Este capitulo vai em especial para Catherine Menezes!

Obrigada pelos seus comentários!


CAPITULO XIV

POV BELLA cont.

– Bella não é nada do que está pensando? – dizia batendo na porta sem parar.

Lavei a boca ainda me sentindo enojada, as lágrimas escorriam pelo meu rosto por mais esforço que eu fizesse para mantê-las. Precisava sair dali, precisava respirar ar puro, não queria vê-lo nunca mais em minha vida! Como ele pode?

- Vem Merlin. – assustado ele correu para o meu colo, o coloquei em sua gaiola, peguei minha bolsa com as chaves da minha casa, joguei as duas malas sobre a cama jogando minhas coisas dentro delas de qualquer jeito.

- BELLA ABRE ESSA PORTA OU A COLOCO ABAIXO! – novamente ameaçou, mas não dei ouvidos, olhei para as malas me dado conta de que não teria como levá-las, acabei desistindo. Joguei meus objetos de higiene pessoal na bolsa mesmo e vesti rapidamente a leggin que eu usava mais cedo, calcei a mesma sapatilha e finalmente abri a porta. – Bella me deixe explicar. – não sei dizer como era sua expressão, porque simplesmente não olhei para ele, Emm e Rose estavam na porta do quarto deles e nos olhavam chocados. A expressão não mudou muito conforme eu cruzava com eles pelo caminho até alcançar a sala onde Esme e Carlisle estavam com Eleazar e Carmem.

- O que está havendo aqui? – indagou Carlisle com a mesma expressão atônita, com certeza deve ter ouvido os gritos de Edward. – Aonde vai Bella?

- Pra casa. – afirme simplesmente.

- Bella, por favor, me deixe explicar. – Edward insistia com a voz implorativa, pela minha visão periférica entendi o porquê do espanto no olhar de todos, Edward ainda estava somente de toalha.

- Não pode ir pra sua casa, o que aconteceu? – disse Esme desta vez.

- Pergunte a ele... – me arrependi no mesmo instante por ter sido grossa com ela. – Desculpe Esme, mas eu só quero sair daqui. – algo em meu olhar a fez compreender.

- Bella? – Alice me chamou se materializando ao meu lado. – Não pode sair assim, converse com ele, as coisas não são como parece.

- Me empresta seu carro Esme? – pedi ignorando os outros treze vampiros.

- Claro, querida, leve- o a chave está no carro.

- Não pode ficar sozinha Bella... – novamente Edward insistiu ficando diante de mim. – Me ouça, por favor.

- Sai da minha frente... – falei entre os dentes, o fato de Laurent estar lá, me impedia de usar meus poderes, foi o que salvou Tanya de voar pelos ares.

- Não! Você precisa me ouvir. – dizia tentando me tocar, mas me desvencilhei.

– Você me dá nojo!- perdi a cabeça e sem pensar virei uma bofetada nele, que com certeza não sentiu nada, já minha mão latejava pra burro. - Sai da minha frente agora Edward ou não respondo por mim. – ele tinha a mão no lugar onde eu havia batido, deu um passo para o lado me dando passagem.

- Eu te amo, Bella. – sacudi a cabeça negando compulsivamente indo em direção a garagem, sai de lá cantando pneu, meu celular tocava sem parar, pensei em ir para a reserva, mas teria que dar explicações e tudo que eu queria naquele momento era desaparecer.

Assim que abri a porta ouvi o telefone tocar, meu celular também tocava sem parar por isso o desliguei, indo em direção a tomada do telefone o desligando também, soltei Merlin e antes de subir, peguei uma bolsa de gelo para minha mão, subindo para o meu quarto.

Meu peito doía demais, como se algo o rasgasse de dentro pra fora, ali na escuridão do meu quarto me deixei chorar tentando aliviar um pouco a dor dilacerante que sentia.

- Porque Edward? – me perguntava entre soluços. – Porque quebrou sua promessa? Havia dado sua palavra... "O que ela fazia vestida daquela forma em seu quarto?"

- A resposta é óbvia! O que acham que faziam ali sua idiota? – respondi a minha própria pergunta. Não sei precisar por quanto tempo chorei copiosamente, despertei sentindo braços finos me envolverem e me colocar na cama, já que eu estava encolhida na cadeira de balanço, no canto mais escuro do quarto. Sabia que era Alice, reconheci seu cheiro.

