Capítulo XIII

~Emissão de ectoplasma – Parte II~

Sakura percebe que lutar contra aquela organização misteriosa vai exigir dela mais do que vigor físico ou preparo… vai exigir cuidado!

No meio daquela rua cheia de carros revirados, placas retorcidas e lixo e qualquer coisa que pegue fogo em chamas. Kero e Meiling haviam derrotado os demais membros da organização na base da porrada. Só restou Dian Ying, que se esquivou dos ataques:

– Eu vou atacar ele com uma bola de fogo! – Disse Kero.

O ataque de Kero não surtiu efeito nele. Dian Ying sorria e repetia o que havia dito antes:

– Kerberos, Kerberos, Kerberos… seus ataques não vão dar em nada em mim! Nenhum ataque Clow funciona sob o signo da Ameixeira! Agora toma! Flechas envenenadas!

Dian Ying deu um soco no ar. O ataque de Dian Ying liberou uma rajada de flechas roxas contra Kero que atordoou o guardião, nocauteando-o. Sakura estava chocada. Meiling ficou espantada e correu para o guardião nocauteado:

– Kerberos, Kerberos!

Enquanto Meiling falava, Dian Ying surgiu por trás dela, acerando-a com um murro nas têmporas. Meiling, cansada por causa dos combates anteriores, é nocauteada. Nesse instante, aparecem na frente dele Subaru e Hikaru, saídos do teto com um Shikigami que os levou até lá:

– Esse é o poder do meu ectoplasma, agora vocês entenderão… – Sorriu Dian Ying.

– Sakura, carregue ectoplasma e contra-ataque-o! Agora! – Disse Subaru.

– A gente te protege, Sakura enquanto você prepara o ataque, mas tem que ser agora, Sakura.

– Esse negócio de distrair pra depois atacar não funciona comigo… isso não e Xadrez, é vida real! Flechas envenenadas!

– Raio de fogo!

– Voa!

Os ataques de Hikaru e Subaru só foram suficientes para neutralizar poucas flechas. Uma delas acabou por atingir os dois, fazendo com que Subaru perdesse a visão, a audição e o tato. Hikaru perdeu o paladar, a fala e a visão. Eram flechas envenenadas que faziam perder os sentidos. Ver os amigos feridos, fez com que, de certa forma, Sakura acordasse para a situação. Ela fez uma cara de brava como nunca tinha feito antes. Makoto e Syaoran correram para o local da luta para analisar como estava a situação. Dian Ying, ao vê-los, falou:

– Vejo que você tem muitos amigos, mas será que eles serão o suficiente pra proteger a senhorita? Não sei não senhora Kinomoto, mas a senhora até que fica bonita com essa cara de brava. – Dian Ying sorria.

– Cala a boca! – Gritou Sakura.

– Eu tenho um ataque especialmente pra você! Flecha fantasma!

– Não… eu não vou perder aqui… eu não vou ser derrotada aqui… depois de tanto tempo de treino! NÃO! – Disse Sakura, estendendo as mãos para o ar.

Um conjunto de flechas douradas saiu das mãos de Dian Ying, com uma delas certeiramente dirigida a Sakura. Milagrosamente, Sakura consegui criar uma barreira de ectoplasma transparente a sua volta, impedindo de ser atingida por elas. Dian Ying exclamou:

– Esse é seu poder então? Eu te aviso que ficar se defendendo não vai adiantar em nada, em nada! Flecha fantasma!

Dian Ying soca o ar e Sakura se defende novamente. Dessa vez, Sakura estava séria e decidida. Ela não agiria como antes. Sakura respirou fundo, apressadamente e falou:

– Foco, Vontade, imaginação… e vai dar tudo certo! – Sorriu maliciosamente Sakura

– Não vai adiantar! Flecha fantasma!

– Ectoplasma, emitir!

Uma rajada de ectoplasma transparente saiu das mãos de Sakura, desviando o trajeto de flechas. Enquanto chega a Dian Ying ela enfraquece e ele diz:

– Esse ventinho de nada faz efeito nenhum em mim! Nenhum!

Enquanto olhava, Sakura ouve a voz de Kero em sua mente:

O ectoplasma, uma vez que sai do seu emissor, admite a forma que o emissor quiser, o poder que o emissor desejar, basta foco! CONCENTRE-SE SAKURA!

O coração de Sakura pulsou forte ao ouvir as palavras do guardião querido. Ela fez exatamente como ele falou, se concentrou na rajada que ia em direção a Dian Ying e disse:

– Ectoplasma, afine.

– O que? – Disse Dian Ying, sentindo a rajada de energia atravessar seu corpo.

– Ectoplasma, exploda!

– A rajada que atravessou Dian Ying expandiu, parecendo que um tiro tinha atingido seu peito. Dian Ying caiu sorrindo, ajoelhado, rindo para Sakura, enquanto o sangue escorria por sua boca, por seu peito:

– Senhora Kinomoto, seu fim está próximo! Hehe! – Dian Ying cai morto no chão, com a rosto virado para o chão. Os policiais convocados aparecem, encontrando o cenário desolado que estava aquela rua. Tudo havia sido resolvido por Sakura. Sakura se volta para o marido e sorri. Ela corre ate ele mas desmaia no caminho. Uma flecha dourada reluzia em seu peito, deixando perturbado Syaoran. Syaoran se volta o rosto para o Superintendente Makoto e desabafa:

– Olha a minha prima, olha a minha esposa! É pra isso que vocês precisam da Sakura? Pra me deixar viúvo? Pra me deixar criando um filho sozinho como pai solteiro? Você é ridículo, ridículo! Me prenda se você for homem! – Syaoran deu um tapa no peito de Makoto, no lugar onde estava seu distintivo e correu até onde estava nocauteada a prima, entregando a esposa aos cuidados dos paramédicos que prontamente acudiram até o local.

Makoto ficou sem falar nada. Sabia que Syaoran estava sentindo aquilo com tanta intensidade quanto ele, deixou ele desabafar livremente. Era parte do processo de ser policial não receber nenhum agradecimento pelas suas ações e ser taxado como bandido, isso ele sabia muito bem, culpa das maçãs podres da polícia. Era parte do trabalho de um policial perder companheiros em plena ação. Morto em ação, era como se chamava aquilo. Quantos policiais morreram naquele atentato? Dezenas, não se sabia ao certo. Sabia que não permitiria que a sorte de Sakura não fosse a mesma do resto de seus colegas. Makoto segura no ombro do paramédico que leva Sakura para a ambulância e lhe diz:

– Essa você vai dar tratamento prioritário, em nome da agência nacional de polícia!