Disclaimer: Edward e Bella assim como os outros personagens, pertencem à Stephenie Meyer e sua saga Twilight, mas O Poder da Resistência, com todos os seus dramas, conflitos e flashbacks pertencem a mim. Por favor, não copiem, plágio é crime!
Oi flores, tudo bem com vocês?
É, demorou um pouquinho, eu sei! Mas é que a fic tá tão no finalzinho, aí vai dando um aperto no coração! É difícil escrever o final!
Quero agradecer demais a Paulinha, como sempre, que betou o capítulo e sempre o torna mais legível para vocês, além de fazer modificações incríveis!
Sim, vocês vão notar que este é o menor capítulo de toda a fic, mas ele passa o recado que eu queria e é a grande preparação para o último. E sim, o último capítulo está muito bem encaminhado! Então, não deve demorar muito não!
Vou deixar vocês com a leitura e a gente volta a se falar lá embaixo!
Trilha: Amazing – Janelle
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"Como ele está passando hoje, Natasha?"
"Ele já não está mais desidratado e nem com anemia. As feridas nas mãos e nos pés já estão quase secas, também. Mas seu estado comatoso continua o mesmo, Dr. Stefan. Nenhuma melhora significativa de ontem para hoje."
"Conseguiram descobrir quem é ele ou alguma informação útil?"
"Nada, Dr. Sem documentos fica realmente difícil descobrir quem é ele e procurar algo. A única informação que temos é aquele nome que os soldados disseram que ele sussurrava quando foi encontrado. Bella."
"Vamos torcer para ele acordar logo, Natasha."
Eu estava mais uma vez parada ao lado de sua cama, contemplando aquele rosto jovem e sereno. Ele poderia facilmente ser comparado com alguém simplesmente adormecido, mas eu sabia que aquele não era o caso. Eu tinha acabado de virá-lo mais uma vez na cama, para evitar que feridas se criassem em sua pele e também de barbeá-lo. Aquela era minha rotina há meses, cuidar do belo homem que chegara gravemente ferido, em coma, com um ferimento à bala na cabeça. Pelas roupas que usava e pelo péssimo estado de saúde, tudo levava a crer que se tratava de um judeu fugitivo, muito provavelmente de Auschwitz, o campo mais próximo de onde ele foi encontrado, caído em meio ao matagal e semi-consciente.
"Oh, belo rapaz, você precisa ser forte e se recuperar. Não há mais nada que possamos fazer por você além do que já estamos fazendo. Você precisa ser forte e ajudar o seu organismo a reverter esse quadro. Depende mais de você do que de qualquer um aqui nesse hospital. Você não quer ficar bom? Deve ter tanta gente te esperando agora que a guerra acabou! A Bella talvez seja uma delas? Quem é ela? Sua mãe, irmã, namorada? Você sobreviveu até o fim da guerra, rapaz, merece recomeçar sua vida agora que tudo acabou."
Eu não sabia se ele seria ou não capaz de me escutar. Alguns médicos acham que sim, outros que não, mas eu preferia acreditar que aquele homem que para muitos pareceria apenas adormecido, me escutava e que minhas palavras poderiam impulsioná-lo a lutar pela sua vida.
Janeiro de 1946
Trilha: Hometown Glory – Adele
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"Poxa Bella, eu sei o quanto isso deve estar sendo difícil para você, mas hoje é o casamento da Rose e do Emm e eles merecem que a madrinha esteja no altar com uma cara de festa, e não de quem acabou de chegar de um enterro. Olha pra isso, você nem mesmo fez suas unhas!" – Alice gritou, estarrecida ao ver a amiga, ainda sob as cobertas, naquela fria tarde em Paris.
Seis meses haviam se passado desde a volta de Jasper, e a guerra havia chegado ao seu fim. Aos poucos e, dentro do possível, as pessoas tentavam retomar suas vidas, reerguer suas casas, sonhar com um futuro melhor, curar as feridas. Menos Bella. Ela parecia cada dia mais sem vida, sem esperanças. Os dias nunca pareceram tão cinzentos para a morena como agora. A volta de Jasper, a normalidade, a continuidade da vida dos outros a machucava mais do que ela se permitia admitir.
O casamento de Rose e Emmett veio apenas para agravar ainda mais a situação. Ela estava feliz pelos amigos, e sabia que Edward também estaria vendo o seu melhor amigo dando um passo tão importante. Mas junto com aquela alegria vinha a culpa por se permitir ficar alegre, e a tristeza por saber que Edward não estaria ali. Mais do que isso, o desespero por saber que sonhara tanto com aquele momento, planejara tanto o seu próprio casamento, e agora aquele sonho parecia algo impossível, inalcançável.
