Falso Encantamento.

Capítulo 13- Empatados.

Tiago já estava quase dormindo, quando Lílian juntou-se a ele. Estava vestida com um jeans claro e um moletom tendo seus cabelos ajeitados em um firme rabo de cavalo. Como estava sempre acostumado a vê-la vestida "seriamente", achou fantástico observá-la de uma maneira mais despojada. Ergueu o olhar ajeitando a ponte dos óculos e postou-se a lhe dirigir a palavra.

- Demorou hein? Estava tão podre assim, Evans?

- Estava me benzendo contra os malefícios que um garoto horroroso pode me trazer. - respondeu Lílian calmamente.- Vamos?

Tiago enrugou a testa.

- Para onde pretende ir? O que pretende fazer?

- Primeiro, onde está Remo?

- Como eu já havia dito, ele está no banheiro. Se chegarmos muito tarde, aposto que já tenha se afogado.

Lílian riu.

- Acho que ele está preocupado demais com o pé da Marcela para tentar se afogar.

- Tornozelo. - corrigiu Tiago levantando-se.- Então, você dita as regras.

- Ora, um minuto de trégua. - sorriu Lílian.

- Talvez assim você veja que não sou tão cruel assim. - riu ele, fazendo-a coçar a cabeça lentamente.

- Você é ruim quando quer ser, Potter.

- Então experimente me chamar de Tiago e verá como as coisas mudam. - disse Tiago alisando seu queixo com as pontas dos dedos.

- Er...acho melhor irmos andando. O futuro nos espera. - disse ela caminhando até a saída da Sala Comunal fugindo completamente do assunto.

- Ou um soco na cara vindo de ambos. - disse Tiago seguindo-a.

Ao passar pelo retrato, ambos começaram a caminhar com extrema pressa em direção ao banheiro dos garotos. Tiago não conseguia disfarçar, mas estava nervoso e pensando no pior. Uma coisa que aprendeu com o tempo era nunca enfurecer Remo, ainda mais quando ele estava se sentindo a pior das espécies. Agora tinha certeza que a situação iria passar dos limites, já que Lílian Evans teria uma de suas famosas idéias brilhantes.

- Poderia me adiantar o plano? - pediu ele meio ansioso.

- Potter, a sua vida se baseia em planos completamente macabros para sempre darem errado depois. - disse ela virando o corredor.- Agora, o uso principal tem que ser da inteligência.

- Está me chamando de burro? - perguntou ele enrugando a testa.

- Apenas lesado em não saber usar as armas certas contras as pessoas. - disse Lílian calmamente.

- Estou ficando com medo de você, Evans.

- Espere para ver como serei legal com o Remo lá dentro. - os dois já estavam diante da porta do banheiro. Delicadamente, a ruiva postou sua orelha na porta para ver se conseguia ouvir alguma coisa.

- Algum sinal de vida?

- Nenhum! Acho que ele dormiu na privada. - disse Lílian abrindo a porta vagarosamente.- Remo?

- É..acho que você não errou ao dizer que ele estava na privada. - riu Tiago, ao entrar no banheiro e encarar o amigo.

Remo estava sentado no chão com a cabeça apoiada na tampa da privada. Seus cabelos lisos lhe caiam sobre os olhos e, o hobby que vestia, parecia uma espécie de cobertor cobrindo-lhe todo o corpo.

- Bom dia, Remo. - disse Lílian alegremente.- Você poderia ter fechado a porta.

- O que faz aqui, Lily? Aqui é o banheiro dos garotos.

- Por um acaso tem algum garoto com as calças abaixadas por aqui?- Lílian olhou para os lados.- Hum..acho que não.

- Se quiser, posso abaixá-las. Não tem problema. - brincou Tiago, ganhando um tapa de Lílian na mesma hora.

- O que vocês dois fazem aqui? - perguntou Remo, ainda de cabeça baixa.

- Queríamos saber da Marcela. - disse Lílian simplóriamente.- Potter me contou que ela torceu o pé..

- Tornozelo. - interrompeu-a Tiago sorrindo.

- Enfim, que ela se machucou. Você foi vê-la?

Remo bufou.

- Olha bem para minha cara, Lily. Olha meu estado. Ainda estou tomando coragem em sair daqui. - disse ele erguendo a cabeça e encarando os presentes.

