14º Cap. Ano novo e reencontros.

- Vai Blaise rouba a bosta da goles. – um Draco muito vermelho gritava perto dos aros.

- Ela é rápida demais! Estou com medo de machucá-la. – o moreno gritava em resposta.

- Medo de me machucar padrinho? – Emmy diz divertida. – Você ao menos consegue me alcançar. – rindo ela passa como um raio, indo até os aros.

- Filhinha sinto te dizer, mas eu não vou deixar você marcar novamente. – Draco disse atento a goles na mão da garota.

- Sabe o que é pai... – ela finge que arremessa a goles para um lado, o loiro mergulha, e ela marca no outro aro. –... você não precisa deixar – sorri vitoriosa e volta, como um raio, pra perto de Bernard.

- Vamos lá Blaise. Devemos estar perdendo por mais de 100 pontos de diferença. Tenho uma estratégia: vamos os dois, só assim chegamos perto dos aros.. – Draco propõe.

Os dois homens voam emparelhados, jogando a goles de um para o outro e conseguem chegar até os aros de Bernard.

- Filhão, agora você vai ver como um profissional joga! – Blaise pára de frente para o aro, Draco ao seu lado. Eles jogam a goles de um para o outro, tentando confundir o garoto. Por fim Blaise arremessa e Bernard pega facilmente.

- Vocês podem ter estilo. – Bernard joga a goles do outro lado do campo, onde Emmy a pega e marca. – Mas nós somos melhores. – completa sorridente.

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- O que vamos fazer agora? – Gina disse entediada se jogando no pufe da sala.

- Não sei. – Luna se joga em cima dela.

- Aaai! - reclama.

- Desculpa bonequinha! – disse rindo se jogando no pufe ao lado e a ruiva lhe mostra língua.

- Amanhã tenho de ir a uma festa de aniversário de um amigo do Jonathan, e vai ser muito chata. Quer ir comigo?

- Amigo do Jonathan? Festa chata? Estou dentro. – disse sorridente.

- Eu não tenho que ir né mãe! – Daphné perguntou temerosa.

- Não querida! Você vai pra Hogwarts amanhã no trem. – disse bondosa e a garota suspira aliviada.

- Quem está afim de uma rodada de filmes de terror? – Luna grita animada.

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- Eu não acredito que nós perdemos. – Blaise desceu da vassoura descrente. – Eles são só crianças, Draco.

- Eu sei Blaise. Eu sei. – o loiro concordava também desanimado.

Bernard e Emmy desceram logo em seguida.

- Nós somos os melhores. – Bernard gritava empolgado.

- Sossega aí Bernard. Fui eu quem te ensinou a voar. – o pai brigou meio emburrado.

- E mais uma vez a criação supera o criador. – o adolescente diz, divertido. – Como você se sente perdendo para dois adolescentes, padrinho? – pergunta ao loiro. (N/a: Pois é.. esqueci de falar, mas era-se de se esperar que o Draco fosse padrinho do Bernard).

- Me sinto pééééssimo. – o loiro dramatiza, causando risos. – E posso saber onde você aprendeu a voar tão bem, mocinha? Bernard andou te ensinando? – perguntou a filha.

- Aprendi sozinha, pai. Voar é uma coisa que eu não necessitei aprender em nenhum lugar, parecia que eu sempre soube. – Emmy não mentia, aprendera a voar sozinha.

- Duvidei que fosse Bernard que tivesse te ensinado. – Blaise se intrometeu. – Você voa bem melhor que ele. – disse para provocar o filho.

- Ei você deveria me defender! – o moreno protestou divertido.

- Onde está escrito isso? – Blaise se faz de desentendido.

- Está escrito nas Leis de Merlin: "Os pais devem sempre mentir para deixar os filhos felizes". – diz divertido, fazendo os outros rirem.

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Algumas horas se passam..

- Poucos minutos para o ano novo. – Luna grita animada.

- Vamos para a sacada, ver as comemorações trouxas. São sempre bem coloridas. – Gina chama já subindo as escadas.

Luna e Daphné se entreolharam e correram escada acima.

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- Posso saber pra onde nós estamos indo? – Blaise pergunta enquanto caminhavam pelo jardim.

