Dear. Amando muito tudo isso. Hoho'. Vamos lá, capítulo 14, a partir daqui, acho que vou tornar (ou tentar) deixar mais legal.
Capítulo 14 - Briga de amor.
Carlisle's POV
Depois que Renesmee nasceu eu era um dos homens mais sortudos no mundo. Amava a Deus, minha mulher e em seguida minha família. Eu sempre pedia a Deus para que minha mulher fosse protegida, assim como eu sempre pedia perdão, pois caso ela morresse, eu tinha a certeza que eu me mataria. Eu simplesmente tinha uma família grande, maravilhosos filhos e uma maravilhosa neta, mas eu não podia simplesmente continuar naquela vida se ela morresse, mas eu nunca pensava assim.
Depois que Thomas foi embora, as visões de Alice sobre a praia dos lobos desapareceram, assim como o caderno de Richard. Edward achou aquilo suspeito, achávamos que Thomas havia o roubado. Ele era o único que podia ter feito aquilo, mas como não havia aparecido novamente, não nos preocupamos e voltamos a rotina normal, apesar de que Emmett estava amando a ideia de experiências com o sangue, então, como um bom pai, tentando dobrar o filho, eu consegui fazer com que ele caçasse a mais e pegasse mais sangue reserva para guardar. Ele aceitou.
Depois que voltei à rotina normal, eu também trabalhava normalmente, só uns dias que eu tive de repor até horas mais tarde, pelos dias faltados, mas não era problema, o único problema na verdade era ficar distante de minha mulher.
Andei pelos corredores, ouvindo meu nome e de outro médico em algumas conversas das enfermeiras. Fui até o balcão onde elas estavam e perguntei se havia algum paciente a mais. Graças a Deus não tinha. Então eu fui para o vestiário para pegar minhas coisas em meu armário quase inutilizável e acabei encontrando o tal médico.
-Hey, Carlisle eu estava pensando, se você e sua mulher não gostariam de ir em um jantar comigo e minha mulher. Há dias tenho que perguntar e sempre esqueço. – John citou e eu sorri. Sair para comer como fossemos comer. Esme provavelmente aceitaria, diferentemente de mim, mas seria uma desculpa perfeita para que depois pudéssemos ter a casa somente para nós. – Seria amanhã... Às 19h00 se quiserem. No restaurante local, que tem dança depois...
-Bom, eu retornarei a você. Falo com Esme e amanhã te dou a resposta. – Tentei ser gentil, tentando não mostrar que eu não queria expor Esme.
-Ok. Isso é ótimo, obrigado, Dr. Cullen. – Ele parecia aliviado de ter falado comigo.
-Por favor, me chame de Carlisle. – Ele sorriu e se retirou. Ele disse que me esperava, então peguei minhas coisas e nós saímos para o estacionamento. Ele ficava sem jeito ao tentar conversar, mas acabamos falando do mesmo sobre as conversas de um ser humano e cada um foi para sua casa.
E ao chegar em casa, Alice quem abriu a porta com um sorriso do mal, indecifrável no momento.
-O que? – Perguntei retribuindo o sorriso.
-Nada. Só pensando... Digo... Vendo que seremos dispensados amanhã de noite... – Era uma visão de Alice, era uma coisa boa. Com aquele sorriso eu podia estar garantido a noite seguinte.
Quando olhei para a escada, lá estava Esme. Eu sorri, largando a maleta na porta e corri para abraçá-la. Ela se agarrou ao meu corpo e eu pensei em não soltá-la.
-Hey. – Eu a beijei na bochecha e ela retribuiu.
-Hey, como foi no trabalho? – Ela perguntou se soltando de mim, fazendo com que meu corpo se esfriasse depois do contato.
-Foi ótimo. Recebi um convite. Eu e você, jantar com John e sua mulher.
Ela me encarou surpresa e eu exibi um meio sorriso.
-Nós dois? Jura?
-Sim, confesso que pensei que não iríamos, mas eu sei que você gosta. Vai ser naquele restaurante local, às 19h00 e ainda tem música depois. – Eu suspirei me aproximando dela e sussurrei em seu ouvido. – Depois podemos dançar. – Sua mão veio de encontro ao meu pescoço e eu virei meu rosto, para que seus lábios tocassem os meus. Deixei escapar um gemido de reclamação quando nos separamos.