- Seu pijama de ursinhos até que é uma gracinha. - sorriu ela.

- Foi a...

Tiago e Lílian se entreolharam. Nem precisavam do complemento da resposta de Remo para saber quem havia lhe dado o pijama.

- Acho que está na hora de Marcela e você conversarem. - afirmou Lílian.- Que frescura!

- Frescura? - Remo enrugou a testa.- Quem é o casal mais cheio de frescura de toda Hogwarts? Seria uma ruiva e um maroto?

A garota sentiu suas bochechas esquentarem, enquanto Tiago ria da cara dela.

- Não estou aqui para falar de mim e sim de você.- Lílian abrira um espaço e se ajeitou em cima da tampa da privada. - O que te faz pensar que ela não precise de você agora?

Remo riu.

- Marcela é auto-suficiente. Ela não precisa de mim.

- Quem garante que não? - indagou Tiago.- Vocês se conhecem desde quando?

- Acho que desde que éramos um feto. - Remo coçou a testa.- Mas isso não importa. As coisas mudam.

- Até seus sentimentos mudam? - perguntou Lílian.

- Eu respeito a Marcela, assim como respeito você. Os sentimentos mudam e as pessoas também. Marcela e eu não estávamos condenados a sermos amigos para sempre.

- Mas sim amantes. - completou Tiago rindo.

- Não teve graça, Potter. - retrucou Lílian olhando-o com desprezo.

- Como você pode me tratar tão diferente a cada instante?

- Porque você muda a todo instante.

- É nisso que quero chegar. - Remo olhou para ambos, fazendo Tiago fechar a boca no momento que ele iria se defender.- As pessoas mudam e não se aturam mais.

- Marcela te atura e você sabe disso.

- Mas eu não. - respondeu ele fazendo Lílian arregalar os olhos.

- Aluado, se você criou repulsa da Marcela só por ela ter saído comigo, desculpa. Não era por mal.

- Esqueça, Pontas. - Remo apoiou sua testa na mão.- O que querem de mim?

- Vá conversar com a Marcela. - pediu Lílian.

- E por que deveria?

- Pôxa, Remo! Vocês estão brigados e isso é muito chato. Ela é sua amiga, assim como minha. Eu não irei ser um pêndulo entre vocês para ajudar a se evitarem.

- Concordo com ela, mesmo sabendo que vocês duas estão meio brigadas também. - apoiou Tiago.

Remo suspirou.

- É piegas eu ir conversar com ela só por causa de um pé.

- Tornozelo. - disse Tiago entre dentes.

- Que seja! - respondeu Lílian e Remo ao mesmo tempo, fazendo-o se encolher.

- Desculpa aê!

- Remo, não é apenas por causa de um tornozelo. - explicou Lílian.- Vocês se conhecem desde sempre e acho inútil o comportamento de ambos. Você acha que ela não conta com você?

Remo respirou fundo.

- Aluado, você vive em função dela e vice-versa. Seria piegas se você não for até lá.

- Eu não tenho motivos para ir até lá. - Remo deu de ombros.

- Da mesma forma que você nunca tem ao pedir um livro emprestado ou fazer dever de casa ou ter torcido o dedo. - Tiago encarava o amigo com firmeza.- Não iremos parar de te infernizar até você ir lá.

- E o que eu ganho com isso?

- A garota! - respondeu Tiago abrindo os braços, fazendo Remo corar.

- Remo, eu não queria pegar pesado nem nada, mas serei obrigada.- Lílian endireitou-se e começou a encarar Remo profundamente.

- Cuidado! A Evans morde.

Impaciente com toda aquela pressão, Remo resolveu se esticar. Levantou-se e ficou diantedo espelho tentando manter-se no controle.

- Remo, acho que está mais do que na hora de você pensar se você considera a Marcela apenas como sua amiga. Vocês tem uma história juntos e acho que isso impõe ainda mais força sobre os sentimentos de cada um de vocês. Se você não sente nada, tudo bem, mas faça seu papel de amigo e vá saber se está tudo bem.

- E por que vocês não vão? - perguntou Remo meio balançado com as palavras de Lily.

- Porque seria mais gratificante para ela ter você ao seu lado. - respondeu Tiago com firmeza, fazendo Lílian o olhar discretamente.