Emmett a havia convidado para ser sua madrinha e decidira não ter padrinho. Aquele posto, segundo ele, não poderia ser preenchido por outra pessoa que não Edward e, se este estava impossibilitado de estar presente, nada mais justo do que o lugar ficar vago. Por sua vez, Alice e Jasper seriam os padrinhos de Rose. No início, ficara comovida com o gesto de Emmett, mas ao se ver ali, de pé naquele altar, de frente para uma Igreja lotada, só queria alguém ao seu lado para garantir que seus joelhos não fraquejassem e que seu corpo desmoronasse, como já havia acontecido com sua vida.
As lágrimas escorriam pelos seus olhos, sem tréguas, enquanto o Padre permitia que Emmett e Rose fizessem seus votos. Ele falou sobre como Rose o fez entender o verdadeiro significado do amor; aquilo sobre o qual seu amigo tanto falava e ele pouco sabia. Ela, por sua vez, ressaltou a importância do amor diante do caos, e como em muitos momentos ele foi sua força diante da dor da guerra.
O mais novo casal deixou a igreja sob uma intensa chuva de arroz, seguidos por uma Bella chorosa, amparada por Jasper e Alice. Ela pôde ouvir alguns murmúrios sobre o quão bonita era a emoção da madrinha, mas não se importou muito.
Bella, Alice e Jasper seguiram para o bistrô onde aconteceria a recepção. Rose e Emmett escolheram o local, dizendo que ali, onde se conheceram e onde formaram um grupo tão guerreiro, era o melhor local de Paris para comemorarem. Não demorou muito para que Jasper a tirasse para dançar, contando um pouco sobre sua readaptação ao trabalho no hospital. Ele sabia que levaria um tempo para voltar a ser o que ele era antes, para superar os seus traumas, para se livrar dos pesadelos que o assolavam à noite, mas sabia que com a terapia e com a ajuda da família e dos amigos, um dia chegaria lá. Ele e Bella tinham se tornado bons amigos também, e muitas vezes os dois passavam horas conversando sobre tudo e sobre nada, mas principalmente sobre Edward. Por mais que doesse, Bella gostava de ouvir o outro homem contando sobre o dia a dia deles, principalmente no consultório clandestino. Ela sabia que ali, pelo menos um pouco, Edward devia se sentir livre, fazendo o que mais amava, salvar vidas. Jasper, por sua vez, fazia o que podia para ajudar Bella. Ele sabia que Edward faria o mesmo se a situação fosse inversa, e aquela era uma forma de manter viva a presença do amigo.
Dos braços de Jasper foi passada para o de Emmett que, para seu desespero, a fez rodopiar pelo salão, mesmo com todos os seus protestos por ser muito descoordenada. Mas apesar do medo de cair e dar um vexame no casamento dos amigos, ela acabou se divertindo e rindo como a tempos não se permitia, enquanto da mesa Rose, Alice e Jasper sorriam para cena que se desenrolava na pista.
"Eu estou tão preocupada com ela." – Alice disse, apontando Bella com a cabeça.
"Eu também me preocupo, Ali, mas cada pessoa tem seu tempo para lidar com a dor e os traumas. Pense se fosse a situação inversa, se eu não tivesse voltado para casa, você já teria superado?"
"Mas já se passaram seis meses, Jazz."
"Eu sei, meu amor, mas não é como se o relacionamento simplesmente tivesse chegado ao fim. Ele foi forçado a acabar. A Bella está precisando se readaptar, ela precisa aprender a viver sem a presença do Edward. E o pior, ela sabe que a probabilidade maior é de que ele não volte para casa, mas ao mesmo tempo ela não quer se permitir acreditar nisso. É uma luta interna muito grande."
"Isso é o que mais me preocupa" – Rose disse, palpitando pela primeira vez na conversa. "Tenho medo que ela nunca mais se permita ser feliz de novo. Que ela nunca mais volte a ser aquela menina cheia de vida de quem o Emmett me falava.
Neste exato momento a música chegou ao fim e Bella encarou os amigos, sentados na mesa principal do salão. Eles tinham expressões estranhas em seus rostos, mas não demoraram a devolver o sorriso singelo que ela lhes ofereceu enquanto caminhava até eles, em busca de uma cadeira e de algo para beber.
BPOV
Trilha: Back to you – John Mayer
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Eu sabia que meus amigos estavam preocupados comigo e que eu devia ser agradecida por ter amigos tão dignos de receberem essa denominação, mas a verdade é que há seis meses eu só queria que as pessoas me esquecessem e me deixassem quieta no meu canto com a minha dor. Eu não queria e não achava justo ser um peso morto em meio à felicidade transbordante de Alice e Rose. Mas elas simplesmente não me permitiam. Parecia que todos tinham armado um esquema de rodízio para tomar conta de mim. E quando digo todos, são todos mesmo: Angela, Alice, Jasper, Rose, Emmett, meus pais – que finalmente puderam retornar para sua casa com o fim da guerra –, e até Victoria que, pelo menos uma vez por semana, "cismava" de querer vir passar o dia comigo.