- Durma Bella, não fique assim minha amiga, as coisas vão se esclarecer. – dizia acariciando meus cabelos, não disse uma palavra sequer, segurei firme sua mão sentindo uma paz repentina, me sentia tão calma e tranqüila que adormeci novamente, a última coisa de que me lembro foi de ouvir a voz de Alice dizendo: - Obrigada Jazz.

Abri os olhos e os fracos raios de sol invadiam o meu quarto, Forks era conhecida como a cidade mais nublada do país, o sol raramente dava as caras por aqui e quando acontecia era assim bem fraquinho. Soltei um longo suspiro me obrigando a jogar os pés pra fora da cama, havia dormindo tão bem, foi uma noite tranqüila, sem sonhos.

- Está melhor?– sobressaltei ao ouvir a voz doce de Alice que estava sentada na cadeira de balanço onde Edward costumava ficar, ela se levantou vindo pra junto de mim, sentando-se ao meu lado na cama. – Está mais calma?

-Sim, acho que Jazz tem muito haver com isso, não é? – ela sorriu assentindo. – Onde ele está?

- Lá embaixo, e sua mão?

- Não dói mais, o gelo ajudou.

- Está com fome?

- Não, estou sem apetite. – soltei outro suspiro, sem saber o que fazer, ou o que dizer.

- Acabou não me contando como foi na clareira, o feitiço deu certo?

- Você não viu?

- Sabe que não é sempre que consigo vê-los, as decisões eram suas e não dele. – ela realmente ficava muito frustrada quanto aquilo.

- É verdade... – concordei. – Foi perfeito, não consigo entender como... Por que... – fechei os olhos engolindo o nó que se formou em minha garganta. - O que quer saber?

- Conte-me tudo, não me esconda nada, quero os detalhes... Os mais sórdidos... – não tinha como não rir, Alice era mesmo impossível.

- Há uma magia envolvendo aquele lugar, já esteve lá?

- Só uma vez, meu irmão adora aquela clareia.

-Eu sei, vi como aquele lugar faz bem a ele, o deixa calmo... Foi um dia maravilhoso, inesquecível, conversamos bastante, rimos muito... Ah! Nadamos na piscina natural do riacho, no início ele ficou relutante, mas insisti já me despindo e...

- Wow! O então o negócio foi quente...

- Para sua boba, não poderíamos nadar de roupas...

- Nadaram nus?

- Claro que não, ta parecendo o Emm. – ralhei ouvindo sua risada gostosa.

- Pelo que vejo se divertiram, mesmo.

- Como disse, foi um dia inesquecível!

- E o feitiço, como foi? Deu certo?

- Deu, mas foi muito complexo, por isso teve que ser feito no crepúsculo... – expliquei a ela exatamente como foi feito.

- Está me dizendo que deu seu sangue a ele? – havia perplexidade em sua voz.

- Veja... – mostrei a ela minha mão, com um risca clara.

- Como cicatrizou tão rápido?

- Edward a lambeu.

- É mesmo!

- Não acha que se arriscou demais, e se ele perdesse o controle?

- Foi preciso, Edward precisava prová-lo, mas não houve risco, o mantive imóvel com um feitiço, basicamente selei a sede pelo meu sangue no mais fundo do seu ser e enquanto ele usar o amuleto, o monstro como ele costuma dizer, jamais o assombrará outra vez.

- E o que houve depois?

- Não sei dizer, apagamos... – falei dando de ombros.

-Apagamos? Como assim apagamos? Edward não pode ter apagado.

- Ele me disse que apagou e quando despertou viu que eu ainda estava desacordada.

- Uau!

- Foi quando ele viu o corte em minha mão e o lambeu para que cicatrizasse rápido, o cheiro de sangue era forte até mesmo pra mim, mas seu irmão me garantiu que sua garganta não ardia mais, que a sede por meu sangue havia se dissipado.

- Isso é incrível!

- Quando voltamos para casa, entreguei a ele seu presente.

- Eu sei, o vi mostrando para Carlisle e os outros, é mesmo muito bonito.

- Como sabe? Teve uma visão?

