N.A.: Agradecendo pessoas que comentaram e que colocaram a fic no alerta.

Marilia, te amo por betar essa fic. Valeu!

Boa Leitura!


Capítulo 13

25 de Janeiro, d. T.

-Eles planejam isso há anos. E há anos avisamos sobre isso. Mas ninguém nos escutou, e agora esse é o preço que pagamos.

As pessoas estavam em silêncio enquanto Mou falava, contando tudo o que sabia, tudo o que acontecera. Não tinham estimativa de quantas pessoas morreram no mundo, muito menos porque os Vampiros pararam no meio da Tomada, recuando e apenas garantindo que o mundo era deles.

Marybeth estava sentada perto dos pés dele, o braço com a tala e faixas atrapalhava um pouco, mas era interessante ver que as pessoas estavam cuidando dela. Era ótimo ver uma criança cuidando da outra, um adulto cuidando do outro. As pessoas se ajudando, confortando quem tinha mais medo.

Então Mou começou a contar sua idéia. Um plano para sobreviverem, para poderem ter tudo que queriam e ainda mandar os vampiros de volta para o inferno que saíram. Marybeth ouvia cada palavra e seu sorriso crescia a cada segundo. Era uma chance de terem vingança. Ele falou sobre fundarem uma cidade ali, sobre serem fortes, sobre aprenderem a lutar contra os assassinos de famílias.

Todos concordaram, ninguém se recusou. E idéias começaram a pipocar, pessoas ajudando no que podiam, com coisas que sabiam sobre lutas, armas, construções. Toda e qualquer ajuda foi aproveitada, e toda e qualquer idéia foi anotada.

A pequena não saiu do lado de Mou, até que ele se sentou ao lado dela, fitando-a nos olhos, sorrindo brevemente ao vê-la sorrindo das palavras que ela mesma anotara em uma folha suja de terra.

-Vai lutar, pequena?

-Não sei lutar. – deu de ombros.

-Mas sabe atirar. – Mou sorriu um pouco mais, lembrando-se da loirinha dando um tiro certeiro no rosto do vampiro. Sabia bem que aquilo só serviria para irritá-lo, mas ela fora corajosa mesmo assim. As pessoas normalmente fogem gritando de medo deles. – Aquele tiro foi bem certeiro. Já tinha atirado antes?

-Não. Nunca. – sorriu quando viu que ele estava lhe elogiando por ter ferido um dos vampiros. – Mas via meu padrasto atirando.

-Não, só ver não ensina, pequena. Já se nasce com o dom de saber atirar.

Marybeth sorriu ainda mais, sentia-se importante agora. O chefe de toda aquela organização dissera que ela tinha o dom de saber atirar, e isso poderia ajudá-la quando fosse pedir a ele para que lhe ensinasse tudo sobre como poderia dar um fim nos vampiros.

-Eu vou poder aprender a lutar e usar armas?

Mou ficou em silêncio. Via a vontade queimando nos olhos claros da garota. Ela tinha ódio suficiente para querer lutar realmente, para enfrentar vampiros. E havia o bônus de não ter medo como a maioria. Mas isso também poderia ser algo preocupante. Ela ainda era uma criança, e crianças deveriam ser crianças, não pequenos guerreiros lotados de técnicas de lutas e armamento.

-Você tem o quê, dez anos?

-Nove. – disse com orgulho.

-Muito nova para lidar com armas, pequena.

Marybeth se levou, ficando a frente de Mou. Respirou fundo e olhou-o firme nos olhos, sabendo que essa poderia ser sua única chance de aprender a ir atrás dos assassinos, com alguém que sabia tudo sobre eles.

-Eu não quero ser criança. Não quero brincar, não quero fazer amigos. Quero lutar. Você disse que eu sei atirar, por favor, me deixe ajudar. Ensine-me.

