Malta! Oi! Cá está mais um capitulo!

Sakura e os pequenos esperavam ansiosamente a banda.

Finalmente eles chegaram.

Tomoyo: Cá estamos!

Sakura: Podem entrar. O senhor Li já bazou com a noiva.

Hiroya: Então, como vais, Mei?

Meilin: Ai ai, ele não é um querido?

Chiharu: Até que enfin que nos juntamos todos. Tens andado desaparecida em combate.

Sakura: Muito trabalho, minha amiga, muito trabalho.

Kenji: E vocês, putos? Portam-se bem com a Sakura?

Yuan: Yap.

Lien: Podemos ver um concerto vosso um dia destes?

Hiroya: Porque não?

Miho, a irmã mais nova de Megumi desceu as escadas e viu aquela malta toda ali reunida, mais o que mais lhe chamou a atenção foi...Kenji. O que é que aquele rapaz lindo, de ar maroto e cabelo negro estava ali a fazer?

Miho: O...olá.

Kenji: Olá.

Kenji não reparou nos óculos de fundo de garrafão e no ar tosco de Miho, mas...parecia ser uma rapariga bastante simpática. O sorriso doce que ela mostrava dizia-lhe isso mesmo.

Tomoyo: Trouxe as pipocas.

Sakura: Ri-fixe!

Yuan: Está aqui o filme. Que tal este? É de terror!

Lien: Não! Eu não gosto de filmes de terror!

Yuan: És mesmo medricas!

Sakura: Parem lá com isso! E nada de filmes de terror!

Takeshi: Ó Sakura, vá lá!

Sakura: Está bem. Mas se tiverem pesadelos durante a noite...

Kenji: Está-se mesmo a ver que não tens mãos a medir aqui nesta casa.

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Enquanto isso, no restaurante...

Megumi: Atchim!

Shaoran: Megumi, estás constipada?

Megumi: Não, amor. É...alergia. Atchim!

Shaoran: Isso está mau. Tens o nariz todo vermelho.

Aflita, Megumi pegou no estojo de maquilhagem e viu-se ao espelho

Megumi: Meu deus! Tens razão! Atchim!

Pôs o estojo de novo dentro da bolsa e viu lá...penas!

Megumi: Mas...o que...Atchim! O que é que estas penas estão aqui a fazer?

Shaoran: É melhor voltarmos para casa para tomares o anti-alérgico.

Megumi: Sem duvida. Atchim!

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Puseram o filme e sentaram-se confortavelmente no sofá, muito divertidos, a comer pipocas e a gritar agarrados uns aos outros nas partes mais assustadoras.

De repente ouviram um barulho.

Lien: Que barulho foi este?

Sakura: Não te assustes, pequerrucha. É do filme.

Lien: Não é, não! Veio da janela. Acho que está alguém lá fora.

Meilin: Não está lá ninguém. Vêem no que dá ver filmes de terror?

Hiroya: Eu vou lá ver o que é.

Hiroya abriu a janela e o que viu deixou-o petrificado.

Hiroya: AAAAAAAAHHH!

Os outros: AAAAAAAHHHH!

Hiroya tirou a criatura que lá estava na janela e...Não era mais que um boneco feio.

Hiroya: Afinal era só um boneco.

Num canto da casa, ouviram Yuan a rir a bandeiras despregadas.

Yuan: Então? Foi fixe?

Takeshi: Foi, foi!

Meilin: Ah, foste tu!

Lien: Não teve graça nenhuma! Eu tive medo!

Sakura: Seu traquinas...

Kenji: Boa malha, puto! Quando eu era da tua idade, não me lembrei dessa.

Outro barulho.

Yuan: Desta vez não fui eu!

Chiharu: Será algum ladrão?

Sakura: Ou pior! Se calhar é...Se calhar é um fantasma!

Tomoyo: Tenham calma! Vamos ver quem é.

Como a luz estava apagada, Sakura ficava cada vez mais assustada. Pegou numa vassoura por via das duvidas.

Alguém abriu a porta e Sakura, instintivamente, deu-lhe com a vassoura.

PAF!

O pior foi quando...Shaoran acendeu a luz e viu Megumi caida no chão, meio zonza.

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Megumi: Essa...Essa atrasada tentou matar-me!

