Traduzido por Seffora Ingrid

Revisado por Beatriz

Betado por Johana

Manners - Conduta

"Quais são os seus planos para hoje?" Edward perguntou quando ele pôs suas botas. Isabella olhou para as costas dele, tentando reprimir um bocejo.

"Eu quero ir para um passeio. Por quê?" Ela sentou-se na cama, levantando as sobrancelhas para ele com desconfiança.

"Vou enviar Laurent com você." Disse ele, voltando-se para ela.

Isabella fez uma careta, saindo da cama. "Eu não preciso de um tutor." Ela murmurou para si mesma, sabendo que seria inútil discutir esse assunto novamente.

Edward franziu o cenho. "Eu pensei que nós tínhamos conversado sobre isso."

Isabella suspirou. "Tudo bem. Diga a Laurent para me encontrar no estábulo."

Ele andou na frente dela e colocou as mãos em seus ombros. "É meu dever cuidar de você."

Ela olhou para ele com atenção, e, em seguida, uma ideia surgiu em sua cabeça. "Se eu prometer que darei apenas um passeio ao redor do castelo..."

Ele interrompeu. "Nada do que você disser vai mudar minha ideia."

Seus ombros caíram. "É bom saber disso. Pelo menos, eu não vou perder a minha respiração com você." Ela agitou as mãos longe e agarrou sua camisa. Depois que ela falou, um outro pensamento atravessou sua cabeça, e seus olhos se iluminaram de esperança. "Se eu quiser Alice para andar comigo, não haveria necessidade de..."

"Sim, haveria!" Ele respondeu. "Você falariam uma com a outra, não vendo onde suas montarias a levaram e em menos de uma hora você iria se perder."

"Você deve ter realmente uma resposta para tudo?"

Edward colocou as mãos nos quadris e estreitou os olhos para ela.

Isabella soltou um suspiro exasperado. "Eu acho que não há razão para continuar esta discussão. Tudo o que eu digo, você sempre irá me contradizer."

Ele examinou sua expressão e viu a irritação nos seus olhos. Com um curto aceno de cabeça, ele abriu a porta e saiu, deixando Isabella sozinha em seu quarto de dormir.

Ela se sentou na beira da cama com seu vestido em suas mãos. "Sempre um cavalheiro." Ela murmurou baixinho. "Ele nem sequer me deu o meu beijo de bom dia!"

Depois que ela se vestiu, ela desceu as escadas. Decidiu pular o café da manhã, uma vez que a mesma não estava com tanta fome. Seu olhar mudou para os soldados de Edward, e ela não podia deixar de sentir um pouco de raiva que eles não se levantaram quando ela entrou no grande salão. Enquanto pensava mais nisso, percebeu que eles nunca se levantaram. Seu pai sempre lhe dissera que um cavalheiro se levanta quando uma mulher entra na sala. Era educado. Os soldados mal a reconheciam, no entanto. Era muito rude deles ficarem sentados quando ela entrava no salão. Ela ignorou seu comportamento no primeiro par de semanas, mas agora realmente a incomodava.

Com uma carranca, ela lembrou que eles também não se levantavam quando Alice se juntava a eles para o jantar, também. Nenhum deles levantou a cabeça quando ela colocou as mãos sobre as costas da cadeira, apesar de Edward lançar-lhe um olhar curioso. Ela o ignorou, dirigindo o olhar para os outros.

"Eu não pude deixar de notar que vocês são todos extremamente rudes!" Ela interrompeu a conversa alta. O rosto de Edward virou incrédulo. Os outros pararam de falar e olharam para ela. Eles estavam claramente ofendidos com o comentário, mas Isabella não deixou sua hostilidade deter ela.

"Não olhem para mim desse jeito." Ela continuou, quando todos eles franziram as sobrancelhas para ela. "Eu sei que isso não incomoda meu marido, mas me incomoda. Eu sou a Senhora do castelo, e eu sou uma mulher, e para qualquer uma dessas razões, cortesia comum exigiria que vocês me mostrassem um pouco de respeito."

