"Mise en Scène"

XIV Ato: Laços de Família: A Parceria.

Betado por: Teffyyy (mais personagens)

Escrito por: Tia Renatinha


- O caso é que não vai derramar muito sangue. – O homem em seu jeans azul desbotado confabulava com o outro, de calças militares: – Ela está assustada, vai fazer o que eu pedir. – Fez uma pausa, passando a língua nos dentes pontiagudos. – Uhn, e será bem gostoso...

- Não sei... – o outro respondia limpando a mira telescópica da AWP: – Ela me parece do tipo que não cede.

- Coloque-a numa sala separada do policial... – o do jeans pigarreou, esticando os músculos enquanto levantava: – E me dê três minutos... nós dois, sozinhos... garanto que ela fica molhadinha bem rápido.

Suigetsu terminou seu discurso com uma grande gargalhada, e engoliu a graça toda quando o chefe entrou na sala. O rosto do tal torcido em reprovação; as mãos metidas no bolso da jaqueta preta e logo atrás, a voluptuosa parceira Karin, desfilava na microssaia e botas de cano alto, com a Uzi Carbine presa à coxa esquerda. O sorriso dela triunfante sob Suigetsu; adorava quando Sasuke o repreendia com seu olhar frio e evasivo:

- Isso se ela não arrancar sua cabeça antes. – O Uchiha parou cara a cara com o homem de jeans. – Não se atreva a encostar suas mãos imundas na Inuzuka.

- Ce-certo chefe, eu só est-.

- Não foi uma pergunta... – deu um passo a frente, e Suigetsu um passo atrás. – Não quero mais escutar sua voz, suma da minha frente.

O sorriso medíocre do cara de jeans se desfez como água escorrendo pelo ralo. Em passos duros ele resolveu que seria interessante vigiar os limites do cárcere provisório da herdeira zaibatsu. Karin deixou um beijo no ar pra Suigetsu, que revidou com palavras nada agradáveis.

- Sasuke-sama, se o policial acordar, o que eu faço com ele? – O das calcas militares se manifestou.

- Nada, Juugo. O Shiranui é descartável, se tentar reagir, mate-o.

Sasuke entrou no cárcere e firmou seus olhos negros nos de Hana. Ela tinha medo, obviamente o tinha, e ainda assim era corajosa:

- Aprecio sua bravura, mas é inútil. – Se ajoelhou diante dela com um lenço nas mãos, limpando o ferimento da testa. – Se cooperar, esse tipo de coisa não acontecera mais, eu garanto.

Ela virou o rosto. Não se importava com machucados. Não se importava se esse tipo de coisa aconteceria novamente: iria escapar na primeira brecha. Tentou soltar as mãos das algemas, mas de fato, era inútil.

- E que garantia a palavra de um homem como você tem? Um bandido! Um yakuza!

Ele sorriu e guardou o lenço com o sangue dela:

- Não me julgue tão levianamente, afinal, nossas famílias costumavam ser bem próximas. Minha palavra é tudo que tenho... – não era de rodeios e nem de deboches. Sasuke precisava de algo e então falou, com sua voz arrastada e rouca: – Quero que ligue pro seu irmão.

Estendeu o celular pra Hana. Os olhos firmes nos dela. Genma desacordado. Ela pareceu não acreditar naquilo: era providencial demais.

- Entendeu? Ligue pra Kiba. – Gentilmente soltou as algemas.

Era essa a brecha! Essa era a chance!

Mas...

Não. Definitivamente não.

Atrás do vidro que separava um quarto do outro, estava Juugo com a AWP e a mira vermelha em seu pescoço, talvez à testa. Não importava o lugar, era uma espingarda, uma mira e um cara com o dedo no gatilho!

- Diga o que eu mandar. – Sasuke fez um sinal com a cabeça pro outro: – Se tentar alguma coisa, meu parceiro mata seu namorado.

Hana torceu os lábios numa linha fina e estava determinada. Iria fazê-lo. Iria ligar. Iria acatar as ordens. Genma não pagaria por sua estupidez. Ninguém pagaria por algo que ela era ou deixaria de fazer, minada em medo e covardia:

- E-então de quanto será a recompensa?

O sol mal cobria o céu. Dava pra ver o crepúsculo e suas cores escuras, na janela minúscula daquele lugar:

- Recompensa? – Sasuke sorriu, firmando seus negros nos dela: – Não quero dinheiro. Apenas diga que ele será assassinado essa noite.

