Renegade.
When thoughts
Had outnumbered spoken words
A forma como enfrentamos nossos próprios problemas é cruel. Nós, como seres humanos, somos extremamente cruéis com nós mesmos e com as pessoas que amamos. Nós, como pessoas normais, amamos com uma paixão que queima e odiamos com um fogo que destrói, mesmo quando no fim somos nós que queimamos. Mas nossa Rin, você está exagerando!
Será que eu estou exagerando mesmo? Pare e pense no seu primeiro amor e como você se sentiu, pense em como você passou horas e horas imaginando como seria estar com essa pessoa e em como (se este primeiro amor deu resultados) você passou seus dias com essa pessoa. E então o fogo vai diminuindo, mas ele não apaga, por que as chamas de um primeiro amor nunca se apagam de verdade, indiferente se esse relacionamento existiu, acabou ou não. Você leva marcas disso para a sua vida inteira e, quando muitos anos se passaram, recorda com carinho todas as lembranças que teve com este primeiro amor, até mesmos as memorias ruins.
E quando você odeia uma pessoa, nada do que ela faz é bom o suficiente, nem mesmo se ela doa para a caridade, faz trabalho voluntario. Sua mente sempre vai insistir que as boas atitudes são geradas por falsidade ou vaidade, independente se elas forem ou não. Você não consegue forçar a si mesma em fingir uma gentileza, por que o ódio vai estar sempre queimado por trás dos seus olhos. As vezes o fogo também diminui, mas uma voz em sua mente sempre vai trazer o que há de pior.
Agora, por que eu escrevo isso? Por que nós somos cruéis, então nos punimos ao invés de aceitar que somos falhos, de que algumas coisas estão além de nosso controle. E eu me senti assim por diversas vezes em minha vida. E por mais que sejamos cruéis, nós temos que nos perdoar e tentar sermos mais gentis com nós mesmos.
11 de Julho
Escrever é lembrança, mas escrever é pregar peças em nossa própria memória.
Uma semana se passou dês do meu temido encontro com Bankotsu e, inicialmente, eu admito que eu respirei um pouco mais livremente, mas a culpa sempre volta. Aquela maldita vozinha que insistia em me lembrar do quão terrivelmente eu havia agido. Do quanto toda aquela situação foi causada somente por mim. A única diferença era que agora eu estava me lembrando de tudo o que Sesshoumaru me ensinou em todos aqueles anos, o quão fácil era colocar uma máscara.
- Rin, ela chegou. – Miroku entrou no meu quarto tentando sorrir por meio ao medo.
- Por que tanto medo? Okaa-san gosta da Sangô, Miroku.
- Mas ela nunca gostou das minhas namoradas, e se ela decidir que não gosta mais dela?
- Okaa-san nunca gostou das suas namoradas por que convenhamos, elas não eram das melhores. – Sorri ligeiramente, nunca pensei que ele fosse demonstrar tanto medo em uma situação tão comum.
E a culpa apareceu repentinamente, como sempre fazia se tratando em Houshi Nara, a mulher que eu ainda chamo de mãe, mesmo ela não sendo. E a culpa vinha pelo fato que eu a considero e a amo como se ela realmente fosse a minha mãe. Eu sei que, geneticamente falando, nós temos apenas uma e eu não me deixava aceitar que em nossos corações nós podíamos ter mais. Era como se fosse uma afronta, uma traição da memória da minha própria mãe. Mas eu amo Nara, ela cuidou de mim quando meus pais não podiam mais, ela sempre me tratou com amor e carinho. Eu não era menos do que Miroku, nós éramos iguais naquela casa. E mesmo depois da morte do meu querido Iori, meu segundo pai, ela me mostrou o que era força de verdade, o que era amar de verdade.
- Apenas respire e vai dar tudo certo, eu te prometo. – Dei um beijo no rosto de Miroku e fui para a sala.
Já fazia um tempo desde que vi Nara pela ultima vez, ela me visitou no hospital quando eu ainda estava me recuperando do acidente. O fato era que desde que eu e Miroku fomos para a universidade e nos mudamos, Nara e Iori decidiram que seria melhor preencher as férias e feriados com novas aventuras e depois que Iori morreu, minha querida segunda mãe decidiu honrar a memoria dele continuando essas aventuras. Se tornou mais difícil vê-la depois disso e, parte de mim, pensa que é uma forma de fugir de todas as memorias que o nosso lar trazia.