- Não, ele o mostrou a Carlisle e aos outros enquanto estava dormindo. – falou dando de ombros, somente assenti.

- Claro! – um silêncio se fez no quarto.

- Bella? – chamou depois de tempo sem nenhuma das duas dizer nada. - As coisas não aconteceram como está pensando, dou minha palavra que não...

- Não quero falar sobre isso...

- Não pode fugir Bella, mais cedo ou mais tarde terão que conversar, Edward te ama e...

- ME AMA ALICE? – praticamente berrei. – Se me amasse não estaria com aquela mulher em seu quarto! Viu como estava vestida? O que acha que estavam fazendo ali Alice? – disparei sentindo minhas mãos trêmulas, tamanha raiva que sentia. - Não quero falar sobre isso, não quero falar com seu irmão, ele que fique com sua tão adorada amiga, eles formam mesmo um belo par!

- Não formam não! – teimou.

- Estou indo hoje mesmo para a reserva, talvez eu volte para Salen, ou... – minha voz quebrou no final. – Ou talvez eu faça uma viagem, ainda não sei ao certo.

- Ele está desesperado Bella, quer vê-la, falar com você.

- Não Alice! Eu não quero vê-lo nunca mais... NUNCA MAIS.

- Insisto em dizer que as coisas não são como parece, ela o pegou desprevenido, Edward te ama Bella e jamais faria aquilo.

- É isso que me dá mais raiva, Alice... – não conseguia controlar o meu tom. – Saber que ele me ama e mesmo assim me traiu...

- Esse é o ponto criatura, ele não traiu! – insistiu.

- COMO NÃO? Estavam se beijando, ambos seminus... Quer mesmo que eu acredite nisso? Eu estava lá, vi com meus próprios olhos aquela vampira dos infernos com a língua na boca dele! Estavam prestes a... São da mesma espécie, a desgraçada é insuportavelmente linda e seu irmão não tem aquela paranóia de controle com ela, quer mesmo que eu acredite que não rolou nada? Ele pode amá-la sem barreiras.

- Mas ele não a ama!

- Sei perfeitamente o que vi, e não faz idéia de como me senti enojada com tudo aquilo... – as malditas lágrimas já escorriam pelo meu rosto. – Eles estavam se beijando e só Deus sabe mais o que...

- Ela o beijou...

- PORQUE ELE DEIXOU! – sentia minhas tremulas. – Estava lá parado aceitando a carícia dela... Droga, Alice ele é um vampiro! Poderia ter se afastado, a impedido de tocá-lo, a colocado pra fora do quarto... Mas não, estavam ali parados ao lado da cama, ela estava praticamente nua com aquela minúscula camisola transparente... Estavam se beijando!

- Ta ele pode sentir um carinho especial por ela, assim como você tem pelo Jacob...

- Pelo amor de Deus Alice! Eu nunca fui pra cama com Jacob! – praticamente berrei de novo. – O carinho que sinto por ele é como o que sinto por você, Emm ou Jazz... Não há comparação, seu irmão mesmo me disse que se envolveu com ela por um tempo, mas que o relacionamento não deu certo.

- Ele nunca a amou, Bella...

- Depois do que vi, tenho minhas dúvidas! Eu estava lá, vi o modo carinhoso como a trata, há troca no olhar deles, posso ser inexperiente, mas não sou idiota Alice! – retruquei ácida.

- Ele te ama e está assustado, com medo de perdê-la.

- Sei que ele me ama e sei o quanto me ama, o que não o impediu de enfiar a língua na boca daquela vampira nojenta e ficar se esfregando nela em seu quarto praticamente pelado!

- Bella me escuta...

- Chega Alice! – estava farta daquela discussão. - Eu não quero vê-lo está bem? Só quero ficar sozinha... Preciso decidir o que fazer da minha vida e...

- Sabe que não pode ficar sozinha. – revidou ácida.

- Sei me defender muito bem, não preciso de proteção. – teimei.

- Mesmo assim, não vamos deixá-la sozinha. – bufei impaciente.

- Se é assim então vou para a reserva.

