Capítulo Catorze
Ginny
estava prestes a se render ao nervosismo e chorar desesperadamente
quando Harry chegou á mesa onde ela estava sentada juntamente
com a sua mãe, Hermione,
Glaucy, Angelina e, para grande
desprazer de Ginny, Pandora.
Não havia sinal de Draco desde que ele fizera aquela ameaça de lhe tirar Adam e a ruiva preferia não pensar nisso ou ficaria ainda mais preocupada.
-Já falei com os seguranças, ninguém entrou ou saiu da festa nem por Floo, nem por materialização ou mesmo a pé. Está sendo tudo vigiado pelo Ministério, não havia maneira de entrar ou sair sem que eles vissem. O Adam está cá dentro ainda.
Ginny não sabia se ficava mais tranquila com essa informação. Se alguém tivesse levado Adam provavelmente já percebera que não podia sair, talvez ficasse frustrado e acabasse magoando o bebé.
-Os aurores estão todos vasculhando a mansão, não te preocupes, vamos encontrar o teu filho. – Harry garantiu.
-Não será necessário. – A voz de Draco surgiu atrás dele. Ginny quase deu um grito de alívio ao ver o seu filho no colo do pai.
-Adam! – Ela correu a abraçar o filho. Draco não fez qualquer objecção e entregou-lhe a criança.
-Como o encontraste? Onde estava? Com quem estava? – Hermione perguntou.
-Estava sozinho. Ao princípio também pensei em rapto mas lembrei-me da idade dele. O primeiro sinal de magia que eu dei foi com um ano, estava na sala de jantar e a minha mãe virou as costas por um minuto e eu desapareci, materializei-me involuntariamente nos calabouços da mansão. Como não controlamos a magia e ela não é poderosa, é mais fácil materializarmo-nos num lugar abaixo de onde estávamos. Era a minha melhor opção para encontrar o meu filho. Felizmente estava certo. Ele estava mesmo debaixo desta zona.
Ginny sorriu. Finalmente era capaz de sorrir.
-Fizeste magia, bebé… – ela murmurou. Adam deu uma gargalhada, completamente abstraído da tensão que se havia gerado anteriormente.
-Agora que está tudo resolvido e como esta festa já deu tudo o que tinha a dar, e perdoa-me não ficar mais tempo, Glaucy, eu vou embora. Ah e Ginny, gostaria de passar o dia de amanhã com o meu filho. Fico esperando por ele logo de manhã. Boa noite a todos e trata de fazer a Glaucy feliz, Potter!
E sem mais palavras, Draco voltou as costas e abriu caminho entre a multidão, seguido de Pandora que tentava acompanhar o ritmo do louro.
Ginny mal conseguia perceber a confusão de sentimentos que tinha, mas estava grata por Draco lhe ter trazido Adam de volta. Mas e se ele estivesse falando a sério quando dissera que iria lhe tirar a guarda do seu filho? Ela não podia estar longe de Adam. Draco simplesmente não podia fazer isso!
E que ideia era aquela de lhe ordenar que lhe levasse Adam? Mas por mais furiosa que estivesse, achou melhor fazer o que ele "pedira" para não tornar as coisas piores entre eles.
Após deitar Adam no berço, nessa noite, Ginny sentou-se na janela do seu quarto, se lembrando do passado. Como tudo tinha mudado tanto. Ainda se lembrava de Draco entrando por aquela mesma janela, fazendo-lhe juras de amor e agora…estava tudo tão frio e tão tempestuoso entre eles.
-----Na Mansão Malfoy-----
Draco jogou o manto para o grande cadeirão e virou-se para Pandora sorrindo, embora por dentro só lhe apetecesse gritar de frustração.
-O que se passa contigo, Draco? – A morena perguntou.
-O que queres dizer com isso? – Ele sussurrou, colocando as mãos na cintura da bela mulher.
-Estás diferente. Não pareces o mesmo Malfoy, frio e poderoso que eu conheço. Estás… afectado com alguma coisa, perturbado até. E eu podia jurar que nada conseguia atravessar a tua barreira gelada.
-Impressão tua. – Ele disse duramente, deixando claro que não queria discutir o assunto.
-Eu não sou estúpida, Draco. Sou tudo menos isso. – Ela disse olhando-o nos olhos friamente.
Draco amaldiçoou-se por ter uma sócia tão parecida com um Slytherin.
-Eu não disse que eras.
-Então não digas que é impressão minha. Acho que até me atrevo a dizer que é aquela ruiva que te põe assim.