- Rin-chan! – Ela sorriu para mim e me envolveu em um reconfortante abraço. – Espero não ter te acordado.
- Não... – Sussurrei tentando controlar as lágrimas, a emoção veio tão de repente que me surpreendeu. - Eu estava trabalhando um pouco.
- Deixe-me vê-la. – Ela abriu um pouco de espaço e segurou o meu rosto, eu podia perceber a preocupação nos olhos azuis dela. – Como você tem passado?
- Eu estou bem, um dia após o outro. – Sorri tentando acalmar as preocupações dela. – Venha, vamos tomar café.
Fiz com que ela se sentasse no sofá e fui para a cozinha, correndo para preparar um café rápido, principalmente por que dava para ver o quão assustado Miroku estava ao conversar com ela. Liguei a cafeteira e pulei para a nossa sacada improvisada, eu sabia que estava prestes a ouvir um sermão de Nara, mas aquela pesada emoção ainda pairava sobre mim. Algo indescritível se apoderou de mim, sem nem mesmo ter uma razão para este sentimento de pura perda. Tentei acalmar as lagrimas novamente, esse não era o momento de tentar achar o que tinha causado isso. Terminei meu cigarro, fielmente acreditando que aquilo me tornaria um pouco mais forte para lidar com os controversos sentimentos.
- O café esta pronto. Sangô, você quer café? – Gritei da cozinha, antes de entrar na sala com o bule e as xicaras. Vi o medo nos olhos de Miroku aumentar.
- Ela é sua amiga Miroku, não precisa ter medo de Sangô. – Nara quase me fez rir com seu simples comentário.
- A senhora não sabe o quanto ela pode ser assustadora, okaa-san. - Miroku sorriu sem jeito.
- Não sabia disso, Miroku. – Ouvi Sangô irritada, mas percebi que a voz dela quase morreu quando viu a mulher sentada no sofá. – Nara-san, seja bem-vinda! Não sabia que iria vir nos visitar.
- Foi uma mudança de planos, meu voo atrasou, então consegui vir visitar por algumas horas. Mas eu também queria pedir um favor. – Vi Nara sorrindo afetuosamente para Sangô, pegando na mão da mesma e a fazendo se sentar no sofá ao lado dela.
- Fico feliz que o voo deu uma atrasada, é bom te ver novamente. – Sangô sorriu e olhou para Miroku. – Você tem um favor para pedir e o Miroku tem algo para te contar.
- Mas antes de tudo isso, vamos tomar café primeiro? – Sentei rapidamente ao lado de Miroku.
- Começamos com o pedido de Nara-sama ou com o assunto do Miroku? – Sangô perguntou com um sorriso malicioso.
Servi as xicaras com café e, para falar a verdade, não estava afim de começar com conversas importantes. Me levantei e voltei para a cozinha para tentar arranjar algumas coisas para comermos enquanto tomávamos o café. Aliás, Miroku não precisava de mim para contar para okaa-san sobre o relacionamento dele com Sangô. E era isso de novo, não era? Não era esse o motivo daquele sentimento pesado de pegar que queria me fazer chorar de novo? Depois da minha conversa pacifica com Bankotsu e todas aquelas conversas com Sesshoumaru, saber que ele estava com Sara, e eu estava aqui. De novo. Sozinha.
- RIN! - Ouvi a porta da frente batendo violentamente, a voz era claramente o que eu não precisava agora. – Oh, Nara-sama, não sabia que você vinha visitar, como a senhora está?
- Bom dia Hakudoushi, não sabia que você e Rin tinham voltado.
- Ahm, não, só estamos amigáveis agora. – Ouvi Hakudoushi respondendo envergonhado.
- Ah, acho que o único motivo de alguém entrar na casa de outra pessoa dessa forma é se vocês estão em um relacionamento. – Nara respondeu sarcasticamente, o que me fez sorrir internamente.