"Milady, como é que te incomoda?" Stefan perguntou, confuso.

"Nós não nos consideramos rudes, e nós a respeitamos." Disse James com uma expressão confusa.

"Não, vocês não respeitam." Ela balançou a cabeça para eles, vendo-os levantarem suas vozes para o outro.

"O que você pensa que está fazendo?" Edward perguntou por entre os dentes.

"Eu estou tentando ensinar-lhes boas maneiras. Isso é o que eu estou fazendo, marido." Ela sussurrou. "Agora, deixe-me dizer o que eu quero dizer."

Edward encostou-se na cadeira e cruzou os braços sobre o peito, olhando-a fixamente. Ela voltou sua atenção para seus soldados.

"Primeiro de tudo, eu quero dizer o que me incomoda mais." Ela começou, tentando fazer contato visual com todos sentados à mesa. Todos eles franziram o cenho para ela novamente, embora ela notou que Emmett, Eric e dois outros soldados estavam sorrindo.

"Parece haver uma abundância de coisas que a incomodam, Milady." Um dos guerreiros resmungou.

Isabella lançou-lhe um olhar sujo e continuou: "Um homem sempre se levanta quando uma mulher entra ou sai da sala." Ela olhou para eles em expectativa. Eles não fizeram nada. Ela ergueu as sobrancelhas para eles e acenou com a cabeça, esperando-os reagir de alguma forma. "O que vocês estão esperando? Levantem-se."

"Por quê? Você entrou já tem alguns minutos, não agora." Disse um homem chamado Benjamin com uma expressão confusa.

Isabella reprimiu um gemido. "Pelo menos, deixe-me saber que você entendeu."

"Por que temos de nos levantar quando uma mulher entra na sala? Não vai ajudar qualquer um de nós. Parece uma perda de tempo para mim." Stefan interveio. Vários homens concordaram com ele.

"Porque é educado, é por isso. Um cavalheiro está mostrando a mulher o seu respeito quando ele se levanta."

"Somos guerreiros, Milady, não cavalheiros." Acrescentou Benjamin.

Isabella podia sentir-se a tornar-se irritada. Eles eram tontos, concluiu. "Guerreiros ou não, vocês ainda são homens. A regra se aplica a vocês, também."

Todos eles trocaram um olhar confuso. Alguns deles levantaram seus ombros, enquanto outros voltaram para Edward. Seu marido acenou para eles, e, em seguida, todos eles concordaram com o pedido de Isabella. Ela suspirou, aliviada.

"Este é um bom começo." Admitiu ela, sorrindo para eles. Eles não retornaram o sorriso. Ela não se importava. "Agora, vocês devem parar de bater suas taças como selvagens. Vocês podem apenas tocá-las, sem derramar a cerveja em todos os lugares da mesa. Os servos têm sempre um tempo difícil de limpar depois de cada refeição, e seria um pouco mais fácil para eles fazerem seu dever, se vocês só cooperassem. "

"Mas nós gostamos de nossos copos tilintando assim. É algo que temos feito há anos. É a nossa maneira de expressar o nosso contentamento."

"Tenho certeza que vocês podem encontrar uma outra maneira de expressar o seu contentamento." Respondeu Isabella. Todos eles olharam para ela. "Achei que vocês preferiam usar suas espadas ou atirar flechas." Ela rapidamente acrescentou quando alguns deles se tornaram irritados com o comentário dela. "Não um no outro, é claro."

Edward reprimiu um sorriso. Seus soldados pareciam atordoados com as palavras de Isabella. Esta foi a primeira vez que uma mulher se levantou , e de repente sentiu-se muito orgulhoso de sua esposa. Eles não estavam acostumados a serem repreendidos por uma mulher, mesmo que ela fosse sua esposa. Ele olhou para Isabella e viu a determinação em seu rosto.

"Mas é por isso que os servos estão aqui, limpar!" Alistair cruzou os braços sobre o peito.

"E você poderia mostrar um pouco de simpatia por eles." Disse Isabella.