- Estamos atrás de Daphné. Ela sumiu faz uma hora. – Draco avisa.

- Ei não é a Daph lá em cima! – Bernard grita apontando um vulto deitado sobre o telhado da casa.

- Como que ela subiu LÀ?- Blaise pergunta assustado.

- Não duvide de nada, ela é capaz de tudo. – Bernard diz sombriamente.

- Não importa como ela subiu o que importa é que nós vamos pra lá. – dizendo isso o loiro desaparata e aparata em cima no telhado ao lado da filha.

Bernard e Blaise chegam em seguida, mas Blaise some no instante seguinte.

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(N/a: Já era Ano Novo em Paris, por causa do fuso-horário! Uma hora a frente de Londres.)

- Que bebida é essa Luna? – Gina disse estranhando o liquido.

- Champagne Ice, Blaise me deu uma vez pra beber. È muito bom! – disse oferecendo as taças. – Para brindarmos!

Fogos de artifício brilham na cidade.

- Uhhuuull! Feliz Ano novo! – as três gritam juntas.

- Proponho um brinde. – Luna diz com a taça erguida, as outras repetem o gesto. – Que esse ano seja o ano dos milagres... - Que os homens deixem de ser idiotas..

- Que Luna pare de ser tão criança... – Gina diz brincando e a amiga lhe mostra a língua.

- Que o amor predomine.. – Daphné diz. – Mesmo quando parece impossível. – a garota tocou no ponto sensível das mulheres.

Emocionadas, as três bebem o champagne e observam, silenciosas, a queima de fogos cessar.

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Emmy estava deitada olhando para o céu. As mãos atrás da cabeça e um olhar sonhador em direção os céus, nem percebe a chegada dos homens.

- E então, achou que ia fugir de nós? – Draco disse brincando, deitado ao lado dela.

- È eu tentei, mas pelo jeito vocês são muito habilidosos e me encontraram. – respondeu sarcástica.

- Não seja má, Daph Querida! Faz meia hora que estamos andando no jardim atrás de você. – Bernard diz se sentando do outro lado dela

- Queria começar o ano sozinha. – ela explica.

- Quando eu tinha sua idade eu também subia aqui pra passar o ano sozinho. Achava que era a melhor maneira de se começar um ano, só eu e a noite. – Draco confessa. – Mas eu estava errado tem uma maneira bem melhor de se começar um ano.

- Tipo? – Bernard interfere.

- Sinto muito, mas chega dessas recordações, são deprimentes. Quem vive de passado é museu. – Blaise aparece novamente com taças de cristal e Champagne Ice (N/a: Champagne dos bruxos). – Vamos brindar. Falta 1 minuto para o ano novo.

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- Acho que já vou indo. Se beber mais um pouco de champagne eu não consigo aparatar. Beijo pra vocês. – dizendo isso a loira desaparata.

- Vou para o meu quarto! Boa noite mãe. – diz beijando o rosto da mãe.

- Boa noite querida. – Gina diz num tom de voz triste.

- Mas um ano se passou sem você, Daphné querida. - pensa com os olhos brilhando, cheios de lágrimas.

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- 30- 29 – 28 – Blaise conta.

- Está contando o que? O tanto de neurônios que você perde a cada segundo? – Draco pergunta, arqueando a sobrancelha.

- Estou contanto os segundos para o Ano novo, oras. – Blaise diz bravo. – Perdi a conta agora... deve estar no 10.. 9 – 8

Fogos de artifício explodem longe dali, na vila trouxa.

- Acho que você perdeu a conta. – Draco diz rindo.

- ÊêÊÊê! Ano novooo! – Blaise pula em cima do telhado. – Vamos brindar. – levanta a taça, os outros também levantam. – Que esse ano seja melhor que o que passou! - Mais mulheres..

- Mais dinheiro.. – Draco complementa.

- Mais quadribol. – Bernard aumenta.

- Mais garotos... – Emmy brinca, os homens a olham feio. – Brincadeirinha.. – sorri e depois levanta a taça o mais alto que pode. - Mais AÇÃO e menos teoria!

- FELIZ ANO NOVO. – os quatro gritam de pé em cima do telhado, virando as taças logo em seguida.

