Voltamos a programação normal com postagens as sextas feiras... kkkkkkkkkkkk

Obrigado pelos reviews!

Espero q curtam!

Queria dedicar esse cap. a rugilaJ2, simplesmente pq ela é uma fofa!

CAPÍTULO QUATORZE

Jared soltou um longo e pesado suspiro quando o táxi parou em frente a sua casa.

- Tem certeza que devemos entrar juntos Jared? – Jensen perguntou.

- Tenho...

O loiro sentiu que ele já não tinha tanta determinação em sua voz e após pagarem o motorista, eles se encaminharam para a entrada.

- Acho que ela está acordada, deve estar me esperando. – O moreno disse ao ver que tinha algumas luzes acesas.

- Jared, olha pra mim. – Jensen o chamou. – Eu vou ficar esperando aqui fora.

- O que? Não Jensen! De jeito nenhum!

- Amor, confia em mim, ok?

- Mas... – O moreno estava confuso.

- Você vai entrar, falar com ela, esclarecer tudo e depois eu entro.

Jared baixou a cabeça, pensando por alguns segundos. Jensen tinha razão.

- Tudo bem... Vou deixar a porta destrancada.

Jensen o abraçou forte. Sabia que seria extremamente difícil para o marido encarar a mãe agora, mas também sabia que se algo acontecesse a ela, Jared não se perdoaria nunca.

- Estou aqui ok?

Jared abriu a porta e entrou, olhando para o loiro antes de fechá-la.

Andou pela casa e viu que a porta do escritório estava aberta e a luz acesa.

- Mãe? – Jared a chamou baixinho, percebendo que ela cochilava na poltrona. Seus olhos se encheram de lágrimas ao lembrar quantas vezes ela fez aquilo quando ele era adolescente, mas agora tudo parecia tão diferente. Ela parecia diferente, como se ele não conhecesse.

- Jared? – Ela acordou e ele se apressou em limpar o rosto.

- Cheguei. – Ele forçou um sorriso fraco.

Sharon se levantou e o abraçou com força. Ela estranhou o fato de o filho não retribuir o abraço, mantendo os braços ao longo do corpo.

- O que foi Jared? – Ela se afastou. Os sentidos em alerta.

- Por que a senhora mentiu para mim? – Não tinha outra maneira de começar a conversa.

- Menti? – Ela sorriu nervosamente. A mente trabalhando a todo vapor. – Menti sobre o que meu filho?

- Eu o encontrei... – Sua voz saiu baixa e trêmula.

- Encontrou quem Jared? – Ela tentou tocá-lo, mas e ele se afastou.

- Como a senhora pôde? – Ele já estava chorando. – Como a senhora pôde enxugar minhas lágrimas sabendo que ele estava vivo? – O moreno estava gritando.

- Jared, eu não sei do que você está falando... – Ela saiu do escritório e foi para a sala. O corpo inteiro tremia.

- Eu tentei me matar! E se eu tivesse conseguido? A senhora teria matado o próprio filho! – Ele a seguiu, as palavras sendo cuspidas com raiva.

- Não sei do que você está falando! – Ela repetiu gritando também.

- Não sabe? Pois então eu vou explicar melhor! – Ele andou até a porta de entrada e a abriu.

Os olhos de Sharon pareciam saltar dos olhos quando ela viu Jensen entrar.

- Mas como? Como isso é possível? – Ela começou. – Eu vi Jared! Eu o vi morto! – Ela estava chorando e Jensen sentiu vontade de dizer algo, mas achou melhor não se meter na discussão. Pelo menos por enquanto.

- Não faça isso... – Jared disse baixinho, balançando a cabeça, seus nervos a flor da pele.

- Eu não entendo... Eu o vi morto Jared! – Ela continuava com o teatro.

- Chega de mentiras! – Jared vociferou.

- Jared... – Jensen se aproximou tocando em seu braço. – Acalme-se.

Sharon olhou para a mão esquerda do loiro, vendo que ele usava uma grossa aliança de ouro. Ela olhou para a mesma mão do filho sem acreditar no que estava vendo.

- O que significa isso? – Ela gritou apontando para a aliança dele. – O que significa isso Jared?

