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Cap. 13 - Part I.

Jamais se desespere, mesmo perante as mais sombrias aflições de sua vida, pois das nuvens mais negras cai água límpida e fecunda.{Provérbio Chinês }.

Casa do House, 02h30min da manha.

Jogando suas coisas no canto da sala, e pendurando a bengala no batente de entrada, House entrou perdido em seus pensamentos, A noticia do aborto de Cuddy ainda, o deixava assustado. Tentou ficar no hospital, Mas sua mente sempre lhe pregava peça, fazendo-o pensar em Cuddy. Como ele iria vê-la? A Culpa começa a Tomar conta dele, e isso não era nada bom.
Olhando para dentro de casa, House começou aos poucos, se lembrar de tudo que passaram ali. Desde o dia que ela bateu na porta da casa, e eles fizeram as pazes, dos momentos em que eles tivera juntos. E quando ela veio arrumar as malas dele, para a ida dele ao congresso. Ah! O congresso. O torneio que ele havia abandonado, e principalmente da descoberta da gravidez, Uma gravidez, que ele de inicio, não sabia sua própria reação, mas certamente ele estava de feliz consigo mesmo, sabendo que ele tinha conseguido realizar o sonho dela.

Atrás da porta, Guardo os meus sapatos Na gaveta do armário Coloco minhas roupas
Na estante da sala Vejo muitos livros E a geladeira conserva o sabor das refeições
.

Um sonho que acabava de ser destruído, Não por culpa dele, Mas por uma infelicidade do destino. Apesar da sua consciência, teimar em dizer ao contrario. Ele sabia que a culpa não era dele, Mas se ele pelo menos tivesse atendido ao telefone. As coisas poderiam ter sido um pouco diferente. Simplesmente diferente.

Minha casa é meu reino, mas eu preciso de outros sapatos De outras roupas, outros temperos, Para formar minhas idéias e meus sentimentos, Eu sou a soma de tudo que vejo.

A casa que ate esses dias, ainda tinha o cheiro e graça de Cuddy espalhada por ela, Agora começava a voltar a ter cheiro de House. Cada canto lhe trazia uma recordação diferente. Cada sorriso, cada gesto. Memórias que sempre ficariam impregnados, na cabeça dele.

Por mais que ele quisesse evitar. Sempre que fechava os olhos, ele via Cuddy, as vezes vestida no roupão dele, andando pela casa, As vezes apenas com a camisa azul que ela tanto gostava, mas o sorriso dela, ela sempre o que o iluminava...

E minha casa é um espelho, Onde a noite eu me deito e sonho com as coisas mais loucas.
Sem saber por que, É porque trago tudo de fora, Violência e dúvida, dinheiro e fé.

De lembrança o mundo é feito. Nem todas as lembranças são boas. Esse seria uma coisa que certamente marcaria ele para sempre. E consequentemente ela também.
Mas, isso era algo que ele não poderia mais mudar. A não ser dali para frente. Remoer o passado não ajuda. E isso era algo que ele sabia muito bem.

Trago a imagem de todas as ruas por onde passo
E de alguém que nem sei quem é
E que provavelmente eu não vou mais ver
Mas mesmo assim ela sorriu pra mim.

Sentado no sofá, com a garrafa de uísque, House se perdeu em pensamentos em lembranças, quando não era uma lembrança boa a uma dose maior de uísque era ingerido, quando uma lembrança era boa. A dose era um pouco menor. Ele nem se quer se lembrava de em qual momento ele adormeceu. Mas a dor de cabeça estava grande. E o barulho da campainha ao fundo começa a irritar.

Com muita relutância, ele abriu a porta. "Isso é perseguição já..." - ele pensou.

H: O que você faz aqui? E que horas são?
B: Vim ter a ultima conversa com você. E são quase meio dia.
H: Achei que tinha ido embora já.
B: Não convida mais para entrar?
H: Sei que vou me arrepender disso. Mas... entre.

House, mais a porta dando passagem para Bonnie entrar. Ela entrou olhando dentro dos olhos dele, como se tivesse medindo forças, aquele que desviasse o olhar, poderia se considerar fraco. Olhando nos olhos dele. ela já teve idéia do quão ele estava sofrendo, e terminou de constatar quando olhou dentro da casa dele e virá a garrafa de uísque ao lado do sofá, vazia.

fora fraca, mais uma vez. Mas quem conseguia ficar olhando dentro dos olhos dele? um azul que iluminava a vida. Mas que hoje, Hoje, não brilhava. Era um azul triste, sem vida. E sem perspectiva de vida.

Como uma mulher poderia mudar tanto um homem, como mudou Gregory House? Era exatamente esse o medo de Bonnie. que um dia ela fosse pega por um amor incondicional a alguém, que nem ela, saberia escapar. Realmente ele amava Cuddy, e o que estava acontecendo, estava o magoando muito, mas ele era egoísta demais para dizer isso. Misantropo demais para dividir com alguém seu sofrimento, ranzinza demais para tentar ver a vida diferente.