- Mil perdões, Nara-sama, não vai aconteceu novamente. – E em questões de segundos ele apareceu na cozinha, Nara sempre fazia com que ele se sentisse como uma criança, era fácil de ver no rosto dele. – Eu sei que só agora a gente está recuperando uma amizade, mas Sesshoumaru está me deixando louco, por favor Rin, deixa eu dormir no seu sofá por alguns dias.
- Pelos deuses como você é dramático. – Revirei os olhos e me dirigi para a sacada. – O que Lord Fluffy fez dessa vez?
- Ele está insuportável. Ele nem fala comigo, só rosna ordens e insultos, ai quando a Sara chega, essa pobre mulher, ele passa a noite inteira torturando ela. Não dá mais Rin.
- Como ele está abusando ela? – Perguntei confusa, afinal, fale o que for de Sesshoumaru, ele pode ser cruel frio e insensível, mas Sara era o amor da vida dele, nunca passou pela minha cabeça que ele fosse ser violento com ela. Não era nem meio dia e minha cabeça já estava voltando ao ciclo vicioso de dor, culpa e Sesshoumaru. Precisei acender aquele cigarro, outro vicio maldito.
- Okay, talvez eu tenha me exasperado, mas ele fica a noite inteira pedindo pra ela recontar todos os mínimos detalhes da gravidez, de ter deixado ele. Eu não sei por que, mas toda noite ela volta pra mais um round disso. Como alguém continua voltando?
- A culpa, Hashi. Ela sempre volta por se sentir culpada de não ter contado pra ele o que estava acontecendo naquela época, de ter deixado ele no escuro e por não ter deixado ele fazer parte de uma decisão importante. Isso não é fácil pra ele, você sabe como ele é péssimo em lidar com sentimentos.
- Mas eu preciso sair, Rin. Eu não aguento mais.
- Talvez eu possa ajudar com isso. – Nara surgiu do nada, eu ainda não me sentia confortável em fumar na frente dela. – Que coisa horrível, Rin, apaga isso.
Eu e Hakudoushi nos entreolhamos embaraçados, apagei o cigarro e segui ele para dentro do apartamento. Sangô e Miroku conversavam silenciosamente por olhares, era visível o quão insatisfeita ela estava por ele ainda não ter contado sobre o relacionamento a Nara e o medo nos olhos de Miroku, eu apenas não sabia se o medo era por contar ou seu simples medo de Sangô. Me sentei novamente no chão, rezando brevemente para que o café não estivesse completamente gelado e agradeci pelo pouco calor que ali restava.
- Hakudoushi, - Nara começou depois de tomar um gole do café. – você pode dormir no quarto de Rin, ela não vai precisar mesmo. Minha querida Rin, com tudo o que aconteceu com você, eu quero que você volte a morar comigo.
- Mas okaa-san, minha vida e meu trabalho estão aqui. – Balbuciei confusa.
- Eu sei que não é uma situação perfeita, mas esse é o favor que eu ia pedir. Eu pretendo estender minhas viagens e fazer elas mais longas, porém eu não me sinto tão confortável deixando a casa sozinha por tanto tempo. – E então Nara sorriu para mim, depois de todos aqueles meses, eu percebi o quanto eu precisava da minha mãe. – E você precisa de um tempo longe de tudo isso, você também pode continua escrevendo em um ambiente diferente.
- Acho que seria bom pra mim. – Respondi sem pensar.
- Também seria bom para Miroku e Sangô terem mais privacidade. – Nara apertou a mão de Miroku e sorriu. – Dá pra ver que vocês estão juntos, Miroku só fica nervoso assim quando vai me apresentar alguma namorada nova.
- Okaa-san.. – Miroku soltou o ar mais levemente. – Você podia ter mencionado antes e prevenido todo esse estresse.
- E perder você se torturando? – Nara riu.
Foi então que eu percebi que minha decisão estava feita.
Nara partiu no inicio da tarde, ela conversou longamente com Miroku e Sangô, os felicitando por finalmente estarem juntos e por que de alguma forma ela sabia que Sangô era uma influência positiva na devassidade de seu filho mais velho. Ela veio me procurar um tempo depois para planejarmos os detalhes da minha mudança, eu ainda não consigo acreditar que eu tomaria aquele rumo, mas eu sei que era o que eu precisava. Ela explicou brevemente sobre a situação da casa, mas eu acho que foi por educação, afinal, aquele foi meu lar quando mais nova.
