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Donzela Feroz

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Capítulo 14

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Bêbada de risada, Sango não podia expressar seu ultraje ao tenente por beijá-la contra sua vontade. Verdade, ela tinha tido sua vingança, descobrindo que Mirok sofria de cócegas como ela. Mas agora, enjoada e ofegante, ela encontrava os avanços de Mirok não tão desagradáveis. De fato, uma parte dela, provavelmente essa "parte malvada", perversamente desejava a esse guerreiro atrevido.

Seu sangue se esquentou, e seu coração pulsava. Poderia ter escapado se assim o tivesse querido. Mas só parte dela o desejava. Não havia nada que Sango amasse mais que combater com um inimigo valente.

— Você — ela murmurou — É uma besta.

Mirok respondeu com um grunhido e lhe mordeu o pescoço. Ela ofegou surpreendida.

— Besta é o que sou, minha lady. — ele concordou — E te devorarei.

Mordiscou de brincadeira sua garganta. Ela estremeceu debaixo dele, apanhada em um estranho lugar entre a risada e o desejo, e não estava completamente segura de que procurava escapar.

— Vou cheirar suas partes mais deliciosas. — Mirok cheirou seu pescoço e suas orelhas grunhindo. — E me alimentarei com sua carne tremente. — Mordiscou o lóbulo de sua orelha, acendendo o desejo de Sango. — Cravarei meus dentes em seu delicado pescoço e beberei sua energia vital. — Mirok deslizou sua língua ao longo de seu pescoço, e ela se estremeceu.

— Não — ela ofegou.

— Oh, sim — ele disse, chupando levemente a borda de sua orelha. Ela ficou rígida e um fogo instantaneamente invadiu seu sangue. Sango se retorceu debaixo dele, golpeando-o com seus punhos. Ainda quando ele soltou suas mãos e ela poderia havê-lo empurrado, atraiu-o contra seu peito com uma força não maior que a de um menino.

— Não.

— Sim. — Seus dedos se enredaram em seu cabelo enquanto lhe mordiscava o queixo. — Ah, que carne mais gostosa. — Ele chupou sua boca, como se estivesse provando-a. Em seguida Mirok apanhou o lábio inferior dela entre seus dentes.

Ela não tinha intenção de beijá-lo. Foi um acidente. Tentativamente Sango mordiscou seus lábios, uma, duas vezes. Mas logo sua língua saiu para provar sua boca, e Mirok lambeu a dela em resposta. De repente não pôde detê-lo. Se ele era uma besta faminta, ela estava igualmente voraz. Ela esmagou seus lábios contra os dele, demandando sua resposta com tanta veemência que ela o mordeu sem querer.

Mirok retrocedeu.

— Devagar, minha lady — ele disse. — Quem é a besta agora?

Seu comentário a paralisou por um momento. Mãe de Deus, o que a havia possuído? Deveria estar brigando para fugir. Mas seus punhos estavam enredados em sua camisa. Logo sua boca desceu sobre os dela novamente, meigamente, convidativa, e as preocupações se dissiparam na neblina do desejo. Como se o contato de seus lábios não fosse suficiente uma de suas mãos se deslizou ao longo de seu pescoço, sobre seu ombro e seu braço.

Em cada lugar onde ele fazia contato, sua pele parecia despertar. Mirok acariciava a curva de sua cintura, e ainda através de seu vestido ela podia sentir o calor da palma de sua mão. Enquanto Sango continha o fôlego, sua mão foi lentamente para cima ao longo de suas costelas até que seu polegar alcançou o redondo de seus seios.

Ela interrompeu o beijo.

— Não — ela ofegou, intuindo sua intenção.

— Sim — lhe assegurou. Entretanto ele ficou olhando-a nos olhos, sorrindo, acariciando deliberadamente abaixo de seus seios, provocando-a até pensar que enlouqueceria de desejo, pois seu mamilo começava a ansiar pela mão dele.

Que Deus a ajudasse, eventualmente ela se arqueou para ele, faminta por esse contato. Só então Mirok prosseguiu. Suavemente, tomou a parte abaixo de seu seio, avaliando seu peso em sua palma.

— Tão desejável — ele murmurou.

Finalmente roçou seu polegar através do tecido sobre seu mamilo protuberante. Ela ofegou enquanto o desejo explodia em seu corpo como uma chuva de faíscas, excitando seus seios e o ponto ardente entre suas coxas. Entretanto, era só o começo. Ele baixou sua cabeça para murmurar no seu ouvido.

