Baseado na obra original de Rumiko Takahashi "InuYasha" (todos os direitos reservados). Esta fiction não possui fins lucrativos.
Sesshoumaru aproximou-se de Rin. Esta mantinha-se de joelhos sobre a terra ensanguentada, do sangue que ela derramara, com as mãos na cabeça. Não dava para ver a sua face pois os seus longos e desalinhados cabelos negros cobriam-na.
-Rin – sussurrou o príncipe demónio esticando o braço para a alcançar, mas a sua mão recuou ou sentir de repente a onda de dor e tristeza invadi-lo. A aura maligna rodeava a rapariga e era tão forte que apesar de ainda ser de manhã parecia ser uma fria noite de Inverno de tão escuro que estava.
Ouviu-se um som, parecia uma espécie de gargalhada triste e forçada. Vinha de Rin que lentamente se começou a levantar. Olhou para uma manga do seu quimono, manchada do sangue das pessoas inocentes que matara.
-Olha no que é que te tornaste, pequena Rin… – murmurou Jaken com os olhos rasos de água. Rin ouviu o seu comentário, pois levantou finalmente a cabeça, fixando Jaken com os seus olhos de um vermelho sangue.
O pobre sapo-demónio estremeceu e soltou um grito de puro horror quando Rin o fulminou com uma onda de tortura. A tortura parou e Jaken ficou caído e com a respiração arfante, mas foi rapidamente socorrido por Kagome.
-Rin, porque é que estás a brincar com uma coisa daquelas? – perguntou uma voz vinda de cima. Hakudoushi observava de dentro o seu escudo protector. – Porque é que em vez de torturares o sapo não torturas os outros? – perguntou ele sorrindo maldosamente. Os olhos de Rin voltaram ao normal, apesar da aura maligna continuar a rodeá-la, e virou-se para Hakudoushi, com um sorriso falso nos lábios.
- E quem te garante que não é o que vou fazer a seguir? Tal como disseste, eu só estava a brincar… – disse ela virando-se novamente para quem estava em terra. Cada olhar que a encarava era diferente, raiva, pena, medo, tristeza…
-Acaba logo com eles – disse Hakudoushi. Cometeu um erro grave pois Rin olhou para ele com os olhos vermelhos.
-Tu não és nada, nem ninguém para me dares ordens – disse ela de olhos fixos no escudo protector onde Hakudoushi se encontrava, fazendo o escudo estremecer. A rapariga abriu os braços em direcção ao céu e fechou os olhos. Começou a fazer uma forte ventania. Todos que estavam em terra foram inundados por uma tristeza sem motivo. Shippou agarrou-se a Kagome e começou a soluçar, assim como a colegial.
A terra estremeceu fortemente e a magnitude aumentava ao mesmo tempo que Rin se ia elevando no ar. Vários relâmpagos, seguidos de um forte estrondo rasgaram o céu, iluminando a escuridão. Um portal abriu-se e vários milhares de demónios saíram de lá.
- E é essa rapariga que está a fazer isto tudo?! – perguntou Inuyasha agarrando Kagome, Shippou e o corpo desmaiado de Jaken e segurando-se a Tetsaiga para não serem levados pelas enormes rajadas de vento. A uns poucos metros, Miroku também usava o hiraikotsu para ele, e as inconscientes Sango e Kirara, não serem levados pelo vento. 'Maldição' pensava Inuyasha 'Como é que eu posso fazer alguma coisa sem deixar a Kagome ser levada pelo vento, ou ser torturado pela Rin?' Olhou para o seu irmão e não pode deixar de sentir inveja do facto dele ser um demónio puro.
Sesshoumaru finalmente quebrara a sua máscara de indiferença inexpressiva e olhava para Rin preocupado. '…ela já não é a mesma Rin.' Ecoava a voz de Kagura nos seus ouvidos. Não… a sua Rin ainda se encontrava ali. Estava apenas perdida com os seus novos poderes e com o seu corpo alterado, mas seria ele, Sesshoumaru, quem a iria ajudar a encontrar-se…
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Olhou para o céu. Ainda era cedo mas estava escuro e uma fortíssima aura maligna rodeava aquelas terras.
-Veja senhora Kikyou! São demónios, não são? – perguntou inocentemente uma criança que estava ao colo da sacerdotisa enquanto apontava para o céu. Realmente vários demónios enchiam os céus a vários quilómetros de distância e alguns dirigiam-se para aquela aldeia. Kikyou olhou para as outras crianças, algumas começavam a chorar de medo, e para as pessoas da aldeia onde se encontrava. Algumas mulheres abraçavam os filhos e netos, e alguns homens ajoelhavam-se e imploravam misericórdia a Buda.
Kikyou pousou o menino no chão, indo este imediatamente correr para os braços do pai e olhou para o céu.
-O que acha dito, sacerdotisa? – perguntou Ryoma, o aldeão mais velho e mais sábio da aldeia. Kikyou encarou os olhos finos e enrugados do velho.
