Normal: narração e fala
Itálico: pensamento
Capítulo 14.
Depois de muito treinamento, Takashi já se sentia preparado para ir atrás dos caras que haviam pêgo sua mãe. Durante o jantar no refeitório, ele aproveitou que todos estavam distraídos e saiu do local, indo se preparar para a missão.
Mas, ao contrário do que ele pensava, nem todos estavam distraídos.
Voz: Pretende ir atrás deles agora?
Takashi levou um susto, mas se acalmou ao perceber que era Kay parado na porta.
Takashi: Eu já esperei muito tempo, Kay. Não posso esperar mais.
Kay: Por que não me conta sua história? Eu te conto a minha em retorno e ninguém precisa ficar sabendo!
Takashi: Tanto faz. Se ninguém vai ficar sabendo...
Kay sentou-se numa das camas e Takashi começou a contar sua história, ao mesmo tempo que terminava de arrumar sua mochila para a missão.
Takashi: Meu pai, o vice-diretor Jiraiya, teve um caso com minha mãe Yuu e se casaram, tanto que ele a conheceu durante uma de sua "pesquisas".
Kay: *confuso* "Pesquisas"?
Takashi: É, tipo aquelas que eu vivo fazendo no banheiro feminino. Já me acompanhou algumas vezes, lembra?
Kay: *ficando vermelho ao recordar* Infelizmente, eu me lembro. *recobrando a compostura* E aí, o que aconteceu?
Takashi: Quando completei 5 anos, minha mãe desapareceu misteriosamente durante uma missão e nunca mais foi vista. No final, me mudei junto com meu pai e entrei no Colégio Konoha porque eu quis.
Kay: Não é porque seu pai trabalha aqui?
Takashi: Isso também. Mas eu ainda tenho esperança de que minha mãe esteja viva e quero achá-la a todo custo!
Kay: Sua determinação me lembra o 6º Hokage ás vezes.
Takashi: Esperava o quê? O meu pai foi sensei dele! Bom, agora é sua vez.
Takashi fechou sua mochila e sentou-se na cama com ela, antes de Kay começar.
Kay: Eu fui fruto de uma relação proibida entre um nukenin, Kisame, e a Gondaime Mizukage, que mantiveram secretamente a relação até meu pai se tornar um fugitivo. Foi num último encontro deles, em que esqueceram suas posições, que eu nasci.
Takashi: *surpreso* Eu sabia que seu sobrenome era familiar, mas nunca imaginei que você fosse filho de Hoshigaki Kisame!
Kay: Na verdade, nem eu imaginava. Minha mãe não podia revelar quem era meu pai, mas os anciões descobriram com o tempo e começaram a me discriminar, ao mesmo tempo que minha mãe estava de mãos atadas. Eu era mal visto, pois pensavam que eu era uma ameaça e poderia seguir os passos de meu pai. Até minha mãe começou a pensar nisso quando, aos poucos, comecei a me fechar para o mundo e ficar cada vez mais quieto. Mas o pior aconteceu depois.
Takashi: *engolindo em seco* Tenho medo de perguntar, mas... o que aconteceu?
Kay: Eles descobriram que encontrei a Samehada, antiga espada de meu pai, e fui atacado numa emboscada pelos meus próprios colegas de equipe. Segundo me contaram, perdi a calma e a razão e quase matei todo mundo, mas os AMBUs chegaram a tempo e me pararam. Acordei intacto no dia seguinte, enquanto que os outros estavam feridos gravemente e a Samehada parecia maior.
Takashi: *assustado* Então não era brincadeira: Kay pode mesmo perder a razão quando fica muito irritado.
Kay: O conselho da vila pediu que eu fosse preso, mas minha mãe não podia acatar esse pedido, pois sabia que eu não seria assim se não tivesse sofrido preconceito quando pequeno. Ela pediu ajuda para a diretora do colégio, Tsunade, e a melhor solução foi me matricular aqui, pra que eu tentasse me socializar um pouco e pra que eu não fosse perseguido por causa de meu pai.
Takashi: E deu certo?
Kay: Claro que deu certo! Poucos sabem que sou filho de um nukenin, além de eu não ser o único. Como combinado, isso fica entre nós, ok?
Takashi: *levantando e colocando a mochila nas costas* Ok. Bom, eu tenho que ir.
Takashi estava saíndo para a missão, mas, para a surpresa de Kay, o primeiro parou de andar.
Takashi: *virando a cabeça, com um sorriso leve* Quer vir comigo?
Takashi reparou que Kay sorriu por um instante, mas não disse nada, muito menos quando este o seguiu. Os dois estavam indo até a porta, sem reparar que haviam sido vistos por uma Uchiha e uma Senju desconfiadas.
Miyu: Aonde será que eles vão?
Yuuki: Não sei, mas é melhor irmos atrás deles. Pra estarem tentando fugir do colégio no meio da noite, não deve ser boa coisa.
Miyu: *sorriso de canto* Ainda está com ciúmes por ter perdido pro Takashi naquele treino?
Yuuki: Até parece que vou sentir ciúmes do seu namorado por uma coisa tão idiota quanto essa. Se eu quisesse ganhar aquela coisa, usaria o sharingan.
Miyu: *sarcasmo* Sei. E ele não é meu namorado.
Yuuki: Vamos logo!
As duas foram atrás deles, sem os mesmos perceberem.
