Capitulo 14 : Sempre existe uma segunda chance

Saga estava na casa de Mú e ouviu o barulho de tiros.

- Anya!

Parou na porta, a respiração lhe faltou. Anya recebia cinco tiros e sem chance alguma coisa foi a chão.

Alieksei ao ver Saga soltou a arma.

- Desgraçado!

O geminiano foi com tudo para cima dele.

- Vai morrer! - ele apertava o pescoço de Alieksei.

Apertou tanto que Alieksei desmaiou. Saga o jogou de lado.

- Anya...

Ela estava caída com uma poça de sangue por baixo. Uma das mãos tocava o primeiro degrau por onde o sangue escorria. Saga aproximou lentamente, não queria acreditar... caiu de joelhos ao lado dela... a olhou depois fitou o horizonte " acorde antes que seja tarde" foi a ultima coisa que passou por sua mente.

Kanon, Shaka, MM, Kamus e Mú corriam atrás. Ao chegarem a porta viram um corpo atirado ao chão. Kanon viu o irmão ajoelhado e o corpo que era de um homem.

- " Saga..."

Kamus foi até o homem ajoelhando ao lado dele, tomou seu pulso.

- Esta vivo.

- Saga o que fez?

Kanon aproximava do irmão, do seu campo de visão não entendia porque ele estava ajoelhado e olhando para o nada quando...

- " Anya... ?"

Viu Anya caída no chão, com a roupa manchada de vermelho, sangue escorrendo por um de seus braços e Saga ajoelhado ao lado dela fitando o nada.

- Saga? O que aconteceu?!

Ele não respondeu. Kamus, MM, Shaka e os outros que chegavam ficaram em choque com a cena que viram. Kanon parou na frente dele.

- Anya...

Duas lágrimas rolavam pelo rosto do geminiano que parecia estar em transe.

- Saga.

Shaka abaixou ao lado de Anya e tomou seu pulso.

- Ela esta viva mas seus batimentos estão fracos, precisa ser levada para o hospital.

O virginiano saiu, já comunicando com Atena, porem Saga não se mexeu.

- Saga!- gritou o irmão. - acorde a Anya esta viva.

Sacudiu o irmão no intuito de ele acordar, mas Saga continuava inerte.

- Saga! - Kanon deu um soco no irmão. - reage.

Ao longe podiam ouvir o barulho da ambulância.

- Saga.

Pela primeira vez ele o olhou, contudo seu olhar era opaco, como se não tivesse sentimentos.

- A Anya...

- Esta viva.

Dois médicos subiam as escadas carregando uma maca, traziam o emblema da fundação Graad.

- Afastem-se.

Kanon arrancou o irmão de lá e depois dos primeiros procedimentos a conduziram para a ambulância. Saga os acompanhou sem dizer uma única palavra.

- Já avisamos a Atena, ela vai para o hospital da fundação. - disse Shura.

- Eu também vou. - disse Kanon fitando a ambulância que seguia em disparada.

- Ela vai ficar bem? - indagou Miro visivelmente preocupado.

- Torço que sim porque se ela morrer Saga nunca mais será o mesmo.

Os médicos conduziram as pressas Anya pelos corredores, Saga seguia atrás com a mesma expressão. Num determinado ponto impediu sua passagem. Resignou a sentar numa poltrona. Minutos depois Atena, Kanon e Shura chegaram.

- Saga como ela esta? - indagou a deusa.

- Não tenho noticias. - disse calmamente fitando a parede a sua frente.

Shura estranhou a calma do amigo, mas Kanon sabia que aquela calma era aparente, temeu por isso.

- " Saga, reaja..."

Um medico aproximou dos quatro.

- Senhorita Kido.

- Doutor Linus.

- O que a senhorita faz aqui?

- Uma amiga minha esta aqui. Ela se chama Anya e levou um tiro.

- Conhece a garota? Estamos loucos para saber quem é ela, veio um rapaz acompanhando, mas ele sumiu.

- Tem noticias dela?