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- Draco! O que você está fazendo aqui? – uma Gina de dezessete anos diz assustada.

- Não gostou da surpresa, ruivinha? – sussurra no ouvido dela. – Eu sei que você estava morrendo de saudades

Tem muita gente olhando. – suplica, mas o loiro ainda a segura pela cintura.

- Então vem comigo! – ele saí a arrastando discretamente por uma passagem secreta.

Chegam à torre de Astronomia.

- E então, pode me dizer o que o Sr. está fazendo aqui? – diz com as mãos na cintura.

- Não está óbvio? Vim visitar a minha namorada. – diz se se encostando ao parapeito da torre, Gina se aproxima ficando do lado dele. – Tinha saudades dela.

- Sério? – ela diz o encarando.

- Sim. Mas como eu não a encontrei, serve você mesmo ruivinha.

- Quer que eu a chame pra você? È só me dizer o nome da sua ADORADA namorada. – ela diz sombriamente, dando as costas pra ele.

- Não precisa não. Eu me contento com você. – ela bufa indignada ainda de costas, indo em direção a porta. –Virginia eu já te disse que amo a vista daqui de trás não! - ela o encara com o rosto vermelho de raiva. – Eu amo também essa sua cara de "eu vou te matar agora seu Malfoy imbecil". – diz se aproximando e a abraçando pela cintura. – Mas eu amo mais ainda poder te beijar, pequena. – dizendo isso ele a beija fogosamente.

Gritos alegres são ouvidos, uns fogos Filibusteiros são soltos pelos alunos filhos de trouxas.

- Esse ano é o primeiro de muitos que iremos passar juntos. – ele sussurra no ouvido dela. – Eu te amo, pequena. Amo muito, nunca duvide disso!

- Eu também te amo loirinho. – ela responde o beijando em seguida. - Te amo mais do que amo Sapos de Chocolate. – diz divertida.

- Você gosta mais de mim do que daquele negocio marrom super doce? Nossa.. que honra.. – diz sarcástico

- Primeiro de muitos...! Primeiro de muitos... – sussurra sem parar, olhando para o céu estrelado. – Abaffiato! – murmura apontando para o quarto da filha. – COMO ALGUEM PODE SER TAO MENTIROSO? EU TE ODEIO, MALFOY! – ela grita a plenos pulmões, depois caí sentada no chão da sacada. – Ou pelo menos, eu devia te odiar. – suspira secando as lágrimas.

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- Acabou a brincadeira, crianças! – Draco diz. – Amanhã o trem para Hogwarts parte as 11. – colocou a mão no ombro da filha e desaparatou com ela no corredor do quarto andar. Bernard e Blaise aparatam em seguida.

- É melhor nós irmos. Vamos ter que aparatar, já que alguém fez o favor de bater meu carro. – Blaise comunica ao filho. – Até amanhã! Espero que você consiga arrumar o estrago do carro, Draco. Venha Bernard. – coloca a mão no ombro do filho e desaparatam em seguida.

- Hora de dormir, Srta. Malfoy. Vem que eu te acompanho até seu quarto. – disse indo em direção ao quarto da filha. – E me diga uma coisa: Como você subiu lá em cima do telhado? Eu sempre usava a vassoura, mas você subiu sem nenhuma, e você é só uma adolescente ingênua poderia ter caído. – ela ri da preocupação do pai.

- Pai.. eu sou uma adolescente e não uma inválida. – os dois riram.

Chegam na porta do quarto de Daphné.

- Pai, me responde uma coisa. – ela pergunta. – Qual é a melhor maneira de se começar o ano? Você disse que sabia uma melhor do que passar sozinho.

Ele não responde, apenas abre a porta do quarto da filha. Vira-se para a garota, lhe dá um beijo na cabeça.

- A melhor maneira de se começar o ano: È do lado de quem a gente ama! – dizendo isso o loiro fecha a porta do quarto.

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Os cabelos vermelhos balançavam com o vento, os pequenos pés descalços, os braços abertos para se equilibrar e um sorriso de garota travessa no rosto. Usava um vestido solto, e um pouco acima do joelho, a pequena barriga já estava à mostra.

- Vírginia Weasley desce daí! – Draco grita para a namorada que andava sobre o parapeito da ponte.