- Edward teve inúmeras oportunidades de levar Tanya pra cama, era só ele estalar os dedos e ela estava lá, mas meu irmão sempre respeitou a amizade entre eles... – cuspiu furiosa em defesa do irmão. – Meu irmão é um homem integro não um cafajeste! Ele jamais trairia você, te ama mais do que tudo nessa vida, aquela cobra fez de propósito, criou uma situação, foi uma infeliz coincidência... – insistiu – Ela o pegou desprevenido e o beijou...

- Seu irmão lê mentes e...

- Com o tempo aprendi a esconder meus pensamentos dele, Carlisle também e com certeza Tanya o faz com perfeição, minha cara! – com certeza estava furiosa. – Você disse que o amava e que jamais permitiria que nada e nem ninguém ficasse entre vocês, está dando a ela uma importância a qual não tem na vida dele...

- Sei o que vi, sei que ela é importante pra ele. – afirmei a cortando.

- Mas jamais será como você! – Alice fez o mesmo. – Você está acima de tudo e todos para ele, é a razão da existência dele, quando vai entender isso?

- NUNCA! – ela me olhou confusa. – Nunca vou entender o que um homem como Edward viu em mim... - as lágrimas escorriam feito cascata pelo meu rosto, eu segurava meus cabelos com força a ponto de arrancá-los. - Olha pra mim Alice e olha para ela... – falei como se fosse óbvio. - Tanya é insuportavelmente linda, viu aquele corpo? Como ele pode me desejar depois de ter estado com uma mulher daquelas?...

-Está sendo absurda. – me repreendeu. – Como pode pensar assim? Olha pra você criatura, é linda!

- Ela é mais... – insisti. - Aquela mulher é atraente, extremamente elegante e sexy... Eles combinam em tudo, Alice, ambos lindos, perfeitos... Você mesma disse que é só ele estalar os dedos e ela estará em sua cama, por mais que me doa, e não faz idéia do quanto dói ter que admitir, mas aquela mulher é perfeita pra ele...

- Não é. – estremeci ao ouvir a voz dele atrás de mim.

- O que? O que você faz aqui? – meu coração batia tão forte e descompassado que pensei que saltaria pela boca.

- Você é que é perfeita pra mim e pensei que já estivesse deixado isso claro a você. – ele simplesmente havia ignorando o que eu disse.

- Sai daqui. – exigi apontando para a porta.

- Não sem falar com você. - disse parado no meio do meu quarto.

- Sabia que ele estava aqui? – cuspi entre os dentes para aquela que se dizia minha amiga.

- Ele estava lá em baixo, com Jazz. – aquela vampira era de uma cara de pau sem tamanho. – Porque fez isso Alice?Pensei que eu pudesse confiar em você!

- Precisam conversar Bella, eu já disse que...

- Não se de ao trabalho Alice! – ela bufou irritada, seu irmão lhe lançou um olhar significativo e a mesma deixou o quarto em um átimo. - Saia daqui Edward... – novamente apontei a porta. – Não quero falar com você, sai agora mesmo daqui.

- Não vou a lugar algum, você vai me ouvir Isabella, nem que seja na marra. – seu tom de voz não deixava dúvida de que o faria.

- Vai me fazer proibir sua entrada aqui?

-Vou correr o risco! – ele sabia que eu jamais faria aquilo. – Eu te amo Bella...

- É meio difícil de acreditar depois da cena patética que presenciei ontem, concorda? – falei usando de todo meu sarcasmo, mas nada parecia abalá-lo.

- Você é mesmo absurda... – fiz menção de retrucar, mas ele fez sinal pra eu me calar. – Fica quieta, agora você vai me ouvir Isabella Swan!

- Quem pensa que...

- Eu disse pra ficar quietinha! – disse divertido tapando minha boca, tentei me soltar, já que ele me envolvia em seus braços. – Coloca uma coisa nessa tua cabeça dura bruxinha, eu te amo e você é perfeita pra mim Isabella... – ele ainda tinha a mão na minha boca e me prendia em seus braços. – Você diz não saber o que vi em você, pois eu lhe digo, vi uma garota, inteligente e surpreendente. Uma garota que sabe o que quer, com um coração puro, é carinhosa e amorosa...

- Mas...

- Shhh... Eu disse pra ficar quieta! – revirei os olhos, aos poucos sua mão ia se deslocando em uma caricia em meu rosto. – Vi uma amiga excepcional, uma garota atraente e muito sensual, sem fazer o menor esforço... – conforme ele falava sentia nossos corpos em movimento.

