Conversamos lá no final
Capítulo XIII – Explicações
Bella POV
Eu não sabia o que dizer e fazer. No mínimo minha boca estava escancarada porque finalmente as coisas começavam a fazer algum sentido na minha vida. Eu expliquei finalmente para Edward o quanto aquele assunto me fazia mal por dois motivos: o primeiro, obviamente, era que Lizzie me fazia falta, pois foi tudo o que me restou do nosso relacionamento e o segundo e mais difícil de contar: Lizzie era nossa FILHA, possuía sangue dele e... Meu.
A conversa que tive com Edward foi de muita importância para mim, para ele e para nosso relacionamento... E eu não posso negar o fato de que fiquei feliz e emocionada em vê-lo vencer mais uma etapa da sua vida: a guarda de Debbie.
Não era segredo para ninguém que Jessica não fazia a mínima questão de tratar aquela pequena pessoa tão doce bem. Debbie era uma criança que todo adulto gostaria de ter por perto, apesar de sua pouca idade já era muito esperta e compreendia muito bem o que se passava ao seu redor.
Mas a surpresa foi ser pedida em casamento. Minha nossa... Eu acharia que demoraria mais já que fazia pouco tempo que Edward tinha saído de um relacionamento conturbado. Quer dizer, havia três anos que eles não tinham nada, mas poucos meses que o divorcio tinha sido assinado por ambas as partes.
Porém eu não fui capaz de negar o seu pedido já que nem um dos dois tinha força para vivermos longe. E eu aceitei com meu coração em festa. Finalmente, eu teria uma família: eu, Edward e Debbie, que apesar de não ser a minha filha a amo como se fosse... E de certa forma esse pensamento me trazia uma certa tristeza porque Lizzie não estava aqui... Minha princesinha não estava aqui comigo.
Edward me abraçou muito forte que até pensei que fosse quebrar em pedacinhos e o que eu poderia dizer ou como poderia agir? Preferia retribuir o abraço e aproveitar nosso momento até sem quebrado pela entrada súbita de Alice... Extremamente pálida.
Edward se afastou de mim fulminando a irmã com os olhos.. — O que você quer? – perguntou debochado. — Viu um fantasma irmãzinha?
— Se você chama Jéssica de fantasma, então ela acabou de entrar na sua sala. – contou e eu percebi sua fisionomia mudar em instantes: do deboche brincalhão ao choque à perplexidade.
— Debbie. – disse apressando os passos para sair do meu consultório e correr para o seu. E eu o entendi perfeitamente bem porque deixar aquela louca perto de uma criança era no mínimo insano.
— Espera! – Alice disse. — Lembra aquele assunto, Bella? – perguntou me olhando enquanto eu devolvia o olhar, mas de forma confusa. — Da investigação? – lembrou o assunto que eu menos gostaria de falar.
— O que tem? – perguntei e baixei a cabeça deixando Edward perceber a minha fraqueza, que aquele assunto ainda incomodava-me, me fazia sofrer.
— Sua filha... Quero dizer... A Lizzie está... Viva. – contou cada pedaço temendo a minha reação, mas mandando um olhar desconfiado para Edward.
— Como é que é? – eu perguntei surpresa e deixando que as lágrimas rolassem por meu rosto e procurando um lugar para me sentar tamanho o meu choque com aquilo.
Edward ficou visivelmente confuso sobre que situação resolver primeiro, mas eu o entendia. Era a filha dele, uma criança que só tinha a ele, um ser indefeso.
Nem sei quanto tempo permaneci naquele choque, vendo a correria à minha volta e senti uma pessoa sentando ao meu lado. — Bella. – me chamou.
Olhei e vi Alice me olhando e o medo em sua expressão. — Eu não queria que você soubesse assim, mas você me conhece e sabe como eu sou. – contou. — Eu não ia ficar quieta até descobrir o que exatamente aconteceu naquela sala de parto... – disse me olhando enquanto eu ao meu ritmo tentava sair daquele transe.
— Em um momento ela estava dentro de mim e na outra não estava mais. – contei.
— Você não percebeu a falta de um anestesista? – perguntou. — Mesmo que o parto não tenha sido cesariana, era necessário. Sei lá, para uma emergência. – disse tentando me fazer raciocinar.