- Você realmente vai se mudar? – Sangô entrou no quarto e sentou em minha cama.
- É só por algumas semanas, com tudo o que está acontecendo, eu preciso de um tempo. – Sorri e puxei uma mala do meu armário. – Lentamente eu estou me sentindo melhor, mas com toda essa situação, eu nunca tirei um momento realmente longe de tudo, eu preciso ganhar perspectiva.
- E você vai contar para Sesshoumaru que você vai partir? – Eu ouvi a curiosidade e um breve julgamento no tom dela, ela também estava lá quando Sara simplesmente desapareceu.
- Vou, isso se Hashi não contar primeiro. – Comecei a arrumar minha mala, queria sair o mais cedo possível no dia seguinte. Eu não sabia o quanto eu precisava escapar. – Alias, você vai sobreviver viver com o Hashi?
- Os sacrifícios que faço pela nossa amizade. – E ela riu, por que eu me sentia como se eu nunca mais fosse ouvir aquela risada? – Vai ficar tudo bem, contando que ele siga minhas regras, não vejo problemas.
- Você sabe que ele não é bom com regras, né?
Continuei arrumando minha mala, não queria mais falar sobre Hakudoushi ou Sesshoumaru, eles eram os motivos que me empurravam para essa mudança extrema. Suspirei profundamente e Sangô entendeu meu sinal, ela simplesmente começou a me ajudar a separar quais roupas eu deveria levar e o clima em meu quarto começou a melhorar. Eu só precisava da minha amiga comigo, fazendo piadas e falando sobre coisas mundanas. Passei tanto tempo perdida em pensamentos e sentimentos tão profundos e pesados, que eu precisava daquela leveza, mesmo que ela fosse por pouco tempo.
Depois de arrumar duas malas com roupas e utensílios, fizemos mais café e sentamos na sala, Sangô queria me dar um apoio emocional enquanto eu ligava para Sesshoumaru para explicar minha decisão. Tentei fazer um roteiro para mim mesma, mas parecia que era tão mecânico, meio como minha amizade com ele tinha se tornado. Tudo havia mudado, a ultima coisa que fizemos de normal foi a ligação que ele havia feito para me salvar de um encontro horrível, isso foi apenas 6 meses atrás?
- Sesshoumaru? – Senti minha própria voz tremendo. – Esta ocupado?
- Não, Rin. Eu queria explicar... – Sesshoumaru mantinha aquele tom impessoal e frio, mas eu conseguia ouvir... remorso? Ou era minha imaginação pregando peças novamente?
- Você não tem nada do que explicar. – Me forcei a sorrir para Sangô, que me observava como uma zelosa mãe. – Eu... bem, okaa-san ofereceu para eu voltar pra casa. Ela sabe que eu ainda preciso me recuperar, mesmo que o acidente tenha sido há meses atrás, então eu vou desaparecer por algumas semanas.
- Não vou fingir que concordo com sua decisão, mas eu entendo. – Ele falou depois de alguns minutos de silencio.
- E também, não somos mais amigos, mas achei que você precisava saber. – E novamente me forcei a sorrir e tentar parecer engraçada, mas minha resposta for o silencio. – Quem sabe, quando eu voltar as coisas estejam melhores, não é?
- Quem sabe... – Ele repetiu, sua voz ainda mais distante. – Faça uma boa viagem.
E então ele desligou. Tentei me convencer de que ele só estava ocupado, tentando calar aquela irritante voz que sempre trazia a culpa de volta em minha cabeça. Eu podia ser egoísta por algumas semanas, certo? Por que perceber que só 6 meses tinham passado de toda essa merda que aconteceu, eu merecia ser um pouco egoísta. Liguei em seguida para Kagome e expliquei toda a situação, ela foi incrivelmente doce e compreensível. Miroku apareceu algumas horas depois e passamos uma noite tranquila e agradável.
Era como um adeus.
