Olá, pessoas, aqui é a Silver! Hohoho... Finalmente, depois de "décadas", capítulo novo, não?
Bem, se ainda existe algum desavisado por aí, saibam que não fui eu quem escrevi este capítulo. Embora algumas cenas sejam minhas e eu tenha revisado o capítulo inteiro.
Antes de mais nada, quero agradecer à Ana. O capítulo ficou ótimo, muito do que eu mesma imaginei está aqui. Se bem que o ponto alto, pra mim, foi a cena final, da miss Holmes... Tudo bem, concordo que Mina é louca (afinal, se Mina sou eu e eu sou Mina, eu sou louca e Mina é louca também... faz sentido?), mas foi surpreendente a forma como a Lyn encontrou a colega de quarto. Ri demais!
Aos leitores, espero sinceramente que gostem do resultado. Como eu já tinha dito anteriormente, meu estilo de escrita é bem parecido com o da Ana, o que significa que você não vão achar tão diferente assim o que ela escreveu do que o que eu escreveria.
Sugiro ainda que dêem uma passada pela fic dela, "Dias Passados". Assim como ela é minha revisora há tempos, eu fui revisora dela nessa história e devo dizer que minha querida "mamãe" amadureceu muito com esse roteiro. Fora que alguns elementos de Hades entraram na narrativa de Dias Passados - até mesmo a Susan dá as caras por lá.
Ok, agora tenho que ir, porque depois de amanhã tem prova... Deixem comentários para a Ana, sim? Ela merece. E eu também estou curiosa para saber o que vocês vão achar dessa nova fase de SS.
Afinal, os mistérios estão só começando... hohoho...
Silverghost.
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Capítulo 12: O Depósito do Museu
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Harry ergueu o rosto à entrada da biblioteca universitária da Real Academia. Olhando por cima dos óculos, em meio ao mar de cabeças que preenchia o local, logo reconheceu o castanho-avolumado que cobria a cabeça de Hermione Granger e um sorriso se formou no canto dos seus lábios.
Embora cada um houvesse optado por um curso diferente quando entraram no ensino superior, ele, Mione e Ron tinham mantido o hábito de estudarem todos juntos durante os períodos de provas. A situação evocava uma confortável familiaridade, contribuindo para diminuir a ansiedade inevitável daqueles períodos de exames.
O moreno se sentou ao lado da amiga, que mal pareceu aperceber-se de sua aproximação, imersa na leitura de um grosso volume de um livro, que, pelas imagens, Harry deduziu que fosse de Anatomia. Mione, por sua vez, abriu a boca, soltando um bocejo involuntário, só então notando que o rapaz estava ali.
- Desculpe. – ela disse, mais uma vez abrindo a boca – Não vi que tinha chegado. Estava concentrada.
- Eu percebi, Mione. Mas, depois desses anos todos, já acostumei, não se preocupe. – Harry respondeu, em tom de gracejo. – Você parece cansada – ele completou, um pouco mais sério.
- Virei a noite estudando o mapa metabólico junto com a Meri – ela disse, com os olhos novamente grudados no livro. – Ou nas palavras dela, o mapa "diabólico".
- E onde está a Johnson? – ele perguntou.
- Deixei ela literalmente babando em cima dos livros de Fisiologia quando saí do dormitório. – Hermione respondeu, enquanto transcrevia um trecho do texto para seu caderno de folhas pardas.
- Talvez você devesse fazer o mesmo – uma voz conhecida soou atrás deles. – Está com cara de zumbi, Mione.
Harry virou a cabeça, notando a familiar cabeleira cor de fogo de Ron Wesley por cima do próprio ombro.
- Dormir é para os fracos! – Hermione retorquiu, enfática.
O ruivo sacudiu os ombros, como que reconhecendo a teimosia da colega
- Ou para os seres humanos. Um dia eu descubro como desligar você. - Ron respondeu, sentando-se ao lado dela e espalhando os próprios livros sobre a mesa. .