Eu a encarei deixando que o silêncio permanecesse no local e só respondi minutos depois, longos minutos depois. — Eu não me importava. – dei de ombros. — Naquele momento eu estava preocupada com a saúde da minha filha. – contei.
— Eu te entendo Bella. – deu um sorriso aliviado pelo fato de ter descoberto a verdade e eu queria sorrir em retribuição, mas suas palavras voltaram à minha mente deixando que as peças se encaixassem. "Sua filha... Quero dizer... A Lizzie está... Viva."
Então tudo fez sentindo. Lizzie estava viva em algum lugar, longe de mim. — Onde? – perguntei. – Cadê ela? – perguntei desesperada. — CADÊ A MINHA FILHA? – berrei chorando. — ONDE? – puxava meus cabelos nervosamente e levantei começando a andar de um lado para o outro. — CADÊ ELA ALICE? – disse caindo de joelhos no chão e chorando muito. — Me diz... Por favor.
Alice se jogou ao meu lado me abraçando. — Calma. – me olhou. — Eu vou te contar onde a nossa menininha esta, a situação já está sendo resolvida. Eu juro. – disse me soltando e me encarando para que eu pudesse enxergar a sinceridade que suas palavras continham.
— O que aconteceu? – perguntei. — Como? – as lágrimas não paravam de rolar.
— Jéssica te deu uma dose excessiva de anestesia. – disse. — Você tem noção do que aquela louca fez? Ela poderia ter te matado, Bella. – contou.
— Talvez essa tenha sido a vontade dela. Mas... – respirei tentando me acalmar. — Como?
— Ela teve a ajuda do Mike. Como eu desconfiava, ela nunca esteve grávida. Só disse isso para, provavelmente, te afastar do Edward. – contou e me encarou. — E conseguiu. O fato é que com você dormindo e ninguém ao seu lado, ela teve tempo de tirar a criança do hospital, pressionar as enfermeiras e forjar um óbito.
— Espera. – disse fazendo sinal para que ela parasse de falar e secando as lágrimas que escorriam pela minha face. — Isso é muita loucura. É muita maldade. – disse perplexa. — Se ela nunca esteve grávida, como você explica o surgimento da... – parei no mesmo instante porque tudo fez muito sentido.
— Debbie. – Alice completou. — Porque a Debbie não é a Debbie. – disse tentando me forçar a raciocinar.
— Você está querendo dizer que... – encarei Alice tentando ver a verdade, mas antes que eu pudesse completar qualquer coisa, ouvi gritos, corri para o corredor e percebi que vinham da sala de Edward. Os gritos eram de Jessica.
— QUER SABER? – gritou. — Eu não queria uma filha, nunca quis. – contou debochadamente. — QUE VOCÊ SEJA FELIZ COM A SUAAAAA FILHA. – gritou caminhando para o corredor.
Eu? Fiquei parada em choque. Claro que agora tudo fazia muito sentindo para mim. A confirmação só veio minutos depois quando um oficial de justiça declarou a prisão daquela mulher por forjar a morte da minha filha.
— Ali esta sua filha. – Alice disse sussurrando no meu ouvido, fazendo com novas lágrimas voltassem ao meu rosto. Ali, no colo do homem que eu amo, estava o meu maior tesouro, que de uma forma inesperada foi arrancado de mim, mas que graças às pessoas que me amavam ele estava sendo devolvido. — Vai lá sua boba. – Alice me deu um pequeno empurrão, então corri em direção a Edward e Debbie e os abracei com todas as minhas forças.
— Acabou! – declarei. — Acabou, Edward. – disse chorando.
— Sim, amor. Acabou. – Edward disse passando Debbie para seu outro braço e nos abraçando da forma que podia, dando um beijo em cada um porque a minha vida estava sendo devolvida.
Fechei os olhos e apenas aproveitei aquele momento deixando para me preocupar com os futuros problemas depois. E não. Jéssica não sairia impune dessa história. Era uma questão de honra para mim.
Edward POV
Depois daquele momento no corredor do hospital, resolvi levar Debbie para casa porque para sua pequena cabecinha muita coisa tinha acontecido e eu tentaria explicar da melhor forma possível para ela o que houve. Bella veio comigo, é claro. Afinal de contas Debbie precisaria de nós dois nesse momento.