Minha mãe vivia insistindo para que eu colocasse aquela casa à venda e voltasse para o meu pequeno apartamento em Montmartre ou para junto dela e de Charlie. Ela dizia que aquele lugar estava repleto de lembranças ruins. Como ela estava enganada! Aquele lugar era tudo o que me restara. Era onde estavam as melhores e as piores lembranças. E eu nunca seria capaz de vender o lugar que Edward comprara pensando em nós dois, o lugar que tantas vezes foi a testemunha ocular do nosso amor. Se aquelas paredes falassem, elas teriam muitos bons momentos para contar, e eram aqueles momentos que eu tentava ao máximo manter em minha memória.
Jasper era quem parecia me entender melhor. Talvez pela profissão, pelos traumas sofridos, ou por simplesmente se permitir se colocar em meu lugar e pensar como agiria se Alice não estivesse mais ali, ou Victoria. Apesar de apenas seis meses de convivência, já era visível o quanto a menina era louca pelo pai. Ela falava dele com um orgulho e um amor palpáveis. E o mesmo valia para ele, que a cada dia descobria mais uma particularidade da criança. Eu realmente não sei o que faria se não fosse Jasper e suas histórias que me faziam sentir como se Edward estivesse ali, perto de mim, ao alcance das minhas mãos.
Aquela era uma sexta-feira como qualquer outra, pelo menos para mim. Nenhum plano para a noite, embora Angela tivesse me convidado para jantar em sua casa, com ela e Ben. Eu cheguei a tomar o caminho de casa, após sair da rádio, pensando apenas em tomar um banho e me jogar na cama, abraçada ao travesseiro de Edward. Rose e Emmett ainda estavam em lua de mel, e Alice e Jasper com certeza teriam algum plano para eles. Mas ao passar pela Champs Elysées, acabei tomando o rumo contrário e quando vi, já estava parada diante da torre símbolo de Paris.
Era como se o meu inconsciente sempre me levasse para aquele local, aquele que sempre fora o meu monumento favorito em toda a cidade. Como a nossa casa, aquela torre também presenciara momentos inesquecíveis; do pedido de casamento a simples conversas logo que nos conhecemos, quando Edward me contava sobre sua infância, sua vida na Alemanha, seus sonhos, temores... Mais tarde, a torre presenciou nossos planos e sonhos conjuntos, e depois minha dor e minha solidão. Como uma criança perdida, sem rumo, ali eu me permitia chorar e colocar para fora todo o meu sofrimento.
A noite caía rápido devido ao inverno, e o vento que assolava a cidade parecia gelar até a alma. À medida que a noite se aproximava, cada vez menos pessoas permaneciam por ali. A grande maioria turistas, admirados com a imponência do monumento símbolo da cidade, aproveitava para tirar fotos em seus belos trajes de inverno. Mas mesmos estes eram poucos, comparados com anos passados. A guerra acabara, mas as pessoas ainda não haviam se recuperado totalmente de seus traumas e de seus medos, mas principalmente, a crise econômica podia ser sentida por todo lado.
Apesar do medo da solidão que encontraria ao chegar em casa, o frio congelante e o cansaço acabaram me vencendo e eu já estava de pé, pronta para retomar meu caminho, quando uma figura parada em um dos pés da torre chamou minha atenção. À primeira vista parecia um mendigo, com a roupa suja e amarrotada, os cabelos bagunçados e sujos e a barba grande. Mas havia algo de familiar naquele homem.
Como um imã apontando para o Norte eu me vi caminhando em direção a ele, sentindo meu coração descompassado e as pernas bambas. Ele parecia confuso, como se não soubesse direito onde estava. Eu já estava bem próxima quando ele percebeu minha presença, se virando.
E aquele verde... Bem, eu reconheceria aqueles olhos em qualquer lugar.
Minha vida estava de volta.
Tchram! E aí, todas inteiras e vivas? Como eu disse, o último capítulo já está sendo escrito. Será que tudo será flores a partir daí? Façam suas apostas e me contem suas teorias. Quero saber de tudo!
Tenho mais um pedido para vocês. A fic está chegando mesmo ao fim, só faltam o último capítulo e o epílogo, então, que tal os BBB's aparecerem apenas pra dar um oi? Eu ia ficar muito muito feliz!
Falando em reviews, vamos às respostas de quem não tem cadastro no site.
Isa: Oi amore! Que bom te ver por aqui também! Sim amore, eu sou adepta dos finais felizes, mas não espere um último capítulo todo romanticozinho e tal! Ele será dramático como toda a fic! ;) bjusssss
Sayuri: Oi flor... nem fala. O reencontro do Jasper com a Victoria e depois a conversa com a Bella foram os dois momentos mais difíceis para escrever. Assim como esse capítulo foi bem tenso também! Prometo trazer o próximo logo logo!
É isso amores. Prontas para o capítulo final? Não esqueçam das minhas reviews. Elas me deixam super feliz e empolgada para escrever mais. bjussss