-E depois da dança? – Ela me encarou mordiscando o lábio inferior.
-Depois da dança eu vou te fazer feliz.
-Hmmmmmmmmm. Amanhã não vamos sair de casa não pai. Tem jogo! – Emmett gritou da sala. Eu sorri para Esme e ela andou em direção a sala, onde Emmett e Jasper assistiam a outro jogo.
-Assistam ao jogo na casa de Edward. – Eu falei envolvendo minha mulher meus braços.
-E deixar que essa casa seja destruída por vocês dois? Acho que não. – Ele olhou para mim e sorriu.
-Está tendo jogo hoje, vocês não podem ir passear com Nessie, que seja? – Esme perguntou irritada e como se quisesse acalmá-la, esfreguei minha mão em seu braço.
-Amanhã vai chover Emmett. – Alice disse chegando ao nosso encontro na sala, parando ao nosso lado. – Vamos jogar com Nessie. E mãe, já sei qual vestido usará dessa vez. Pai, você está proibido de ver. Se ver, Emmett te pegará no colo novamente!
-Haha, eu adoro chantagens. – Emmett sorriu para mim com um sorriso que gerou raiva em mim.
-Chantagens, certo? – Esme se soltou de meu corpo e se aproximou de seu filho do meio.
-Bem, é simples. Você pode fazer experiências com Edward com três pacotes de sangue reserva e não precisa caçar para repor, assim como você vai sair de casa amanhã à noite para mim e Carlisle. – Ela sussurrou e eu não prestei atenção. Fiquei observando o quão bonito era seu corpo.
-Sem reposição? – Emmett grunhiu atentado.
-Sem reposição. Três pacotes. Uma noite. – Esme sussurrou e a sala ficou em silêncio, ela esticou a mão e Emmett apertou com um sorriso de criança.
Estava fechado. Nós já sabíamos como fazer com que pudéssemos encantar Emmett para que ele pudesse nos deixar em paz, apesar de algumas vezes ele ser inconveniente. Era assim. Ele sempre seria daquele jeito.
Passamos o resto da noite assistindo o jogo, mas eu pouco prestava atenção, já que Esme sentava-se ao meu lado. Alice havia ido atrás de Rosalie, na casa de Edward, enquanto, Emmett, Jasper, minha mulher e eu, fingíamos que nos preocupávamos com o jogo. Pelo menos Emmett se preocupava. Sentados sozinhos no maior sofá, passei o braço em volta do ombro de minha mulher e beijei sua testa. Às vezes ela olhava para mim e retribuía uns beijos. Sorte foi quando o jogo acabou. Jasper insistia em querer ensinar Emmett a jogar xadrez e eu já propunha para que assistíssemos a um filme.
Jasper disse que fecharia a porta e nos trancaria para dentro se realmente fossemos assistir a um filme. Nós concordamos, não estaríamos a sós, mas também não seríamos incomodados.
Eu muito pouco prestava atenção do filme, sempre observando Esme para ver se ela estava interessada. A mesma situação da orquestra. Quando roubei um olhar dela tentei me gabar.
-Você retribuiu um olhar. – Falei apaixonadamente.
-Lógico, você não para de me olhar. – Ela virou para mim e sorriu.
-Talvez seja por que você é linda.
-Carlisle, não estamos sozinhos. – Ela apoiou uma mão em meu peitoral me parando. Assustado eu olhei para a mão e depois para ela.
-Um beijo não mata ninguém.
-Nós já estamos mortos, querido.
-Por isso mesmo, não fará mal. – Eu me aproximei e ela não se afastou, só fechou os olhos e nossos lábios se tocaram. Eu me afastei, esperando a reação dela.
- Não me machucou - Ela sorriu confiante - e nem o que faremos agora vai machucar. – Ela se levantou, puxou minha mão e me levou em direção ao quarto. Passamos constrangidos por Emmett e Jasper que só assobiaram, riram e falaram que não sairiam de casa. Eu sussurrei um "vamos ver" e pisquei.