Alice chegou instantes depois que nós e eu sorri porque eu sabia que tinha dedo da minha irmã em tudo que ocorreu no hospital... No que ela disse na sala de Bella e pelo seu olhar amoroso em relação a nós três juntos.
— Você sabe que tem muito o que explicar, não é? – disse dando passagem para que ela entrasse e vendo ela caminhar e se sentar no meu sofá.
— Eu sei. – Alice disse. — Eu vou te contar tudo. Prometo. – contou. Então fechei a porta, disse para ela esperar alguns minutos e fui até o meu quarto dar uma olhada em Debbie. Só que ao chegar lá, não tive como evitar me emocionar: Bella dormia abraçada com Debbie e vendo as duas tão perto... As semelhanças eram cada vez mais visíveis.
Voltei para a sala sorrindo por ver as duas pessoas que eu mais amo na vida juntas dessa forma.
— Você é um babaca. – Alice disse. — Esse sorriso bobo te condena, maninho. – zombou.
Me sentei ao seu lado e olhei-a. — Desembucha. – disse serio.
Alice foi me contando cada mísero detalhe do que Jessica fez com nossas vidas. Exatamente tudo. Do momento da descoberta da gravidez de Bella ao dia do parto.
— Espera! – passei as mãos pelos cabelos. — Está querendo me dizer que quando terminamos a Bella já sabia que estava grávida? – perguntei nervoso.
— Ela provavelmente ia te contar a novidade, mas naquela época eu não fazia idéia que o pai do bebê e você eram a mesma pessoa. – contou.
— Ela deveria ter me contado assim mesmo. – disse calmo e dando de ombros. — Já passou. O que importa é que estamos juntos agora. – disse sorrindo. — Você não tem idéia de como fico feliz de saber que a minha filha com Bella esteve comigo o tempo inteiro. Não me perdoaria se ela estivesse longe, quer dizer... Eu a vi dar o primeiro passo e dizer a primeira palavra... – compartilhei.
— Você foi muito mais mãe do que a Jessica, Ed. – Alice disse.
Suspirei. — Ela tem uma mãe. E eu espero que a Deborah entenda porque tudo que a Bella quer é construir uma relação que foi impedida de ter por causa da mente doentia da Jessica, Allie. – disse enojado. — Eu não quero aquela mulher perto da minha família,
— Eu não sei como você conseguiu se casar com ela. – Alice disse.
— Essa é uma resposta que eu ainda não tenho. – disse incomodado.
— Bem, está na minha hora. – Alice disse se levantando. — Você precisa descansar porque tem muito o que fazer mais tarde Ed e eu desejo do fundo do meu coração que a reação da Debbie seja a melhor possível. – Alice foi sincera e me abraçou se despedindo.
— Ela vai aceitar, Allie. – disse com certeza. — Eu conheço a minha filha e embora seja tão pequena, tem um bom coração. – sorri e levei minha irmã até a porta, recebendo um beijo no rosto de despedida.
— Papai? – ouvi uma voz baixinha e inocente me chamando e fechei a porta me virando para a sala vendo Debbie coçando os olhos, com expressão sonolenta.
— Oi princesa. – caminhei até ela e a peguei no colo. — Fugiu do quarto? – perguntei.
— A Tia Bella esta dormindo. E o braço dela estava em volta de mim, mas pesado. – disse brincalhona. — Tive o maior trabalhão de sair da cama. – contou.
— É mesmo? – sorrimos juntos. — Filha, eu preciso te contar uma coisa... – sentei no sofá e a botei em meu colo. — Uma coisa sobre o que aconteceu lá no hospital.
— Ah. – Debbie parou de sorrir.
— O papai não queria que você tivesse visto aquilo, nada daquilo. Nem mesmo a discussão que tive com Jessica. – falei.
Debbie sorriu. — Ok.
— O que foi? – perguntei dela.
— Chamar a Jessica de Jessica. Toda vez o senhor falava "sua mãe". – disse fazendo uma careta.
Suspirei. — Porque ela não é sua mãe, meu amor. – tentei com que o impacto fosse o mínimo possível.
— Quem é, então? – perguntou me olhando, confusa.
Agora tinha chego a hora da verdade e esperava que Debbie ficasse feliz com as minhas próximas palavras e que assim como eu ficasse feliz em saber que era fruto de uma relação de muito amor. Eu sabia que correríamos o risco dela não entender e eu também me perguntava se essa era a melhor forma de contar.