-Aquela ruiva é passado, é algo que eu nem quero pensar. Mas deixemo-nos de conversas, que não viemos para aqui para conversar, Pandora!
-Só queria saber o que ela tem que te põe assim! – A mulher insistiu.
-Nada! Ela não tem absolutamente nada. – Draco disse no mesmo tom de voz mas os seus olhos modificaram-se. Estavam perdendo o controlo.
Pandora soltou uma gargalhada.
-Se não fosse nada não ficavas assim.
-Mas que interesse tem saberes que diabo ela tem? Sabes o que ela tem? Um filho meu e mais nada. Agora esquece o assunto, ok?
-Ela magoou-te, não foi?
-Já disse que não te interessa! – Ele disse rudemente. – Se não te importas, eu vou me deitar. Fartei-me de conversas.
Draco estava decidido a ir para o seu quarto mas Pandora conseguiu o impedir agarrando-o no braço.
-O nome dela é Ginny, não é?
-E se for? – Ele perguntou farto daquela conversa toda.
-É o nome que chamas enquanto dormes, só isso. – A morena disse, encolhendo os ombros mas satisfeita por ver o efeito que as suas palavras tiveram no louro. O seu sócio quase perdeu a compostura. Os seus olhos cinzentos pareciam ser uma tempestade furiosa, embora a sua cara se mantivesse calma.
-Acho que sabes onde fica o teu quarto de hospedes, Pandora! Se tiveres dificuldades chama um elfo qualquer. Eu vou me deitar. Até amanhã! – A voz de Draco era tão fria que arrepiaria qualquer pessoa mas Pandora conhecia aquele tipo de homens e não se impressionou. Estava era sim impressionada pelo efeito que aquela ruiva tinha sobre um homem como Malfoy. Como gostaria ela de ter esse poder sobre Draco, porque infelizmente, ela não conseguira resistir ao charme do louro e acabara se apaixonando. Sabia que ele não queria nada dela a não ser sexo e divertimento mas sempre sentira que havia algo mal explicado nele. Agora percebia. Draco tinha se magoado e estava a usando para mostrar a todos que já não sentia nada pela tal Ginny e talvez até a si mesmo.
-----No dia Seguinte-----
O sol já brilhava no céu embora com a pouca intensidade natural àquela hora da manhã. Ginny hesitou antes de tocar bater no portão da grande mansão. Não queria mais confusões com Draco mas não gostara da maneira autoritária que ele dissera que queria ver o filho naquele dia.
Finalmente arranjou coragem e bateu fortemente no portão que se abriu de seguida deixando Ginny um pouco duvidosa. Entrou e caminhou até á porta da frente da mansão com Adam no seu colo brincando com os cabelos ruivos da mãe.
A porta da frente abriu-se logo que chegou lá.
-Bom dia, Weasley! – Draco disse sentado num cadeirão no hall de entrada.
-Bom dia, Draco. – Respondeu.
Seguiu-se um momento de silêncio constrangedor em que Ginny se sentiu encolher.
-Bom dia. – Pandora disse no cimo das escadas ainda de roupão.
A ruiva sentiu um nó formar-se na sua garganta. A morena tinha dormido ali, ela e Draco…
"Claro que eles dormiram juntos. Sua estúpida ingénua! Estavas esperando o quê? Que ele a fosse levar a casa depois do casamento e se despedissem com um aperto de mãos?" a mente dela gritou e Ginny sentiu-se enfurecer. Sabia que Draco estava de caso com Pandora então porque se surpreendera vê-la ali? Mas logo percebeu que não era surpresa o que sentira, era ciúme e mágoa.
-Alguém me acompanha no pequeno-almoço?
-Não, obrigada, eu comi em casa. – Ginny respondeu com alguma brusquidão involuntária.
-Eu também já comi. – Draco informou.
-Muito bem, então eu vou até á sala de jantar, se precisares de mim estarei lá, darling! – Ela disse sorrindo sugestivamente para Draco, que se manteve impassível.
O louro levantou-se logo que a sua sócia fechou a porta.
-Obrigado por trazeres o Adam.
-És o pai dele, tens o direito de estar com ele.
-Lembras-te disso com um atraso de um ano, mas mais vale tarde do que nunca. – Ele ironizou.
-Eu já admiti que errei. Vais continuar me jogando isso à cara até quando?
-Até me fartar. – Ele disse com aquele sorriso escarninho nos lábios.
-Pois quem está ficando farta sou eu. Temos um filho e não podemos andar sempre nos ofendendo um ao outro. Eu não quero que o meu filho cresça com os pais discutindo sempre que estão juntos.