Hermione lançou-lhe um olhar enviesado, mas logo voltou às suas anotações. Tinha mais o que fazer que ficar se preocupando com Ronald Weasley. O rapaz, por sua vez, esperou que ela voltasse a se concentrar antes de passar a sua ocupação favorita: espiá-la por cima de seu próprio volume.
Harry sorriu, meneando a cabeça. Se Ron achava que estava sendo discreto, estava muito enganado... Seus olhos então percorreram o ambiente silencioso da biblioteca. A maior parte de seus colegas estava lá, estudando para os testes. Entretanto, nem Ginny nem Lyncis estavam à vista. O que as duas estariam aprontando?
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O moreno inclinou-se em direção a partitura, escrevendo a lápis mais uma nota da composição. Colocando o lápis atrás da orelha, ele voltou a dedilhar as teclas do piano que jazia no canto do palco do teatro vazio.
Bem, não tão vazio quanto Achenar pensara a princípio, pois passos pequenos ecoaram pelo átrio, fazendo com que ele retirasse sua atenção do instrumento para a pessoa que acabara de chegar. E qual não foi sua surpresa ao perceber que a dona dos passos era ninguém menos que a razão de ele ter se juntado à montagem da peça.
- Eu esqueci meu caderno nas coxias durante o ensaio da manhã – Ginny explicou ao encontrar o olhar dele, um pouco constrangida. Ainda não sabia o que pensar do moreno. Embora, durante o incidente entre Harry e Malfoy, Tonks houvesse, de certo modo, se posicionado em favor dela, a ruiva não conhecia o primo de Lyncis o suficiente para ter uma opinião totalmente formada. – Não vou me demorar para não te atrapalhar.
- Você não atrapalha. – ele respondeu, sem esconder um sorriso.
Ginny sorriu de volta, sumindo, por alguns minutos, atrás do palco.
Arch continuou mantendo os olhos presos à moça até que a figura dela desaparecesse por completo. Ele pousou a cabeça em uma das mãos, inclinando o corpo para o lado de modo que talvez conseguisse ver o que ela estava fazendo, entretanto, a ruiva não estava mais ao alcance de seu campo de visão. O jeito era esperar que ela voltasse, e, enquanto isso imaginar como aproveitar aquela oportunidade para, finalmente, fazer uma aproximação mais direta.
Poucos minutos se passaram até que ela retornasse. A ruiva já se dirigia em direção à saída do tablado, quando o rapaz a chamou, com um tom de voz aparentemente destituído de quaisquer segundas intenções.
- Posso te pedir uma opinião? Já que você é a atriz principal da peça? – ele perguntou, sorrindo mais uma vez.
Ginny assentiu, enquanto o moreno pegava uma das cadeiras deixadas aleatoriamente no palco, postando-a ao lado da sua no piano. Era verdade que, para ele, compor para aquela peça era apenas uma desculpa para se aproximar da sua "rainha", portanto, talvez fosse hora de usar novamente isso a seu favor.
A ruiva sentou-se colocando a bolsa a seus pés, esperando para saber em que exatamente ele precisava de sua ajuda.
- Escuta e me diz o que você acha. – ele disse, começando a dedilhar o piano.
Uma melodia trinada e paradoxalmente vibrante e suave preencheu o recinto. Ginny deixou que uma ligeira expressão de espanto tomasse conta de seu rosto.
- É maravilhosa... – ela balbuciou. – Um pouco diferente do que eu imaginei que vocês iam fazer para a peça, confesso, mas está perfeita.
O sorriso do moreno ampliou-se diante da reação dela.
- Fico feliz que tenha gostado. É para a cena em que Lancelot e Guinevere se encontram pela primeira vez. Eu tentei fazer uma mistura de trova medieval com música mais contemporânea.
- Bem ousado. – ela disse, enquanto colocava uma mecha de cabelos atrás da orelha, surpreendendo-se ao perceber o quão agradável estava sendo a companhia do rapaz. Parecia que a primeira impressão que tivera dele estava equivocada.
-Eu acredito que quando a gente realmente quer uma coisa, temos que nos arriscar. – Arch falou, referindo-se não à sua composição, mas à moça que tinha ao seu lado, muito embora Ginny não tivesse meios de saber disso.