- Tenho. - o rosto dele ficou grave. - fizemos uma cirurgia nela para a extração das balas, notamos então que havia uma quinta no abdômen, voltamos para a sala de cirurgia e conseguimos retira-la, mas ele perfurou o estomago. O estado dela é gravíssimo. Estamos tentando parar com a hemorragia interna. Lamento mas ela pode não resistir.

Atena levou a mão ao rosto, Kanon e Shura temeram o pior e Saga continuava sentado, estático.

- Preciso que vá a recepção e faça a ficha dela.

- Sim.

- Eu vou com você Saori. - disse Shura.

- Se me derem licença. - Linus foi saindo.

- Não vamos demorar.

Kanon sentou ao lado do irmão.

- Ela vai ficar bem Saga - tocou o ombro do irmão.

Não disse nada. Ficaram no hospital ate à tardinha Atena e Shura tentaram fazer com que Saga fosse ao santuário descansar, mas o geminiano continuava na mesma: sentado na poltrona fitando o nada e sem dizer uma única palavra.

- Deixe-o aí. - disse Kanon. - vai ser melhor para ele.

- Mas Kanon...

- Conheço meu irmão, ele não vai sair daí.

Voltaram para o santuário, estavam todos na casa de Aldebaran aguardando noticias.

- Como ela esta? - indagou Shaka.

Atena balançou a cabeça negativamente.

- Nada bem. - respondeu Kanon. - corre risco de vida.

- E Saga?

- Ficou no hospital.

- Como ele ta? Quando saiu daqui parecia um boneco sem vida.

- Continua na mesma. - disse Shura.

- Ele tem que reagir. - Kanon sentou no sofá. - se não...

- O que?

- Desde quando éramos crianças sabia desse comportamento dele, na morte do nosso pai, depois da nossa mãe e outros acontecimentos ele sempre ficava assim, como se estivesse em transe e com jeito assustadoramente calmo como um vulcão adormecido, mas chegava num certo ponto que toda aquela calmaria se transformava em revolta, ficava bastante transtornado e violento. É seu modo de reagir. Tomara que ele não coloque aquele hospital abaixo.

Saga continuava sentado, as pessoas que passavam ficavam intrigadas com aquele homem sentado na mesma posição. Assim que amanheceu Atena, Kanon e Mú foram para o hospital, mas antes tiveram noticias dela: estava em coma.

- Ele continua na mesma posição? - a deusa estava surpresa.

- Saga. - chamou o irmão.

- Sim.

A primeira palavra em mais de 12 horas.

- Vá descansar um pouco.

- Ta.

Saga levantou e saiu.

- Não vai com ele?

- Não Mú, ele precisa ficar sozinho.

Saga tomava rumo para o santuário, mas colocando a mão no bolso notou um objeto: era uma chave, a chave do apartamento de Anya. Kanon antes de ir embora lhe entregou, estava no bolso dela. Atravessou a rua tomando outro rumo.

O apartamento estava como ela havia deixado, Saga entrou e trancou a porta, foi direto para o quarto. Havia algumas roupas espalhadas em cima da cama e numa poltrona, a mala estava num canto. Saga sentando na cama pegou uma blusa e a cheirou.

- Anya...

Encostou-se à cabeceira da cama e passou a fitar o céu. Tudo passou como um filme, o dia que ela entrara no santuário até os... uma cena que não queria ter presenciado.

- Não morra... as lágrimas caíram em abundancia.

Saga permaneceu por muito tempo sentado na cama.

- Por que estou chorando, ela já passou por tanta coisa não vai ser isso que vai derrubá-la. - ele olhou para as roupas esparramadas. - desorganizada igual o Kanon.

O geminiano começou a apanhá-las e guarda-las no guarda-roupa depois foi para a cozinha, a dispensa estava vazia saiu e fez algumas compras.

Mú andava de um lado para o outro, já era hora do almoço e Saga não tinha chegado ao santuário.

- Saga esta bem. Não escutamos nenhuma explosão.

- Como pode ser irônico numa hora como essa?

- Porque não posso fazer nada pelos dois. Anya esta em coma e Saga quase surtando.

