Capítulo 14

Ana-Lucia

- Sardenta é você?- Sawyer indagou já na porta de sua tenda. - Já te falei pra não entrar na minha casa sem permissão. Se estiver precisando de alguma coisa a gente pode negociar. Você sabe como os negócios funcionam.

Ana-Lucia franziu o cenho ao ouvir o que ele disse e resolveu se manifestar:

- Eu só queria saber como é que a Kate te paga pelos seus serviços, hã?

Sawyer estremeceu ao ouvir aquela voz rouca e brava. O coração dele ficou aos pulos quando ele descobriu quem estava dentro de sua barraca. Ele entrou de imediato e a viu sentada na cama dele segurando uma lanterna acesa. Notou que parte de suas coisas estavam reviradas, mas naquele momento ele não se importou com isso. Ana-Lucia estava na tenda dele e Saywer mal podia acreditar.

- Ana... – ele murmurou com um sorriso de covinhas.

Mas ela não sorriu de volta.

- Você não respondeu à minha pergunta cowboy.- disse Ana com firmeza. – O que a Kate te dá em troca dos seus serviços? Por acaso ela se abaixa em frente às suas calças e te dá uma aliviada?

- Não!- Sawyer respondeu de pronto. - Eu tava só brin...cando... – ele gaguejou. Ela continuou olhando para ele, furiosa. – Ana, eu juro que não existe nada entre eu e a Kate!

Ele se aproximou dela e segurou sua mão. Ana-Lucia sentiu seu próprio coração bater mais forte. Sawyer levou a mão dela aos lábios e a beijou antes de dizer:

- Quando foi que você se lembrou?

Ela ficou chocada quando percebeu que havia algumas lágrimas nos olhos azuis dele. Fosse lá o que fosse a que ele estava se referindo, não, ela não lembrava. Só tinha aquelas imagens quentes e românticas que Libby a ajudara a ver durante a hipnose. Mas Ana queria sim se lembrar porque a expressão de amor e adoração nos olhos dele era tão intensa e intrigante. Sawyer parecia apaixonado por ela de verdade, mas como poderia ser?

- Ana... – ele murmurou querendo que ela dissesse alguma coisa, qualquer coisa. – Você se lembra não lembra?- ele passou as mãos pelos cabelos num gesto de impaciência; se você não se lembrasse por que estaria aqui?

Sawyer olhou para Ana com suspeita. Naquele momento ela soube que a paciência dele não iria durar muito tempo, por isso ela pensou rápido e o beijou. Ele ficou tão surpreso com aquele beijo quanto tinha ficado da primeira vez em que eles se beijaram na floresta, mas do mesmo jeito que fez naquele dia, Saywer não parou pra pensar no assunto, apenas correspondeu ao beijo dela.

Ana-Lucia sentiu-se derreter inteira quando sentiu os lábios de Sawyer nos seus. Ele definitivamente sabia beijar, ela pensou. Sawyer a provocou com sua língua incitando-a a dar-lhe mais espaço em sua boca. Ela quase gemeu naquele beijo, mas controlou-se. Sentiu as mãos dele acariciando-lhe as costas ternamente e desejou que aquele beijo não acabasse mais, mas eventualmente eles tiveram que se afastar para recuperar o fôlego.

Sawyer manteve uma mão descansando na cintura dela enquanto eles encaravam um ao outro.

- Eu senti muita saudade, morena.- ele disse.

Ela assentiu sem saber o que dizer. Ainda estava chocada com a situação toda.

- Eu preciso ir.- ela disse de repente.

- Por que?- Sawyer questionou apertando a cintura dela com mais firmeza.

- Porque eu não tô me sentindo bem, cowboy. Preciso descansar.- ela mentiu. Estava apavorada com toda aquela paixão que estava experimentando com Sawyer, a pessoa mais inimaginável com quem ela poderia se envolver naquela ilha.

