Capítulo 14
30 de Janeiro, 1997
Dia 13
No dia seguinte, Ron, surpreendentemente tinha acordado mais cedo que toda a gente, e andava agora pelos jardins, pensando.
O que tinha acontecido com Hermione realmente o tinha afectado um pouquinho, sentia que ela precisava da sua protecção, e andava com uma vontade imensa de colocar Colin na Ala Hospitalar, achava que a detenção de um mês que Mcgonagall não era o suficiente, para ele ficar satisfeito.
Por vezes sentia-se meio sozinho. Harry, apesar de estar chateado com Draco, só pensava neste. Ginny tinha virado uma obcecada. Desde que havia entrado para a equipa de Quidditch, tinha sim mais sucesso com as meninas, era mais conhecido entre os alunos de Hogwarts, mas não lhe interessava, pois ele amava a amiga. Mas Hermione também tinha Dennis.
Não que ela não saiba, ele se declarou no fim do ano anterior. Mas não era recíproco e agora tudo o que ele podia fazer era olhar Hermione ser feliz com outro garoto, e mesmo assim, tentar seguir em frente. Ele tentava, mas não conseguia. Sentia ciúme e também se sentia triste quando os via, quando pensava que Hermione estava amando outra pessoa que não ele, beijando outro, quando sentia que na realidade, deveria ser ele ali, beijando ela.
Era deveras difícil, já que ele a amava sinceramente, e esse sentimento não vai embora da noite para o dia, mas ele tinha que conseguir lidar, ele sabia que era forte.
Olhou para a frente e viu sua irmã, sentada na relva em baixo de uma árvore, com uma capa a seu lado, escrevendo algo e rindo sozinha.
Andou até ela em passos largos.
- O que você está fazendo? – Perguntou.
- Bom dia para você também, e nada que lhe interesse.
- Neste caso interessa.
- Não se preocupe, você irá descobrir mais tarde ou mais cedo.
Ron revirou os olhos e, em um movimento rápido, pegou o pedaço de pergaminho que ela tinha nas mãos.
Ginny suspirou, não parecendo muito preocupada.
- Que impaciente hein maninho..
'Rita Skeeter,
eu sei que você sempre anda atrás de notícias interessantes para poder publicar, por isso, considere isso aqui como uma oportunidade única.
Nunca mais conseguiu ter coisas para escrever sobre Harry Potter, já que ele a abomina agora, como sabe. Mas eu tenho uma bomba para lhe contar, uma bomba na qual Draco Malfoy também está envolvido. Interessada agora não é?
Mas bem, dando início, a situação é a seguinte, uns dias atrás, no meio de um dos corredores de Hogwarts, pela noite, eu encontrei Harry Potter e Draco Malfoy se'
A carta acabava mesmo ali, já que o ruivo não a tinha deixado acabar de escrever.
Rasgou a carta inacabada em quatro pedaços, antes de os atirar para a beira de Ginny. Mesmo assim ela não parecia muito afectada.
- Eu ainda posso fazer outra, sabe disso não sabe?
- Sei que pode, mas você não vai fazer. As fotografias que colocou pelo castelo para todos verem já não foram vingança suficiente?
- Pelo que eu vejo não, não foi suficiente. – A ruiva respondeu, cruzando os braços.
- E por isso você vai contar tudo e mandar as fotografias para a Rita? Ainda por cima para ela que vai inventar coisas, distorcer a história, fazendo soar pior do que você já fez? Sinceramente, no que é que você se tornou? – Perguntou Ron.
- No que o Harry me tornou, diga antes assim. Se não fosse por ele, eu não estava fazendo isto. – Disse ela.
- Ele não tem culpa. – Ele falou.
- Tem sim! Ele me trocou por um garoto, eu não vou admitir algo assim. – A menina retorquiu.
- Ginevra, você não vai fazer nada, não vai mandar fotografias nem carta alguma para essa jornalista, e se não tirar as aquelas coisas das paredes dos corredores, eu mesmo o faço. – Ron avisou.
- Eu vou sim Ronald, lá por ser meu irmão mais velho não quer dizer que pode me impedir de fazer o que muito bem me apetecer. – Ginny não parecia desistir.
- Sabe, eu fiquei pensando.. o que iria achar a mamãe de estar fazendo algo assim ao garoto que ela considera como um filho, pensa no quão desiludida. Ah, e o pai.. imagina só o quanto ele ia ficar chocado com você de saber de todos os meninos com que você já esteve, que você usou. Eu tenho certeza que eles, depois do que você fez, não iam ter problemas nenhuns em testemunhar. De saber que a sua menininha pura e inocente.. já não é tão pura e inocente assim. – Ron falava, com um pequeno sorriso vitorioso, sabia que aquilo funcionava, e além disso, ele não estava mentindo quanto a o fazer.
- Você não ia fazer algo assim, eu sou sua irmã. – Dizia, encarando o irmão séria.
