N.A.: Pessoas linda, adoráveis, salve salve, esse capítulo tem morte, tem tortura, sangue e aquelas coisas, sabe? Não consegue ler? Melhor pular ou ler apenas o fim, sei lá. Já foi avisado trilhões de vezes que é uma dark-fic, e não aceito ninguém dizendo que está absurdo e tal. Dark-fics são assim, ok?
Para quem vai ler, sorry, mas a personagem precisava morrer. A trama começa a ficar pesada. Preparem-se.
Trice, amo-te. Lindas e fofas que comentaram, amo vocês também.
Boa Leitura!
N.B.: Tenho que admitir, a Sombra me lembra um pouco de Felix Felicis, mas de um modo bem dark e um pouco assustador...
Pleasure replaces pain
I've gone and done it again
It's something that I can't control
(...)You can call me heartless but I can't control
I gave into temptation a long time ago.
Feel No Shame by Slipknot and Korn
Capítulo 13
-Por que você achou que deveria me livrar da minha dona? – a voz de Sirius fez o corpo de Luna se mexer. Abriu os olhos, apenas para sentir que um deles não abria direito. Tentou mexer as mãos, apenas para descobrir que elas estavam presas. Tentou gritar, mas a boca estava colada.
Moveu o corpo, escorregando em algo, sentindo dores horríveis nos braços presos a cima da cabeça. Virou seus olhos azuis para o chão, vendo no que tinha escorregado. Sangue. Todo o chão estava coberto de sangue. Tentou gritar novamente, mas sua boca estava colado com magia.
Olhou Sirius. O moreno estava parado perto de uma parede, o corpo encostado, os braços cruzados. E algo brilhava em uma de suas mãos. Fechou e abriu os olhos, lembrando-se do que tinha acontecido. Ela e Harry tinham ficado horas conversando com Hermione em Grimmauld Place, nesse meio tempo ouviram Sirius sair, mas não sabiam onde ele poderia ter ido. Quando Harry saiu da casa na intenção de segui-lo, o moreno já havia sumido.
Lembrava-se de ter seguido pra casa sozinha, Harry dissera que passaria no Ministério, ver se algo novo sobre o caso das garotas assassinadas aparecera. Porém, quando chegou na frente de sua casa viu Sirius, sentado nos degraus da porta da frente. Olhou para os lados na rua, mas não havia ninguém. E quando voltou seus olhos para o moreno, apenas viu o punho dele acertando-lhe no rosto, e tudo era escuridão. Agora estava ali.
-Por que você quer me separar da única coisa que me mantêm vivo? – perguntou desencostando-se da parede, deixando a mão cair ao lado do corpo mostrando a navalha para ela.
Luna arregalou os olhos, tentando afastar-se, mas as mãos presas acima de sua cabeça impedia que fosse para muito mais longe. Seus pés escorregaram no sangue no chão, fazendo-a cair sentada e torcendo os braços, fazendo um grito sair por sua garganta, mas nunca ser ouvido.
-Você é inteligente, logo percebeu que tinha algo diferente. – abaixou-se na altura dela, olhando-a nos olhos, vendo-a lhe fitar com medo. Aquele medo que o impulsionava. – Mas eu não posso deixar que a tire de mim. – balançou a cabeça, mexendo a mão com a navalha. – Eu estava morto quando ela me encontrou. Estava sem vida alguma. – por alguns segundos seus olhos perderam o foco. – Mas então ela veio, me preencheu, me deu vida outra vez.
Os olhos de Luna vagueavam entre a navalha e o rosto de Sirius, o entendimento começando a penetrar seus sentidos. Era ele. Ele estava matando aquelas garotas. Ele tinha matado Ginny, Pansy Parkinson, e pelo tanto de sangue que estava ali, ele deveria ter matado muitas mais.
-Ela me pediu que trabalhasse para ela. – levantou a navalha na altura de seu rosto, mostrando-a à Luna. O medo inundou a face dela, fazendo-o sorrir. – Algumas garotas, algumas mortes. E ela continuaria comigo, continuaria a me dar vida. – respirou fundo abaixando a arma, olhando pensativo para a loira, observando como ela tentava se afastar. – Mas então veio você e descobriu meu segredo.
Acariciou os cabelos dela, escorrendo os dedos por entre os fios loiros. Luna tentou afastar-se, mas quanto mais movia-se, mais dores sentia nos braços. E a dor espalhava-se por seus ombros e costas. Tentou gritar outra vez, mas apenas existiam gritos em sua mente, no comando que o cérebro dava, a boca não conseguia deixá-la externar o comando.