— Ah, outro delicioso lugar.

Ainda passando seu polegar sobre seu mamilo, ele deslizou a ponta de sua língua dentro do pavilhão de sua orelha, e era como se a tocassem com um ferro quente. Ela se retorceu ante o choque. Apertou os olhos fechando-os, desejando essa intensa sensação, ofegando e galopando entre o êxtase e o desespero. De algum jeito ela estava desesperada por mais. Sua respiração soprava em seu ouvido, lhe produzindo calafrios. Seus mamilos ficaram rígidos com uma dolorosa tensão. E sua pele ficou tão quente que ela desejou tirar a roupa.

Ele devia ter lido sua mente, pois no momento seguinte, sua mão cessou com a tortura em seus seios para afrouxar as cintas de seu vestido.

— Não — ela disse, apertando seu decote.

— Oh, sim, minha lady.

Ela tinha pensado que o contato dele era quente, mas nada comparado com o calor da carne sobre sua carne. Embora suas mãos estavam calosas pelo uso da espada, suas carícias eram fabulosamente suaves enquanto embalava seus seios, e em seguida meigamente apertava seu mamilo. Sango se agarrou a ele enquanto o desejo a envolvia e a transbordava. Ele murmurou contra sua boca

— Oh, minha lady, é muito deliciosa aqui.

Ela pensou em lhe dizer que não, mas as palavras não se formavam em seus lábios. Ela só pôde ronronar um pequeno protesto.

— Sim, muito deliciosa.

Mirok deixou um rastro de beijos ao longo de seu pescoço e sobre seus seios e em seguida baixou ainda mais o vestido. Ela tremeu enquanto o tecido roçava sua carne. Sango acreditou que não havia glória maior que senti-lo lamber seu mamilo, até que ele o sugou.

Ela soluçou, movendo suas mãos à nuca de Mirok, como pudesse sustentá-lo contra seus peitos para sempre. Ondas de prazer a invadiram enquanto ele usava seus lábios e sua língua para sugar, o que simultaneamente a acalmava e a excitava. Entretanto ela não estava completamente satisfeita. Ela gemeu debaixo dele, sentindo-se tão indefesa como um guerreiro inexperiente, incapaz de escolher a arma para eliminar a seu inimigo.

Mas Mirok escolheu por ela, e escolheu espertamente. Com um roçar final de sua língua, ele soltou seus seios e se moveu para cima para beijar sua boca novamente. Os lábios deles se acoplaram, e suas línguas se entrelaçaram. Ela gemeu brandamente contra sua boca.

— Sei, amor, sei — ele murmurou.

Ele começou a levantar suas saias, despindo suas pernas. Embora era o que desejava, suas mãos se moveram para bloqueá-lo.

— Shh. — Ele gentilmente levou sua mão a seus lábios, beijando seus nódulos para tranqüilizá-la.

Contra seus instintos, ela o deixou proceder. Mirok deslizou sua mão debaixo de suas saias, acariciando o interior de sua coxa. Seus músculos se esticaram, por não estar acostumada a esse tipo de contato, até que as carícias a acalmaram.

Entretanto essas carícias não apaziguaram sua crua necessidade. Uma dor crescia dentro de seu ventre e de algum jeito sua mão não terminava de satisfazê-la. Ela grunhiu em frustração e empurrou seus quadris para frente, desejando que seus dedos se alojassem ali. Entretanto se mantiveram longe. Ela se arqueou para cima, tratando de forçar sua mão.

— Tão ansiosa — ele a provocou.

Uma necessidade imperiosa superou seu orgulho. Ela soluçou desesperada enquanto Mirok demorava o que ela mais desejava. Depois de um longo momento, Mirok se rendeu a suas demandas.

— É isto o que desejas? — ele murmurou.

Seus dedos acariciaram os cachos de seu púbis e a roçou mais abaixo, atrasando-se nas dobras de seu feminilidade e pressionando contra o centro de sua necessidade. Ela gritou e empurrou contra sua palma, esfregando-se instintivamente contra sua mão. Sua boca voltou para a dela e a beijou meigamente enquanto começava a usar seus dedos sobre ela na mais deliciosa dança.