Sakura: Foi sem querer! Eu não sabia! Pensavamos que era um ladrão e...

Shaoran: Importas-te de arranjar uma desculpa melhor que essa?

Sakura: Mas é verdade!

Megumi: Mentirosa! E até aposto que foi ela que pôs as penas na minha mala!

Sakura: Quais penas? Está mas é maluca! Anda a ver coisas ou quê?

Shaoran: Sakura! Deixa de ser malcriada!

Sakura: Óptimo! Defenda a sua noivinha quando ela está a acusar-me de coisas que eu não fiz! Sabe que mais? O senhor é estupido, bruto e arrogante! Olhe, fique na sua, que eu fico na minha!

E foi para o jardim, com olhos rasos de lagrimas e cheia de raiva. Como é que o seu principe encantado, aquele que tanto gostava, era capaz de a tratar daquela maneira!

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Na sala, os pequenos resolveram falar com Shaoran.

Lien: Papá, por favor, não te zangues com a Sakura...

Shaoran: Meninos, não se metam.

Yuan: Mas papá, é que estavos a ver um filme de terror, sossegados e ouvimos barulho. Pensámos que era um ladrão e pronto!

Takeshi: E quanto áquilo das penas...Fui eu.

Shaoran: O quê?

Takeshi: Foi só uma brincadeira.

Yuan: Sim, e...eu também ajudei.

Lien: E eu.

Shaoran: Oiçam, isso não se faz! Vocês não sabiam que a Megumi era alérgica a penas?

Takeshi: Desculpa.

Yuan: Nós também pedimos desculpa, não é, Lien?

Lien: É, sim.

Takeshi: E agora? O que nos vai acontecer?

Shaoran: Vão ficar de castigo, como é obvio! Já para o vosso quarto e que isto não se repita!

Yuan: Está bem. Mas olha...E a Sakura?

Shaoran: O que tem a Sakura?

Yuan: Não a vais mandar embora, pois não?

Lien: Por favor, papá, não a despeças!

Shaoran olhou-os enternecido.

Shaoran: Não. Eu não vou mandar a Sakura embora. Eu vou ter com ela e pedir-lhe desculpa. Está bem assim?

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No jardim, Sakura chorava, no sitio onde tinha enterrado a noz.

Sakura: Ai, mamã, eu sei que fiz mal, mas foi sem querer. Ele nao tinha o direito de me falar daquela maneira! E ainda acusam-me de coisas que eu nao fiz! Mamã, ele não...ele não gosta de mim!

Uma lagrima caiu dos belos olhos verdes de Sakura. A lagrima caiu exactava onde a noz estava enterrada e...Um pequeno rebento cresceu onde a lagrima tinha caído.

Sakura: Mamã...isto...é um sinal?

Shaoran: Sakura, estás aqui. Olha eu...Fui muito bruto contigo, sim. Tens razão. E...Peço desculpa. Pela forma como te tratei e por tirar conclusões precipitadas. O Takeshi contou-me tudo.

Sakura: Eu perdoo-lhe. E...perdoe-me a mim também. È que, sabe, eu falo sem pensar. Digo o que me vem á cabeça e depois dá asneira da grossa.

Shaoran: Sakura, tu és uma desbocada e dizes logo o que pensas na cara. Mas sabes, isso significa que és sincera. Isso dá-me um bocadinho de inveja.

Sakura: Porquê?

Shaoran: Porque ás vezes, não consigo dizer aquilo que quero por não ter coragem, ao contrário de ti.

Sakura era capaz de passar a vida inteira a olhar para os lindos olhos cor de âmbar do seu principe encantado.

Shaoran: Parece-me que ambos aprendemos a pensar antes de falar, não é?

Sakura: É. Senhor Li, eu prometo que de agora em diante nunca mais faço asneiras e me meto em confusões.

Shaoran: E eu nunca mais grito contigo.

Como é que Shaoran conseguiria resistir ao caracter doce de Sakura? Não, não o conseguiria. Aproximaram-se um do outro, os labios do seu principe cada vez mais perto dos dela...

Yuan: Então, Sakura, não vens ler-nos uma história?

Sakura e Shaoran: Já para o quarto!

Os pequenos foram para dentro de casa, aos risinhos reparando na troca de olhares entre Shaoran e Sakura.