Hana mal pode respirar depois disso.

OoooO

Estava numa sala de interrogatórios há quase dois dias. Certo. Foi ao banheiro, comeu e até tentou dormir. Legalmente, mantê-lo sob custódia era crime – até sob a ótica dos direitos humanos –, mas Katsu não reclamou.

O plano era esse mesmo.

Estava exatamente onde precisava estar, mas não conseguira, ainda, a informação necessária: a confirmação de um negócio do mercado petrolífero.

Uma aliança.

Uma corporação com nome de Folha.

- Taichou-sama... – sua voz melosa chamou a atenção de Senju Jiraya: – Posso ao menos ligar pra minha namorada? Ela deve estar louca atrás de mim! – Passou a mãos nos cabelos, fingindo um descontentamento.

- Certamente. – O capitão interrompeu o interrogatório. Aquele rapaz loiro não sabia de muitas coisas sobre o paradeiro de Genma e Hana. Mas o jovem Katsu escondia alguma coisa e restava saber o que era. Estava sem tempo. Tsume exigiu voltar a Tókio e o voo saía em menos de uma hora. Iria junto: – A agente Shizune vai acompanhá-lo.

Fez menção e a morena levou Katsu até o telefone ao lado da sala de custódia, onde Inuzuka Tsume tomava seu quarto copo de café fumegante.

"Fácil demais..."

Katsu pôs as mãos no aparelho e Shizune o deixou sob privacidade, afinal, não era um suspeito em potencial, apenas um rapaz que estava no lugar errado, na hora errada.

"Sim, tão fácil que parece piada".

Habilmente, Katsu puxou dois ou três fios por trás do aparelho, o inabilitando num curto circuito sem alardes. Ele gostava de alardes. Alardes explosivos. Para o jovem loiro a arte vivia na destruição.

"Agora mostre sua raiva, Deidara... raiva e indignação..."

- Oh, mas que merda de vida a minha! – Estapeou a parede, fingindo uma decepção horrível. Era muito bom nesse negócio de "fingir". – Mil vezes merda de vida!!! Quando consigo um telefone pra falar com minha gata, essa coisa não funciona!

Shizune estava ao longe assinando uns papéis e atendendo dois policiais. Tentou chegar ao jovem, mas alguém fora mais rápido que ela:

- Tome rapaz... – Inuzuka Tsume estendeu-lhe o celular, sorrindo. – Essa sua impaciência lembra tanto meu filho.

- A-arigatô obaa-san... – ele tomou o aparelho, sorrindo de volta. – Sinto muito pelo o que aconteceu com sua filha.

- É... – ela olhou pro relógio da parede, enquanto Deidara fora rápido digitando os números no celular. – Eu também sinto...

"Não disse? Fácil demais! Esse C4 aqui no bolso falso da jaqueta nem me será útil, tsc que grande perca de tempo."

Ele enviara sem rastro algum, as informações do celular da Inuzuka pros mentores da Akatsuki, afinal, um trabalho bem pago é um trabalho bem feito.

- Ela não tá' em casa... bem, de qualquer forma muito obrigada, senhora Tsume.

"É uma pena, esse lugar ficaria lindo com a força da minha arte!"

OoooO

- Itachi-san, essa é a frequência de Kakashi-taichou. – Anko lhe posicionou a escuta no ouvido direito. – Jiraya-sama julgou necessário que ele participasse da festa do Inuzuka, então, estou às suas ordens.

Os lábios de Anko se curvaram fartos e molhados pro corpo do agente Uchiha. "Esse gostoso eu não provei ainda..." e lambeu-os, imaginando as delícias que Itachi guardava em baixo daquela pose séria e carrancuda.

- Arigatô, tenente Mitarashi. – Ele foi cordial, ocupando o lugar de Kakashi no Land Rover. – Sua escala foi trocada por outro ANBU. A divisão precisa da senhorita. Burocracia, sabe?

- Sei bem, taichou. – Respondeu a contragosto. – E quem seria o outro ANBU?

- Alguém de confiança do Major. Oyasuminassai.