— Oh, Sango, doce Sango. — ele murmurou contra sua boca, como estivesse sofrendo com ela. — Tão quente. Tão úmida.

Suas palavras lhe provocavam novas paixões. Logo, uma corrente de desejo a arrasou mais rapidamente do que ela podia nadar. Ofegante, ela se agarrou a seus ombros enquanto a maré a levava alto e mais alto.

— Oh, minha lady. — ele ofegou — Agora te devorarei inteira.

Ela não se atrevia a pensar no que Mirok queria dizer com isso. Mas não lhe deu tempo de considerá-lo.

— Não! — ela gritou. Seus olhos se abriram completamente quando o sentiu deslizar-se para a parte baixa de seu corpo.

— Sim — ele grunhiu brandamente.

Com pânico ela agarrou seu cabelo, tratando de evitar seus planos. Mas Mirok se moveu inexoravelmente para baixo até que seu fôlego roçou os suaves cachos que custodiavam sua feminilidade.

Devorar não descrevia o que lhe fez. Com seus lábios e sua língua, ele a provou, saboreou-a, penetrou-a, sugou-a meigamente no centro de sua necessidade até que ela pensou que morreria de prazer. Sons involuntários escapavam de sua garganta, sons que nunca antes tinha feito, sons de fome primária, de uma mulher satisfazendo-se. Ela apertou seus olhos e apertou seus dentes enquanto Mirok aguçava seu desejo.

E logo uma onda de incrível calor a envolveu, tão forte como o fogo, e tão doce como a vitória. Ela afundou seus dedos em seu cabelo, temerosa de que ele a abandonasse nesse momento de necessidade. Mas ele ficou com ela, colocando suas mãos debaixo de seus quadris para levantá-la para dar o toque final. Quando um doce jorro saiu de seu corpo, entregando-se a ele completamente, lhe permitindo alimentar-se desse néctar enquanto ela tremia em seu primeiro orgasmo.

Depois, de ter sido drenada toda sua força, sua vontade e seu orgulho, ela quase dormiu. A cabeça de Mirok jazia sobre seu estômago, e sua mão cobria os cachos do púbis, como se os protegesse. Mas era muito tarde para isso. Ele já a tinha violado.

Ela tragou com força e fechou seus olhos. Não, ela pensou, não era verdade. Ela tinha querido isso tanto como ele. E tinha sido prazeroso, imensamente prazeroso. E de algum jeito, enquanto o dia chegava gradualmente eles retomaram suas atividades normais, Sango sentia como se tivesse perdido um duelo com espadas. Tinham batalhado e ela tinha caído. Lhe doía saber que tinha sido derrotada tão facilmente.

Felizmente, Mirok pareceu particularmente cuidadoso de não fanfarronear sobre sua vitória. Quando seus olhares se encontravam, o olhar de Mirok se suavizava, como se a estivesse vendo com novos olhos. Já não estava sua impiedosa provocação. Seus sorrisos luxuriosos e seus olhares libidinosos. Sango suspeitava que era afeto o que lia em seu rosto. Ainda assim, sentia-se obcecada com o fato de haver-se entregue completamente a ele.

Ao entardecer, ela decidiu que havia uma só maneira de apagar sua vergonha. Seria o que qualquer cavalheiro faria para recuperar sua honra perdida. Tinha intenção de enfrentar Mirok no campo de batalha novamente. Mas desta vez, ela planejava sair vitoriosa.

Ela se aproximou dele depois do jantar, Mirok estava na cama, observando-a ordenar as últimas panelas. Ela tinha estado visivelmente nervosa, pensando no que tinha planejado. Ainda agora secou as palmas suarentas sobre suas saias.

Mas uma Guerreira de Higurashi nunca se amedrontava ante um desafio, e ela estava determinada a levar a cabo sua missão. Preparando-se como para um torneio, alisou as saias, em seguida se endireitou e caminhou diretamente para a cama. Ela esclareceu sua garganta. Mirok levantou suas sobrancelhas. Ela abriu a boca para falar, e se esqueceu do que queria dizer.

— Sim? — ele perguntou, claramente divertido.

— Desejaria...

— Desejaria? — ele a apurou.

Maldição. Era difícil lhe falar enquanto estava deitado, tão bonito e desejável.

— Desejaria... — Seu olhar involuntariamente foi para sua entreperna.

Sua boca se curvou para cima.