Aquilo estava ficando muito confuso para Remo. Seu peito estava começando a ficar apertado e seus sentimentos completamente perturbados. Ele sabia muito bem o quanto Marcela era importante, mas tinha medo de que tudo mudasse entre ambos.

- Você vai? - perguntou Lílian.

Remo encarou a torneira da pia em silêncio. Estava se remoendo por dentro.

- 'Tá! Não iremos insistir. - disse Tiago dando um olhar significativo para Lílian, deixando-a confusa.- Não é mesmo, Evans?

- Claro! - Lílian tentou dar um sorriso.

- Fique aí no banheiro. Acho que você gostou daqui. - comentou Tiago dirigindo-se até a porta.

- Passar bem, Remo.

Remo apenas ouviu a porta sendo fechada atrás de si. Estava extremamente confuso e odiava sentir-se dessa forma. Se não tivesse feito tudo errado do começo, nada disso teria acontecido. Se não a tivesse beijado, provavelmente estaria matando aula com ela ou falando besteira dentro daquele banheiro.

- Por que o deixamos? - perguntou Lílian ainda confusa.

- Espere e verá! - disse Tiago puxando Lílian para trás de uma das armaduras colocadas no corredor. Puxou a manga e fitou seu relógio de pulso. - 3...2...1!

A porta do banheiro havia sido aberta. Remo esgueirou-se para se certificar de que Tiago e Lílian não estavam mais pelo corredor. Aliviado, saiu do banheiro e começou a caminhar às pressas em direção a enfermaria.

- Bingo! - disse Tiago puxando a mão de Lílian.- Vamos segui-lo.

- Não é melhor deixá-lo agir por conta própria? - perguntou ela.

- Ele irá agir por conta própria, mas tenho que me certificar de que ele realmente agiu.

- E por que?

- Pensou se tiro um barato com a cara dele e ele simplesmente resolveu mijar em outro lugar?

Lílian já ia soltando uma gargalhada, quando Tiago chegou a tempo para abafar seu riso com sua própria mão.

- Bebeu?

- Mas eu não tenho culpa...você...- Lílian se calou.

- Te faço rir?

- Vamos seguir o Remo. - disse ela prosseguindo caminho com Tiago ao lado. Os lábios do garoto nãoo disfarçaram um largo sorriso.

- Sempre fugindo do assunto. Quando vai admitir que gosta de mim, Evans?

- Quando não existir mais homem no mundo. - respondeu ela segurando o riso.

- A partir de hoje, me dedicarei a morte de todos os homens. - disse Tiago estufando o peito.

Remo havia chegado a porta da enfermaria completamente ofegante. O medo de que te pegassem era bastante grande e isso exigiu bastante de suas pernas. Madame Pomfrey parecia bastante descontente pelo que parecia. Atender algum aluno em pleno final de semana não era muito apreciável.

- Não mexa o tornozelo. Pode ter sido uma fratura pior.

- Sabe quanto tempo demorei para chegar até aqui? - Remo esticou-se e pôde ver Marcela sentada na cama com a perna estendida. Havia uma expressão de dor estampada em sua face.- 30 minutos!

- Que dó! - Madame Pomfrey dera um riso abafado.- Poderia ter pegado a vassoura de alguém emprestado.

- Mas eu vim pulando e sinto-me exausta. Será que poderia fazer algo com meu tornozelo, por favor?

- Você precisa de gelo. Com sorte, você não sofreu fratura.

- Mas até agora pouco..

-Não é uma fratura. Fique contente. Agora não se mova.

Madame Pomfrey segurou o tornozelo de Marcela por alguns instantes. O local estava bastante inchado e, o fato da enfermeira estar de mau humor, não a animava muito.

- Olhe para mim!

- O que você vai...AIIIIIIIIIIII!

Os olhos de Marcela encheram-se de lágrimas. Parecia que havia levado algum soco no nariz, pois agora estava vendo estrelinhas.

- Você só deslocou! - disse Madame Pomfrey com um tom de voz banal.

- Você me enganou! - resmungou Marcela fazendo bico.

- Se eu dissesse a verdade, você sairia correndo.

Remo havia cerrado os olhos ao ouvir o grito de Marcela. Sem sombra de dúvidas, aquilo havia doído. Continuou parado atrás da porta observando as duas retrucarem uma com a outra.

