Capítulo 14 – Mais Um Dia Como Outro Qualquer.
Aquela aventura toda estava acabando com meu estômago. Sou hipoglicêmico e necessito comer de três em três horas ou tenho uma queda da taxa de glicerina no sangue, consequentemente minha pressão cai e aí tudo fica preto.
E agora eram duas da tarde e eu não havia tomado café da manhã e nem almoçado. A única coisa que eu havia ingerido fora um mísero cookie de baunilha com pingos de chocolate.
Quando a aula terminou, fui para o ponto de encontro.
Ainda tinha comida em cima da mesa, o que foi maravilhoso. Fred e Vicky estavam brincando de forca no andar superior.
- Olá, pessoal. – falei, quando entrei.
- Hey. – Fred respondeu.
- Oi. – Vicky disse em seguida.
- Como está nosso querido Draco? A cabeça melhorou? – olhei para sua cabeça enfaixada. Tirei novamente a mordaça. – Está com fome? Esquecemos de alimentá-lo!
- Caramba, é verdade. – Fred respondeu sem parecer muito preocupado. – Por isso que nunca tive um tamagoshi, ele morreria rapidinho. – coçou o pescoço, provavelmente se lembrando do seu quase enforcamento.
- Não estou com fome. Quero ir ao banheiro.
- Hum...isso é um problema. – passei a mão no cabelo. – Como vamos impedi-lo de fugir?
- Não vou fugir.
- Ah claro, e eu supostamente devo acreditar na sua palavra? – sorri. – Não sou a Vicky.
- Ei! – ela reclamou.
- O quer que eu faça? – perguntou furioso.
- Ok. Vamos te desamarrar e eu vou levá-lo ao banheiro. Fred e Vicky ficarão com as varinhas em punho do lado de fora, prontos para te atacar. Me ajuda aqui, Fred.
A contra gosto, ele levantou e desamarrou um dos pulsos de Malfoy, enquanto eu o soltava do outro lado.
Ele andou até o banheiro e eu entrei com ele.
- Vai ficar admirando?
- Não, obrigado. – virei de costas.
- Não consigo com você aqui.
- Sinto muito, mas é o único jeito. Se te ajuda... – abri a torneira.
- Hunf...
Quando saímos, o amarramos de volta na cama.
- Agora acho melhor você comer. Não queremos que fique desnutrido.
Peguei algumas frutas e sucos do andar de baixo e carreguei para cima, assim como uma sopa de ervilha.
- Olha o aviãozinho. – sorri e dei na boquinha dele uma colher de sopa. – Isso, bom menino.
- Quando essa palhaçada terminar, você vai pagar caro, Lupin.
- É, é, você já disse isso.
Depois que ele terminou tudo, recoloquei a mordaça e sentamos no chão.
- Estou cansado. – falei, me jogando no colchão que conjurei alguns segundos antes de cair.
- Estou entediado. – Fred disse do seu colchão.
- Eu estou as duas coisas. – foi a vez de Vicky.
- O que vamos fazer? – Fred perguntou.
- Dormir? – arrisquei.
- Já sei! Vamos jogar alguma coisa. – Vicky sorriu sentando-se em perna de chinês. Era bom vê-la sorrir, o que era muito raro, já que eu sempre a via com cara de peixe e batendo em mim. Ainda mais ultimamente.
- Que tal poker? – falei. – Strip poker. – sorri.
Vicky me bateu – oh! Grande novidade – e Fred fez cara de sofrimento.
- Não, obrigado. Não quero recordar como fui concebido.
Ah, é! Eu contei como Fred nasceu? Acho que não.
Bem, como podem notar é meio estranho termos a mesma idade, já que quando eu nasci meus pais já tinham 30 anos e George e Angelina 18.
Acontece que Fred (o tio, não o FG), começou a sair com Angelina quando ele e o irmão abandonaram Hogwarts. Namoraram por três meses até que George a roubou de Fred. Foi bem engraçado, sabe? Eles ficaram bêbados e ela não notou a diferença. E depois começou a gostar mesmo dele.
