Disclaimer: Bleach e os personagens não me pertencem, mas sim a Tite Kubo;
Aviso: Há um pouco de conteúdo sexual no final deste capítulo.
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Capítulo 14 – Monsters.
Enquanto andavam, não conseguiam dizer nada um ao outro. Apenas... Mantinham as mãos entrelaçadas. Aquela mão era tão quentinha. E a pele dela tão macia.
Quando avistou a mansão dos Kuchiki, por impulso, soltou a mão dela. Não encarava-a. Estava um pouco vermelho, mas talvez fosse por causa do Sol. Tudo bem que o sol já havia desaparecido há um bom tempo, mas isso não convém ao caso.
-Sabe Ichigo... – ela fora a primeira a quebrar aquele silêncio. Já estavam em frente ao enorme portal da mansão – Você não quer ver o Fluffy? – perguntou ela.
-Ah... – levou uma de suas mãos aos cabelos, agitando-os levemente – Pode ser. – respondeu por fim, para a alegria daquela baixinha.
-Eu já volto. – sorriu pequenamente, enquanto corria para dentro da mansão. Ichigo apenas observava aquele jeitinho dela. Parecia uma criancinha de cinco anos. Aquilo o fazia – sem perceber – sorrir.
Se recompôs ao vê-la chegar com o pequeno coelhinho em mãos.
-Lembra desse tio chato aqui? – disse a baixinha ao coelho, enquanto o entregava ao ruivo.
-Ora, sua... – pegou o coelhinho delicadamente – Essa bruxa está cuidando bem de você? – colocou-o no chão, acariciando seu pelos brancos. – E não está colocando veneno na sua comida? – não demorou muito e levou um soco na cabeça – Ai desgraçada! Eu só estava falando a verdade! – massageava o local atingido.
-Levou por que mereceu, não é Fluffy? – imitou o jovem Kurosaki, e também se agachou. Passou seus dedos suavemente por aqueles pelinhos macios.
-Quem é o seu par? – perguntou curioso, pegando uma pequena barra de chocolate do bolso.
-Ahn, a Inoue disse que eu podia chamar quem eu quisesse... Então eu chamei o Kaien... – acariciou a barriga do coelhinho.
-Hmm... – deu um pequeno pedaço de chocolate ao animal, que devorou rapidamente.
-E como você se sente, sendo o par da aniversariante? – perguntou abafando um risinho. Mas no fundo isso incomodava.
-Ah, eu nem sei por que diabos ela foi me chamar para ser o par dela... – disse emburrado, fazendo o coelhinho correr atrás do pedaço de chocolate que estava em suas mãos.
-V-você não sabe? – parecia incrédula. Sabia que ele era lerdo, mas não sabia que ele era TÃO lerdo assim.
-Não, por quê? – perguntou sem desviar os olhos de Fluffy.
-Er... Por nada. – balançou a cabeça. Riu ao ver Ichigo acariciando o coelho deles.
-Bom, já está ficando tarde. – pegou o animalzinho e levantou-se – Eu acho que já vou indo. – entregou-o para Rukia.
-Hmm... Está bem. – pegou o coelhinho – Então, te vejo amanhã no ensaio né? – repuxou os lábios para o canto, formando um pequenino sorriso.
-É... – colocou as mãos no bolso e virou-se, começando a caminhar. Rukia ficou ali, vendo-o desaparecer e logo entrou em casa. Enquanto passava pela enorme fonte que tinha ali, sorriu sem perceber. Aqueles dias estavam sendo melhores do que pensava. Será que merecia tudo isso? Entrou em casa cuidadosamente, subindo as escadas correndo. Ao chegar ao seu quarto, atirou-se na cama, com o coelhinho ao seu lado.
-Fluffy... – sussurrou, fechando os olhos – Você... Está com o cheiro dele. – respirou fundo, tentando guardar cada detalhe daquele cheiro masculino. Sentiu uma onde de emoções tomarem conta de seu próprio corpo. Sentia se bem, como não se sentia há tempos. Era uma sensação boa. Uma sensação acolhedora. Uma sensação... Que já sentira antes.
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Será que estava fazendo o certo? Ou estava sendo egoísta demais? Não sabia mais o que pensar. Não sabia mais o que fazer. Estava tendo um conflito de emoções. No fundo, desde aquele dia, sabia que nunca poderia ser correspondida. Mas... Ainda tinha uma esperança, como todos. Lágrimas brotaram naqueles olhinhos castanhos.