- Mania de falar que dou surtos.

- Saga?

- Como você esta? - indagou o irmão feliz ao vê-lo.

- Na medida do possível vou indo. - seu olhar já não era opaco.

- Onde estava? Conversei por cosmo com Aiolos, mas você não estava lá.

- Resolvi ir para outro lugar. E Atena?

- Voltou para lá.

- Sim. Devem estar com fome, podem voltar para o santuário eu fico aqui.

- Esta bem. Nos mantêm informados. - Kanon saiu puxando o ariano.

Na porta do hospital...

- Ele nem perguntou por ela. - disse Mú.

- Deixe-o, ele já ta legal.

- E o cara que tentou matá-la?

- Esta nas mãos da policia.

Saga andava pelos corredores a procura do médico que estava cuidando de Anya.

- Doutor Linus?

- Sim?

- Sou Saga Myles. - estendeu a mão. - como esta a Anya?

- È um dos jovens que estavam com a senhorita Kido.

- Sim.

- Esta em coma, suas chances são mínimas, desculpe minha franqueza.

- Entendo.

- Faremos tudo o que for preciso.

- Posso vê-la?

- Não por enquanto. Preciso ir, com licença.

Saga limitou-se a sentar e esperar. À noite Kanon voltou acompanhado dessa vez pelo virginiano.

- Oi Saga.

- Oi Kanon, oi Shaka.

- Como ela esta?

- Na mesma, tem poucas chances.

- Deve estar cansado, eu fico aqui.

- Obrigado Kanon, mas vou ficar. Estou bem não se preocupe.

- A viu? - indagou Shaka.

- Não.

- Se é assim, nós já vamos, se precisar avise-nos. Virei amanha cedo.

- Esta certo. Boa noite.

- Boa noite Saga.

- Boa noite Shaka.

Os dois desciam pelo elevador. Shaka notou que Kanon estava muito preocupado.

- Ela vai ficar bem Kanon.

- Estou preocupado por ela, mas por Saga também.

- Gosta dela por isso sofre.

- Não é só isso. Achei que ele estivesse bem, mas parece que a ficha ainda não caiu para ele.

- Como assim?

- Ele não se deu conta, que corre o risco de perdê-la.

O hospital estava num profundo silêncio sendo interrompido as vezes pela chegada de algum paciente. Aproveitando disso Saga foi ao quinto andar, não havia ninguém no corredor e a enfermeira que visitava os quartos já tinha passado e só retornaria no inicio da manha. Parou em frente ao quarto 509, olhando pela janelinha da porta viu Anya deitada. Entrou. O quarto só contava com a iluminação da lua e dos aparelhos que estavam ligados a ela. Saga aproximou. Anya tinha dois soros ligados a cada um dos braços, um aparelho acompanhava seus batimentos cardíacos. O geminiano acariciou o rosto pálido dela.

- Vai ficar bem. - abaixou e beijou seus lábios que estavam frios. - não vou deixá-la sozinha, vou cuidar de você.

Saga a tomou pelos braços aos poucos foi liberando seu cosmo, uma luz dourada queimava de maneira serena ao redor dos dois. Sentiu medo, medo de perdê-la para sempre.

- Anya... - as lágrimas desciam quentes. - não tive oportunidade de dizer isso... eu te amo. Por favor, não vá... eu preciso de você... minha vida só passou a ter sentindo quando você apareceu, sei que não tenho o direito de ama-la... mas... não me deixe.

O corpo dela continuava inerte, Saga a acomodou novamente. Pegou uma cadeira que tinha perto da porta e colocou ao lado da cama. Sentou segurando a mão dela entre as suas...

- Volte para mim.

Assim que amanheceu Atena e Kanon foram para o hospital, encontraram com Linus no corredor.

- Bom dia doutor, como ela esta?

- Mesma coisa, não reage aos medicamentos, aos estímulos, nada.

- Viu meu irmão?

- Não, a ultima vez que o vi foi ontem.

- Podemos vê-la Linus? - pediu a deusa.