- Deixa de ser chato, Draco. – ela grita em resposta.

- Você está grávida! – ele tenta convencê-la.

- Sou uma grávida e não uma inválida. – ela retruca.

- Desce daí. – ele suplica.

- Só desço se você vier me buscar. – convida risonha.

- Vírginia! – ele chama e acorda em seguida. – Era tudo só mais uma lembrança!

Esmurra o travesseiro e se deita novamente.

Mal sabia ele que na França, uma mulher ruiva acordava de um sonho idêntico ao dele.

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- Tchau Daph! Cuide dela por mim, Bernard! – Draco gritou para os garotos que já entravam no trem.

- Não faça nada que eu não faria filho! – Blaise grita para o filho.

Os dois adolescentes reaparecem na janela e acenam para os pais. O trem parte em seguida.

- Ei Draco, olhe quem está ali. – Blaise aponta para um canto da estação onde Luna, Harry e Rony conversam animadamente.

-Sabe olhando assim de longe, eles parecem bem íntimos não! – Draco se refere a Luna e Harry que riam feito doidos, apoiados um no outro.

- Não viaja Draco, O Cicatriz é casado, casado com a Pansy. – Blaise responde de imediato.

- Casado, mas não está morto. – Draco diz antes de aparatar.

- O Potter é idiota o suficiente pra levar a sério o: "Prometo ser fiel" que se diz na hora do casamento. – o moreno diz pra si mesmo, dando uma ultima olhada na SUA loira e desaparata.

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- Como eu senti falta dos meus cabelos loiros. – Daphné comemora passando a mão nos cabelos, que estavam loiros novamente.

- Eu prefiro os meus, cansei de parecer uma rata Albina com esse cabelo branco. – Emmy diz se acomodando mais na poltrona.

- Eii, não fale assim do meu cabelo, cabeça de fósforo. – Daph briga divertida. – Eu pareço uma rata albina, James? – pergunta ao namorado que estava em uma calorosa discussão sobre quadribol com Bernard.

- Ahn? – olhou pra namorada. – Claro que não querida. – responde depois de ver Emmy acenar falando pra ele dizer sim.

- Bom mesmo. – finalizou a discussão.

Quando o trem saiu de Londres, Daphné trocou de lugar com Bernard para poder se sentar ao lado do namorado.

- Estou com sono. – Emmy reclamou esfregando os olhos.

- Dorme então. – Bernard disse.

- Odeio dormir com gente acordada me olhando. – confessou num sussurro.

- Daphné e James têm coisas mais interessantes pra fazer do que te ver dormir. – apontou com a cabeça os namorados que se beijavam, matando a saudade. – Alethia está pensando no namorado, Uyer. (N/a: Mari não me mate!) – apontou com a cabeça para a ruiva que apoiava a cabeça no vidro e observava a paisagem. – E eu não vou ficar te olhando dormir, porque também vou dormir.

- Se é assim, boa noite. – dizendo isso a garota encostou a cabeça no encosto da poltrona e adormeceu calmamente.

Bernard sorriu ao vê-la se mexendo, desconfortável, na poltrona. A ruiva estava realmente com sono, a franja caía nos olhos e ela apertava os olhos, incomodada. A observou por um tempo, até que resolveu salvá-la da tortura. Aproximou-se devagar, ficando bem próximo da garota, olhou para os lados, certificando que ninguém o observava e finalmente esticou os dedos para colocar a franja dela para o lado, e assim o fez. A garota sorriu satisfeita sem o incomodo e se aconchegou mais na poltrona e, consequentemente, aconchegando-se em Bernard. O moreno parou de respirar, ela estava com a cabeça apoiada no ombro dele e dormia calmamente, cogitou a hipótese de retirar a garota dali, mas ela poderia acordar e como ele ia explicar que ficou a observando dormir? Olhou para os lados, todos estavam dormindo também, sacou a própria varinha e trancou a porta. A última coisa que fez antes de dormir foi colocar o braço envolta de Emmy, que ainda dormindo (N/a: Sono pesado o dela não!) encostou a cabeça no peito definido do rapaz.

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Cobertura do escritório GroMandZ, Londres.