FlashBack
Olhou o tempo lá fora. Estava ensolarado.
-Eu vou visitar a Kuchiki-san! Coitadinha... Deve estar se sentindo solitária lá naquele hospital... – sorriu e saiu de casa alegremente. Enquanto caminhava, pensava em várias coisas para sua festa de aniversário. Pensava em como iria ser lindo dançar com Ichigo. Havia até sonhado com isso. Mal podia esperar pelo grande dia.
Entrou no hospital e pegou o elevador. Caminhou até o quarto de Rukia, mas a mesma não estava lá. Só tinha uma enfermeira, que estava anotando algumas coisas em sua prancheta.
-Er... Com licença, mas... A senhora poderia me informar onde está a Kuchiki-san? – perguntou docemente.
-Ah, ela está no quarto ao lado. Junto com um garoto. – respondeu da mesma forma para a ruivinha, logo voltando a atenção para o que fazia.
-Garoto? – parecia curiosa.
-É... Ele tem um cabelo estranho... – terminou de escrever e olhou para a jovem – Se me der licença, eu tenho que cuidar de outros pacientes. Sabe como é né? Vida de enfermeira não é fácil. – sorriu e saiu do quarto, deixando Inoue sem reação. Seria ele...? Mas... O que estaria fazendo ali? Sentia seu coração bater forte. Estava com medo do que poderia estar acontecendo. Respirou fundo e foi até o quarto ao lado. Pode ver pela janelinha os dois dançando. Aproximou-se mais, tocando a maçaneta, quando a viu chorar. Observou também que ele ficara sem reação, apenas a abraçou.
-Obrigada. – ouviu-a dizer num sussurro.
-Idiota. – ele se afastou dela e limpou suas lágrimas. Logo, seus rostos estavam próximos. Os lábios estavam quase se tocando e... Eles estavam se beijando. Orihime fechou os olhos e saiu dali correndo, sem ninguém perceber. Sentia-se uma otária derrotada. Queria sumir dali. Queria gritar. Queria... Já não sabia mais o que queria. Corria pela rua totalmente desnorteada. As lágrimas não paravam de escorrer pelo seu rosto. Sem querer, esbarrou em uma pessoa.
-M-me Desculpe... – falou entre soluços.
-Inoue-san? – perguntou incrédulo. – O que aconteceu? Por que você está assim?
-Ishida-kun... E... E-eu... – abraçou o garoto sem pensar duas vezes. – Eu... Ishida-kun... Eu já não agüento mais... E-eu... Sou uma otária... – dizia entre sussurros no peito dele, enquanto molhava a camisa do mesmo.
-Shhh... – acariciou os cabelos dela delicadamente. Já até imaginava o motivo dela estar chorando. E isso lhe dava raiva.
Fim do FlashBack
Só de lembrar daquela cena, tão nítida, sua respiração parecia ficar angustiada. O que deveria fazer agora? Fingir que não havia visto nada? Ou passar por cima de seu orgulho e continuar fingindo não saber de nada? Não sabia mais o que fazer. Estava confusa demais. O que ela queria era... Só dançar com ele. E tentar encaixar na própria cabeça que ele não lhe amava, de uma vez por todas. Não queria sofrer mais. Estava cansada. Sentia-se derrotada. Queria tanto que alguém lhe abraçasse. E dissesse a ela o que fazer. Como agir. Mas não tinha ninguém. Parecia estar sozinha. Queria tanto que alguém dissesse obrigada a ela. Pelo menos uma vez na vida. Ou então que dissesse "Eu te amo". Mas será que era tão impossível assim? Olhou para a foto que tinha do seu irmão. Limpou as lágrimas. Não queria que ele a visse daquele jeito. Respirou fundo e forçou u sorriso.
-Eu... Vou tentar ser útil, pelo menos uma vez na vida... – sussurrou ao vento.
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-Chegamos. – disse com um ar de triste.
-Pois é... – colocou as mãos no bolso – Sabe Lumi... Eu preciso assistir alguns filmes para eu poder fazer um trabalho de português... Você não quer vir comigo? – perguntou com as bochechas levemente rosada.