- Sinceramente? Eu não conheço essa pessoa que esta agora na minha frente por isso pode ter a certeza Ginny, eu sou capaz sim. – Afirmou ele.
A ruiva deu um gritinho frustrado, pegou suas coisas, e se levantou desajeitadamente, saindo a correr.
- Vai para o inferno Ronald.
Agora sim estava na hora de todos irem tomar o café da manhã, e a maior parte dos alunos já estavam dentro do Salão Principal, ou se dirigindo para lá.
Na Sala Comum dos Slytherin, Blaise estava sentado em uma das poltronas, esperando a amiga, Gwen, descer para irem comer juntos, antes das aulas da manhã começarem.
Quatro meninas desceram as escadas, e o moreno reconheceu pelo menos duas delas como sendo do mesmo ano que Gwen, já que estivera com elas, no ano anterior.
- Hey, hummm.. – Blaise chegou na beira delas e ficou uns 10 segundos tentando lembrar do nome de uma. – Caroline!
- É Catherine. – A menina loira corrigiu.
- Eu sabia isso. Vocês podem me dizer onde está a Gwen? – Perguntou ele.
- Está dormindo, e não é a nossa função acordar ela. – Outra delas respondeu.
O garoto revirou os olhos e subiu ele mesmo as escadas, entrando no dormitório e vendo que uma cortina ainda estava fechada.
Abriu e abanou a menina que ainda lá dormia, na tentativa de a acordar, o que demorou pelo menos uns 5 minutos.
- Gwen, acorda! – Ele chamava, bem alto.
Por fim, seus olhos se abriram lentamente.
- Blaise.. – Ela disse, baixinho.
- O que se passa com você Gwen? Está se sentindo mal? Comeu alguma coisa ontem comigo que lhe fez mal foi isso? Mas eu não estou sentindo nada.. – Dizia Blaise.
- Os chocolates. Como você foi capaz de fazer algo assim? – A menina perguntou.
- Fazer o que, que chocolates? – O moreno pareceu confuso.
- Eles não tinham um sabor normal, eu percebi isso, mas eu não liguei, eles vinham de você. Porque me quis envenenar, o que eu te fiz? – Perguntava Gwen, ainda baixo e com os olhos fechados, parecendo sem força para fazer o que quer que fosse.
- Eu? Te envenenar? Você ficou louca Gwen? Eu nunca faria nada para te magoar.
- A gaveta. – Ela olhou a escrivaninha e rapidamente, ele tirou uma caixa de chocolates meia aberta, na primeira gaveta. Viu o pequeno papel dentro.
'Bons sonhos Gwen. Te adoro.
Blaise Z.'
- Não fui eu, sou seu amigo e você sabe! – Ele disse. Não dando oportunidade para ela retorquir, pegou ela mesmo assim da cama. – Vem.
E assim, levou ela para a Ala Hospitalar.
Quando lá chegaram, Madame Pomfrey, que estava desocupada sem nenhum doente, apressou-se levantando da sua cadeira e perguntando o que se passava.
- Eu não sei. Mas ela falou em algum veneno que lhe deram, colocaram em chocolate, e ela comeu. – Disse Blaise.
- Que tipo de veneno? – Ela perguntou.
- Eu não sei mulher, tenta descobrir isso! Chama a Mcgonagall, eu sei quem fez isso. – Aí, saiu correndo, e deixou Madame Pomfrey cuidando de Gwen, que parecia estar perdendo os sentidos.
Ele estava correndo em direcção à sala de Poções, era isso que eles iam ter logo pela manhã, e como faltavam menos de dois minutos para a aula começar, quem procurava de certamente estava lá.
Entrou na sala, onde já estavam quase todos, e deixou todos a olhar surpresos quando, sem nem uma palavra, agarrou com força o braço de Pansy e a puxou para fora da sala.
- Você está me magoando Blaise.
- Bom saber.
Pararam quando já estavam em frente à Ala Hospitalar, uma vez mais.
- Foi você. – Afirmou.
- Eu o quê queridinho? – Pansy encostou na parede, com um sorriso e olhar malicioso.
- Que colocou o veneno nos chocolates, e colocou no dormitório da Gwen, em meu nome. – Disse Blaise.
- Ela gostou? – Pansy perguntou.
- Sua cabra! – Falou o garoto, bem chateado e parecendo capaz de matar a menina na sua frente.
- Eu não, essa daí sim. Uma vadia que te roubou de mim! – Retorquiu.
- Ela não roubou nada a ninguém.
- Roubou sim.
- Que veneno deu para ela? – Perguntou o moreno.
- Um extremamente interessante.. – Respondeu vagamente.
- Fala Parkinson. – Ele ordenou.
Pansy se chegou mais para a beira de Blaise e sussurrou:
- Um letal. É pena que eu errei na dose, mas mesmo assim, não se preocupe, daqui a alguns minutos ela estará morta, e você será só meu.
Blaise fechou os olhos por momentos e respirou fundo.