Alistair ergueu as sobrancelhas para ela desafiadoramente. Edward lançou-lhe um olhar sujo, enquanto Emmett cutucou Alistair forte nas costelas.

"Há alguma dúvida sobre isso?" Isabella perguntou, olhando para todos. Eles balançaram a cabeça, embora alguns deles se recusaram a parar franzindo a testa para ela.

"Notei também que alguns de vocês cospem em seus pratos depois de terminar suas refeições. Isso é claramente horrível." Ela suprimiu um estremecimento de repulsa quando se lembrou de Stefan fazendo isso. Ela percebeu que ele não era o único, e ela queria que ele parasse.

"Como é que é falta de respeito?" Laurent perguntou com uma carranca.

Isabella não estava surpresa que achavam o gesto perfeitamente aceitável. "É muito desrespeitoso. Depois de terminar sua refeição, você empurra a cadeira para trás, levanta-se e vai embora. Você não cospe no seu prato. Isso me ofende, porque eu estou compartilhando a mesa com você, e isso ofende o cozinheiro . "

"É assim que mostramos ao cozinheiro a nossa gratidão."

Isabella virou-se para Edward e fez uma careta para ele. Ele deu de ombros para ela, deixando-a lidar com a situação. Ele queria rir.

"Mas isso é revoltante!" Ela gritou. "A partir de agora, vocês vão parar ... De fazer isso. Vocês poderiam apenas dizer ao cozinheiro que vocês gostaram da refeição."

"Ou podemos cuspir em nossos pratos. O cozinheiro sabe o que isso significa." James argumentou.

Os dedos de Isabella coçavam para massagear as têmporas. Eles não eram guerreiros. Eles eram animais. "Então, eu vou falar com ele e explicar toda a situação. Mas eu não vou respeitar esse tipo de comportamento mais. Está claro?"

Ela ergueu as sobrancelhas para eles. Eles resmungaram sob sua respiração, e quando eles se recusaram a responder a ela, Edward olhou para eles.

"Tudo bem." Alguns deles disseram, enquanto o resto assentiu.

Um segundo depois, Irina caminhou para dentro com mais cerveja. Ao vê-la, Isabella olhou para os soldados com expectativa. Eles olharam de volta confusos.

"Levantem-se!" Isabella ordenou, jogando as mãos no ar em frustração. Irina partiu, e ela quase deixou cair o jarro no chão.

"Mas é Irina." Um homem loiro protestou.

"Eu não vejo uma barba nela." Isabella argumentou. "Ela é uma mulher. Achei que você entendeu o que eu disse antes."

"Nós pensamos que deveríamos nos levantar quando você entrasse na sala, Milady." Alguém chamado Charles disse.

"Eu falava especificamente de mulheres. Eu não estava falando só sobre mim. Eu estava incluindo todas as outras mulheres neste clã."

Irina não sabia o que estava acontecendo. Ela colocou o jarro sobre a mesa e se virou para sair, mas Isabella a parou.

"Espere um segundo, Irina."

A mulher de cabelo loiro franziu os lábios e apertou as mãos juntas na frente dela. Ela não tinha ideia do que estava acontecendo, e os olhares dos guerreiros a inquietava. Isabella notou seu desconforto, e ela rapidamente olhou para Edward. Ele balançou a cabeça para ninguém em particular e se levantou. Os soldados olharam para ele, incrédulos, enquanto Isabella cruzou os braços sobre o peito. Finalmente, eles pularam para seus pés, resmungando.

"Agora você pode sair, Irina." Disse Isabella, sorrindo para ela. A moça piscou, confusa e atordoada por seu comportamento, virou-se e foi embora. "Espere até que ela não esteja na sala mais." Explicou Isabella quando três homens se sentaram.

"Será que realmente temos que fazer isso o tempo todo?" Charles resmungou.

Isabella não disse nada. Ela estava contente que tinham obedecido. Ela jogou a Edward um sorriso satisfeito e saiu. Quando nenhum deles se levantou, ela olhou por cima do ombro. Eles pularam a seus pés novamente. O sorriso voltou, e ela estava rindo para si mesma no momento em que ela saiu.

