Need You Now
Capítulo 14 – A batalha
POV Ginny
Encarei os dois, sentindo-me tensa. Eles não queriam me contar porque Harry tivera de sair e nem quando voltaria. Suspirei e fechei os punhos.
- Tudo bem. Então, por onde começamos?
Ron e Hermione se entreolharam.
- Como?
- Ora, vocês me entenderam. Por onde começamos? Sei que Death Eaters vão invadir o castelo e temos que lutar.
- Oh – Hermione fez, assentindo. – Vamos reunir a DA e acordar o máximo de professores.
- Eu irei avisar quem estiver no caminho. – Ron dizia.
Ele puxou um pedaço de pergaminho do bolso e sacando a varinha em seguida. Ron abriu o Marauders Map e começou a procurar.
- Malfoy não está aqui. Em nenhum lugar! Mas... isso não pode ser possível, ele não pode ter saído da escola sem ninguém notar, ainda mais com o sistema de segurança...
- Pense, Ronald – Hermione o interrompeu. – Esse mapa não mostra a Sala Precisa! Malfoy pode ter, simplesmente, ido para lá.
- Brilhante, Hermione – ele disse, com um quase sorriso para ela.
Hermione corou e eu revirei os olhos.
- Ok, vocês dois, podem deixar isso para depois? Tem uma batalha prestes a rolar aqui!
- Certo... Hum... Nós precisamos vigiar a Sala Precisa – Ron falou, observando o mapa. – Mas precisamos, também, vigiar Snape.
- Eu faço isso – Hermione disse, prontamente.
- Leve Luna – sugeri – Ela iria, se você pedisse.
Ela assentiu.
- Hum... Oi – cumprimentou uma voz atrás de nós, fazendo-nos pular.
- Neville! – exclamamos em uníssono.
- Eu escutei e... Vocês estão se preparando para uma batalha?
- Pode parecer estranho, mas sim, estamos.
- Quero participar.
Ron, Hermione e eu nos entreolhamos, sorrindo.
- Você vem conosco. – falei e expliquei-lhe rapidamente o que estava acontecendo.
- Vamos precisar de sorte, mas acho que estou pronto – Neville sacou a varinha do bolso.
- Sorte! – exclamou Ron.
Ron revirou o bolso de novo e tirou um par de meias.
- Puxa, isso vai nos dar sorte – falei, ironicamente – Vai afastar os Death Eaters.
- Cale a boca, Ginny – mandou, abrindo o par de meias.
Enrolada nelas, estava um pequeno vidrinho. Seu conteúdo era algo líquido dourado e meio brilhante. Uma... poção?
- Sorte líquida – Hermione sussurrou.
- Felix Felicis? – perguntou Neville.
- É, Harry nos deu antes de ir – Ron explicou para nós dois.
Ele olhou para o vidrinho nas mãos e tirou a rolha. Nos encarou novamente, meio hesitante.
- Cada um de nós dará um gole, ok?
Assentimos, apreensivos. Ele inspirou profundamente e ergueu o vidrinho.
- Saúde – falou, e virou-o, dando um misero gole.
Com uma expressão de poder, Ron passou o vidrinho para Hermione, que hesitou, mas deu um gole. Ela me entregou e eu olhei para o líquido, incerta. Virei o vidrinho, mas, quando dei o gole, não me senti muito diferente.
E então, gradual mas inegavelmente, invadiu-me a sensação de euforia, senti que poderia fazer qualquer coisa, qualquer coisa no mundo... E lutar contra Death Eaters não parecia tão difícil.
- Ron... – comecei, pondo-me de pé. – Temos que ir.
- Certo – concordou e passou o vidrinho para Hermione. – Ache Luna, dê a ela o resto. Se algo der errado, eu saberei.
Ela parecia incerta, meio apavorada, mas pegou-o e se pôs de pé.
- Boa sorte – desejou, sorrindo e desapareceu por trás do buraco do retrato.
Ron suspirou e se levantou.
- Vamos, temos uma batalha para ganhar.
POV Ginny
Após muito tempo de vigia na frente da Sala Precisa, eu estava começando a achar que Draco havia amarelado e que não teríamos que lutar.