-Devias ter pensado nisso antes de teres me escondido que eu tinha um filho. – Draco começava a perder a calma.
-Achas que foi fácil para mim? Saber que estava á espera de um filho do marido da minha melhor amiga? Não foi. Senti-me pior do que nunca, fui abaixo como nunca tinha ido, cheguei a considerar o suicídio. Eu ia ter um filho e provavelmente ia ter que criá-lo sozinha porque cometera o erro de ceder ás investidas de um homem comprometido. – Ginny puxava de todo o seu auto controlo para se manter calma.
-Agora a culpa é minha? Eu disse que deixaria a Hermione por ti. Tu é que não quiseste!
-Não disse que a culpa era tua! E querias que te dissesse para abandonares a minha melhor amiga? A culpa disto tudo é dos dois por isso não me culpes por tudo, não me julgues por ter escondido que estava grávida porque não foi fácil!
-E achas que foi fácil eu descobrir que a mulher que eu amava me escondera que eu tinha um filho dela? – Draco acabou dizendo num tom de voz que Ginny não reconheceu. Ele estava zangado e magoado. A ruiva nunca vira Draco naquele estado.
Adam começou a chorar, desviando a atenção dos dois para a criança.
-Oh Querido, não foi nada. – Ginny sussurrou ao pequeno bebé louro abraçando-o.
Draco entretanto tratou de se acalmar. Fora longe demais naquela discussão, acabara revelando coisas que não queria mas Ginny tirava-o do sério, ela tinha a capacidade de o afectar demasiado para ele conseguir se controlar.
Quando finalmente conseguiu acalmar Adam, Ginny olhou para o pai do seu filho.
-Vês porque não quero discutir? Quem vai sofrer é ele.
-O que queres que faça? Que finja que estou bem com o que fizeste?
-Magoei-te assim tanto, Draco? Julguei que eu fosse uma página virada na tua vida!?
-E és! – Ele teimou.
-Então porque te chateia tanto o facto de eu ter escondido. É normal teres ficado chateado só não é normal … – mas ela não acabou a frase pois Adam soltou um soluço. – Não tens um elfo que possa cuidar de Adam enquanto falamos, Não quero que ele tenha que assistir a isto.
-Por mim acabamos a conversa aqui mesmo.
-Nem penses que foges novamente, Malfoy!
-Quem tem tendências para fugir e esconder segredos és tu, Weasley, não eu!
-Então fala comigo! Eu quero esclarecer esta história de uma vez.
Draco suspirou chateado. Agarrou na sua varinha e apontou-a a um sininho que havia perto da porta que dava para a sala de estar. Um elfo apareceu imediatamente,
-Mestre chamar?
-Preciso que cuides do Adam por uns instantes.
-Com certeza, Mestre. Flut tomar conta de mestrezinho.
O elfo aproximou-se de Ginny e esta entregou-lhe a criança embora um pouco receosa.
-Agora nós!
-Não existe nós, Weasley! Existe eu, tu e o nosso filho mas não existe um nós!
A ruiva suspirou tentando se acalmar.
-Vamos tentar pelo menos não nos tratarmos tão amargamente. Sejamos civilizados. E por favor diz-me o que se passa contigo porque tu não és o homem que eu… uma vez amei. – Por pouco não dissera " o homem que eu amo".
Draco fechou os olhos. Estava farto de tudo aquilo, estava farto de ter que se manter gelado quando só queria explodir.
-A dor faz coisas engraçadas ás pessoas! Uns fogem, outros mudam.
-Tu não vais deixar de me jogar isso á cara pois não? Preferias que eu tivesse ficado aqui e ter que aguentar ver-te com a Hermione? Ou querias que fosse a tua amante?
-Achas que isto é por teres fugido? Por mim até podias ter morrido, Weasley! Mas tinhas que me contar que eu tinha um filho! – Eram palavras mentirosas, era tudo da boca para fora mas ele precisava magoá-la apesar de saber que já não tinha esse efeito nela. Para ele poder a magoar ela tinha que sentir alguma coisa por ele.
Ginny teve que fechar os olhos porque os seus olhos começaram a arder e as lágrimas ameaçavam cair.
-Se isto não é por eu ter fugido, porque continuas sempre me lembrando disso? – Ela murmurou.
Nesse momento Pandora entrou no hall de entrada.
-Interrompi alguma coisa?
-Não! A Senhorita Weasley já estava de saída. – Draco disse e virou as costas.
Ginny respirou fundo e pensou: "Escapaste desta vez, Malfoy, mas não vou desistir!"