- Agora explica isso para a directora. – Disse, empurrando ela com força para dentro da Ala.
Lá, na beira de Gwen, Minerva e Madame Pomfrey olhavam os dois, sérias.
- Professora, ela.. – Blaise começou, indo explicar o que tinha acabado de falar com Pansy.
- Nós ouvimos tudo, Sr. Zabini. – Afirmou a directora.
- Menos qual o veneno. – Madame Pomfrey continuou.
- É letal, a Parkinson disse que daqui a alguns minutos ela estará morta.
- Tem a plena consciência que se a senhorita Jones morrer, você irá para Azkaban, estou certa? – Mcgonagall perguntou.
Pansy pareceu pensar, engolindo em seco.
- Tem antídoto. – Disse, em tom de voz baixo, mas que mesmo assim todos ouviram. Soou desiludida. Falhou, uma vez mais.
- Vai buscar, e volta aqui com ele imediatamente.
Pansy obedeceu à ordem da professora, e logo voltou, com um pequeno frasquinho de um líquido azulado nas mãos.
- Tem de fazer ela engolir tudo. – Explicou.
Para isso, bastaram alguns segundos. Gwen logo voltou ao normal, sua pele que ainda estava mais pálida que o habitual, voltou ao mesmo e ela conseguiu finalmente respirar fundo, fechar os olhos e voltar a dormir, dessa vez mais descansada.
- Venha comigo senhorita Parkinson. Fez algo muito grave que poderia ter acabado muito mal e agora terá de arcas com as suas consequências. É bom que se prepare. – A directora, que parecia furiosa, fez um sinal decidido para a garota a seguir, e ela assim o fez.
- Pronto. Agora deixa ela descansar. – Madame Pomfrey disse. – Eu já venho ver se está tudo bem.
E saiu. Então, Blaise sentou ao lado da maca de Gwen, segurou sua mão e encostou sua testa a dela, aliviado.
- Eu te amo Gwen.
O intervalo entre a primeira e a segunda aula da tarde tinha agora começado. Draco não tinha parado de pensar no acontecido, nem em Harry, mas respeitou o pedido do dia anterior, e deixou ele pensar, parecia ser melhor assim.
Mas também não aguentava mais. Assim que saíram da aula, foi ter com Harry. Parou na frente dele, não precisando falar nada, já que o moreno tinha a perfeita noção do que se tratava.
E dessa vez não negou uma conversa.
- Vem comigo. – Disse, apenas. Draco, claro, o seguiu até na beira dos jardins.
- Você.. pensou no que eu te disse? – O loiro perguntou.
- É tudo o que eu penso Draco, mais nada. – Ele respondeu. – Entende que é difícil certo?
- Sim, mas de novo, eu te juro por tudo, não é mais uma aposta. E é verdade também que eu te amo, mais que tudo meu bem. – Draco encarava Harry.
- Eu também amor. – Harry sorriu para o outro, enquanto este retribuía com um sorriso ainda mais aberto.
De seguida, Draco abraçou ele com força.
- Eu tive medo que você não acreditasse em mim, que nunca mais me aceitasse de volta, de te perder Harry, tive tanto. – Afirmou baixinho.
- Não me vai perder Draco, nunca. Eu te amo. – Falou o moreno.
- Eu também. – O loiro disse.
Aí, no fim do intervalo, os dois voltaram a sorrir um para o outro e assim, deram as mãos e seguiram para a próxima aula, felizes.
Thiago Percivanian – É verdade, ela sempre quer ajudar o amigo e tal :b Eh, e mesmo neste pensou que tinha sido o Blaise e não a Pansy.. :b Sim, só dois e obrigado por responder! Ahh meu deus, eu não consegui entrar nos 7 dias do Pottermore, mas em Outubro eu espero ir para os Slytherin também, que sorte hein Thiago! Ainda bem que gostou, obrigado e espero que tenha gostado desse também! Beijos!
bvcsalvatore – Heey Bruna, fico muito contente por teres gostado e ainda bem que esclareci :) Muito obrigado e beijo!
Ines Granger Black – Ahh, ainda bem que gostaste e claro, que estejas ficando viciada, sempre bom :b Obrigada e beijoca!
Deh Isaacs – Ehh, e eu desculpo, afinal estás aqui de novo, que é o que interessa :) E ele ouviu a Mione e claro, o seu coraçãoo :b Ainda bem que gostou e obrigado!
Ehh, então, eu tive vendo meus projectos e eu tive uma ideia, juntando alguns deles e tal e coise, bem não vou dar muitos detalhes.. mas queria que vocês escolhessem algo. Qual vocês preferiam em primeiro lugar? Algo dos Black? Ou pelo contrário, preferiam dos Potter? Eh isso, Black ou Potter :b Espero que tenham gostado desse capítulo queee, por acaso veio pelo menos um dia e meio mais cedo :) Obrigada.
Beijos
Sofia ^^