Draco se encontrava sentado lendo alguns relatórios da Fábrica da Nimbus, Blaise estava sentado a sal frente e, por incrível que pareça, estava trabalhando.

- Quem você vai levar na festa do Joshua? – Draco perguntou a Blaise por cima dos papéis que lia.

- Que festa do Joshua? – Blaise pergunta sem tirar os olhos do papel.

- A festa de aniversário dele. – o loiro responde. – Quem você vai levar?

- Nem sabia que ia ter festa. – moreno ainda lia.

- Por Salazar. – Draco se levanta e abaixa as folhas da mão do amigo. – Onde está com a cabeça, homem? – pergunta.

- Ela não tem um caso com o Potter né? Você disse aquilo só pra me provocar não é! – Blaise suplicou, e o amigo revirou os olhos.

- É Blaise, eu falei só pra te provocar. – disse girando os olhos. – Mas reage homem, eu não sou de sentir pena dos outros, mas você está começando a me fazer sentir isso. – disse meio bravo, o moreno ainda tinha uma cara meio sonhadora. Draco deu um tapa na testa do amigo. – Acorda!

- Tá bom! Não precisa apelar né! – disse massageando a testa e voltando a ler.

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Luna andava calmamente pelos corredores do Ministério, quando avistou uma morena, ela vestia uma saia curtíssima e uma blusa apertada, com um decote. A loira revirou os olhos.

- Nossa, essa daí vai daqui direto pro "serviço". (N/a: Vocês entenderam qual é o "serviço" que a Loony se refere não!)

Quando a morena passou por ela, Luna não pode deixar de reconhecer, aquela era mulher que ela tinha visto junto com Blaise no jornal, numa foto da Festa dos Malfoys, e, provavelmente, a mulher que estava com ele na Mansão Zabine no Natal.

- O tipo ideal pra ele. - pensou raivosamente.

Luna virou o pescoço pra ver a mulher morena, que passava agora por uma pequena multidão que já estava de saída. Sorriu maliciosamente e aponto discretamente a varinha para a mulher, e no segundo seguinte a morena deu de cara no chão com um dos saltos da sandália quebrado. A loira riu satisfeita e depois aparatou direto pra casa de Gina. Ela precisava esquecer Blaise, e a festa daquele dia era a sua melhor oportunidade.

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De volta a GroMandZ.

Draco e Blaise ainda liam relatórios, um silêncio mortal na sala, até que Draco não agüentou mais. Levantou-se abruptamente da cadeira e arrancou os papeis das mãos do moreno.

- Some da minha frente. – disse seco

- Ahn? Ficou doido Draco? – Blaise olhava o amigo sem entender nada.

- Lembre-se de uma coisa Blaise. Quem trabalha aqui sou EU. Você chega no meio do dia, faz piadas, dá em cima das secretárias e não deixa a empresa cair em completo tédio. Certo? – disse bravo encarando o amigo.

Alguns segundos de silêncio, até que Blaise começa a rir histericamente.

- Sim Sr. – bateu continência ainda rindo. – Já que é para o bem da empresa, eu estou indo pra casa. Vejo-te na festa do Joshua. – dizendo isso, ele saiu da sala.

- Assim está melhor.. – Draco murmurou pra si mesmo. – Blaise Zabine sério? – balançou a cabeça negativamente. – Nem no dia que Merlin ressuscitar.

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- Gina! Gininha! Onde está você? – Luna gritou do pé da escada.

- Srta. Lovegood! – Mika aparata na sala. – Mika agradece aos céus por vê-la. – disse com os olhinhos brilhando de felicidade.

- O que aconteceu Mika? – a loira pergunta.

- A sra. de Mika está doente. – disse preocupada. – Não foi trabalhar hoje.

- Leve-me até ela. – Luna pede e a elfa sobe as escadas correndo, sendo seguida de perto pela loira.

Andam pelo corredor do terceiro andar até chegarem a uma porta que sempre ficava fechada, Mika a abre e Luna entra.

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- James! – Daphné balança levemente o namorado e ele acorda.

- Que foi? – pergunta meio sonolento.

- Olha isso. – aponta para Emmy e Bernard que dormiam tranquilamente, a garota repousava a cabeça no peito do rapaz e ele a segurava pela cintura num gesto de posse. Ambos tinham um sorriso bobo na face.