O homem se levantou, olhando-a de cima. A pequena tinha coragem, e mesmo sendo criança, parecia adulta. Talvez, se a mantivesse perto de si, como uma filha, poderia criá-la, poderia ensiná-la. Passar para frente todo o ensinamento que tinha em si. Sorriu fracamente e a olhou nos olhos, piscando e vendo-a lhe sorrir como se dissesse que o Natal havia chegado mais cedo.

-Vamos começar a Divisão, pequena.


17 de Fevereiro, d. T.

-Morphine, venha aqui.

Mou a chamou, fazendo vir correndo. Quando a chamava pelo nome que ela escolhera para si, ela sempre sorria e corria para ele. Viu a pequena chegar na porta do pequeno escritório que estava, os cabelos presos em tranças, a roupa suja. A bandagem e a tala sujos de terra e graxa. Ela deveria estar a ajudar a concertar os geradores outra vez.

-Sente-se, tenho que te contar uma coisa.

Marybeth sentou no sofá na frente de Mou, olhando e esperando que ele falasse logo o que queria. Estava, desde o dia em que fora resgatada ajudando em tudo, eletricidade, encanamento, alojamentos, começando a aprender a cuidar de pessoas que chegavam machucadas. Mou lhe prometeu que a qualquer dia começaria a lhe ensinar sobre armas e lutas. Talvez fosse hoje.

-Disse-lhe que ensinaria a lutar e a usar armas. – a pequena sorriu abertamente e balançou a cabeça. – Mas você sabe por que vou lhe ensinar isso?

-Para matarmos aqueles assassinos. – a resposta parecia mais certa, Marybeth nem hesitou em pensar.

-Também, mas só atirarmos não é o suficiente. – Mou fixou os olhos nos olhos claros dela com força que a pequena engoliu em seco. – Como toda civilização, os vampiros também têm um registro. Nesse registro contém tudo sobre eles, inclusive como podemos destruí-los.

Marybeth escutou com atenção enquanto Mou contava tudo sobre o livro deles, e sobre como sabia que eles guardavam esse segredo, e que seria algo de verdade, pois muitas pessoas já tentaram e foram mortas, ou torturadas. A cada palavra Marybeth falava ficava ainda mais ciente de que era aquilo que ela queria, que seu futuro era matar aqueles monstros e ter aquele livro. Não conseguia mais pensar em nada.

Ali ela sabia bem que estava começando a moldar o futuro, sua vida. Ali ela sabia bem, com a determinação que uma criança de nove anos que viu a mãe ser assassinada tem, Marybeth moldou seu jeito de ser, e como queria ter a vida e a morte andando a seu lado. O tempo todo.


15 de Abril. Dois Anos d. T.

-De novo, Alexia, está atirando muito alto. – o grito veio do fundo do galpão. Mou estava encostado na parede, segurava um binóculo na frente dos olhos, examinando o treinamento de tiro. – Sua vez, Carlos.

Dois tiros ecoaram pelo galpão, fazendo o som abafado assustar as pessoas que passavam na área ao lado. Vários jovens ficavam atrás de uma folha de aço, observando os mais velhos atirar, recarregar as armas, receberem instruções. Tudo era feito com a supervisão de Mou, para que não houvesse nenhum tipo de acidente. Mas sempre tinha um deslize ou outro.

-Sua vez, Morphine. – a pequena na baia seis levantou a arma, que parecia mais pesada do que ela conseguia segurar. Dois disparos se fizeram ouvir. Mou, pelas lentes do binóculo, viu que ela acertava o alvo feito de palha e estopa. Dois tiros na cabeça, certeiros. Sorriu e falou para que todos pudessem ouvir. – Em cheio, Morphine.

A loira se virou e sorriu, travando a arma e correndo para perto de Mou. Parou perto dele, anotando em uma prancheta que havia acertado mais dois tiros. Fez uma rápida contagem e começou a rir, sabendo que chamaria a atenção do homem a seu lado. Mou, antes de pedir que a próxima pessoa atirasse, virou-se para a pequena e olhou para onde ela olhava.

