Aviso: Este capítulo contém hentai, se você não gosta ou sente-se ofendido, por favor não leia, ou vá em frente, leia e me xingue depois, o que for mais viável para você.
Disclaimer: Naruto não me pertence!!
O que Machuca e Cura
Quando o amor vos fizer sinal, segui-o;
ainda que os seus caminhos sejam duros e escarpados.
E quando as suas asas vos envolverem, entregai-vos;
ainda que a espada escondida na sua plumagem vos possa ferir.
Khali Gibran
Cap. 14
Fuga
Chegando ao hospital ela foi direto para sua sala, vestiu o jaleco e tratou de se ocupar.
As enfermeiras olhavam atônitas a médica que tentava pela quinta vez acertar a veia de um paciente, ela já deixava marcas no braço do pobre coitado e muito nervosa com aquilo ela resolveu a situação deixando a seringa na mão de uma delas e saiu respirando fundo, passando as mãos pelo cabelo nervosamente.
O dia não estava sendo nada bom. Ela receitou um comprimido para controlar a hipertensão de uma mulher grávida que estava com a pressão baixa, que por pouco não tem que parir naquele dia mesmo. Mandou um ninja que tinha quebrado a perna embora alegando que era frescura dele e quase fez um transplante de rim em um rapaz que precisava apenas de uma endoscopia.
Yuki chegou bem perto antes de sussurrar para a amiga.
-"Acho bom você tirar o resto do dia pra descansar, ou você pode perder sua licença médica."
-"Eu sei, eu sei. Eu sempre fui boa médica, a melhor delas. O que está acontecendo comigo? Raios!" – A garota quase chorava de raiva.
-"Você ainda é excepcional. Apenas não é difícil ver que você não está bem. Tem alguma coisa te perturbando, o que é?" – Ele perguntou com carinho.
-"Sasuke foi à minha casa ontem. – A moça suspirou. – Falou diversas coisas e eu não sei o que fazer." – Ela gesticulava muito.
-"Eu não sabia que Sasuke era de visitas."
-"E não é! - Ela aumentou o tom da voz. - Ele confundiu minha cabeça, eu acho que desmaiei não sei, e depois ele sumiu." – Concluiu com um suspiro desanimado.
-"Você vai ter que falar com ele. Tirar satisfações."
Ela olhou pra ele surpresa.
-"Grande amigo, me mandando pra toca do lobo. Nananinanão, – Ela pôs as mãos na cintura levantando-se do banco onde sentara. - foi ele quem foi até lá, foi ele quem saiu sem explicações, foi ele quem me... – O médico estreitou os olhos supondo o que houve e sorriu de lado. - Enfim. Não."
-"Você quem sabe. – Ele deu de ombros irritando-a. - Uma coisa é certa, você precisa se acalmar, ou vai acabar matando alguém."
-"Vou, vou acabar matando alguém. – Ela disse decidida, assustando o amigo. - Mas vai ser de propósito... Eu sei do que eu preciso. De uma missão. Sozinha."
Sorriu faceira com sua idéia.
Preparou tudo no hospital e foi direto falar com sua shishou.
Chegando próxima da porta ela viu Shizune saindo da sala da Godaime.
-"Ah! Sakura. Que bom te ver. Eu já ia até o hospital. Tsunade mandou chamá-la."
-"Oh! – Respondeu distraída. – Certo, posso entrar então?"
-"Claro!" – Respondeu enquanto tomava a saída do lugar.
-"Shishou? Posso entrar?" – Ela perguntou enquanto abria a porta devagar.
-"Claro Sakura, entre. Shizune foi rápida, ela mal saiu daqui." – Disse confusa.
-"Eu estava ali fora. O que houve?"
-"Uma missão."
Os olhos da rosada se iluminaram, ótimo, teria seu tempo e o melhor, teria alguém para espancar.
-"Só vamos esperar Naruto e Sasuke. E eu já lhes passo as instruções."
A rosada pôde ouvir o chão ruindo ao seu redor e um coro estranho de vozezinhas que cantarolavam a palavra 'fracasso' repetidamente.
-"Shishou eu gostaria de ir sozinha." – Ela tentou.
-"Esta missão é rank B e eu não vou mandar você sozinha tendo disponível a equipe toda."
-"Mas shishou, eu preciso..." – Ela implorou.
-"É perigoso."
-"Eu sei me virar sozinha, você sabe, me treinou." – Apelou para o ego de sua mestra.
-"Não se trata de conseguir ou não, trata-se de arriscar uma pessoa."
-"Eu não estou bem shishou, eu preciso de um tempo, sozinha." – Implorou novamente.
-"Não Sakura! – A loira resolveu usar sua autoridade e acabar com a discussão - Seja lá o que você precisa vai ter que esperar até o fim da missão, depois conversamos. Estamos entendidas?"
-"Sim Tsunade shishou." – Ela respondeu com desânimo, fracasso, maldita missão!
A loira viu sua pupila sentar-se longe de si com o olhar perdido e o rosto vermelho.
Ela não sabia o que se passava, ela poderia mandar a moça sozinha em uma missão dessas, sabia que ela daria conta tranquilamente. Mas ela era muito importante para a Quinta, não gostava de pensar que ela estava em perigo.
Apesar disso, vê-la triste não era melhor do que colocá-la em um suposto risco.
-"Sakura. – A Hokage chamou, respirou fundo e viu a moça virar o olhar para ela. – Vamos fazer assim então, você vai na frente e tem um dia de diferença entre os garotos. – O olhar da kunoichi rosa brilhou. – Os garotos vão depois e lhe dão cobertura no final da missão, caso dê algo errado eles já estarão à caminho, caso não, eles só te ajudam a limpar tudo."
Limpar tudo, ela pensou e sorriu, parece que ela não teria apenas uma pessoa para espancar.
-"Aqui está o pergaminho – A mulher cortou seus pensamentos assassinos. – Você deve matar Kumo Oichi, ele é um ninja que ninguém sabe de onde apareceu, vem causando problemas e sendo uma ameaça a uma vila que fica a uns dois dias daqui se andando. Se preciso for para cumprir a missão você tem permissão de matar qualquer comparsa dele. Agora vá, você sabe como Naruto vai ficar por você ter ido sozinha."