- O que pensa que está fazendo?

- Seu corpo é o mais lindo que já vi... – disse ignorando o que eu havia dito. – Suas formas são perfeitas, pelo menos pra mim... Tudo em você Isabella parece ter sido feito somente pra mim, na medida exata e perfeita e eu te amo assim do jeitinho que você é sem tirar nem por... – senti a cama bater em minhas pernas. - Você tem razão quando diz que ela é insuportavelmente linda... – tentei me soltar quando disse aquilo, mas Edward intensificou o aperto. - Mas a beleza dela somente atrai, não conquista...

- Me solta...

- Já a sua cativa, envolve e arrebata, Bella... – ele estava tão perto que pude sentir sua respiração bater em meu rosto. – Sinto meu peito se encher de felicidade quando simplesmente sorri, e o modo como morde os lábios me faz desejar tomá-los em um beijo, adoro o seu jeito estranho de se vestir, assim como prende seu cabelo, seu jeito desastrado e até mesmo o seu sarcasmo desmedido. Amo tudo em você Isabella Swan, absolutamente tudo. – me queixo tremeu, ele jamais havia me dito aquilo. – Somente você me faz estremecer com um simples toque, faz meu corpo arder de desejo a cada beijo, faz meu coração bater descompassado... Só você me faz sentir vivo, Isabella!

- É Bella! – o corrigi, minha voz não passava de um sussurro.

Edward tomou meus lábios em um beijo avassalador o qual não pude resistir, caímos sobre a cama e o beijo ficou cada vez mais ardente mais voraz, ele rompeu o beijo delicadamente deslizando seus lábios pela curvatura do meu pescoço roçando sua língua pela minha pele, me deixando arfante e completamente zonza, o prazer que sentia era tamanho que tudo se esvaiu... Não havia raiva, ressentimento, nada... Somente o desejo insano por aquele homem o qual amava loucamente.

POV EDWARD

Precisava fazê-la sentir o quanto a amava e convencê-la de uma vez por todas de que ela era a mulher da minha existência, que não existia outra. Precisava acreditar em mim, que jamais a trai, o modo como retribuiu o beijo me fez crer que estava tendo êxito, mas comemorei cedo demais.

- Acha mesmo que vai me enrolar com beijos e palavras doces? – sua voz saiu fria, parei o que estava fazendo e me ergui para olhá-la nos olhos, Bella estava séria, muito séria. – Porque Edward? Se me ama tanto como diz, porque estava se esfregando com ela em seu quarto?

- Eu não estava me esfregando em ninguém! – me defendi.

- Oh sim, claro! Ela estava se esfregando em você, seminua! – e lá estava aquele sarcasmo irritante. - Prometeu que jamais me trairia...

- Jamais a trai! – afirmei me irritando, como a faria entender?

- Não? E o que era aquilo? Porque ela estava com a língua dentro da tua boca Edward! - sua voz saiu exaltada. – Aquela mulher estava vestida para uma noite de sexo, ou estou errada?

- Não rolou nada eu juro, e foi ela quem me beijou! – era patético, mas era a verdade.

- Pobrezinho... – soltou irônica. - Você é um vampiro Edward, um vampiro que lê mentes, quer mesmo que eu acredite que ela te pegou desprevenido?

- Por favor, Bella, acredite em mim, quando sai do banho me deparei com ela vestida daquele jeito, fiquei surpreso, ela jamais havia feito algo assim e... - como a faria entender? - Depois que me dispensou...

- Eu não o dispensei, só não queria brigar com você, estava de cabeça quente e achei melhor me acalmar.

- Depois que sai do seu quarto, achei melhor correr pra ver se esfriava a cabeça e...

- Mas ouvi quando bateu a porta do seu quarto.

- Sai pela sacada, não queria cruzar com ninguém, quando voltei pra casa, minha vontade era de entrar no seu quarto e fazê-la me ouvir na marra... – ela me encarava com as sobrancelhas arqueadas. - Achei que um banho me ajudaria a acalmar os ânimos, tudo que eu não queria era discutir com você. Mas quando sai me deparei com ela novamente ali, parada no meio do quarto vestida daquela forma...