Peguei o trem mais cedo possível e embarquei em uma viagem que não esperava fazer, mas que eu sabia ser necessária. E, realmente, naquele momento parecia que todos os meus problemas estavam sendo deixados para trás, perdidos na bagunça do meu quarto e no sujo chão do meu bar favorito. Mas isso é uma mentira que contamos para nos mesmos, nosso passado e nossos problemas sempre vão nos seguir, não importa o quão rápido que você corra, eles são partes de você. E eu senti o poder que o passado tem sobre um ser humano quando entrei no meu quarto de infância.
Me senti novamente como uma adolescente, perdida entre o sentimento de perda e luto com o sentimento de gratidão e amor. Era como se toda a minha história estivesse impressa no papel de parede já velho daquele lugar. Mas o que realmente me abalou em me fez chorar foi a maquina de escrever em cima da escrivaninha. Ela estava perfeitamente imaculada, exatamente como eu me lembrava de vê-la no escritório do meu pai, algo que Nara e Iori salvaram para prestar uma homenagem a lembrança de meus pais, a questão era que, depois de tudo o que aconteceu com a morte deles, eu não estava preparada para confrontar aquelas lembranças, mas ela estava ali.
Talvez Nara soubesse em algum nível que eu talvez estivesse preparada, mesmo que eu não soubesse. Ela deixou uma mensagem acima da máquina, pedindo que tudo o que eu estivesse sentindo talvez pudesse ser libertado ao escrever. Acho que é justo assumir que passei o meu primeiro dia naquela viagem chorando até não existir mais água no meu corpo, exatamente como foi meu primeiro dia quando me mudei para lá. As vezes é estranho e familiar como o passado pode nos assombrar, mas também nos trazer novamente para um mesmo lugar, para um mesmo ponto em nossa história.
E, me perder no passado, me ajudou a finalmente achar uma claridade em meu presente.
De Julho a Fevereiro eu me dediquei ao passado e a maquina de escrever, foram paginas e paginas de histórias, sentimentos e divagações. Foram todas as paginas deste diário, de contos do meu passado e, como não poderia faltar, romances de capas de papelão que eu talvez pudesse vender também. Foram meses de reflexão e do que eu mais precisava, silencio. Nara voltava entre um ou dois meses, mas sempre por pouco tempo, nossos momentos juntas era algo que eu tinha esquecido que precisava. O amor e suporte de uma mãe podem curar as cicatrizes de um coração ferido.
Mas as visitas eram sempre breves, o que também ajudava. As vezes pegar a maquina de escrever e me sentar no quintal, rodeada de arvores, mesmo com a fria neve era terapêutico. Porém, aos poucos, a saudade batia, sentia a falta dos meus amigos, do meu apartamento com Sangô e dá correria da cidade. E agora fazia um ano do acidente, mas mesmo que as feridas exteriores já nem existiam mais, só que a culpa nunca se foi. Talvez diários sejam algo fazem com que a gente se prenda no passado, uma forma de imortalizar até os dias mais triviais, mas que nos prende aos acontecimentos idos de uma forma brutal.
E era assim que esse diário se encerraria, um final triste e sem qualquer conclusão, por que a vida é assim. Nós acabamos um ciclo, e imediatamente iniciamos outro, mesmo contra a nossa vontade. Mas eu precisava encerrar esse capitulo da minha vida, por que mesmo nesse um ano cheio de dor e perdas, eu precisava de um encerramento, de um ponto final em tinta, que não pode ser apagado. Por que por mais que seja a minha dor, isso sempre foi sobre outra pessoa. Então assim que essas palavras se acabarem, todas as letras digitadas nesta maquina serão enviadas para você, Sesshoumaru, por que essa história também é sua.
Okaaay, eu sei que eu falei que ia tentar escrever e não deixar que o tempo de espera fosse tão longo, mas a vida é imprevisível, né? Mas eu realmente quero terminar minhas histórias e (espero) escrever novas, então por mais que seja um pouco mais demorado, eu não vou abandonar essas histórias!
Espero que tenham gostado do capitulo e o próximo será o ultimo, como eu já tinha planejado. Estou sempre aberta para criticas positivas e reviews! E obrigada pela paciência!
Beijos!