-Ahn... Pode ser. – desviou o olhar. Não conseguia encará-lo desde quando estavam na sorveteria.
-Então, te vejo às 20:00 na pracinha, está bem? – perguntou virando-se.
-Uhum. – concordou, abrindo a porta de sua casa – Te vejo amanhã no ensaio. – fechou a porta atrás de si e subiu correndo para seu quarto.
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No dia seguinte estavam todos na casa de Ishida. Quer dizer, quase todos. Orihime conversava com as outras meninas quando ouviu a campainha tocar. O empregado de Ishida fora abrir.
-Desculpa a demora pessoal... – desculpou-se e juntou-se aos outros.
-Podemos começar então? – perguntou Orihime sorridente. Todos concordaram e tomaram suas posições. Orihime estava no meio, junto com Ichigo e os outros em volta deles.
O ruivo estava meio corado e sem graça. Nunca havia tocado em uma garota, – com exceção de Rukia, e claro, a única que mexia com ele – por isso não sabia o que fazer. Colocou uma de umas mãos na cintura dela e entrelaçou a outra mão na mão da mesma. Orihime sentiu seu rosto queimar tamanha aproximidade. Começaram então a deslizar as pernas, tentando acompanhar o ritmo sem música. Todos os outros ali presente fizeram o mesmo. Lumi não ousava olhar para Kaien, pois sabia que se o fizesse, não ia se controlar.
O tempo parecia ter parado para a princesinha, que tentava guardar cada movimento em sua memória.
Enquanto o ruivo estava encabulado, Rukia não estava se preocupando tanto. Dançava com Kaien com um meio sorriso no canto dos lábios. O mesmo estava hipnotizado com aquela imagem. Renji e Tatsuki... Bom, esses dois já não estavam nem aí para os outros. Apenas dançavam, como se só existisse os dois ali.
Depois de umas três horas dançando, decidiram que por hoje já estava bom. Como já estava na hora do almoço, Ishida os convidou para almoçar na casa dele, e todos aceitaram.
Algum tempinho havia se passado e ficaram ali conversando e rindo. Kaien por algum motivo já havia ido embora.
-Eu já tenho que ir indo. – disse Rukia, pegando sua bolsa – Eu vejo vocês amanhã na escola. – forçou um sorrisinho e saiu da casa de Ishida.
-Eu também tenho que ir indo! – disse Ichigo rapidamente, colocando seus sapatos – Até amanhã. – despediu-se de todos e saiu da por aquela porta.
-Rukia! – chamou-a, correndo até ela. – Er... Quer que eu te acompanhe até em casa? – perguntou ofegante.
-Ahn... Pode ser. – sorriu de canto e começaram a caminhar. Novamente, aquele silêncio incomodo entre eles.
-Sabe Rukia... – dessa vez, fora ele que quebrara o silêncio – Em maio do ano que vem, vai ter show do UVERworld aqui em Karakura... E como fui um dos primeiros a comprar o ingresso, eu ganhei um outro naquela promoção estúpida... E eu estava pensando se... – tirou um ingresso do bolso – Se... Bom... Er... Quando você melhorar... Se... V-você-
-É claro que eu ia querer ir! – pegou o ingresso da mão do ruivo, deixando-o incrédulo. – Obrigada!
-Quem disse que era para você? – perguntou com os braços cruzados, tentando fazer pose de durão.
-E não era? – olhou-o desafiadoramente.
-Bobona. – murmurou com a cara fechada. Ao ver isso, um sorriso curvou-se nos lábios da garota.
-Bom... Acho que eu posso ir sozinha até minha casa agora. – parou de andar e olhou para o garoto – Obrigada. – sorriu pequenamente.
-E eu já vou indo. – bagunçou os cabelos desconcertado – Até amanhã na escola. – despediu-se dela e começou a caminhar.
-Até... – sussurrou, enquanto subia a rua até a sua casa. Seus olhos alargaram-se quando viu quem a estava esperando. Começou a caminhar mais depressa até ele. O que estaria fazendo ali?
-Kaien? – chamou-o, o acordando de seus pensamentos. Tinha uma expressão séria. Estava assim desde quando estavam ensaiando.
-Rukia... Precisamos conversar.
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-Eu também já vou indo Ishida-kun! – Orihime levantou-se e pegou sua bolsa.
-Pode deixar que eu te acompanho até a porta. – esperou ela calçar sua sandália e foi com ela até o portão.