-Fiz a melhor pontuação do mês. – Morphine falou, Mou deu risada e balançou a cabeça. Tinha prometido a ela que se ela fizesse a melhor pontuação do mês entre todos os Agentes, teria direito a ir ao grupo de assalto que ele faria naquela noite.

-Sei que prometi...

-Nem tente me excluir. Promessas são promessas. E você sempre diz que se me prometeu, é porque vai cumprir. Eu tenho todo direito a ir nesse grupo de assalto. – a loira fixou os olhos claros nos olhos de Mou, vendo o homem a sua frente apenas a fitá-la com certa preocupação no rosto.

-Morphine...

-Não, você não pode fazer isso. Você prometeu.

-Sei disso, mas é arriscado, e você é só uma criança.

-Eu sei disso. – colocou a arma ao lado da prancheta e pegou uma outra que estava ao lado, indo até a baia e gritando. – Se eu acertar todas as balas na cabeça do alvo, eu vou.

Mou pensou por alguns momentos, todos os Agentes, homens e mulheres, que estavam treinando ali, ficaram a fitá-lo, esperando por alguma reação. Mou sabia perfeitamente que seria mais do que julgado por aceitar o que Morphine estava propondo. Mas se não o fizesse, a pequena lhe daria dor de cabeça tentando sair sozinha ou se infiltrando nos grupos de assalto às escondidas. Seria melhor que a levasse consigo, a mantivesse perto de si, assim poderia tomar conta de dela. Assentiu, ouvindo as pessoas se espantarem.

Morphine virou-se e apontou a arma para o alvo. Segurou com apenas uma mão a arma e deslizou o dedo para o gatilho, um tiro ecoou pelo galpão. Todos prestavam atenção e viram a cabeça do alvo receber o impacto da bala. A distância que os alvos se encontravam, era quase que impossível de se acertar com perfeição. Mas Morphine acertava sem fazer grandes esforços.

Subiu o dedo para perto do cano e o deslizou novamente para o gatilho, dando outro tiro. E assim se seguiu, todas as balas acertando a cabeça do alvo de palha, que no fim, estava pendendo quase que caindo do corpo. Algumas pessoas bateram palmas, mas algumas apenas reprovaram que a garota de onze anos tivesse agora autorização para ir com o grupo de assalto essa noite.

-Tem autorização para ir hoje. – Mou disse, gritando o nome da próxima pessoa que deveria atirar. Ainda demorou alguns segundos para que todos voltassem ao normal dentro do galpão, mas assim que o treinamento se normalizou, Morphine aproximou-se de Mou, depositando a arma sem balas na mesa e pegando a que estava usando antes. – Estará por sua conta hoje, Morphine.

-É o que espero realmente. – a loira disse, passando por Mou e saindo do galpão, um sorriso enorme em seu rosto, sabendo que poderia provar hoje que queria mais do que qualquer coisa matar esses assassinos.


-Morphine, está bem?

A loira estava fitando o corpo de Carlos estendido no chão do túnel da Divisão. Denise estava a seu lado, era a segunda vez que perguntava se a loira estava bem, e ela não respondia. A roupa escura que Morphine usava estava suja de sangue, mas o líquido parecia ainda mais negro com a cor da roupa. Denise puxou a loira para o lado, segurando seu rosto e evitando olhar para a gota de sangue que escorria da boca dela.

-O que aconteceu, Morphine?

-Eu não consegui salvar o Carlos.

Mou estava entrando pela porta de aço nesse momento, ouviu o que a pequena dizia e parou ao lado dela, puxando-a pelo braço, fazendo com que ela lhe olhasse nos olhos.

-Disse-lhe que não seria bonito. Que era perigoso. Poderia ter sido você. – ele apontou para a pequena, vendo-a lhe olhar com dor nos olhos.