Não demorou para que os dois saíssem de casa resmungando, mas disseram que nos dariam 20 minutos. Era sacanagem e quem havia falado era Emmett. Era bem provável que ele voltasse em exatos 20 minutos. Só esquecemos que haviam mais moradores naquela casa. Logo que deitei Esme na cama, a porta bateu. Em seguida, fomos recebidos com dois gritos. Alice e Rose. Rapidamente nos levantamos, arrumando a roupa e sussurrando um pedido de "desculpas". Descemos para encontrar as duas, mas elas nem conseguiam olhar para nós.
-Desculpamos, mas... Oh... Eu não quero imaginar isso. – Alice sussurrou e Rose esboçou um risinho.
-Não imagine. Imagine que Emmett e seu marido não falaram que estávamos em casa. – Eu sussurrei de volta. E elas ainda não olhavam para nossa casa.
-Não, eu simplesmente não vou imaginar nada. Já tem coisa demais na minha cabeça. – Alice finalmente me olhou e sorriu, tentando se mostrar confortável.
Foi um total de somente 5 minutos para que Emmett e Jasper aparecessem juntamente com Edward. Eles já sabiam. Conversamos e fizemos inutilidades de vampiros que já estávamos acostumados a fazer, até que deu a hora de começar tudo de novo. E eu precisava dar a resposta para John. Até que ia ser legal.
A primeira coisa que eu fiz foi encontrar o outro médico e então falei para ele que iríamos. John era diferente de outros médicos locais. Ele era espontâneo e eu admirava isso nele. Ele era mais ou menos da minha altura, cabelos grisalhos que eu nunca teria. Aparentava ter 37 anos, mas segundo as enfermeiras, ele era mais bonito que eu. Isso tirava o foco de mim. Só Esme me deixaria feliz ao falar que eu era bonito.
Eu queria que o tempo voasse e ele simplesmente ia devagar. Fiquei terminando alguns relatórios e os organizando, já que naquela cidade ninguém havia se machucado. Então a cada relatório eu olhava para o relógio para ver se já eram 18h00. Quando chegou, fui rapidamente para casa.
Fui proibido de entrar no meu próprio quarto. Faltava uma hora para o jantar e ela já estava se arrumando. Devia ser obra de Alice. Somente Edward não estava em casa. Ele estava passando o tempo com sua família. Emmett e Jasper estavam aprontando algo com o pacote de sangue do trato que Esme havia feito com o grandalhão.
Com medo, bati na porta de nosso quarto.
-Suas roupas estão no quarto de Edward. – Alice colocou a cabeça para fora, me assustando. Eu sorri e sussurrei o nome de meu filho mais velho. Às vezes sentíamos falta dele, mas nos contentávamos com aquilo. Edward nem ficava mais em seu quarto.
Tomei um banho demorado, ouvindo Alice, Rose e Esme tagarelarem, mas me concentrei em ficar bonito para minha mulher. Alice já sabia que roupa eu ia por, então não me preocupei.
Era uma camiseta pólo branca e uma blusa em tricô azul-marinho para colocar por cima. Uma calça social preta que eu nunca dispensava e os sapatos pretos. Deixei meu cabelo um pouco desgrenhado, mas ainda com o topete para traz.
Eu nunca deixaria de ficar surpreso ao ver minha mulher arrumada. Ela era minha deusa. Quando Alice e Rose se retiraram, fui vê-la no quarto. Ela vestia um vestido vermelho, na altura do joelho, com o busto franzido, que delineava levemente seu corpo escultural. Em seus pés havia uma sandália de salto no tom ouro velho, finalizando, havia uma colar de diamantes. Ela estava simplesmente perfeita! Pena que eu queria destruir aquilo tudo.
Ela ficou sem graça, já que não citei palavra alguma, somente a admirando.
-Você está linda. – Eu disse ainda a admirando. Ela sorriu sem graça e eu sorri feito um bobo.
-Obrigada. – Ela sussurrou. – Você também. – Eu recuperei minha postura e ofereci meu braço para que pudéssemos ir. Ela segurou meu braço e nós descemos, contando os passos.
-Pai, por favor, prometa pelo menos que não vai destruir o vestido. – Alice pediu indo abrir a porta para nós.
-Farei o máximo que puder. – Prometi, sabendo que as chances do vestido ficar inteiro eram quase nulas. Alice sorriu gentilmente e nós falamos que voltaríamos em breve.