-"Hai."
Sakura sorriu ao pensar sobre o amigo super protetor e fez uma reverência à sua mestra antes de sair.
Iria correr e tomar maior distância ainda dos garotos.
Passou em casa pra pegar o essencial, roupas, armas, material pra acampar e comida.
Logo já estava saindo de Konoha em direção a tal vila.
Aquele tal de Kumo ia sofrer.
Algum tempo depois da médica-nin ter saído dos limites de Konoha os dois shinobis chamados apareceram na sala da Hokage.
-"Tsunade-baa-chan!!"
A loira levantou os olhos dos papéis que analisava e fulminou o shinobi pelo nome com que a chamou.
Naruto pareceu não perceber.
-"Hokage-sama. Viemos assim que recebemos o recado."
-"Sim, sim, tenho uma missão para o time." – Ela disse fazendo gestos largos com as mãos.
-"Devemos esperar Sakura então?" – O moreno especulou.
-"Ela foi na frente."
-"COMO ASSIM BAA-CHAN? Por que deixou?" – A quinta fechou os olhos pelo grito do loiro.
-"Por que eu quis Naruto."
-"MAS É PERIGOSO!!"
-"Naruto." – A líder disse em tom de aviso.
-"E SE ELA SE MACHUCAR?" – Que ele pareceu ignorar.
-"Pare." – Tsunade começou a sibilar.
-"NÃO SABEMOS O QUE ELA VAI ENCONTRAR." – O companheiro de time afastou-se do berreiro.
-"De." – A loira fechou os olhos tentando se acalmar.
-"E SE O BANDO DESSE CARA FOR GRANDE?" – O ninja hiperativo fazia gestos com as mãos e sapateava na sala para chamar a atenção.
-"Gritar." – O que pareceu irritar ainda mais a Quinta.
-"E SE ELA FOR SEQUESTRADA? - Sasuke olhou para o amigo com os olhos estreitos enquanto este falava sem parar. – E SE AQUELES CARAS ABUSAREM DELA? – Sasuke arregalou os olhos. – E SE ELA VOLTAR GRÁVIDA?!!" – Sasuke deu um tapa na própria testa em puro desgosto.
A loira levantou-se de súbito e bateu com força as mãos na mesa.
-"Chega Naruto, Eu sou a Hokage e mestra dela, sei o que ela é ou não capaz de fazer. Afinal você quer saber sobre a missão ou não?"
-"Fala logo baa-chan!" – Era como se ela não tivesse acabado de lhe dar uma bronca.
As duas pessoas na sala olhavam estupefatas para o shinobi laranja. Sasuke começava a pensar se o amigo não sofria de autismo.
Com um suspiro, Tsunade continuou.
-"Fomos contratados por essa vila para matar Kumo Oichi, um ninja desconhecido que vem atacando a vila, saqueando e matando pessoas. Vocês têm permissão para matar todo e qualquer comparsa dele. Sakura, como já disse, foi na frente, imagino que ela rapidamente descubra onde ele se esconde e veja quantos estão com ele. Vocês vão em seguida dar cobertura e ajudar a limpar tudo. Ela deixará instruções do esconderijo dele nos portões da vila. Vocês saem amanhã de manhã."
-"Não podemos sair agora Baa-chan?
-"Naruto, amanhã de manhã, amanhã. Se eu souber que partiu antes, você vai parar na equipe do Chouji."
Naruto engoliu em seco, as missões do time 10 não eram lá muito importantes visto que Ino deixava a vida ninja em segundo plano e o Nara não era o que podia se chamar de empolgado.
-"Entendemos Hokage-sama. – Adiantou-se Sasuke – Vamos Dobe." – a dupla virou-se para sair.
Naruto já estava quase no corredor quando a loira se pronunciou, de forma que o ninja hiperativo não ouvisse.
-"Isso vale pra você também Sasuke. Deixe-a sozinha um pouco."
-"Hn."
-"Ela não estava bem Sasuke, estava confusa e nervosa, eu ainda não sei o motivo, mas vou descobrir."
Sasuke continuou encarando a Quinta sem dar sinais de preocupação quanto às suas ameaças contidas.
-"Ja ne Hokage-sama."
Tsunade sustentou o olhar sem responder nada até o moreno virar-se para sair.
-"Ja."
Ela sabia muito bem que aquilo tinha a ver com o Uchiha, ela sabia que se houvesse remédio para o problema, a solução só partiria dele por isso deixou escapar detalhes que pudessem cutucá-lo de alguma forma. Ela falava sério sobre o tempo que Sakura queria sozinha, mas depois do prazo ela não havia proibido nada.
Três da manhã o moreno batia furiosamente na porta de um certo loiro.
Vários estrondos depois a figura sonolenta laranjada surgiu por detrás da porta.
-"TEME!! Aconteceu alguma coisa?"
-"Não grita Dobe! Quer acordar a vizinhança toda?"
-"O que foi?!"
-"Apronte-se logo para sairmos!"
-"Tsunade-baa-chan disse que não poderíamos sair antes, eu não quero ir parar no time 10." – Disse choroso.
-"Ela disse que não poderíamos sair antes de 'amanhã de manhã', são três da manhã, já é amanhã de manhã."
Segundos de silêncio se passaram em que Sasuke olhava a cara embasbacada de Naruto, era explícito que ele não havia entendido, mas o Uchiha não se dignaria a explicar lógica tão simples.
Os segundos viraram minutos até que Naruto soltou uma exclamação de contentamento.
-"TEME! VOCÊ É MUITO ESPERTO!"
Sasuke rolou os olhos.
-"Pare-de-gritar Dobe!" – Ele sibilou entre os dentes e deu uma pancada doída na cabeça do amigo desmiolado.
-"Itai!" – Naruto gemeu.
-"Arrume-se logo."
-"Hai, hai!" – Afirmou voltando ao estado animado normal.
-"Teme, você acha que a Sakura vai ficar braba com a gente?" – Naruto perguntou enquanto andavam pra fora de Konoha.