- Agora, um pouco de gelo e repouso. Já volto!

A cabeça de Marcela estava girando naquele instante. Nunca havia sentido tanta dor em toda sua vida. Resolveu deitar-se enquanto fitava inutilmente o teto. Estava tão preocupada com sua dor que nem havia notado a presença de Remo ao lado de sua cama.Ele havia tomado certa coragem em aproximar-se e, por dentro, estava sentindo-se um completo babaca.

- Que berro, hein? - disse ele de braços cruzados. Marcela baixou os olhos no mesmo instante para vê-lo.

- O que faz aqui? - perguntou ela.

- Vim saber se você está bem.

- Pelo berro, acho que já deu para perceber alguma coisa.

- Por que está sendo grossa?

- Porque eu tive um ótimo instrutor. - disse ela encarando-o.

Madame Pomfrey não havia se demorado. Havia trazido uma bolsa de gelo e tentou segurar as palavras ao ver que Remo estava presente.

- Você poderia ter usado magia. Aposto que seria indolor. - resmungou Marcela pegando a bolsa de gelo que ela havia lhe estendido.

- Nem tanto! Tem certas coisas que exigem manutenção rápida. Para que o uso de varinha nessas horas?

Marcela mordera o lábio inferior. Remo sabia que ela estava se segurando para não soltar um belo de um palavrão.

- E você, mocinho, caia fora daqui. - retrucou a enfermeira encarando Remo.

- Sou monitor! - respondeu ele.

- E quem disse...

- Por favor, fiquem quietos. - pediu Marcela fechando os olhos com as mãos.

- Só 15 minutos. - avisou Madame Pomfrey diretamente para Remo.

O garoto esperou até que Madame Pomfrey saísse do local para poder tentar conversar com Marcela que ainda tinha os olhos cerrados pelas mãos.

- Ainda dói? - perguntou ele.

- Um pouco! - resmungou ela com a voz baixa.

- Dê-me a bolsa de gelo. - pediu Remo calmamente.

- E o que quer com a bolsa de gelo?

- Apenas dê-me! - Remo estendeu a mão, fazendo Marcela entregar a bolsa de gelo.- Obrigado!

Cautelosamente, Remo pousou a bolsa de gelo sobre o tornozelo dela. Marcela sentira uma ponta de dor.

- Como fez isso?

- Correndo.

- Hum...

- O que faz aqui, Remo?- perguntou Marcela se apoiando sobre os cotovelos.

- Queria conversar com você, mas só tenho 15 minutos para isso. - disse ele fitando a bolsa de gelo.

- Na verdade, 13 minutos. - constatou ela consultando o relógio.

Remo suspirou. Não sabia por onde começar.

- O que aconteceu com a gente? - perguntou ele, um bom tempo depois.- Estamos em pé de guerra.

- Acho que estamos em conflito.

- Estamos nos odiando mutuamente.

- Por que me beijou? - perguntou Marcela diretamente. Remo havia gelado naquele momento.

- Pontas me desafiou.

- E não parou para pensar nas conseqüências?

- Estava nervoso demais para pensar nisso.

- E resolveu descontar em mim?

- Eu não descontei nada em você.

- Claro que descontou, Remo. Você me beijou antes mesmo de me humilhar. Resumindo, você acabou comigo.

- Eu não queria te magoar.

- Mas magoou e, seu eu pudesse, não olharia mais para você.

- Se esse for o caso, irei embora.

- Mesmo que eu pedisse, você não iria.

- E por que tem tanta certeza?

- Porque somos ligados demais para vivermos separados.

- Eu posso tentar.

- Então suma daqui antes que te arrebente.

Marcela puxou a bolsa de gelo bruscamente da mão de Remo e passou a ignorá-lo.

- Você é extremamente covarde, Marcela. - Remo havia ficado em pé.- Você não passa de uma medrosa.

- E eu teria medo do quê? Acha que eu teria medo de perder você? Acredite Remo, certas pessoas já nascem preparadas para perder ou ganhar. Eu fui programada para aceitar as perdas, então, foi bom perder você.

- Por que você não ergue a cabeça e me encara ao dizer isso?

- Remo, deixe de ser patético. Você não passa de um chorão nato.