-Inoue-san, eu-
-Você vai me ajudar, não é Ishida-kun? – cortou-o com um sorriso forçado no rosto.
-Não sei se isso é o certo... Interferir assim... E se não der certo?
-Mas vai dar certo! – disse confiante – Espero que dê... – sussurrou.
-Bom, eu vou te ajudar. – sorriu.
-Obrigada Ishida-kun! – deu um beijinho na bochecha dele, deixando-o todo arrepiado e corado.
-N-não é nada. Te vejo amanhã na escola, está bem? – despediu-se da ruivinha e fechou a porta atrás de si.
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-O que quer conversar? – perguntou curiosa, enquanto caminhava até o enorme portal de sua casa, quando ele pegou seu pulso e puxou-a para si. Plantou suas mãos na cintura dela, como se aquilo não a deixasse fugir mais. –K-kaien! O que está fazendo? – perguntou num sussurro. Aqueles olhos violetas estavam arregalados com a atitude dele. Aquelas mãos em sua cintura. Estava ficando tudo tão estranho. Desde quando começou a não gostar do toque dele?
-Eu preciso saber Rukia... – aproximou seu rosto do dela – Você... Ainda me ama? – perguntou hesitante. Estava com um pouco de medo de ouvir a resposta, mesmo não parecendo.
-Eu... – não sabia o que responder. Estava se sentindo mal. Sentia um peso enorme tomar conta de seu corpo.
-Eu só quero... Ficar do seu lado. – sussurrou docemente. Lançou-lhe um olhar forte, que a mesma percebeu e tentou não encara-lo mais. – Não me importo se você está doente... Não me importo se... Você já não me ama mais. Eu só quero ficar com você. Te proteger. Te amar. - apertou mais o corpo dela ao seu. – Eu só quero saber... Se acabou tudo entre nós dois. Se acabou as minhas chances.
-Eu... – estava emocionada. Sem que tivesse percebido, as lágrimas já rolavam pela sua pele alva. Já não estava conseguindo mentir para si mesma. Afundou seu rosto no tórax dele, apertando a blusa dele por entre seus dedos. – M-me... Desculpe... Kaien... – murmurou entre soluços. Kaien fechou os olhos ao ouvir aquelas palavras. Parecia que seu bonequinho de porcelana havia quebrado em pedaços. – Mas... A... Acabou. – balbuciou as últimas palavras. Sentiu um alívio tomar conta daquela baixinha. Kaien apenas sorriu derrotado.
-Obrigado por tudo... Rukia. – sussurrou, alisando os cabelos dela – Meu coração agora está em paz. – ao ouvir isso, mais lágrimas escorreram pelo rosto da baixinha, fazendo-a sentir-se mais culpada. – Bom... Agora eu tenho que ir. – afastou-se dela – Se cuida Rukia. – plantou um beijo terno na testa dela e começou a caminhar. Rukia ergue o rosto e ele já não estava mais ali. Correu então para dentro de casa, como se agora, estivesse livre.
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Tocou a campainha.
-Boa tarde Senhor Abarai. – disse o mordomo, enquanto abria o enorme portão.
-Boa tarde. – respondeu educadamente – Onde está a Rukia?
-Kuchiki-sama está no jardim. Quer que eu o acompanhe?
-Ah, não precisa obrigado. Eu já sei o caminho. – sorriu e colocou as mãos no bolso, indo até o jardim. Chegando lá, avistou uma pequena sentada na grama, tomando um pouco de chá, enquanto olhava o pôr-do-sol. Andou até ela, sentando-se ao lado da mesma.
-R-renji! – assustou-se – O que está fazendo aqui?
-Eu vim aqui ver como você estava. – sorriu, pegando uma bolacha de chocolate e levando a boca. – Eu encontrei com o Kaien no meio do caminho e bom... Ele me contou.
-Contou é? – os olhinhos dela estavam vermelhos de tanto que havia chorado.
-Você está bem? – ficou sério, mas não mudou a expressão calma.
-Estou sim... – colocou a xícara ao lado das bolachas. – Sabe... Eu me sinto melhor assim... Agora ele não está mais preso a mim... – abraçou os joelhos. – Acho que foi melhor assim.
-Foi o melhor para os dois. – o tatuado bagunçou os cabelos da baixinha. – Sabe, você teve muita coragem... Eu te admiro por isso.