-E eu não posso deixar que você me afaste da minha dona. – explicou ainda acariciando os cabelos dela, vendo-a tentar afastar-se e sentindo dor novamente. – Harry ficará devastado, mas ele vai superar. – era como se fosse uma explicação agora, era uma satisfação para que ela se sentisse melhor com tudo aquilo. – Porque se você não fosse tão inteligente, tão observadora e atenta, continuaria ao lado dele.
Colou os olhos na navalha, vendo que ele a mexia, colocando a lâmina mais perto de seu corpo. Debateu-se, afastando-se e machucando-se ainda mais. Não conseguia acreditar que aquilo estava acontecendo. Sirius realmente a mataria. Aquele era o fim. Sobrevivera a Guerra, sobrevivera às mãos dos inimigos, para acabar morrendo pelas mãos de um aliado.
-Mas minha dona vai ficar feliz. Nosso pequeno segredo ainda está a salvo. – ponderou por alguns segundos. – Sem seus conselhos Hermione e Harry nunca vão chegar as conclusões que você chegou.
Corte.
Sorriu. Achava que não ouviria novamente a voz hoje. Levantou-se, mexendo a navalha na mão e descendo-a na carne clara da loira. Um grito deixou a garganta de Luna, e ela o ouviu alto ecoando pelas paredes daquele cômodo. A magia estava desfeita, Sirius queria ouvir seus gritos. Tentou afastar-se novamente ao vê-lo vir com a lâmina para perto, mas não houve como, foi atingida novamente.
Mais sangue.
Era tentador ouvir a voz dela. E cortou mais uma vez Luna, dessa vez na barriga, vendo sangue escorrer em grande quantidade, manchando a roupa já suja dela. Sorriu. Era somente o que sua dona queria, e em troca ela lhe dava a vida. Era um preço pequeno que pagava por continuar respirando, por continuar vivendo.
Mais.
A voz exigente e sádica sorria enquanto falava, Sirius tinha certeza. Aproximou-se da loira, cortando-a nos braços, gritos de dor e de socorro deixando a boca machucada dela. Sangue escorreu pelos ferimentos, toda a pele de porcelana de Luna manchando-se de vermelho. Passou a língua pelos lábios, enquanto a outra mão descia e passava leve por cima da calça.
Guarde para a outra.
Ainda acariciou-se por cima da calça, mas ouviria a voz, deixaria isso para outra pessoa. No momento, tinha que obedecer o que sua dona lhe pedia: tirar sangue de Luna.
Levantou novamente a navalha, dessa vez descendo-a no ombro da loira, vendo o corte abrir-se profundo, sangue e grito deixando o corpo dela. Abaixou-se na altura dela, olhando-a e sorrindo quando viu lágrimas escorrendo por seu rosto. Luna chorava e gritava por socorro, mas já entendera que ninguém a ajudaria. Ele havia matado as outras garotas ali, e elas deveriam ter gritado como ela, e ninguém viera ao socorro delas. Ninguém viria ao seu também.
-Espero que saiba que respeito você e sua inteligência. – acariciou mais uma vez os cabelos dela, manchando-os de sangue que estava em sua mão. – Mas você foi muito inteligente, e eu não vou permitir que ninguém me afaste de minha dona.
-Sirius, não.
A voz fraca de Luna fez Sirius sorriu, levantando-se e deliciando-se com o medo que ela emanava. Era quase palpável.
Mate-a.
Assentiu como se estivesse a ver quem lhe ordenara matar Luna, mas apenas era uma voz. Segurou os cabelos dela, puxando a cabeça para trás, expondo a garganta, sorriu e desceu seu rosto até lá, passando a língua por sobre a pele clara, experimentando os respingos de sangue que escorreram dos braços e do ombro machucados.
Deixou sua língua correr de um lado ao outro do pescoço exposto, para logo após afastar-se e descer a navalha com força, abrindo um extenso corte na carne de loira, matando-a. Fitou o corpo a convulsionar, o sangue a escorrer rápido pelo corpo dependurado. Ainda levou minutos observando o que tinha feito, sentindo que novamente sua dona acariciava seus cabelos, lhe dando os parabéns pelo trabalho bem feito.
Sorriu, soltando Luna das correntes, levitando o corpo e desaparecendo com ele novamente. Deixando-o em uma das Docas, atrás do galpão. Ela seria mais fácil de achar do que a anterior, mas ele teria pelo menos um dia até ver Harry chorando pela morte horrível da noiva.
Vá atrás de sua recompensa.
Hermione. Sua recompensa era o corpo da morena. Iria embora, a pegaria pra si, a faria sua. Agora não havia diferença. Agora não havia Sirius e a Sombra. Agora ele era a Sombra, ela era sua dona. E ele faria tudo o que ela lhe pedisse, ela era sua dona, ela era sua vida. E nada separaria Sirius de sua dona. Nada.