— Quer que me alimente de sua carne novamente?

— Não!

— Porque se for assim só precisa pedi-lo, minha lady.

— Não. Não é nada disso. — Por Deus, por que era tão difícil? Ela podia haver seduzido aos mercenários toda à noite. Por que um tolo Normando teria que lhe causar tantos problemas?

— Possivelmente você gostaria de jogar um jogo diferente? — ele adivinhou, seus olhos brilhando.

— Sim. Não! É que... — Ela suspirou. Era ridículo. Ela era uma Guerreira de Higurashi. Valente. Forte. Temerária. — Desejaria te devolver o favor.

Sua testa se enrugou.

— O favor?

— Sim.

Depois de um momento, sua expressão se esclareceu.

— Ah. Desejas... — ele disse, sua voz quebrando-se — Desejas me devorar?

O membro de Mirok poderia ter saltado instantaneamente ante o assentimento de Sango, mas Mirok ainda podia pensar com seu cérebro. Quase. Durante todo o dia ele tinha saboreado o gosto de Sango sobre seus lábios. Durante todo o dia tinha imaginado os deleites que poderiam compartilhar essa noite. Durante todo o dia tinha revivido seu êxtase, tão doce, tão puro, tão intenso. Nunca tinha estado tão obcecado com uma mulher.

Mas algo não estava de tudo bem. Durante o jantar, Sango tinha estado tão tensa como uma noiva em sua noite de núpcias. Entretanto essa era a mesma mulher que exibiu seus encantos aos mercenários. Não tinha sentido. Então apesar do intenso desejo por ela e apesar de sua intoxicante proximidade, Mirokdesconhecia os motivos de sua conduta.

— Por que? — ele murmurou.

— Por que?

— Por que desejas me devolver... o favor?

— Porque? Porque é o justo.

— Justo? — Ele franziu o cenho.

Ela baixou seu olhar para seus dedos inquietos.

— Você me agradou, e desejaria agradar a você.

Ele conhecia as mulheres o suficientemente bem para saber que seus olhos diziam a verdade quando seus lábios não o faziam.

— Sim?

Ela olhou brevemente para cima, e ele encontrou seu olhar, procurando uma resposta. Lhe deu um fugaz sorriso, um tão convincente como a de uma puta em um habito de freira. Em seguida ele considerou à mulher. Ela era uma guerreira. Ela pensava como uma guerreira. Em sua mente, ela tinha perdido pelo fato de se haver rendido a ele. Ela queria uma segunda oportunidade para assegurar a derrota dele.

— Não deseja me agradar, Diabinha. — Ele assentiu. — É retribuição o que buscas.

Ele lhe permitiu gaguejar sua resposta. O rubor dela se aprofundou, mostrando a verdade de sua especulação. A pequena zorra queria vingança. Ele não deixou aparecer seu sorriso.

— Felizmente, não sou um homem de discutir sobre as motivações das pessoas. — Seu sorriso se alargou, e estendeu seus braços abertos dando as boas-vindas a sua própria rendição. — Leva a cabo sua vingança, minha lady.

Apesar de seu doloroso membro, apesar de seus pensamentos luxuriosos que o tinha atormentado todo o dia, apesar da quase intolerável antecipação, Mirok não pôde evitar sentir-se divertido com o modo em que Sango começou sua sedução. Ele se perguntou se era algum tipo de jogo novo que ela tinha planejado, onde ela saciaria a seu amante sem compromisso emocional. Ou talvez fosse uma habilidade de sobrevivência que ela tinha adquirido deitando-se com os moços dos estábulos.

Ela lhe afrouxou as calças como se os cordões tivessem espinhos, e as baixou com muito pouca cerimônia. Quando ela olhou para o que tinha exposto, sua cara ficou séria, como se estivesse por brigar com um perigoso dragão. Mas quando ela inspirou, tomou em sua palma direita e franziu o cenho ante seu orgulhoso membro, Mirok a deteve.

— Poderia... talvez ... receber um primeiro beijo?

Ela pareceu atônita.

— Oh. Sim. — Ela se inclinou para frente, lhe dando um casto beijo nos lábios.

— Não, Diabinha. Quero dizer um beijo real. Um beijo que expresse o desejo de me agradar.

