Gente, mais um! Aproveitem...


Capítulo XIV

- Hein, Yuuki! Não vai me responder não? – ele continuava sentado em cima da mesa. – Me responda! Eu mereço saber, não acha?

- Por quê? Porque merece saber? Não é nada meu. Não é meu familiar, não é meu amigo e muito menos é meu amante para ter esse ataque de ciúmes ridículo. Você é meu professor e meu vizinho. Nada mais que isso. – por mais que eu tenha dito isso para ele eu mesma me magoei com o que eu disse. Acho que isso o irritou porque ele num acesso de fúria de levantou da mesa e veio na minha direção.

- Não Yuuki. A gente se beijou se lembra? No hall da minha casa! – ele apontou para baixo, onde deveria ser o hall. – A gente não é somente aluna e professor e vizinhos!

- Então somos o que? Namorados? Amantes? Amigos coloridos? – Eu estava gesticulando. Apontando para vários lados. Sinal de que eu estava realmente irritada. – Não quero mais saber desse livro. Eu o compro depois. Eu vou embora. Boa noite, Zero. – fiz menção de sair, mas ele segurou meu braço. – Me larga! Já chega disso Zero. Você sabe que eu gosto de você, mas fica agindo feito um babaca brincando com meus sentimentos. Me desculpe, mas não quero isso pra mim. – o empurrei com meu braço e o fiz se afastar. – Agora. Boa noite! – abri a porta e saí.

- Yuuki! YUUKI! Pare já aí mesmo. – que voz poderosa! Obedeci na mesma hora. – Eu já não tinha dito antes? Não me importa que goste de mim. Na verdade, gosto de goste de mim. Eu me sinto... feliz. – ele estava ficando vermelho. Ele está com vergonha! Que fofo. Peraí. Ele disse que sente feliz?

- Você... Se sente... Quero dizer. Você gosta... Hã... De ficar... Ai meu Deus! – eu não estava conseguindo formar uma frase! Tomei chá de demência ou o que? – Zero. – ele me olhou com aqueles olhos sedutores. – Você gosta de se sentir feliz por eu gostar de você? – ele estava se aproximando. Aproximação perigosa.

- Gosto. Não sei bem explicar, mas você gostar de mim me traz um sentimento caloroso. Gosto disso. – ele encostou sua testa na minha. Ai. Meu. Deus. – Será que agora, depois do seu escândalo, eu poderia finalmente te beijar? – AHHHHHH!

- Ahn... Acho que pod... – ele avançou em minha boca.

Sério! Ele abocanhou minha boca com muita força. Fiquei surpresa com a brutalidade, mas posso dizer que adorei. Abri um pouco mais minha boca para dar passagem para a língua dele. Ele colocou as mãos na minha cintura e me suspendeu. Eu, que não sou nada boba, entrelacei minhas pernas em sua cintura e meus braços em sua nuca. Ele continuava com as mãos em minha cintura e as descia e subia algumas vezes. Ele parou de me beijar para descer seus lábios para meu pescoço. Eu estava adorando aquilo! Como eu podia imaginar que existia uma Yuuki abusada dentro dessa?

Ele continuava a beijar meu pescoço quando senti ele me morder. Eu ia protestar, mas ele abocanhou minha boca novamente e me impediu. Ele me pressionava contra a parede. Levei um susto quando ele colocou a mão na minha cintura por debaixo da blusa. Ele estava subindo as mãos até o sutiã. Colocou as mãos por baixo dele. Ele estava com as mãos perto do meu peito. Eu tirei minhas mãos de sua nuca e as coloquei em sua cintura. Levantei sua blusa e passei a mão por seu abdômen. Subi um pouco mais minhas mãos e cheguei ao seu peitoral.

- Yuuki... – ele disse com uma voz extremamente excitada. Ele me pressionou novamente contra a parede. E foi quando senti sua excitação. – Vamos pa... – ele foi interrompido.

- Zero, cheguei! – alguém gritava do primeiro andar. Era uma voz de homem. Ouvimos passos na escada. – Zero? – ele continuava perguntando pelo Zero. Achei melhor sair daquela posição, mas ele me impediu.

- Não ouse sair daqui. – ele me deu um selinho. – Estou aqui, Ichiru. – gelei. O irmão gêmeo dele? Ai meu Deus. Agora sim que eu queria sair daquela posição o mais rápido possível! – Já não falei para não se mexer? – tentei protestar, mas fui impedida pelo irmão que apareceu.

- Zero? Minha nossa. Porque não disse que tínhamos uma convidada? – ele deu um sorriso lindo. Não era igual ao do Zero, claro, mas era lindo. – Olá. Sou Kiryuu Ichiru. Irmão gêmeo do homem que está te assediando. – ele estendeu a mão para mim, mas Zero a interrompeu.

- Nada de tocar. – ele agora meu abraçou.