- Novamente? – me chutei mentalmente por ter deixado aquilo escapar.

- Pouco antes de irem caçar, enquanto você dormia fui até o meu quarto e a encontrei deitada em minha cama... – seu rosto estava inexpressível e não saber o que se passava em sua mente naquele momento era desesperador. – Quando perguntei a ela o que fazia ali, disse que estava me esperando, pra me chamar pra caçar. Eu disse a ela que ficaria com você... Não sei o que deu na cabeça dela pra fazer aquilo!Pensei que tivesse deixado claro a ela o quanto eu te amo!

- Aquela idiota pensa que enfeiticei você...

- De certa forma enfeitiçou! – afirmei. – Mesmo sem usar de magia, você me enfeitiçou completamente bruxinha. – tentei me aproximar dela novamente, mas Bella recuou se afastando, não ler sua mente naquele momento me deixava completamente perdido!

- Transou com ela?

- Pelo amor de Deus Bella, é claro que não!

- Então porque diabos estava atracado a ela, enfiando sua língua na garganta dela? – bufei alto, esfregando as mãos no rosto tentando não torcer aquele pescoçinho lindo.

-Ela me beijou Bella, me pegou desprevenido! Quando sai do banheiro e me deparei com ela, me assustei, Tanya veio pra cima de mim com tudo me beijando e quando dei por mim você já estava no quarto e... – seu rosto estava inexpressível, o que me deixava ainda mais nervoso, pois Bella era tão intensa em suas emoções que deixava transparecer em seu olhar, mas não ali, naquele momento. – Tanya não é uma má pessoa Bella, ela nunca imaginou que eu fosse me apaixonar algum dia... Quando estive em Denali, logo quando chegou, contei a ela como me sentia e garanti que provaria a Alice o quanto estava errada, que jamais me envolveria com você, talvez ela tenha pensado que com aquilo...

- Você está justificando o que aquela mulher fez?

- Não! Sim... Quer dizer... – eu tinha vontade de arrancar minha própria cabeça naquele momento. – Só estou dizendo que entendo sua atitude desesperada, a roupa, as coisas que disse... Tudo aquilo foi uma tentativa de...

- Tê-lo de volta! – concluiu por mim. – Não a culpo. – disse se deixando cair sobre a cama.

- Pra querer me ter de volta eu precisava pertencer a ela, e isso jamais aconteceu! – me sentei ao seu lado, tocando sua mão, desta vez Bella não recuou. – O que tivemos foi um affair, um caso que durou pouco tempo, eu não a amava e jamais a amei...

- Ela é importante pra você, vi a troca de carinho entre vocês...

- Tenho um carinho especial por ela, é só isso! Somos amigos há muitos anos Bella, nos damos muito bem, Tanya é uma pessoa muito especial, se conhecê-la melhor vai me entender...

- Eu dispenso, obrigada! – sorri meneando a cabeça, me perguntando desde quando ela era tão ciumenta? Seu olhar encontrou o meu, minha mão ainda segurava firme a dela. – Quando esteve em Denali, ficaram juntos? – perguntou desviando o olhar.

- Não... – menti. - Quer dizer trocamos alguns beijos e nada mais, eu juro. – achei melhor ser sincero.

- Se beijaram quando ela esteve em seu quarto, antes de irem caçar?

- Ela me beijou quando me congratulou pelo meu aniversário, mas me afastei imediatamente. – me apressei em dizer. – Durante estes quase oitenta anos de amizade nos tratamos assim, nunca me importei e tão pouco ela, Tanya adora esse jogo de sedução, a diverte e confesso que até te conhecer, também me divertia, mas não mais.

- Entendo...

- Entende mesmo Bella? Acho que não. – as lágrimas escorriam pelo rosto, mas toda aquela raiva e as emoções a flora da pele haviam sumido, restando um olhar inexpressível. – Quando saiu de lá, quando veio embora exigi uma explicação dela.

- E o que ela disse?

- Que lamentava por ter me causado problemas, que não fazia idéia de que o nosso relacionamento fosse tão forte, que realmente pensava que se tratava de um namorico... – Bella fez uma careta estranha. – Novamente disse que estava preocupada comigo e com nossa família, mas que se eu amasse você de verdade, ela respeitaria minha escolha.