-Esta conversa ainda não acabou, Draco Malfoy! – Ginny gritou-lhe e também virou as costas, saindo disparada por duvidar conseguir se controlar muito mais.
-----Mais Tarde-----
Pela segunda vez naquele dia, Ginny hesitou antes de bater no portão. O sol começava a pôr-se por detrás das montanhas e uma suave brisa anunciava a chegada da noite.
Após respirar fundo várias vezes, com a discussão daquela manhã demasiado presente e com as imagens da tarde de Draco, Pandora e Adam juntos como uma família feliz a atormentando, a ruiva bateu no portão e este abriu-se. Caminhou até a porta de entrada que já estava aberta.
O Hall estava vazio e Ginny sentiu-se um pouco atrapalhada. Olhou em volta esperando ver Draco ou até mesmo Pandora em algum lado mas não havia sinal de nenhum deles.
-Srta. Weasley?
Ginny levou a mão ao peito. Não tinha visto o pequeno elfo doméstico ao seu lado.
-Flut pedir desculpa, não querer assustar!
-Não faz mal… – Ginny disse sorrindo. O elfo ficou um pouco surpreso com a atitude.
-Mestre pedir para levar Srta. até sala de estar do segundo andar. Fazer favor de seguir Flut!
Ginny assentiu e ouviu a porta fechar-se atrás de si.
Caminhando pelos corredores, as imagens de Draco, Pandora e o seu filho todos juntos, rindo e convivendo causou-lhe náuseas. Era revoltante Draco deixar que o seu filho convivesse com aquela mulher como se ela fosse alguma coisa à criança.
O elfo parou em frente a uma porta enorme, cuidadosamente decorada com esmeraldas e fios de prata sobre o fundo preto.
-Ser aqui. Mestre estar dentro. Flut ter que ir embora agora.
E dito isto, o elfo desapareceu com um ruidoso "plop".
Ginny bateu na porta e esperou alguns segundos. Quando a porta se abriu parecia ter passado uma eternidade.
-Desculpa ter demorado a abrir a porta, mas tinha que garantir que o Adam estava seguro. – Draco disse, dando-lhe espaço para entrar.
Para grande alívio da mãe de Adam, Pandora não estava ali.
-Não faz mal. Mas julguei que a tua…sócia estivesse contigo.
-A Pandora? Ela teve que voltar para o Japão por alguns dias. Além disso ela não tem muito jeito com crianças.
-E tu tens? – Ginny perguntou surpresa ao ver o seu filho brincando com um pequeno carro, sentado no meio de dezenas de brinquedos.
-Mais do que imaginava. O Adam põe-me diferente. – Draco disse com um sorriso, olhando carinhosamente para o filho.
A ruiva comoveu-se. Nunca tinha visto Draco daquela maneira, nem nunca julgou alguma vez ver. Jamais diria que Draco seria um pai babado.
-Ele já anda?
-Ainda não. – Ginny respondeu.
-Tens a certeza?
-Tenho. – Ela garantiu, estranhando o interesse do louro.
-É que ele hoje andou. Veio atrás de mim. – Draco disse orgulhoso.
A ruiva ficou olhando para Draco com o coração cada vez mais pequeno. Como pôde ela esconder aquilo dele. O louro parecia tão contente por ter um filho.
-Eu afastei-me um pouco dele e ele caminhou até mim. Ao princípio fiquei radiante mas depois julguei que fosse normal, afinal ele já deu sinal de magia. Mas eu também fiz igual. E se ele for como eu, vai te preparando porque ele vai desaparecer constantemente. A minha mãe dizia que envelheceu dez anos num ano só quando eu fazia isso. Morria de preocupação.
-Imagino. – A ruiva conseguiu dizer, cada vez mais surpreendida com aquele Draco Malfoy. Ninguém diria que era a mesma pessoa que discutira tão friamente naquela mesma manhã.
-Mas está na hora de me despedir. Deves querer levá-lo e eu também tenho trabalho para fazer.
-Draco… – Ginny murmurou.
O louro olhou para ela e quase instantaneamente o brilho carinhoso que ele tinha quando olhava para o filho foi substituído por um muro de gelo.
-Sim?!
-Obrigado por gostares tanto do Adam.
-Porque me estás agradecendo?
-Só julguei que como eu te escondi…
-O meu problema é contigo. – Draco interrompeu rudemente. – Não com o meu filho. Na verdade a minha vontade é tê-lo comigo completamente.
Um arrepio percorreu Ginny.
-Como assim?
-Acho que percebeste.