- Podem, mas apenas por alguns minutos.

- Vou procurar pelo Saga.

- Esta bem.

Atena e Linus seguiram para o quarto e Kanon a procura do irmão.

- " Onde se meteu?"

A enfermeira que checava os aparelhos estava na porta aguardando-os. Atena a cumprimentou.

- Entre, por favor.

- Obrigada.

Os três ficaram surpresos pela cena que viram. Saga sentando ao lado da cama, dormia profundamente segurando a mão de Anya.

- Como ele entrou aqui? - indagou o médico, olhando para a enfermeira.

- Eu não vi doutor.

Atena deu um pequeno sorriso, a cena era linda.

- Ele não podia ter entrado aqui.

- É o namorado dela? - perguntou a enfermeira ignorando o médico.

- É.

- Formam um bonito casal.

- Mas ele não pode ficar aqui.

Linus foi até o geminiano e o cutucou.

- Doutor... Atena?

- Bom dia Saga.

- Peguei no sono.

- Não podia ter entrado aqui sem autorização. - exclamou Linus.

- Só queria vê-la.

- Mas pelo jeito passou a noite aqui.

- Sim...

- Saga? - Kanon apareceu na porta. - o que esta fazendo aqui?

- Indo embora. - Saga puxou sua mão, Anya a segurava firme. - Anya... ?

- O que foi?

- Não consigo me soltar. Ela ta segurando com muita força.

- Deixe-me ver. - Linus aproximou e tentou soltar.

- Ela...

- Não, ainda esta inconsciente, foi só o músculo que contraiu, é um bom sinal. Vou aplicar lhe um relaxante muscular.

Linus aplicou uma injeção em Anya que soltou a mão de Saga.

- Pronto. Poderiam sair agora?

Saga, Kanon e Atena foram para o corredor.

- Vá pra casa e descanse, não deve ter dormido nada.

- Tem razão, fiquei acordado até de manha, só peguei sono agorinha.

- Ficou a noite toda acordado ao lado dela?

- Sim.

- Vá Saga, ficaremos com ela.

- Obrigado Atena.

Saga retirou.

- Dá dó vê-lo assim. - sussurrou a deusa.

- Anya vai melhorar.

- Será? Ela pode ficar nesse estado por dias, meses ou até anos, alem do mais...

- O que?

Atena confidenciou a Kanon.

- Isso é verdade? É tão grave assim? - ficou alarmado.

- Sim. Acho que nem ela sabia que tinha esse problema.

- Não podem operá-la?

- Não no estado que está. Poderia apressar a morte.

- Angina... ?

- Fiquei sem coragem de contá-lo.

- Ele tem que saber disso.

Saga voltava tranquilamente para sua casa, passando pela primeira casa encontrou com Mú.

- Bom dia Mú.

- Bom dia Saga, como ela esta?

- Estável.

- Senta, vamos tomar café.

- Obrigado.

Conversavam sobre coisas banais.

- E os outros?

- Devem estar descendo para treinar. Me dá licença só um minuto? Tenho que acordar a preguiça do Kiki.

- Claro.

Saga apoiou o braço na mesa e sem querer acabou adormecendo.

- Esse menino anda muito folgado.

O ariano parou de falar ao ver o amigo dormindo.

- Deve estar esgotado.

- Bom dia Mú. - disse Aldebaran em alto e bom som.

- Silencio. - ele apontou para Saga. - deixe-o dormir.

Miro e MM apareceram trocando 'caricias'.

- Vou te mandar para o inferno.

- Manda nada, é só enrolarão.

- Ora...

MM deu um passo mas não conseguiu se mexer.

- Mú... me solta...

- Silencio. - disse bem baixinho. - o Saga... - ele apontou.

- O que ele faz aqui?

- Descansar. Atena e Kanon devem estar com ela.

- E como a garota esta?

Mú balançou a cabeça negativamente.

- È uma pena, Saga parece gostar tanto dela. - murmurou Aldebaran.

- Vamos torcer que tudo acabe bem. - disse Afrodite. - depois de tudo que aconteceu os dois merecem ser felizes.