- Eu acho que o professor Nicolai vai adorar. – a ruiva sorriu diante da confiança que ele demonstrou. – Não apenas ele, o pessoal do grupo de artes cênicas também. A maioria dos alunos que nos ajudam acham que a música é só um acessório extra na encenação de uma peça, não percebem que sem a trilha correta podemos ter um desastre tão grande quanto o de uma encenação ruim.
Arch engoliu seco ao escutar aquilo, pois era exatamente o que ele pensou ao se voluntariar para o trabalho. O que lhe interessava era aproximar-se da ruiva, entretanto, escutando-a falar com tanta veemência sobre a importância da música naquele processo, pensou consigo que talvez fosse hora de rever seus conceitos.
- É, acho que você tem razão. – ele respondeu, sem tirar os olhos dela por nenhum momento.
Ginny mordeu os lábios de leve, ato que não passou despercebido pelo rapaz. Foi como se, por alguns segundos, um pensamento inadequado houvesse cruzado pelos orbes dela e ela estivesse constrangida pelo que pensara. Ele sorriu de leve, fechando o piano e voltando-se completamente para ela.
- Pode falar o que está pensando, não vou ficar ofendido. - ele disse, num tom tranqüilo - Afinal, no meio artístico, temos que aprender a lidar com as críticas.
Ela o fitou, ainda sem saber como compartilhar o que acabara de passar em sua mente. Entretanto, o rapaz lhe pareceu tão receptivo que imaginou que ele não interpretaria mal a opinião dela.
- Você é bem diferente do Malfoy. Quando eu te vi pela primeira vez, achei que era parecido com seu primo. - ela confessou, desviando um pouco o olhar.
Tonks não refreou uma risada espontânea.
- Talvez a gente seja mais parecido do que as pessoas imaginam, afinal, o Draco não é tão ruim como todo mundo pinta. - ele respondeu - Um tanto sarcástico e arrogante de vez em quando... Mas, existe muito mais no meu primo do que ele demonstra.
Ginny revirou os olhos, inconscientemente.
- Eu nunca vi essa outra faceta dele. Desde que eu entrei na Academia, ele implica com a minha família.
- Bem, considerando o caráter do pai dele, te afirmo que o Draco é um bom sujeito no fim das contas. – Arch retorquiu, de modo descontraído para que Ginny soubesse que não se sentira ofendido pela sinceridade dela em relação ao primo. – Ou talvez, segundo a minha irmã, eu seja um tolo romântico que prefere ver o lado bom das pessoas.
- Não seja por isso, - a moça respondeu, sorrindo novamente – Eu também prefiro ver o lado bom das pessoas em primeiro lugar.
- Parece que temos uma coisa em comum então – o moreno disse, dando uma piscadela simpática para a moça a seu lado.
A ruiva assentiu, simpática.
- Parece que sim. Eu preciso ir. – ela disse, levantando-se da cadeira. – Até mais, Tonks.
- Até mais, Ginevra. – ele respondeu, enquanto ela se afastava do palco em direção à saída.
- Pode me chamar de Ginny. – a ruiva falou, olhando para trás, antes de sair porta afora.
Arch colocou a mãos atrás da cabeça, dando um assobio longo depois de assegurar-se que estava completamente sozinho.
- É, Tonks, nada mal para uma primeira investida. – ele observou, sorrindo para si mesmo - Nada mal mesmo...
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Ron espreguiçou-se na mesa da biblioteca, tentando espantar o cansaço.
- Eu juro para vocês, se eu tiver que calcular mais alguma integral hoje, eu vou acabar matando o primeiro que me irritar. Chega! Já deu o que tinha que dar. Vamos embora.
Hermione estendeu a mão indicando pedir um pouco mais de tempo.
- Só esse parágrafo... só mais ele e eu termino o capítulo – ela disse, sem desgrudar os olhos do livro.
O ruivo cruzou os braços, sem esconder a impaciência. Harry apenas observava o casal de amigos. Invariavelmente, desde que se conheceram, aquele tipo de cena se repetia. Ron querendo largar mão de tudo depois de um tempo debruçado sobre os livros e Hermione querendo estender indefinidamente o horário de estudos.