O olhar dele tornou-se preocupado e ele então sugeriu:

- Você pode deitar na minha cama e descansar.

Ana-Lucia engoliu em seco, sentindo-se nervosa. Deitar na cama dele depois de tudo o que ela vira em sua mente através da hipnose? Não, ela ainda não estava pronta para isso. Resolveu ser ríspida com ele, afinal era sua principal forma de defesa.

- Sawyer, você não ouviu o que eu disse?- retrucou ela. – Eu estou cansada e preciso descansar! Vou pra minha barraca.

- Baby... – disse ele. – Você tem certeza?- ele tocou o ombro dela. - Eu posso te fazer sentir melhor...estou com tanta saudade. Você não está com saudades do seu biscoitinho loiro?

Ana sentiu vontade de rir quando ele disse isso, mas ao perceber que ele estava sério, pigarreou e disse:

- Não, não quero ficar aqui com você. Você está cheirando mal. Vá tomar um banho!

- Sim, senhora!- disse ele com um sorriso malicioso. – E depois do banho eu posso te encontrar na sua tenda?

Ela não respondeu, apenas pegou seu cajado e deixou a barraca dele.

- Ana!- ele a chamou, seguindo-a, mas quando chegou do lado de fora viu Jack e Kate passando em frente à barraca dele.

- Vê se me deixa em paz, Sawyer!- ela gritou alto o bastante para que Jack e Kate pudessem ouvir.

Os dois pararam na frente deles.

- Está tudo bem?- Jack indagou.

- Não, está tudo maravilhso, doutor. Olha só a minha cara de felicidade!- disse Sawyer, irônico retornando para dentro de sua barraca.

Ana-Lucia não se deu ao trabalho de responder à eles, apenas continuou seu caminho em direção à barraca dela.

- Esses dois andam tão estranhos.- comentou Kate.

- Tenho certeza que esse é o normal deles.- falou Jack com um sorriso divertido.

- Como assim?- Kate indagou.

- Hey!- Jack disse de repente e a tirou do chão colocando-a em seus ombros e andando com ela para longe da barraca de Sawyer até onde as tochas marcavam o perímetro do acampamento.

Quando ele a colocou no chão, Kate riu e disse:

- Qual foi a do homem das cavernas, hein?

- Ah, eu só queria ficar sozinho com você.- respondeu Jack. – Foi por isso que eu te convidei pra caminhar na praia.

- Hum...doutor Jack... – Kate disse com a voz sedutora acariciando os pelos do peito dele que apareciam parcialmente através de alguns botões abertos na camisa dele. – Eu pensei que depois da nossa aventura presos naquela rede você tinha se esquecido do amor gostoso que a gente fez. Eu já estava meio disapontada.

Jack deu uma risadinha e a agarrou pela cintura.

- Eu não esqueci não. É que aconteceu tanta coisa depois daquele dia...

Ele segurou a mão dela e a puxou delicadamente para uma parte mais escura da praia perto de umas árvore.

- Eu senti saudades, Katie.

Ela sorriu e eles se beijaram com paixão. Jack a impressou contra uma árvore e tocou os seios dela por cima da blusa enquanto a beijava. Kate colocou sua mão no pênis dele por cima do jeans. Jack arfou.

- Kate...

- Eu não quero esperar, Jack!- disse ela, excitada ainda acariciando o membro dele. – Eu quero te sentir todinho dentro de mim.

Kate abriu o zíper da calça dele e colocou o pênis dele para fora. Jack desabotoou a calça dela e abaixou-a junto com a calcinha. Ele acariciou o sexo dela e inseriu um dedo dentro dela devagar. Kate gemeu. Jack a puxou de encontro a si e agarrou o bumbum dela fazendo com que seus sexos se tocassem.

Ele tirou a camisa depressa e estendeu-a no chão para que ela pudesse se deitar em cima dela.

- Você é a minha gatinha... – Jack sussurrou deitando-se por cima dela e penetrando-a. Kate abafou um grito de prazer enterrando a cabeça no ombro dele.