- Significa que nós nos casamos. Significa que nós nos amamos e significa que pretendemos ficar juntos para o resto de nossas vidas!

- Você não fez isso comigo Jared! – Ela espumava de ódio. – Você não caiu na conversa fiada dessa maldita bicha! – Ela apontava para Jensen.

- O Jensen agora é meu marido! – Ele enfatizou bem a última palavra. - E não vou admitir que a senhora fale assim dele!

Ela pôs a mão na testa, ao sentir uma tontura e sentou no sofá.

- Não estou me sentindo bem...

- Não me venha com essa! – O moreno passou a mão pelo cabelo e rosto, lhe dando as costas.

Jensen se ajoelhou ao lado da mãe do marido e sentiu que ela estava gelada e tremendo.

– O que a senhora está sentindo? – Ele perguntou, mas ele tentou afastá-lo. - O que a senhora está sentindo? – Ele insistiu.

- Eu... Chame... – Ela não conseguia falar.

- Jared chame uma ambulância... – Jensen disse ao ver que ela estava realmente passando mal, mas o moreno continuou parado a olhando com desprezo. – Jared chame uma ambulância agora!

Os paramédicos que a atenderam em casa entraram no hospital informando para o médico de plantão o código que indicava que o paciente estava tendo um Acidente Vascular Cerebral.

- Levem-na para o segundo andar e chame o Dr. Fuller, ele está de plantão hoje. – O chefe da emergência instruiu os enfermeiros.

Jensen e Jared chegaram logo atrás, e após o moreno preencher alguns papéis, eles foram informados que deveriam aguardar na sala de espera.

Jensen estava preocupado com o marido, pois o moreno parecia que tinha o rosto congelado, sem demonstrar nenhuma emoção, e ele sabia que Jared não era assim.

- Quer um café? – Ele perguntou.

- Não, estou bem... – O moreno respondeu.

- A culpa não foi sua, você sabe não é? – Jensen se sentou ao seu lado no pequeno sofá.

- Eu... – Jared baixou a cabeça. – Quando ela disse que estava passando mal, eu... – Ele fez uma pausa. – Eu desejei que ela morresse Jensen...

Ele começou a chorar e o loiro o abraçou forte.

- Hey, tudo bem... Você estava em um momento de raiva, só isso.

- Mesmo depois de ter te visto ela continuou insistindo na mentira... Que tipo de pessoa ela é Jensen?

- Ela ficou desesperada, não tinha pra onde correr e a única alternativa foi continuar mentindo. – Jensen tinha a voz calma.

- Padalecki? – O moreno levantou o rosto ao ouvir seu nome e deu de cara com o Dr. Fuller que estava extremamente pálido, enquanto encarava o loiro.

- Você... – A ficha do moreno caiu. Kurt sabia de tudo. – Você!

O moreno se levantou e avançou pra cima do médico, sendo impedido por Jensen, que tentava segurá-lo, mas Jared parecia estar com o dobro da força.

- Jared, se acalme! – Jensen gritava.

- Ele a ajudou Jensen! Esse filho da puta sabia de tudo!

Os seguranças do hospital foram chamados pelas recepcionistas que correram para ver quem estava gritando e a essa altura Kurt já tinha sumido da vista de todos.

Jensen conseguiu convencer os seguranças a não chamarem a polícia, enquanto Jared gritava que deveriam chamar, pois tinham que prender o Dr. Fuller.

Sem entenderem nada, os seguranças acabaram por expulsar Jared do hospital, e pediram para ele voltar somente quando se acalmasse.

- Jared, por favor, você tem que se acalmar! – Jensen dizia nervoso. A situação estava fora de controle.

- Jensen, você me disse que ele cuidou de você quando acordou do coma e que ele estava com a minha mãe quando ela te disse que eu estava morto... – O moreno berrava descontrolado. - Ele sabia que eu não estava morto! Isso não te revolta?

- Claro que sim!

- Nós temos que denunciá-lo Jensen! Agora! – O moreno estava transtornado.

- Nós não temos provas de que ele estava envolvido Jared, a sua mãe pode tê-lo enganado também...

O moreno sorriu insatisfeito com as palavras do marido. Queria voltar e surrar o médico até ele confessar.