-Antes fosse. – o ódio parecia fervilhar em cada letra dessas duas palavras. Mou ficou em silêncio. As pessoas ao redor também ficaram em silêncio, apenas ajudavam os feridos e esperavam por qualquer outra palavra, uma explicação para o que acontecera.

-Morphine, o que aconteceu? – Denise perguntou novamente, vendo a loira fitar o cadáver de Carlos novamente.

-Nós entramos em Volterra, Mou na frente, esquadra e trio atrás, eu estava no centro, e Carlos era o último. – seus olhos claros fitaram a marca aberta na curva do pescoço do homem no chão. – Passamos bem até chegarmos ao sexto andar. Tinham oito Ajudantes, Mou cuidou de quatro, os quadrantes dos outros. Mas o trio não viu o Vampiro que veio pelo canto. – olhou para as três pessoas sentadas machucadas que formavam o trio, eles sabiam que aquela morte era culpa deles também. – Ele segurou o Carlos e eu me virei, mas ele já o tinha mordido, já estava com os dentes na carne dele. Eu atirei, mas já era tarde.

-Como já era tarde? – Denise perguntou.

-O trio já estava atirando também, conseguiram derrubá-lo, um atirava e os outros tacavam fogo. Eu... – Morphine soltou a arma que ainda segurava, aos pés de Mou. – Não sirvo pra isso.

A loira se virou e começou a andar para dentro do túnel, sumindo da vista das pessoas. Denise não deixou isso quieto, foi atrás da loira, e quando a alcançou, virou-a com raiva para si. A loira continuou a olhá-la do mesmo modo aéreo, mas a morena se irritou e lascou um tapa na cara dela. Morphine afastou o rosto, colocando a mão suja de sangue na bochecha, mesmo que não tivesse sentido dor no tapa.

-Chega! Você sabe que não é sua culpa. Você tem onze anos, Morphine. Não é uma guerrilheira.

-Eu deveria ser.

-Não. Você é uma criança. Só isso, eu, você, Laura e outras crianças de onze anos, somos exatamente isso, crianças. – Denise estava com lágrimas nos olhos. Morphine percebeu que era a primeira vez que via a morena chorar.

-Eu o deixei morrer.

-Não, eles o deixaram morrer. Você apenas... foi uma criança.

Morphine ficou olhando Denise nos olhos por muitos minutos, a garota apenas ficava a olhá-la também, ambas sem saber bem o que dizer. Mas não era necessário, ali estavam apenas duas crianças que estavam destinadas a serem guerreiras. E exatamente nada poderia mudar esse destino.

-Acha que está bem pra comer um chocolate? – Denise perguntou, vendo a loira rir.

-Sempre estou bem para um chocolate.

-Então vem, Srta. Pequena Sem Dor, vamos comer um chocolate e te limpar. – Denise deu a mão para a loira, puxando-a para sua casa. – Ei, quebrou algo?

-Não, dessa vez não.

As duas deram risada e entraram na casa de Denise e sua mãe. Mou observava as duas garotinhas de longe, apenas vendo que Morphine não iria desistir tão fácil de ter a vingança de mais uma morte sobre os vampiros. Mesmo que isso fosse custar a própria vida dela.


Presente

Meus joelhos bateram com tanta força no chão de madeira que senti meus ossos doendo. Cravei as unhas curtas na palma da mão, eu não quero saber se estou sangrando dentro da casa de vampiros. Denise me deu a pior notícia que alguém poderia escutar. Peter escorregou pela parede da sala, caindo no chão e chorando. Deus, não é possível, não pode ser verdade.

Denise ainda está com o telefone na mão, mas a linha já está muda. Ela parece que não sabe o que é falar, ou ver, ou respirar. Meu mundo está ruindo debaixo dos meus joelhos, meu mundo sinceramente, se tornou ainda mais negro do que já era. E não importa o que se faça, nada, nada vai reparar o estrago que acaba de acontecer na Divisão.