- É.

- Vamos deixá-lo assim?

- Se mexermos com ele vai acordar. É melhor irmos.

Passaram a manha toda treinando, voltando a hora do almoço. Para a surpresa deles Saga continuava dormindo.

- Nossa ainda ta dormindo. - brincou Aiolos.

- Tem dois dias que esta no hospital, sem dormir, não dá para agüentar.

- " Shaka!!"

- Esse cosmo...

Sentiram o cosmo da deusa.

- È da Atena.

- " Shaka, cadê o Saga?"

- "Esta aqui por quê? - o virginiano notou uma alteração no cosmo dela. - Aconteceu alguma coisa com a Anya?"

- "Sim... ela... ela...traga o Saga mas não diga nada a ele."

- " O que houve com a garota?" - indagou MM.

- " Ela esta... traga-o já!"

Kamus caminhou ate ele e tocou em seu ombro.

- Saga. Saga. - chamou frio.

- Kamus...? Dormi sem querer.

- Estava cansado.

- Já são quantas horas?

- Uma hora.

- Isso tudo? Tenho que voltar para o hospital. - ele sorriu. - tive um sonho bom, sonhei que ela estava bem só não gostei do lugar que estava, era aquele jardim florido de Hades.

Os dourados abaixaram os rostos.

- O que foi?

- Atena pediu que fosse ao hospital. - Shaka disse calmamente.

- Aconteceu... alguma coisa...

- Não sabemos. - Kamus o cortou. - é melhor irmos.

Kamus subiu com ele enquanto os outros aguardavam na recepção. Saga andava apressado e no quarto encontraram com Atena e Kanon.

- Cadê ela? - referiu a cama vazia.

- Saga.

- Cadê ela! - gritou.

- Saga. - chamou dessa vez a deusa. - precisa saber de uma coisa.

- Diga... que ela... não...

- Não. - Atena tentava permanecer tranqüila. - Anya tem Angina, somado aos tiros que levou, a hemorragia...

- E?! O que quer dizer?!

- Ela tem um problema grave de coração que pode ocasionar um ataque cardíaco.

- Teve uma alteração nos batimentos cardíacos, - disse Kanon - Levaram-na para a sala de cirurgia, tentar fazer alguma coisa.

Saga nem escutou o resto, saiu correndo pelos corredores. Sabia que o bloco cirúrgico ficava no piso superior. Subiu pulando os degraus. Passava pelas pessoas quase as derrubando.

Parou em frente a uma parede de vidro. Viu vários médicos correndo de um lado para outro, um deles trazia o desfilibrador cardíaco e o colocaram no peito de Anya.

- Vamos lá gente, não podemos perdê-la!

- Vai!

O corpo dela pulou.

- Nada.

- De novo!

Tentaram mais duas vezes. Saga nem viu Kanon, Kamus e Atena chegarem.

- Vamos perdê-la.

- Tente de novo!

- A pele dela não vai suportar.

- Tenta de novo! - gritou Linus.

Nova tentativa e nada, ela não voltou. Linus tirou a touca e a atirou no chão com força.

- Droga!

Saga nem piscava, temeu pelo gesto do médico. Linus sentindo observado olhou para fora, ao ver Saga, virou o rosto.

O geminiano cerrou o pulso dando um soco na parede, fazendo um buraco nela.

- Não...

Abriu a porta bruscamente, Linus tentou segura-lo, mas foi empurrado.

- Você ainda não cumpriu sua promessa! Não me matou. Abre os olhos!

Kanon, Atena e Kamus ficaram calados, a equipe saia em silencio.

- Anya!

Ele a pegou pelos ombros.

- Anya... por favor... abre os olhos... - as lagrimas caiam no rosto dela. - Anya...Anya..

Saga encostou seu rosto junto ao corpo dela, soltando um grito abafado.

- Anya... não... não faz isso comigo... não me deixe sozinho assim como eu não te deixei.