- Claro que ele está envolvido Jensen! A cara dele quando ele te viu o denunciou e eu acho que quem arrumou aquelas... – Os olhos do moreno se encheram novamente quando ele se lembrou das cinzas falsas.

- Jared, não podemos provar nada ainda, você precisa se controlar amor, sua mãe está lá dentro e não sabemos se ela... – Jensen parou de falar e abraçou o moreno que agora chorava com vontade. Um misto de sentimentos se manifestou de uma só vez. Raiva, revolta, desespero, angústia e culpa.

- Você quer ir para casa? Eu fico aqui esperando por notícias e te aviso assim que souber de algo... – Jensen disse enquanto fazia carinho nas suas costas.

O moreno concordou. Se desse de cara novamente com Kurt ele não conseguiria se controlar.

Jensen o colocou em um táxi, pedindo para ele ligar assim que estivesse em casa e voltou para dentro do hospital, perguntando a recepcionista se havia alguma informação sobre o estado de saúde de Sharon, pedindo para que o chamasse, caso o médico que estava cuidando dela procurasse por alguém da família.

- E o senhor é da família? – A mulher atrás do balcão quis saber e o loiro sorriu de canto, respondendo com tranquilidade.

- Sou o genro dela.

Jared chegou em casa e ligou para Jensen, que ainda não tinha nenhuma novidade sobre sua mãe.

O moreno foi abordado pelos empregados, que acordaram com os gritos dele e de Sharon e agora estavam preocupados com a patroa. Ele os acalmou e se desculpou pelo escândalo, prometendo dar notícias de sua mãe assim que ele tivesse alguma.

Ele entrou em seu quarto, que estava do mesmo jeito que ele deixara quando viajou para São Francisco, sem imaginar que aquela viagem mudaria sua vida novamente.

Se sentou em sua cama e olhou para o armário, levantando-se e o abrindo, encarando a urna que havia guardado ali.

"De quem será essas cinzas?"

Seu estômago revirou com aquele pensamento e ele correu para o banheiro, vomitando em seguida.

Sua mãe havia forjado friamente a morte de uma pessoa. Do que mais ela seria capaz?

Jensen se encaminhava para a lanchonete quando viu Kurt novamente. O médico quase saiu correndo quando viu o loiro, mas Jensen foi atrás dele e o puxou pelo braço.

- Dr. Fuller!

- Me solta ou chamarei os seguranças... – Ele ameaçou.

- Por mim pode chamar ou o senhor prefere que eu chame a polícia e lhes diga que o senhor anda com cinzas humanas embaixo do jaleco? - Jensen disse em tom ameaçador, mesmo sem ter certeza se tinha sido ele que arrumara as cinzas para Sharon.

- Não eram humanas... – Ele respondeu baixo olhando para os lados.

- O quê? – Seu blefe tinha dado certo.

- As cinzas que dei a Sharon, não eram humanas... Eu... – Ele fez uma pausa antes de continuar. – Eu as comprei em um crematório de animais.

Jensen não sabia se ria ou chorava. Como contar a Jared que ele chorou por dois anos as cinzas de um animal? Seria cômico se não fosse trágico.

- A urna estava lacrada e ele nunca desconfiou...

- Como vocês puderam fazer isso? Como? – Jensen perguntou com raiva. – Que tipo de seres humanos são vocês?

- Olhe, se me der a chance de explicar...

- Explicar o quê? – O loiro controlava o tom de sua voz, sabia que se começasse a gritar seria expulso do local. – Que você se juntou a uma mulher mesquinha e egoísta, que foi capaz de enganar o próprio filho? E por que a ajudou? Quanto ela te pagou?

- Eu a ajudei porque a amo... – Kurt baixou os olhos.

- O quê? Como assim a ama? – Jensen não conseguia imaginar que tipo de homem poderia amar aquele monstro.

- Vamos nos sentar? - Fuller apontou para as cadeiras do corredor.

- Desembucha! – Jensen disse assim que estavam sentados.

Kurt resumiu sua história com Sharon, contando como a conhecera na época de escola, e como havia se tornado seu amante anos mais tarde, logo após a morte de Gerald.

