobre a contabilidade.

É claro, ele havia lhe mentido sobre sua incapacidade para ler.

Mas sabia por que ele a havia enganado. Mas, o que ela estava escondendo? Por que não estava ali nenhuma das perdas de moedas de seu pai? Essas perdas eram uma vergonha que Rin não queria registrar? Ou algo mais desonesto? Algo que tinha a ver com certo ladrão que roubava dinheiro no bosque?

Esperava que fosse o primeiro. Era triste para ele imaginar que essa adorável dama que estava ao seu lado com grandes olhos castanhos e um sorriso sincero de algum jeito fosse capaz de planejar uma trama traiçoeira encerrada nesse humilde gabinete.

Isso lhe preocupava mais profundamente imaginar que Rin poderia ser cúmplice da Sombra.

Mas tinha que descobrir a verdade. E para fazer isso, teria que usar mais mentiras.

Sesshoumaru tinha descoberto a muito que uma voz rouca e sedutora e as carícias suaves faziam surgir à honestidade nas mulheres. Supunha que esse tipo de sedução abrandava a tendência das mulheres de mentir. Por muito que ele lamentasse usar essa manipulação ardilosa com uma mulher que realmente lhe importava, isso era de longe mais eficaz que qualquer outra ameaça.

Além disso, Sesshoumaru se consolou, não era esse o método que Rin tinha empregado quando o tinha agarrado pela túnica e o tinha forçado a beijá-la naquele primeiro dia em Higurashi? Sesshoumaru enrolou seus dedos nos cachos delicados na nuca de Rin, e murmurou.

— Seria muito perverso confessar que me alegrou te encontrar sozinha aqui? — Ele viu o delicioso tremor de sua pele sob seu toque. — Na verdade, tive receio que essa sua criada intrometida me afugentasse.

— Kaede? — A voz de Rin era rouca e baixa. Ela definitivamente saboreava suas carícias.

Ele arrastou um dedo ao lado de seu pescoço para encontrar a borda de sua orelha.

— Sim. — Ele se inclinou para mais perto acariciando com seu nariz o lóbulo da orelha de Rin. Deus, ela cheirava tão deliciosa como rosas banhadas pelo sol. — O que incomoda sua criada intrometida? Esteve mancando pela fortaleza como um cachorro coxo.

Sesshoumaru se sentiu um idiota fazendo essa pergunta. A idéia de que Kaede pudesse ser um bandido ágil com os reflexos de um gato, era absurda. Mas Sesshoumaru havia ganhado sua reputação pela meticulosidade de seus trabalhos. E não ia excluir nenhuma possibilidade.

— Ela é idosa. — Disse Rin com um suspiro. — Com ossos velhos.

— Ah. — Ele colocou um beijo contra a garganta de Rin, deleitando-se com a fragrância de sua pele, e com o pulso rápido que pulsava ali. — Não tem uma reserva de medicamentos para aliviar esse sofrimento? — Ele murmurou, sabendo muito bem que ela tinha. Ela o havia tratado com eles há poucos dias.

— Medicamentos? — Ela disse fracamente. — Acredito que sim.

Sesshoumaru deslizou seus dedos pelo decote e lentamente acariciou a carne sensível sobre seu seio.

— Você lista de todos eles em seu livro como a contabilidade?

— Hum?

— Uma lista dos remédios. Não é a responsável por dirigir os remédios?

— Sim.

Deus, ela era linda. Sesshoumaru queria se deitar com ela. Agora. Apertou sua mandíbula para reprimir esse impulso.

— Por Deus, minha lady. — Ofegou ele — Deve ter uma mente brilhante. — Ele moveu seus dedos para baixo, centímetro por centímetro passando perigosamente perto de seus mamilos. — Mantém uma lista dos remédios? Anota o nome de cada pessoa que vem pedir ervas medicinais?

Rin respondeu com um suspiro rouco que incrementou sua ereção.

Ele forçou sua voz a sair como um sussurro.

— As pomadas que usou comigo na outra manhã, registrou-as no livro?

— Sim.

— Com meu nome ao lado?

— Sim.

Sesshoumaru assentiu com a cabeça. Era tudo o que tinha que saber. Com este conhecimento, poderia entrar sorrateiramente no gabinete de Rin quando ela não estivesse e ler atentamente os livros de suprimentos do castelo, averiguar quem tinha vindo pedir remédios nos poucos dias anteriores, e fazer uma lista de suspeitos.

Já tinha o que necessitava. Ao menos o que sua mente necessitava. Sua ereção era outro assunto completamente diferente.

Durante os dias anteriores, Sesshoumaru tinha sofrido fazendo o papel de pretendente cortês, quando o que realmente tinha vontade de fazer era possuir Rin no canto mais escuro e isolado do castelo. Sua boca tinha fome da dela. Suas fossas nasais se alargavam ao sentir seu aroma. Seu corpo doía para prensar seus suaves seios.

Ele tinha lutado contra essa ansiedade. O incidente no pombal havia lhe feito dar-se conta que tinha uma enorme vulnerabilidade em tudo que se relacionava a essa moça. Kaede tinha razão. Quando ele tocava Rin, era mais que faíscas os que se acendiam entre eles, era mais que fogo.

Inclusive agora sentia o fogo se agitar em suas veias quando Rin virou sua cabeça para olhar fixamente sua boca, seus olhos estavam escuros de desejo.