Achar o restaurante não foi difícil já que eu sabia a localização. Durante o caminho, segurei a mão de Esme, conversando sobre como agiríamos. Comeríamos pouco, mas aproveitaríamos o tempo para dançar.
Quando chegamos, estacionei na rua, perto do restaurante. Abri a porta para Esme e nós andamos em direção ao local. Fomos recebidos por um garçom que nos mostrou onde John e sua mulher estavam. Não gostei da maneira que ele olhou para Esme, assim como a mulher dele parecia vidrada na minha.
-Olá John. – Perguntei seriamente e ele me encarou exibindo um sorriso. – Olá Srta... – Me virei para a mulher dele, sendo gentil ao beijar sua mão.
-Mary. Me chame de Mary. – Ela sorriu para mim. Ela não era tão bonita como Esme. Nenhuma mulher seria tão bonita como a minha Esme.
-Prazer, Srta. Cullen. – John pegou a mão de minha mulher, fazendo o mesmo gesto que fiz com a mulher dele.
-O prazer é meu. – Esme falou, se sentando. Eu sentei ao lado dela e peguei sua mão, apoiando em cima da mesa. Em seguida, John e Mary se sentaram e pegaram o cardápio. Eu definitivamente não desgrudei os olhos de John. Eu o respeitava como médico, mas não me preocuparia em enfrentá-lo por causa de Esme.
-Vamos pedir o jantar? – John perguntou virando-se para mim. Eu olhei no relógio que marcava 19h20. Era o suficiente para um humano comer?
-Pode ser. Certo, amor? – Esme respondeu e eu a encarei com um sorriso. Assenti com a cabeça e John virou o cardápio para nós.
-Não faço ideia do que vou comer. – Sussurrei para Esme, em seguida selando nossos lábios. Esme pressentiu o que eu queria...
-Você não está fazendo isso para irritar John, está? – Esme perguntou em som inaudível para os seres humanos e eu olhei para o lado, demonstrando que era verdade. - Pare com isso. Não se esqueça que eu te amo. - E novamente nossos lábios se selaram. Constrangido, John limpou a garganta e chamou o garçom.
Pedimos pouca coisa. Ficávamos constrangidos em comer. Não tínhamos esse costume, na verdade. Jogamos conversa fora, falando um pouco sobre o hospital e Mary elogiando minha mulher. Um tanto quanto irritante com sua voz fina e desafinada.
Depois do jantar uma música começou e o que eu torcia para não acontecer, aconteceu. John pediu para mim, para que Esme pudesse dançar com ele. Como um cavalheiro irritado, eu aceitei... Ainda irritado. Era óbvio que eu não gostei daquilo. Eu confiava em Esme, era nele que eu não confiava.
-Então... Dr. Cullen, vamos dançar, também? – Perguntou Mary a mim. Eu não quis aceitar, mas não hesitei. Queria ver até onde aquilo podia chegar.
No embalo da música os dois dançavam e eu fingia alguns poucos passos que eu sabia, também.
Trinquei meus dentes quando colocaram uma música lenta e a mão dele começou a subir e descer gradativamente pela cintura de Esme. No meio da multidão, tentei não perdê-los de vista. Eles estavam rindo de algo que não consegui entender o que era. O ciúmes que eu senti foi um pouco maior. A mão dele ainda descia pelo corpo dela. Estava na hora de impor um pouco de respeito.
Pedi licença para Mary e fui até John. Esme se soltou dele para me olhar com um olhar severo e John estufou o peito me encarando.
-Você sabe que ela é casada, então acho melhor você não dar em cima dela. – Eu sussurrei trincando meus dentes.
-Vai dar uma de nervosinho agora... Dr. Carlisle Cullen? – Ele perguntou, enfatizando meu nome. Eu sorri ironicamente e o empurrei levemente, fazendo esforço para não empurrar em direção da parede. Todos os olhares pareciam estar voltados para nós, mas o meu foco era único. Eu ainda me segurava para não avançar nele.
-Eu acho que você sabe muito bem do sentido que estou falando. Sou um homem casado, você também, mas não precisa ser cara de pau se insinuando sobre a minha mulher. – Eu mantive a calma e andei na direção dele.
-Então admite que você está com ciúmes. Você não confia nela? – Foi o suficiente para escapar um rosnado. Eu estava prestes a avançar nele novamente, quando Esme entrou na minha frente.