Ela ainda podia ver suas expressões irritadas. Os homens precisavam se comportar. Ela foi criada para ser uma fina e gentil senhora, e ela não podia suportar o comportamento rude deles. Ela poderia ter sido um pouco ousada demais, mas ela não queria que eles agissem como animais quando ou se sua família viesse a visitar. Ela também ficou satisfeita que Edward a tinha defendido na frente de seus soldados leais. Seu coração se encheu de alegria e orgulho.

Ela caminhou em direção aos estábulos, mantendo o sorriso firme no rosto. Ela sabia que Eric não estava lá dentro, pois ele ainda estava comendo, mas ela sabia como selar um cavalo. Se ela não tivesse que esperar por Laurent...

Os cavalos relincharam quando a viram. Ela sorriu para eles, e quando viu o garanhão preto de Edward, ela rapidamente se aproximou dele. Ela não sabia por que, mas realmente precisava que o cavalo gostasse dela.

"Oi, não. Lembra-se de mim?" Ela apoiou os cotovelos contra a sua baia e sorriu para ele. O cavalo exalou alto e caminhou para mais perto dela.

"Eles provavelmente me odeiam agora, mas eu não me importo. Isso vai ajudá-los no futuro. Isso é o que papai sempre me disse, quando eu discutia com ele sobre as minhas boas maneiras." Ela hesitante tocou seu nariz, com medo de que ele fosse se afastar. Ele não o fez, e ela moveu a mão até a testa.

"Eu era uma criança tão desobediente. Você não pode imaginar." Ela riu desta vez feliz que ela estava sozinha. "Papai sempre teve que correr atrás de mim para me alimentar, e eu sempre tinha que tomar um banho depois, eu tendia a espalhar toda a refeição no meu vestido."

O cavalo acenou com a cabeça, aproximando-se dela. Ela sorriu enquanto seus dedos deslizaram para o pescoço e acariciou-o.

"Isso não me surpreende."

Ela começou, e rapidamente retirou a mão do cavalo. Ela virou-se na direção da voz.

"Você sempre tem que andar sorrateiramente sobre mim? Você me deu um bom susto."

Edward encolheu os ombros, fechando a distância entre eles.

"Você está aqui para ter certeza que eu esperei por Laurent? Ou você está aqui para me ensinar sobre mais cedo?" Ela colocou as mãos nos quadris.

Edward sorriu para ela. "Eu não estou aqui para dar aulas a você."

Isabella ficou surpresa. "Ah. Então, você está aqui para me certificar de que não saia sem Laurent."

"Não. Eu não estou aqui por causa disso, também."

Ela estreitou os olhos para ele com desconfiança. Ela sabia que ele ouviu tudo o que ela disse sobre sua infância. Um sorriso esticou em seu rosto. "Então, você está aqui para me dar o meu beijo de bom dia."

Ele colocou as mãos nos quadris e puxou-a para mais perto. Ela continuou: "Você deve saber que eu não me arrependo de meu comportamento, marido, se é por isso que você está aqui. Sei que não devo me levantar até seus soldados. Você pode pensar que eu agi grosseiramente, mas eu considero esta a minha casa, também."

Ele a interrompeu: "Eu estou orgulhoso de você."

Seus olhos se arregalaram, e ela podia sentir o sangue correr em seu rosto. Sua confissão a pegou de surpresa. Ela não esperava que ele a seguisse até o estábulo só para lhe dizer isso. Além disso, ele nunca a tinha elogiado antes.

"Sério?"

Ele apertou ainda mais a sua cintura. "Sim."

"Você não acha que eu fui insolente?"

Ele balançou a cabeça. "Você tem o direito de dizer o que está incomodando você."

"Eu não sabia que as mulheres tinham quaisquer direitos." Ela sussurrou.

"Você tem."

Sua respiração ficou presa na garganta, e uma súbita sensação de calor envolveu seu corpo. Ela ficou na ponta dos pés e roçou os lábios contra os dele, provocando-o.