-"Hn."
-"Hey! Teme! A mim eu sei que ela desculpa fácil, mas você devia se preocupar, ela é bem vingativa quando quer."
-"Porque raios você está falando isso?" – Respondeu sem muita paciência.
-"Achei melhor avisar, só isso." – E sorriu para o Uchiha.
O moreno olhou para o amigo intrigado, mas, sem dar muitos créditos à cabeça oca dele desistiu de tentar adivinhar qualquer coisa.
A rosada tinha achado muito fácil descobrir o esconderijo do delinqüente. Assim que chegou na vila, apresentou-se para os guardas dos portões e antes mesmo de falar com o líder da vila resolveu fazer uma ronda.
A vila era relativamente pequena e a noite estava prestes a cair, ótima oportunidade para arruaceiros e assaltantes atuarem, ela pensou.
Não demorou muito e ela ouviu alguma confusão algumas quadras à sua frente, sem que ninguém visse, ela pulou para cima de um telhado e seguiu o barulho do alto. Ela logo avistou uma pequena loja sendo quebrada e pôde ouvir as súplicas do dono da vendinha e seus poucos clientes, pela reclamação dos três caras que aterrorizavam o lugar o caixa não tinha a quantia que eles tinham pensado que conseguiriam.
Sakura segurou sua fúria quando viu o mais magrelo e nojento deles empurrar uma criança de perto da mãe para aproveitar-se dela, para sorte do próprio bandido os comparsas o avisaram sobre a hora e que deviam partir, antes disso acontecer eles ainda pegaram uma boa quantidade de comida e bebida provavelmente para passarem bem a noite.
A kunoichi balançou a cabeça em decepção, eles eram muito burros, ela os estava seguindo há vários minutos e nenhum deles parecia perceber, as roupas eram ninja, a panca era ninja, as armas eram ninja, mas o treinamento parece ter sido deixado pra mais tarde. Os três andavam esgueirando-se encostados às paredes das casas e utilizando-se de latas de lixo e caixas de correio para esconderem-se de algum guarda da vila. Sakura estava achando a cena ridícula.
"Ok, acabaram-se as casas." – A rosada pensou, para logo depois, habilmente, embrenhar-se no mato junto dos três caras, paralelamente a eles.
Os homens continuavam a andar e agora um pouco afastado da vila eles já falavam alto e comiam um pouco da comida que roubaram.
Sakura pensou que deveria deixar algum recado para os meninos que chegariam no outro dia, talvez ela os encontrasse na frente da vila, apenas esperando-os para voltar embora, já que tinha os meliantes praticamente na mão àquela altura, apesar disso, seguro morreu de velho e ela percebeu que não estava longe da estradinha que dava acesso à vila.
Correu rapidamente para a direção da estrada, sempre se certificando do rumo que o grupo seguido tomava, eles andavam casualmente e ela corria, o que dava certa margem de conforto à kunoichi. Riscou alguma coisa em uma tora grande no chão com kunai e a carregou até a margem da estrada, encostou-a em uma árvore logo atrás de uns arbustos de modo que apenas os mais atentos perceberiam e apenas os dois amigos teriam certeza do que se trata.
Chegando próximo do que a garota achou ser um acampamento muito bem montado ela ouviu os homens falarem alguma coisa sobre esperar Kumo e os outros para levantar acampamento, parece que eles planejavam mudar-se, ela logo imaginou que fosse um estilo de vida, acampam perto de uma vila civil, saqueiam o lugar apavoram a população e então se mudam para outra vila que não os conheça, o erro deles foi ter chego muito perto de konoha.
Os dois shinobis do time 7 se aproximavam da vila assim que o sol começou a despontar. Os ninjas fizeram a viajem toda em ritmo acelerado e só agora que chegavam haviam diminuído o passo.
Enquanto caminhavam, o loiro falava, contava alguma coisa que o moreno não fazia a menor idéia sobre o que seria, distraído com o caminho e seus próprios pensamentos demais para dar ouvidos às histórias de Naruto.
-"Mas o quê..." – O Uchiha cortou o amigo, que parou de falar para ver o que tinha chamado a atenção do outro.
Do lado esquerdo da estrada estava um tronco apoiado em uma árvore e nele um desenho simples de uma flor de cerejeira.
-"Sakura!" – O loiro pulou em direção do sinal.
-"Você não pode ter certeza disso!" – O moreno demorou mais um pouco pra chegar perto.
-"Claro que posso, - Ele tirou da parte de trás do tronco uma shuriken com o símbolo de konoha. – olha só Teme!"
Sasuke arregalou os olhos até perceber outro detalhe.
-"Uma seta." – Ele disse apontando para um galho que foi afiado claramente demonstrando o caminho a ser seguido.
-"Sakura-chan é um gênio!" – O loiro gritou.
Sasuke rolou os olhos e a dupla seguiu pela estradinha que margeava a principal.
Em alguns minutos os garotos chegaram a um acampamento aparentemente deserto.
Logo, um barulho abafado de queda mostrou aos rapazes que não.
Eles caminharam cautelosamente na direção do som e se esconderam atrás de uma das tendas, de onde o moreno espiou que barulho era aquele.
Corpos sendo amontoados. Por uma kunoichi.
Ela parecia tranqüila, o que deu a entender que havia acabado com todos no acampamento.
O loiro saiu gritando o nome da amiga de trás do Uchiha.
-"Sakura!"
A rosada virou-se rápido, surpresa com a presença dele.
-"Naruto? – Ela deu uma olhada rápida por cima do ombro dele para avistar mais alguém. – Sasuke? Vocês deveriam estar saindo de Konoha só de manhã, como chegaram agora?"
-"É que o Sasuk- ITAI!!" – O ninja foi interrompido com um cascudo muito bem dado pelo Uchiha.
-"Vocês desobedeceram a Godaime?" – Sakura estreitou os olhos para o moreno.
-"Não." – Ele disse simples.