-Saia Esme. – Eu sussurrei a encarando.
-Você não vai bater nele. Se você tentar, vamos ter sérios problemas, você sabe que isso não tem o mínimo sentido. Se você relar nele, eu vou embora e te deixo aqui. – Ela sussurrou e eu evitei olhar para qualquer um. Ela andou na minha frente para fora do restaurante e eu a segui. Quando chegamos do lado de fora, não falamos nada. Simplesmente entramos no carro e fomos para casa, infelizmente encontrando todos nossos filhos na sala.
Esme entrou primeiro, mas nenhum de nossos filhos quis se manifestar, provavelmente eles já sabiam o que havia acontecido. Quando finalmente chegamos no quarto, eu fechei a porta atraz de mim e ela decidiu falar.
-O que foi aquilo? – Ela perguntou se virando para mim.
-A mão dele estava dançando junto com a música em seu corpo, Esme! – Eu falei tentando não parecer com raiva.
-Carlisle, eu sei que ele estava dando em cima de mim, mas eu amo você! Quando ele já fizesse algo indecente eu mesmo falaria com ele!
-Mas você não o fez!
-Talvez por que ele ainda não tinha feito nada. Você não pode sair por aí querendo bater em quem vier falar comigo. – As palavras dela me deixaram com raiva. Eu confiava muito nela, mas eu já não tinha controle sobre mim mesmo.
-Se fosse Charles você não falaria isso. – Quando vi, já havia falado. Uma besteira. Eu não podia fazer aquilo com ela. Eu estava sendo ridículo, mas eu já não conseguia ter um autocontrole. Esme olhou para mim com um olhar choroso e deu um passo para trás. – Esme eu não quis... – Antes que pudesse terminar, ela exibiu um sorriso irônico e saiu correndo. Com raiva de mim, descontei um soco na parede, a quebrando, mas não liguei e saí correndo atrás dela. Eu estava arrependido. Ela sabia me despistar, mas eu sabia que ela havia ido para a floresta.
Entrei correndo na floresta, procurando seu cheiro. Quanto mais corria, percebi que ia em direção da praia dos lobos. Ela não era louca de ir para aquele lado. Até que captei seu cheiro, mas ela não estava correndo. Eu estava ficando preocupado. Continuei seguindo o cheiro, até que a encontrei estirada no chão reclamando de dor.
-Esme! – Eu gritei pulando ao seu lado. Procurei um vestígio em volta, mas parecia que estávamos a sós. Eu a peguei em meus braços, com medo do que ela podia estar sentindo. – Pequena, eu vou fazer isso passar. Eu prometo. – Sussurrei, mas admito que não sabia o que fazer. Ela estava machucada e eu não estava bem. Eu sabia que não podia correr riscos, mas não podia simplesmente parar de viver. Eu podia ter falado com Alice, mas eu nunca saberia que alguém estaria por perto para atacar a razão de minha existência.
Corri sem olhar para os lados, fingindo que não ouvia os gritos de Esme que me machucavam profundamente. Quando cheguei em casa, chutei a porta e corri para o nosso quarto a colocando na cama. Observei se havia alguma marca em seu corpo e encontrei a marca de uma mordida em seu ombro. Segurei sua mão e ajoelhei ao seu lado, tentando rezar.
Quando olhei para o lado, me deparei com todos nossos filhos entrando no quarto. Inclusive Edward.
-O que... O que a atacou? – Rosalie perguntou chegando ao lado da mãe.
-Eu... Eu não sei... – Eu falei ajoelhando novamente ao lado dela. – Eu sei que foi minha culpa... – Eu solucei apoiando minha cabeça do lado dela.
-Carlisle... Faça... Faça a dor ir embora, por favor. – Ela choramingou em meu ouvido e eu não respondi.
-Estava em La Push. – Alice chegou ao meu lado. – Novamente não pude ver, mas era um bando. Pode ser que algum dos lobos... Eu... Eu não tenho certeza do que vi.
-Eu... Eu vou lá. – Eu falei incerto virando para Alice.
-Não... Não arrume nenhuma briga. Ficaremos com mamãe.