No início eles tiveram uma briga feia, coisa que os gêmeos nunca tiveram, mas então quando Fred conheceu uma trouxa em Londres, tudo foi esquecido.
...contanto, é claro que George não a roubasse também.
Então George ficou namorando Angelina por aqueles dois anos e parecia que estavam se dando muito bem. Até que aconteceu aquela luta trágica onde Fred se foi. George ficou com uma terrível depressão.
Em um desses ataques de tristeza, novamente houve o terrível wisky de fogo. Acho que a bebida alcoólica veio para desgraçar a vida das pessoas. Ele foi buscar um ombro amigo, e que melhor ombro amigo que a namorada compreensível? Esses dois elementos somados com um poker jogado de forma correta (como o strip poker), fez com que nove meses depois surgisse nosso querido amigo Fred George Weasley!
Aí Molly surtou, o pai de Angelina ameaçou fazer picadinho de Weasley e tudo terminou em um lindo casamento às pressas em dezembro. Foi um belo casamento com neve real como enfeite.
Mas pelo menos um filho fez com que a dor de perder um irmão amainasse um pouco.
Cara, dá uma bela história, não?
Em todo caso, eu dei um tapinha nas costas de Fred.
- Então tudo bem, só um poker comum.
- Melhor. Onde tem cartas? – ele perguntou para Malfoy, que o ignorou. Mesmo que ele tentasse responder, não ia conseguir.
- Você acha mesmo que ele joga cartas? Ele tem cara que usa algum outro tipo de diversão que não seja torturar alunos?
- Hum... eu tenho! – Vicky levantou.
- Você joga poker? – ergui uma sobrancelha.
- E muito bem, ta?
- Sei.
Ela estreitou os olhos.
- Aposta quanto? – perguntei.
- Hum...10 galeões.
- Estão loucos? – Fred perguntou desesperado. – É muito dinheiro!
- Feito. – estendi a mão. – Não tenho medo de perder.
- Nem eu. – ela apertou a minha.
- Eu não tenho dez galeões.
- Vamos, Fred! Nós não vamos perder. Além do mais, somos nós dois contra ela.
- Não sei, cara...
- Espera! Além dos dez galeões podemos tornar isso mais interessante. – sorri.
- Mais? – parecia que Fred ia ter um ataque cardíaco.
- Diga. – ela falou sem se abalar. Estava bastante confiante e isso me deixava um pouco menos confiante, mas não ia dar para trás.
- Se você perder, vai ter que explodir o escritório de McGonagall.
- Cara! Não acha que já temos problemas o suficiente? – Fred me olhava abismado.
- Tudo bem.
- Vicky! – ele virou o rosto para ela. – Você sempre foi sensata.
- Mas se vocês perderem, vão ter que beijar a verruga que o Filch tem na sola do pé.
- Eca! – eu e Fred falamos ao mesmo tempo.
- E aí? – ela sorriu triunfante.
- Ok. Aceitamos. – estendi a mão e ela apertou.
- "Aceitamos"? Como você pode decidir por mim?
- Já foi. Nós vamos ganhar, não se preocupe.
- Vai sonhando. – ela se levantou. – Vou buscar o baralho. Já volto.
Ela saiu e eu fiquei pensativo.
Não que eu estivesse com medo de perder. Isso nunca aconteceria.
Minha única dúvida era: como ela sabia que Filch tem uma verruga na sola do pé?
Oi, gente. Espero que tenham gostado do capítulo, apesar de não ter acontecido muita coisa. Na verdade, não aconteceu nada rs. Mas o próximo vai ser melhor...acho.
Novamente eu não vou poder comentar os reviews. Desculpem. É que estou com muito muito muito sono e me sentindo como uma zumbi. To quase caindo aqui. Só não dormi ainda porque queria postar o capítulo. Amanhã eu PROMETO responder vocês. Vou responder cada um individualmente, a não ser aqueles que não tiverem cadastro. Aí deixo para a semana que vem, ta?
Desculpa de novo e até mais.
Beijos.