Ela tentou novamente. Desta vez ele sentiu a mesma paixão que ela tinha exibido mais cedo. Seus lábios se suavizaram sobre os seus, e ela relaxou em seu abraço. Ela suspirou contra sua boca, e ele abriu seus lábios, lhe permitindo o acesso. Os beijos delas começaram sendo tênues. Em seguida, sua língua começou a brincar com entusiasmo com a dele, enlaçando-se em uma sedutora dança. Depois de um momento, ele quase pôde convencer-se que ela estava procurando o prazer dele, e não sua própria vingança.

Logo, muito cedo, ela terminou o beijo. E sem aviso, decidida a acabar com essa esmagante tarefa antes de perder a coragem, ela o agarrou com sua mão úmida e começou a sacudi-lo. Se não tivesse estado tão desesperado, se não tivesse passado tanto tempo desde que tinha estado com uma mulher, ele poderia não ter respondido a esse manejo tão brusco. Mirok era um homem que gostava do romance e de estilo. Ele desfrutava da depravada arte dos jogos amorosos preliminares ao ato sexual. Ocasionalmente desfrutava de uma rápida queda no feno.

Mas tinha passado um longo tempo, e seu pênis não se importava o mínimo se era sacudido rapidamente, gentilmente ou firmemente, por uma bela mulher ou por uma velha desdentada, só lhe importava ser sacudido. Ainda assim, sacudiu-o como se estivesse correndo uma corrida, e Mirok temeu que não duraria muito se ela continuasse dessa maneira.

Gentilmente, ele rodeou sua mão com a sua e guiou seus movimentos, diminuindo o ritmo, estremecendo-se com a fricção de sua mão ao redor dele. Mirok sentiu os olhos dela sobre ele, observando seu rosto, e ele a olhou através de suas pálpebras semi fechadas, compartilhando o ardente prazer.

Seu coração já galopava e seu fôlego ofegava quando ela lentamente abaixou sua cabeça. O cabelo dela roçou seu estômago e suas coxas. No instante em que ela tocou com sua língua a ponta do membro, ele sentiu como se um raio o tivesse transpassado. Ele se esticou.

Mas quando ela tomou-o completamente em sua boca, manter o controle lhe levou toda sua força de vontade. Ele gemeu extasiado enquanto ela deslizava seu membro em sua boca, centímetro por centímetro. Por todos o Santos! Era celestial! Sua boca estava quente, úmida e suave, demandando ainda quando ela começava a mover-se. As fossas nasais de Mirok se expandiram, e seus punhos apertaram a manta enquanto ela fazia maravilha com ele.

Sua cabeça se sacudiu quando a onda de desejo ameaçava afogá-lo. Em seguida ele cometeu um grave erro. Uma cortina de cabelo ocultava seu rosto e ele a pôs para um lado para desfrutar dessa imagem provocadora. Mas uma vez quando seu olhar se pousou em seus lábios rosados envolvendo-o tão intimamente, seu controle se debilitou.

— Jesus! — ele ofegou, brigando com uma intolerável necessidade de investir. Ela lhe lançou um olhar triunfal, mas já não lhe importava . Ele só sabia que a necessitava, desesperadamente, e a boca dela era muito delicada para a violenta descarga requerida.

Usando a força, ele a levantou e a deitou de costas na cama. Os olhos dela se alargaram quando Mirok lhe subiu as saias. Mas ela não resistiu. Mas sim procurou sua boca, e o sabor salgado dele sobre seus lábios o enlouqueceu de desejo.

Mas ele não era tão bruto para usar a uma mulher somente para seu próprio prazer. Enquanto se beijavam, ele passou uma mão através do pêlo pubiano e se demorou no paraíso secreto, usando seus dedos meigamente, expertamente, incrementando o desejo dela. A paixão de Sango cresceu tão rapidamente e com tal força que controlar-se fazia-se impossível.

— Ah, Deus, Helena, Quero-te.

— Sim! — ela ofegou.

Ainda assim, temendo estalar no momento em que a penetrasse, ele esperou até que ela estivesse à beira do orgasmo. Os dedos de Sango cravaram em seus ombros, e ofegava rapidamente. Então ele investiu para frente, entrando completamente em seu quente e convidativo ventre.

Ela gritou agudamente. Mas não era de prazer. Estava dolorida. Mirok se paralisou com descrença, olhando-a fixamente.

— Jesus! — ele murmurou horrorizado. — Meu Deus!

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Continua...

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