A tenente rumou discretamente pra fora do carro, tomando o caminho da Central de Polícia em Tókio. Sem Jiraya a divisão estava desguarnecida, tinha por obrigação tomar seu posto no comando. Contrariar uma ordem direta do capitão Uchiha, ou do Major, seria sandice. Itachi certificou-se de estar sozinho e então encriptou uma ligação no celular pessoal:

- Conseguiu? – A resposta que teve o deixou apreensivo. – Certo, então me retorne quando fizer o contato. Prevejo que ela tentará matá-lo de uma forma discreta. – Quem estava do outro lado da linha questionou. – Alguma substância venenosa... Ela já percebeu que a polícia está envolvida. – Pigarreou a contragosto. – Tenten é uma exímia assassina e precisamos dela do nosso lado, mas por hora, isso não será possível, Sasuke. Certifique-se de que Hana avisará Kiba.

OoooO

- Hime... – um homem sussurrava. – Hime? Kuso, onde essa loira se meteu? – Procurava avidamente pelos quartos. – Senhorita Kori Hime!!!(1)– E pôs-se aos berros.

Encontrou-a no quarto 13, metida num vestido vermelho, tubinho, daqueles curtíssimos, experimentando arranjos de cabelo um tanto retrógrados pro modelito Gucci.

- Ah, dúvida cruel! – Pegou um e pôs ao lado do outro, nos cabelos. – Dúvida horrorosa!

- Senhorita... – o serviçal da mansão Inuzuka respirou, aliviado: – Kiba-sama pediu pra lhe chamar... E o da esquerda combina mais com o vestido!

- Oh! Kiba-sama quer me ver?! – Respondeu animada, jogando longe o arranjo da direita numa caixinha de madeira. – Isso não é pra combinar com o vestido, amor, é pra combinar com a roupa de hoje à noite! Minha fantasia de Ninfa, ai, é tão linda! – Ela rodopiou de mãos dadas com o serviçal. – Oh! É mesmo, onde Kiba-sama está?

- Naquele lugar... – fez um tom de mistério. – No quarto branco.

Kori Hime pôs-se a correr com um sorriso nos lábios carmim, de salto alto, escadas acima. O quarto branco ficava no segundo andar da grandiosa e exagerada mansão Inuzuka. Esperar lá dentro tinha um único nome: trabalho. E Kori Hime sentia falta dos carinhos do patrão há semanas. Sentia falta de ser uma das favoritas.

- Sempre tão ocupado e agora com essa tal de Êxtase, nem tem tempo mais pra mim... – reclamou sozinha, de frente a porta, clamando quando entrou: – Que saudades do meu cachorrinho safa-..!!!

Engoliu as palavras. Kiba não estava sozinho e fez menção pra que ela sentasse na cama, do seu lado. Kori caminhou com suas curvas a se mover pra lá e pra cá, dando pro Inuzuka um sorriso pervertido e largo:

- Seu cachorrinho anda mais safado que o de costume, Hime... – a abraçou na cintura, colando a boca no pescoço da loira. – Pode me ajudar com isso, uhn?

Ela pôs uma das mãos sobre a de Kiba e sorriu a contragosto: seus olhos estavam na tal Êxtase, nua, dormindo do outro lado da cama exageradamente grande, como tudo no Inuzuka. O membro excitado.

- Pensei que essa daí já estava lhe ajudando... – torceu os lábios, correndo os dedos no abdômen atlético até o pênis, o massageando.

- Adoro quando faz esse biquinho gostoso... – Kiba mordeu os lábios carmim, e ela se remexeu, sorrindo toda arisca pra ele. – Mas esse ciúme não combina com você, Hime, não quando sou eu o cara em questão... Oh, que saudade dessa sua mãozinha...

- Fala como se eu não gostasse do cachorrinho lindo da Kori... – lambeu os lábios dele, bem devagar, fazendo graça.

- Ah, eu sei que gosta... – ele alisou os longos e brilhantes cabelos loiros, se deliciando com a masturbação forte: – Mas sei que você gosta mais de um certo capitão...

Então a prostituta Kori Hime alargou os olhos, vidrados nos de Kiba, que sorriam divertidos pra suas expressões tão fascinantes e apaixonadas. A transparência do coração da Hime era uma das grandes belezas dela. Suas mãos perderam a velocidade, mas não o tato gostoso e profissional.

- Tenho uma tarefa pra você na festa... – Kiba encarou Kori Hime seriamente, enquanto a outra, Êxtase, se aconchegava nas pernas dele, acordando. – Minha família chega hoje de Hokkaido e Jiraya virá junto, como convidado especial. Faça dessa festa algo inesquecível pro meu grande amigo, certo?