- Pega a câmera. –James abriu um sorriso maroto. A namorada lhe entregou a câmera de Emmy que a própria Daphné tinha guardado na mochila. – Sorriam crianças! – e apertou o botão,

- Ahhhhhhhhhhhh. – Alethia gritou lá do seu canto.

- Que foi? – Bernard e Emmy acordaram assustados, olhando para os lados.

- Que bicho é esse? – a ruiva pergunta com a voz tremendo, apontando para a janela.

Lá fora, um falcão, de penas roxas e olhos azuis bem claro, bicava o vidro do vagão dos garotos.

- Shrek! – Emmy exclamava. - Deixe-o entrar Ale. – pediu a prima, que com certa relutância o fez.

O falcão voou graciosamente e pousou no braço estendido da garota.

- De quem é esse Falcão? – James perguntou curioso.

- Não está na cara! – Bernard disse emburrado, apontando as penas roxas da ave.

- Fou! – Emmy exclama animada retirando o pergaminho que estava preso na pata do animal.

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O local estava completamente escuro, a loira não via um palmo a frente do nariz.

- Lumus. – ordenou e luz da varinha lhe ajudou a achar as janelas, que foram abertas em seguida.

Luna achou sua amiga ruiva sentada no canto do quarto. Gina abraçava os joelhos e tinha a cabeça apoiada nos mesmos.

- Posso saber o que aconteceu? – a Lovegood perguntou sentando-se ao lado da amiga.

- Eu sonhei com ele. – a ruiva levanta a cabeça, os olhos verdes estavam completamente vermelhos, o rosto também vermelho por causa das horas de choro. – Foi um sonho tão estranho, Luna. – disse abraçando a amiga. – Foi uma lembrança, de quando eu estava grávida. Eu acordei chamando por ele.

- Que bom! – Luna disse afagando os cabelos da amiga.

- Que bom? – Gina a encara assustada. – Você tem certeza do que está dizendo Luna?

- Que bom que você parou de fingir que ele não existe, fingir que não existe um passado entre vocês. – a loira disse sabiamente, encarando a amiga nos olhos.

- Dói muito pensar nele. Dói pensar que ele roubou minha filha. – disse num tom magoado. – E que pode roubar a outra a qualquer momento.

- Ele não roubou sua filha Gina. Daphné e Emmy são filhas dele também. Tem sangue Malfoy correndo nas veias delas, não se esqueça disso. – disse sabiamente.

- Como se eu pudesse me esquecer, você já percebeu que a Emmy é idêntica a ele? Ela fala como ele, anda como ele, tem o sarcasmo dele. – disse amargamente. – Mas, pensando bem, nessas férias ela estava meio mudada não acha!

- Deve ser por causa do namoro com o James. – Luna disse sonhadora. – Mas me diga, que quarto é esse? – perguntou olhando para os lados.

Era um quarto todo rosa, com um berço rosa e uma cama branca, diversos brinquedos estavam espalhados por lá.

- È o quarto dela... o quarto de Daphné. – disse sorrindo triste. – Todo aniversário e natal, eu coloco um presente aqui. – explicou.

- Não fique assim amiga, quando ela fizer 17 anos, o acordo se rompe e você poderá vê-la de novo. – abraçou a amiga novamente. - Faltam só 1 ano e 13 dias. Pra quem esperou 14 anos, o que é um ano!

- È o que me resta fazer.. esperar. – disse desanimada.

- Agora pode ir levantando daí. Nós temos uma festa, sem Dracos Malfoys e Blaizes Zabines, pra ir. E temos que estar MARAVILHOSAS. – terminou dando ênfase a última palavra.

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Pen Querida..