-"É Sakura, Tsunade-baa-chan disse pra sairmos de manhã, mas não especificou que horas da manhã." – O loiro demonstrava o medo que estava da quinta, ele no fundo, sabia que havia dado uma de esperto, assim como seu colega de time. Em resposta pelo seu medo e boca aberta, recebeu um olhar mortal do companheiro de viagem.
-"Eu não acredito nisso! – A rosada estava indignada, eles estavam invadido o espaço dela, desrespeitado sua vontade. Que Naruto era um sem-noção ela já sabia, mas Sasuke, Sasuke era um idiota, isso sim. – Não devia ter deixado sinal nenhum pra vocês."
-"Acharíamos você do mesmo modo." – Avisou o Uchiha.
-"Eu já teria acabado o serviço." – Ela replicou nervosa.
-"Não acabou? – O rapaz deu uma boa olhada nos vários corpos amontoados e nas roupas imundas da kunoichi. – Imagino em que estado você estará quando acabar." – Debochou.
-"Oras, não amole. Dê uma olhada em como estes caras eram nojentos." – Ela fez uma careta virando-se na direção dos corpos.
-"Você não perece ter feito esforço em matá-los sem se sujar. Parece ter entrado em uma luta corpo-a-corpo com cada um deles e terminado a luta com um golpe generoso, sem economia de sangue. Não há um só corpo em que não falte um pedaço. O que você queria descontar nos pobres coitados?" – O garoto provocou, um meio sorriso no canto dos lábios.
-"Humpf. – A garota gemeu sem querer falar mais nada. - Kumo não estava aqui, segundo esses caras ele está chegando e não está sozinho. – Ela disse mudando de assunto. - Eu o estava esperando, já que chegaram vocês ficam de plantão enquanto eu vou me lavar."
Sasuke emburrava por não ter conseguido discutir mais e ter recebido ordens dela enquanto Naruto acenava de forma abobalhada para a amiga. Ela pegou sua mochila e se embrenhou nas árvores.
Algumas horas se passaram, e, com Sakura de volta, eles resolveram comer juntos.
O sol estava alto quando o grupo de Konoha percebeu movimento vindo até onde eles estavam, provavelmente Kumo e os outros estavam de volta.
Com um movimento de cabeça de Sakura, todos se esconderam para espreitar o grupo que chegava.
Eles puderam avistar em torno de seis homens, um deles, mais a frente, Sakura pôde perceber pela maneira dos outros se portarem quando ele falava e como andavam atrás dele, provavelmente era Kumo. O que era realmente uma pena, ela pensou, ele era muito bonito.
Os recém-chegados se aproximaram e logo o seu líder mandou que parassem com a algazarra estranhando o silêncio no acampamento.
Sem demora, o time sete se entreolhou e circundou seus alvos, certificando-se de todos estarem ali.
-"Mas o quê?!" – O rapaz alto chamado Kumo berrou indignado.
-"Nós viemos a serviço da vila que vocês andam perturbando." – Sakura avisou.
-"É melhor vocês saírem do meu acampamento. – Olhando para os três e sorrindo em seguida. – O que pretendem vocês três? Aliás dois e meio, temos uma garota aqui. – Ele apontou para a rosada e todos riram. – Dêem uma olhada garotos, todos somos muito maiores do que vocês três juntos."
Qualquer um que olhasse realmente concordaria com o rapaz alto, que também era musculoso, todos os outros cinco rapazes que o acompanhavam eram maiores que os ninjas de Konoha, dois deles, inclusive, deveriam ter o dobro do peso de seu líder só em gordura. Era bastante óbvio também, mas isso só para quem conhecia qualquer ninja de Konoha, que o tamanho daqueles homens não fazia a menor diferença, para nenhum integrante do time 7.
-"Além disso, - O homem continuou divagando. – não somos só nós seis, temos pelo menos mais vinte homens que..."
-"Ah! - Sakura cortou o rapaz de um jeito cínico, a forma pedante de aquele homem falar, tão parecida com a de 'certo alguém', estava a irritando muito. – Você deve estar falando daqueles caras ali atrás, eu os amontoei, espero que não se importe." – E sorriu ao final.
-"Você o quê? – O homem riu alto e Sakura fechou a cara. – Certo garota, você quer chamar minha atenção? Era só falar com jeitinho." – Sorriu de canto, dando alguns passos na direção da garota.
-"Fique longe da Sakura!" – O loiro tinha que gritar, pensou a rosada.
-"Sossegue Naruto." – Ela ordenou sem tirar os olhos do rapaz a alguns passos de si.
-"O que vocês querem aqui afinal?" – O rapaz perguntou sem paciência, apesar de parecer não estar dando muita importância para os três intrusos.
-"É um idiota mesmo." – Sasuke falou pela primeira vez.
-"Olhem só rapazes, esse aqui também fala." – O homem falou e todos os outros riram, como bobos da corte.
-"Dissemos que estamos aqui a serviço dessa vila, e vocês perguntam o que queremos? O que acham? Que viemos agradecer em nome do Kage?" – Sasuke retorquiu irritado.
-"Então... Vocês pretendem nos prender?" – Ele perguntou debochado.
-"Oh! Não não, - Disse Sakura em meio a risadinhas. – fomos contratados para matá-los, - Sakura sorria enquanto o homem ficou um pouco mais sério vendo o modo diabólico como a moça falava. – depois, vamos amontoá-los junto com os outros."
O homem parou uns segundos ponderando o que ela havia dito e seus comparsas ficaram em silêncio.
-"Vejo que você acha mesmo que eu acredito que vocês acabaram com meus outros homens." – O líder voltou a falar debochado.
-"Não. – O Uchiha disse tranqüilo. – nós nem vimos seus comparsas."
O homem chamado Kumo sorriu triunfante.
-"Sakura fez tudo sozinha." – O loiro gritou orgulhoso da amiga.
-"Ela?" – Ele ainda sorria quando apontou incrédulo na direção da garota.
Sakura bufava impaciente.
-"Chega! Você é muito burro. Veja aonde vai parar com essa idiotice." – A rosada gritou e partiu rápido para cima de Kumo que não pôde dar meio passo. Ela o segurou pelo pescoço e o atirou em direção aos corpos que ela havia amontoado atrás de uma cabana, assim, ele conseguiu ver seus outros companheiros. Mortos.