Ela sorriu e ficou na minha casa que é meu reino
É porque trago tudo de fora
E minha casa é um espelho
Trago a imagem de todas as ruas

H: Então. qual o assunto? E como que você descobriu o meu endereço?
B: Você trabalha no hospital meu bem, e o Assunto é mais do seu interesse do que do meu.
H: Wilson não te falou, e ninguém mais sabe o meu endereço. Que assunto é esse?
B: Deixe o endereço de lado. Vamos ao assunto.
H: Fala logo.
B: Estou sabendo... do... acontecido...
H: Que acontecido? O Aquecimento global? Sorry, eu não posso mudar.
B: Não se faça de desentendido... Cuddy... Você.. e o Bebe..
H: Isso não e da sua conta.
B: Eu sei... mas alguém tem que fazer a parte suja do trabalho...
H: Isso não é seu trabalho. Você não tem nada haver com isso. Então...
B: Digamos que é minha função. Não tente entender. Apenas me responda. Ate quando você vai ficar assim?
H: Já falei Isso não é da sua conta. E eu vou ficar assim ate eu achar necessário.

Bonnie, o olhava. Admirada para ser mais especifico, Ele estava sofrendo e não queria assumir. Com alguém poderia ser tão tolo, em acreditar que pode ser forte a todo o momento? Jesus. Ate os brutos choram. Com Gregory House não seria diferente.

B: Se você continuar assim, vai ser pior. Você vai perdê-la de vez.
H: Acho que eu nunca a tive de verdade.
B: Ok, agora estamos na fase de negação, aonde você vai fazer uma linha de raciocínio, aonde você vai negar que a ama. E eu entro com a parte de que você a ama. Mas é idiota o suficiente para deixá-la.
H: Não era bem isso. Mas...
B: House, Lar mão de ser idiota. Ela vai sofre, mas vai superar. Você ao contrario dela. Vai continua sofrendo e vai acabar com a sua vida.
H: Você diz isso como se pudesse prever o futuro. Quem não garante que eu vá continuar a minha vida?
B: Eu sei House. Eu apenas sei.
H: Você viu no seu caldeirão? Por que cara de bruxa você sempre teve.
B: Para com isso. Para de ser infantil. Você sabe muito bem que o que to falando é mais pura verdade.

H: Humor negro... nunca ouviu falar?
B: Para de se esconder atrás dessa armadura de ferro, onde você pensa que é forte, e absoluto. Para de fingir que nada aconteceu. E principalmente. Pare de negar o que você sente. A culpa não foi sua, você sabe, mas também não esta se julgando culpado...
H: Isso... Não... – Ela o interrompe.
B: Não cabei de falar. Sua consciência esta pesada. Por algo que não é sua culpa, você não sabia o que estava acontecendo. Tudo bem que agiu como um adolescente. Mas o que aconteceu foi uma fatalidade.
H: Eu sei. Mas mesmo assim... algo me diz que eu tinha que ter feito algo...

Eu sou a soma de tudo que vejo
mas mesmo assim, ela sorriu pra mim
Sorriu e ficou na minha casa que é meu reino

B: O que você ia fazer? Se isso aconteceu tem a sua explicação. Não era a hora. Não era para ser agora. Um dia quem sabe.
H: Fala isso para uma mulher, que a única coisa que quer na vida é ter um filho.
B: House, tudo acontece no momento certo.
H: Fácil para você falar.
B: House, ela ama você. E você, por mais que tente negar. A ama igualmente. De um modo diferente de amar. Mas ama. E eu não sei qual droga ela tomou, mas ela te ama de um modo incondicional. Pare de machucar vocês mesmos.
H: Jogo pesado com o lance das Drogas. Você sabe que sou irresistível.
B: Menos House, Menos. Você esta ficando velho...
H: Velho e Charmoso assuma.
B: Vamos voltar ao assunto.
H: Chega. Logo-logo o Wilson vem também e da a lição de moral dele... então. por hoje chega.
B: Ok. É você quem sabe... Eu estou indo embora. E acho que não, nos veremos mais.
H: Serio? Dessa vez é definitivo?
B: Eu sei que você me ama,... não precisa demonstra... Mas, sim... lá vou eu para a minha vida pacata

Que a razão não diga nada
Os sonhos sempre foram minha fuga
Lembranças perdias sem sentido
Mas juntas pra mim parecem musica

H: Se um dia voltar. Por favor. Finja que eu não existo.
B: Não voltarei House. Não voltarei. Mas antes de eu ir...
H: Ok. Ok. Ok. Já entendi. Amor incondicional e bla bla bla.
B: Aproveite essa oportunidade que a vida esta lhe dando, um raio não cai duas vezes no mesmo lugar.
H: Cai sim. Eu já a tive de novo comigo...
B: Será que cai a terceira? Vai dar margem para o azar?
H: Adeus Bonnie.

Bonnie caminhou ate a frente de House. Nenhuma palavra foi proferida. Mas só o olhar dele já dizia tudo. Alguma coisa havia mudado dentro da cabeça dele. o que ele iria fazer dali por diante, era algo que ela não sabia. Mas esperava que para o bem de House, ele tomasse a decisão certa.