-Tu não eras capaz de me tirar o meu filho.
-Porque não? Tu foste capaz de escondê-lo de mim.
-Porque era complicado.
-Eu tinha todo o direito de saber.
-Eu sei e já pedi desculpa. Mas não podes tirá-lo assim de mim. Por amor de Deus, Draco ele tem apenas um ano, ele precisa da mãe. Não podemos levar as coisas até esse extremo. Tu não podes simplesmente afastá-lo de mim. – A voz da ruiva era um pouco desesperada.
Os lábios de Draco abriram-se num sorriso desdenhoso.
-Dói imaginar-te longe do teu filho não é? Eu não te quero tirar o Adam, jamais faria isso. Só te queria mostrar como é não poder estar com o próprio filho.
-Tu és… – Ginny quase gritou indignada, levantando uma mão para dar-lhe uma bofetada furiosa. Draco conseguiu agarrar-lhe no pulso e aproximou perigosamente a sua cara da dela.
-Sou o quê? Tu também mantiveste-me afastado do meu filho, Weasley!
-Já te pedi desculpa. – Ela disse, não se deixando intimidar pelos olhos cruéis dele nem pela proximidade.
-Não cura a dor que me causaste.
-Foi só isso que te magoou? – Ginny perguntou numa voz mais calma. Tinha evitado essa pergunta mas naquele momento escapou sem ela querer e apanhou Draco de surpresa.
Ele largou-lhe o pulso, virou-se de costas e afastou-se dela.
Mas para Ginny já não havia retorno. A pergunta estava feita e não sairia dali sem a resposta dele.
-Fiz-te uma pergunta, Draco.
Ele continuou em silêncio.
A ruiva aproximou-se e tocou-lhe no braço, dando a entender que queria que ele estivesse de frente para ela. Como se a pele dela fosse fogo, ele afastou o braço.
-Draco, responde-me! – Ginny implorou. Já não estava zangada, foi como se o silêncio dele tivesse afastado a fúria e a tivesse substituído por esperança. Se ele se tivesse magoado com o facto de ela ter fugido e depois voltado com Oliver queria dizer que ainda sentia alguma coisa por ela.
-Draco…
-Não! Não foi só isso que me magoou! Magoou-me ficar sem saber de ti, magoou não poder te ver, nem te ouvir. Magoou ver-te voltar com a Olívia. Satisfeita? – Draco disse furiosamente, voltando-se para enfrentá-la. Tinha os olhos húmidos mas estavam longe de derramar lágrimas. – Agora que já sabes o que querias, sai da minha frente, Weasley!
A voz dele agora era autoritária, como se ele tivesse puxado todo o seu orgulho para poder falar as palavras fortemente.
-Magoei-te assim tanto? – Ela sussurrou intimidada e se sentindo culpada. Ver um homem daqueles naquele estado por sua causa era um pouco inquietante.
-Sai, Ginny!
A ruiva não insistiu mais. Pegou em Adam e saiu. Ouviu um jarro partir-se no quarto do qual acabava de sair.
Draco viu Ginny sair e fechar a porta. Nesse momento amaldiçoou-se por não ter conseguido esconder aquilo dela. Sentiu-se furioso consigo mesmo por ser tão fraco. Acabou agarrando num jarrão e atirou-o contra a parede.
E agora? Como ficariam as coisas entre ele e Ginny?
Passou as mãos pelo cabelo. Porque é que quando se tratava de Ginny ele simplesmente não conseguia ter controlo sobre o seu futuro?
N/A: Espero não ter demorado muito e espero que gostem deste capítulo. Draco está assim um pouco cruel e confuso mas está magoado e mais uma vez digo que acho que ele não sabe lidar muito bem com os sentimentos. Ah e acho que ninguém espera o Draco como um pai daqueles que simplesmente babam pelos filhos, mas acho que com a falta de atenção que ele teve de Lucius, ele vê no seu filho a maneira de corrigir aquele mal de família.
Infelizmente tenho muito pouco tempo por isso não posso responder ás maravilhosas reviews. É que estou de saída, viajar novamente, desta vez com meus pais e não sei se vou poder actualizar, mas é só uma semana.
Gostaria de agradecer a: LolitaMalfoy, Thaty, EuDy, miaka, Anaisa, Nadeshiko Amamya, Jullie Malfoy, Aninhoca, Ginny Danae Malfoy, Lyra Stevens e Glã Evans-Dumbledore pelas reviews. Beijo para todos vocês.
E NÃO ESQUEÇAM DE DEIXAR REVIEW! EU AGRADEÇO :D