Os olhos de Kumo se arregalaram.
Os outros tencionaram atacar, mas os dois ninjas de Konoha não permitiram colocaram-se entre eles e seu líder e o resto do bando não soube o que fazer, enfrentavam ou não aqueles estranhos?
-"Quem você acha que é para atormentar a vida das pessoas dessa forma? Quem deu o direito de machucar as pessoas ou tirar delas o que elas conseguiram com esforço? ESTÚPIDO!!! Você e seus amigos vão morrer por conta de algum dinheiro e comida. Espero que a diversão tenha valido a pena idiota."
Sakura pisou no fêmur do homem e todos puderam ouvir quando o osso quebrou em um estalo seguido de um urro de dor.
-"Não ataquem ainda pessoal, eu quero que esses idiotas vejam quem eles estavam seguindo e vejam o que vai acontecer com ele. Quero que eles passem os últimos minutos de vida deles se arrependendo de cada risada que eles deram sobre a desgraça alheia, - novamente com o pé, sem se abaixar, ela quebrou o braço dele ao meio e ouviram mais um grito - cada vez que eles fizeram alguém chorar, - ela quebrou a outra perna – quero que eles chorem de desespero por suas vidas como as pessoas que eles machucaram fizeram sem ter merecido nada."
Agora o pé dela descansava sobre as costas de Kumo e ela olhava os rostos absurdamente chocados com ela. Ela sorriu com escárnio e pisou na coluna do homem com força suficiente para quebrar sua coluna e costelas, dessa vez ele tentou gritar, mas seu pulmão perfurado lhe decepcionou e todos puderam ver ele se afogar em dor e no próprio sangue.
Ouve pânico geral e um dos homens tentou fugir por onde haviam chego, Sasuke foi rápido o suficiente para alcançá-lo e quebrar seu pescoço em um movimento na frente de todos, desencorajando qualquer fuga.
-"De quem é a vez?" – A rosada perguntou com uma voz sombria que realmente não combinava com sua aparência.
Mais pânico.
Naruto a olhou curioso e com ansiedade.
-"Vamos logo com isso." – Ela fez um sinal com as mãos e os meninos começaram o trabalho acabando com metade dos homens que sobraram enquanto Sakura acabava com a outra metade, extremamente feliz por fazer uma sujeira tremenda.
-"Ow! – Naruto gritou quando viu sua roupa laranja imunda. – Olhe só o que você fez Sakura, agora vou ter que trocar de roupa, você já fez serviços mais limpos!"
-"Não era a idéia hoje Naruto." – Ela lançou um olhar para o moreno que não se abalou, apenas saiu resmungando que ia se trocar também.
No caminho de volta pra casa Sakura seguia na frente com passos mais rápidos.
-"Sakura está estranha, ela geralmente se inflama com tipos como aquele, mas hoje ela exagerou no castigo e foi desnecessariamente cruel."
-"Acho que eles mereceram." – O uchiha respondeu sem olhar pra ele, o olhar fixo nas costas da garota.
-"Sim, bem, eu também acho, mas, conhecendo ela como eu conheço, eu sei que ela estava descontando alguma coisa naqueles caras, você viu a pilha que ela estava fazendo quando chegamos, não havia um cara inteiro."
-"Humpf."
-"Hey teme! Por que tá sorrindo?" – O ninja hiperativo gritou fazendo Sakura olhar para trás e ver um Sasuke confuso, como se não tivesse prestando atenção enquanto sorria e não havia percebido que o fazia.
A distância que separava a rosada do moreno diminuiu para apenas um único passo com as passadas largas dela, dedo em riste apontando para o moreno.
-"Pare de me provocar!" – Ela quase grunhiu.
O loiro assistiu a cena bestificado e viu a amiga virar-se novamente para o caminho de casa com os ombros tencionados e as mãos de apertando fechadas, pisando duro. Viu também que a ameaça medonha de Sakura só aumentou o sorriso do amigo de infância. Ele estava perdido no meio dessa história.
Era final de tarde quando os três chegaram em casa.
-"Vou entregar os relatórios para a Godaime. Ja ne." – Ela quase sussurrou sem olhar para a dupla.
-"Vou ver Hinata!" – Como era de se esperar, o ninja hiperativo não esperou uma segunda chance de correr para a mansão Hyuuga.
Sasuke ficou parado uns instantes vendo Sakura se afastar.
A Quinta não estava em sua sala, "provavelmente saiu pra beber", pensou a rosada.
Ela deixou os relatórios em cima da mesa e saiu sem demora em direção de casa.
Ao longe ela já pôde reparar em uma figura recostada em seu muro.
-"E eu achando que teria sossego." – A garota resmungou.
Ela parou em frente ao portão e tencionava entrar.
-"Você pretende me explicar por que está irritada?" – O moreno falou ainda encostado no muro, ignorando a chave que girava impaciente na mão dela.
-"Não, não pretendo." – Ela disse resoluta, e para sua própria surpresa, estranhamente calma.
-"Hn"
Ela entrou no pequeno jardim e ele a seguiu. Antes que ela pudesse colocar a chave na porta ele a interpelou mais uma vez.
-"Sakura." – A voz dele saiu impaciente, mas não rude, apenas com o tom de um pedido.
-"O quê? – Ela respondeu exasperada. – O que você quer? Você não é idiota, sabe o que aconteceu, você estava lá na outra noite!"
Ele arregalou os olhos enquanto ela tentava acalmar a respiração e se concentrava em colocar a chave na fechadura.
O moreno suspirou e segurou a mão dela com a chave ajudando-a a destrancar a porta.
Ela entrou rapidamente e murmurou um 'boa noite' antes de tentar fechar a porta, tentar. Sasuke mantinha um pé prendendo a porta esperando que ela olhasse pra ele, ela não olhou.
-"Sakura... – Ele sussurrou. Ela tremeu. – Eu estava lá. E é justamente por isso eu quero saber por que você está irritada. Você não pareceu achar ruim aquela noite."
Ela sentiu o rosto corar e se sentiu ridícula por isso.