Ele chorava copiosamente. A única coisa que era ouvida era o choro do geminiano porem escutaram um barulho de apito. Linus que saia voltou imediatamente.

- Não é possível...

Saga escutou uma batida era fraca, mas era uma batida. Olhou para Anya que mexeu levemente com as pálpebras.

- Atena deve gostar muito dessa menina. - sorriu Linus ao ver na tela as batidas do coração de Anya.

A própria escutou o comentário e sorriu.

- Anya. - Saga a chamou.

Ela mexeu as pálpebras e abriu lentamente os olhos, olhou para Saga e sorriu para em seguida fecha-los de novo.

- Anya?

- Calma ela só adormeceu. - disse Linus. - vamos deixá-la descansar.

Na recepção suspiraram aliviados com a noticia Anya foi levada para o quarto e dormiu por cerca de duas horas.

Sentindo uma brisa suave, a russa abriu os olhos. Olhou ao redor e sorriu ao ver Saga perto da janela. Ficou em silêncio por alguns minutos apenas admirando-o.

- Devo dizer bom dia ou boa tarde?

- Anya.

- Oi.

- Oi. - ele pegou na mão dela. - como se sente?

- Bem. Quanto tempo estou aqui?

- Três dias. Se lembra do que aconteceu?

- Sim. Achei que ia morrer. Alem dos tiros tenho problema de coração.

- Então já sabia?

- Sim, todos da família de minha mãe morreram por causa do coração. Pensei em ser a próxima.

- Ainda vai viver por muitos anos.

- É.

- Se sente bem mesmo? Não esta doendo nada?

- Nada que seja relevante. Aquele soco que me deu não é nada se comparado a isso.

Saga sorriu sem graça.

- Não faça essa cara, já passou.

- Ta.

- Ficou esse tempo todo aqui?

- Fiquei. Não ia te deixar sozinha.

- Eu sei. Escutei você me dizendo.

- Escutou?

- Escutei só isso, não ouvi nitidamente, mas sabia que a voz era sua. Senti também aquele calor como da outra vez. Acho que é um mágico. - ela sorriu.

- Talvez.

Anya tentou levantar, contudo Saga a impediu.

- Precisa repousar.

- Estou bem.

- Ah... a bailarina acordou.

Kanon entrava acompanhado por Atena.

- Oi Kanon.

- Como você esta?

- Tirando que apanhei, levei tiro e infartei, to ótima.

- Nota-se.

- Por que me chamou de bailarina?

- Por nada. - ele sorriu para Saga.

Anya olhou para a moça que acompanhava Kanon.

- Oi Anya, não tivemos oportunidade de nos apresentarmos, meu nome é Saori Kido. - ela estendeu a mão.

- Prazer, Catarina Vronsk, mas popularmente conhecida por Anya.

- Fico feliz que esteja bem.

- Desculpe pela invasão na sua casa aquele dia.

- Tudo bem.

- E por falar nisso posso ir para casa?

- Claro que não. - respondeu Saga categórico. - precisa de cuidados.

- Estou bem, é sério, não sinto nada.

- Mas vai fazer alguns exames. - disse Linus entrando.

- Doutor Linus.

- Senhorita Kido. Saga, Kanon.

- Doutor já me sinto ótima! Tenho saúde de ferro.

- Por acaso sabia do seu problema?

- Sim, tive a primeira crise aos cinco anos, não me importo com isso. Já vi a morte varias vezes de perto.

- Como pode ser tão tranqüila? - indagou Kanon surpreso.

- Sempre fui assim só não demonstrava. - sorriu

Kanon a olhava admirado, nem parecia a mesma garota que entrara na casa de gêmeos atrás de Ares.

- Então sabe que tem que levar uma vida calma, sem grandes emoções, escapou por pouco.

- Sei... se bem que é difícil.

- Daqui a pouco a levarei para fazer os exames.

- Ta.

Linus saiu.

- Quero ir pra casa.

Anya falou sem dá a devida importância a frase.

- Vai voltar. - disse Saga dando um meio sorriso.

Gente tive que cortar o capitulo... ficou enorme... rsrs