Ouviu dois toques antes de decidir atender. Deveria ser Luna avisando que estava na casa do pai pesquisando e que esquecera da hora. Já eram mais de onze da noite. E se aquilo não fosse um costume, já estaria preocupado.
-Potter?
-Sim. – Harry estranhou a ligação, algo deveria ter acontecido.
-Malfoy. – o loiro identificou-se, talvez o outro não tivesse reconhecido sua voz.
-O que houve?
-Acho melhor que venha ver por si mesmo. – não sabia muito bem se deveria contar aquilo por telefone. – Venha ao porto. Doca 6, na parte de trás do galpão.
-O que houve? – um frio estranho correu a espinha de Harry, algo estava decididamente errado.
-Acho melhor que venha ver por si mesmo. – repetiu a frase.
-Estou a caminho. – Harry desistiu de tentar fazer o loiro falar. Tinha alguma coisa muito errada. Conseguia sentir.
Escreveu um bilhete à Luna e saiu de casa, sem saber que ela nunca leria aquele bilhete.
Subiu as escadas fumando, ouvindo o silêncio da casa. Sabia que era tarde, mas há dias não importava-se com horários. Parou na frente do quarto de Regulus, a porta aberta. Olhou para dentro, vendo Hermione deitada na cama, dormindo. Sorriu enquanto tragava, observando corpo descoberto da morena. Jogou o cigarro no chão, apagando-o com o pé. Pouco importava-se de ver a madeira do chão queimada, ou da sujeira que deixara. O que importava no momento era Hermione.
Ainda sentia o gosto dela em sua boca, preso em sua língua. Queria aquele gosto novamente, queria sentir novamente o calor dele entre seus dedos, sentir o quanto ela o queria. Entrou no quarto e enquanto caminhava na direção da cama tirou a camiseta e a calça. A acordaria da melhor maneira possível.
Ajoelhou-se na cama, deitando-se ao lado dela, vendo-a se mexer e abrir os olhos devagar. Mas não deu tempo de que ela registrasse quem era, tomou a boca dela com a sua, sua mão escorrendo rápida pela barriga dela, entrando na calça do pijama que ela usava. Assustou-se com o assalto ao seu corpo, e abriu os olhos, vendo Sirius lhe beijando.
Porém, não houve tempo para protesto, sentiu um dedo dele lhe invadir, com força, enviando arrepios por todo seu corpo. E novamente, como sempre acontecia quando ele estava perto, sua mente desligou-se, seu corpo arqueou e sua língua procurou pela dele.
Sorriu durante o beijo, sentindo que ela inclinava o quadril contra sua mão, querendo mais. Passou seu corpo por cima do dela, afundando mais um dedo dentro do corpo dela, ouvindo-a gemer mais alto dentro de sua boca. Afastou sua boca da dela, olhando seu rosto, vendo a respiração acelerada dela.
-Eu ainda quero seu gosto, morena.
Hermione desceu os olhos do rosto dele, vendo que Sirius estava usando apenas uma boxer preta, que o resto de seu corpo estava descoberto. Aquilo pareceu lhe incendiar por inteira. Deslizou as mãos pelos braços dele, chegando aos ombros, escorrendo pelas costas.
-Gosta do que vê?
Sirius riu da fome que viu nos olhos dela, e sabia exatamente o que ela queria. Desceu seu corpo por inteiro por sobre o dela, movendo seus dedos devagar, fazendo pequenos gemidos saíram da boca de Hermione. Trilhou beijos pelo maxilar da morena, chegando ao ouvido dela, lambendo e sugando. Sua mão livre a ajudou a tirar a camiseta que ela vestia, abaixando a calça do pijama junto com a renda, vendo-a empurrar com as pernas o tecido para que saísse logo de seu corpo.
Desceu seus olhos cinzas pelo corpo dela, vendo-a nua pela primeira vez. Lambeu os lábios em antecipação, querendo mais do que nunca enterrar-se bem fundo naquele corpo. Voltou seus olhos para cima, fitando-a bem fundo nos olhos, abaixando a última peça de roupa que ainda estava em seu próprio corpo. Viu como ela apertava os olhos, a boca abrindo-se para deixar que pequenos gemidos escapassem.
-Minha.
continua...
Tradução:
O prazer toma o lugar da dor
Eu fui e fiz de novo
É algo que eu não consigo controlar
(...)Você pode me chamar de sem coração, mas eu não consigo controlar
Eu caí em tentação a muito tempo atrás.