H: Se um dia voltar. Por favor. Finja que eu não existo.
B: Não voltarei House. Não voltarei. Mas antes de eu ir...
H: Ok. Ok. Ok. Já entendi. Amor incondicional e bla bla bla.
B: Aproveite essa oportunidade que a vida esta lhe dando, um raio não cai duas vezes no mesmo lugar.
H: Cai sim. Eu já a tive de novo comigo...
B: Será que cai a terceira? Vai dar margem para o azar?
H: Adeus Bonnie.

Bonnie caminhou ate a frente de House. Nenhuma palavra foi proferida. Mas só o olhar dele já dizia tudo. Alguma coisa havia mudado dentro da cabeça dele. o que ele iria fazer dali por diante, era algo que ela não sabia. Mas esperava que para o bem de House, ele tomasse a decisão certa.

Hospital – PPTH – Quarto da Cuddy

Cuddy estava em repouso, o efeito do calmante começava a passar o efeito. E ela começa a despertar. Quando abriu os olhos, viu Wilson em pé ao lado da cama dela, ele a olhava com ternura e dor ao mesmo tempo. Ela sabia o que havia acontecido... ela estava querendo que nada tivesse acontecido, mas ela sabia intimamente que o sonho dela havia sido destruído novamente. Ela só fechou os olhos e deixou que as lagrimas escorressem.

W: Não faça isso... eu sei que é difícil... mas não se entregue a dor.
C: Por quê? Por que isso tinha que acontecer comigo?
W: Não é sua culpa. Simplesmente... Aconteceu.
C: House? Cadê?
W: Em estado de aceitação, e de culpa.
C: Se ele achava que vou perdoá-lo, esta muito enganado...
W: Ele deve aparecer...
C: Não sei o que pensar...
W: A Culpa... Não foi dele...
C: Eu sei... Mas... Simplesmente.. não sei...

Cuddy estava realmente magoada com ele. Por mais que a culpa não fosse dele. Ela sabia que ia ser difícil, superar mais essa fase. Principalmente longe dele. Como pode o destino brinca tanto com os sentimentos das pessoas... O destino, o destino que os separou, os uniu, os separou novamente. E agora iria uni-los para todo o sempre? Ta pode ate parece historias de contos de fada. Onde o príncipe conhece seu grande amor, fica juntos, ai vem à bruxa malvada, os separa, e no final, eles ficam juntos.
Mas quem aqui nunca sonhou com o príncipe encantado, montado em seu cavalo branco, que vinha tirar ela da torre mais alta?

Cuddy, não era mais uma menininha, sabia que a realidade era mais dura, do que se imaginava, Mas quem em certas horas da vida não gostaria de voltar a ser criança? Apenas para poder sonhar. Sonhar que tudo no futuro da certo.

Teoria da conspiração. Ou consciência pesada? , era algo que House não sabia distingui. Mas depois que Bonnie saiu da sua casa, ele simplesmente não conseguiu mais ficar ali dentro. Sua tentativa de se isolar do mundo falhara. O tempo que ele precisava ficar só, estava se acampando. Então. Era hora de tomar algumas decisões

"Procure as respostas da vida. Nas coisas mais simples da terra. Nem todos os sorrisos são de alegrias. Mas antes um sorriso triste, o que a tristeza de não saber sorrir.
Enxergue a beleza do bater de asas do passarinho e o doce som do seu canto. E verás que nem depois da pior tormenta, eles param de cantar."

Andando com sua moto, House resolveu fazer um tour pela cidade. Andando pelos parques da cidade, pelas praças. Respostas. Era isso que ele procurava. Resposta para tudo, para tudo que aconteceu.
Quando ele se deu conta, ele estava na rua que ia para o hospital, a única resposta que ele quis. Sempre estava lá. Apenas ele não se dera conta disso ainda.
Acelerando a moto. Ele chegou no hospital, desceu e silenciosamente, se dirigiu a sala de Wilson. Bateu apenas uma vez na porta e abriu, Wilson seguiu o caminhar de House ate o sofá dele, A vontade que ele sentia era de colocar tudo pra fora. A raiva, a magoa, a tristeza, que ele sentia. Mas ele optou em deixar House começar a falar. Com certeza a dor dele estava sendo maior.

H: Como ela esta?
W: Vá ver com seus próprios olhos.
H: Eu não posso.
W: Ela não proibiu nenhuma visita. Pode ir quando quiser.
H: Não... Eu... Não posso.
W: Então é assim... Vai deixá-la? Como se nada tivesse acontecido...
H: Aconteceu. Eu acabei com o sonho dela... de novo...

W: Não foi sua culpa. Você sabe. Mas por um lado isso é bom. Mostra que você tem consciência.

House pela primeira vez o encarou dentro dos olhos de Wilson. Naquele momento, Wilson conseguiu ver o quão ele realmente estava mal pelo acontecido.

W: House. Vá vê-la. Ela precisa de você. Principalmente agora.

House apenas confirmou com a cabeça. E instantes depois se levantou e foi em direção a o quarto de Cuddy.

To Be Continued...
-Notas: Musica - Meu Reino - Biquini Cavadao. -
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