O moreno levantou-se a cadeira, ajeitando os óculos no rosto com a ponta do dedo. Enquanto arrumava seu próprio material, observava Ron juntar seus próprios livros e os de Hermione, enquanto, com a mão livre, tentava fazer a moça se erguer da mesa. Finalmente, ela se deixou levar, segurando o livro entre as mãos, enquanto Ronald a guiava para fora da biblioteca.
- Pronto. Acabei. – ela disse, fechando o volume e guardando-o dentro da bolsa, enquanto o trio virava em direção ao corredor que levava ao refeitório da instituição.
- Ótimo! – Ron respondeu, esfregando uma mão na outra – Agora podemos relaxar e forrar nossos estômagos bem sossegados e tranqüilos.
Hermione deu um tapa na própria cabeça, parando de estanque, o que acabou fazendo com que os dois rapazes também parassem alguns passos a frente e se voltasse para ela, intrigados.
- Não me diga que pulou alguma linha do capítulo que estava estudando e vai querer voltar para a biblioteca?– Ron perguntou, quase exasperado.
- Não é nada disso – Mionie retorquiu, bufando de leve – Mas sinto dizer, Ronald, que vamos ter que adiar nossa visita ao refeitório. – e voltando-se para Harry, ela completou – Você está sabendo das coisas estranhas que andam acontecendo na Academia?
Harry arqueou a sobrancelha, curioso.
- Você está falando do boato sobre o fantasma do teatro? – ele perguntou, tentando imaginar o interesse da amiga sobre o ocorrido.
- Isso é história antiga, Harry. – ela respondeu – Estou falando do roubo no museu da Academia.
- Roubo? – Harry e Ron perguntaram praticamente ao mesmo tempo.
- Acho melhor os dois virem comigo. Andei fazendo algumas pesquisas e...– Mione disse com um brilho de sagacidade impresso nos olhos castanhos – Bem, são muitos detalhes, conto para vocês durante o caminho. Me sigam.
Os rapazes trocaram um olhar rápido, ambos dando os ombros, resignados. Quando Hermione entrava naquele estado de espírito, o melhor a se fazer era segui-la sem questionar.
Enquanto caminhavam por vários corredores, a maioria parcialmente deserta, os três conversavam - ou melhor, Hermione falava e os dois rapazes ouviam. Aparentemente, uma semana antes, os vigias do museu tinham percebido que a porta de serviços fora forçada. Investigaram todo o prédio, mas nenhuma das grandes obras guardadas lá fora levada. Só dois dias atrás tinham percebido que outra sala também fora arrombada.
- E é aqui que você entra, Harry. - Hermione concluiu o relato, já no museu, abrindo uma porta quase escondida entre os imponentes sarcófagos egípcios - O objeto que foi roubado do museu foi um presente do seu avô à Academia.
- Alguma jóia cretense ou coisa do tipo? - ele perguntou, observando a sala em que tinham entrado.
Hermione meneou a cabeça.
- A peça estava nessa sala. Como podem ver, um simples depósito de caixas e expositores quebrados.
- Por que uma coisa tão valiosa estaria em um depósito? - Ron perguntou, estreitando os olhos.
- Isso é, precisamente, o que precisamos descobrir.- a moça afirmou.
- Acho que você tem razão – Harry concordou – Se foi uma doação de Sir Evans, envolve de alguma forma a minha família, sendo assim, não posso ficar de braços cruzados. - o moreno lançou um olhar sério sobre os dois amigos. - Mas peço que isso fique restrito apenas a nós três. Não quero que Lyn volte a se machucar.
- Tudo bem Harry. –Hermione assentiu, enquanto, discretamente lançava um olhar inquisitório para Ron. Pela expressão que ele lhe deu em retorno, o ruivo também percebeu o fato de que o amigo mencionara apenas a mais velha dos Black como fonte de preocupação.