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Sawyer arrumou sua mochila depressa com xampu, condicionador, barbeador, loção pós-barba e roupas limpas. Iria dar um trato no visual na escotilha. Decidiu que depois que todos fossem dormir ele iria até a barraca de Ana-Lucia como nos velhos tempos e passaria a noite com ela. Ele não acreditou no showzinho dela para Jack e Kate. Sawyer a conhecia muito bem. Ela estava apenas fingindo que não havia nada entre eles, mas agora que ela se lembrava deles juntos deveria estar ansiosa para que ele fosse vê-la ainda naquela noite.

Um pouco mais animado ele seguiu para a escotilha. Encontrou Rose vindo da cozinha da praia carregando uma vasilha plástica com comida.

- Ei, Sawyer!- disse ela. – Eu preparei o frango, comi a minha parte e dividi o restante com o Sayid e o Bernard. A sua parte está embalada em uma folha de bananeira na despensa com o seu nome escrito em um pedaço de papel.

- Obrigado, Rose.- disse ele com sinceridade, sem fazer piadas ou chamá-la por algum apelido.

- Você me parece de muito bom humor esta noite.- comentou ela.

- Essa é a parte da...?- ele indagou apontando para a vasilha plástica.

Rose assentiu.

- Eu estou indo levar pra ela, afinal de contas a coitadinha ainda precisa do cajado para andar.

Ele assentiu e continuou seu caminho, mas parou ao ouvir Rose dizer:

- Você é um bom homem, Sawyer.

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Ana-Lucia estava deitada em sua cama pensando nos últimos acontecimentos quando sentiu o estômago roncar. Ela tocou a barriga e lamentou ter se esquecido de jantar naquela noite. Estivera tão ansiosa para entender porque estava tendo aquelas lembranças sobre Sawyer que acabou descuindando de si mesma.

Ela colocou um dedo nos lábios ainda sentindo-os queimarem pelos beijos dele. Ele tinha gosto de manga. Um gosto incrivelmente familiar. Ana estava assustada com aquela reviravolta em sua vida. Então eles tinham sim um relacionamento. Ela pegou a foto polaroid que encontrara na barraca dele e que tinha enfiado depressa no bolso quando o ouviu retornando. Iluminou a imagem com a lanterna e observou os dois posando para a foto enquanto trocavam um beijo.

- Isso é tão surreal.- ela comentou consigo mesma.

Não sabia como se sentia em relação a isso ainda. Sua cabeça era uma mistura de emoções. Medo, incredulidade, excitação, curiosidade e até mesmo alegria. Ela viu as lágrimas nos olhos dele, a preocupação e o cuidado com ela em sua voz. Ele parecia realmente apaixonado. Mas e ela? Seria estupidez negar que ele era um homem atraente. Ela mesma se pegara várias vezes observando-o quando ele cortava bambu na floresta, sem camisa, todo suado. Sim, ele era extreamamente atraente, mas se apaixonar por ele era outra história, principalmente depois de tudo o que ela tinha feito para ele do outro lado da ilha.

- Ô de casa?- chamou Rose à porta da barraca de Ana-Lucia.

Ana-Lucia colocou a cabeça para fora.

- Oi, Rose.

- Olá!- disse ela sempre muito simpática. Eu trouxe seu jantar.

- Meu jantar?- retrucou Ana.

- Sim, eu notei que você não apareceu na cozinha hoje.- Rose mostrou a ela a vasilha plástica que vinha carregando. - Você me parece um pouco pálida, meu bem.

- Sim, eu acabei me esquecendo do jantar.- disse Ana-Lucia. – Isso está cheirando bem.

- Vai fazer muito bem pra você.- falou Rose levantando o guardanapo branco com o logotipo da Dharma que cobria a comida.

Ana-Lucia alargou os olhos.

- Isso é frango?