Neville, Ron e eu estávamos atrás de uma estátua, observando a porta, esperando-a abrir e vários Death Eaters aparecessem, mas nada. Não aconteceu absolutamente nada durante, mais ou menos, uma hora. Que decepção.
- Acho que ele resolveu abortar a missão. – falei, encostando-me na parede e cruzando os braços.
Aonde Harry estaria agora? E por que não disse nada? Certamente ele deve ter sido chamado de última hora... Suspirei, enquanto Ron me mandava ficar quieta.
E então, a porta da Sala Precisa se abriu e Draco Malfoy saiu. Ele olhou para os lados, procurando por alguém. Numa mão, estava sua varinha, e na outra, estava um braço. Era seco e grotesco, o que fez com que eu franzisse o nariz.
- A Mão da Glória – Ron sussurrou, mas Draco o escutou.
Ele virou o rosto em nossa direção, e nossos olhares se encontraram. Ferrou. Rapidamente, remexeu os bolsos e atirou algo no ar, e tudo ficou escuro como breu.
- Ai, Ronald, era o meu pé! – sussurrei, irritada. Ergui a varinha: - Lumus!
E nada aconteceu. Ouvimos passos no corredor.
- Incendio! – tentou Neville, ao meu lado.
- Lumus máxima! – Ron foi o próximo, mas nada penetrou no breu.
Os passos ficaram mais constantes e nós estávamos ali, sem poder fazer nada. Se lançássemos algum feitiço, poderíamos acertar um de nós.
- Que droga! – praguejei. – Vamos, precisamos ir para algum lugar iluminado.
Saímos tateando pelas paredes, ainda escutando os passos apressados passarem por nós. Maldito seja aquela porcaria da Mão da Glória!
- Malfoy deve ter usado aquela mão para enxergar – Ron disse. – Guiar os Death Eaters, se precisasse. Ah, olhem, luz!
Corremos até o corredor e topamos com alguém. Ficamos desnorteados, apontando as varinhas, mas percebemos que era só Lupin e Tonks.
- Mas o que raios está acontecendo? – Tonks perguntou.
- E por que tudo está tão escuro, para lá? – perguntou Lupin, olhando para os corredores atrás de nós.
Contamos a eles tudo. Desde as nossas suspeitas sobre Snape, até Malfoy e a Mão da Glória.
- Mas que sorte! – exclamou Remus. – Eles poderiam ter matado vocês!
- É, é, mas chega de papo furado – Neville nos interrompeu. – Há dúzias de Death Eaters em Hogwarts correndo a solta e nós estamos aqui. Vamos agir!
Tonks e Lupin pareceram impressionados e eu sorri, tocando o braço de Neville.
- Ele está certo – apoiei, apertando a minha varinha. – Vamos lutar.
Corremos pelos corredores, sem falar, apenas atentos aos sons, com as varinhas preparadas. Quando estávamos perto da Torre de Astronomia, encontramos vários Death Eaters, tentando subir pela escada.
- Stupefy! – lancei, acertando um deles, bem nas costas.
Ele caiu pelos degraus, parando, inconsciente, no pé da escada. Os Death Eaters pareceram surpresos, mas, então, começamos a lutar.
- Expelliarmus!
- Stupefy!
- Reducto!
- Crucio! – um deles, grandalhão, lançou a maldição em minha direção.
Desviei por pouco e continuei lutando. Eram feitiços para todos os lados, num corredor escuro. Pouco a pouco, mais reforços para o nosso lado começaram a chegar. Bill estava no meio deles. Mas, também, o lado deles estava cheio. Havia até aquele lobisomem, Greyback.
A luta se desenrolou, até que um Death Eater pareceu disposto a lutar comigo, lançando só maldições.
- Crucio! Crucio! ... Não pode dançar para sempre, lindinha.
- Impediment!
O feitiço o atingiu no peito, mas ele não tinha saído de minha varinha. O Death Eater voou até a parede oposto e deslizou até o chão. Virei-me e deparei-me com Harry, com uma expressão de fúria, mágoa e... tristeza.
- De onde é que você veio? – gritei, surpresa, tentando abafar os sons de batalha.
Mas ele não me respondeu, só correu na direção oposta. Não tive tempo de pensar muito, e logo estava lutando com outro Death Eater.