-"Só até a parte de acordar sem saber o que tinha acontecido. Lembrando apenas do seu antigo truque pra me deixar desacordada."
O moreno franziu o cenho ligeiramente irritado. Era necessário lembrá-lo de como a abandonou quando saiu de Konoha.
-"Você acha que eu te apaguei?"
-"Não seria a primeira vez, não é?" – A garota respondeu ácida já refeita do embaraço.
Ele franziu ainda mais o rosto antes de relaxar a expressão subitamente.
-"Você acha mesmo que foi necessário?" – A voz dele era de ameaça.
Ele andou na direção do interior da casa, forçando Sakura, que estava na porta, a entrar, ele fechou a porta com o pé e continuou guiando a moça de costas até a parede do corredor da entrada. Ele inclinou-se até sua boca estar perto do pescoço dela.
–"Preste atenção no que acontece quando eu toco você..."
A frase não passou de um sussurro que ela concentrou-se para conseguir ouvir, o hálito dele contra a sua pele, os sentidos dela novamente inebriados pela presença dele. Então ele encostou a ponta dos dedos na cintura fina e ela não pôde evitar um sobressalto, ele sorriu sem se afastar.
O estômago dela deu várias voltas antes de parar, totalmente congelado.
Os dedos dele deslizaram para as costas e o toque sutil foi substituído por um mais intenso e a palma dele se encaixava perfeitamente à curva da cintura dela. Ele respirou fundo e ela prendeu o ar nos pulmões.
Com a mão bem firme na cintura dela o moreno aproximou ainda mais seu corpo ao dela. Sakura ainda tentou afastar-se um passo, mas encontrou na parede uma prisão, ela fechou os olhos querendo morrer naquela prisão quando sentiu a outra mão desenhando sua clavícula, subindo o pescoço e acariciando a mandíbula até posicionar os dedos no seu cabelo segurando a cabeça dela com a palma da mão, o polegar antes da orelha. As pernas dela começavam a falhar, como afinal, ele conseguia tirar o mundo dela dos eixos?
A rosada ainda tentava sustentar seu peso quando ela sentiu todo o corpo dele grudado ao dela, o peito dele pressionado contra seus seios, a perna dele se encaixando no vão das suas próprias e o quadril dele encostando com firmeza no ventre dela. Ela sentiu um choque atravessando o corpo dela em direção à parede e percebeu as mãos completamente geladas, de repente o ar que ela tinha guardado por tanto tempo nos pulmões não fazia mais efeito e ela sentiu a cabeça pesar e o corpo amolecer.
Sasuke a segurou firme na cintura para que ela não escorregasse.
-"Você ainda acha que eu te desmaiei de propósito?"
Ela puxou o ar com força e se esforçou para regular a respiração e tomar o controle do seu corpo tanto quanto podia.
-"Você está dizendo que não fez nada DISSO de propósito?" – A voz era falha, mas um frágil sorriso torto surgiu nos lábios dela surpreendendo o Uchiha.
-"Depende de que 'disso' você está falando. Se está se referindo ao beijo, ah, sim, foi totalmente de propósito, já as suas reações eu não posso controlar."
-"Eu não sei se isso é um benefício."
-"Depende que uso você vai fazer." – O sorriso cheio de segundas intenções que tomou o rosto dele e assustou a kunoichi.
-"Não vou conseguir fazer muita coisa se eu acordar sozinha em casa de novo." – Ela baixou a cabeça desviando do olhar dele e pousou suas mãos geladas nos braços dele.
Ele cobriu seus lábios com os dela de forma cuidadosa antes de responder.
-"Não vai acontecer mais, não se você não quiser. Você apagou logo depois do beijo, eu não pude perguntar se é isso que você queria, se ficar aqui era a melhor opção."
-"Eu não sei se posso administrar isso. – Ela tentou se soltar do abraço, mas ele segurou mais firme e ela suspirou sentindo como aquilo era bom. – Tristeza por algo que você deseja ou sonha é algo completamente diferente de ter e perder, o sentimento de falta ou saudade dessa experiência vai me matar com certeza. Eu não posso experimentar algo que pode me matar."
O brilho que passou pelos olhos do moreno era algo entre a confusão e a raiva.
-"Você acha que eu vou fazer isso e te abandonar?" – Ele disse entre os dentes.
-"Como eu vou saber? Eu sei o que EU quero, não sei o que VOCÊ quer." – A voz dela era firme, mas não era de acusação, apenas uma constatação.
-"Não posso culpá-la de não saber o que eu desejo."
-"Não, não pode."
-"Não se eu não tiver dito a você."
Ela olhou curiosa.
-"Eu nunca lhe disse uma mentira, mesmo que isso machucasse." – Ele continuou com mesma voz séria e compassada de sempre.
Ela pensou que era verdade.
-"Eu te digo o que eu quero agora. Não consigo ficar longe de você, isso virou uma necessidade, eu quero você perto de mim, e eu não pretendo nada mais, além disso, nada além de ficar com você."
A kunoichi rosa temeu que seu coração tivesse parado. Ela nunca imaginava ouvir isso dele, sonhava talvez, mas ouvir, ouvir era totalmente diferente e surreal, muito surreal.
Os segundos de silêncio enquanto ela assimilava a informação passavam e o moreno começou a ficar impaciente com o olhar perdido que a garota em seus braços tinha.
-"Eu posso te beijar agora?" – Ele perguntou no ouvido dela, tirando a garota do transe, lembrando a ela de toda a situação.
-"Você precisa de alguma autorização por escrito?" – Ela perguntou divertida ainda que sua voz não passasse de um fio.
-"Só se você planejar apagar de novo, sabe, pra eu poder me explicar depois." – Um sorriso torto brotando na boca dele.
-"Deixe isso comigo." – Ela respondeu já com a boca a milímetros da dele.
Ele acabou com a distância com urgência e vontade, era como se ele esperasse aquilo tanto quanto ela e dessa vez ela conseguiu, não sem esforço, manter-se fora do torpor que a capturou há poucos instantes mantendo-se no controle ainda que parcial de seu corpo que ainda assim sentia os efeitos de tê-lo tão próximo.