Eles estão todos mortos. Todos os que participaram do grupo de assalto estão mortos. Mou os antecipou para que não tivesse tempo de que eu, Denise e Peter, juntamente com os Cullen, pudéssemos nos atravessar. Eles, quase vinte e oito Cleaners, estão mortos. Eu não consigo tirar meus joelhos o chão da sala, o ar não está chegando a meus pulmões. Vinte e oito famílias despedaçadas mais uma vez; talvez meus amigos, companheiros e treinandos, estavam mortos. Doía demais.

Como Deus pode ser tão cruel assim?


Abri a porta da garagem, vendo que Emmett estava sentado no capô do carro em que Alice e Jasper nos trouxeram. Eu estava ali com um simples e único objetivo, ir embora. Mas assim que entrei na garagem e a janela estava aberta, deixando o sol entrar e refletir na pele de Emmett, parecia que eu havia esquecido o que tinha ido fazer ali.

Os raios entravam pela janela, tocavam a pele de Emmett devagar, sem força alguma, eram apenas raios de luminosidade, sem calor. Mas eram suficientes para que a pele dele brilhasse. Eu realmente tinha me esquecido disso nesse momento. E meu predador favorito, com aquele sorriso babaca nos lábios, era uma das coisas mais perfeitas que eu já tinha visto.

Aproximo-me, a ponta de meus dedos, das duas mãos, o tocam, correndo a pele clara e brilhante, vendo que ele me fita com intensidade. Emmett talvez entenda exatamente como me dói ter que pensar que meu mundo está acabando e se encerrando bem em frente aos meus olhos, e que só tenho uma solução para tudo isso. Que talvez essa solução vá acabar por fazer que nunca mais nos vejamos. Viro-me e sento a seu lado, minhas pernas balançam por causa da altura do carro e da minha falta de estatura.

-Eu havia bloqueado a beleza dos vampiros em minha mente. - Emmett me fita tristemente. – Eu já havia visto um de vocês brilhando. O mesmo que matou minha mãe. Eu... acho que quis tanto o monstro, que deixei de lembrar da beleza de predador de vocês.

Emmett não disse nada, talvez soubesse o que eu ia fazer. Não sei, talvez ele apenas estivesse me deixando no meu sofrimento. Mas ele sabia, sabia exatamente o porquê de eu estar ali, armada, pronta. Eu ia pra Guerra, eu ai matar. E talvez morrer.

-Espero que você saiba exatamente o que está fazendo. – Emmett se levantou, me olhando de canto de olho. Eu me levantei também, segurando-o pelo braço.

-Eu posso não voltar. Mas alguém vai. – minha voz falhou. Odeio despedidas.

-Você não vai voltar. – ele se vira, me olha nos olhos com força. Ele me odeia, os olhos escuros dele me dizem isso. – Espero que morra feliz.

-Eu vou, se o livro sair de lá.

Ele fecha os olhos, com raiva. Se vira, mas continuo a segurar seu braço, fazendo com que ele pare. Odeio demais que ele fique com raiva de mim, mas o quero bem. Quero que ele goste de mim, que se lembre de mim.

-Pode me odiar Emmett, eu entendo. Mas não me deixe ir assim.

Ele continua virado de costas, minha mão ainda segura seu braço. Eu quero que ele se vire, quero que ele me olhe. Espero, o que me parece uma eternidade, mas ele se vira. Seu rosto está sério, sua boca uma linha e seus olhos escuros. Queria que estivessem dourados, seria uma ótima lembrança.

Inclino-me, lhe beijo os lábios devagar, não esperando que ele retribua. Mas ele retribui, me aperta pela cintura, me prensa contra ele, e desce os lábios até meu ouvido, sua voz carregada de ódio me diz baixo:

-Morra feliz.

O frio de seu corpo acaba de desaparecer, assim como o brilho de sua pele. Mais um pouco de minha humanidade se foi, eu o vi se mover quase que por inteiro, enquanto ele corria para dentro, usando um dos poderes de vampiros. Era é a hora certa de partir. A hora certa de morrer.


continua...