"Você vai me dar o meu beijo de bom dia agora?"

Ele beijou-a com força, com fervor. Ela podia sentir o seu toque até os dedos dos pés. Não foi apenas um beijo de bom dia, Isabella percebeu quando a mão dele agarrou seu cabelo. Sua língua mergulhou dentro para devastar a boca dela e esfregou perversamente ao longo de sua língua. Ela soltou um gemido áspero, sentindo suas entranhas derreterem, enquanto seus joelhos tremeram. Seus beijos sempre a faziam se sentir tonta.

Edward tocou o lado de seu peito, deixando a mão dele acariciar seu lado enquanto ele parou em sua cintura. Podia senti-la tremer em seus braços, e ele gostava de sua reação devassa. Seu sangue correu para os lombos, e ele sabia que estava perto de perder o seu controle. Ele não se afastou, no entanto. Se fosse mesmo possível, ele aprofundou o beijo ainda mais, mostrando-lhe a sua necessidade. Quando as mãos de repente puxaram seu vestido, ela gemeu seu protesto. "Edward, estamos rodeados de cavalos."

De repente, ele agarrou sua cintura e colocou-a em uma pilha de feno. Ele caiu de joelhos na frente dela e esmagou seus lábios contra os dela, enquanto ela raspou as unhas ao longo de suas costas.

"Edward..." Ela respirou quando seus lábios beijaram o lado de seu pescoço. Eles não estavam à vista, mas ela não podia deixar de se sentir um pouco nervosa. "Eu não acho que nós deveríamos fazer amor aqui." Suas unhas se cravaram em seus ombros quando ele passou a língua através de sua clavícula.

"Eu não me importo." Ele murmurou contra sua pele.

"E se Eric caminhar para nós? E Laurent?" Quanto mais pensava nisso, mais nervosa ficava. "Não, não. Edward, devemos parar."

"O risco de ser pego torna as coisas mais emocionantes."

"Eu discordo. Eu não quero ser pega em uma posição tão comprometedora por seus soldados, marido. Além disso, eu não me sinto confortável com o seu cavalo nos vendo tão intensamente."

Suas bochechas coraram, e seu corpo inteiro exigia o calor dele, mas ela tinha que manter a mente clara. Por mais que ela quisesse, Eric ou Laurent podiam entrar a qualquer momento. Edward soltou um rosnado baixo. Isabella notou seu desconforto e colocou os braços ao redor de seu pescoço, sorrindo docemente para ele. "Temos a noite toda para nós mesmos." Quando ele não se moveu, ela bateu as mãos. "Agora, me solte."

Ele franziu a testa. "Você é a mulher mais teimosa que já conheci."

"Rosalie me disse isso todos os dias, também." Ela admitiu. Ela rapidamente se levantou e examinou seu vestido. Ela percebeu que tinha feno em seu cabelo e suspirou.

Edward caminhou atrás dela e empurrou as mãos dela, grunhindo. Ela podia sentir os dedos em seu cabelo e sorriu. Em seguida, ela alisou o vestido e respirou fundo, tentando acalmar seu coração acelerado. Ele colocou as mãos em seus ombros e virou-a. Seu sorriso virou inocente quando viu o fogo e necessidade em seus olhos. "Eu irei ver Abby agora." Disse ela, passando por ele.

Ele balançou a cabeça em descrença. Sua esposa era uma mulher tão irritante, mas ele já sabia disso. Um sorriso esticou em seu rosto. Ele nunca a teria de nenhuma outra maneira, ele percebeu.

Ele ouviu seu suspiro, e seu coração saltou inquieto em seu peito. Pensando que ela poderia ter se ferido, ele correu para ela. Edward encontrou-a dentro de baia de Abby, inclinando-se sobre a égua. A égua estava deitada, mas seus olhos estavam abertos e nebulosos.

"O que aconteceu?" Perguntou ele.

"Eu não sei. O que há de errado com ela?" Isabella colocou a mão no pescoço da égua e acariciou-a. O cavalo relinchou baixinho, tentando levantar um pouco a cabeça. Abby parecia miserável. "Será que Eric sabe sobre ela? Ela parece estar com dor, Edward."