- Stupefy! –atingi-o, algum tempo depois de começarmos a lutar.
Olhei em volta, procurando por Harry. Havia um corpo no chão e eu corri para lá. Reconheci o rosto redondo e pálido de Neville quando um feitiço passou por raspão no meu ombro.
- Ah, Mérlin! Você está bem? – perguntei, enquanto ele segurava a barriga.
- Estou – grunhiu, ofegante.
Pisquei os olhos e olhei em volta. Estava o maior caos, todos lutando, seus rostos brilhavam quando alguém lançava um feitiço. Os Death Eaters estavam indo embora, se dissipando aos poucos.
- Venha, Neville – puxei-o para cima e deixei com que ele passasse o braço por cima dos meus ombros.
Desviando de tudo e de todos, nós conseguimos passar pela parte devastada e nos encaminhamos, mancando, para a enfermaria.
- Não, Ginny – ele se recusou a continuar andando, quando percebeu para onde íamos. – Eu preciso lutar...
- Neville, você mal se aguenta em pé, não conseguiria lutar neste estado. Deixe de ser teimoso.
Consegui arrastá-lo até lá, e deitá-lo numa das camas. Suspirei, quando deixei-o, olhando em volta. Madame Pomfrey estava lá, junto de Hermione, Ron, Lupin, Tonks e todos os outros.
- Ginny – Hermione sussurrou.
Todos eles estavam em volta de uma cama, na qual eu me aproximei, temerosa. Engasguei ao ver o rosto de Bill, destroçado, deitado no travesseiro.
- O que houve com ele? – perguntei, com o fio de voz que me restava.
- Foi mordido – Lupin respondeu, quando ninguém mais conseguiu fazê-lo. – Por Greyback.
- Oh, Mérlin – sussurrei, assustada, cobrindo a mão com a boca.
- Ele ficará bem – disse Madame Pomfrey, saindo de seu leito e indo até o de Neville. – Irei cuidar dele.
- Bill não virará lobisomem – Lupin assegurou, ao ver meu estado de choque.
Ele tentou me explicar, mas eu estava chocada demais para escutar o resto. Não virará lobisomem! Isso era, certamente, um milagre!
- Ah, Ginevra!
Virei-me rapidamente. Era a Professora McGonagall, e estava com uma expressão estranha no rosto, indecifrável.
- Traga todos que puder para enfermaria, sim? Principalmente o Potter.
- Mas...
- Por favor.
Assenti. Apertei a mão de Bill e saí desembestada pelo corredor. Os Death Eaters haviam sumido e os corredores estavam vazios.
Saí pela porta dupla do Hall e ofeguei. Vultos pretos corriam pelos jardins a toda velocidade e, mesmo que eu lançasse um feitiço, não acertaria.
Olhei em volta e vi um pequeno grupo de pessoas, em frente à Torre de Astronomia. Prendi a respiração e rumei para lá, certa de que não poderia ser nada bom.
Ao chegar, passei pelas pessoas, que choravam, ou estavam em estado de choque. Quando consegui ver, não acreditei em meus olhos. Havia alguém deitado no chão, as pernas e os braços virados em ângulos estranhos. Os cabelos grisalhos e a barba estavam em sua volta. Os olhos fechados podiam dar a impressão de que o maior bruxo de todos os tempos estava dormindo, mas eu sabia que não, já que seu corpo estava quebrado.
Harry estava lá, agachado ao lado de Dumbledore. Uma varinha se ergueu no ar, acesa. Ergui a minha também, sentindo-me estranhamente vazia e deprimida. Aos poucos, todas as varinhas dos presentes estavam erguidas no ar, acesas.
Ouvi um soluço conhecido e virei o rosto. Respirei firmemente e caminhei até Harry. Hagrid tentava tirá-lo de cima de Dumbledore, mas sem sucesso.
Pousei a mão em suas costas.
- Harry, vamos.
N/A: Olá! Bem, aqui está o capítulo e, como eu sou uma autora legal, decidi que irei postar mais dois. YAAAAY! Está tudo apressado hoje, então, se tiver erros, me perdoem! Não poderei responder, vou ver Harry de novo *-* NYAAAAH! Espero reviews!
Lola xx