- Frango cozido com legumes e arroz Dharma.- disse Rose. - Eu mesma preparei.- ela entregou a vasilha para Ana-Lucia.

- Oh, meu Deus, Rose!- exclamou Ana, muito feliz. - Eu tava sentindo tanto desejo de comer frango!

- Não agradeça à mim, menina, agradeça ao seu homem.

- Meu homem?- questionou Ana-Lucia sem entender.

- Sim, foi o Sawyer quem foi correr atrás da galinha pra você. Nem sei aonde ele a encontrou.

Ana colocou a vasilha de comida de volta nas mãos de Rose imediamente.

- Eu não posso aceitar isso.- disse ela.

- E por que não?

- Porque o Sawyer não é o meu homem.- respondeu ela. - Isso é ridículo!

- Ana-Lucia não precisa fingir pra mim. Eu já vi várias vezes o brilhinho no olhar de vocês dois quando se olham. Eu já vivi bastante, menina. Eu sei do que eu estou falando. Aliás vocês formam um lindo casal.- ela completou com uma piscadela antes de deixar Ana-Lucia sozinha.

O queixo de Ana caiu.

- Então quer dizer que o Sawyer e eu estávamos juntos e todo mundo sabia?- ela disse consigo mesma, perplexa.

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Charlie e Hurley estavam dançando juntos na sala ao som de uma antiga canção dos anos 70 quando Sawyer entrou na escotilha. Ele parou na frente deles com a mochila ainda nas costas e os observou por alguns minutos sem que os dois percebessem.

De repente, Hurley notou a presença de Sawyer e executou errado o passo que ele estava fazendo com Charlie rodando o inglês na direção errada e acidentalmente empurrando-o contra uma pilha de latas de cerveja Dharma que estavam cuidadosamente arrumadas atrás do sofá.

- Au!- Charlie gritou rolando por cima das latas.

- Bravo, meninas!- exclamou Sawyer.

- Charlie, dude cê tá legal?- perguntou Hurley indo ajudar o amigo.

- Um pouco tonto.- Charlie resppondeu. – Mas tô bem.

- Eu pensei que o objetivo dos turnos na escotilha fosse vigiar o computador e apertar o botão, mas eu tô vendo que pode ser muito mais divertido do que isso.- disse Sawyer, provocando-os.

- Ah não enche, dude!- reclamou Hurley. – O Charlie está aqui na maior boa vontade me dando umas aulas de dança pra eu impressionar a Libby e tu vem atrapalhar!

- É, vai tomar banho, Sawyer e não enche o saco!- falou Charlie, irritado.

- Mas foi isso mesmo que eu vim fazer.- disse Sawyer com um sorriso cínico. – Longe de mim atrapalhar o momento de vocês. Só tomem cuidado com o excesso de cerveja Dharma senão daqui a pouco os dois estarão rebolando ao som da conga ou algo assim.- ele completou fazendo um movimento de dança desajeitado.

Quando ele entrou no banheiro, Hurley e Charlie trocaram olhares.

- Ele parece feliz.- disse Hurley.

- Feliz e esquisito.- completou Charlie. – Ok, eu vou colocar a música do começo.

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Sawyer tomou banho pensando no quanto Ana-Lucia deveria ter adorado o jantar surpresa que ele conseguira pra ela, e o melhor de tudo era que ela agora se lembrava deles juntos. Sawyer estava se sentindo tão feliz que chegava a ser rídiculo. Não se lembrava de quando se sentira feliz assim antes.

O relacionamento deles começara de forma inusitada, mas agora ele não conseguia mais se ver com nenhuma outra mulher que não fosse sua doce Ana-Lucia. Ela era doce sim e meiga também. Dengosa e manhosa às vezes, mas ninguém sabia disso além dele.

Depois do banho Sawyer barbeou-se, penteou os cabelos e teve o cuidado de colocar perfume atrás das orelhas e na nuca onde ele sabia que ela adorava cheirá-lo. Vestiu-se com suas roupas limpas, calça jeans surrada e uma camisa marrom de mangas curtas e botões.