- E você acreditou?

- Porque não acreditaria? Tanya estava sendo sincera, disse que lamentava, mas respeitava.

- Lamentava? Lamentava pelo que exatamente?

- Pelo fato das coisas não terem dado certo entre nós, que sentiria minha falta e que por mais que eu não acreditasse, que ela me amava e muito. – ela me lançou um olhar mortal recolhendo a mão.

-Porque a beijou Edward? E não me venha com esse papo de que ela te pegou desprevenido!

- Tanya pediu desculpas pela discussão que teve com você, disse que entendia e pediu um beijo de despedida, um último beijo, para selar nossa amizade... – Bella mordia o lábio inferior com tanta força que eu temia que o cortasse. – Cuidado, vai acabar se machucando... – falei o tocando com meu polegar. – Era para ser somente um selinho, mas Tanya aprofundou o beijo e você entrou daquela forma e... Por favor, me perdoa Bella.

- Tem idéia do que senti ao vê-los ali, juntos? Se não fosse a presença de Laurent provavelmente estariam recolhendo as cinzas dela neste momento! Não sabe o quanto tive que me controlar para não mandar aquela vampira pelos ares. – cuspiu furiosa. – Não pode imaginar a dor que senti Edward.

- Jazz me mostrou, e não sabe o quanto lamento Bella! Acredite em mim meu amor, jamais trai você, não transei com ela...

- Mas a beijou. – retrucou.

- Me perdoa, por favor, Bella, diz que me perdoa?

-Escuta bem o que vou lhe dizer senhor Edward Anthony Masen Cullen, se eu vir aquela vampira tocando em um só fio do seu cabelo, pode dar adeus a sua amiguinha ouviu bem? Palavra de bruxa... – Bella fez um V sobre os lábios ao dizer aquilo. – Que se eu pegar você de dengo com aquela...

-Entendo!

- Eu estou falando sério Edward, toque nela outra vez e desapareço da sua vida pra sempre. – só o pensamento me deixava apavorado.

- Não irá se repetir, eu prometo, não sabia que era tão ciumenta?

- Ciumenta eu? – disse me puxando pela gola da camisa. - Só estou defendendo o que é meu, não vou dividi-lo com aquela vampira ou com nenhuma outra ouviu bem? Você é meu Edward, somente meu! – afirmou praticamente roçando seus lábios aos meus.

- Sempre serei seu, boba. – enlacei sua cintura a puxando pra mim, colocando-a no meu colo. – Eu te amo minha bruxinha enfezada e ciumenta.

- Estou falando sério, se engrace com sua amiguinha outra vez e pode dar adeus ao seu amiguinho ai... – segui seu olhar e estremeci só com a idéia. – Estamos entendidos?

- Perfeitamente! – respondi prontamente. - Vai voltar pra casa?

- Não enquanto estiverem por lá. – somente assenti, a puxando para um beijo o qual respondeu prontamente. – Quanto ao senhor... – disse ofegante. – Ligue para Alice e peça pra que traga algumas roupas suas pra cá, não vai voltar pra mansão com aquela oferecida rondando por lá.

- Desde quando ficou tão mandona? – perguntei divertido.

- Promete que não irá tocá-la outra vez?

-Eu prometo meu amor, tudo bem Bella, se te deixa mais calam, fico aqui com você, ta bem? – ela somente assentiu afundando o rosto em meu peito.

Liguei para Alice e pedi pra que trouxesse algumas roupas pra cá, Bella estava sensível demais, por isso achei melhor nos mantermos afastados. Esme ficou triste, disse que sentiria falta de Bella, que já havia se acostumado com ela por lá, mas que era bom evitar atrito entre ela e Tanya.

Os Denali ficaram mais alguns dias e Bella meio a contra gosto foi se despedir de Carmen, Kate e Eleazar, a tensão entre ela e Tanya era palpável, nenhuma das duas disseram uma só palavra, perdi a conta de quantas vezes Tanya se desculpou mentalmente, mas me mantive o mais distante possível dela para evitar problemas maiores.

Já estávamos em julho e nem sinal de Victória, aproveitei para fazer alguns programas com Bella, como um casal de namorados normal, fomos algumas vezes ao cinema, a levei para jantar fora, também a levei para ver uma peça de teatro em Seattle, Bella simplesmente adorou.