- Ih... Ataque de ciúmes a vista! – Ichiru disse. Eu ri. Zero me olhou com uma cara feia. Eu ri mais ainda. – Zero, será que eu poderia cumprimentá-la devidamente? Não vou roubá-la de você. – depois disso Zero me soltou.

- Obrigada. – eu disse. – Prazer, Ichiru-san. Sou Kuran Yuuki. Vizinha de vocês. – preferi não dizer que sou aluna do Zero.

- Primeiro: Não me chame de Ichiru-san. Pareço um velho. Segundo: Você é Yuuki. Vizinha E aluna dele. – o olhei em choque. – O que posso dizer? Zero fala de você. – olhei para Zero. Ele estava sem graça. – Não fique sem graça Zero! É verdade, né?

- Ichiru. Cala a boca. Não está na hora de você ir ver alguns processos?

Falando em hora... Meu Deus! Eu estou para perder a hora do jantar! Eu tenho que ir. Tenho que voltar para a casa e arrumar as minhas coisas para a viagem amanhã. Porcaria... Ficar com o Zero sempre me distrai.

- Eu tenho que voltar para a casa. Jantar e arrumar minhas coisas para a viagem e coisa e tal. Boa noite, Ichiru. Boa noite, Zero. Será que você poderia terminar de escanear o livro para mim? Por favor? – ele me olhou, me olhou, e no final concordou. – Obrigada. Bom, vou indo nessa. Até segunda.

- Espera. – Zero me chamou. – Eu te levo até em casa. Ichiru, tem comida na geladeira. Esquente o que quiser. Volto daqui a pouco. – e me acompanhou até em casa.

Ainda não estava acreditando no que estava havendo. Zero confessou que se sente bem com meus sentimentos por ele. Ele não zombou, não riu e não debochou dos meus sentimentos. Ele gosta deles! E ele ainda sente ciúmes do próprio irmão. Isso sim é algo chocante. Bom, pelo menos agora eu entendo o porquê da Yori o achar atraente. De fato ele não tinha aquele ar selvagem do Zero, mas tinha um ar tranqüilo, calmo. Gostei de conhecê-lo. Se eu disser isso pro Zero ele me mata! (risos) Ainda tenho que me acostumar com esse lance de ciúmes. Ninguém nunca sentiu ciúmes de mim. Só o Kaname, mas ele não conta.

- Está entregue. Boa noite Yuuki. Até segunda. – ele me deu um selinho e voltou para sua casa.

- Tchau... – acenei para o vento e falei com a grama. Ele não me ouviu. Entrei em casa e segui para a sala de jantar. Pelo visto ninguém ainda estava a mesa. Que bom. Significa que eu não perdi o jantar.

- Filha! Onde você estava? A Kira-san disse que você tinha saído e que não demorava. Já é quase hora do jantar! Você demorou. – minha mãe estava parada no alto da escada. Bom, não tinha o porquê mentir. Minha mãe não iria ficar irritada por eu estar na casa do meu professor escaneando um livro importante. Ou será que iria?

- Eu estava na casa do Kiryuu-sensei, mãe. Ele me emprestou um livro muito bom de história da arte, mas eu tinha que escanear e como aqui não tem scanner, eu escaneei na casa dele. – por favor, não fique brava. Por favor, não fique brava. Por favor, não fique brava...

- Ai, ai... Tudo bem. Tudo bem. Mas, por favor, avise mais precisamente a Kira-san de onde você vai. Ela ficou preocupa e ainda preocupou todo mundo. – ela sorriu. Minha mãe é a melhor mãe do mundo. – Agora vai tomar um banho rápido antes do jantar. Vou pedir para atrasarem um pouco em consideração a você.

- Obrigada mamãe! – subi as escadas correndo para abraçá-la. – Vou tomar um banho super rápido. – e corri para o meu quarto.

Entrei correndo no banheiro e fui tomar banho. Me lavei rapidamente e saí enrolada na toalha. Fui até meu closet pegar uma roupa e me deparei com uma janela da casa do Zero aberta. Cheguei mais perto e fui ver. Era o quarto dele! E ele estava lá dentro! Saí correndo para longe da janela e peguei a roupa. Me vesti e desci para jantar com todos. Além da minha mãe, ninguém mais falou da minha ausência. O jantar foi passado com calma. Só meu pai que confirmou o horário que sairíamos amanhã. Às sete horas da manhã. Ninguém merece... Vou dar uma de eremita o final de semana todo. Bom, pelo menos eu tenho o Kaname.

Voltei para o meu quarto e fui trocar de roupa. Coloquei meu pijama e deitei na cama. Fiquei rolando de um lado para outro. Não conseguia dormir. Me levantei e fui para a janela. Vi Zero sentado em uma cadeira em frente a um laptop. E ele estava sem camisa. Perfeito como sempre. Fiquei o admirando até começar a pegar no sono. Voltei para a cama e aí sim, eu dormi. Pensando nele.


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Vamos lá! Já recebi outras reviews, mas eu quero mais! Vamos! Vamos!

Lica, obrigada!