Ele franziu a testa, lentamente acariciando Abby em seu estômago. "Ela está doente." A égua espirrou em voz alta, concordando com a afirmação de Edward.

Isabella olhou para o marido, preocupada. "Será que ela vai ficar bem?"

Ele não respondeu, enquanto se levantava. Isabella mordeu o lábio com preocupação, notando a alta temperatura de Abby. Ela realmente tinha chegado a amar a égua, e o pensamento de perdê-la a fez triste.

"Ela está febril, Edward."

Edward colocou a mão no ombro de Isabella e apertou-a com cuidado. Ela mal notou.

"Eu vou cuidar de você, Abby." Isabella sussurrou.

"Eu não acho que você pode fazer muito para ajudá-la, Isabella." Disse Edward.

"Então, onde está o Eric?" Ela perguntou em voz azeda, voltando-se para o marido.

"Você me chamou, Milady?"

Isabella reconheceu a voz de Eric. Viu-o do lado de fora da baia de Abby, e Laurent estava bem atrás dele.

"Graças a Deus você está aqui. Abby pegou uma febre, Eric." Ela o informou, acariciando o pescoço da égua.

Eric pareceu surpreso, e ele franziu a testa. Ele rapidamente entrou na baia e se inclinou sobre a égua. "Eu não entendo. Ela estava muito bem ontem à noite." Ele também notou sua temperatura elevada.

Quando Eric a examinou, Isabella se afastou, caminhando ao lado de Edward. Ela cruzou os braços sobre o peito.

"Você acha que... Você acha que ela vai morrer?"

Edward trocou um olhar com Eric. Isabella percebeu isso, mas ela decidiu não questioná-lo sobre isso. "Não, Milady. Eu não acredito que ela vai morrer."

"Tem certeza?"

"Sim, senhora Isabella."

Ela olhou para Edward, e então ela acenou com a cabeça. "Por favor, tenha certeza que ela se torne saudável novamente." Ela implorou.

"Ela estará em suas quatro pernas antes de o sol se por." Ele prometeu, sorrindo, encorajando a sua senhora.

Isabella apreciou, e ela respirou fundo. Saindo da baia de Abby, ela se virou para Laurent e sorriu.

"Eu suponho que você não tem que cuidar de mim hoje mais, Laurent. Eu não estou indo para um passeio hoje."

Ele acenou com a cabeça. "Não se preocupe, Milady! Eric sabe o que está fazendo. Sua égua está em boas mãos." Com um pequeno sorriso, ele abaixou a cabeça e saiu.

Isabella ficou olhando para ele. "Ele não está com raiva de mim?" Ela perguntou a Edward, enquanto ele colocou a mão na parte inferior das costas e guiou-a para fora.

Assim que eles saíram das sombras, o sol iluminou as estrias vermelhas no cabelo de Isabella. Edward encontrou-se hipnotizado. Ele não pôde se impedir de correr os dedos pelo cabelo dela.

Quando ela olhou para ele, ele balançou a cabeça. "Ele não tem um motivo para ficar com raiva de você."

Ela suspirou. "Eu vi você trocar um olhar fugaz com Eric..." Continuou ela, preocupada. "Abby vai ficar bem? Eric não mentiria para mim, não é?"

Edward viu a preocupação em seus olhos. "Eric não sabe por que ela ficou doente tão rapidamente, mas ele é bom no que faz. Sua égua vai ficar bem."

"Eu espero que sim. Chatear-me-ia perder Abby."

De repente, ele apertou a mão dela, puxando-a na direção das árvores. Isabella o seguiu, embora ela estava se perguntando onde ele a estava levando. Ela franziu a testa, tropeçando em uma pedra. Ele segurou-a. Ela olhou para as costas quando ele não perguntou se ela estava bem.

"Onde você está me levando?" Ela perguntou, puxando a sua mão.

Ele virou-se e levantou os ombros com indiferença. "Para tirar sua mente fora do cavalo."