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Lyn suspirou, passando as mãos pelos cabelos, que estava ligeiramente bagunçados. Estava cansada, mais que isso, estava completamente exaurida. Passara praticamente o dia inteiro na companhia do irmão na enfermaria da Academia.
Órion não se sentia bem desde voltaram da vila, e parecia ter piorado naquela tarde. Estava pálido e abatido. Embora Lyncis acreditasse no começo que o pequeno caçador estivesse ainda chateado por não ter conseguido acesso aos laboratórios, o caçula pareceu-lhe mais inquieto e amuado que o normal.
As aulas da manhã tinham sido tranqüilas, até que, pouco depois do almoço recebera o recado para ir encontrá-lo. Era a primeira vez que via o irmão insistir para ir ver um médico. Ele, desde pequeno, sempre detestara consultas e remédios, especialmente se, de alguma forma, o afastassem de seus estudos e experiências. E exatamente por isso Lyn se preocupara. Só não ligou para a mãe por pura insistência do caçula.
Durante um bom tempo, ele foi examinado, sem que qualquer um dos estagiários do curso de Medicina presente ou o médico titular pudessem precisar o que afligia o menino. Órion só melhorou de ânimo quase no começo da noite, logo depois da comoção que ocorrera na enfermaria, quando o inspetor que fora supostamente atacado pelo fantasma do piano acordou completamente ileso, apesar de ter passado um dia inteiro dormindo.
Uma enfermeira até brincou com Órion que o que ele sentira era apenas saudade de casa, era tudo questão de acostumar-se com o ritmo da Academia e a ausência dos pais. Volta e meia, vários casos como o dele chegavam ali. O rapazinho se contentou apenas em dar um sorriso amarelo como resposta, e, quando já estavam fora da ala hospitalar, pediu desculpas à irmã por tê-la feito gastar tanto tempo por nada.
Como se aquilo pudesse incomodá-la... Ela era a mais velha, tinha que estar por perto quando Órion precisasse.
Mas agora, tudo o que ela queria era um banho quente e cama, se enfiar completamente debaixo das cobertas e só acordar para a aula do dia seguinte. Com esses pensamentos na cabeça, ela abriu a porta do dormitório, mas o que ela viu fez com que ficasse sem reação por alguns segundos.
- Acho que vim parar no quarto errado... talvez até mesmo no século errado – ela disse, meio séria, meio brincando ao ver Mina completamente rodeada de livros e castiçais de velas.Um olhar frenético e alucinado tomava conta do rosto da outra jovem.
A moça de óculos levantou a cabeça, observando a colega de quarto. Consertando os óculos que teimavam em escorregar pelo nariz, ela, respondeu, um pouco aérea.
- Tudo bem, Lyn, só estou fazendo uma pesquisa básica em meus livros de detetive, nada de mais.
- E para que as velas, Mina? – a morena perguntou, cruzando os braços, deixando que um sorrido divertido surgisse em seus lábios.
- Ora, para entrar no clima, afinal, histórias de mistérios devem ser vividas e ambientadas em meio a penumbras e luz de velas. – a garota respondeu, como se estivesse expondo uma afirmação completamente lógica e óbvia.
- Foi assim que você ganhou os óculos então? Lendo a luz de velas? – Lyn brincou.
- Não. – Mina retrucou – Velas são para ocasiões especiais. Afinal, não é sempre que estamos dentro de um livro do Conan Doyle. Primeiro ganhamos um fantasma misterioso, e, agora, temos o roubo de um sinete no depósito do museu da Academia.
- Roubo?- Lyncis estreitou os olhos, curiosa – Como você sabe que houve um roubo aqui?
- Elementar, minha cara Black. Eu tenho as minhas fontes. – Mina respondeu, lançando um olhar arguto para a colega.
Lyncis não sabia se ria ou se tentava se manter séria diante do comportamento da jovem MacFusty. Contudo, uma coisa ela tinha que admitir. Aquela história toda a estava deixando curiosa como há muito não ficava.
- Eu vou tomar um banho. – ela disse, por fim - E quando eu voltar, quero saber os detalhes desse roubo, Miss Holmes. Talvez possamos fazer alguma coisa...