- Hai!!! – A excitação da loira era contagiante. – Não vou decepcioná-lo, Kiba-sama! Oh! Por Kami! Preciso me arrumar, preciso daquele perfume, daquele creme que ele gosta!!!

Saltitando, a sedução que usara em Kiba foi abandonada com a loira saindo porta afora, no timing perfeito de Tenten, que bocejava, acordando com os dedos de Kiba lhe entrelaçando docemente os cabelos:

- Êxtase-chan é linda quando acorda... – o sorriso pervertido se desenhou nas presas de Kiba. – Agora vamos aproveitar antes que a festa comece... – Pegou uma das mãos de Tenten e levou ao membro duro: – Vem, senta aqui no meu colo...

Continua...

Todas as gostosonas são lindas pro Kiba, esse cachorro safadooooo ò.ó

EU TENTEI! Sim, eu juro que tentei começar a descrever a festa, mas não consegui ¬¬ mais uma vez. Me enrolei na trama querendo inserir todos os personagens possíveis e impossíveis. Querendo contar todos os mistérios que povoam minha cabecinha insana de uma só vez!!!

GOMEN, no próximo é sério, teremos mais uma dose boa de hentai KibaTen, o início da festa... e consequentemente, um passo pra dentro da cova do nosso herdeiro Inuzuka.

*~*~*~*

Notas: (1) – Kori Hime é a Kori Hime, ora bolas! Ela é uma pessoa de verdade e não uma personagem, se bem que às vezes eu me confundo kkk brincadeira amiga, espero que você tenha gostado!

Link dessa bixinha bonita: http : / / fanfiction . nyah . com . br / kori _ hime

Grande ficwritter, tem fics PERFEITAS!

Povos e povas, gomen por alguns termos "técnicos", como:

* Encriptação de ligação: impossibilita o rastreamento ou triangulação de quem a faz e quem a recebe.

* Uzi Carbine: submetralhadora israelita (e violenta).

* AWP – sigla para Artic Warfare Police: espingarda de longo alcance (pra francoatirador), muito usada pelos exércitos do ocidente/oriente e por equipes táticas como a SWAT (USA) e MI6 (Reino Unido). Essa owna, mas nem tanto quanto as AW50 e AS50, que derrubam helicóptero Hohohohohoho!

* C4: massa para explosivos plásticos com resistência ao calor e manipulação manual – ou seja, a cara do Deida-kun *-*

... tudo isso é fruto de muitos, MUITOS anos de paixão por tramas policiais, de guerra e guerrilha ^^

bjOs minna *-*


REPONDENDO REVIEWS POR AQUI

Nina Levanti: Sou eu quem pede desculpas, por não postar esse caps antes!

Não falarei nada sobre as suas suspeita, pq mais uma vez, sua perspicácia me assusta. Sério, eu acho que faço tanto mistério, mas sou descortinada por vc, e isso É BOM DEMAIS! *agarra a Nina* vc é minha cúmplice, se eu cometer algum crime com esses personagens hahahaha

Aguarde, quero fazer com que vc não faça idéia de com o clã Hyuuga será envolvido nisso.

Bem observado, o paradeiro da Mya, sinceramente, nem eu sei o que fazer com ela... vivo indo e voltando de minhas vãs teorias da conspiração. E sempre tem mais de um viés pra ela, veremos no que vai dar!

Ahhhhhhhh mas certamente eu vou explorar os Uchihas, e fazer de tudo pra aproximar as motivações deles do mangá, sério, tenho um bom plano pra isso! Hahahhaha

Qnto ao Naruto, não revelo NADA, só que o Hentai dele com a Hina ta prontinho da silva hohohoh, espero que qndo chegar no caps, vc goste!!!

bjOs querida, sempre AMO seus reviews *-*

p.s: se vc fugir, eu vou te buscar o/

Lust Lotu's: Florzenha de Lusttt *-* Mto bem observado, tudo no Sai é fachada, temam ele, pq ele é mau como o pica pau /insiraumarisadamaléficaqui.

E sim, ele é bem perigoso, ainda mais qndo um certo ruivo entrar na trama *opa, dei spoiler*

Ino e homem-coringa, essa relação sim, será uma surpresa *espero que seja das boas*

Pra vc ver, o Neji não é tão inocente como aparenta!

bjOs e MUITO obrigada MESMO por ler essa fic!