A língua dele passou pelos lábios dela pedindo passagem e ela prontamente atendeu. As mãos dele trabalhavam na cintura e pescoço dela fazendo carinhos, mas segurando com alguma pressão, como se sempre se certificando se ela estava mesmo ali, como se apenas o toque não aplacasse a vontade.
Ele firmou as duas mãos na cintura e ela soltou um gemido baixo, ele ergueu do chão o corpo esguio da rosada que logo enlaçou a cintura dele com as pernas torneadas, foi a vez de ele gemer.
Ela adorou ouvir aquele som grave a baixo vindo dele, especialmente sabendo quem causou. Os beijos do moreno passaram da boca dela para a bochecha e trilhavam um caminho elétrico até embaixo da orelha e descia pelo pescoço e ela arqueou as costas com a sensação da boca dele na sua pele.
Céus! O desejo que ela tinha por aquele homem ultrapassava qualquer coisa que ela já tinha sentido e tê-lo ali correspondendo a essa vontade transformava aquele desejo quase em dor, uma dor que só passaria quando os dois se consumissem, com urgência, desespero.
Ela era quente, ele nunca poderia imaginar o quanto, nunca se deixando aproximar, e agora ele arrependia-se de não ter provado isso antes, ou não, ele nunca teria conseguido viver todo esse tempo sem esse calor se ele o conhecesse.
Os braços delgados foram jogados com violência pelos ombros fortes e os dedos longos procuraram a cabeleira despenteada propositalmente e seguraram firmes, a cabeça dele pendeu um pouco pra trás e ela pôde beijar todo o pescoço, pôde morder os ombros e sugar o lóbulo da orelha dele, daquele que lhe tirava o sono, a calma, a alegria e as forças a hora que queria, roubava com a mesma rapidez com que devolvia agora.
As pernas dela apertaram mais na cintura dele fazendo-o sentir o ventre dela preso ao dele cada vez mais, a volúpia latejava dolorosamente e pedia mais, e ele sibilou entre os dentes.
Querendo mais ele pressionou o corpo desejado contra a parede, esfregando seu corpo contra o dela, como um carinho, e ela agarrou mais forte os cabelos dele uma exclamação saindo de seus lábios. Ela atirou-se contra os lábios dele com necessidade, não era apenas um beijo que ela buscava, era o pedaço que faltava dela, ela queria se sentir completa, esse era o único momento em anos em que ela cogitou que isso seria possível.
As línguas dançavam com vontade e paixão, ele andou com ela nos braços até o sofá, deitou com cuidado as costas dela no estofado macio. Deitou-se sobre ela de forma cautelosa e a beijou novamente, com uma delicadeza contrária aos gestos desesperados de instantes antes, a língua descobrindo cada espaço da boca da rosada.
As línguas faziam carinho uma na outra, pequenas mordidinhas que arrancavam suspiros dos dois e as mãos sempre firmes no outro, assegurando-se de que ninguém ia a lugar algum. O beijo foi diminuindo a intensidade até multiplicar-se em vários, por todo o rosto, pescoço e colo.
Ela interrompeu os beijos por um instante, procurou o olhar negro, os olhares se encontraram, ninguém conseguindo evitar a atração de continuar um nos olhos do outro, sem parar, grudados um no outro, as respirações ofegantes, corações disparados.
-"Não me falta mais nada agora." – Não passou de um sussurro muito baixo dela, mas ele ouviu, ele entendeu, ele faltava pra ela, era uma parte dela.
Abraçou-a novamente, cheirando seu pescoço e cabelo, descendo beijos até o vale dos seios, as mãos circundando a cintura levantaram um pouco a blusa dela, deixando a pele exposta, ele continuou abaixando os beijos até chegar na barriga lisa, subiu novamente, agora beijando somente a pele dela, levando a blusa sempre acima da cabeça, até tirá-la completamente.
Sakura precisava tocá-lo também, sentir a pele dele, o calor dele, segurou a barra da camisa escura e levantou sem reservas, tirando de uma vez, libertando suas mãos do tecido, podendo tocar o peito nu do homem pra quem se entregava, desenhou todos os músculos dele, ergueu-se até ficar quase sentada e seus lábios alcançaram a base do pescoço dele, abocanhou com vontade, aquilo deixaria uma marca, com certeza.
Ela sorriu, e ele soube por que, forçou os ombros dela para que deitasse de novo.
Uma mão dele segurava a coxa dela acima da sua cintura e a outra seguiu para o seio, coberto apenas pelo pequeno sutiã, tocou com suavidade, encaixou a palma inteira no seio dela, e ela tremeu, começou com movimentos circulares lentos e ela gemeu. Ele adorou ouvir o som que ela fazia, ele colou os lábios no outro seio ela arqueou as costas de prazer, ele sorriu grudado á ela.
Ela iria enlouquecer, ele ia levar ela à loucura, ela não se permitiu ficar parada, forçou o quadril dele contra o dela firmemente e rebolou contra a excitação óbvia dele, ele se desconcentrou, largou os dois seios, agarrou-se á cintura dela e gemeu alto. Ela afastou-se dele a contragosto, dos dois, apenas para abrir o fecho da calça dele, sob o olhar atento dele.
-"As dúvidas acabaram agora?" – Ele perguntou rouco.
-"Nem de longe." – Ela respondeu com a voz abafada pela respiração acelerada.
Em alguns segundos ele estava sem as calças e antes que ela pudesse tentar tirar-lhe a última peça de roupa que restava a ele, suas mãos foram tomadas e sua boca invadida pela dele enquanto sentia que agora era ele quem tirava mais uma peça de roupa dela e ela se viu apenas de lingerie.
-"Isso tem que ser mais justo." – Ela o ouviu dizer em seu ouvido.
As mãos dele foram pras costas dela para soltar o sutiã.
-"Agora sim." – Ele disse satisfeito enquanto recomeçava os carinhos nos seios dela, agora sem tecido algum para incomodar.