-P-para com isso! – as lágrimas estavam brotando em seus olhos novamente. Estava chorando com tanta facilidade esses dias – Você quer me fazer chorar é? – riu, quando o telefone dele tocou.
-Sim? – sorriu – Me desculpe por não ter te acompanhado até em casa. Eu achei que você quisesse ficar conversando com a Inoue. – parou de falar e soltou um pequeno riso – Mas não fica bravinha não viu? Amanhã eu te vejo depois da aula. Se cuida. Eu também. – desligou o celular e voltou sua atenção para a pequena novamente.
-Era sua namorada Renji? – perguntou sarcástica.
-Era. – afirmou sério.
-Ah... – silêncio, até Rukia se tocar do que havia escutado – VOCÊ TEM UMA NAMORADA? – gritou espantada.
-Tenho. – riu.
-E por que não me contou? Eu não sou sua melhor amiga? – fez biquinho e cruzou os braços.
-Eu não te contei por que você não me perguntou. – disse, fazendo Rukia se tocar.
-Ai, me desculpa Renji! Eu sou uma idiota! Esses dias eu só fiquei pensando em mim mesma e fui egoísta! Me desculpa! – sentiu-se culpada. Renji sempre estava ali para ajudá-la, e ela em compensação, só pensava em si mesma! Que espécie de amiga ela era?
-Sem problemas. – riu – Você não foi egoísta. Eu não queria te falar nada por que você já tinha muitos problemas.
-Me desculpe. – murmurou mais uma vez – Mas... Me conta sobre ela! Como ela é? Bonita? Feia? Eu conheço? Ela é legal?
-Calma... – riu novamente – Ela é ela... Linda... Alegre... Gentil... Carinhosa... – falava tudo aquilo com cara de bobo – E você conhece ela.
-Conheço? Me conta quem é! – estava aflita de tanta curiosidade.
-Tatsuki. – disse um pouco corado.
-T, a, t, s, u, k, i? – soletrou o nome dela ainda incrédula. Renji apenas ascentiu com a cabeça – Eu não acredito nisso! Eu sempre achei que ela... Bom... Que ela não gostasse de ninguém! Mas, quando vocês começaram a namorar?
-Bom... Já faz um tempinho. – colocou a mão no pescoço envergonhado. – Logo depois de um mês no colégio, eu chamei ela para sair e...
-Eu não acredito nisso! – cruzou os braços – E eu nem suspeitava que vocês... Bom... Que vocês estavam namorando!
-Mas não conta para ninguém viu? Ela não quer que ninguém saiba...
-Está bem. Eu não vou contar para ninguém! – sorriu.
-Você fica melhor sorrindo, sabia? – abraçou a amiga.
-Bobo.
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Lumi estava sentada na pracinha, esperando por Kaien. Não estava com um de seus lindos sorrisos, mas também não estava triste. Não havia mais ninguém ali, e a rua estava mal iluminada. Aquela sensação de estar sendo vigiada estava aumentando cada vez mais. 'Por favor, Kaien'.
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Kaien estava deitado em sua cama. Não tinha condições de pensar em mais nada. Estava derrotado. Mas, talvez tivesse sido melhor para os dois não é? Queria apenas que aquilo tudo passasse. Que aquilo tudo o que estava sentindo desaparecesse. Fechou os olhos, tentando se concentrar em alguma coisa, mas tinha apenas Rukia em sua mente. Havia perdido-a, definitivamente. Sem perceber, acabou dormindo, esquecendo-se de tudo. Do mundo. De Lumi.
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Já estava ficando tarde. Olhou para o relógio novamente. Dez horas. Ele já não viria mais não é? Bom, deve ter tido algum motivo para não vir.
Levantou-se e começou a caminhar de volta para casa, quando ouviu alguém chama-la.
-Mocinha? – era um homem. Ela apenas ignorou e começou a andar mais rápido – Mocinha? – a voz parecia estar cada vez mais perto. Estava com medo. Não sabia o que fazer. Apenas começou a correr.
-Mocinha! – conseguiu pegar o braço da garota – Sabia que é feio ignorar os outros?
-Me solta! – disse brava.
-Ora ora, também é bravinha. – afundou seu rosto no pescoço dela – E também é cheirosa.