Como estávamos de férias passávamos o dia todo juntos, quando precisava caçar, Bella ficava em casa com Alice e Esme, às vezes Rosalie ficava com elas. Voltamos várias vezes à clareira, onde passamos momentos maravilhosos, a cada dia sentia que a amava mais e mais, o gosto do seu sangue ainda estava cravado em minha memória, mas minha boca não se enchia de veneno ao me lembrar dele. Claro que eu sentia sede e tinha que caçar com freqüência, mas o sangue dela não me afetava como antes, o que me permitia ser mais ousado nos toques assim como ao beijá-la.

Aos poucos estávamos nos conhecendo, as caricias estavam cada vez mais ousadas de ambas as partes, eu a tocava descobrindo seus pontos mais sensíveis e ela fazia o mesmo comigo, me deixando louco de desejo. Bella despertou o homem que havia em mim, o humano a tanto perdido, com seus desejos e sonhos... Mas um vampiro poderia sonhar?

A desejava de forma insana, queria tomar posse de seu corpo, torná-la mulher, minha mulher, mas ainda não estava confiante... Temia machucá-la, tal ato exigiria de mim um controle absoluto, não da sede já que o amuleto nos protegia, mas sim da minha força, dos meus instintos mais profundos, sabia que ainda não estava pronto.

Bella foi algumas vezes para a reserva, principalmente quando eu tinha que caçar, não era algo que me agradava, mas depois do episódio com Tanya, não me atrevi a questionar ou sequer reclamar.

Estávamos em paz, fazíamos planos para a universidade, Bella estava feliz, conseqüentemente eu estava feliz e minha família também. Ultimamente estava meio complicado velar o sono de Bella, já que minha namorada adquiriu um novo guarda-roupa, suas roupas de dormir estavam cada vez mais ousadas e provocantes, muita renda e muita seda, era tentador demais.

- Onde estão as camisetas e os shorts? – perguntei quando saiu do banheiro com aquela camisola de seda curtinha e provocante.

- Não gostou? – disse dando uma voltinha, empinando aquela bunda deliciosa, com certeza estava me provocando, na realidade estávamos naquele jogo há algumas semanas... Ela me provocava e eu tentava resistir ao máximo, eu já havia conversado com Carlisle e estava decidido em pedi-la em casamento, só estava esperando o dia de seu aniversário, faltava pouco mais de um mês.

- Você sabe que está linda, agora vem pra cá que já está tarde e você precisa dormir. – falei batendo no espaço ao meu lado, estávamos em sua casa.

- E o que o meu vampiro bonitão tem em mente? – definitivamente ela estava com a corda toda, ao invés de sentar-se ao meu lado, sentou no meu colo, de frente pra mim.

- Cantar pra você dormir, como sempre faço... – Bella bufou revirando os olhos. – Seja boazinha e deite-se ali meu amor. – só eu sabia o quanto me custava resistir a ela enquanto Bella tentava me seduzir.

- Chato! – resmungou saindo de cima de mim se deixando cair sobre o colchão. – Espero que tenha uma boa noite! – com certeza estava brava, virou-se de costas pra mim, a posição que estava, fez com que a camisola subisse e sua bunda deliciosa ficasse a mostra, peguei a ponta da coberta e joguei sobre ela que resmungou algo inteligível até mesmo pra mim. Fiz menção de sair da cama, mas Bella me segurou pelo braço.

- Não! Não vá embora. – pediu se virando pra mim. – Vou me comportar, prometo.

- Não vou embora minha bruxinha, só ia me sentar na cadeira, está esfriando. – era uma desculpa podre, mas era a única que eu tinha.

- Sabe que não me incomodo com sua temperatura, deixa de ser bobo, deita aqui comigo, não consigo dormir se não estiver em seus braços. – o pior é que ela estava certa, Alice havia me dito que Bella rolava na cama a noite toda, quando eu não estava por perto, sem contar que tinha pesadelos.

- Tudo bem meu amor, estou aqui com você. – disse me ajeitando ao seu lado a envolvendo em meus braços, ela apoiou a cabeça sobre meu peito e não levou mais que dez minutos para estar ressonando tranqüila.