-As minhas flechas não conseguirão deter todos estes demónios… – disse ela trsitemente e olhou para as pessoas da aldeia. Mesmo que a culpa de o que quer que fosse que estivesse a acontecer, não fosse dela, nunca se perdoaria se acontecesse alguma coisa àquelas pessoas inocentes. Iria gastar muita energia, mas iria tentar, mesmo que isso lhe custasse a vida. 'Que vida?' pensou tristemente. Começou a fazer gestos com os braços e mãos, iniciando assim a criação de um escudo.
-Espere, sacerdotisa. – Kikyou parou e olhou para o velho Ryoma – venha comigo – disse ele dando meia volta e entrando dentro de uma cabana. Kikyou seguiu-o e surpreendeu-se ao entrar na cabana. Por fora sem duvida era uma cabana perfeitamente normal, mas por dentro era como um templo pobre. Havia umas pedras encostadas às paredes da cabana. Todas elas tinham coisas lá escritas. A sacerdotisa aproximou-se das pedras e não conseguiu perceber nada daqueles símbolos e das estranhas inscrições lá escritas. Esticou o braço e tocou com a ponta dos dedos sobre a pedra fria. Sentiu uma enorme quantidade de energia e poder emanar delas, e uma aura que lhe trouxe paz e calma.
-Que pedras são estas? – perguntou.
-Mentiria se lhe dissesse – disse Ryoma tristemente – Estão nesta aldeia há várias centenas de anos. Ninguém sabe quando e como é que elas surgiram. Há quem diga que foi uma poderosa feiticeira-sacerdotisa que as criou e que selou o seu mais profundo segredo nessas pedras… – disse ele com um suspiro, levantou a cabeça e sorriu para Kikyou – Consegue sentir o poder delas, não consegue?
-Sim – sussurrou Kikyou.
-Use o poder delas para salvar a nossa aldeia – pediu ele, ajoelhando-se e fazendo uma profunda vénia. Kikyou sorriu-lhe e assentiu com um aceno de cabeça.
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'Naraku nunca lhe devia ter dado tanto poder' pensava Hakudoushi olhando espantado para Rin. Alguns demónios rodeavam-na. Rin fez um gesto com as mãos e os demónios que a cercavam começavam a desaparecer no ar, enquanto que o seu poder era absorvido por Rin.
Sesshoumaru começou a aproximar-se, mas a aura maligna que a rodeava era tão forte que até ele tinha dificuldade em aproximar-se. Olhou para ela e viu que ela estava de tal maneira possuída em poder que não tinha qualquer expressão facial, apenas os olhos continuavam de um vermelho sangue. O que é que ele poderia fazer para a parar? A imagem do sorriso da sua pequena Rin veio-lhe à mente…o beijo que lhe dera… a visão de Sayuri a dizer-lhe 'voltei para ti'… Sayuri? O que é que ela tinha a ver com Rin?
Sesshoumaru não pensou nisso por muito tempo. Um portal estava a surgir mesmo por trás de Rin. Aquele cheiro nojento… só podia ser Naraku…
Vários tentáculos surgiram de dentro da outra dimensão, rodeando Rin, que saiu do transe com um grito de surpresa e fazendo o vento e os relâmpagos diminuírem. Todos olharam com espanto e sem saberem bem o que fazer, para Rin a ser arrastada para o portal.
-Meu mestre, o que é que estás a fazer? – perguntou Rin, tentando libertar-se de Naraku.
-Vou acabar com aquele Naraku – rosnou Inuyasha agarrando em Tetsaiga a preparando-se para lançar uma 'ferida de vento' sobre o portal.
-Espera – disse Kagome, agarrando-lhe o braço – Não vale a pena atacares, o Naraku está do outro lado do portal, além de que não o conseguimos destruir assim… – o meio-demónio baixou a espada contrariado – Se atacares, vais ferir a Rin e nós queremos é que ela volte ao normal…
-Feh… então o que é que fazemos? – Kagome não chegou a responder à pergunta, pois Rin estava prestes a passar para o outro lado do portal.
Lágrimas grossas escorriam-lhe pela cara e uma dor de cabeça insuportável, que lhe trazia pequenos flaches de imagens, mas poucos ela percebeu o que eram ou o seu significado… de todas as caras que viu passarem pela mente, apenas se lembrava perfeitamente de uma: a face do homem que descobrira que amava… Sentiu o seu corpo passar para a outra dimensão, mas ainda conseguiu ver uma última cara antes de atravessar completamente o portal.
-Meu Lord… – sussurrou ela entes de a escuridão a rodear.
Continua...
Bem... cá estou eu com mais um capítulo n.n e sem reviews para responder u.ú
Espero que está a acompanhar a minha fic, esteja a gostar (dah... claro que gostam senão não acompanhavam, né? n.n)
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by: Naotsu-chan