-"Isso nunca vai ser justo." – Ela arfou arqueando as costas, encostando mais seu corpo no dele. Não importavam as peças de roupas, ela nunca estaria igualada a ele, ela não podia conceber que aquilo o afetasse nem de perto do quanto afetava a ela.
-"Não, não vai. Nunca." – Ele disse num sôfrego, com a boca contra o corpo dela, pensando no quanto àquela mulher controlava seu corpo e suas reações, algo inexplicável. Insuportável.
As mãos dele escorregaram até o quadril dela, os dedos brincando com o elástico da calcinha. Ajoelhou-se e puxou a mulher junto, sempre próximos o bastante para que os beijos não cessassem, abaixou cuidadosamente os lados da delicada lingerie e ela percebeu ele soltar o ar mais forte quando viu a moça deitar novamente sem mais nada cobrindo seu corpo.
Sem demora ele resolveu se livrar da peça que lhe sobrou, no momento justa demais pra ser confortável. Ela assistiu Sasuke se despir, e admirou o corpo do homem que amava, a visão era perfeita e seus batimentos aceleraram mais, ela pensou (clinicamente falando) o quanto mais isso podia acontecer antes de ter um enfarto. Ela se descobriu prendendo a respiração, mais uma vez.
Nos segundos seguintes ele parou para olhar o corpo dela, e ela olhava as reações dele com cuidado, calafrios a fizeram tremer, o medo da rejeição passando por sua mente.
-"Sakura..." – O som saiu dos lábios dele com clara admiração.
O medo sumiu como fumaça. Ela fechou os olhos por um momento, sentindo o nome dela solto no ar por aquela voz, era perfeito na voz dele.
Os lábios dele já estavam nos dela no segundo seguinte, as mãos passeando sem pudor no corpo um do outro, ele afundou o rosto no pescoço dela e a abraçou forte, ela conseguiu sentir toda a excitação dele. As mãos fortes seguraram a coxa dela novamente, com força. Ela abraçou-o com as pernas de novo, o trouxe pra mais perto dela e ele soltou uma exclamação alta jogando a cabeça para trás.
Os corpos se movimentavam e a sanidade dos dois era testada pela fricção. Ele se separou um pouco dela para colocar-se na posição correta e encaixou-se lentamente dentro dela.
Ela jurou ver estrelas enquanto ele escorregava lentamente pra dentro dela, ela queria gritar, dizer pra ele acabar com aquela tortura, entrar de uma vez só, mas sua voz travou na garganta e a única coisa que ela conseguiu fazer foi abrir a boca.
Assim que estava totalmente encaixado a ela, ele gemeu alto, fechou os olhos apertando o quadril dela com as mãos muito mais forte do que deveria.
Ele abriu os olhos e achou o olhar dela, tão nublado de desejo quanto o dele próprio, abaixou-se para beijar a boca dela mais uma vez, e o movimento a fez gemer baixinho.
Sem deixar a boca dela ele começou a se movimentar dentro dela, sem nunca sair completamente, e antes que ela pudesse perceber ela estava se movimentando contra ele, para desespero do moreno que soltava sons altos a cada investida dele que ela retribuía. A velocidade dos corpos aumentava cada vez mais, e eles queriam cada vez mais, numa vontade sem fim, mais rápido, mais forte, os dois exigiam, os dois queriam.
A rosada não conseguia mais agüentar, sua boca se abriu e ela não conseguiu conter um gemido alto, não conseguiu segurar o nome dele. E algo explodiu dentro dela, a corrente elétrica que correu por todos os músculos do seu corpo esquentou seu estômago e relaxou seu corpo de modo que ela não conseguiu mais manter as pernas firmes em volta dele.
O moreno segurou as pernas dela em sua volta enquanto via satisfeito a mulher abaixo de si gritando o nome dele e contraindo seu corpo uma última vez antes de relaxar tudo rapidamente. Ele ainda continuou por poucos movimentos até alcançá-la, em uma sensação de prazer que ele nunca tinha imaginado ter com mulher alguma, uma força tão avassaladora, que ele precisou descansar sobre o corpo dela e retomar o fôlego, algo inédito para ele.
Ela retomou alguma força e passou os dedos gentilmente nos cabelos negros.
-"Você já sabe. Mas eu preciso dizer." – Ela disse suave. Ele fez um movimento com a mão acariciando o braço dela encorajando ela a continuar.
-"Eu te amo."
Ele subiu o corpo e pousou um beijo nela. Ela fechou os olhos imprimindo o momento na sua mente.
Agora ele estava gravado nela, da única maneira que restava estar, fisicamente. A alma e o coração já o tinham gravado há muito tempo.
-"Você vai ficar com frio aqui." – Ele disse sério, mas com suavidade.
Ele levantou-se devagar e passou os braços pelas costas e pernas dela carregando gentilmente a mulher até o quarto.
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Ohayou minna-san!!
Novamente desculpas pela demora, eu acredito que vocês devam estar (quem sobrou por aí) com a minha demora, mas é que realmente eu não tenho tempo hábil pra fazer isso mais rápido. Meu próximo projeto será completamente escrito antes de ser postado, para evitar a espera de vocês!!
Neste caítulo o hentai, eu estou bem insegura quanto a isso, nunca tentei escrever isso e algumas pessoas não gostam então eu não sei o que vai dar. Dependendo do andar da carruagem eu faço outros no decorrer da fic ou não, aborto a missão e reescrevo esse capítulo antes de continuar.
Desde já obrigado por lerem.
Agradecimentos:
Megame Satsuky: Obrigada!! Pra você também um ótimo 2009. Você viu no que os planos do Sasuke resultaram? Ainda acha ruim??
Flor de Gelo: ta aí pra vc, beijo garota!!
Isis: Obrigada Isis, do fundo do meu coraçãozinho.
Candlenight: Obrigada!! Beijos!
Taliane: Um super beijo pra você!
Aeryshu: Também não sei, mas pelo menos aqui nós podemos fazer o que quisermos no final, até mesmo um final feliz! Beijos, obrigada por ler.
Tsuhaisu: Ta aí seu hentai flor, agora como retribuição eu quero saber o que vc achou!!
Kissus e mais kissus pessoal, até a próxima!
Shichiyou