Enquanto ouvia, Jensen só conseguia pensar em Jared. Não poderia esconder esses fatos do seu amor, mas não queria que ele sofresse mais do que estava sofrendo.

- Você acordou do coma antes do Jared... – Kurt contava agora como havia ajudado Sharon a matá-los. – Então ela teve a ideia de transferir o filho para outro hospital, antes de lhe dizer que ele havia... Você sabe. Quando você foi embora, ele acordou, e ela disse a mesma história.

- Como pôde compactuar com isso? Você é um médico!

- Ela estava desesperada! Disse que você tinha virado a cabeça do Jared, o convencendo a fugir com você, e que a única maneira de separá-los era mentindo. Mesmo não concordando, eu achei que estava o ajudando a se livrar de um malandro que o estava iludindo e que queria roubar seu dinheiro!

- Eu o amav... Eu amo o Jared, nunca o quis por causa do seu dinheiro...

- Mas ninguém te conhecia, você surgiu do nada, como eu poderia saber?

Quando Kurt viu que o sofrimento e o desespero do loiro pareciam reais, já era tarde demais. Ele nunca teria coragem de desmentir Sharon e a perder por alguém que nunca havia visto na vida.

- Vocês são jovens, bonitões... Achei que rapidamente se recuperariam... Sabe como são os jovens de hoje em dia... – Ele esboçou um sorriso.

Jensen suspirou pesadamente. Sharon havia mentido e enganado a todos.

- Eu sei que eu errei! E que nada nesse mundo vai mudar o que eu fiz, mas eu não consegui dizer não... E só me resta pedir desculpas pelo que eu fiz...

- O Jared tentou se matar, e nem assim o senhor se sentiu culpado? E se ele tivesse conseguido? E em nenhum momento se preocupou com sua carreira?

Kurt suspirou e baixou a cabeça.

- Com licença Dr. Fuller... – Um enfermeiro se aproximou.

- Já saíram os resultados dos exames da Sra. Padalecki? – Ele perguntou e Jensen pôde sentir a aflição em sua voz.

- Ainda não, mas estão lhe chamando na tomografia.

Jensen estava tão perplexo pela história que Kurt lhe contara, que até se esqueceu do por que estava ali.

- Sharon teve um AVC. – Kurt explicou para Jensen. - Ainda não sabemos a gravidade ou se ela ficará com alguma sequela...

- Meu Deus... – Jensen levou à mão a boca. Jared ficaria arrasado.

- Eu tenho que ir agora. – Kurt se levantou.

- Eu vou ligar para o Jared, o senhor acha que ele deveria vir até aqui?

- Acho que você deveria ir para casa e conversar com ele. Não adianta nenhum de vocês dois ficarem aqui. Ela não poderá receber visitas pelo menos até amanhã e qualquer novidade eu ligo, está bem?

- Ok...

Kurt sorriu e se afastou acompanhado do enfermeiro. Jensen os observou e chegou à conclusão que por mais que ele também fosse culpado pelo seu sofrimento e o de Jared, Fuller era tão vítima das maldades de Sharon quanto eles foram.

Após tomar um banho, Jared sentou no escritório de sua mãe, encontrando um álbum com fotos suas de quando era criança. Ele tivera uma infância extremamente feliz, com pais presentes que o amavam muito. Será que eles deixaram de lhe amar só porque ele preferia homens a mulheres? Onde estava amor incondicional de pai e mãe que todos falavam? Seu pai lhe surrara quando soube de sua preferência e sua mãe parecia preferir vê-lo morto que com outro homem.

Jared estava entretido com seus pensamentos quando seu celular tocou. Seu coração acelerou quando viu que era Jensen.

- Oi amor...

- Hey... Te acordei? – Jensen tinha a voz cansada, já passava das duas da manhã.

- Não... E como estão as coisas aí? Já sabem o que ela teve?

- Estou saindo do hospital agora. Quando eu chegar a gente conversa ok? Eu preciso do seu endereço pra informar ao taxista.

Jared passou a informação para seu marido e vinte minutos depois, ele ouviu Jensen bater à porta.

Ele a abriu e o recebeu com um abraço apertado e um beijo molhado.

- Jared... – Jensen suspirou quando o moreno o soltou. – Precisamos conversar.