O garoto se irritou. Parou na frente dela e a segurou pelos ombros. Estava frente a frente com a garota que o estava tirando do sério. Seu coração pulsava na garganta e suas mãos começaram a suar de nervoso.

- Fala agora! - desafiou ele.

- Some daqui, Remo. Acho que você já se divertiu demais por hoje. - disse Marcela tentando se esquiver dele, completamente em vão.

- Marcela, se você quer me apagar da sua vida, faça isso agora. Eu estou aqui de bom grado para saber se você está legal, mas as coisas não estão sendo facilitadas. Se quer que eu suma, eu sumirei da mesma forma que poderei ficar. Basta você pedir. - Remo suspirou, soltando-a.- Eu sinto muito pelo que houve. Não queria te humilhar, muito menos te beijar. Queria ter nossa amizade de volta, como era antes.

Marcela colocou a bolsa de gelo ao lado do corpo. Pensou por alguns instantes e chegou a conclusão que sentia muita falta dele.

- Sabe o que é complicado? - perguntou Marcela meio exausta.

- O que?

Suavemente, ela dera um aperto no nariz do garoto.

- Eu não consigo ficar sem minha mala favorita.

- Mas eu não sou a única mala?

- Er...acho que você tem razão. - sorriu ela.

- Pense bem! Sou ciumento!

- Tiago tentou te substituir, mas não deu muito certo.

- Eu sou único. - riu Remo estendendo a mão na direção dela.- Amigos?

- Amigos! - afirmou ela dando um largo sorriso e pegando em sua mão.

Parecia que uma onde de alívio tomou conta do corpo de ambos, embora sentimentos estranhos atormentassem suas mentes. Pareciam que haviam recuperado a paz que tinham antes, mesmo sabendo que certas coisas em suas amizades teriam sido modificadas por completo.

- Agora, me dá essa bolsa de gelo. - pediu Remo.- A situação aqui está feia.

- Você poderia me emprestar seu dever de casa depois? - Marcela perguntou.

- Eu nem fiz ainda. - riu ele.- Mas quando eu fizer, te empresto.

Remo e Marcela começaram a reatar a amizade que estava quase perdida na mente de cada um. Lílian e Tiago assistiam a cena completamente estupefatos. Não esperavam que aquela cena terminasse daquele jeito.

- Eu me demito! - Tiago erguera os braços.

- Acho que agora tudo depende deles. - observou Lílian dando um longo suspiro.

- É! Acho que você tem razão. - constatou Tiago, olhando para Remo e Marcela mais uma vez.- Topa tomar um suco comigo?

Lílian sentiu suas bochechas esquentarem.

- Na verdade, havia combinado de encontrar o Kevin.

- Ah! Tudo bem então. - disse Tiago dando um meio sorriso.- Obrigado pela ajuda, Evans.

- Não há de que. - respondeu ela torcendo as mãos uma na outra.- Bom..vou andando. Vejo você depois.

- Ok!

Mesmo mantendo-se parado naquele corredor, Tiago ficou observando Lílian até a jovem desaparecer completamente de vista. Após isso, caminhou rumo ao dormitório onde provavelmente dormiria até a hora do jantar.


N/A: Como já havia falado em "Ameaça"...

Eu demorei de novo...adivinhem por quê?

A moça aqui ficou sem net por 3 semanas. Isso dá quase um mês sem fic, certo?

Não me matem,por favor! Eu não tenho culpa se tenho uma mana do mal que estourou a conta de telefone e acabou minha alegria. ¬¬' Mas cá estou eu para cumprir meu serviço com a sociedade dos leitores de fan fics.

Entenderam minha demora? Não foi culpa minha! Eu tenho uma irmã mais nova egoísta! huaahahuahuahauauauaauhaahuahuahuaauhu mas o barraco vai mudar. Quebro ela se acontecer de novo.

Enfim...espero que não estejam bravos comigo. Uma das leis divinas e ficar sem pc e net e, pior ainda, sem previsão de volta. ¬¬ O mundo deveria ser mais justo.

Agradeço a todas as reviews e a paciência de vocês. - Amo!Amo!Amo!

Espero que tenham gostado deste capítulo. Marcela e Remo são gays e não se fala mais nisso. Podemos dizer que Almofadinhas terá que entrar e colocar ordem na casa. )

'Té a próxima!

)0( Stef's.