Talvez sim... Porque ela merecia saber a verdade por nós, seus pais.
Talvez não... Talvez houvesse um momento melhor para contar, quando ela crescesse mais.
E a primeira opção fazia muito mais sentido que a primeira porque no fundo, eu n"~ao conseguiria lidar com a mágoa da minha única filha quando maior... Eu não conseguiria lidar com a acusação de que eu menti para ela.
E contar a verdade, explicando os fatos era o melhor para ambas as partes: Para mim, Bella e Debbie.
— Você ficaria muito chateada se seu apelido também fosse Lizzie, filha? – perguntei porque de alguma maneira ela sabia da historia da verdadeira Lizzie, que era minha filha com outra mulher e que tinha idade parecida com a dela e que havia morrido. Eu desconfiava que Jessica tivesse contado tentando fazer com que ela me odiasse, mas... Debbie era perfeita demais para sua idade.
— Eu gosto. Mas meu apelido é Debbie, papai porque meu nome é Deborah. – disse.
— Eu sei. – disse tentando achar a melhor forma de contar a ela. — Seu nome poderia ser Deborah Elizabeth. – sorri.
Debbie ficou feliz e abriu o seu melhor sorriso. — Eu quero, papai.
Eu fiz um carinho em seu nariz. — Então esse vai ser o nosso segredinho, Lizzie. – disse piscando para ela e a abraçando. — Eu te amo muito, muito, minha filha. – declarei recebendo o carinho dela de volta.
— Eu também, papai. – ela me olhou sabendo que logo, muito em breve nossas vidas mudariam completamente.
— Lizzie. – sorri. — E Debbie. São ótimos apelidos. – disse para ela.
— Papai. – ela chamou minha atenção. — Quem é minha mamãe de verdade? – coçou seus cachos loiros acobreados castanho. Tão parecida e tão diferente ao mesmo tempo. Eu diria que era a junção perfeita de Bella e de mim.
Suspirei. — A sua mãe é... – a olhei. — Quer dizer... Houve um acidente quando você nasceu e todo mundo pensava que a Jessica era sua mãe, mas... – coçava a minha cabeça.
— Ela não é. – nós dois desviamos o olhar para o outro lado da sala e Bella estava ali apoiada na parede, com o brilho em seu olhar ao bater os olhos em nossa filha.
— Tia Bella. – Debbie saiu do meu colo e correu em direção a Bella que no mesmo instante a recebeu e abraçou sussurrando o apelido que fazia muito sentido para mim e para ela, mas que para Debbie eu ainda tentando com que ela se acostumasse para no futuro saber que Debbie e Lizzie se tratavam da mesma pessoa.
— Meu anjinho. – Bella a abraçou muito forte. — Lizzie. – se emocionou.
Debbie se desvencilhou e deu um passo para trás, encarando Bella. Debbie poderia ser uma incógnita para Bella, mas para mim era muito transparente. Ela sabia que Lizzie era um apelido que eu gostava e somente eu e a mãe da sua "suposta irmã" sabíamos. Então, assim que cruzamos o olhar eu sabia que a minha filha sabia muito mais do que qualquer criança.
Ela havia descoberto que Lizzie e Debbie eram as mesmas pessoas. — Mamãe? – perguntou olhando para Bella com uma interrogação nos olhos.
Então... Sei que demorei séculos para postar esse capítulo e espero realmente que vocês me perdoem por isso, mas digamos que tempo não é exatamente algo que eu disponho no momento...
=D
Primeiramente porque eu trabalho em escola e durante o dia todo e depois porque comecei minha segunda graduação agora em fevereiro...
Agora quero anunciar com lágrimas nos olhos que o capítulo que vocês leram é o penúltimo.
Sim, vamos nos despedir de YAM.
='(
Mas outras fics virão e eu prometo que não vou demorar nadinha pra postar.
Quero convidar vocês também a acompanhar as fics pelo blog...
Que é onde vou postar também..
Tenho varias fics escritas e outras em andamento em outro site, pois estou começando a usar o fanfiction agora.
Então o link é esse...
http: / quelltorres(.)blogspot(.)com/
Bom, é isso...
Bjinhos