Eu mal ouvia eles falando as tais recomendações. Peguei a chave do carro e fui direto em direção da praia. Corri em alta velocidade, me concentrando no que tinha que fazer, mas sem perder o autocontrole, como já havia perdido. Acabei ouvindo todos reunidos na casa de Sam. Então suspirei e bati na porta. Sam a atendeu e me encarou surpreso.
-Carlisle? O que faz aqui? – Ele perguntou, não abrindo a porta, mas com um olhar suspeito.
-Eu quero saber se algum de vocês encontrou vestígios de algum vampiro rondando a praia. Eu temo que haja alguém por perto. – Eu falei, respirando, para ver se me controlava. Sam parou pensativo e em seguida abriu a porta.
-Seth, Embry, Paul e Quil acabaram de chegar... Seth me disse que sentiu um cheiro desconhecido, que parecia alguém da sua raça. Paul disse que eles deram um jeito para que não rondasse novamente por aqui. – Sam pareceu incerto de suas palavras eu senti vontade de avançar, mas ele estava contando as coisas, eu tinha que conversar, mas eu ainda estava com vontade de bater em algo.
-Vocês... Paul... Quem a atacou? – Eu perguntei evitando olhar em seus olhos e escondendo a raiva.
-Paul disse que ele havia dado um jeito.
-Eu... Eu temo que Paul tenha atacado... Que ele tenha atacado Esme.
-Quem está aí? – Uma voz de dentro perguntou e eu percebi que era o próprio Paul. Sam abriu a porta e Paul apareceu. – Ah, hey doutor. Algum problema?
-Problema? Paul você sabe que não pode atacar os vampiros? – Eu falei novamente tentando me controlar.
-Não foi contra o tratado. Estava em nossas terras. Você sabe que isso não pode acontecer. Nem você podia estar aqui.
-Sim. Eu sei, mas eu vim conversar e não posso deixar passar a limpo. Esme é tudo para mim. Posso passar a imagem de passivo, mas se algum de vocês tiver atacado Esme, eu não posso deixar limpo.
-Ela não se defende sozinha? – Perguntou Paul com um sorriso irônico no rosto, mas eu tinha noção de que podia me controlar. Eu era em minoria e sairia perdendo.
-Jamais a chame de fraca. Eu a protejo. Se ela estiver em dor, eu estou com dor. Se ela sofre, eu acabo sofrendo. Se um de vocês a machucou, posso machucar de volta, ela é simplesmente meu tudo. – Eu sussurrei, tremendo, mostrando que ainda segurava a raiva.
-Carlisle, acalme-se. – Sam virou para traz, apoiando a mão no peitoral de Paul que me fuzilava com o olhar. - Paul, nem pense. – Ele sussurrou e eu fiz questão de revidar o olhar.
-Carlisle! – Olhei para trás, era Edward correndo para nossa direção.
-Edward? Algum mais de seus filhos sanguessugas vai quebrar o tratado? – Paul rosnou para nós, mas Edward parecia ofegante, não querendo briga com os lobos.
-Pai... Não é o que você pensa. Esme disse que viu quem era. Não é Paul. Sem querer ele atrapalhou a visão de Alice, mas não foi Paul. Eu sei quem é. É ele. Ele está de volta... - As palavras ecoaram em minha cabeça. Ele estava de volta.
Aah, eu tentei fazer suspense mais não deu. Ele está de volta. Tentei fazer com que esquecessem dele, mas parece que não foi possível. Esse cap ficou gigante. Mih Team Carlesme, é impossível não ver química nos dois, tanto P&E como E&C, mas consegui manter o suspense? Quem bom, acho que ele está desmoronando agora. hehe'. Obrigado por estarem lendo e por favor mandem reviews, fico muito, mas muito feliz quando vejo reviews. Podem ser críticas e elogios, estou lendo tudo. ;). Mari Platt, está aí, para quem não esqueceu o personagem, eu não vou citar o nome dele só por má-criação u.u. hahaha. Brincadeira. Só não falo com KaneHyruma, pois não temos um único shipper em comum u.u. Brincadeira de novo, pelo contrário, obrigada por ler. Aliás, obrigada a toooooodas que lerem, a "Nação Carlisle & Esme" tem que crescer. O que acham? NC&E? Gostei. Viva a Nação Carlisle&Esme. \o/. Obrigada também Gude Potter, thali, Lorena, Dudinha por lerem. Continuem com reviews. Beijos, Vitória.