Resolvi te escrever pra contar das novidades. Partimos dia 2 bem cedo para Berlim. Frais não pára de ameaçar partes da anatomia do nosso amigo Doux caso ele pense em olhar a outra mulher. Pobre Doux, a Frais é maligna. (risos). Uyer está na mesma de sempre, só que em vez de ficar pelos cantos com um livro nas mãos, ele fica meio que suspirando, e confesso que isso é bem irritante. Vail parece uma criança esperando o Papai Noel chegar, acho que ele está fazendo até contagem regressiva para a viagem. Eu sei que você deve estar dando um daqueles seus olhares para a carta e confesso novamente, eu estou como ele. Fazer o que, se nossa vida estava um tédio? Asseguro-lhe que ressuscito Voldemort se for preciso, mas descubro sobre... a Magen (Desculpa a letra meio tremida, é que não posso evitar o ataque de risos toda a vez que lembro desse nome). A foto dela que você me mandou chegou, e ela não me parece tão má assim. Ok! Ela tem maior cara de perua, mas ela é bem bonitinha. Nem adianta me olhar assim, sabe que eu não minto. O Uyer acabou de me ameaçar se eu não der o recado dele, ele está mandando um beijo pra sua priminha e disse que tem saudades. Eca! Você não acha que isso está ficando meloso demais! Pois é eu também acho! Agora já vou indo. Nem fiz minha mala ainda.

Beijos e Feliz Ano Novo, ruivinha.

Fou.

(Ps: O Shrek estava morrendo de saudade de você.)

Emmy sorriu e dobrou o pergaminho.

- Uyer mandou um beijo Ale! – disse, a outra garota corou e tratou de mudar de assunto.

- Achei que os falcões não fossem aves domesticáveis. – Alethia disse com certo assombro na voz. Shrek piou ofendido.

- Fou ganhou Shrek quando ele era criança, os dois cresceram juntos. – disse fazendo carinho no bico da ave, que mordiscou carinhosamente os dedos da ruiva. – Também estava com saudades, Shrek.

- E aí me diz o que o roxinho queria? – Bernard disse com pouco caso, recebendo um olhar assassino da ave.

- Nada de importante, ele só me avisou que partem amanhã pra Alemanha. Só queria me desejar Ano Novo. – disse sorrindo e Bernard bufou indignado enquanto os outros riam.

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Desceram da limusine de Gina, a festa seria num salão de festas bruxo, não se tratava de uma festa de gala era uma festa informal, de ricos, mas ainda sim informal.

Luna usava um vestido azul petróleo, que lhe deixava as costas amostra e tinha um decote em v, batia um pouco acima do joelhos. Usava sandálias pretas, de salto agulha. O cabelo loiro estava solto e liso.

Gina usava um vestido negro e reto que ia até os joelhos, era tomara que caia e nas costas: era fechado em cima, mas na metade das costas abria-se um buraco de forma circular que só se fechava quando as costas terminavam. Usava sandálias pratas e um delicado colar também prata com uma única pedra de esmeralda.

(N:a: Eu sou péssima em descrições ok!)

As mulheres sorriram para o homem, e adentraram o salão. Luna entrou na frente, e logo em seguida, Gina.

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- Sabe Draco, desisti da Luna. – Blaise disse num tom de voz decidido. Os dois estavam no bar da festa de Joshua.

- Desistiu? – Draco arqueou uma sobrancelha, descrente.

- Não acredita! Só pra te provar eu juro que vou dormir com a primeira mulher que entrar por aquela porta. – apontou a entrada da festa.

Os segundos se passaram, e uma senhora de uns 59 anos entra, era a mãe do aniversariante.

- Tudo bem, a segunda. – Blaise se desculpa.

Minutos mais tarde, uma outra senhora de uns 60 anos entra, era a sogra do aniversariante.

- A terceira.. a terceira..

Mal o homem terminou de falar, e uma mulher loira de vestido azul passa pela porta.

- Loony? – Draco levanta a sobrancelha, divertido. Blaise fica descrente.

- Eu juro solenemente que a próxima eu pego, nem que seja a maior baranga. – disse levantando a mão.

E novamente, ele mal terminando de falar outra mulher entra pela porta. Uma ruiva exuberante e sorridente descia acompanhando a loira, tinham todos os olhares da festa voltados a elas.

- Então vai ter que ser a ruiva... – Blaise fez cara de sofrimento e já se preparava pra ir de encontro a mulher, mas foi impedido por uma mão no peito o empurrando de volta para o balcão. – Tá doido Draco?

- Vírginia... – foi a única coisa que Draco conseguiu pronunciar enquanto observava a mulher descer as escadas.