-M-me solta! – deu um tapa no rosto dele com sua mão livre.
-Sabe que eu... – passou os dedos pelo rosto dela – Adoro as difíceis? – sussurrou, lambendo o pescoço dela e arrastando-a para uma rua sem saída.
-Por f-favor! Me deixa... Ir... Embora... – a essa altura já tinha perdido suas forças e havia começado a chorar. E implorar.
-Ah, mas por que? Ainda está cedo não é? – riu, passando a mão pelos seios dela. – Você é muito bonita sabia? – beijou seus lábios rapidamente.
Hanabira
no you ni chiriyuku naka de
Yume mitai ni kimi ni deaeta kiseki
Ai
shiatte kenka shite
Iron na kabe futari de
norikoete
Umarekawattemo anata no soba de hana ni narou
Sentiu-o desabotoar sua blusa, e lamber seu colo. Tentava se livrar dele, mas infelizmente este era mais forte que ela. Aquelas mãos tocando seu corpo. Chorava desesperada. Não queria que ninguém tocasse seu corpo, a não ser... Kaien.
-P... Pare... Por favor. – as lágrimas rolavam.
Itsumademo
aru no darou ka
Ore no maue ni aru taiyou wa
Itsumademo
mamorikireru darou ka
Naki warai okoru kimi no hyoujou wo
Izure
subete nakunaru no naraba
Futari no deai ni motto kansha
shiyou
Ano hi ano toki ano basho no kiseki wa
Mata atarashii
kiseki wo umu darou
Ele começou a lamber seus seios, e abrir o zíper de sua calça.
-Shh... Você fica melhor calada. – apertava o corpo dela fortemente, deixando algumas marcas vermelhas. Pressionou-a na parede e começou a abrir sua calça.
-N-não... Por f-favor... – pedia quase que inutilmente.
-Eu já disse para ficar calada! – alterou sua voz.
Ai
suru koto de tsuyoku naru koto
Shinjiru koto de norikireru
koto
Kimi ga nokoshita mono wa ima mo mune ni
Hora kagayaki
ushiwazu ni
Shiawase ni omou meguriaeta koto wa
Ore no egao
torimodoseta koto wa
"arigatou" de afureru kimochi daki
susumu michinori
Segurou a cintura dela, e penetrou-a, fazendo-a gritar de dor.
-AHHH! Por favor! P... Pare com... Isso! – mais lágrimas brotavam.
-Shh... – o homem tinha um sorriso nos lábios – Calada...
-N... N-não! – gritava desesperada – Alguém me ajuda! Por... favor... – finalmente, o homem havia saído de dentro dela e agora arrumava suas calças. Lumi caiu no chão em estado de choque. Não conseguia fazer mais nada. O homem então, tirou uma arma de sua cintura. Agachou-se e passou os dedos pelos lábios da menina.
-Dá até dó de fazer isso sabia? – um barulho. Um grito. Foi tudo tão rápido. Estava jogada no chão, com sangue para tudo quanto é lado.
-Alguém... Me ajuda. – sussurrou, com os olhos quase se fechando.
-Hei, garota! Você está bem? – perguntou um jovem de cabelos pretos.
-M... Me ajuda... – parecia estar soluçando. A última coisa que viu foi um 69 no rosto do rapaz.
-Agüenta firme... Eu vou te levar para minha casa... Meu tio é médico, e eu acho que eu posso cuidar disso.
Ameagari
niji kakari aoarashi ni umare shirihikari
Koko ni yuruginai
taisetsu na mono
Kidzuiteru "ai suru" to iu koto
Mada
arukeru darou? mieteru n' da mou
"omoi" toki wo koe towa
ni hibike
Kimi no yorokobi kimi no itami kimi no subete yo
Saa
sakihokore motto motto motto
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O telefone tocava sem parar. Aquilo já estava irritando. Olhou para o relógio. Eram três horas da manhã. Quem em plena consciência iria ligar para alguém a esta hora? Levantou-se da cama e pegou o celular que estava na escrivaninha.
-Com quem eu falo? – perguntou uma voz masculina.
-Ichigo... – disse sonolento.
-Desculpe estar ligando essa hora, mas foi o primeiro número que eu achei. – começou a explicar as coisas.
-A Lumi o que? – gritou furioso e surpreso – Eu já estou indo para aí.
Continua...