Quando ele saiu do banheiro, Charlie e Hurley puderam sentir seu perfume de imediato.

- Por acaso tem um encontro hoje, Sawyer?- provocou Charlie. – Está mais perfumado que filho de barbeiro.

- Sim.- respondeu ele. – Tenho um encontro com a tua namorada.

Hurley segurou o riso. Charlie fechou a cara.

- Tenho certeza que a linda Claire vai adorar o meu perfume.- Sawyer continuou provocando.

- Hey, pode parar com essa conversa estúpida!- bradou Charlie fechando os punhos.

- Pode deixar que eu mando lembranças suas para ela. – Sawyer acrescentou enquanto terminava de colocar seus pertences na mochila.

- Dude, ele tá te zoando.- disse Hurley acalmando Charlie.

- Tchau, tchau senhoritas.- disse Sawyer colocando a mochila na costa e deixando a escotilha.

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Ana-Lucia desfrutou do frango preparado por Rose mais do que tudo que já tivesse comido na vida e o melhor de tudo foi que não sentiu-se enjoada depois da refeição. Ela procurou deixar de lado o fato de que aparentemente Sawyer tinha ido caçar aquele frango para ela.

Depois de comer ela usou um pouco da água potável que tinha em um balde e banhou-se, tendo o cuidado de usar a água aonde mais precisava. Escovou os dentes com uma pasta de babosa e hortelã que Sun a tinha ensinado a fazer e escovou os cabelos que estavam ficando cada vez mais longos. Talvez ela pudesse conseguir uma tesoura com alguém no acampamento e dar uma aparada neles.

Colocou um vestido folgado branco que Libby tinha lhe dado e checou as próprias pernas, tocando-as. Deu graças a Deus pelos aparelhos de barbear Dharma que encontrara na escotilha. Todos aqueles cuidados consigo mesma de certa forma a faziam sentir-se civilizada.

Ela deitou-se na cama e preparou-se para dormir. Olhou a fotografia com Sawyer mais uma vez e suspirou indagando-se como realmente seria ter um relacionamento com ele. Colocou a foto de lado, fechou os olhos e então ouviu um movimento do lado de fora de sua barraca. Olhou para os lados instintivamente procurando por uma arma, mas não encontrou. Armou-se então com o cajado que usava para caminhar.

No momento em que Sawyer adentrou a barraca dela, Ana-Lucia golpeou-o na perna com o cajado.

- Au!- ele gritou sentindo a dor aguda atingindo-o em cheio.

Ana largou o cajado quando o reconheceu.

- Sawyer o que está fazendo aqui?

- Eu pensei que quisesse que eu viesse.- justificou-se ele agarrando a parte da perna onde doia.

- Como assim?- ela retrucou. – Eu te disse pra me deixar em paz!

- Mas esse é o nosso código na frente dos outros.- explicou ele. – Você finge que me odeia e eu finjo que acredito. Depois a gente se encontra discretamente e...

Ana arregalou os olhos, mais uma vez surpresa com a situação entre eles.

- Quer saber?- ele disse com a voz derrotada. – Eu devia ter sacado que você não quer mesmo saber de mim. Ainda está chateada por causa da nossa briga, né? Eu entendo. Eu fui um imbecil.

- Briga?- disse Ana, sem entender.

Ele saiu da barraca dela.

- Sawyer!- Ana o chamou de volta.

Sawyer ouviu a voz dela e deu um sorriso malicioso.

- O que é?- indagou com a voz pretensamente triste.

- Fica.

Ele se voltou para a tenda dela e colocou a cabeça na porta:

- O que você disse?

Ela arriscou, ainda temerosa.

- Eu disse pra você ficar.

Sawyer entrou na barraca dela novamente, tomou-a nos braços e a beijou.

Continua...