- Ela morreu? – Jared perguntou com um sussurro. – Por isso não quis me falar pelo telefone?

- Não! Não meu amor! – Jensen fez carinho em seu braço. – Ela teve um AVC... – O moreno arregalou os olhos e Jensen continuou. - Mas calma, o Dr. Kurt disse que eles ainda estão esperando os resultados de alguns exames, e qualquer novidade ele nos liga. Ainda não sabem se é grave, e ela só poderá receber visitas amanhã.

- Você falou com ele? – Jared perguntou com raiva.

- Sim. Por isso precisamos conversar, tenho muita coisa para te contar Jared... Inclusive coisas sobre o passado da sua mãe.

- Como assim Jensen? – Jared estava confuso.

- Eu vou te explicar tudo, mas eu preciso comer alguma coisa antes...

- Claro Jensen... Vamos ver se eu acho algo na cozinha pra gente.

Jensen se sentou à mesa, enquanto Jared pegava todos os ingredientes para fazer um sanduíche na geladeira. Quando estavam se servindo, o moreno perguntou:

- Você acha que ela vai morrer Jensen? – Jared não escondia sua preocupação.

- Não sei, mas espero que não. – Ele pegou na mão dele apertando-a com carinho. – Não quero te ver sofrer.

Jared deu um selinho nele, e Jensen começou a contar tudo o que Kurt havia lhe dito. Em vários momentos foi interrompido por palavrões que Jared soltava, e ao final do relato, o moreno estava revoltado e chocado, sem saber o que mais lhe incomodava em todas aquelas mentiras.

- Eu sabia que ele estava envolvido! E irei processá-lo Jensen!

- Jared, ainda falta uma coisa... – Jensen suspirou e contou a história das cinzas.

O moreno se levantou e andou até seu quarto, sendo seguido pelo loiro.

- Jared o que você vai fazer? Jared, fala comigo!

Jared abriu o armário e pegou a urna. Jensen sentiu um calafrio ao olhar para ela.

O moreno tacou o objeto na parede usando toda a sua força e ele se espatifou, liberando uma quantidade de cinzas que realmente pareciam serem poucas para um ser humano. Kurt provavelmente estava dizendo a verdade, mesmo que isso não abrandasse sua culpa.

Jensen o abraçou e eles choraram juntos um no ombro do outro. Jensen sabia que aquilo tudo era muito mais difícil para Jared, porque era a mãe dele que estava envolvida. A mãe o enganara de maneira perversa, e ele sabia que Jared deveria estar se sentido humilhado e envergonhado. Mas estaria lá para ampará-lo e confortá-lo sempre que ele precisasse. Ele seria forte pelo seu amor, mesmo tendo sofrido tanto quanto ele.

O moreno estava triste e deprimido, sendo difícil de imaginar que há vinte e quatro horas atrás, ele estavam se amando loucamente em Vancouver, felizes e fazendo planos.

- Venha, vou te pôr na cama. Você precisa descansar. – O loiro disse assim que se acalmaram.

- Eu não quero dormir aqui. Vamos pro quarto de hóspedes.

Eles entraram no quarto em que Jensen ficara hospedado da outra vez em que tiveram ali e o loiro tentou afastar de sua mente a noite em que o moreno o amordaçara.

Jensen o ajudou a se acomodar na cama e tirou sua própria roupa, ficando apenas de cueca.

- Vou tomar um banho e já venho tá? – Jensen deu um selinho e entrou no banheiro, ligando o chuveiro em seguida.

Jensen apoiou a mão na parede do box, sentindo a água quente descer pelas suas costas, o relaxando. O dia havia sido longo demais e ele estava extremamente cansado.

Terminou seu banho e se deitou, abraçando seu moreno. Jared se virou e o beijou com urgência, mordendo seu lábio, enquanto alcançava seu membro, o massageando devagar. Jensen gemeu baixinho.

- Jared, não precisamos...

- Eu preciso de você Jensen. Eu estou nervoso, cansado, com raiva, com medo, muito medo... Mas nada disso é maior do que meu sentimento... Nada disso diminui o amor insano que eu sinto por você... E o tesão louco que eu sinto cada vez que eu olho pra você.