Mas Sesshoumaru não se atreveu a agradar suas necessidades. Ainda não. Não quando poderia ser tão facilmente conduzido a ser descuidado. Apesar da dor em suas bolas, Sesshoumaru planejava levar galantemente a donzela até a porta de seu quarto e lhe oferecer um casto "boa noite ".

Ao menos, essa era sua intenção quando retirou seus dedos de seu decote. Até que a dama ardente murmurou.

— Me beije.

Sesshoumaru tragou em seco, e seu olhar baixou automaticamente para seus lábios vermelho cereja. Oh, Deus, eram tão tentadores. Suaves e suculentos... Deliciosos.

Supôs que um beijo não doeria. Sobre tudo porque era idéia de Rin. Era o mínimo que podia fazer, considerando que segundos atrás tinha a mão metida em seu decote. Além disso, tinha certeza que poderia controlar seus instintos animais durante o tempo de um beijo.

Mas Sesshoumaru se equivocou.

Rin sabia que estava cometendo um erro, mas isto não a deteve. O sussurro de seu sangue quente silenciou a voz da razão. Sentia que a pele fervia, e ela ardia por saciar a essência do beijo.

Afinal, seria só um beijo.

O fato que fosse perto de meia-noite, que eles estivessem sozinhos na intimidade de seu gabinete, e que ninguém viria incomodá-los, não afetaria seu juízo. Só queria satisfazer sua sede com um gole de sua afeição.

O primeiro contato de seus lábios lhe assegurou que não seria uma tarefa fácil de interromper. Suas bocas se encontraram com um ardor abrasador que os fundiu juntos como metal em um tacho. Suas línguas se entrelaçaram do mesmo modo que seus membros. A mão dela apertava sua túnica enquanto os dedos dele se enterravam em seu cabelo. De novo e uma vez mais, ela avançou contra sua boca, procurando uma maior proximidade, uma intimidade mais completa.

Seu coração batia contra suas costelas como um pássaro enjaulado quando ele a puxou mais perto. Ela se inclinou para frente, encostando sua boca sobre a dele, envolvendo possessivamente seus braços ao redor de seu pescoço, arrastando-o a um abraço tão ardentemente que ela se chocou com a cadeira e a pilha de livros de contabilidade.

Mas nada disso importou. Tudo o que importava era o homem em cuja alma ela estava entrando.

De repente, com uma familiaridade assombrosa, Sesshoumaru colocou sua mão debaixo de suas nádegas e a levantou para seu colo.

Ela arfou no calor dos músculos de suas coxas abaixo dela, um calor que penetrava as camadas de lã e linho entre eles. Ela moveu seus dedos através do espesso cabelo dele, e inclinou a cabeça para ter um melhor acesso aos quentes, molhados, deliciosos vãos de sua boca.

À medida que seu sangue começava a fervilhar de desejo, quando os dedos dela começaram a arranhar desesperadamente para a aquisição no irritante mar de luxúria, ela o sentiu retroceder. Primeiramente foi sutil, um lento abrandamento dos seus beijos, tornando o abraço mais leve. Mas logo ele fechou suas mãos sobre o seu maxilar e recuou gentilmente, suspirando fortemente contra a sua boca.

— Rin... Meu amor... Não devemos...

Apesar da paixão latente nos olhos dele, o sincero arrependimento em suas ofegantes palavras, seu comentário era uma bofetada decepcionante. Rin sabia que ele estava certo. Se eles não parassem agora, eles nunca mais iriam parar. Sua paixão era como um fogo, ardendo incontrolável através do matagal. ´

Lambendo seus lábios inchados pelo beijo, Rin fechou seus olhos, assentiu magoada, e retirou seus dedos trêmulos de seu cabelo.

Quando ela levantou as pálpebras pesadas pelo desejo na direção da parede, o que ela viu fez seus olhos se arregalarem.

Jesus! Quando eles haviam se chocado com a pilha de livros de contabilidade, a tapeçaria também tinha sido deslocada. O tecido agora pendia obliquamente, e deste ângulo, claramente revelava a borda irregular da rocha e as trevas que englobavam a passagem secreta de Rin.

A respiração ficou presa em sua garganta. Deus, o que ela podia fazer? A qualquer momento, ele iria virar a cabeça e veria a passagem. Não podia deixar que isso acontecesse.

Seu cérebro avaliou várias possibilidades.

Poderia fingir que estava aborrecida. Não, melhor, ela poderia começar a chorar. Ela era boa nisso. Talvez em sua preocupação por ela, Sesshoumaru passaria por cima o buraco aberto na parede de seu gabinete.

Não, era muito incerto.

Poderia derrubar todas as velas, com a esperança de apagar a luz do quarto. Mas se elas não apagassem, eles poderiam colocar fogo em alguma coisa.

Poderia golpeá-lo e deixá-lo inconsciente. Sabia em que pontos estratégicos tinha que pressionar para apagá-lo em um instante, isso lhe daria tempo para endireitar a tapeçaria. Mas seria impossível explicar seu desmaio mais tarde.

Porém, ela tinha que distraí-lo de alguma maneira.

Qual era a melhor forma de distrair um homem?

Era fácil de responder. Fazê-lo era um assunto completamente diferente.

Estremecendo-se contra a impropriedade do comportamento que planejava, Rin descaradamente deixou escorregar sua mão sobre a virilha de Sesshoumaru suavemente apertou seu membro por cima do tecido da calça.

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Continua...

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