- Jared...

- Faz amor comigo? – O moreno pediu. – Eu preciso muito disso agora... Eu quero muito... Meu amor... Minha vida...

Jensen se emocionou com aquelas palavras e o beijou apaixonadamente.

- Me faz esquecer tudo isso Jensen... – Jared pediu e se virou de costas para o loiro.

Jensen afastou os cabelos de sua nuca, beijando-o e mordendo-o, sentindo com a ponta dos dedos a pele do moreno se arrepiar.

O loiro desceu o corpo, deixando a pele das costas de Jared molhada com sua saliva. Jared gemeu e se empinou, abrindo uma das pernas.

Jensen sorriu e segurou em suas bolas, as massageando devagar.

- Me fala onde você quer que eu te beije? – Ele perguntou com a voz rouca.

- Jensen, não me tortura, por favor...

O loiro riu e abriu as nádegas do moreno, expondo sua intimidade, brincando lentamente com a sua língua em volta dela.

Jared soltou um gemido mais alto, começando a movimentar o quadril, a mão instintivamente buscando seu sexo.

- Quer gozar assim? – Jensen perguntou e como não conseguiu entender o que ele respondeu, continuou com a carícia.

Jared bombeava seu membro com rapidez, enquanto se abria cada vez mais, e quando a língua do loiro o invadiu ele não aguentou mais, se derramando e inundando o lençol com seu orgasmo.

Jensen virou Jared de frente e se encaixou no meio de suas pernas, segurando o quadril do moreno e o penetrando de uma vez só.

- Não vou deixar você descansar. – O loiro disse cheio de tesão na voz. – Vou te fazer gozar de novo.

Ele começou a se movimentar lentamente, deixando seu membro sair por completo para desaparecer em seguida dentro da entrada quente de Jared.

- Meu Deus Jared, eu nunca vou me cansar de te foder... – Jensen tinha os olhos fechados, a respiração cortada.

- Jensen... – Jared gemeu e o loiro sorriu ao ver que o membro do seu marido começava a reagir.

- Isso meu amor, fica duro pra mim de novo, fica...

Jensen mudou o angulo das investidas e passou a penetrar Jared mais fundo, sabendo que isso faria o moreno querer morrer de prazer.

- Continua assim Jensen... – Jared pediu de maneira desesperada. Seu membro já duro feito pedra.

- Tá gostando assim? Vai gozar pra mim, vai?

Jared não respondia a nenhuma pergunta, somente gemia e se contorcia embaixo de Jensen.

O loiro manteve o ritmo, agarrando o pênis molhado de seu marido e o bombeando devagar.

- Mais rápido Jensen... Mais rápido... – O moreno implorou e se jorrou novamente quando teve seu pedido atendido.

Jensen ainda se movimentou algumas vezes e se permitiu finalmente gozar, gemendo e chamando por Jared.

O loiro saiu de dentro do outro e se jogou pesadamente ao seu lado.

- Nossa Jared...

- Nossa Jared? – O moreno se aproximou se enroscando no loiro. – Eu que tenho que dizer Nossa Jensen! – Ele riu. – Obrigado...

- Tá me agradecendo por quê? Não fiz nada além de cumprir com minha obrigação de marido. – Ambos riram.

- Obrigado por você existir Jensen... – Jared o abraçou forte e soltou um longo suspiro. – Assim que minha mãe melhorar a gente vai embora daqui. Pra sempre. – Ele completou.

- E a empresa? – Jensen quis saber.

- Ainda vou pensar em algo. Mas eu não quero mais morar aqui Jensen. Nem nessa casa, nem nessa cidade... – Os olhos do moreno já pesavam com o cafuné que Jensen fazia nele.

- Vamos dormir meu amor... Hoje o dia será cheio e você precisa descansar. - Jensen também acabou vencido pelo cansaço e o sono.

Jared acordou com batidas insistentes na porta do quarto. Ainda estava enroscado no loiro e tentou se levantar sem acordá-lo. Pôs sua roupa e abriu a porta, dando de cara com Alona.

- Desculpe acordá-lo Sr. Padalecki, mas é uma ligação do hospital. Querem falar com o senhor.

Continua...